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sexta-feira, 12 de junho de 2026

A ALMA DO JUDEU - O QUINTO ELEMENTO


Disse o jovem Chaim, filho do honrado Rabino Yosef Vital, de abençoada memória:

Vi os Bnei Aliyah [almas elevadas], e eles são poucos, desejosos de ascender, mas a escada ocultou-se de seus olhos. Eles refletem nos livros antigos, a fim de buscar e encontrar as veredas da vida — o caminho pelo qual devem andar e a ação que devem praticar —, para elevar suas almas à sua Raiz Suprema e apegar-se a Ele, bendito seja, pois Ele é a perfeição eterna.

Assim era o costume dos profetas: todos os seus dias apegavam-se ao seu Criador e, por meio desse apego, o Ruach haKodesh repousava sobre eles, para mostrar-lhes em qual caminho habita a luz, iluminar seus olhos nos mistérios da Torá — como orou o Rei David, a paz esteja com ele: "Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua Torá" —, e guiá-los pelo caminho reto, para irem à cidade de habitação preparada para eles junto aos Bnei Aliyah (filhos da ascensão).

E depois deles vieram os antigos chassídicos, chamados de "piedosos" [Prushim / ascetas], que buscaram seguir as pegadas dos profetas e as suas sendas, e semelhar-se a eles nas fendas das rochas e nos desertos. E separaram-se dos caminhos dos homens; e alguns deles eram isolados em suas próprias casas, à semelhança daqueles que andavam pelos desertos, e durante todo o dia e toda a noite jamais se calavam em louvar o seu Criador através do envolvimento com a Torá e com os cânticos do Rei David, a paz esteja com ele, que alegram o coração, até que o pensamento deles se apegasse, com força e desejo intenso, nas Luzes Supremas.

E perseveraram nisso todos os seus dias, até que subiram ao nível de Ruach HaKodesh e profetizaram sem cessar, conforme traduziu Onkelos: "e não pararam". Contudo, embora a situação de uns não fosse idêntica à de outros, não se encontram os modos de seus caminhos e de suas práticas [manuais de instrução] sobre como esses santos serviam ao Nome de Deus, bendito seja Ele, para que fizéssemos o mesmo também nós.

 E, por esta razão, diminuíram os corações, assim como os conhecimentos das gerações que vieram depois deles, e cessaram os possuidores de Ruach HaKodesh. Eles partiram para o descanso, deixaram-nos aos suspiros, sedentos e também famintos, a ponto de brotar o desespero nos corações dos homens para buscar esta sabedoria maravilhosa. E se forem encontrados dois ou três grãos no topo do ramo — um de uma cidade e dois de uma família —, buscam água e não há, pois toda visão foi selada, pelo motivo de não estar escrito em livro o modo de sua prática para se aproximar e entrar no santuário interior.

E há alguns deles que faziam juramentos pelo poder dos Nomes Sagrados aos anjos, e esperavam pela luz, e eis que havia escuridão; pois eram anjos muito inferiores, encarregados do serviço deste mundo, e eles são compostos de bem e mal. Eles mesmos não alcançam a verdade e as Luzes Supremas, e revelam a eles coisas misturadas: bem e mal, verdade e mentira, e palavras vãs sobre assuntos de medicinas, a ciência da alquimia (chachmat ha-chimia), a confecção de amuletos e conjurações; e também estes cambalearam com o vinho e erraram com a bebida forte. Quem dera que o coração deles estivesse voltado para ocupar-se com a Torá e com os mandamentos, e fizessem uma inferência lógica (kal vachomer) a partir daqueles quatro grandes de Israel que entraram no Pardes [o pomar/jardim místico] e nenhum deles escapou ileso, exceto aquele ancião piedoso, Rabi Akiva — e mesmo ele, os anjos ministrantes quiseram empurrá-lo, não fosse o Eterno em seu auxílio —, que entrou em paz e saiu em paz.

E a verdade é que eles buscavam níveis grandiosos, próximos à profecia, e por isso alguns correram perigo. Contudo, nós, quem dera tivéssemos o mérito de um pequeno nível de Ruach HaKodesh, como a questão da revelação de Elias, de abençoada memória, a qual muitos mereceram alcançar, como é sabido, e como a questão da revelação das almas dos tzadikim, conforme mencionado muitas vezes no livro Tikkunei HaZohar. E não apenas isso, pois também em nosso próprio tempo vi homens santos que mereceram tudo isso. E há casos em que a própria alma do homem, ao purificar-se intensamente, se revelará a ele e o guiará em todos os seus caminhos. E todos esses são caminhos próximos, que podem ser alcançados até mesmo em nosso tempo por aqueles que são dignos deles. Porém, na verdade, é necessária uma grande percepção e muitas provações para se sustentar na verdade, para que não haja com ele, talvez, um outro espírito, não puro. (...)

Portanto, o espírito em meu íntimo constrangeu-me a abrir caminhos para os "separados" e apoiar a sua mão direita, a fim de mostrar-lhes o caminho pelo qual devem andar. E, por esta razão, compus esta obra — pequena em quantidade e grandiosa em qualidade — para que os sábios resplandeçam, e a chamei de Shaarei Kedushá (Portais da Santidade). E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo do Senhor dos Exércitos, meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Luria, de abençoada memória.

E por serem eles mistérios do universo e profundezas ocultas, revelarei a largura de um palmo e ocultarei dois mil côvados; e abrirei com esforço os portais da santidade, como o fundo de uma agulha fina, e aquele que for digno terá o mérito de entrar no santuário mais íntimo. E o bom Deus não privará do bem aqueles que andam em integridade.

Parte I:

É conhecido pelos possuidores de intelecto que o corpo humano não é a pessoa em si, pelo aspecto corpóreo, pois este é chamado de "a carne do homem", conforme está escrito: "De pele e carne me vestiste, e de ossos e tendões me tecestes" (Jó 10:11). E também está escrito: "Sobre a carne humana não se ungirá..." (Êxodo 30:32). Logo, conclui-se que a pessoa é a interioridade, enquanto o corpo é apenas uma veste na qual se veste a Nefesh haSichlit - alma intelectual [נפש השכלית ] — a qual é a pessoa em si enquanto ela está neste mundo.

E, após o falecimento, essa veste será desnudada dela pessoa, e ela se vestirá com uma veste espiritual, pura e limpa, conforme está escrito: "Tirai-lhe estas vestes sujas... e vestir-te-ei de vestes de gala" (Zacarias 3:4) — que é o que se chama de Chaluka de-Rabanan (o manto dos sábios).


Adendo [explicação no Pardes Rimonim]: “O principal da alma é alcançado após sua ascensão do mundo da ação ao mundo da recompensa. Pois, antes de descer, ela [a alma] ainda é deficiente em muitos aspectos — e mesmo quando se encontra em uma altura sublime no ápice dos mundos, ainda assim não possui existência plena antes de sua “geração superior”; e mesmo após ser gerada, é como se estivesse nua (aruma). Quando desce, reveste-se no Jardim do Éden inferior com um manto puro feito do ar daquele Éden, e assim ocorre a cada degrau em que ela se eleva — ela desce novamente e se reveste segundo o nível correspondente. E quando se ocupa neste mundo com o estudo da Torá e a prática das mitsvot, então merece um belo manto, chamado “Chaluká de-Rabbanan” — o vestido dos sábios, que é o vestido da Torá e das mitsvot com as quais ela se envolveu neste mundo.

Com esse vestido, ela merece ascender e contemplar o semblante do Rei, o Eterno dos Exércitos, seu Pai, pois antes de vir a este mundo estava nua, e ao sair dele não poderá comparecer diante do Rei sem estar vestida com os mantos da Torá e das mitsvot. Pois o manto do ar do Jardim do Éden é um vestido simples e polido, sem ornamentos, e é necessário que ela esteja vestida de linho e púrpura, com vestes adornadas — que são a espiritualidade das mitsvot, vestes sutis e luminosas com as quais se aproxima do altar, por meio de Mikháel, o Sumo Sacerdote.”


E assim como o alfaiate faz a vestimenta do corpo do homem no formato dos membros corporais, da mesma forma Ele, bendito seja, fez o corpo — que é a veste da alma — no formato e imagem da própria alma, com 248 membros e 365 tendões que unem os membros, para por meio deles conduzir o sangue e a vitalidade de um membro a outro, à semelhança de canais.

E, após a formação do corpo, soprou nele uma alma viva (Néfesh Chayáh - נפש חיה), que é composta por 248 membros espirituais e 365 tendões [espirituais]. Eles se vestiram dentro dos 248 membros e 365 tendões do corpo; e então, os membros da alma exercem sua atividade por meio das ferramentas que são os membros do corpo, como um machado na mão do lenhador que corta com ele.

E a prova disso é que os membros do corpo não exercem sua atividade a não ser enquanto a Nefesh está neles — o olho vê, o ouvido ouve, etc. —, e, ao retirar-se a alma, escurecem-se os olhos e anulam-se todos os sentidos dos 248 membros.

E, desta mesma maneira, os 365 tendões espirituais da Néfesh vestem-se dentro dos 365 tendões que estão no corpo e conduzem o alimento corpóreo, que é o sangue, aos 248 membros do corpo, junto com o alimento espiritual interior contido nele, para sustentar os 248 membros da Néfesh.

E, após o falecimento, nenhuma vitalidade é emanada, e os tendões do corpo também se desfazem e apodrecem, assim como os 248 membros, tornando-se como se nunca tivessem existido. Logo, conclui-se que a pessoa em si não é senão a Néfesh haSichlit (Alma Intelectual), que se veste no corpo, o qual é chamado de sua veste neste mundo (sua verdadeira identidade).

