Nós erramos não por intenção. Durante nossa busca os erros são um resultado da compreensão diminuída devido à Galut (exílio espiritual da alma) e portanto, é inevitável cometer erros durante nossa busca por nós mesmos.
HAYK'LA ARAZUTA D'QEDMÁH
GRUPO EDITORIAL QUILHA
DECLARAÇÃO
domingo, 13 de setembro de 2026
DISCLAIMER
Rabino qabalista, autor e escritor com mais de 40 obras publicadas, Embaixador Universal da Paz diplomado pelo Cercle Des Ambassadeurs De La Paix sediado na França, Ufocriptologista e Consultor da Revista UFO. Portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista).
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O CÓDIGO SIMLAI — UM MISTÉRIO NO SHA'AR HAGILGULIM גילוי בחלום — gilui ba-chalom (revelação no sonho)
A tradição judaica reconhece explicitamente que sonhos podem conter informação verdadeira. Berakhot 57b afirma:
אֶחָד מִשִּׁשִּׁים לַנְּבוּאָה
“Um sonho é um sessenta avos de profecia.”
Há ainda uma expressão muito interessante de R. Yochanan: quando alguém desperta e imediatamente lhe surge um versículo específico, isso é chamado:
נבואה קטנה — nevu'ah qetanah
“uma pequena profecia.”
Isso mostra que Chazal realmente reconhecem um fenômeno espiritual no qual, ao despertar, a pessoa recebe algo que ultrapassa sua elaboração consciente comum.
ENTENDENDO OS SONHOS:
O Zohar I, Vayeshev, 183a trata sobre todos os graus que tem um sonho:
“E Yossef teve um sonho...” Rabi Chiya começou explicando e citou: “Escutem Minhas palavras: se houver entre vocês um profeta, Eu, Havayah, Me revelarei a ele por meio de uma visão e falarei com ele através de um sonho.” (Bamidbar 12:6) Vem e vê: O Santo, bendito seja Ele, estabeleceu muitos níveis espirituais, uns acima dos outros. Cada nível ocupa o seu lugar e está ligado aos demais. Os níveis superiores transmitem sua influência aos níveis que estão abaixo deles, e assim uns recebem dos outros, cada qual conforme sua natureza e sua função. Alguns desses níveis pertencem ao lado direito e outros ao lado esquerdo. Cada um foi colocado em sua posição e possui uma função determinada.
Desse modo, toda a estrutura espiritual está organizada em diferentes graus, uns sobre os outros, e cada um recebe e transmite aquilo que lhe corresponde.
Está escrito: ‘Em sonho falarei com ele.’ O sonho corresponde a um sessenta avos da profecia, como os Sábios já ensinaram. O sonho encontra-se em um nível inferior ao da profecia: ele corresponde ao sexto grau a partir do nível da profecia. Esse é também o nível de Gavriel, o anjo encarregado dos sonhos. Vem e vê: Todo sonho verdadeiro vem desse nível espiritual.
No entanto, nenhum sonho contém somente verdade. Mesmo quando um sonho possui uma revelação verdadeira, também se misturam a ele elementos distorcidos. Por isso, em um mesmo sonho, algumas coisas podem ser verdadeiras e outras podem ser falsas.
Assim, todo sonho contém uma mistura: uma parte vem da verdade e outra parte se mistura a ela. Como já explicamos, o sonho contém uma mistura de verdade e falsidade. Por isso, os sonhos [comuns] seguem a interpretação que é dada a eles por meio da palavra. Por essa razão, é importante que o sonho receba uma boa interpretação.
“Em sonho, numa visão da noite, quando cai um sono profundo sobre os homens, quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens e sela neles a Sua instrução.” (Iyov 33:15–16)
Vem e vê: Quando uma pessoa sobe ao seu leito para dormir, primeiro deve aceitar sobre si o Reino dos Céus. Depois, deve recitar um versículo de misericórdia, como ensinado pelos nossos mestres. Pois, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai dela, vai e percorre os mundos superiores.
Cada pessoa segue de acordo com o seu próprio caminho [as questões da sua alma], e é dessa maneira que sua alma ascende, como já foi explicado.
O que está escrito? “Em sonho, numa visão da noite...” Quando as pessoas estão deitadas em seus leitos, dormindo, uma porção de sua alma sai delas. É a respeito disso que está escrito: “Quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens.”
Nesse momento, o Santo, bendito seja Ele, comunica à alma, através daquele nível espiritual que está encarregado dos sonhos, coisas que estão destinadas a acontecer no mundo, ou então coisas relacionadas aos pensamentos e reflexões que estavam no coração da própria pessoa.
Pois o ser humano segue o caminho das coisas deste mundo que o ocupam e o impressionam.
Pois essas coisas não são reveladas à pessoa enquanto ela se encontra sob o domínio e a força do corpo, como já explicamos. Em vez disso, um anjo comunica a informação à alma, e a alma a comunica à pessoa. Esse tipo de sonho vem do Alto.
Ele ocorre quando as almas saem de seus corpos e ascendem, cada uma de acordo com o seu próprio caminho [raiz da alma]. E há muitos níveis, uns acima dos outros, no mistério do sonho, e todos eles pertencem ao mistério da Chochmá [Sabedoria].
Sefer Chassidim, siman 441: Mesmo quando um sonho verdadeiro anuncia algo que realmente acontecerá, normalmente ele não mostra o acontecimento futuro de maneira literalmente idêntica. Ele o mostra através de uma imagem representativa. Isso porque os pensamentos não são verdadeiros [ou: não são inteiramente confiáveis], e quando uma pessoa dorme, os pensamentos se misturam com as palavras do anjo. Assim, O Santo, Abençoado Seja Ele, utiliza imagens e parábolas para transmitir ao homem aquilo que deseja revelar. Por isso está escrito: “E pronunciou sua parábola e disse” [Bamidbar 23:7] e “Para compreender parábola e linguagem figurada” [Mishlei 1:6].
Nos sonhos dos profetas, porém, seus pensamentos não se misturavam à revelação, nem havia neles interferência do shed.
O sonho que vem por intermédio de um anjo pode ocorrer quando a pessoa não estava falando nem pensando anteriormente sobre aquilo que lhe é mostrado. Quando acontece próximo ao despertar, o anjo vem comunicar-lhe a mensagem depois que seus pensamentos e reflexões já cessaram.
Às vezes, porém, o sonho transmitido pelo anjo acontece à meia-noite ou no começo da noite. Quando aquilo que o sonho anuncia não deverá acontecer rapidamente, ele pode não ser mostrado próximo ao despertar.
Sobre os sonhos transmitidos por um anjo está escrito:
“Em sonho falarei com ele.”
[Bamidbar 12:6]
Pois o anjo fala dentro dos pensamentos da pessoa, como alguém que conduz um cego. Durante o sonho, a pessoa não possui plena consciência e pode pensar algumas vezes coisas verdadeiras e outras vezes coisas falsas. Assim, mesmo quando existe uma comunicação do anjo, a mente do sonhador continua produzindo pensamentos enquanto é conduzida pela mensagem recebida.
Zohar I, Miketz 193b: E já aprendemos que aquilo que uma pessoa pode ver em seus sonhos depende de quem ela é e de seu nível espiritual. Quando a pessoa dorme, sua neshamá ascende e pode tomar conhecimento de certas coisas. Mas nem todas as neshamot alcançam o mesmo lugar ou recebem as mesmas informações. Cada pessoa recebe e vê aquilo que corresponde ao seu próprio nível.
Zôhar I, Chayei Sarah 130a-b:
Nos Mundos Espirituais existem muitos níveis de moradas, umas acima das outras, e muitos níveis de luz, uns acima dos outros, cada um diferente do outro. E cada pessoa se sente constrangida diante da luz maior alcançada por seu companheiro. Assim como as ações de cada pessoa são diferentes neste mundo, também os lugares que cada uma ocupa e as luzes que cada uma recebe são diferentes naqueles mundos.
