O Zôhar afirma que Moshê (Moisés) ocultou-se do mundo numa Shabat e para os não iniciados poderá "soar" que nosso Mestre Moisés tenha deixado o mundo no entardecer duma sexta-feira qualquer, mas não é assim.
ובְהַאי רָצוֹן, אִסְתַּלָּק מֹשֶׁה, נְבִיאָה מְהֵימָנָא קַדִּישָׁא מֵעָלְמָא. בְּגִין לְמִנְדַּע, דְּלָא בְּדִינָא אִסְתַּלָּק, וְהַהִיא שַׁעֲתָא בְּרָצוֹן דְּעַתִּיקָא קַדִּישָׁא נָפַק נִשְׁמָתֵיהּ, וְאִתְטָמַּר בֵּיהּ. בְּגִין כַּךְ, (דברים ל"ד) וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ כְּתִיב. מַה עַתִּיקָא קַדִּישָׁא, טְמִירָא מִכָּל טְמִירִין, וְלָא יַדְעִין עִלָּאִין וְתַתָּאִין. אוּף הָכָא, הַאי נִשְׁמְתָא דְּאִתְטַמַּר בְּהַאי רָצוֹן, דְּאִתְגַּלְיָא בְּשַׁעֲתָא דִּצְלוֹתָא דְּמִנְחָה דְּשַׁבְּתָא, כְּתִיב וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ וְהוּא טָמִיר מִכָּל טְמִירִין דְּעָלְמָא, וְדִינָא לָא שַׁלְטָא בֵּיהּ. זַכָּאָה חוּלָקֵיהּ דְּמֹשֶׁה.
Veha’ai ratzon, istalak Moshe, nevi’ah meheimaná qadishá me’alma. Begin leminda, dela bedina istalak, vehahi sha‘ata beratzon de’Atiká qadishá nafak nishmateh, ve’ittamar beh. Begin kakh, (Devarim 34) velo yada ish et kevurato ketiv. Mah Atiká qadishá, temirá mikol temirin, vela yad‘in ila’in vetata’in. Uf hakha, hai nishmeta de’ittamar behai ratzon, de’itgalyá besha‘ata ditzlota deMinchá deShabb'ta, ketiv velo yada ish et kevurato, vehu tamir mikol temirin de’alma, vedina la shalta beh. Zaka’a chulakeh deMoshe.
"E neste ratzon retirou-se Moshe, o profeta fiel e santo, do mundo. Para saber que não se retirou por din, mas naquela hora, no ratzon de Atiká Kadishá, saiu sua neshamah e ocultou-se nele. Por isso está escrito (Devarim 34): “e nenhum homem conheceu o seu sepulcro”. Assim como Atiká Kadishá é oculto de todos os ocultos, e não o conhecem os superiores nem os inferiores, assim também aqui: esta neshamah que se ocultou neste ratzon, que se revela na hora da tefilah de Minchah de Shabat, está escrito “e nenhum homem conheceu o seu sepulcro”; e ele é oculto de todos os ocultos do mundo, e o din não domina sobre ele. Feliz é a porção de Moshe."
- ZOHAR ITRO 88A - 464
וַיִּקְבֹּר אֹתוֹ בַגַּיְא בְּאֶרֶץ מוֹאָב מוּל בֵּית פְּעוֹר וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ עַד הַיּוֹם הַזֶּה.
"Vayiqbor oto bagai be’eretz Moav mul Beit Pe‘or, velo yada ish et kevurato ad hayom hazeh."
DEVERAIM 34:6
Aqui, no próprio versículo que narra o sepultamento de Moshê, criptografado dentro do próprio passuq (versículo) em ""Pe'or, velo yada ish et..." está "ADAR (אדר)." Moshê se ocultou no dia 7 de Adar e o Zôhar afirma que este dia foi SHABAT.
De acordo com o luach dos Hilul'Ot dos Tsadiqim, nosso Mestre Moisés nasceu no dia sétimo de Chodesh Adar, o mês em que Moed Purim está fixado, e deixou o mundo em outro sétimo dia de Chodesh Adar 120 anos depois e o Zôhar revela que isto foi uma Shabat. O nascimento de Moisés deu-se no ano hebreu de 2368 e o seu ocultamento no ano hebreu de 2488. A Toráh foi outorgada no ano hebreu de 2448. No calendário greco-romano Moisés nasceu então no ano 1393 antes de Cristo e ocultou-se no ano 1273, no dia 23 de Fevereiro, num domingo que foi considerado pelo Zôhar como sendo uma Shabath e não porque era uma sexta-feira e sim porque foi o sétimo dia do mês hebreu.
As evidências de que não foi uma sexta-feira greco-romana (mesmo porque isto nem existia naquela época) por ser visualizadas nas imagens.