E saiba que, depois que Adam HaRishon pecou e comeu da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, sua Néfesh e seu corpo também foram mesclados, cada um deles, de bem e mal. E esta é a questão da impureza da serpente que ela lançou sobre Chaváh e sobre Adam; e, por meio do mal e da impureza que lançou neles, causaram a si mesmos doenças, pragas e morte para as suas Nefashot e para os seus corpos. E é isto o que está escrito: "Pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17) — a morte da Néfesh e a morte do corpo.

(...) Eis que, quando ele pecou com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, causou essa mistura em todos os mundos, e não há sequer uma coisa para você que não seja composta de bem e mal.

E conclui-se que o corpo do homem foi formado a partir dos quatro elementos inferiores, e eis que eles são compostos de bem e mal. O corpo do homem foi formado a partir do bem que há nos quatro elementos — fogo (esh), ar (ruach), água (mayim) e terra (afar) —, ao passo que, a partir do mal que há neles, formaram-se no corpo os quatro humores, que são: a branca (a fleuma), a negra (a bile produzida pelo baço), a vermelha (o sangue) e a verde (a bile da vesícula biliar). Esses humores afetam a saúde física e o equilíbrio da pessoa, bem como seu caráter e disposição.

E, quando qualquer um deles se fortalece, a partir do aspecto do mal que há neles sobre o aspecto do bem que há neles, vêm doenças e pragas sobre a pessoa; e, se se fortalecer excessivamente, causará a morte ao corpo do homem.

E já foi explicado que em todos os mundos houve uma mistura de bem e mal, e conclui-se que também na Néfesh do homem foi assim; pois, porventura, ela não foi esculpida a partir de quatro elementos espirituais dos quais foram criados todos os seres superiores? E eles são as quatro letras do Nome Havayah, bendito seja. E sobre isso foi dito: "Vem dos quatro ventos, ó espírito..." (Ezequiel 37:9) — e esta é a chamada Néfesh do próprio homem pelo lado do bem.

E eis que "Deus fez uma coisa em oposição à outra" (Eclesiastes 7:14), e isto é o que se chama Adam Beliyaal [o homem perverso] — o termo BliYa’al (בליעל) divide-se em duas palavras: "sem jugo" (Bli Ol - בלי עול), significando sem o jugo dos Céus, e também pode ser lido como "sem ascensão" (Bli Ya’al - בלי יעל), isto é, a inclinação animal no homem que desce para baixo, como está escrito: "Quem percebe que o espírito do homem é o que ascende para o alto, enquanto o espírito do animal é o que desce para baixo, em direção à terra?" (Eclesiastes 3:21) —, que engloba as quatro categorias principais de danos corporais e as quatro aparências de pragas, provenientes dos quatro elementos malignos.

E de lá estendeu-se uma Néfesh maligna para o homem, chamada Yetzer HaRá [a inclinação ao mal]; e quando esta Néfesh se fortalece sobre a Néfesh boa, vêm sobre ela os danos, as pragas e as doenças da Néfesh, e se se fortalecer excessivamente, causará a sua morte.

E eis que a Néfesh pura, que é o fruto, é composta de 613 membros e tendões, e veste-se dentro dos 613 membros e tendões da Néfesh impura, que é chamada de a casca do fruto (Klipat HaPri); e ambas juntas vestem-se nos 613 membros e tendões do corpo. Assim, encontram-se os membros da Néfesh pura dentro dos membros da Néfesh má, e os membros da Néfesh má dentro dos membros do corpo.

E eis que cada uma dessas duas Nefashot necessita de alimento espiritual para se sustentar. Contudo, o alimento espiritual da Néfesh santa é estendido a ela por meio do cumprimento da Torá, que é composta de 613 mandamentos (Mitzvot) — à semelhança dos 613 membros da Néfesh também —, sendo chamada de "pão", como está escrito: "Vinde, comei do meu pão" (Provérbios 9:5).

E cada membro, dentre os 248 membros, é nutrido por uma Mitzvá específica que se relaciona a esse membro; e quando faltar ao homem (judeu) o cumprimento de alguma Mitzvá, também ao membro específico que se relaciona a essa Mitzvá faltará o seu alimento, que se estende a ele a partir das quatro letras de Havayah, como está escrito: "E Tu dás vida a todos eles" (Neemias 9:6). E nelas dependem todas as Mitzvot, como disseram nossos Sábios, de abençoada memória (...).

E, da mesma maneira, deles são estendidas as quatro raízes dos elementos de sua Néfesh santa, conforme mencionado anteriormente, e conclui-se que aquele membro específico morre completamente. E, ao retirar-se a santidade dele, então se vestirá nele o espírito da impureza proveniente dos quatro elementos de sua Néfesh impura, no segredo do que disseram nossos Sábios, de abençoada memória: "Tsor [Tiro] não se preencheu senão a partir da destruição de Yerushalayim". E conclui-se que aquele membro passa a ser nutrido por um pão impuro e contaminado a partir de lá.

E esta é a questão de que "os perversos, mesmo em suas vidas, são chamados de mortos" (Berachot 18b); pois retirou-se deles a Néfesh santa provinda do Deus Vivo (Elohim Chayim), e sobre eles habita a morte, que é chamada de "pai dos pais da impureza" (Avi Avot HaTumah).

E, da mesma maneira, quando o homem (judeu) cumpre os 365 mandamentos proibitivos (Mitzvot Lo Taassê) ao abster-se de realizá-los — como disseram nossos Sábios, de abençoada memória: "Se o homem sentou-se e não cometeu uma transgressão, dão-lhe uma recompensa como se tivesse cumprido uma Mitzvá" (Kiddushin 39a) —, há força no alimento espiritual mencionado (pelo cumprimento dos mandamentos positivos) para se estender através dos canais, que são os 365 tendões da Néfesh, a fim de vivificar os 248 membros dela.

Contudo, quando ele comete qualquer transgressão dentre elas, então aquele canal específico que se relaciona a essa transgressão é obstruído por meio da impureza do alimento da casca (Klipá) que se adere ali; e, quando o canal seca, do mesmo modo seca aquele membro — embora não seja removido por completo, como ocorre com quem deixa de cumprir algum mandamento positivo, porém um defeito (mum) recai sobre ele.

E, por isso, o homem (judeu) precisa buscar com todas as suas forças cumprir todos os 613 mandamentos (Mitzvót); e, quando cumprir algum mandamento positivo (Mitzvát Assê), deve intencionar (icavên) remover daquele membro específico de sua Néfesh — que se relaciona a essa Mitzvá — a impureza daquela casca (Klipá). E, então, pairará sobre ele aquele membro da Mitzvá santa, após a retirada da impureza, no segredo do versículo: "E suas iniquidades estarão sobre os seus ossos" (Ezequiel 32:27) — pois quando este se levanta, aquele cai.

E, da mesma maneira, quando chegar à sua mão qualquer transgressão, ele deve abster-se de cometê-la e intencionar que, por meio disso, removerá a impureza que está no tendão específico da Néfesh relacionado a essa transgressão; e, então, a fartura espiritual (Chêfa) poderá ser estendida através do canal espiritual. E, por meio disso, sua Néfesh se tornará um trono e uma carruagem (Merkavá) para a Sua santidade, bendito seja Ele, e este é o segredo de: "Os Patriarcas, eles próprios são a Carruagem" (Bereshít Rabá 47:6, Zôhar I:173a).

Parte II:

Tudo o que Hashem fez é composto de bem e mal, uma coisa em oposição à outra. E eis que, assim como nos quatro elementos físicos — chamados de a matéria dos elementos (chômer haiessodot) — há uma composição de bem e mal, e de lá provêm as forças de sustentação do corpo ou as suas enfermidades, que são os quatro humores (a bile branca, a bile verde, a bile negra e a bile vermelha), da mesma forma ocorre nas Nefashot, que são chamadas de formas (tzurot).

Os quatro elementos nelas são, dessa mesma maneira, bem e mal; e deles estende-se a saúde da Néfesh elemental (Néfesh Haiessodit) que há no homem, que são as boas qualidades (middot), ou as suas enfermidades, que são as más qualidades estendidas a partir das quatro cascas (klipot) impuras que há naquela Néfesh.

E, quando ele as remover de si, sintonizarão e se vestirão nele as quatro letras de Havayah, que são a luz que vivifica a Néfesh elemental (Néfesh Haiessodit); e também ela e o seu corpo se tornarão uma Merkavá para a Sua santidade, bendito seja Ele, que está no Olam HaAssiá, exatamente como foi explicado a respeito da Néfesh intelectual (Nefesh haSichlit) quando ela cumpre as Mitzvot.

E lembre-se e não se esqueça de que, também por meio do envolvimento com a Torá em suas quatro interpretações, cujo acrônimo é Pardês — Pshat (literal), Remez (aludido), Drash (homilético) e Sod (secreto) —, o seu Ruach Hasichli se tornará um trono para o Nome Havayah que está no Olam Ietzirá.

E, da mesma maneira, por meio do pensamento e da Kavaná, a sua Neshamá Hasichlit se tornará um trono para o Nome Havayah que está no Olam Beriá.

(...)

Parte III:

A questão do Olam haAssiá: Eis que há sete firmamentos, e o superior é chamado de Aravót, visto que inclui as três primeiras Sefirót de Assiá, que são: a esfera do intelecto (galgál hasêchel), a esfera envolvente (galgál hamakíf) e a esfera das constelações (galgál hamazalót).

E cinco esferas — (שצמח"נ - acrônimo) —, que são: Saturno (Shabtái), Júpiter (Tzédek), Marte (Maadím), Sol (Chamá) e Vênus (Nôgah) — que são (חג"ת נ"ה - Chagát Nê), isto é: Chêssed, Gevurá, Tiferet, Nêtzach e Hod. E a sexta esfera, Iessód, inclui tanto Mercúrio (Cocháv) quanto a Lua (Levaná).