Vem e vê: Como já foi explicado, mesmo neste mundo, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai do corpo e percorre os mundos espirituais. Porém, nem toda alma consegue subir aos níveis mais elevados para contemplar a glória de Atik Yomin, o “Ancião de Dias”. O lugar até onde a alma consegue subir depende daquilo a que a pessoa costuma estar ligada durante sua vida e das ações que pratica.
Assim, a alma de cada pessoa ascende de acordo com sua maneira de viver e com suas ações.
Se a pessoa está impura, quando ela dorme e sua alma sai, todos aqueles espíritos impuros a tomam e ela se liga a eles, àqueles níveis inferiores que percorrem o mundo. Eles lhe comunicam coisas que estão próximas de acontecer no mundo; porém, às vezes, também lhe comunicam coisas falsas e zombam dela, como já foi explicado.
E se a pessoa for digna, quando ela dorme e sua alma ascende, ela segue, percorre seu caminho e atravessa por entre aqueles espíritos impuros. Então todos eles proclamam e dizem: “Abram caminho, abram caminho! Esta não pertence ao nosso lado.” E a alma continua subindo até chegar entre aqueles que são santos, e ali lhe comunicam uma palavra verdadeira.
Quando a alma começa a descer novamente, todos aqueles grupos de espíritos malignos procuram se aproximar dela, querendo descobrir a informação que ela recebeu no Alto. Ao se aproximarem, eles também lhe transmitem muitas outras informações. Assim, aquela única informação verdadeira que a alma recebeu quando estava entre os seres santos acaba ficando misturada a todas essas outras informações, como um grão de cereal no meio da palha. E alcançar algo assim já é um grande privilégio para uma pessoa enquanto ainda está viva neste mundo e sua alma permanece ligada a este mundo.
Shaar haGilgulim introdução 17, parágrafo 1:
Saiba que o conjunto de todas as almas de Israel é de seiscentas mil, e não mais. A Torá é a raiz das almas de Israel, pois dela elas foram extraídas e nela estão enraizadas. Por isso, existem na Torá seiscentas mil interpretações segundo o Peshat; seiscentas mil segundo o Remez; seiscentas mil segundo o Derash; e seiscentas mil segundo o Sod.
Assim, de cada uma das seiscentas mil interpretações surgiu uma alma de Israel. E, no futuro, cada pessoa de Israel alcançará o conhecimento de toda a Torá segundo aquela interpretação específica que corresponde à raiz de sua própria alma, pois foi através dessa interpretação que sua alma foi criada e veio a existir, como mencionado.
Da mesma forma, no Gan Eden, depois do falecimento da pessoa, ela alcançará todo esse conhecimento. E também acontece assim todas as noites: quando a pessoa dorme, entrega sua alma em depósito, e ela sai e ascende ao Alto. Aquele que tem o mérito de ascender aos mundos superiores é ensinado ali naquela interpretação da Torá da qual depende a raiz de sua alma.
Entretanto, tudo ocorre de acordo com as ações praticadas pela pessoa naquele dia. Conforme suas ações, naquela noite poderão ensinar-lhe um determinado versículo ou uma determinada passagem da Torá, porque naquele momento esse versículo ilumina nela mais intensamente do que nos outros dias.
Na noite seguinte, outro versículo poderá iluminar sua alma, de acordo com as ações praticadas naquele dia. E todos esses ensinamentos seguem aquela interpretação particular da Torá à qual está ligada a raiz de sua alma, como mencionado.
Meu mestre, de bendita memória, todas as tardes observava seus discípulos que estavam diante dele e percebia qual versículo brilhava com maior intensidade em cada pessoa, em sua testa, devido à presença de sua alma, que ali resplandecia.
Então ele explicava ao discípulo uma parte da interpretação daquele versículo, segundo a interpretação particular que correspondia à sua alma, conforme explicado acima.
Antes que aquela pessoa fosse dormir, ela concentrava sua intenção naquela interpretação que o mestre lhe havia explicado parcialmente e recitava aquele versículo com sua própria boca. Fazia isso para que, quando sua nefesh ascendesse ao Alto, entregue em depósito durante o sono, lhe ensinassem ali o restante daquela explicação.
Por meio disso, a nefesh se purifica e ascende a níveis espirituais cada vez mais elevados, sem limite, e outras coisas lhe são reveladas, mesmo que, ao despertar, a parte material da pessoa não tenha consciência delas.
(fim das citações)
Vimos que quando a pessoa adormece, uma porção da sua alma se desprende parcialmente do corpo e sobe até onde os limites de sua retificação espiritual permite, então lhe são mostradas ou comunicadas coisas do alto e até aspectos de sua própria alma (como raízes de almas e Gilgulim). O sonho resulta do que a alma encontra e recebe nesse estado.
O CÓDIGO SIMLAI
צוֹפֶן שִׂמְלַאי
Aqui צוֹפֶן (tzôfen) pode transmitir a ideia de “código”, “cifra”, “chave codificada” ou “mensagem cifrada”. GEMATRIA 123 (ATRIBUTO DA ALMA DO RABBI CHAIM VITAL).
Na madrugada do dia 02 de setembro, sonhei que viajava para a casa do Ráv MishaËl e procurava ele na rede social para lhe mandar mensagem, mas ele estava na aparência do cantor Thiago Abravanel.
Acordei e fui verificar e vi que a data de nascimento do Thiago Abravanel corresponde a 21 de outubro, da data de nascimento do Rabi Chaim Vital no calendário ocidental. Fiquei atenta que havia alguma informação espiritual chegando, conforme as experiências anteriores...
Então pela manhã de 03 de setembro (2026) sonhei três sonhos que se completam:
Primeiro sonhei que eu estava jogando água em mim com as mãos de modo que me ensopava toda a roupa e o cabelo e eu saia por um caminho a vista de todos e quem me via identificava que aquele era um assunto de Torah. E isto aconteceu assim, porque na verdade, a água é uma metáfora para a Torá.
Depois sonhei novamente e eu ainda estava andando pelo caminho e éramos em três, eu, a Toráh e um anjo que vinha ao fundo no meio. A Toráh tinha aspecto humano e só me lembro da barra de sua túnica.
Voltei a sonhar e tinha chegado ao final do caminho: E nele havia flutuando no ar, a cabeça gigante de uma mulher que conversava comigo. Ela me ensinava mostrando dois bebês ainda no útero e comparava entre eles.
O primeiro bebê, a sua cabeça tinha o formato de um livro fechado e a segunda criança, a sua cabeça tinha o formato de um pergaminho da Torah aberto.
E sobre aquela cabeça com o pergaminho do Sefer Torah aberto ela disse que era como a metáfora de um grande fluxo de atividade onírica, como quando a alma durante o sono do corpo, anda para lá e para cá tomando nota de muitos e tantos assuntos.
Acordei e fui investigar. E na verdade eu estava sonhando com o Tratado Nidah 30b, embora eu nunca tenha me inteirado de seus detalhes antes, pois o que eu sabia desse assunto foi apenas aquilo que ouvi da boca do Ráv.
E o que diz lá?
“Rabi Simlai ensinou: A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado. Suas mãos repousam sobre as duas têmporas; seus dois cotovelos, sobre os dois joelhos; e seus dois calcanhares, sobre as duas nádegas. Sua cabeça repousa entre os joelhos; sua boca está fechada e seu umbigo está aberto (...)
E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça, e ele contempla e enxerga de uma extremidade do mundo até a outra, como foi dito: “Quando Sua lâmpada brilhava sobre minha cabeça, e à Sua luz eu caminhava através da escuridão” (Jó 29:3). E não te admires disso, pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha.
E não há dias em que o ser humano desfrute de maior bem-estar do que aqueles dias, como foi dito: “Quem me dera estar como nos meses de outrora, como nos dias em que Eloah me protegia” (Jó 29:2). E quais são os dias que contêm meses, mas não contêm anos? Deves dizer: são estes os meses da gestação.
E o Santo, Abençoado Seja Ele, lhe ensina toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “Ele me ensinava e me dizia: Que o teu coração retenha as minhas palavras; guarda as minhas mitzvot e vive” (Miahlei 4:4). E também está dito: “Quando o conselho íntimo de Eloah estava sobre a minha tenda” (Jó 29:4).
