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terça-feira, 20 de junho de 2017

A Verdadeira Identidade Do Rabino Isaac Lúria


Raziël 
רַזִיאֶל
אָרִיזַל


Quem tem "ouvidos" para "ouvir" que "ouça" e adquira o temor dos céus para que o orgulho não lhe suba ao coração e o faça cometer peshá (pecado de rebelião) contra o Criador dos céus e da terra, o todo poderoso, abençoado seja Ele. Eis aqui um maravilhoso segredo que não foi revelado nos tempos antigos e que somente agora o selo que o protegia foi retirado.

Quando uma pessoa alcança, neste mundo, o mesmo nvel da consciência espiritual que Adão possuía no Gan Éden (Jardim Do Éden), o próprio Raziël ha'Malach (Anjo Raziël) vem para instruí-lo com a Chochmat Nistar ha'Torá (Sabedoria Escondida da Instrução Divina), isto porque, Raziël foi o professor de Adão no Jardim Superior. 

Este evento aconteceu no século dezesseis com o nascimento do Rabino Yitzchaq Lúria e este segredo está codificado no Sha'ar ha'Guilgulim (o Portal das Reencarnações). 

Em diversos momentos o rabino Chaim Vital mencionou a recusa de seu mestre, o Leão Sagrado, em lhe revelar a verdadeira natureza da sua alma e quando o rabino Vital insistia, ouvia dos lábios do seu mestre: 

"Não me é permitido revelar-te a verdadeira natureza da minha alma, unicamente que eu vim ao mundo para te instruir". 

Quem era o Rabino Yitzchaq Lúria? E por que sempre se recusava a revelar a verdadeira natureza da sua alma?

"Ele me disse que veio para Safed só por minha causa. Além disso, ele me disse que a principal missão da reencarnação atual era passar por aqui por minha causa, para me completar, e que ele não tinha vindo por causa própria, porque ele não precisava ter encarnado".

Sha'ar Ha'Guilgulim - Ha'Qadmá 38

Depois de seu ocultamento no dia 16 de julho de 1572, o sagrado Leão passou a ser chamado de "Arizal (אָרִיזַל)" cujas a letras hebraicas revelam a verdadeira natureza da sua alma. 

Quando aplicamos temurá (permutação cabalística) sobre as letras de Arizal elas se transformam em Raziël (רַזִיאֶל) o Nome do professor de Adão no Jardim do Éden. 

A magnificência da Sabedoria alcança todos os céus. Se o Rabino Yitzchaq Lúria era uma manifestação do mestre dos mistérios divinos, quem foi então, o rabino Chaim Vital? 

Por muitos episódios no Portal das Reencarnações, quando questionado pelo próprio Vital para que lhe revelasse quem ele era e qual a verdadeira natureza da sua néfesh (alma), o Arizal dizia: "Saiba, eu ainda não tenho permissão para lhe revelar qual a sua missão ao vir ao mundo e quem você é. E se eu lhe dissesse detalhadamente o assunto em questão, você flutuaria no ar de tanta alegria (Sha'ar ha'Guilgulim ha'Qadmá 38". 

Vital era uma manifestação do primeiro ser, Adão e por isso o Arizal, que era uma manifestação do Anjo Raziël, veio ao mundo para instruí-lo. 

Muitos mestres contemporâneos do Rabino Chaim Vital imploraram com lágrimas para que o Arizal lhes ensinasseo Dere'k Nistar (Caminho Escondido) ao que o Rabino Yitzchaq Lúria lhes assegurou ter vindo ao mundo apenas é unicamente para instruir Chaim Vital e que ninguém poderia aprender esta Sabedoria se não fosse por meio do Rabino Vital (Sha'ar ha'Guilgulim ha'Qadmá 38). 

Eu havia dito e escrito que, quando eu voltasse de Eretz Israel, após ter completado a unificação da minha alma com a alma do meu mestre, o Arizal, muitos mistérios da Sabedoria Escondida seriam abertos. 

Em alguns textos nos encontramos o Arizal revelando em resposta as provocações de dois judeus perversos que sempre estavam rindo dele: "Vocês não sabem que a minha alma tem raiz na alma de Moisés? E que eu poderia fazer a terra abrir como Moisés o fez, e fazer com que eles fossem engolidos, uma vez que eles são reencarnações de Datan e Aviram que foram tragados vivos no episódio de Korach?". Esta declaração parece conter uma contradição, mas ela desaparece quando estudamos o Zohar Beshalach sobre a criação da alma de Moisés: 

"Aprendemos que, naquele momento, que chegou a hora de Moisés, o profeta fiel, descer ao mundo. O Santo, abençoado seja ele, retirou um Espírito Santo de um bloco cortado da pedra preciosa, a safira, que estava escondida dentro de 248 luzes, e brilhava sobre ele. E ele o coroou com 365 coroas e ficaram diante dele, e ele o nomeou sobre tudo o que era dele. Ele lhe deu 173 chaves, e o coroou com cinco coroas. Toda coroa subiu e iluminou em mil mundos que iluminam e nas luzes escondidas nos tesouros do Rei Santo Revelável"

Zôhar Beshalach

A alma possui 248 órgãos e 365 nervos e tendões que são forma aos órgãos, nervos e tendões do corpo, mas o segredo não é apenas este. A Torá possui 248 preceitos positivos e 365 negativos. 