E o último é chamado de Vilón, que "nada serve" (Chaguigá 12b), pois ele é a Sefirá de Malchút de Assiá, e ela própria também se divide nas dez Sefirót que há nela. E elas são: Vilón é a Kéter que há nela; e os quatro elementos — fogo (êsh), ar (rúach), água (máyim) e terra (afár) — que estão no mundo inferior são Chochmá, Biná, as seis extremidades de Tiferet, e Malchút.

E conclui-se que a Malchút que está na Malchút que há nela é o elemento terra, receptáculo e matéria-prima para o mundo inteiro; e neste elemento terra encontram-se todos os derivados que há nela, compostos de todos os quatro elementos mencionados, no segredo do versículo: "Tudo provém da terra" (Eclesiastes 3:20).

E eis que isso foi explicado de cima para baixo; e, da mesma forma, eles estão dispostos de dentro para fora. Pois eis que o elemento terra (afár) é composto de dez Sefirót, e a Kéter que há nelas é a mais interna de todas, sendo chamada de o aspecto de Iechidá do elemento terra.

E, exterior a ela, está Chochmá. E, exterior a ela, está Biná — a Neshamá. E, exterior a ela, estão as seis extremidades de Tiferet — o Ruach. E, exterior a ela, está Malchút — a Néfesh do elemento terra.

E esta Malchút se divide nas dez Sefirót que há nela; e a Malchút mais externa dentre elas é o próprio elemento terra material, no qual não há nenhuma espiritualidade, senão uma matéria opaca/densa chamada de Domêm (o inanimado). E tudo o que está em seu interior é chamado de a Néfesh do Domêm.

E, da mesma maneira, ocorre no elemento água: pois a Malchút mais externa de todas é chamada de "águas que fazem crescer" e é denominada Tzômeach (o vegetal), e tudo o que está em seu interior é chamado de a Néfesh do Tzômeach.

E, da mesma maneira, ocorre no elemento ar (rúach) e no elemento fogo (êsh), que são o Chai (o animal/vivente) e o Medabêr (o falante/humano). Contudo, os quatro juntos são: o Domêm (inanimado) — Néfesh; o Tzômeach (vegetal) — Ruach; o Chai (animal) — Neshamá; e o Medabêr (falante) — Chaiá. E Vilón — Iechidá. E já explicamos que cada aspecto deles é composto por todos eles.

E isto é o que você encontrará nas palavras dos filósofos sob o nome de "forças" (Kochót), ao dizerem que na Néfesh vegetal (Néfesh HaTzomechát) há nela a força nutritiva, a força atrativa, a força digestiva e a força expulsiva.

E da mesma forma disseram sobre a Néfesh animal (Néfesh HaChaiá), que é chamada de a motriz e a sensitiva: que há nela a força apetitiva/emocional (coách hamit’orêr), a força imaginativa (coách hamedamê) e a força formadora/representativa (coách hametzaiêr), etc. E desta mesma maneira em todas elas.

O que resulta de tudo isso é que, embora a Malchút mais externa de qualquer aspecto que seja constitua o corpo daquele mesmo aspecto, ela não é chamada de corpo e matéria verdadeiramente opaca/densa.

Isto cabe apenas à última Malchút externa de Assiá, de cima para baixo e de dentro para fora; e esta única dimensão central é o elemento terra (afár) totalmente material. Ele é o corpo mais opaco/denso e material de todos os mundos.

(...)

E já foi explicado (Etz Chaim, portal 47, capítulo 7) que, do Mundo da Criação (Beriá) para baixo, tudo é chamado de Árvore do Conhecimento (Etz HaDáat), composta de bem e mal; porém, em cada nível deles, o bem diminui e o mal aumenta, até que se conclui que o mundo inferior é em sua maior parte mau e em sua menor parte bom.

Também foi explicado que o ímpio sempre cerca o justo; e, por isso, o bem é chamado de fruto (pri) e o mal é chamado de casca (klipá), que veste, envolve o fruto. E não apenas isto, pois até mesmo as luzes boas operam desta mesma maneira: a mais pura e espiritual delas se veste no interior das demais luzes, e assim ocorre com todas elas de acordo com a ordem de seus níveis.

E já foi explicado no portal anterior como o Ein Sof é o mais interno de todos, e exterior a Ele estão as Sefirót na ordem de seus níveis: Kéter é a mais interna de todas e Malchút é a mais externa de todas.

(...) E agora explicaremos a essência do homem (Adam), qual é o seu assunto. E iniciaremos a sua existência a partir do Mundo da Ação (Olam Haassiá), de Malchút para cima.

E eis que, no Olam HaAssiá, primeiramente há nele a sua parte inferior mencionada — a Malchút que há nele —, que é chamada de os quatro elementos do mundo inferior. E eis que todos os seus derivados foram criados no corpo que há nele, isto é, no elemento terra (afár). E eles se dividem em quatro partes:

A parte inferior dentre elas são as pedras preciosas e os metais, nos quais há apenas o elemento terra (afár) que recebeu força de todos os quatro elementos juntos a partir do corpo que há neles; eles se misturaram entre si e, a partir deles, formou-se aquele metal. Contudo, há em seu interior uma força que unificou as misturas mencionadas, e elas são chamadas de Néfesh do elemento terra (afár), a qual é composta por suas cinco forças, conforme mencionado acima.

Depois disso foi criado o vegetal (tzômeach), como as árvores e as ervas, e o seu corpo provinha do elemento terra (afár), etc.; e há nele a Néfesh do inanimado (domêm) que lhe é apropriada e, somada a ela, a Néfesh do vegetal (tzômeach), composta por suas cinco forças.

Depois foi criado o animal (chai), que são os animais domésticos/bovinos, as aves, etc. E há neles corpo, a Néfesh do inanimado (domêm) e a Néfesh do vegetal (tzômeach); e, somada a ela, a Néfesh do animal (chaiá), que é chamada de a Néfesh animal/instintiva (Néfesh HaBehemít), a motriz e a sensitiva.

Depois disso foi criado o homem falante (Adam HaMedabêr - A humanidade em geral), e há nele todas as forças mencionadas acima; e, somada a elas, a Néfesh falante (Néfesh HaMedabêret), proveniente do elemento fogo (êsh).

Mas saiba que, certamente, todos os aspectos de corpo e formas que há no homem são mais puros, translúcidos do que os do animal (chai); e os do animal, mais do que os do vegetal (tzômeach); e os do vegetal, mais do que os do inanimado (domêm). E isto ficará claro para você a partir do que escrevi acima: pois, em todos os aspectos, cada um deles é composto por todos os outros, nesta ordem, um no interior do outro.

E, depois disso, Ele criou o homem israelita (o judeu - Néfesh HaElokít), mais puro/translúcido em todos os seus aspectos do que todas as demais criaturas: em seu corpo e nos quatro aspectos de suas almas (nefashót) — a inanimada (domêmet), a vegetal (tzomechát), a animal (chaiá) e a falante (medabêret) —, provenientes da interioridade mais pura que há em cada um dos quatro elementos existentes nelas e em suas formas (isto é, as almas que há nelas).

E, por ser ele mais puro/translúcido do que todas as criaturas da terra, ele se elevou ainda mais, pois ele também está incluído e conectado a todos os mundos e a todos os seus detalhes, de baixo para cima.

E como é isso? Primeiramente, entra nele uma Néfesh a partir do firmamento de Vilón, e dali para cima, até o firmamento superior de Assiá, tudo é chamado de a Néfesh de Assiá; e esta é denominada a Néfesh intelectual santificada (Néfesh HaSichlít HaKedoshá) que há no homem. Contudo, ela própria se divide em cinco forças: Iechidá, Chaiá, etc.

Também se divide em duas divisões, de uma outra maneira: pois todos os aspectos que ele recebe dos quatro elementos são chamados de Néfesh elemental (Néfesh HaIessodít), a qual se divide nas forças mencionadas: inanimado (domêm), vegetal (tzômeach), animal (chai) e falante (medabêr).

E a Néfesh proveniente de Vilón é a coroa (Kéter) sobre todos eles e é chamada de Néfesh intelectual (Néfesh Sichlít). E aquilo que provém dos outros nove firmamentos se divide em Rúach, Neshamá, Chaiá e Iechidá que há na Néfesh. E todas elas juntas são chamadas de uma única Néfesh de Assiá, sob a perspectiva da totalidade dos mundos.

E, depois disso, ele recebe um Rúach proveniente do Mundo da Formação (Olam HaIetzirá), e este também se divide em vários níveis da mesma maneira mencionada acima. Porém, sob a perspectiva da totalidade de todos os mundos, é chamado de Rúach. E, desta mesma maneira, recebe uma Neshamá de Beriá, uma Chaiá de Atzilút e uma Iechidá de A"K (Adam Kadmón).

E eis que foi bem explicada a essência do homem (Adam): pois ele inclui a totalidade de todos os mundos, tanto em sua generalidade quanto em seus detalhes, o que não ocorre com nenhuma das demais criaturas, sejam superiores ou inferiores. Pois cada derivado de qualquer um desses mundos inclui apenas o próprio mundo no qual foi criado.

(fim da citação do Shaarei Qedushá);

Resumo:

Néfesh Elemental (Néfesh HaIessodít): É o conjunto de tudo o que a pessoa recebeu dos quatro elementos básicos da terra (as almas inanimada, vegetal, animal e falante mencionadas no item 2).

Néfesh Intelectual (Néfesh Sichlít): É a alma que vem do firmamento de Vilón. Ela senta-se no topo da Néfesh elemental como uma coroa (Kéter).