(...) E, quando ele vem ao ar do mundo, vem um malach e lhe dá um golpe sobre a boca, fazendo-o esquecer toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “À porta, o pecado jaz à espreita” (Gênesis 4:7).
(fim da citação)
Ora, a cabeça do feto com o formato do Sefer Torá aberto apareceu assim para mim por causa do segredo de "E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça" e por causa que no útero, "o Santo, Abençoado Seja Ele, ensina à criança toda a Torá, por inteiro, como foi dito". E por que fez-se uma menção aos sonhos nesta particularidade? Por que a parte final do ensinamento diz "pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha" - pois ela contempla todos os mistério do mundo e de sua própria alma a semelhança de quando se ascende aos céus através do sono.
E o formato da cabeça do bebê como um livro fechado diz respeito à primeira parte do ensinamento que fala "A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado".
Mas, não só...
Qual o motivo de eu ter sonhado com essa porção específica? Pensei simplesmente que a minha alma estivesse se recordando, mas quando olhei para o nome do sábio [no original no Talmude] que trasmitira tal ensinamento, eu vi as letras do nome "Ráv MishaËl" [ר׳ מישאל] formadas a partir das próprias letras do nome do sábio "Rabbi Simlai" [ר׳ שמלאי], exatamente as mesmas letras trocadas de lugar e imediatamente procurei no Shaar haGilgulim quando veio à minha mente que esse é o local onde se encontra o nome do Ráv MishaËl criptografado por lá, e não só, pois a gematria de Simlai obviamente, também é 381 de MishaËl.
Fiz uma pesquisa no Shaár HaGilgulim no original Hebraico para conferir e encontrei na Haqdma 36 onde o nome do Ráv MishaËl está registrado por Tzeruf Otiot, e ainda o Rav Vital escreveu-o com um geresh (׳) na letra Reish [ר׳ שמלאי] o que equivale exatamente ao valor 583 no kolel.
ר׳ שִׂמְלַאי
Se torna...
ר׳ מִֽישָׁאֵ֥ל
E isto é ainda mais singular, pois a única pessoa de quem ouvi e aprendi sobre essa questão da criança ver toda a sua vida no útero e aprender Toráh ali por meio de seu anjo, foi com o Rav MishaËl, e inclusive e principalmente, porque sua mãe costumava contar que ela o escutava chorando no útero e sabemos que este é o segredo da questão.
Por vias de curiosidade, na mesma raiz de alma na qual seu nome está codificado, esta também outra centelha de alma chamada "Nechemiah Ish Beit Deli" traduzindo "Nechemiah, homem da Casa do Cântaro." Todas essas raízes de almas fazem parte do grande conglomerado das grandes raízes de Kayin e Hevel, conforme se é possível estudar no Shaár HaGilgulim.
Ora, quando a alma sobe durante o sono, ela não recebe necessariamente informações aleatórias. Ela pode ser reconduzida justamente àquilo que pertence à estrutura espiritual da própria alma, isso é quando, a pessoa realizou Tikunim suficiente, pois o próprio Zohar relata que aquele que só possui uma Nefesh habahamit não consegue se estender para fora dos domínios das Qlipot (Zohar Vayikra 65a).
Isso ajuda enormemente a compreender por que, nos relatos ligados a Rabi Chaim Vital, aparecem repetidamente: versículos com o seu nome, pessoas do Tanack, personalidades rabínicas, relações entre determinadas almas, sua própria shoresh neshamá, gilgulim e aspectos de sua missão espiritual.
Razá Ilaá!
AUTORA
REBETZIN RHÉAH RUTH PENINÁ
domingo, 30 de agosto de 2026
A PRINCESA, A TORRE ENCANTADA E O DRAGÃO
"Há uma torre que flutua no ar. Sobre ela permanece a Filha do Rei, enquanto uma poderosa e antiga Serpente desafia todos aqueles que tentam alcançá-la... Àquele que conseguir derrotar a Serpente será entregue a Princesa"
Você sabe de quem é essa torre? Quem é o dragão, e qual é a identidade da princesa? E quem será o herói que virá para resgatá-la e entregá-la ao Rei?
TIKUNEI ZOHAR, TIKUN 21 folha 42b:
Alguns sábios estavam pelo caminho, investigando nos segredos da primeira palavra da Torá: Bereshit. A conversa avançava por sendas cada vez mais ocultas e escondidas.
Eles diziam "Bereshit. Nela estão insinuados seis anciãos. E quem são esses seis? Eles estão indicados nas palavras: “Et ha-shamayim ve-et ha-aretz” — “os céus e a terra”. Eis que, então, somos sete. Mas existem ainda três que permanecem ocultos acima deles. Assim aparecem sete anciãos e uma Filha. Essa Filha é o Shabat, a única, que corresponde aos sete."
Um jovem vinha seguindo atrás deles. E esses anciãos encontraram a Lâmpada Sagrada - Rav Shimon - e seus companheiros. Disseram-lhe: “Rabbi, Rabbi! Tu e teus companheiros encontrastes um jovem que, pelo caminho, vinha seguindo atrás de vós?”
Ele lhes disse: “Encontrei muitos acampamentos que vinham da batalha contra a Serpente Primordial [Nachash ha-Qadmoni]. Eram acampamentos de anjos, que desciam apressadamente para receber as orações, provenientes do aspecto das cinquenta letras com as quais Israel realiza a Unificação todos os dias [Qeriat Shemá que possui 25 letras recitado duas vezes]. É a respeito delas que está escrito: ‘E armados subiram os filhos de Israel da terra do Egito.’”
Em hebraico "e armados" chamushim (וַחֲמֻשִׁים) pode ser escrito como chamishim (חֲמִשִּׁים) que é cinquenta.
[São] anjos que descem para travar a batalha, encarregados das orações. Todos eles desciam com a força da Gevurá [a coluna da esquerda]. Quando venciam a Serpente Antiga e as numerosas forças que lhe pertencem, estas os perseguiam por causa dos muitos pecados de Israel.
E eles são os mestres das orações, e contemplam o Nome Havayah, que é Biná, a qual desce sobre eles com a força da Gevurá.
Todos estas forças caem de sua posição, e neles se cumpre: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar”. Esse “mar” são os cinquenta Portões de Biná, as cinquenta letras do Qeriat Shemá. A gematria de Yam que é Mar (ים) é 50.
Nesse meio-tempo, eis que aquele jovem apareceu diante deles, conduzindo os animais por trás. Ele lhes perguntou: “Qual é o significado de: ‘E deixou sua veste na mão dela’?” (sobre Yosef fugindo da mulher de Potifar)
E esta é a sua veste: a veste da Serpente é a idolatria [avodá zara]. Quando a Serpente vem para unir-se ao corpo de um homem adormecido, dizendo: “Deita-te comigo” — uma prostituta insolente —, e por causa do sinal da Brit [em Yosef] foi dito: “E ele fugiu e saiu para fora”.
Quando ela procura unir-se aos Tzadikim, é necessário separar-se dela e não obter nenhum benefício dela, nem sequer…
Folha 43a: Nem sequer de sua pele. “Vai, vai”, dizem ao nazireu; “dá a volta, dá a volta ao redor da vinha, mas não te aproximes dela”. É isso que está escrito: “E deixou sua veste junto dela” — a pele do Yetzer ha-Ra. E esta é a veste da Serpente, o avodá zara.
Disseram ao jovem: “Quem és tu?”
Ele lhes disse: “Eu sou o filho de um certo Peixe [Leviatã] que nada no Grande Mar [os 50 graus de retificação que se concluem em Malchut de Malchut e abrem o Gmar Tikun, Moshe alcançou 49 portões, mas virá para atingir o 50 portão como Moshe-Mashiach], que engole todos os peixes do mar [todos os níveis espirituais] e os faz sair vivos para fora [que não se anulam,pois são iluminados pela Luz de Yechidá que é a fonte da Vida Eterna que só desce após a retificação do 50 portão].
E, às vezes, ele sai para a terra seca, para que nele se cumpra: ‘E multipliquem-se como peixes em abundância no meio da terra’.” Eles ficaram maravilhados.