A gematria do Nome Raziël (רַזִיאֶל) é 248 que é a mesma gematria de Arizal (אָרִיזַל). As 173 chaves são as letras na Prece Ana Bekoach e as cinco coroas são o segredo das cinco letras no Nome Raziël (רַזִיאֶל). 

Os sábios declararam que Moisés era metade homem e metade anjo o que comprova esta revelação. Lemos em Sêfer Devarim (Deuteronômio) capítulo 33, a seguinte declaração sobre a natureza angélica de Moisés:

"Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes do seu ocultamento (וְזֹאת הַבְּרָכָה, אֲשֶׁר בֵּרַךְ מֹשֶׁה אִישׁ הָאֱלֹהִים--אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל)".

Deuteronômio 33:1

Neste passuq, Moisés é chamado de "Ish ha'Elohim" e sabemos que os "Ishim e os Elohim" são hierarquias angelicais. Em Dere'k Nistar (QABALAH), os ishim (Heb. אִישִׁים - "homens", "personagens", "personalidades", "indivíduos") ou Eshim (אֵשִׁים - "incêndios", "chamas", "faíscas") são uma classe de anjos sobre os quais disseram que são os mais próximos dos assuntos da humanidade. Eles são compostos de fogo e neve, e são descritos como "as almas belas" que residem em Makon, o 5º Céu e Moisés foi chamado "Ish ha'Elohim (אִישׁ הָאֱלֹהִים)".


No próprio Sêfer Devarim nós encontramos "Raziel" e abaixo dele "Yavô (virá) e ao lado "Moshê ish ha'Elohim...".

A metade anjo da alma de Moisés era o Anjo Raziël e por isso ele era chamado "Ish ha'Elohim" que pode ser compreendido como "Faísca de D'us".

Manuscritos De Qumram

Dois fragmentos de manuscritos descobertos em Qumram,  especialmente o 4Q374 e 4Q377, levantam especulações de que a Moisés foi concedido um status "divino e angélico".

"E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte. E a glória de Hashem repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. E a aparência da glória de Hashem era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites (וַיַּעַל מֹשֶׁה, אֶל-הָהָר; וַיְכַס הֶעָנָן, אֶת-הָהָר. טז וַיִּשְׁכֹּן כְּבוֹד-יְהוָה עַל-הַר סִינַי, וַיְכַסֵּהוּ הֶעָנָן שֵׁשֶׁת יָמִים; וַיִּקְרָא אֶל-מֹשֶׁה בַּיּוֹם הַשְּׁבִיעִי, מִתּוֹךְ הֶעָנָן. יז וּמַרְאֵה כְּבוֹד יְהוָה, כְּאֵשׁ אֹכֶלֶת בְּרֹאשׁ הָהָר, לְעֵינֵי, בְּנֵי יִשְׂרָאֵל. יח וַיָּבֹא מֹשֶׁה בְּתוֹךְ הֶעָנָן, וַיַּעַל אֶל-הָהָר; וַיְהִי מֹשֶׁה, בָּהָר, אַרְבָּעִים יוֹם, וְאַרְבָּעִים לָיְלָה.)". 

Êxodo 24:15-18

Os sábios disseram que, somente por causa de sua natureza "humano-angélica" Moisés pode suportar 40 dias e 40 noites sem comer e sem dormir.

O Livro De Raziel

"Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez (זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ)". 

Gênesis 5:1

"Rabi Aba disse: Um livro foi realmente enviado a Adão através do qual ele discerniu e compreendeu a sabedoria suprema. Por isso, o verso se refere a ele como "o livro das gerações de Adão". Este livro mais tarde foi para as mãos dos "filhos de Elohim" Os sábios de sua geração, que tiveram o privilégio de aprender com ele e coletar a sabedoria suprema. Eles o compreenderam e compreenderam. Este livro foi trazido pelo guardião dos segredos que é o anjo Raziel e foi dado a Adão no Jardim do Éden. Três anjos da guarda estavam diante dele e guardavam o livro, para que as forças externas não tivessem acesso a ele".

Zôhar Bereshit A - 472

O nome Raziel está codificado neste verso (Gênesis 5) a partir da palavra "Zêh Sêfer (זֶה סֵפֶר)" a cada quatro letras no sentindo inverso na direção do verso 26 do capítulo 4:

 כו וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה א זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ

Raziël 
רַזִיאֶל

Dentro deste trecho da Torá nos encontramos "Lúria" e acima dele os dois versos onde Raziel está codificado:


Acima, no centro (em vermelho) está "Lúria (לוּרְיָא)" e acima dele à esquerda esta "Zêh sêfer (amarelo)" e Raziel em verde.

Esta é a razão secreta do porque o Rabino Isaac Lúria era chamado de "ha'Ari (הָאֲרִי)" cujas letras são as inciais de "Elohai Rabbi Yitzchaq (הַאֱלֹהָי רַבִּי יִצְחָק) - O Divino Rabbi Isaac".

"Os montes foram cobertos da sua sombra, e os seus ramos se fizeram como os formosos cedros". - Salmos 80:10

כָּסּוּ הָרִים צִלָּהּ; וַעֲנָפֶיהָ, אַרְזֵי-אֵל
רְזֵיאֵל

Autor
Dipankara Vedas
Misha'Ël Ha'Levi

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Zôhar - Revelando O Mistério



A Torah foi outorgada no Quinquagésimo Dia após a Libertação do Egito (a Consciência Robótica). Este dia Auspicioso é chamado Shavu'Ot.

A Torah contém todos os Segredos e a Chave que abre estes Mistérios Divinos chama-se Zôhar  (זהר).