Os outros níveis da Néfesh de Assiá: Aquilo que o homem (judeu) recebe dos outros nove firmamentos superiores de Assiá divide-se nos aspectos de Rúach, Neshamá, Chaiá e Iechidá que pertencem ao nível geral de Néfesh. E se ele (o judeu) trabalhar para merecer mais, então acrescenta Naranchai completo de cada mundo espiritual.



domingo, 31 de maio de 2026

OS PORTÕES DA MORTE: "Degraus do Gehinom" - Zohar Pekudei Parte I

Nesta primeira parte elaboraremos sobre os três primeiros palácios da Sitra Achrá:

Zohar Pekudei: Rabi Shimon abriu e disse:

“Ve'héma keAdam avrú berit, sham bagdú bi” (Hoshe'a 6:7) — “E eles, como Adam, transgrediram a aliança; ali agiram traiçoeiramente contra Mim.”

Quem removerá o pó dos teus olhos, Adam haRishon (o primeiro homem), pois o Santo, bendito seja, te ordenou um único mandamento e não pudeste sustentá-lo, porque foste seduzido pelas palavras malignas com as quais te enganou aquela serpente maligna, conforme está escrito: “E a serpente era astuta”.

E por isso te deixaste seduzir por ela e causaste a morte para ti e para todos os descendentes que sairiam de ti. Vem e vê: todo aquele que se deixa seduzir por ela e desce até ela, em um instante se perderá por ela — isto é, cairá sob seu domínio.

Vem e vê: David tinha sua existência fixada na fonte das águas que jorram — isto é, na Biná, pois David corresponde à Malchut superior a partir de Machazé (o umbigo) para cima, onde se encontra o lugar da Biná, da qual vêm sua vitalidade e sua sustentação (como explicado acima).
E quando foi expulso para outra terra, ao fugir de Shaúl e sofreu por causa disso, foi afastado da Terra Santa — isto é, caiu de seu grau, que é a Terra Santa.

E mesmo tendo descido de seus graus a um grau inferior, ele permaneceu firme em sua existência, e não caiu sob o domínio da Sitra Achra nem foi por ela tomado.

O que está escrito? “Porém, vive o Eterno e vive tua alma, que há apenas um passo entre mim e a morte” (I Shemuel 20:3) — pois ele havia descido tanto que havia apenas essa medida entre ele e a morte, e “morte” aqui é a Sitra Achra, que é chamada de morte (como explicado anteriormente). Ashrei — feliz é a porção de quem se guarda desse lado maligno e de todos os graus desse lado que existem no mundo.

Pois há muitas facetas e graus para o Yetzer HaRá (mau instinto): eles são: o Satán (acusador), o Malach haMavet (anjo da morte), e o próprio Yetzer HaRá. E já estabelecemos que, apesar de ser chamado por esses nomes, ele possui, em especial, sete nomes: Satán, Tamê (impuro), Sonê (odiador), Even Mikshol (pedra de tropeço), Arel (incircunciso), Ra (mal), e Tzefoni (oculto do norte).

Estes são os sete nomes que correspondem aos sete graus de seus heichalot (palácios ou câmaras), todos do lado da impureza, como dissemos. E contra esses sete nomes existem os nomes pelos quais o Guehinom é chamado — ou seja, o lugar onde os perversos são julgados.

E são eles: Bor (poço), Shachat (destruição), Dumah (silêncio/morte), Tit HaYaven (lama movediça), Sheol, Tzelmavet (sombra da morte), e Eretz Tachtiyah (terra inferior). Todos estes são os sete compartimentos do Guehinom que correspondem aos sete nomes do Yetzer HaRá.

E os sete heichalot da Sitra Achra são chamados por esses mesmos nomes dos sete compartimentos do Guehinom.

Eis que já estabelecemos que, assim como existem madregot (degraus espirituais) e heichalot (palácios) do lado da kedushá (santidade), também há equivalentes do lado da tumá (impureza). E todos eles existem e exercem domínio no mundo, do lado da impureza. Por isso, há sete heichalot que correspondem aos sete nomes pelos quais o Guehinom é chamado — isto é, nomes correspondentes aos sete níveis infernais. E todos esses palácios estão posicionados para julgar e contaminar os ímpios do mundo que a eles se apegaram, e que não guardaram seus caminhos deles enquanto viviam neste mundo.

Pois aquele que vem para se purificar neste mundo, do lado da pureza, é purificado naquele lugar chamado sod ha’emunáh (segredo da fé), ou seja, em Malchut deQedushá. Ali há muitos madregot (graus espirituais) e muitos memunim (supervisores angelicais), todos posicionados para aproximar a pessoa do serviço ao Qadosh Baruch Hu para purificá-la. Mas quem vem para se contaminar, esse é contaminado pelo outro lado, que é impuro, onde também há muitos madregot e muitos memunim, todos posicionados para contaminar os seres humanos.

Aquele que se aproxima deles e se deixa atrair por esse lado do mal, sobre ele está escrito: “Quem é o homem que viverá e não verá a morte, que poderá livrar sua alma...?” (Tehilim 89:49). Quem é o ser humano criado neste mundo que não verá a morte — isto é, o Malach haMavet (anjo da morte)? Pois todos os seres deste mundo acabam sendo conduzidos a ele.

Quando a pessoa se prepara para prestar contas diante de seu Senhor — isto é, quando está prestes a deixar este mundo —, antes mesmo de falecer, ela vê o Malach haMavet. E isso já foi devidamente estabelecido e explicado.

O primeiro heichal (palácio) é o início do Yetzer Hará. Este primeiro palácio é chamado “poço vazio de tudo” (Bor Reiq mikol). Quem tenta entrar ali, não há quem o sustente para não cair. Todos o empurram para fazê-lo cair, e ele não consegue se levantar. Não há nele nenhum apoio para o bem.

Perush (explicação) do Baal haSulam:
No fim da kedushá, ou seja, após a Malchut de Qedushá (reino da santidade), começa o domínio do Yetzer Hará — isto é, da Sitra Achra, que possui sete nomes, como já explicado. E sobre ela está dito: “À porta jaz o pecado” (Bereshit 4:7), ou seja, à entrada inferior de Malchut repousa a Sitra Achra. Trata-se da Malchut que não foi adoçada em Biná, e por isso é chamada Man’uláh (fechadura), sendo o ponto inicial da Sitra Achra. Como ela deriva da Midat haDin haKasháh (medida do juízo severo), todo aquele que tenta entrar ali é empurrado — todos o fazem cair, sem que ele possa se reerguer. Isso significa que ele perde os Gadlut deNeshamáh (mochin superiores da alma), pois “levantar-se” indica possuir Gadlut (grandeza espiritual). (Chaz ve’Shalom!)

Perush Pashtaní (comentário simples) Haykla Arazuta:
Malchut (dinim) que não foi adoçada por Biná - ou seja, extremo desejo de receber sem aspectos de misericórdia (Biná), como uma "fechadura" trancada por um julgamento severo e implacável, qualquer pessoa que tente cruzar essa barreira ou ceda a essa energia negativa é derrubada espiritualmente, perdendo sua maturidade mental e conexão com a própria alma (Gadlut), restando em um estado de profunda fraqueza espiritual.

Neste heichal encontra-se um supervisor chamado Dumá (דומה) – (Chaz ve’Shalom!) Ele é o mesmo que atua acima, no terceiro heichal da Sitra Achra, e também abaixo, neste primeiro heichal aqui, ele é quem segura a alma quando ela é rejeitada do heichal haQedosh (palácio sagrado) pelo supervisor Tahari’el (טהריא"ל). Esse Dumá (Ch”V) se encontra junto ao portão daquele lado sagrado — isto é, à entrada do primeiro heichal de Qedushá — e ali permanece para agarrar a alma e conduzi-la aos heichalot da tumáh (impureza). Com ele há muitos executores de julgamento e severidade.

Perush Baal HaSulam:
Se a alma não estiver em estado de taharáh (pureza), então o anjo Tahari’el a rejeita, impedindo-a de entrar no primeiro heichal da santidade. E imediatamente o anjo Dumá (Ch”V), que se encontra ali, próximo à kedushá, na entrada da Sitra Achra, a agarra. Esta é a origem do lado impuro, que provém do sod (segredo) do Zachat, o aspecto masculino da Sitra Achra, e que se encontra no início de toda sua estrutura.

E abaixo daquele supervisor, Dumá (Ch”V), está outro supervisor, sob o qual há milhares e dezenas de milhares de subordinados, e esse supervisor é chamado Patut (פתות), Ch”V. Este é o que se coloca para seduzir os seres humanos, e é ele quem se posiciona junto à alma, incitando-a a olhar e contemplar aquilo que não deveria — com relação a muitos atos de fornicação e adultério. Todos esses anjos que estão com ele se mantêm ao redor da alma, caminham à sua frente e a forçam a desviar seus olhos para observar o que é impróprio.

E esse Patut Ch”V é um intermediário maligno, que incita a todos esses atos perversos. Ele está presente junto à sepultura quando o corpo é julgado e quebra os olhos do corpo. Isso porque ele os ganhou enquanto o corpo ainda estava neste mundo — eles lhe pertencem.

Perush Baal haSulam:
Esses dois supervisores, Dumá e Patut são os aspectos de zachar veNekeváh (masculino e feminino) da Sitra Achra, Ch”V. A Midat haDin haKasháh (medida do juízo severo) não causa dano completo logo no início de sua revelação, enquanto ainda está no aspecto masculino da Sitra Achra. Ela precisa se manifestar repetidamente até alcançar força para agir e punir — o que corresponde ao aspecto feminino da Sitra Achra. Assim, Dumá é o aspecto masculino, que apenas agarra a alma, mas ainda não tem poder de puni-la diretamente. Já Patut, que está sob seu comando, é quem seduz a alma a olhar para o que não deveria, ou seja, a puxar Chochmá (Luz do deleite) de cima para baixo (sem a Luz da Misericórdia) — da mesma forma que age a Sitra Achra. Toda vez que isso acontece, a Midat haDin haKasháh se revela no final, como está escrito: “À porta jaz o pecado” (Bereshit 4:7). É nesse ponto que a alma é ferida pelo juízo severo e tem seus olhos destruídos junto ao corpo morto.