Disseram-lhe: “Já que não é tua vontade revelar quem és e de quem és filho, qual é o lugar de tua morada?”
Ele lhes disse: “O lugar da minha morada é uma certa torre que voa no ar [Biná, a letra Lamed, a Torre do Messias, Ohr Neshamá].” Eles ficaram maravilhados.
Disseram-lhe: “Não nos digas mais nada. Quem é teu pai?”
Ele lhes disse: “Meu pai é um grande Peixe [o grau do Atik Yomin]. Quando tem sede, abre sua boca e engole as águas do mar [contempla todos os aspectos da Torá em todas as infinitas formas]; e durante setenta anos o mar não retorna à sua força. E o segredo dessa palavra é: ‘Ele confia que o Jordão irromperá para dentro de sua boca’. E ele engole tanto do mar, enquanto vós não extraístes dele senão o equivalente a um único jarro (Kad - כד- 24), que corresponde aos vinte e quatro livros da Torá [isto é, os 24 livros do Tanach]. Como, então, não o reconhecestes?”
Naquele momento, Rabbi Elazar se lembrou e disse: “Certamente, tu és o filho de Rav Hamnuna Saba! [ou seja, tu, o jovem, és a Luz de Chaya]”
Eles se alegraram com ele e disseram: “Certamente, se tu estivesses neste mundo em tua verdadeira condição [pois o jovem estava empregnado neles no estado de Ybur e eles não podiam reconhecê-lo], nós desceríamos de nossos cavalos e seríamos nós mesmos a conduzir os animais atrás de ti.”
Ele lhes disse: “Aquela Serpente contra a qual travais batalha — como conseguistes escapar dela? Pois ela engole e mata. E não somente isso: ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”
E a Filha do Rei [do Santo Abençoado Seja Ele] está sobre uma torre que voa no ar [a ascenção da alma até o nível do Messias que é a neshamá de Biná]. E todos os dias proclamam no firmamento que todo aquele que matar esta Serpente receberá por esposa a Filha interior do Rei (Bat Melech Penima'ah), “vestida com adornos de ouro” (Tehilim 45:14).
E este “ouro” (Zahav — זהב) é: Zayin (ז) — os sete dias da Criação; He (ה) — as cinco ocorrências de “luz” (Or — אור) em Bereshit 1:3-5; e Bet (ב) — o Bet de Bereshit (בראשית).
Sobre ela foi dito: “Bela como a lua.” Na Academia celestial, chamam-na de Torá Oral (Torah she-be‘al Peh).
E por causa disso, um arauto proclama.
Quantos homens, quantos mestres dos escudos (Marei Terisin) se reuniram no Beit Midrash para travar batalha contra a Serpente por causa dela! E quantos escudos foram feitos — decisões [haláchicas] por causa da Filha do Rei!
E voltou-se para um lado e para o outro, e viu que não havia homem” entre eles capaz de matar a Antiga Serpente — até que venha aquele a respeito de quem foi dito: “E voltou-se para um lado e para o outro [...] e feriu o egípcio”, isto é, Moshe-Mashiach que ferirá a Serpente.
E por causa disso foi dito: “Até que venha Shiloh (‘Ad ki Yavo Shiloh)”. Pois Shiloh (שילה = 345) corresponde a Moshe (משה = 345) pela gematria.
E ela é a sua herança (Morashah), conforme o segredo de: “A Torá que Moshe nos ordenou é uma herança (Morashah)”.
E por isso foi dito a respeito dele:
“Até que venha Shiloh” — Shiloh, que certamente lhe pertence. Ele é quem mata a Serpente Antiga.
E a ele será a obediência dos povos” (וְלוֹ יִקְּהַת עַמִּים — Ve-lo Yiqhat ‘Amim), como está escrito: “O cetro não se afastará de Yehudá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Shiloh, e a ele será a obediência dos povos.”
— Bereshit 49:10
E ele mata a Serpente e suas forças no mar, na terra seca e no firmamento.
E quantos mestres de batalha travaram guerra contra ele sobre o mar! Como está escrito: “Ali navegam os navios” — no Mar da Torá. Esses “navios” são os olhos daqueles que contemplam a Torá. E quantos desses navios foram quebrados e caíram no mar, até que venha aquele a quem [a Filha do Rei, a Torá Oral] pertence por herança (Morashah), que fenderá o Mar da Torá. Então: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar” — o cavaleiro é a Serpente Antiga [Sameach-Mem], e sua companheira é o golem sobre a qual ele cavalga [Lili Chaz veShalom].
Naquele tempo, quando aquela Serpente Má for removida do mar, a Serpente Sagrada [o Mashiach] reinará.
Tikkunei Zohar 29b:
Rabbi Shimon abriu [seu discurso] e disse: “Ó seres superiores, preparai-vos e armai-vos com armas de guerra contra a Nachash haQadmoni - a Velha Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas. Ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”
E por causa disso, todos os dias sai uma proclamação: “Aquele que matar essa Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas, receberá a Filha do Rei (Barta de-Malka), que é a Oração [uma personificação da Sechiná], e que está sentada sobre uma torre, a respeito da qual foi dito: ‘Torre forte é o Nome de Havayah; para ela corre o Tzadik e é elevado. (Mishlei 18:10)’”
Enquanto isso, eis que o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) vinha chegando com muitas ovelhas, bois e cordeiros, e com um cajado em sua mão. Ele ergueu os olhos para a torre e viu um jovem, um homem chamado Tzadik, que estava sentado sobre a torre. Um arco estava em suas mãos, e ele lançava flechas contra a Serpente.
Mas a Serpente não dava importância a elas. E o arco é a língua; a concavidade do arco é a boca. O fio escarlate — isto é, o lábio — é a corda do arco. Com ele, o Tzadik lançava flechas, que são as palavras da oração, contra a Serpente.
E não é por causa de alguma fraqueza do próprio Yesod chamado Tzadik, o “Vivente dos Mundos” (Chai ‘Almin), mas por causa da fraqueza daquele que lança essas flechas [por causa daquele que produz fracas orações]: Quando este não é completo [não é um tzadik completo], por causa disso a Serpente não faz caso delas.
Até que veio o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) o Mashiach, tomou uma flecha e a lançou contra ela; e assim, uma após outra, por meio de sua oração que é completa, até que uma flecha atravessou o fígado da Serpente.
Pois ele é o Sameach-Mem, o “outro deus”; ali estão seu fundamento e sua raiz. E por causa disso o fígado se ira. Com o que ele se ira? Com a bile, que está aderida a ele. Esta é o Veneno da Morte, sua contraparte feminina, sua cauda [Lili o demônio, Chaz veShalom]. O lobo do fígado é chamado Yoteret (“excedente,resto”), porque, depois de cometer adultérios, ela entrega as sobras ao seu marido [o Sameach- Mem].
E a cauda é sua serva [sua emissária]. Com a bile [o aspecto masculino da impureza] ele se enfurece, e com a cauda [o aspecto feminino da impureza] ele mata. A bile é o seu semblante; a Yoteret é a sua cauda.
No entanto, este é chamado “Adam mau” (Adam Ra) e foi produzir a partir da Árvore da Morte.
Até aqui, Moshe-Mashiach lança as flechas da oração contra a Serpente. A serpente é vencida. Eliminado o obstáculo, pode ocorrer a união com a Shechiná. Agora חץ (chetz) já não representa a flecha que mata o dragão antigo - a Nachash haQadmoni. Ela representa o zera (זרע), a semente, dirigida à Kallah — a Noiva, isto é, ao princípio feminino.
Em direção a ela [a Shechinpa] ele lança as flechas [palavras de orações], com o amor dos olhos.
O “Alvo” é certamente a Shechiná, pois ela protege Israel da Serpente Má, o Sameach-Mem. E ela é a proteção e o escudo do Tzadik. Por isso é dito:
“E sob Suas asas encontrarás refúgio” — as suas asas são os dois He (ה״ה), seu corpo é Vav (ו), sua cabeça é Yod (י).