Eis porque o Zohar foi revelado juntamente com a Torah. De acordo com o Livro Da Formação  (Sefer Yetzirah) cada signo do Zodíaco e planeta que o influencia foram criados por uma Letra Hebraica específica.

A Torah foi outorgada no Terceiro Mês hebreu chamado hoje de Sivan - O Mês de Gêmeos - que recebe a influência do Planeta Mercúrio.

O Livro Da Formação instrui-nos que Gêmeos foi criado pela Letra Hebraica Zayin  (ז) e o Planeta Mercúrio foi criado pela Letra Resh  (ר). Juntas, ambas formam a palavra Ráz  (רז) cujo significado é Mistério, e ao contrário formam Zar  (זר) que é Alienígena. Sim, a Torah veio de fora deste mundo e ela É e contém o Mistério.

A Torah é representada pela Letra Hebraica Hê  (ה) cujo valor numérico é Cinco. A Torah possui Cinco Livros: Bereshit, Shemot, Vayiqrá, Bamidbar & Devarim.

Quando tomamos as letras hebraicas do mês de gêmeos e juntamos a elas a letra Hê, a combinação das Três revelam Zôhar  (זהר).

O Zôhar tem a mesma idade da Torah neste mundo, 33 Séculos e é por isso que ele é citado secretamente em alguns livros dos Profetas no Tana'k, como Daniel capítulo 12 verso 3: "É os sábios se iluminarão como o Zohar do firmamento...".

E este é o verdadeiro estudo da Qabalah: Revelar segredos em Nome do Sagrado, bendito seja Ele.

sábado, 23 de julho de 2011

A maior batalha é a interna





"Porque a "mitzvá" é uma lâmpada, e a "Torah" uma luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida, para te guardarem da mulher má, e das lisonjas da língua da adúltera. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender pelos seus olhares. Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa - Porvérbios de Salomão 6: 23, 24, 25 & 26".

Fui assistir o "Homem Aranha 3" ontem (13/05/2007), e simplesmente amei o filme. Repleto de ensinamentos espirituais, relatando a maior de todas as batalhas: "A Luta Contra Si Mesmo".

A Qabaláh nos ensina que a nossa maior batalha é contra o "Yetzer Hará (A Má Inclinação)", contra os nossos próprios aspectos negativos, que são os nossos poderosos inimigos internos.

Em hebraico a palavra para "batalha" é "Krav" e que também é a raiz da palavra "Korban (sacrifício)". No ano, a oportunidade para confrontar nossos próprios inimigos é o mês de outubro/novembro que são governados por "Escorpião" que em hebraico se chama "A-krav".

Em hebraico, o calculo do valor numérico de "A-Krav (escorpião)" é "372", e este número aparece propositalmente na porta do "Clube de Jazz" onde "Mary Jane" se apresenta, e é onde "Peter" atingirá o ápice da sua negatividade interna: A batalha contra si mesmo.

Há no filme uma cena em que, Peter diz para o "Fotógrafo do Clarin" "Eddie Brock": Quer perdão? Vá a igreja. E realmente Eddie vai a igreja, mas não para pdir perdão, mas para pedir vingaça. O maior problema da humanidade, não é a religião, mas o que as pessoas "Fazem com a religião".

Ao contrário de Eddie, Peter vai ao "Templo" para se livrar do "Venon" do mal que agora se vestia nele. Após uma enorme batalha contra o mal que agora se veste nele, Peter finalmente se livra, usando a resonância criada pelas badaladas do sino da "catedral".
Após se livrar do "Veneno" que nele havia se vestido, Peter é visto no chuveiro usando o poder espiritual purificador a água para se "limpar". Uma tradição antiga, e um segredo da Qabalah nos ensina que a força da "impureza (Tumá)" não resiste à água. Quando um cabalista comete uma negatividade, ele mergulha na águas da "mikvá (reunião de águas)" para quebrar a força da impureza, e assim nos ensinou Echezekiel HaNovi: "Eu aspergirei água limpa sobre vós, e ficareis furificados de todas as vossas negatividades".


Há também no filme, referência aos "72 Nomes de D´us", onde o número 72 aparece em uma pilastra no andar da construção onde "Harry" morre.


Nos versos dos Provérbios de Salomão citados acima, a "Má inclinação" é chamada de "Uma Mulher Má" e também "Adúlterá".


Ela se apresenta sempre como "Uma coisa boa" com muitos elogios em seus lábios, para seduzir aqueles que se esforçam pela humanidade. É assim que nos é apresentado os ensinamentos espirituais no "Homem Aranha 3".


A "Má Inclinação" nunca vai se apresentar como uma coisa ruim, negativa, mas sempre como algo "bom aos olhos" para seduzir aqueles que caminham lá Luz. Vemos a luta do "Peter" durante todo o filme. Primeiro ele começa sentir "orgulho" de si próprio, e passa a se achar "o tal", e então "Cria um espaço" para que a "Má inclinação" possa atuar em seu coração. isto aparece no filme da forma de "Duas mulheres": Gwen e M.J. Sendo uma a "má inclinação (Yetzer Hará)" e a outra a "Boa Inclinação (Yetzer HaTov)". o orgulho é uma armadilha da "má inclinação".


Criando um espaço para ser preenchido pela má inclinação, Peter então atrai para si o "Venon (do inglês "Veneno)" que contamina sua alma, levando-o a cometer coisas horriveis que culminam na agressão contra sua amada M.j.