Tudo o que o corpo fez neste mundo, a alma é obrigada a repetir no mundo vindouro. E como o corpo caiu na armadilha desse Patut, também a alma cai em suas mãos e realiza aquilo que ele a incita e ordena a fazer. Por isso está escrito: “e eu a forçarei a desviar seus olhos para olhar o que não deveria” — ou seja, por causa das ações do corpo neste mundo. E é o que está dito: “ele se posiciona junto ao túmulo... e quebra os olhos dele, porque foram ganhos por ele enquanto ainda estava neste mundo.” Pois por ter se vinculado a Patut e sua comitiva enquanto vivo, seus olhos foram moldados a partir deles — e por isso, agora, eles lhe pertencem, e ele os destrói.

E nesse lugar — o túmulo — é julgada a alma, até que ela seja lançada num lugar chamado Bor (poço), no qual há muitas serpentes e escorpiões. Eles são mal’achê chabalah (anjos destruidores), e todos eles picam essa alma, a agarram e a julgam.

Mais internamente do que aquele ruach (espírito) chamado Patut, existe um outro espírito de impureza, que está acima de todos. Ele domina sobre todo esse heichal, e todos os outros dependem de sua força. Seu nome é Gamgimá (גמגימא), Chaz veShalom. Ele é avermelhado e agitado, e está sempre pronto para fazer o mal. Quando a prece de uma pessoa é rejeitada, e o indivíduo não tem mérito nela, esse ruach, Gamgimá (Ch' V) , se ergue e se associa com o espírito superior da impureza, que é o Satan (השטן), e então ambos acusam nas alturas, trazendo à lembrança as transgressões da pessoa perante o Santo, bendito seja. E o sinal está na expressão: “E veio também o Satan entre eles” (Iyov 1:6) — pois não está escrito apenas “e veio o Satan”, mas sim “também o Satan” (gam haSatan), o que alude a Gamgimá (Ch'V), que se juntou ao Satan (השטן) para acusar.

Perush Baal HaSulam:
Os dois primeiros ruachot, Dumá e Patut, derivam da Midat haDin haKasháh (medida do juízo severo) que pertence à Malchut, a qual é chamada Man’uláh (fechadura). Já esse ruach chamado Gamgimá se apoia sobre a iluminação de Biná, ou seja, sobre Israel Saba veTevuná (metade de baixo de Biná). Pois quando ocorre uma transgressão no nível inferior, a Malchut sobe até Biná, e com isso as Qlipot se elevam e se apegam à Malchut no lugar de Biná. Por isso ele é chamado Gamgimá — pois traz “gagueira”, isto é, falta de clareza na iluminação de Israel Saba veTevuná. E é isso que significa que ele está “acima de todos”, pois por se apegar à iluminação de Israel Saba veTevuná, ele se encontra acima de Dumá e Patut, que pertencem apenas aos juízos da própria Malchut.

Perush Pashtaní Hayka Arazuta:
Como as forças da negatividade (Qlipot) estão grudadas em Malchut, elas pegam "carona" nessa subida. Elas invadem o nível inferior de Biná. Gamgimá (גמגימא) vem do hebraico e do aramaico na raiz ג-מ-ג-ם (G-M-G-M), o verbo legamgem (לגמגם) significa literalmente gaguejar ou balbuciar. Desta forma, em termos gerais, prejudicando uma transmissão de pensamento clara, fluida e iluminada. Enquanto Dumá e Patut (Chaz veShalom) ativam os julgamentos pesados, Gamgimá (Chaz veShalom) consegue infiltrar até o nível do intelecto.

E desse ruach rá (espírito maligno) derivam muitos outros instigadores do juízo, que são supervisores encarregados de agarrar qualquer palavra impura ou imunda que o ser humano pronuncie com sua boca, e que depois são seguidas por palavras sagradas. Ai deles, ai de suas vidas! Esses seres humanos causam com suas ações que esses instigadores do juízo dominem e causem dano no lugar sagrado. Ai deles neste mundo, e ai deles no mundo vindouro! Pois esses ruachot da tumáh (espíritos da impureza) tomam aquela palavra impura que saiu da boca da pessoa, e quando a pessoa pronuncia logo em seguida uma palavra de kedusháh (santidade), esses ruachot da tumáh se adiantam, tomam a palavra impura e contaminam a palavra sagrada. Com isso, o ser humano não merece aquela santidade — e, por assim dizer, a força da kedusháh se enfraquece.

Perush Baal HaSulam:
O trecho explica como as Qlipot se apegam à iluminação de Yeshsut (Ysrael Saba veTevuná) por causa da transgressão humana. Ele diz: quando o ser humano peca e é afetado pelos juízos de Malchut, sendo rejeitado do heichal da Malchut pelo supervisor Tahari’el (טהריא"ל), isso é considerado como se ele tivesse pronunciado uma palavra impura com sua boca. E se, antes de ter se purificado de sua tumáh (impureza), ele atrai a iluminação de Yeshsut, então as forças externas (chitzonim) tomam a falha que ele causou em Malchut e a projetam também sobre a iluminação de Yeshsut. É isso que o texto diz: “tomam aquela palavra impura” — ou seja, o dano causado nos juízos de Malchut. E mesmo que, posteriormente, a pessoa pronuncie uma milá qedosháh (palavra sagrada), ou seja, mesmo que atraia a iluminação de Yeshsut, e mesmo que ela mesma não tenha manchado diretamente esse nível, ainda assim, essas forças pegam a impureza da primeira palavra e a transferem para a segunda — a palavra sagrada. Assim, as Qlipot se apegam, por assim dizer, também à iluminação de Yeshsut (Ysrael Saba veTevuná).

Perush Pashtaní Haykla Arazuta:
Um processo de contaminação espiritual onde a transgressão gera uma impureza nos juízos rígidos de Malchut. Se, antes de se purificar desse defeito através da Teshuvá, o indivíduo tenta "atrair a iluminação de Yeshsut" — o que significa buscar estados elevados de consciência, clareza mental e conexão com as luzes intelectuais superiores —, as forças negativas (Qlipot) pegam a impureza fixada no nível inferior e a projetam sobre a luz sagrada que é atraída.

E acima destes há um supervisor, cujo nome é Sefseritá (ספסיריט"א), Ch”V. E muitos incitadores de lei e julgamento estão com ele, e esse supervisor, que está sobre eles, toma todas as palavras más que o ser humano pronunciou (como foi dito no trecho anterior), e também toma todas aquelas coisas que o homem lançou com as mãos no momento em que a ira se apoderou dele. Pois então esse supervisor, Sefseritá (Ch'V) segura aquele objeto que o homem atirou em sua ira, sobe e diz:
“Este é o sacrifício de fulano que ele ofereceu ao nosso lado.”
(Chaz veShalom!)

Pois todo o lado da tranquilidade pertence ao lado da direita e da fé (Emuná, Malchut da Santidade), e todo o lado da ira pertence ao outro lado — o lado mau e impuro. E por isso, aquele que atira algo com suas mãos em sua ira, todos os que pertencem ao lado do mal tomam esse objeto lançado, elevam-no para cima e o aproximam daquele lado, dizendo:
“Este é o sacrifício de fulano.”

E o arauto clama em todos os firmamentos e diz:
“Ai de fulano, que se desviou após um deus estranho, e serviu a outro deus!”
E o arauto clama uma segunda vez e diz:
“Ai deles, pois se afastaram de Mim...”
Bem-aventurado é o homem que guarda seus caminhos e não se desvia nem para a direita nem para a esquerda, e não cai no poço profundo, do qual não é possível sair.

O segundo Heichal da Sitra Achrá.
Este palácio é mais escuro do que o primeiro. Este palácio é chamado Shachat (Destruição), correspondente ao nome do Yétzer HaRá que é chamado Tamê (Impuro). Pois o primeiro palácio é chamado Bor (Poço), correspondente ao nome do Yétzer HaRá que é chamado Satan, e este é chamado Shachat, correspondente ao nome do Yétzer HaRá chamado Tamê. Neste palácio há três portais.

O primeiro portal:
Nele se encontra um supervisor, cujo nome é Astiryá (עסטירי"א), Ch”V, e há milhares e dezenas de milhares de anjos de destruição (malachê chabalah) sob sua autoridade.
Ele está sobre todos aqueles que corrompem seus caminhos ao derramar sêmen sobre a terra, ou que emitem sêmen de maneira não natural, ou todos os que se masturbam com as mãos.
Estes não veem o rosto da Shechiná de modo algum. Apenas este supervisor, do lado da impureza, que mencionamos, sai naquele momento, e com ele milhares e dezenas de milhares — todos se reúnem sobre aquele homem para contaminá-lo neste mundo.
Depois, quando a alma dele sai deste mundo, esse supervisor, Astiryá (Ch'V) e todos os que estão com ele, contaminam sua alma, agarram-na e a levam para ser julgada entre eles.

E estes, os malachê chabalah (anjos de destruição), são chamados “shichvat zéra rotechat” (שכבת זרע רותחת, “sêmen fervente”), pois todos os coléricos impuros estão presentes sobre isso — todos eles se colocam e repousam sobre o homem naquele momento em que ele se aquece (no desejo), e são eles que o aquecem para essa paixão. Então, tomam aquela paixão, e aquele sêmen que foi derramado na terra, fortalecem-se com ele e o elevam para cima, e causam que o pacto superior — que é o Yesod (fundamento) — seja submetido ao lado da impureza. Ou seja, para proporcionar prazer e fortalecimento a eles.