“Escudo e proteção é a Sua verdade.” “Escudo e proteção” são a Shechiná Superior e a Shechiná Inferior [Biná e Malchut]. “Sua verdade” é o Pilar Central [Tipheret que é a Torá cujo nome é Emet - verdade]; sua cabeça é a Chochmá Superior - a consciência do Olam haAtzilut plenamente unificada ao Santo, Bendito Seja Ele]. O Tzadik [Yesod] é à Sua imagem e à Sua semelhança.
Bem-aventurado aquele que guarda a Brit Milá [Yesod] e a Torá, que é o Pilar Central [Tipheret], pois ambas o protegem: uma neste mundo e a outra no Mundo Vindouro.
(Fim das citações)
De quem é a torre?
A torre representa um lugar espiritual muito elevado, ligado à Biná, o nível da compreensão e da consciência superior, do Mashiach. É chamada de uma “torre que voa no ar” porque não pertence ao mundo físico, mas a uma realidade espiritual acima da nossa percepção comum.
Quem é o Dragão?
O Dragão é a Serpente Primordial, a mesma força que anteriormente derrubou Adam. Ela é toda a impureza do mundo. É ela que impede que a união com a Princesa aconteça. Ela faz ninho nas montanhas, pois representa o Coração de Pedra - o local mais egoísta no ser humano.
Quem é a Princesa?
A Princesa é a Filha do Rei, a Shechiná, o aspecto feminino das Ações do Santo, Abençoado Seja Ele, sua presença entre a Criação. Nas palavras dos sábios, ela apresenta neste texto duas manifestações muito importantes: a Torá Oral e a Oração voltada para a Torá.
E quem é o herói que derrotará o Dragão?
O herói é Moshe-Mashiach. Muitos guerreiros tentam enfrentar a Serpente, mas nenhum consegue destruí-la definitivamente. No final, é Moshe, em sua dimensão messiânica, quem consegue vencê-la e finalmente entrar na Eretz Yisrael - a completude de tudo.
Shalom, Shalom! Razá Ilaá!
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
ONDE O MEU NOME ESTÁ (criptografado) NA TORÁ?
Vamos começar com uma história encontrada no Sefer Seder HaDorot, seção Yemot Olam, quinto milênio, [ano] 4954. Eis suas palavras:
“Recebi por tradição que o Ramban tinha um discípulo chamado Rabbi Avner, que se tornou apóstata [abandonou a Torá]. Sua sorte fez com que ascendesse a uma posição elevada, tornando-se temido em toda a terra.
Depois de algum tempo, no dia de Yom Kippur, mandou buscar seu mestre, o Ramban, e, diante dele, matou com suas próprias mãos um porco, cortou-o em pedaços, cozinhou-o e comeu-o. Depois de comê-lo, perguntou ao Rav quantas penas de karet havia transgredido. O Rav respondeu que eram quatro; ele, porém, disse que eram cinco e quis discutir com seu mestre. O Rav lançou-lhe um olhar de ira, e o homem emudeceu, pois ainda lhe restava algum temor de seu mestre.
Por fim, o Rav perguntou-lhe o que o havia levado à apostasia. Ele respondeu que certa vez ouvira [o Ramban] ensinar sobre a Parashat Ha’azinu, dizendo que naquela parashá estavam incluídas todas as mitzvot e todas as coisas existentes no mundo. Como isso lhe pareceu impossível, transformou-se em outro homem [rompeu com a Torá].
O Rav respondeu: ‘Ainda sustento aquilo que disse. Pergunte o que quiser.’
O homem ficou extremamente admirado e disse: ‘Se é assim, mostre-me, por favor, se consegue encontrar meu nome escrito ali.’
O Ramban respondeu: ‘Pediste corretamente; isso podes pedir de mim.’
Imediatamente retirou-se para um canto e orou. Então veio à sua boca o versículo:
אָמַרְתִּי אַפְאֵיהֶם אַשְׁבִּיתָה מֵאֱנוֹשׁ זִכְרָם
ר' אבנר
Rabbi Avner
Amarti af’eihem, ashbitah me’enosh zichram — “Eu disse: Eu os dispersaria; faria cessar dentre os homens a memória deles” (Deuteronômio 32:26).
Pois contando a terceira letra de cada palavra no versículo, encontramos o nome daquele homem, que era Avner junto com a letra Reish que é a inicial de Rabbi, pois o fato de a Torá chamá-lo implicitamente de “Rabi Avner”, apesar de naquele momento ele ser um mumar [apóstata], é uma indicação de que ele retornou em teshuvá.
Quando Avner ouviu isso, seu semblante caiu, e perguntou ao mestre se havia remédio [tikkun] para sua transgressão. O Rav respondeu: ‘Tu ouviste as palavras do versículo’, ou seja, o próprio versículo que contém teu nome já te disse o que fazer.
O Rav seguiu seu caminho.
Imediatamente o homem tomou um barco sem marinheiro e sem remo, entrou nele e deixou-se levar para onde o vento o conduzisse. E nunca mais se soube coisa alguma a seu respeito. (fim da citação)
O Gaon de Vilna num comentário sobre o Sifra deTzniuta, capítulo 5, declarou:
"E o princípio geral é este: tudo aquilo que foi, que é e que será até o fim dos tempos está inteiramente incluído na Torá, desde Bereshit [Bereshit 1:1] até le-einei kol Yisrael [aos olhos de todo Israel - Devarim 34:12].
E não apenas os princípios gerais, mas até mesmo os detalhes de cada espécie e de cada ser humano individualmente, e tudo aquilo que lhe acontecerá desde o dia de seu nascimento até o seu fim, bem como todos os seus gilgulim [reencarnações], todos os seus detalhes e os detalhes dos detalhes.
Do mesmo modo ocorre com cada espécie de animal doméstico, animal selvagem e todo ser vivo existente no mundo; e com cada erva, planta e objeto inanimado; todos os seus detalhes e detalhes dos detalhes, em cada espécie, bem como os indivíduos pertencentes às espécies, até o fim dos tempos — aquilo que lhes acontecerá e sua raiz.
Da mesma maneira, tudo aquilo que está escrito acerca dos Patriarcas, de Moshe e de Israel existe em cada geração, pois as centelhas de todos eles se reencarnam em cada geração, como é sabido.
E igualmente todos os seus atos, desde Adam HaRishon até o final da Torá, encontram-se em cada geração, como é sabido por aquele que compreende. E assim também ocorre em cada ser humano individualmente [...]" (fim da citação).
Veja também Kol haTor 3:3 na continuação das palavras do Gaon:
"E todas essas alusões estão contidas nos números, segundo o segredo do versículo: “Ha-motzi ve-mispar tzeva’am, le-kulam be-shem yikrá — Aquele que faz sair seu exército segundo o número, e a todos chama pelo nome” (Isaías 40:26).
Isto significa que cada ser criado possui um número fundamental próprio, e que a finalidade ou destino particular de cada um, de acordo com seu nome e seu número fundamental, encontra-se aludida na Torá segundo o segredo de “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo”; isto é, por meio do cálculo das letras da Torá através de guematria — gematriot e notarikon, método pelo qual as letras são interpretadas como abreviações ou combinações significativas.
E conforme disseram nossos Sábios acerca do versículo: “Lechu chazu mif‘alot Havayah, asher sam shamot ba’aretz — Ide, contemplai as obras de Havayah, que estabeleceu desolações na terra” (Salmos 46:9). Não leias “shamot — desolações”, mas “shemot — nomes”, conforme a interpretação registrada no Talmud Bavli, Berachot 7b.
As “parperaot la-chochmá — iguarias ou condimentos da sabedoria” são os recipientes que recebem as propriedades espirituais superiores provenientes do Olam HaAtzilut — Mundo da Emanação, através dos miluiim — preenchimentos dos nomes e das letras, e dos miluiim de-miluiim — preenchimentos dos preenchimentos, prosseguindo sucessivamente até o Ein Sof — Infinito.
Ou seja, as letras hebraicas (Otiot) podem possuir significado em sua forma simples, em sua forma expandida ou “preenchida” [milu’in], e ainda no preenchimento das próprias letras que compõem esse preenchimento [milu’in de-milu’in], continuando assim em níveis sucessivos.