As pessoas sempre podem escolher em fazer o bem ou fazer o mal. Ninguém nunca é obrigado a "trair" aqueles que amam.


E assim, "Peter" beija "Gwen" fazendo com ela uma conexão (hebraico mitzvá) espiritual, e assim fazendo, ele trai o amor de Mary Jane.


A Qabaláh nos ensina que a boca é "Malchut (décima esfera da Árvore das Vidas)" e a ponta da língua é "yesod (nona esfera da Árvore das Vidas)". Malchut é o mundo físico (Olam Assiá=mundo da ação) e Yesod o mundo espiritual (Olam Yetzirá=Mundo da Formação). Então, o beijo (hebraico "neshiká)" une os dois mundos.


Lembro-me da hitória Bíblica de José do Egito (Iosef HaTzadik), vendido pelos seus próprios irmãos para o Egito, e estando lá, trabalhando na casa de "potifar", a má inclinação se apresentou a ele, na forma da mulher do seu patrão. Mas ele resistiu a ela, e fugiu, mas foi entregue e lançado no carcere interior.


Assim é a vida daqueles que se esforçam em fazer o bem à humanidade: Sempre são traidos por aqueles que amam. Foi assim com Gandi, foi assim com Jesus e com muitos outros.


Mas como Peter, que ao encarar o assassino de seu amado "Tio Ben" diz: EU PERDOO VOCÊ!. Assim também devemos agir.


"NESTA VIDA É MUITO DIFICIL ENCONTRAR UMA COISA BOA, TEMOS QUE NOS ESFORÇAR MUITO, E AS VEZES, QUANDO A ENCONTRAMOS, SIMPLESMENTE A DEIXAMOS PARTIR. EU HOJE PERDI ALGO MUITO BOM, ALGO QUE SENTIREI MUITA FALTA".


Mas eu escolho continuar fazendo o bem, não importa se ganhando ou perdendo. Tenho sido perseguido e caluniado, pessoas que nunca conversaram comigo, me acusam. Ai eu penso: Vale a pena tudo isto? vale a pena continuar luntando? E como diz o "Perter" no final do filme: "Sempre há uma escolha!.




"QUANTO TEMPO PODE UM HOMEM LUTAR CONTRA AS TREVAS, ANTES DE ENCONTRÁ-LA DENTRO DE SI MESMO?".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Atiká - Chochmat Nistar Musiqáh

"Aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...."



Uma antiga lenda judaica diz que o mundo foi criado pelo Deus Único, através de "falas" e cantos que trouxeram os mundos à existência. As 22 letras hebraicas (27 com a 5 letras finais) em  combinações pré-determinadas foram usadas para realizar essa tarefa. Então, em essência, Deus criou o mundo e o universo inteiro através da música. As letras hebraicas foram os meios que canalizaram as forças físicas usadas na criação.


O "Projeto Átika" é o resultado de uma profunda experiência com a Meditação Qabalistica - Kavanat ba'Ivrit Oti'Ot (Intropecção Interior Com as Letras Hebraicas). Uma Nessiá (Viagem espiritual) aos mundos futuros e paralelos.


As músicas do CD “Atiká” foram escritas sob a influencia dos Nomes Sagrados de D´us, especificamente o Santo Nome de 42 letras, mais conhecido pelos Judeus como “Ana Bekoach”.


Outra antiga lenda judaica, na tradição cabalística nos diz que "aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...." Se é assim, então a música é apenas mais um "método de canalização" das poderosas forças e realmente tem o mesmo efeito sobre as pessoas (ou matéria), como o texto hebraico tem quando ele é lido em voz alta. O conjunto de Salmos e a música pode trazer uma sensação de bem-estar, quando ouvidos, e a energia do som pode alterar as propriedades da matéria.


O processo utilizado como “ferramenta” para a composição das músicas chama-se “kavanat Ha´Otiot (meditação das letras)”., que me permitiu entrar nos mundos acima deste, (Zeir Anpin) em tempos futuros, onde as músicas já existiam, ouví-las e depois gravá-las exatamente como existiam no “Atid Olam (mundo futuro)”. O Segredo está codificado no Livro do Profeta Ezequi´El e é chamado de “Nahr K´var”.

A máquina usada para a execução dos instrumentos foi o Workstation Ensoniq TS12.


As músicas do CD: 1) Mirphak 2) Al´Ghul 3) Órion 4) Canopus 5) Shaula 6) Menkib 7) Capela 8) Vega 9) Atik 10) Aviór 11) Sírius 12) Betelgeuse 13) Antares 14) Polaris 15) Káus Australis 16) Átria 17) Náos 18) Ára 19) ACrux 20) Acráb.




Solicitando, o ouvinte poderá receber no seu email uma imagem com o "NOME DE 42 LETRAS (ANA BEKOACH)" em escrita "ASHURIT" e outra com um dos "72 NOMES DE D´US" que "ELIMINA PENSAMENTOS NEGATIVOS" que você receberá diretamente no seu email se solicitar.





Aprendendo os Segredos da meditação qabalística na Escola de Mistérios – A Escola Séter, você poderá “reeditar o seu mundo” e aprender a elimnar o caos.

Mazel Tov (boa Sorte).


Misha'Ël Ha'Levi (Deepak Sankara)



Ouça aqui algumas das músicas do CD Atiká - Músicas De Mundos Distantes. Basta clicar no player para ouvi-las. Boa “Nessiáh (Viagem Mística)”.

sábado, 16 de abril de 2011

Segredos Sobre O Cajado De Moisés


"O Cajado de Mestre Yoda é na verdade uma alusão à letra hebraica "Vav" que tem o poder de influenciar o mundo material".
            