Em outro ponto está revelado pelo Dere'k Nistar, a tradição dos Mistérios através do Santo Zôhar, que o Rei David nasceu numa Shabat (Shavu'Ot) e por isto teve também que deixar o mundo numa Shabat (Shavu'Ot) 70 anos depois. O nascimento de David ha'melech (O Rei David) deu-se no ano hebreu de 2854 no dia 6 de Sivan que correspondeu ao dia 25 de Maio de 907 antes de Cristo, uma Quarta-Feira e ocultou-se no mesmo dia 6 de Sivan de 2924, isto foi Segunda-Feira, 30 de Maio de 837 antes de Cristo, ambos nascimento e ocultamento foram numa Shabat.
Portanto, a shavuá (semana) estabelecida pela Torah não é a semana estabelecida pela religião e a Shabat não é às sextas-feiras.
A Torah diz:
"Lembra-te do sétimo dia para o santificar...".
זָכוֹר אֶת-יוֹם הַשַּׁבָּת, לְקַדְּשׁוֹ.
Por que o sétimo dia é tão importante? Porque está atado ao sétimo nível de consciência, ao sétimo céu e o Sagrado só se encontra no sétimo pavimento, que é o Pavimento de Safira (Livinat ha'Saphir) no Sétimo Heichal (Palácio Celestial). Isto significa que todos os véus da consciência ilusória devem ser atravessados para se chegar ao sétimo nível, o sétimo dia.
Dentro do passuq mencionado acima há um código nas rashei teivot (letras iniciais) onde lemos "Para ela o Zayin (sétimo)."
A consciência Israel (os aspectos negativos em nós que foram corrigidos e elevados) é dominada pela Lua, enquanto a consciência das nações (os aspectos negativos não corrigidos) é dominado pelo sol.
Assim, no 7°, 14°, 21° e 28° dias do mês lunar são shabat'Ot (plural de Shabat) caindo ou não na sexta-feira. Logo, deve-se compreender que a Shabat é consciência e assim para o mequbal (místico hebreu/qabalista) todos os dias são Shabat.
Por que então, o judaísmo aceitou a corrupção? Desconfio que a resposta seja dinheiro, o capitalismo.
A CONFUSÃO CRIADA POR
HILLEL IIº
Antigamente, o povo ia até o Beit-Din (Tribunal Rabínico) para saber, por exemplo, quando ia cair o Rosh Chodesh ou se, ao ver a Lua nova, aquele dia era Rosh Chodesh. O Beit-Din calculava e confirmava ou não se era Rosh Chodesh. Com a destruição do Beit Ha'Miqdash e não podendo mais o Beit-Din se reunir, Hillel IIº criou um calendário com alternativa para "ajudar" o povo a não se afastar das festas e das Shabatot empurrando o dia da Shabat para sexta-feira romana e assim, ao invés de ajudar o Am ha'Aretz, ele lançou a consciência do povo ao dominio das qlipot. Hoje, passados séculos, o povo sequer conseque calcular e compreender que está errado e assim, não conseguem corrigir, devolvendo a Shabat ao seu dia verdadeiro.
IOM HA'SHABAT
O CÓDIGO
Investigando sobre o verdadeiro dia da Shabat, descobri o código acima cuja key-code (palavra-chave) é "IOM HA'SHABAT (יום השבת)" que surgiu cruzada pelo versículo de Shemot (Êxodo) 15 do capítulo 31:
שֵׁשֶׁת יָמִים יֵעָשֶׂה מְלָאכָה וּבַיּוֹם הַשְּׁבִיעִי שַׁבַּת שַׁבָּתוֹן קֹדֶשׁ לַיהוָה כָּל הָעֹשֶׂה מְלָאכָה בְּיוֹם הַשַּׁבָּת מוֹת יוּמָת׃
"Sheshet yamim ye’aseh melachah, u’vayom ha’shevi‘i Shabbat Shabbaton kodesh laYHWH; kol ha’oseh melachah beyom haShabbat mot yumat."
"Seis dias será feita a obra, mas no sétimo dia é Shabat de completo repouso, sagrado para YHWH; todo aquele que fizer trabalho no dia de Shabat certamente morrerá."
- Êxodo 31:15
EVIDÊNCIAS ANTIGAS
O Seder Olam Rabbah, um texto rabínico antigo que oferece uma visão geral da história judaica, lista a destruição dos dois Templos, enfatizando como este dia foi providencialmente escolhido para a destruição do Segundo Templo para exatamente igualar o Primeiro:
הָיָה ר׳ יוֹסִי אוֹמֵר מְגַלְגְּלִין זְכוּת לְיוֹם זְכוּת וְחוֹבָה לְיוֹם חוֹבָה. כְּשֶׁחָרַב הַבַּיִת בָּרִאשׁוֹנָה אוֹתוֹ הַיּוֹם מוֹצָאֵי שַׁבָּת הָיָה וּמוֹצָאֵי שְׁבִיעִית הָיְתָה, וּמִשְׁמַרְתּוֹ שֶׁל יְהוֹיָרִיב הָיְתָה, וְתִשְׁעָה בְּאָב הָיָה. וְכֵן בַּשְּׁנִיָּה.