E cada criatura e cada ser humano, de acordo com suas funções gerais e particulares, encontra-se aludido em seu próprio nome; e encontra-se também aludido na Torá por meio dos valores numéricos da guematria.
Cabe a cada pessoa de Israel empenhar-se com todas as suas forças para alcançar e compreender o nível dos números superiores — misparim elyonim, ocultos em seu próprio nome por meio dos cálculos de guematria — cheshbon gematriot, os quais estão aludidos na Torá e dizem respeito à missão singular — ha-shelichut ha-yechida’it de cada indivíduo, conforme está escrito: “ish al diglo be-otot le-veit avotav — cada homem junto à sua bandeira, segundo os sinais da casa de seus pais” (Números 2:2).
E acerca disso foi dito: “Yigdal na koach Adonai — Que seja engrandecido, por favor, o poder de Adonai...” (Números 14:17).
Este é o segredo do “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo” mencionado em Kohelet 9:10.
Cabe, portanto, a cada pessoa alcançar e compreender os cheshbonot ve-gematriot shemo — cálculos e guematriot de seu próprio nome. Caso contrário, ela poderá ter de passar por um novo gilgul, a fim de reparar aquilo que deixou incompleto neste gilgul.
Pois aquele que não conhece as guematriot e os cálculos que lhe pertencem e que estão ocultos em seu nome está destinado a descer ao Sheol.
E, segundo a explicação de nosso mestre no Tikkunei Zohar Chadash, deve-se alcançar aquilo que está contido em seu próprio cheshbon — cálculo — mediante o poder que está em sua mão. Este é o sentido do versículo: “Kol asher timtzá yadchá la‘asot be-koachachá, asê — Tudo aquilo que tua mão encontrar para fazer, faze-o com tua força” (Kohelet/Eclesiastes 9:10), pois:
“ein ma‘assê ve-cheshbon bi-Sheol — não há ação nem cálculo no Sheol” (Kohelet 9:10).
Isto significa que, no Sheol, já não será possível realizar ou completar esse “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo”. A razão é que, com base nesse conhecimento, cada pessoa poderá saber como cumprir sua missão singular neste mundo.
E, quanto mais entramos nos Ikvot Meshicha — “passos do Mashiach”, mais se revelam as alusões de guematria — remezei ha-gematriot, nas quais estão ocultos os segredos das finalidades ou missões destinadas tanto gerais quanto particulares.
E acerca disso foi dito:
“Kol gei yinnassê — Todo vale será elevado...” (Isaías 40:4).
E isto corresponde às gematriot que são chamadas “parperaot la-chochmá — iguarias da sabedoria”, conforme é apresentado no Zohar HaKadosh, Tikkun 70. (fim da citação)
EXEMPLOS DE NOMES CRIPTOGRAFADOS NA TORA:
Veja Tratado Chulin 139b, apesar de Haman só surgir muito tempo depois lá na Meguillat Ester, no entanto, ele já é mencionado na Torá:
"os sábios do Talmude perguntam: 'De onde [encontramos uma alusão a] Haman na Torá?' A resposta é: “Ha-min ha-etz” — הֲמִן הָעֵץ — “Acaso da árvore...?” (que pode ser lido Haman para a forca)
Os Sábios perguntaram a Rav Mattana: “De onde, na Torá, encontramos uma alusão a Haman e seu enforcamento?” Ele respondeu citando o versículo pronunciado depois que Adam comeu da Árvore do Conhecimento:
Ha-min ha-etz asher tziviticha le-vilti achol mimennu achalta? — הֲמִן־הָעֵץ אֲשֶׁר צִוִּיתִיךָ לְבִלְתִּי אֲכָל־מִמֶּנּוּ אָכָלְתָּ — “Acaso comeste da árvore da qual Eu te ordenei que não comesses?” (Gênesis 3:11).
A alusão encontra-se em ha-min — הֲמִן. Quando retiramos os nekudot (sinais vocálicos), temos המן, exatamente as mesmas letras do nome Haman.
De onde [encontramos uma alusão a] Mordechai na Torá?”
Rav Mattana respondeu citando Êxodo 30:23, onde, entre os ingredientes do óleo sagrado da unção, aparece a expressão mor deror — מָר דְּרוֹר, “mirra pura”. Essa expressão é traduzida para o aramaico como meira dachya — מֵירָא דַּכְיָא, cuja pronúncia apresenta uma correspondência com o nome Mordechai — מָרְדֳּכַי." (fim da citação).
E agora, de nossos próprios exemplos:
Nosso mestre, o Ari z'l nos guiou a encontrar muitos códigos importantes na Torá e no Tanack, dentre eles, citaremos estes dois:
Em Zechariah 9:9 no verso que fala sobre o Mashiach Ben David, nós encontramos codificado o nome de Rav Akiva:
Gili me’od bat-Tziyon, hari‘i bat-Yerushalayim; hineh malkech yavo lach, tzaddik ve-nosha hu; ani ve-rochev al-chamor, ve-al ayir ben-atonot.
“Alegra-te muito, filha de Tziyon! Exulta, filha de Yerushalayim! Eis que teu rei virá a ti; ele é justo e vitorioso; humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumentas.”
גִּילִ֨י מְאֹ֜ד בַּת־צִיּ֗וֹן הָרִ֙יעִי֙ בַּ֣ת יְרוּשָׁלַ֔͏ִם הִנֵּ֤ה מַלְכֵּךְ֙ יָ֣בוֹא לָ֔ךְ צַדִּ֥יק וְנוֹשָׁ֖ע ה֑וּא עָנִי֙ וְרֹכֵ֣ב עַל־חֲמ֔וֹר וְעַל־עַ֖יִר בֶּן־אֲתֹנֽוֹת׃
Constantemente o Rabi Akiva é associado à figura do jumentinho, por causa de muitos aspectos de seus gilgulim [um deles Yissachar chamado de um jumento poderoso - Bereshit 49:14], da origem de sua alma que veio dos prosélitos, conforme é nos explicado no Shaar haGilgulim, por ele ser da raiz de Kayin e esses é um dos motivos de ele ter dito em Pesachim 49b:
“Quando eu era um am ha’aretz [homem sem instrução em Torá], eu dizia: ‘Quem me dera encontrar um talmid chacham [sábio da Torá], para que eu o mordesse como um jumento (חמור — chamor)!"
Outro exemplo é o nome completo do Rav Chaim Vital criptografo no profeta Isaías 12:2 que trata sobre o Rei Mashiach:
Hineh El yeshu‘ati, evtach ve-lo efchad; ki ozi ve-zimrat Yah Havayah, va-yehi li li-yeshu‘ah.
“Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, pois minha força e meu cântico são Yah, Havayah, e Ele se tornou para mim salvação.
הִנֵּ֨ה אֵ֧ל יְשׁוּעָתִ֛י אֶבְטַ֖ח וְלֹ֣א אֶפְחָ֑ד כִּֽי־עׇזִּ֤י וְזִמְרָת֙ יָ֣הּ יְהֹוָ֔ה וַֽיְהִי־לִ֖י לִישׁוּעָֽה׃
Chaim Vital
Outro exemplo de código:
Codificado em MEGUILAT ESTHER capítulo Iº no passuq 18 através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) temos o ano 5786 (התשפ"ו) seguido por "ÊSH (אש) - FOGO" e "ËD (אד) - VAPOR" conforme se pode ver abaixo como o ano 5786 marcado em vermelho, FOGO em abóbora escuro e VAPOR em verde.
"Vehayom hazeh tomar'nah sarot Paras u'Madai, asher sham'u et devar hamalkah, lechol sarei hamelech; uchedai bizayon vakatsef."
"E neste mesmo dia dirão as nobres da Pérsia e da Média, que ouviram a palavra da rainha, a todos os príncipes do rei; e haverá desprezo e indignação em abundância."