"Oito coisas foram criadas no segundo dia da criação, ou seja, o Bem, o Maná, o Cajado, o Arco-íris, a arte de escrever, os caracteres da escrita, as vestes e os espíritos destruidores".


Pirkê Rabino Eliezer

Quando se fala na “Vara” de Moisés logo as pessoas imaginam uma haste de madeira que era usada pelo pastor para apascentar suas ovelhas. A maioria das pessoas logo imagina um cajado de madeira, que era o que, o Cajado de Moisés não era. Uma haste que, nas mãos de Arão, o sumo sacerdote, era dotada de poderes milagrosos que liberaram as diversas pragas que precederam o Êxodo dos Israelitas do Egito. Nesta função, o Cajado de Moisés poderosíssimo.

Na Literatura Rabínica

"A vara com a qual Jacó atravessou o Jordão era idêntica à que Judá deu à sua nora, Tamar (Gen. 38:18). É também a vara com a qual Moisés trabalhou (Ex. 4. 20 21), com a qual Arão realizou maravilhas diante de Faraó vii (Ex.. 10), e com o qual, finalmente, Davi matou o gigante Golias (I Sam. 17. 40). Davi deixou para seus descendentes, e os reis posteriores usaram-na como um cetro até a destruição do Beit ha’Miqdash (O Templo Sagrado), quando milagrosamente desapareceu. Quando o Messias vier (entenda-se "era messiânica chegar"), será dada a ele como um cetro em sinal de sua autoridade sobre as nações".

De qual material era feito?

Era feito de safira e pesava 40 sa'ah, isto é, seis quilos (um Sa'ah = £ 10,70), e trazia a inscrição que era composta pelas iniciais dos nomes hebraicos das Dez Pragas.

Quando Foi Criado?

Deus o criou no crepúsculo do sexto dia da Criação e o entregou a Adão. Quando Adão se exilou do paraíso (Gan Éden), o levou com ele. Depois o passou às mãos de Enoque, Shem (filho de Noé), Abraão, Isaque e finalmente para as mãos de Jacó. Sucessivamente veio para a posse de Iosef ha'Tzadiq que era filho de Jacó. Com a morte de José, os nobres egípcios se apossaram de alguns de seus pertences entre os quais estava o Matêh (Cajado). Jethro que viria a ser o sogro de Moisés se apropriou do Cajado. Ele o plantou em seu jardim que ficava dentro da sua tenda, e foi quando sua virtude maravilhosa foi revelada pelo fato de que ninguém conseguia o retirar do chão, e até mesmo tocá-lo era um desafio cheio de perigos para a vida. Isso acontecia porque o Inefável Nome de Deus (יְהוָה) estava gravado nele. Quando Moisés que havia fugido do Egito entrou casa de Jetro, ele leu o Nome, e por meio dele foi capaz de retirar o Cajado do solo, e por isto Tzípora, filha de Jetro, foi-lhe dada em casamento. Seu pai havia jurado que ela somente seria esposa do homem fosse capaz de dominar a “Vara milagrosa” e de nenhum outro (Pirke Avot 40; Sefer ha-Yashar), e eu penso que é daqui que originou-se a lenda do rei Arthur e sua Escalibur. 

Deve, no entanto, ressaltar que a Mishná (Ab. v. 9) diz que ainda ninguém sabia nada sobre a criação milagrosa do Cajado de Aaron. Este fato da suposta origem sobrenatural do Cajado explica a afirmação que a “Vara de Arão” junto com suas flores e frutos, foi preservada na Arca da Aliança pelo rei Josias, que previa a iminente catástrofe nacional, e escondeu a Arca e seu conteúdo. O seu paradeiro permanece desconhecido até que, na era messiânica, o profeta Elias irá revelá-la.


*Quando o Cajado se transformava em serpente, o animal era maior do que um camelo.

*Moshê (Moisés) era uma encarnação do Messias "Shiló" e por isto o Cajado foi dado a ele, conforme o segredo interno do passuq 10 do Gênesis 49. Neste passuq encontramos as palavras יָבֹא שִׁילֹה palavras estas cujo valor em gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas) é igual a 358 que é o mesmo do termo "Mashiach". O nome messiânico "Shiló (שִׁילֹה)" é igual a 345 e este é o mesmo de "Moshê (Moisés)".

A Escalibur


"Excalibur , ou Caliburn , é a lendária espada do rei Arthur , às vezes também atribuída com poderes mágicos ou associada à legítima soberania da Grã-Bretanha . Às vezes, Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são a mesma arma, mas na maioria das versões elas são consideradas separadas. Excalibur foi associada com a lenda Arthurian muito cedo. Em galês, é chamado Caledfwlch; em Cornish, Calesvol; em Breton, Kaledvoulc'h; e em Latim, Caliburnus".