Hayah Rabi Yosi omer: megalgelin zechut leyom zechut vechovah leyom chovah. K’shecharav habayit barishonah, oto hayom motza’ei Shabbat hayah, u’motza’ei shevi‘it hayetah, u’mishmarto shel Yehoyariv hayetah, veTish‘ah beAv hayah. Vekhen basheniyah.
"Rav Yossi declarou: O mérito é destinado a um dia de mérito, e acerto de contas para um dia de acerto de contas. Quando o Primeiro Templo foi destruído, foi na noite seguinte ao dia da Shabat, foi no ano seguinte a um ano sabático (shemitá), e foi no tempo de serviço da família Yehoyariv, e foi o 9º da Av. O mesmo se aplica à Segunda destruição do Templo."
Aqui está a evidência de que a recepção da Shabat no mês em que o Beit Ha'Miqdash foi destruído, foi no sétimo dia do mês de Av e logo, se compreende que se seguida o calendário lunar da Toráh e não o calendário juliano vigente na época.
TALMUD TAANIT 29a
אָמְרוּ: כְּשֶׁחָרַב בֵּית הַמִּקְדָּשׁ בָּרִאשׁוֹנָה, אוֹתוֹ הַיּוֹם תִּשְׁעָה בְּאָב הָיָה, וּמוֹצָאֵי שַׁבָּת הָיָה, וּמוֹצָאֵי שְׁבִיעִית הָיְתָה, וּמִשְׁמַרְתָּהּ שֶׁל יְהוֹיָרִיב הָיְתָה. וְהַלְּוִיִּם הָיוּ אוֹמְרִים שִׁירָה, וְעוֹמְדִין עַל דּוּכָנָם. וּמָה שִׁירָה הָיוּ אוֹמְרִים? ״וַיָּשֶׁב עֲלֵיהֶם אֶת אוֹנָם וּבְרָעָתָם יַצְמִיתֵם״, וְלֹא הִסְפִּיקוּ לוֹמַר ״יַצְמִיתֵם ה׳ אֱלֹהֵינוּ״, עַד שֶׁבָּאוּ נׇכְרִים וּכְבָשׁוּם. וְכֵן בַּשְּׁנִיָּה.
"Os Sábios disseram: Quando o Templo foi destruído pela primeira vez, aquele dia era o Nono de Av; e e foi no término do Shabat; e era o ano seguinte a um Ano Sabático; e era a semana da guarda sacerdotal de Yehoyariv; e os levitas estavam cantando o cântico e de pé sobre sua plataforma. E que cântico eles estavam cantando? Eles estavam cantando o versículo: “E Ele trouxe sobre eles a sua própria iniquidade, e os eliminará em seu próprio mal” (Salmos 94:23). E não conseguiram recitar o final do versículo: “O Senhor nosso Deus os eliminará”, antes que os gentios viessem e os conquistassem. E assim também aconteceu quando o Segundo Templo foi destruído."
Taanit 29a -12
O texto do Talmud deixa claro que o Beit-haMiqdash foi destruido um dia depois da Shabat, logo, se o Templo foi destruido em 9 de Av, a Shabat foi no dia 7. Qualquer pessoa que queira argumentar que o calendário de Hillel IIº está correto mostrará toda ausência de compreensão e se insistir mostrará o qual desonesto é.
7, 14, 21 e 28
EVIDÊNCIAS NO SÊFER CHEZIONOT
CHAIM VITAL
Outra evidência se encontra no Sêfer Ha'Chezionot (Livro das Visões) do Rabino Chaim Vital em uma anotação que ele fez sobre um sonho que teve na Érev Shabat (Véspera da Recepção da Shabat). Ei-lo:
ליל שבת כ"ז לניסן. ראיתי כי קרי בחלום, ואקום ואצטער מאד מאד על הקרי, וחזרתי לישון וארא למורי ז"ל. ויאמר לי: "הנה, עדיין לא הגיע הזמן על מה שצוויתיך בהיותי חי, שתלך לדור בירושלים." ועתה בא הז"ה עמי למערה אחת של צדיקים, לדעת מה יהי'. והכנסני היה במערה אחת של צדיקים מהזמן התנאים הראשונים, והיו בה בנין קדרון מפואר מאד מן אבנים גדולות על הציונים של ת"ח, אותן הקברות על אותה מערה של הלל ושמאי. וארא שהייתי חקוקתי באבן אחת גדולה, שעל קבר אחד שם קסטיאל חקוק, ותחתיו חקוק שם סמאל, וגם היה שמות אחרים חקוקים חקוקין כן שם ושכחתים. ושם אמר לי מורי ז"ל: "הנה, כבר הגיע הזמן ונתנין לך רשות שתלך לדור בירושלים."