O segundo portal:
Ali está de pé outro supervisor, cujo nome é Taskifé (טסקיפ"ה) Ch”V. Este é o supervisor sobre todos aqueles que corrompem seus caminhos, e não derramam seu sêmen sobre a terra, mas o derramam sobre animais ou em transgressões severas da Torá, como as arayot (relações sexuais proibidas). Este supervisor e os muitos milhares e dezenas de milhares que estão com ele, todos se colocam sobre ele para julgá-lo — assim como dissemos sobre aqueles que são julgados no primeiro portal.

Vem e vê: este supervisor tem em suas mãos um cálice, e é chamado “Cálice da Amargura” (Kos HaTarála), o cálice de Sua ira. E todos aqueles executados pelo tribunal (Beit Din) ou punidos por essas transgressões, todos eles foram arrancados destes lados da impureza, e não têm parte com eles. E esse cálice, que é chamado Kos HaTarála (כוס התרעלה), está ligado ao outro cálice que beberam no início, aquele que o Beit Din lhes deu antes de sua morte. E a sua morte pelo tribunal é a sua expiação.

E todos aqueles que não beberam daquele cálice do Beit Din — ou seja, que não foram executados pelo julgamento do tribunal — serão tomados posteriormente por esse cálice da amargura. Quando sua alma sai deste mundo, esse supervisor e todos os que estão com ele o agarram, e este é o dia amargo; e aquela alma bebe desse cálice e sofre muitos tipos de julgamentos, variados uns dos outros.

Neste palácio está presente um espírito, sob o qual aqueles citados acima estão subordinados, e seu nome é Niatiryel (ניאציריא"ל), Ch”V.

E desse espírito poderoso saem três gotas amargas, que caem dentro desse Kos HaTarála (Cálice da Amargura). Uma se chama Chatzatz (חצץ), que significa “corte” ou “aniquilação”, como está escrito: “e o número dos seus meses cortaram” (Jó 21:21). A segunda se chama Mar HaMavet (מר המות, “amargura da morte”), como está dito: “certamente passou a amargura da morte” (I Samuel 15:32). E a terceira se chama Kova’at (קובעת), como está dito: “cálice de vertigem da amargura” (Isaías 51:17). E essas três gotas caem, então, desse cálice sobre aquela espada do Malach HaMavet (anjo da morte) que mata os seres humanos.

O terceiro portal:
Ali se encontra um supervisor, cujo nome é Sangadyel (סנגדיא"ל), Ch”V. Este é o supervisor sobre todos aqueles que introduziram o pacto sagrado (Brit HaQodesh) em uma mulher estranha — que é do lado de um deus estranho (El Nêchar), e todos os que corrompem seu caminho nisso, e mentem no sinal do pacto sagrado.
Este supervisor e todos os supervisores com ele desenham dentro de si imagens daquelas mulheres impuras, nas quais foi profanado aquele Brit HaQodesh, e todas essas imagens ficam registradas diante dele quando o homem sai deste mundo, e depois contaminam aquele espírito.

E neste palácio estão suspensos todos os segredos da feitiçaria, para matar seres humanos antes do tempo determinado, e todas as magias que os homens utilizam — estão pendentes aqui.
Aqueles que praticam feitiçaria para se contaminar com ela, como Bilam, que praticava feitiçaria com seus encantamentos, primeiro se contaminavam com a impureza do sêmen fervente derramado sobre a besta. E por isso Bilam foi julgado naquele sêmen fervente, como dissemos. E por isso este palácio é chamado Shachat Tamê (שחת טמא, “destruição impura”).

E neste palácio há um outro espírito, que está subordinado ao espírito acima dele, e seu nome é Sartiyá (סרטי"א) Ch'V. E há milhares e dezenas de milhares sob sua autoridade. Todos eles se colocam sobre aquela palavra que sai com o espírito do homem em seu sonho, da parte do lado sagrado. Este espírito da impureza, e todos os incitadores de julgamento que estão com ele, todos saem e se apegam àquela palavra, e descem até ela e se conectam com ela, a fim de negar aquela palavra que veio do homem, e lhe anunciam em seu lugar outras coisas — palavras de mentira misturadas com palavras de verdade.

Pois assim é o caminho do mentiroso: se ele não incluir alguma verdade, não poderá sustentar sua mentira para que seja acreditado.
Assim também aqui: uma vez que se misturam com palavras de verdade que a pessoa viu em sonho, e as negam diante dele, anunciam-lhe depois palavras de verdade para dar sustentação às palavras falsas que lhe informam. Mais adiante, isso se espalha entre os espíritos inferiores (ruchot tachtonim) — que não possuem existência verdadeira, e não perduram. E essa informação é divulgada no mundo de muitas formas e tipos diversos.

Deste palácio saem dois espíritos que se transformam, ora em homens, ora em mulheres. Eles vagueiam pelo mundo, no ar, e zombam dos seres humanos em seus sonhos, aparecendo-lhes como mulheres belas em visão onírica, tomando para si a paixão do homem. E da mesma forma, para as mulheres, aparecem como homens.
E esses são chamados Ra’á (רָעָה, “mal”) e Néga (נֶגַע, “aflição”), como está dito: “Não te acontecerá o mal (Ra’á), e a aflição (Néga) não se aproximará da tua tenda” (Salmos 91:10).

E estes, Ra’á e Néga (רעה ונגע), são chamados espíritos inferiores (ruchot tata'ei), que saem de uma labareda de fogo. Pois, quando aqueles espíritos superiores percorrem o interior do heichal, saem duas labaredas de fogo, e delas se formam esses dois espíritos, Ra’á e Néga, como dissemos.
E tudo isso provém deste lado da impureza. Bem-aventurados são os justos que se afastaram desses lados e se protegeram deles. E sobre isso está escrito:
“Para te guardar da mulher estranha…” (Provérbios 7:5)

O terceiro palácio:
Este é um palácio escuro e sombrio, sem nenhuma luz. Ele é mais tenebroso do que os palácios anteriores. E este é chamado Dumá (דומה), em correspondência com o nome do Yétzer HaRá (impulso do mal) que é chamado Sone (שונא, “inimigo”). Neste palácio há quatro portais, um voltado para este lado, e outro para aquele, correspondendo aos quatro lados.

Um supervisor está de pé sobre o primeiro portal, e esse supervisor se encontra no poder da ira que paira sobre o mundo. Quando o julgamento domina o mundo, esse supervisor que reside nesse portal toma armas e as coloca nas entradas das sinagogas (beit knesset). E seu nome é Sakfortiyá (סקפורטי"א) Ch”V. E este é o tropeço do mundo.
Sobre ele está escrito:
“O caminho dos ímpios é como a escuridão; não sabem no que tropeçarão.” (Provérbios 4:19)
Nesse tempo, quando ele domina e o julgamento reina no mundo, ele observa quem caminha sozinho no mercado, e se o encontra, pode prejudicá-lo e enfraquecer sua sorte (mazal).

PerushBaal haSulam:
A Malchut é chamada de "sinagoga" (beit knesset), e é sabido que à entrada da Malchut espreita o pecado (chatat rovétz) — que é a medida do julgamento severo da Man'ulá (מנעולא, a “tranca”, fechadura), como foi mencionado anteriormente.
E este anjo aqui, chamado Sakfortiyá é o que deposita ali estas armas — isto é, o segredo da Man'ulá - julgamentos — por estar de frente para o Heichal haNetzach (palácio da eternidade) da santidade, e por isso sua força é grande. E foi dito: “Este supervisor que reside neste portal toma armas e as coloca nas entradas das sinagogas” — ou seja, na entrada da Malchut, como explicado. E por isso os ímpios, que se apegam à Sitra Achrá e atraem Chochmah de cima para baixo (desejo intenso de receber), é sobre eles que está dito:
“Se não melhorares, o pecado espreita à porta” (Gênesis 4:7), pois tropeçam nesse pecado — que é o segredo da Man'ulá (julgamentos) — que está à porta da Malchut, e perecem por causa disso no “lenho da vida”. E por isso está escrito: “E este é o tropeço do mundo…”

O segundo portal:
Ali está de pé outro supervisor. Este é aquele que recebe os veredictos do julgamento — ou seja, os escritos nos quais os decretos de julgamento estão registrados. E esse é Sangadyel (סנגדיא"ל), e sob sua autoridade estão muitos que despertam o julgamento e o direito (din u’mishpat), que dominam e estão prontos para receber esses veredictos.
E esse supervisor está postado sobre esse segundo portal.

E quando ele recebe o petek (פסקא, veredito) do julgamento, da parte do supervisor Malkiel (מלכיאל), que está no primeiro portal do terceiro heichal da santidade (conforme mencionado acima), ele permanece neste portal (do lado da Sitra Achrá) e desce para aqueles portais sombrios inferiores: um para aquele que é chamado Shachat (שחת, destruição) — ou seja, o segundo heichal da Sitra Achrá — e outro para aquele que é chamado Bor (בור, poço) — que é o primeiro heichal da Sitra Achrá — pois estes estão abaixo (conforme explicado acima).
E ali há milhares e dezenas de milhares de supervisores que dominam no mundo para executar o julgamento, e o decreto daquele petek din (veredicto judicial) é então cumprido.