Mjölnir

O velho Noruego Mjǫllnir / mjɔlːnir / se torna regularmente Mjøllnir / mjœlːnir / no antigo islandês até o século 13. A forma islandesa moderna é Mjölnir , norueguês e dinamarquês Mjølner , sueco Mjölner . O nome é derivado de uma forma proto-germânica * meldunjaz , da raiz germânica de * malanan "para moer" produzindo uma interpretação de " o triturador, triturador ". Além disso, há uma sugestão de que a "arma do trovão" mitológica que recebeu o nome da palavra "grindstone (mó)" é considerável, a era Proto-Indo-européia (se não Indo-Hitita ); De acordo com essa sugestão, a arma divina do trovão (identificada com o relâmpago) do deus da tempestade foi imaginada como uma grindstone (russo molot e possivelmente Hittite malatt - " marreleiro , bludgeon"), refletido no russo молния ( molniya ) e Welsh Mellt "relâmpago "(possivelmente cognado com Old Norse mjuln "fogo"). Nos textos da velha nórdica, Mjölnir é identificado como hamarr "um martelo", uma palavra que em noruegueses velhos e alguns dialetos noruegueses modernos pode significar "martelo", bem como "pedra, rocha, penhasco", em última instância, derivado de um indo-europeu palavra para "pedra, ferramenta de pedra", h₂éḱmō ; como tal, é conhecido com o sânscrito aśman , que significa "pedra, pedra, ferramenta de pedra, martelo", bem como "raio".


Jedi Lightsaber


Um sabre de luz é uma espada de energia que aparece no universo ficcional-filosófico de Star Wars . Um sabre de luz típico geralmente consiste em um punho de metal geralmente cerca de 11 polegadas (28 cm) de comprimento que projeta uma lâmina de energia brilhantemente iluminada geralmente em torno de 3 pés (91 cm) de comprimento). O sabre é a arma assinatura da Ordem Jedi e seus Sith homólogos, ambos os quais podem utilizá-los para o combate próximo , ou para desviar Blasters.

Os números aqui citados são muito importante em numerologia cabalista. 28 é a gematria da palavra para "força (Coach)" e 91 é a gematria da palavra para "Anjo (Malach)". Além disso, a mão possui 14 falanges cada uma, sendo 28 ao toda nas duas.



"Ele pegou a "Vara" que estava em sua mã, e a deu a Gehazi, dizendo-lhe: não fale com a sua boca nenhuma palavra; vá e coloque a Vara sobre o rosto do rapaz, para que ele possa viver".



"Agora, quanto a Gehazi, o assunto era risível aos seus olhos, e a cada homem que conheceu ele disse: você? Acredita que esta Vara vai reviver os mortos?".


Pesquisa: 
Avraham ben A´aron Kuk
Tradução:
Misha'El Yehudá
(com acréscimos e explicações)



[1] O Nome brilhante de Fogo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Encurtador Do Caminho



O Kwisatz Haderach é um nome fictício de uma figura profetizada do messias no universo de Duna, criada por Herbert Frank, e estendida mais tarde por seu filho, Brian Herbert, ao lado do autor de ficção científica Kevin J. Anderson. O nome significa a “o encurtador do caminho” e é o titulo aplicada pelas Bene Gesserit ao desconhecido que procuravam através de uma solução genética, um Bene Gesserit masculino cujos poderes mentais e orgânicos construíssem uma ponte sobre o espaço e o tempo. Conhecido também como “aquele que pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo.” A frase Kwisatz Haderach veio originalmente do Hebreu (קְפִיצַתהַדֶּרֶךְ, HaDérech originalmente do Hebraico Tiberiano e Qif̄îá do Hebraico padrão). No judaísmo, o termo está especialmente associado com o movimento cabalista, que é usado para descrever a habilidade de saltar instantaneamente de um lugar para outro sem se mover, atribuído a vários homens santos (tzadiqim). O termo é usado em alguns dos trabalhos de Shmuel Yosef Agnon, um escritor Israelita que ganhou o prêmio Nobel de literatura de 1966 (mesmo ano em que Duna ganhou os prêmios Hugo e Nebula). Em uma história de Agnon baseada em um dos contos dos cabalistas acima mencionados, a um Rabbi justo (Tzadiq) é dado o dom de “Kfitzat Haderech” que o usa para entrar na Tesouraria do império de Habsburg, e saltar de volta para o seu shtetl (aldeia judia), despercebido por qualquer um. Usa o dinheiro para ajudar os Judeus pobres e perseguidos, e a história diz que o poder seria removido dele se ele ficasse com algum do ouro. Mais tarde, quando o Imperador planejou criar um decreto prejudicial aos Judeus, o Rabbi usou seu poder de “Kfitzat Haderech” a fim saltar para câmara de audiências e bater no Imperador com sua vara, sendo visível (e tangível) ao Imperador, mas invisível a seus conselheiros e protetores.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Crônicas de Akrav