"Sexta-feira à noite, dia vinte e sete de Nisan, 5337. Eu vi que eu tive uma emissão seminal em um sonho. Acordei e fiquei muito angustiado com a emissão. Voltei a dormir e vi meu mestre z"l. Ele me disse: Ainda não chegou o tempo que eu te ordenei quando eu era vivo, que você deveria ir morar em Jerusalém. Agora, venha comigo para uma caverna dos Tzadqim, para saber o que será no futuro. Ele me levou a uma caverna particular dos Tzadiqim do período do início dos Tannaim. Era uma construção muito bonita e antiga, feita de grandes pedras sobre as lápides, como a caverna de Hillel e Shammai. Eu vi esculpido em uma grande pedra sobre uma sepultura o nome Castiel e sob ela esculpido o nome Samael. Havia outros nomes também esculpidos ali, mas eu os esqueci. Lá, meu professor z"l me disse: Chegou a hora e você recebeu permissão para ir morar em Jerusalém."
Sêfer Ha'Chezionot - anotação 26
Se nota aqui, claramente, que o rabino Chaim Vital, teve o cuidado de anotar o dia, que foi o dia 27 de Nisan e, evidentemente, Vital não escreveu "sexta-feita" mas, "Leil 27 be'nisan (noite de 27 de nisan)" ou seja, numa Érev Shabat, indicando que a Shabat era santificada nos dias ordenados pela Torah, ou seja, 7, 14, 21 e 28 do mês hebraico e, por esta razão, Vital escreveu "leil" que é anterior à meia-noite.
Seguindo em seu diário, o Rabino Chaim Vital nos fornece outra evidência de que a Shabat era santificada nos dias de acordo com o luach da Toráh. Vejamos:
"Na noite seguinte no encerramento da shabat. Sonhei que havia um livro aberto diante de mim e escrito nele que os zaddiqim estão em um nível mais alto do que os "animais sagrados", pois suas almas são cortadas do trono divino."
Sêfer Ha'Chezionot - anotação 27
É claro que Vital não escreveu "Saturday" como está na tradução para o inglês. Isso foi coisa do tradutor cuja mente permanece dominada pelo calendário gregoriano. O que Chaim Vital escreveu foi "Dia seguinte, Shabat..." ou seja, "Dia seguinte, vinte e oito de Nisan, Shabat..." o que deixa claro e evidência que, láno século XVI, os Cabalistas de Tz'fat seguiam os dias no calendário da Torah e não no calendário juliano imposto por Roma.
Em outras anotações em seu diário, Vital nos forneceu mais evidência de que seguia a santificação da Shabat de acordo com o que foi ordenado na Torah. Vejamo-as:
"Sexta-feira à noite, dia treze de Ab. Sonhei que era o dia de Shavuot ou Rosh Hashaná e eu estava sentado com meu pai, minha mãe e parentes comendo à mesa."
Sêfer Ha'Chezionot
Nota aqui que Vital menciona o dia 13 do mês como sendo o sexto dia, ou seja, a Érev Shabat, o que está correto, pois as vésperas das Shabatot sempre caem nos dias 6, 13, 20 e 27 de cada mês hebraico.
Erev Shabat
6,13,20 e 27
Fica claro e estabelecido que os qabalistas de Safed não seguiam o calendário de Hillel IIº e continuavam seguindo o calendário cósmico da Torah.
O Zôhar, em Parashat Itro, nos conta que, Moshê, nosso messias e nosso mestre, faleceu em uma Shabat como consequência de ter nascido em uma Shabat. E quando foi que nasceu Moshê nosso mestre? No dia 7 do décimo segundo mês, o Chodesh Adar e, faleceu no mesmo dia, 120 anos depois, em 7 de Chodesh Adar e portando, o Zôhar está nos informando que, o dia da Shabat é o dia 7 do mês hebraico.
Bem, temos que trabalhar para corrigir isto, o que é muito difícil, pois tudo no mundo (alma) esta sob o domínio do lado da corrupção, exceto Israel (a consciência corrigida, elevada e desperta). Que o Sagrado, bendito seja Ele, nos ajude.
Razá Ila'ah
BËN MÄHREN QADËSH
RAV MISHA'ËL HÄ'LEVI