O terceiro portal:
Neste portal há outro supervisor, cujo nome é Angaryon (אנגריו"ן), Ch”V.
Ele está encarregado de todas aquelas doenças, dores, febres e fogo nos ossos — isto é, sofrimentos que não conduzem à morte — que derivam dos julgamentos do lado esquerdo. Pois dele saem muitos milhares e dezenas de milhares de supervisores com ele, sobre todas essas enfermidades e dores, como aprendemos.

O quarto portal:
Aqui há um espírito que foi criado por causa da diminuição da lua, e seu nome é Askará (אסכר"א). Ele está encarregado da morte das crianças. Ele aparece para as crianças e ri com elas, até que as mata. E ele se manifesta para elas como uma mulher, semelhante à mãe da criança, amamentando-a, rindo com ela, segurando-a — e então a mata.

No centro deste heichal, há um espírito cujo nome é Agirison (אגיריסו"ן), Ch”V. Este foi nomeado sobre todos aqueles que morrem entre os treze e vinte anos. Essa é a morte deles, que vem da parte desse supervisor, como já estabelecemos. E isso ocorre por sua conexão com aquela serpente (nachash) que mencionamos, que está com ele e o acompanha. E sobre isso está dito: “E eis que era muito bom” (Gênesis 1:31), e explicamos que isso se refere ao anjo da morte.

Deste lugar se espalham e saem dois espíritos: Af (אף, “ira”) e Chemá (חמה, “furor”). Estes foram designados sobre todos aqueles que escutam uma repreensão vinda de alguém que se ocupa com a Torá — ou seja, quando alguém que estuda Torá os repreende por não seguirem o caminho correto — e, ainda assim, confiam em sua própria bondade e não se preocupam com isso. E também sobre todos aqueles que zombam e ridicularizam as palavras da Torá ou as palavras dos Rabbanan (sábios).

Desses dois — Af (אף, “ira”) e Chamá (חמה, “furor”) — saem muitos milhares e dezenas de milhares. Todos eles saem e repousam sobre pessoas que se ocupam com a Torá ou com palavras de mitsvá, e que andam no caminho da mitsvá, com o propósito de que fiquem tristes e não sintam alegria na Torá e na mitsvá que realizam. E foi por causa desses que Moshê temeu quando Israel pecou com o bezerro de ouro e ele desceu do monte, conforme está escrito: “Pois temi diante da ira (af) e do furor (chamá)...” (Devarim 9:19)

Abaixo desses — Af e Chamá — há um espírito que está sobre todos aqueles que praticam lashon hará (לשון הרע, “fala maldizente”). Pois quando as pessoas despertam a lashon hará, ou mesmo uma única pessoa desperta em lashon hará, então se desperta aquele espírito impuro de cima, chamado Siskisyá (סכסיכ"א). E ele repousa sobre esse despertar da lashon hará que os homens começaram, e ele ascende ao alto, e causa, por esse despertar da lashon hará, morte, espada e matança no mundo.
Ai daqueles que despertam esse lado do mal e não guardam sua boca e sua língua, e não se preocupam com isso, pois não sabem que o despertar de baixo causa o despertar de cima — tanto para o bem quanto para o mal.

Vem e vê:
Quando esse despertar de lashon hará se desperta aqui embaixo, então aquela serpente tortuosa (nachash ‘aqaltón) ergue suas escamas e as levanta para cima, de modo que fiquem eretas voltadas para o alto, e desperta desde sua cabeça até os pés. Pois, quando suas escamas se levantam e se agitam, todo seu corpo se desperta. Essas escamas são todos os executores da lei e do julgamento exteriores.


(continua...)


domingo, 24 de maio de 2026

PAULO E ABAYÊ - JÓ 41

Meu mestre me disse que depois da centelha do Rabino Akiva, a centelha mais próxima da minha é a do Abaiê, pois ele conseguiu pegar os três níveis de Néfesh, Rúach e Neshamá [NaRaN] da mesma raiz que a minha, ou seja, da raiz de Cáin, o que não ocorreu com os outros.

Sha'ar Ha'Gilgulim 38

אַךְ בִּי יָשֻׁב יַהֲפֹךְ יָדוֹ כׇּל הַיּוֹם

“Cada um se apega ao seu companheiro; ficam unidos e não se separam.”

 אִישׁ־בְּאָחִ֥יהוּ יְדֻבָּ֑קוּ יִ֝תְלַכְּד֗וּ וְלֹ֣א יִתְפָּרָֽדוּ׃

בֶּן יוֹסֵף יָבוֹא אֵלֶיךָ

domingo, 17 de maio de 2026

UFÓLOGOS:- RUACH SHEQER - ESPÍRITO DE ENGANO


UFÓLOGOS
ESPÍRITO DE ENGANO

"E disse ele: Eu sairei e serei um espírito da mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim." 

— 1 Reis 22:22


 Ao completar 30 anos, o inexistente "Caso Varginha" começou a sofrer uma grande reviravolta. Vários youtubers e bem inteligentes, começaram a confrontar as inexistentes provas do não existente caso Varginha, colocando a maioria dos falsos ufólogos em xeque-mate.

Não existe qualquer evidência do chamado "Caso Varginha" e tudo não passa de um grande engano e uma grande mentira recheada com narrativas anedóticas persistentes nas bocas da maioria dos chamados "ufologistas" que vivem da renda deste grande engano. Coisas ridiculas como ditas por um certo "ufólogo" que os EUA abateram a nave dos ETs com raios laser do Projeto Guerra nas Estrelas do Presidente Ronald Regan, tecnologia essa que nunca viu a luz do dia e nem o brilho do luar.

Alguns anos atrás, descobri, através da Ufocriptologia, uma matriz cuja key-code é "Marco Eli Chereze  que me revelou que tudo não passou de uma grande mentira. Confira abaixo a matriz.


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Na tabela acima temos Marco Eli Chereze (מרקו אלי צרז) que surge cruzado por "Militar (ב"צבא)" que está conectado com "Alienígena (חיזר)" e acima, cruzando Marco está "Lápide." Agora, o mais intrigante e incrivel é a frase que surge codificada com o mesmo salto equidistante de Marco Eli Chereze. A sentença afirma: "Ha'emet ka'avit (האמת כאבית)" que se traduz "A verdade é dolorosa!" Dentro de "A verdade é dolorosa" surge o termo "Chalá (חלא)" palavra aramaica que significa "Adoecer." No canto esquerdo da matriz surge "Ha'sheqer (השקר) - A mentira!"

Os “Códigos da Bíblia” consistem em padrões ocultos encontrados no texto hebraico da Torá por meio de métodos matemáticos, especialmente usando Sequências Equidistantes de Letras (ELS – Equidistant Letter Sequences). O método utiliza o texto hebraico contínuo (sem espaços) e seleciona letras em intervalos fixos — por exemplo, a cada 7, 49 ou 70 letras — revelando palavras, nomes e expressões.

A EQUAÇÃO MATEMÁTICA

Ln=L0+(n×d)
Onde: L 0 ​ = posição inicial da primeira letra 
n = número do passo 
d = distância fixa (salto) entre letras 
L n ​ = posição da próxima letra selecionada 
Exemplo: 
se a primeira letra estiver na posição 100 e o salto for 7: 
100 → 107 → 114 → 121 → 128...

A ideia central é que o texto contém camadas adicionais de informação além da leitura simples, revelando conexões entre palavras, nomes, datas e temas. O assunto ficou amplamente conhecido após a publicação de The Bible Code, que apresentou diversos exemplos de padrões encontrados no texto bíblico hebraico.

Em resumo: os Códigos da Bíblia são apresentados como uma forma de leitura baseada em estruturas matemáticas ocultas dentro do texto sagrado hebraico.

UFÓLOGOS
O CÓDIGO

Na sexta-feira 24 de abril de 2026, resolvi investigar a key-code Ufólogo (אופולוגו) e fiquei estupefato com o resultado. O termo surgiu sendo cruzado por Melachim Alef (מלכים א) - Iº Reis capítulo 22 versículo 22 que diz ""E disse ele: Eu sairei e serei um espírito da mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim."

וַיֹּ֗אמֶר אֵצֵא֙ וְהָיִ֙יתִי֙ ר֣וּחַ שֶׁ֔קֶר בְּפִ֖י כׇּל־נְבִיאָ֑יו וַיֹּ֗אמֶר תְּפַתֶּה֙ וְגַם־תּוּכָ֔ל צֵ֖א וַעֲשֵׂה־כֵֽן׃
מלכים א



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Nossos sábios judeus nos explicaram que este versículo se refere àqueles que não possuem mérito para receber a verdade e que atraem sobre uma espírito enganoso que pode ser um "mashichit (demônio)" ou uma alma a qual o Santo, abençoado seja Ele, determinou para ser mentira na boca de todos os falsos lideres devido aos pecados das pessoas.

O mais incrível ainda foi que, nesta matriz surgiram codificados nomes de ufologistas famosos. Dois deles são "Jacques Valée (ואלה)" e Nick Pope (פופ) este último falecido recentemente.

OVNIS-ANJOS

Logo abaixo do versículo principal que cruza UFOLOGOS cruza um versículo de Ezequiel capítulo Iº onde lemos "E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas."

וְאַרְבָּעָ֥ה פָנִ֖ים לְאֶחָ֑ת וְאַרְבַּ֥ע כְּנָפַ֖יִם לְאַחַ֥ת לָהֶֽם׃

יְחֶזְקֵ֨אל א

No versículo 8 do mesmo capítulo descobri, recentemente, que o acrônimo hebraico para OVNI está criptografado dentro dele:

(וידו) [וִידֵ֣י] אָדָ֗ם מִתַּ֙חַת֙ כַּנְפֵיהֶ֔ם עַ֖ל אַרְבַּ֣עַת רִבְעֵיהֶ֑ם וּפְנֵיהֶ֥ם וְכַנְפֵיהֶ֖ם לְאַרְבַּעְתָּֽם׃

עב"ם
ETZEM BILTI MEZOHÁH
OVNI

Tenho um capítulo no meu livro "EU QUERO ACREDITAR" dedicado aos OVNIS-ANJOS onde revelo, de acordo com textos aramaicos antigos, que este OVNIS são, na verdade, ANJOS e OFANIM.