QÉDEM
Crônicas de A´krav
ID: 144.372.048 – T3B
A beleza de T3B[1] comparava-se a poucos mundos no universo. O gigante planeta aquático, circundado por cinqüenta e quatro anéis de água e orbitante de d Scorpius[2]. Possui três belíssimas luas: Dana[3], a primeira e a menor das três, brilhava ao norte, acima da cordilheira da serpente que fica na quarta ilha suspensa. Ao todo, sete gigantescas ilhas formadas em sete diferentes locais de T3B. Dana na sua cheia, exibe em sua face à sombra de Akrav[4], lembrando os seus habitantes à forma mística da magnífica constelação. O que se apresenta para os habitantes de T3B a distancia como uma sombra, é na verdade uma gigantesca cratera formada, na antiguidade, pelo impacto do “QRV 372”, um asteróide de 5,4 km que chocou-se com a face norte da lua. A nova de Dana é a época em que os Qorbanot[5] são oferecidos sobre as Piras Suspensas, também chamadas de Piras Azuis.
Ao sul levanta-se Degânya, a segunda lua, e que em sua cheia, a cada setenta e dois dias, assinalava a época da colheita dos grãos, o arroz akraviano, também chamado de Degân, plantado em piscinas suspensas dentro dos grandes domos-estufas, fabricados a partir do vidro obtido com o derretimento das areias do gigante desértico, orbitante de Ommicron A´krav, e usado exclusivamente para o plantio dos grãos. A cada quatrocentos e sessenta e sete dias realiza-se o “Festival dos Grãos” chamado de “Ha-Deganit”. Alegres danças circulares e recitações poéticas ao som da musica de Akrav, oferecidos como agradecimento pelas fartas colheitas.
Elevadores circulares subaquáticos deslizam suavemente por dentro de tubos feitos de chashmal – partículas de taqion aceleradas que criam de baixo d água, tubos de energia luminosa por onde os elevadores deslizam, transportando os akravianos para qualquer uma das sete ilhas suspensas. Os “maelit tzafim” viajam a 32 km/segundo.
À leste brilha Dor A´krav, a terceira lua, e sob sua luz as mulheres de T3B tornam-se férteis, aptas para conceber os filhos de A´krav. Dan fora concebido e também nascera sob a sua luz em 240.769 da criação. Sua mãe sempre o ninava sobre a Canção da Profecia, durante a sua gestação, e também, no único ano em que permaneceu com ele, antes de deixá-lo nas mãos dos cientistas médicos de Elióra – 4º planeta de a Antares, no ano 241.769, quando sofreria a cirurgias de implante simbiótico que o transformaria no Guerreiro do Juízo. Ligas de kessaf e zahav importadas de Aur substituiriam os seus ossos, e no lugar do coração a Even Lév – a pedra da contração – captaria a energia das quinze estrelas de A´krav, zilhões em energia estelar. A simbiose com o ser de mesmo nome da mística constelação, fora um sucesso. A criatura, encontrada apenas em Vênus-Sabra, primeiro planeta de Ommicron A´krav, na verdade um artrópode aracnídeo de 1,78 cm de comprimento, conhecido também por al´aqrab, lhe fora implantada na cervical. Fora encontrado a primeira vez por uma expedição cientifica enviada a Vênus-Sabra. Certa noite, um dos expedicionários que dormira em sua tenda armada nas areias do gigante desértico, à frente do gigante templo de pedra, fora atacado pela criatura que tentou unir-se a ele em simbiose, mas ele não sobrevivera. Assim, criatura e sua vitima foram estudados pelos cientistas médicos de Elióra que descobriram sua função e o seu poder, e que também a criatura não era natural de Vênus-Sabra, mas de uma nebulosa encontrada no espaço profundo da Constelação.
“Sua mãe será Lesath e seu pai ešwān. Seu coração se contrairá com o poder de Antares. Sua morada será sobre as águas e ele será à força do juízo no universo, e, portanto, ele o chamarão Dan. Seu código será “Mayim” e sua coroa será a bondade”.
Entoava Hânya, a mãe de Dan, toda as noites do ano de Lesath, dias em que a magnifica estrela da cauda de A´krav brilhou intensa e misteriosamente, o ano da profecia, como chamaram nas Crônicas de Akrav. Ao contrário dos habitante dos mundos da Constelação do Escultor, os chamados Akum[6], os moradores de T3B não eram idólatras, mas conhecedores da Sabedoria de Qédem compartilhada com eles por Dayan, professor da Escola de Mistérios residente em seu mundo.
O pai de Dan, Adád, fora um humilde lavrador, mas também um Chachâm[7] que usara os segredos que aprendera na Escola de Misterios na concepção de Dan, para cumprir a profecia com a qual sabia estar atado, pois seu apelido desde a mais tenra idade sempre fora ešwān, e não por acaso o nascimento de Dan se derá no 8º mês, chamado de Chodesh Chesvan na língua dos filhos de Éber.
A maginifica aparencia de Dan, caracterisca incomum para um akraviano, deixava admirados todos aqueles naturais não naturais de seu mundo. Seus 0,3588 centimetros de altura, deixavam os alienigenas com sentimento de pequenez. Nas costas da mão esquerda, uma tatuagem bio-luminescente, assina a origem de Dan: Um belo lacrau circundado pelas letras[8] sagradas do Senhor do Universo. A partir da cauda do pequeno e luminoso a´krav, pequeninas letras do idioma de D´us, bio-luminescentes também, sobem pelo ante braço até o ombro, percorrendo a cravicula e circundado o contorno interior do torax esquerdo. Um segredo particular fora escrito, desta forma, neste magnifico ser de A´krav, palavras pronunciadas na criação do universo.
Agora, prestes a completar os seus cinquenta e três anos, Dan dera inicio aos 372 dias de kavan´ot. Estava dentro do Miqdash – O Templo, eregido no centro da terceira ilha suspensa. Houvera assumido uma posição yogue e assim permanecera até que sua mente, no quinquagesimo quarto dia, alcançou elevada estatura, consciencia ampliada o suficiente para fazer levitar o seu corpo e criar ao redor de si mesmo a Ór Maqif[9]. À sua frente levitava, sob antigravitação quântica, produzida pela energia entesourada dentro de si, a Esfera de Antares, dentro da qual as centelhas da Gigante Vermelha permaneciam aprisionadas, tendo a aparencia de uma pequena galáxia vermelho/laranja.
O enorme Templo cúbico, fora eregido no Oásis de Atiká, dentro do Platô de Antares, na terceira ilha suspensa. Sua área é de 54.000 amot3 . Em seu interior, cinquenta e quatro grandes colunas, as “me´aglei amudot[10]”, dispostas em circulos contendo cada uma delas, trinta e um simbolos místicos, os chamados Gliphos de A´krav, num total de 372, que representa o idoma e a escrita dos mundos de A´krav. A aparencia das me´aglei amudot era semelhante aos antigos Toten de pedra, eregido pelas antigas civilizações de Arv´Ot. Dan possuia todos os 372 Gliphos em sua memória, e precisava meditar com eles, permutando-os entre si, criando novas alquimias de simbolos, pelo mesmo periodo de tempo, num total de 744[11] dias até que o enigma lhe fosse aberto, o “Mapetach Chaii[12]”, ou “Chave do Poder”. Este mistério ativaria a Even Lév implantada no lugar do seu coração, permitindo-lhe captar o poder de Antares.
O ano de T3B é de sete meses num total de 372+6 dias, sendo os seis dias restantantes para anos bisextos, tendo a cada dois anos um 8º mês – o cheshvan. O mês akraviano é de 53.142857 dias de acordo com o ciclo lunar de Dana, ou popularmente arredondado para 54 dias.
Ao lado esquerdo da coluna circular, quase rente à parede leste do Miqdash, uma Kartis Nessiá[13], atravessaria milagrosamente o “peregrino” para qualquer uma das 54 câmaras secretas, escondidas em lugares místicos dentro do templo, ou para qualquer das seis ilhas suspentas restantes onde, uma outra Kartis Nessiá também fora colocada.
Ao lado direito, uma Livinat Saphir, também quase rente à parede da câmara interna do Templo, tinha nela todos os 372 Gliphos esculpidos com o Ashurit – O Fogo Negro. Sua cor azul semi-transparente, permitia ao iniciado uma visão mística do universo, que surgia milagrosamente no centro da “tábua de safira”, como a chamavam, após o praticante alcançar uma mente alterada em razão das kavan´Ot. Os gliphos gravados nela eram a chave para decifrar o enigma para a ativação da Éven Lév. Cada Glipho contém doze significados especificos e diferentes, num total de 4.464 palavras secretas. Este processo é também conhecido como “Ha-Hirhurim Al Ha-Milim Ha-Sodot[14]”.
Dan alcançou a 372º kavanná no 744º dia e então, a Even Lév em seu corpo começou com os movimentos de contração e expansão, emitindo uma luz vemelho alaranjada. À sua frente, a Esfera de Antares começou a emitir um som magnifico e logo toda a Constelação de Akrav era visivel dentro dela. O Corpo de Dan tornou-se como uma imagem de raio-x e os seus ossos de liga de zahav mostravam-se através dele. A “Pedra da Contração” pulsava cada vez mais forte em seus movimentos de contração e expansão. De repente tudo parou, até mesmo a “even lév”. Nenhum som mais se ouvia dentro do templo. Os cabelos de Dan estavam para cima, atraidos por “chashmalim[15]” que ziguezaqueavam através das esferas da “Árvore de Hadar” que aparecera milagrosamente acima de Dan flutuando no espaço. Ao seu lado direito, na parede, a Livinat Saphir exibia dentro de si a Galáxia de Qédem, uma visão magnifica que somente os olhos dos iniciados poderiam contemplar.
Assim, ativada a Esfera de Antares, a pedra da contração no corpo de Dan d´Akrav brilharia com zilhões em energia estelar, capitando a luz de a Scorpion, tranformando-o no “Guerreiro do Juízo”.
“Escorpião, Escorpião, assentado sobre as águas, orientado pelas reflexões de Elazar o sábio, as meditações das palavras de segredos, a história no livro dos Jubileus, pérolas de Ya´qóv, o único homem escrevendo no meu quarto, na Casa de El, o pastor de Cheshvan, o homem do mistério, Ben Zakai, que me faz conhecer através das profundas reflexões sobre as palavras dos Segredos. Escorpião, Escorpião...”.
Cantou Dan a finalizar as kavan´Ot, no 744º dia do ano de Antares quando ativou a pedra da contração, dentro do templo eregido no Platô de Antares, sob cheia de Dor Akrav –A Terceira Lua.
Akrav na Língua de T3B