וְֽהַיּ֨וֹם הַזֶּ֜ה תֹּאמַ֣רְנָה ׀ שָׂר֣וֹת פָּֽרַס־וּמָדַ֗י אֲשֶׁ֤ר שָֽׁמְעוּ֙ אֶת־דְּבַ֣ר הַמַּלְכָּ֔ה לְכֹ֖ל שָׂרֵ֣י הַמֶּ֑לֶךְ וּכְדַ֖י בִּזָּי֥וֹן וָקָֽצֶף׃
O mais surpreendente veio como a deflagração do bombardeio contra o IRAN e sua nomeação como "EPIC FÚRY (זַעַם אַגָּדִי) - ZA'AM AGADI - FÚRIA ÉPICA. Ao reezaminar o CÓDIGO, descobri que "ZA"AM AGADI" também estava codificado no mesmo passuq através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) sendo a letra ZAYIN (ז) de ZA"AM (זַעַם) o ZAYIN de HAZÊH (הזה) e o ALEF (א) de AGADI (אַגָּדִי) o ALEF de TOMAR'NÁH (תֹּאמַרְנָה).
O passuq fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na rebelião da rainha contra a ordem do rei e isso é muito importante.
"No início de janeiro de 2026, o Irã registrou uma nova e intensa onda de protestos deflagrada inicialmente por uma profunda crise econômica, que rapidamente se transformou em um movimento antigovernamental generalizado. As mulheres voltaram a ocupar um papel central na linha de frente da resistência, construindo sobre o legado do movimento "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022."
Se você deseja conhecer a localidade do seu nome na Torá-Tanach, nós temos uma pesquisa de código, você deve entrar em contato conosco e escrever para:
baaltzafuntorah@gmail.com
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA (זעם אגדי)
FÚRIA ÉPICA
זַעַם אַגָּדִי
Há quatro anos, na manhã de 6 de março de 2022, descobri, estudando o TZAFUN TANA'K (צופן תנ"ך) um importante CÓDIGO e que naquele momento me fez sentir que, de fato, ele se realizaria. Quatro anos depois, assim como o CÓDIGO havia me revelado, assim ele se realizou.
Codificado em MEGUILAT ESTHER capítulo Iº no passuq 18 através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) temos o ano 5786 (התשפ"ו) seguido por "ÊSH (אש) - FOGO" e "ËD (אד) - VAPOR" conforme se pode ver abaixo como o ano 5786 marcado em vermelho, FOGO em abóbora escuro e VAPOR em verde.
וְֽהַיּ֨וֹם הַזֶּ֜ה תֹּאמַ֣רְנָה ׀ שָׂר֣וֹת פָּֽרַס־וּמָדַ֗י אֲשֶׁ֤ר שָֽׁמְעוּ֙ אֶת־דְּבַ֣ר הַמַּלְכָּ֔ה לְכֹ֖ל שָׂרֵ֣י הַמֶּ֑לֶךְ וּכְדַ֖י בִּזָּי֥וֹן וָקָֽצֶף׃
"Vehayom hazeh tomar'nah sarot Paras u'Madai, asher sham'u et devar hamalkah, lechol sarei hamelech; uchedai bizayon vakatsef."
"E neste mesmo dia dirão as nobres da Pérsia e da Média, que ouviram a palavra da rainha, a todos os príncipes do rei; e haverá desprezo e indignação em abundância."
O mais surpreendente veio como a deflagração do bombardeio contra o IRAN e sua nomeação como "EPIC FÚRY (זַעַם אַגָּדִי) - ZA'AM AGADI - FÚRIA ÉPICA. Ao reezaminar o CÓDIGO, descobri que "ZA"AM AGADI" também estava codificado no mesmo passuq através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) sendo a letra ZAYIN (ז) de ZA"AM (זַעַם) o ZAYIN de HAZÊH (הזה) e o ALEF (א) de AGADI (אַגָּדִי) o ALEF de TOMAR'NÁH (תֹּאמַרְנָה).
O passuq fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na rebelião da rainha contra a ordem do rei e isso é muito importante.
"No início de janeiro de 2026, o Irã registrou uma nova e intensa onda de protestos deflagrada inicialmente por uma profunda crise econômica, que rapidamente se transformou em um movimento antigovernamental generalizado. As mulheres voltaram a ocupar um papel central na linha de frente da resistência, construindo sobre o legado do movimento "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022."
“São sempre as mulheres que estão lutando contra esse regime. E por isso elas estão na linha na frente. Elas querem que seus direitos sejam devolvidos.”
Mahsima Nadim em entrevista à CNN
Hashem é tão maravilhoso que codificou o ano e o inicio da GUERRA CONTRA O IRAN em um versículo na MEGUILAT ESTHER que fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na desobediência da Rainha VASHTI contra a ordem do Rei junto com o nome da OPERAÇÃO EPIC FURY e assim como foi codificado, assim se realizou.
A Operação Fúria Épica (Operation Epic Fury) foi uma campanha militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 e concluída no início de maio de 2026. A intensa campanha aérea e de mísseis teve como objetivo desmantelar a infraestrutura militar iraniana, destruir suas capacidades ofensivas de mísseis e drones, neutralizar sua marinha e bloquear seu caminho para a obtenção de armas nucleares.
"Tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será até o fim dos tempos está incluído na Torá, desde a primeira palavra de Bereshit até a última palavra de Le'einei Kol Yisrael."
- Ga'on De Vilnius
"Os russos o chamam de 'Nastavnik de Vilnius'; o 'Mestre de Vilnius'."
"O Professor de Vilnius."
Jack Ryan:
"Sim. Eu fiz a biografia dele no ano passado. Ele comandou o primeiro submarino de cada nova classe durante os últimos dez anos. Tem boas conexões políticas. Treinou a maior parte dos comandantes de submarinos de ataque deles. Os russos o chamam de Vilnius Nastavnik; o Mestre de Vilnius."
Citação Secreta Ao Gaon De Vilnius
A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO
Autor
Rav Misha'Ël Ha'Levi
Rabino qabalista, autor e escritor com mais de 40 obras publicadas, Embaixador Universal da Paz diplomado pelo Cercle Des Ambassadeurs De La Paix sediado na França, Ufocriptologista e Consultor da Revista UFO. Portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista).
sexta-feira, 24 de julho de 2026
CONTEMPLE A OBRA DE DEUS! QUEM PODERÁ CONSERTAR O QUE ELE FEZ TORTO? - QOHELET 7-13
Re'eh et-ma'aseh ha'Elohim, ki mi yukhal letakken et asher ivveto.
"Contempla a obra de Deus, pois quem poderá endireitar aquilo que Ele tornou torto?"
QOHELET 7:13
O famoso ATBASH no livro de Yirmeyahu (Jeremias), trata-se de שֵׁשַׁך — Sheshach, entendido tradicionalmente como uma cifra para בָּבֶל — Bavel (Babilônia).
No sistema ATBASH:
א ↔ ת | ב ↔ ש | ג ↔ ר | ד ↔ ק | ה ↔ צ | ו ↔ פ | ז ↔ ע | ח ↔ ס | ט ↔ נ | י ↔ מ | כ ↔ ל
Daniel 12:3.
Hebraico
וְהַ֨מַּשְׂכִּלִ֔ים יַזְהִ֖רוּ כְּזֹ֣הַר הָֽרָקִ֑יעַ וּמַצְדִּיקֵי֙ הָֽרַבִּ֔ים כַּכּֽוֹכָבִ֖ים לְעוֹלָ֥ם וָעֶֽד׃
Transliteração
Veha-maskilim yazhiru ke-zohar ha-raqia, u-matzdiqei ha-rabim ka-kochavim le-olam va-ed.
Tradução
“E os sábios resplandecerão como o esplendor do firmamento; e os que conduzem muitos à justiça, como as estrelas, para todo o sempre.”