CONCLUSÃO

Fica claro, com a descoberta deste código, que, a grande maioria dos Ufólogos mentem sobre o fenômeno OVNI restando alguns poucos sinceros e verdadeiros investigadores do fenômeno UFO. Conheço alguns deles, como João Marcelo, Ubirajara Rodrigues e outros. Recentemente, alguns youtubers como o Gigito do canal VHS BREAK e o João do canal Operação Fogo no Céu destruíram as mentiras dos falsos ufólogos sobre o caso Varginha, deixando os mentirosos, sem pernas para continuar propagando, em troca de ganhos, seus enganos sobre este "não existente caso ufológico."

sábado, 2 de maio de 2026

MOSHÊ-HA'ARI E A CONSCIÊNCIA DE AQUÁRIUS

 

וַתֵּ֤רֶד בַּת־פַּרְעֹה֙ לִרְחֹ֣ץ עַל־הַיְאֹ֔ר וְנַעֲרֹתֶ֥יהָ הֹלְכֹ֖ת עַל־יַ֣ד הַיְאֹ֑ר וַתֵּ֤רֶא אֶת־הַתֵּבָה֙ בְּת֣וֹךְ הַסּ֔וּף וַתִּשְׁלַ֥ח אֶת־אֲמָתָ֖הּ וַתִּקָּחֶֽהָ׃

האר"י

דלי
A alma do Ari se ocultou deste mundo em 5 de Av de 5332 (25 de julho de 1572). Esta data está criptografada na Parashá (Porção) Devarim da Torah, como demonstro abaixo:

"Elêh hadevarim asher diber Moshê el-col-Israel, be'éver, ha'Iarden."

אֵלֶּה הַדְּבָרִים, אֲשֶׁר דִּבֶּר מֹשֶׁה אֶל־כָּל־יִשְׂרָאֵל, בְּעֵבֶר, הַיַּרְדֵּן

O MESSIAS JÁ VEIO

הִנֵּה֩ הַיּ֨וֹם הַזֶּ֜ה רָא֣וּ עֵינֶ֗יךָ אֵ֣ת אֲשֶׁר־נְתָנְךָ֩ יְהֹוָ֨ה ׀ הַיּ֤וֹם ׀ בְּיָדִי֙ בַּמְּעָרָ֔ה וְאָמַ֥ר לַהֲרָגְךָ֖ וַתָּ֣חׇס עָלֶ֑יךָ וָאֹמַ֗ר לֹֽא־אֶשְׁלַ֤ח יָדִי֙ בַּאדֹנִ֔י כִּֽי־מְשִׁ֥יחַ יְהֹוָ֖ה הֽוּא׃ וְאָבִ֣י רְאֵ֔ה גַּ֗ם רְאֵ֛ה אֶת־כְּנַ֥ף מְעִֽילְךָ֖ בְּיָדִ֑י כִּ֡י בְּכׇרְתִי֩ אֶת־כְּנַ֨ף מְעִֽילְךָ֜ וְלֹ֣א הֲרַגְתִּ֗יךָ דַּ֤ע וּרְאֵה֙ כִּי֩ אֵ֨ין בְּיָדִ֜י רָעָ֤ה וָפֶ֙שַׁע֙ וְלֹא־חָטָ֣אתִי לָ֔ךְ וְאַתָּ֛ה צֹדֶ֥ה אֶת־נַפְשִׁ֖י לְקַחְתָּֽהּ׃

האר"י בא

כי-משיח יהו"ה הוא

O ARI VEIO

POIS ELE É O MESSIAS DE 

ADONAI

וַיִּקְרָא יְהוָה אֱלֹהִים, אֶל־הָאָדָם; וַיֹּאמֶר לוֹ, אַיֶּכָּה

terça-feira, 28 de abril de 2026

DERE'K HA'ZOHAR: - O CAMINHO DO ZÔHAR



"A GLÓRIA DE D'US É CODIFICAR E A GLÓRIA DOS REIS É DECODIFICAR."

כְּבֹ֣ד אֱ֭לֹהִים הַסְתֵּ֣ר דָּבָ֑ר וּכְבֹ֥ד מְ֝לָכִ֗ים חֲקֹ֣ר דָּבָֽר׃

MISH'LEY 25:2


Somente as almas cuja a raiz se encontram no DA'AT ELYON, é que conseguem ver o SÓD da Toráh e produzir CHIDUSHIM MUTZAFANIM (חִדּוּשִׁים מֻצְפָּנִים) - INOVAÇÕES CRIPTOGRAFADAS também chamadas de CHIDUSHIM NISTARIM (חִדּוּשִׁים נִסְתָּרִים) - INOVAÇÕES DE MISTÉRIOS, pois a Torah Ne'elam se encontra em Tiféret de Atzilut

"Assim diz Adonai: Postai-vos (de pé) às margens dos caminhos, e olhai, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele. 

- Jeremias 6:16

 כֹּ֣ה אָמַ֣ר יְהֹוָ֡ה עִמְדוּ֩ עַל־דְּרָכִ֨ים וּרְא֜וּ וְשַׁאֲל֣וּ ׀ לִנְתִב֣וֹת עוֹלָ֗ם אֵי־זֶ֨ה דֶ֤רֶךְ הַטּוֹב֙ וּלְכוּ־בָ֔הּ וּמִצְא֥וּ מַרְגּ֖וֹעַ לְנַפְשְׁכֶ֑ם וַיֹּאמְר֖וּ לֹ֥א נֵלֵֽךְ׃

Há duas palavras usadas neste passuq (versículo) que são por demais importantes. A primeira é "derachim (דְּרָכִ֨ים)" cujo significado é "caminhos" mas que também significa "tradições." Aqui Hashem nos comando a examinar todas as tradições (dentro do judaísmo) e buscar pelas "veredas antigas."

O termo usado do qual foi traduzido "veredas antigas" é "Netivot Olam (נְתִב֣וֹת עוֹלָ֗ם)" significando verdadeiramente "caminhos ocultos" que é uma indicação aos caminhos da Árvore das Vidas, mas claramente para a SABEDORIA DA QABALAH, para o ZOHAR SAGRADO.

O CÓDIGO ZÔHAR

Foi um dos meus alunos, o AVNER, que descobriu este código dentro deste passuq que já era o SLOGAM do nosso movimento qabalista deste idos 2006. Dentro do passuq a partir da letra ZAYIN (ז) de "EI-ZÊH (אֵי־זֶ֨ה) - qual é - está criptografado ZOHAR (זוהר) a cada 7 saltos equidistantes, revelando que este CAMINHO é o CAMINHO DO ZÔHAR, o SENDERO LUMINOSO. E há mais...

O termo "EI (אֵי)" é um advérbio interrogativo cuja gematria é ONZE e ONZE se escreve "ECHAD ASSAR (אֶחָד עָשָׂר) cuja gematria é igual a 583 que é a mesma gematria Mispar Milui de ZÔHAR (זהר) e que é a gematria Mispar Ne'elam de Yemot Ha'Mashiach (ימות המשיח) - ERA MESSIÂNICA e também a gematria AYAK-BAKAR de MASHIACH (משיח).

Portanto, o comando do HQBH aqui é se envolver no estudo do ZÔHAR que é a TRADIÇÃO DE MASHIACH trazendo para nós a ERA MESSIÂNICA.

OS CÓDIGOS SÃO A VERDADE

Dentro da Torah Bereshit, no capítulo Iº no passuq 7 existe, criptografado, uma evidência que torna tudo claro e certificado pelo HQBH. O versículo diz:

"E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi."
וַיַּ֣עַשׂ אֱלֹהִים֮ אֶת־הָרָקִ֒יעַ֒ וַיַּבְדֵּ֗ל בֵּ֤ין הַמַּ֙יִם֙ אֲשֶׁר֙ מִתַּ֣חַת לָרָקִ֔יעַ וּבֵ֣ין הַמַּ֔יִם אֲשֶׁ֖ר מֵעַ֣ל לָרָקִ֑יעַ וַֽיְהִי־כֵֽן׃

Gênesis 1:7

Dentro desse passuq a partir da letra QUF (ק) da palavra "raqia (רקיע) - expsansão" a cada 3 saltos equidistantes encontramos "QODIM EMET (קודים-אמת)" que se traduz "OS CÓDIGOS SÃO A VERDADE."

Esta sequência me levou a descobrir uma mui importante chave onde meu nome está criptografado. Nesta key-code "TENÚ RAV MISHA'EL(תנו רב מישאל) - Conceda ao Rabino Misha'Ël" surge cruzada por "QODIM-El (קודים-אל) - Os Códigos De Deus."

Este maravilhoso código me conduziu à pergunta a quem a ordem estava sendo dada pelo Ha'Qadosh Baruch Hú? A resposta está no próprio texto criptografado: - Lúria.


Acima, na matrix do código, em vermelho está "TENÚ RAV MISHAEL" e em verde logo acima "QODIM-EL." Abaixo na vertical está "Reshimot Shidur Lúria (ר"ש לוריא) - Impressões da Luz transmitidas por Lúria. Acima, logo abaixo de "QODIM-EL" está "HA'AR'I" e ao lado dele "Vai'Qrá Malach Adonai (ויקרא מלאך יהו"ה) - E será chamado "Anjo de Adonai."



Autor

BËN MÄHREN QADËSH

RAV MISHA'ËL HA'LEVI

O Artesão Da Luz