[1] Terceiro planeta de Dschuba Scorpio.
[2] Delta Scorpius.
[3] Juíza
[4] A Constelação de Scorpio.
[5] Sacrificios
[6] Acrônimo de “Ovedim Kochavim u´Mazalot – Adoradores de estrelas e signos zodiacais”.
[7] Sábio
[8] Ayin (i), Quf (q), Rêsh (r), Beith (b)
[9] Luz Circundante
[10] Literalmente “Colunas Circulares”.
[11] Razão em gematria na língua de Éber para איש החידות – O Homem do Enigma.
[12] Conhecida também nas Crônicas de Ak´rav como “Chave da Vida”.
[13] Passagem Milagrosa. Feita com a Pedra do Milagre de Pála, a terceira lua de Aur.
[14] O termo Hirhurim tem a mesma raiz da palavra “Har” que significa “Montanha”. Este processo de meditação alude a uma “mística subida” que o “caminhante” faz ao escalar uma montanha. A frase “Ha-Hirhurim Al Ha-Milim Ha-Sodot” é traduzida como “Reflexões sobre as Palavras dos Segredos”.
[15] Entidades vivas que se manifestam na forma de “partículas de taqions super carregadas” em um ziguezague constante pela estrutura Sefirótica.

O Artesão Da Luz