וְהַ֨מַּשְׂכִּלִ֔ים יַזְהִ֖רוּ כְּזֹ֣הַר הָֽרָקִ֑יעַ וּמַצְדִּיקֵי֙ הָֽרַבִּ֔ים כַּכּֽוֹכָבִ֖ים לְעוֹלָ֥ם וָעֶֽד׃
רבי שמעון אמר: ווי לההוא בר נש דאמר דהא אורייתא אתא לאחזאה ספורין בעלמא ומלין דהדיוטי! דאי הכי אפילו בזמנא דא אנן יכלין למעבד אורייתא במלין דהדיוטי ובשבחא יתיר מכלהו! אי לאחזאה מלה דעלמא — אפילו אינון קפסירי דעלמא אית בינייהו מלין עלאין יתיר — אי הכי נזיל אבתרייהו ונעביד מנייהו אורייתא כהאי גוונא! אלא כל מלין דאורייתא מלין עלאין אינון ורזין עלאין!
“Rabbi Shimeon disse: Ai daquele homem que diz que a Torá veio para mostrar simples histórias do mundo e palavras de pessoas comuns! Pois, se assim fosse, mesmo neste tempo poderíamos fazer uma Torá com palavras comuns e ainda mais excelentes que todas elas. Se fosse apenas para mostrar assuntos mundanos, até entre os governantes [ou cronistas] do mundo há palavras mais elevadas. Se fosse assim, iríamos atrás deles e faríamos deles uma Torá dessa maneira! Mas todas as palavras da Torá são palavras superiores e segredos superiores.”
תא חזי עלמא עלאה ועלמא תתאה בחד מתקלא אתקלו. ישראל לתתא, מלאכי עלאי לעילא. מלאכי עלאי כתיב בהו “עושה מלאכיו רוחות”. בשעתא דנחתין לתתא מתלבשי בלבושא דהאי עלמא... ואי במלאכי כך, אורייתא דברא להו וברא עלמין כלהו וקיימין בגינה — על אחת כמה וכמה! כיון דנחתת להאי עלמא, אי לאו דמתלבשא בהני לבושין דהאי עלמא, לא יכיל עלמא למסבל.
“Vem e vê: o mundo superior e o mundo inferior foram estabelecidos segundo uma mesma medida. Israel está abaixo; os anjos superiores, acima. [...] Quando os anjos descem abaixo, vestem-se com a vestimenta deste mundo. [...] E se é assim com os anjos, quanto mais com a Torá, que os criou, criou todos os mundos, e por causa dela todos subsistem. Quando ela desceu a este mundo, se não se tivesse vestido com as vestimentas deste mundo, o mundo não poderia suportá-la.”
ועל דא האי ספור דאורייתא — לבושא דאורייתא איהו! מאן דחשיב דההוא לבושא איהו אורייתא ממש ולא מלה אחרא — תיפח רוחיה ולא יהא ליה חולקא בעלמא דאתי!
“Portanto, essa narrativa da Torá é a vestimenta da Torá. Quem pensa que essa vestimenta é a própria Torá e que não há outra coisa [sob ela], que se extinga seu espírito, e não terá porção no mundo vindouro.”
תא חזי אית לבושא דאתחזי לכלא, ואינון טפשין כד חמאן לבר נש בלבושא דאתחזי לון שפירא — לא מסתכלין יתיר. חשיבו דההוא לבושא — גופא! חשיבותא דגופא — נשמתא! בגין כך אמר דוד: “גל עיני ואביטה נפלאות מתורתך” — מה דתחות לבושה דאורייתא.
“Por isso David disse: ‘Abre meus olhos, para que eu contemple maravilhas da Tua Torá’ — isto é, aquilo que está debaixo da vestimenta da Torá.” “Vem e vê: há uma vestimenta que é visível a todos. Aqueles tolos, quando veem um homem numa vestimenta que lhes parece bela, não olham além dela. Pensam que aquela vestimenta é o corpo. [Mas] a importância do corpo é a alma.”
כהאי גוונא אורייתא — אית לה גופא ואינון פקודי אורייתא דאקרון “גופי תורה”. האי גופא מתלבשא בלבושין דאינון ספורין דהאי עלמא. טפשין דעלמא לא מסתכלי אלא בההוא לבושא דאיהו ספור דאורייתא ולא ידעי יתיר... אינון דידעין יתיר — לא מסתכלן בלבושא אלא בגופא דאיהו תחות ההוא לבושא. חכימין עבדי דמלכא עלאה... לא מסתכלי אלא בנשמתא דאיהי עקרא דכלא, אורייתא ממש. ולזמנא דאתי זמינין לאסתכלא בנשמתא דנשמתא דאורייתא!
“Da mesma maneira é a Torá: ela possui um corpo, que são os preceitos da Torá, chamados ‘corpos da Torá’. Esse corpo veste-se de vestimentas, que são as narrativas deste mundo. Os tolos do mundo olham apenas para essa vestimenta, que é a narrativa da Torá, e nada mais sabem; não contemplam aquilo que está debaixo da vestimenta. Aqueles que sabem mais não olham para a vestimenta, mas para o corpo que está debaixo dela. Os sábios, servos do Rei Supremo, aqueles que permaneceram no Monte Sinai, olham somente para a neshamá, que é a raiz de tudo, a Torá propriamente dita. E no tempo vindouro estão destinados a contemplar a neshamá da neshamá da Torá.”
- Zohar, volume III, Parashat Beha’alotcha, 152a
Rabbi Shimeon deixou claro que a Torá é um Livro de Códigos e precisa ser olhada a partir desse prisma e somente aqueles que conhecem as chaves para quebrar esses Códigos poderão penetrar os seus segredos.
Para aqueles que acreditam, ilusoriamente, que não existem um CÓDIGO nas Escrituras hebraicas, há um livro dos profetas menores que é chamado "Tzefanyáh (צְפַנְיָה֙)" cujo significado é "Hashem Codificou." Assim, eu descobri meu próprio nome codificado em Tzefanya capítulo 3 no versículo 13 onde se lê:
“O remanescente de Israel não praticará injustiça, não falará falsidade, e não será encontrada em sua boca língua enganadora; pois eles apascentarão e repousarão, e não haverá quem os faça temer.”
שְׁאֵרִית יִשְׂרָאֵל לֹא־יַעֲשׂוּ עַוְלָה וְלֹא־יְדַבְּרוּ כָזָב וְלֹא־יִמָּצֵא בְּפִיהֶם לְשׁוֹן תַּרְמִית כִּי־הֵמָּה יִרְעוּ וְרָבְצוּ וְאֵין מַחֲרִיד׃
אָמְרוּ עָלָיו עַל מַלְאַךְ הַמָּוֶת שֶׁכֻּלּוֹ מָלֵא עֵינַיִם. בִּשְׁעַת פְּטִירָתוֹ שֶׁל חוֹלֶה עוֹמֵד מֵעַל מְרַאֲשׁוֹתָיו, וְחַרְבּוֹ שְׁלוּפָה בְּיָדוֹ, וְטִפָּה שֶׁל מָרָה תְּלוּיָה בּוֹ. כֵּיוָן שֶׁחוֹלֶה רוֹאֶה אוֹתוֹ — מִזְדַּעְזֵעַ וּפוֹתֵחַ פִּיו, וְזוֹרְקָהּ לְתוֹךְ פִּיו. מִמֶּנָּה מֵת, מִמֶּנָּה מַסְרִיחַ, מִמֶּנָּה פָּנָיו מוֹרִיקוֹת.
“Disseram a respeito do Anjo da Morte que ele é inteiramente cheio de olhos. No momento da morte de um enfermo, ele fica acima de sua cabeceira, com a espada desembainhada na mão, e uma gota de fel suspensa nela. Quando o enfermo o vê, estremece e abre a boca; então ele lança a gota dentro de sua boca. Dela ele morre, dela seu corpo exala mau cheiro e dela seu rosto fica esverdeado.”
Talmud Bavli, Avodah Zarah 20b
Re'eh et-ma'aseh ha'Elohim, ki mi yukhal letakken et asher ivveto.
"Contempla a obra de Deus, pois quem poderá endireitar aquilo que Ele tornou torto?"
QOHELET 7:13
Rabino qabalista, autor e escritor com mais de 40 obras publicadas, Embaixador Universal da Paz diplomado pelo Cercle Des Ambassadeurs De La Paix sediado na França, Ufocriptologista e Consultor da Revista UFO. Portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista).








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