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sexta-feira, 24 de julho de 2026

CONTEMPLE A OBRA DE DEUS! QUEM PODERÁ CONSERTAR O QUE ELE FEZ TORTO? - QOHELET 7-13


 רְאֵה אֶת־מַעֲשֵׂה הָאֱלֹהִים כִּי מִי יוּכַל לְתַקֵּן אֵת אֲשֶׁר עִוְּתוֹ׃

Re'eh et-ma'aseh ha'Elohim, ki mi yukhal letakken et asher ivveto.

"Contempla a obra de Deus, pois quem poderá endireitar aquilo que Ele tornou torto?"

QOHELET 7:13


Foi em 12 de maio de 2004 que o Qadosh Baruch Hu me conduziu a descoberta de um Tzofën Torah (צוֹפֶן הַתּוֹרָה) - Código da Torah - onde estão criptografadas as consequências que receberiam todos aqueles que buscaram me prejudicar e, assustadoramente, tudo que está neste código tem se realizado.

𝑄𝑢𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑎 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎 𝑓𝑎𝑧 𝑢𝑚 𝑐ℎ𝑖𝑑𝑢𝑠ℎ (𝑟𝑒𝑣𝑒𝑙𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑛𝑜𝑣𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑠𝑎̃𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑗𝑎́ 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎 𝑜𝑐𝑢𝑙𝑡𝑎) 𝑒𝑚 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑚𝑎 𝑖𝑑𝑒𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝐶ℎ𝑜𝑐ℎ𝑚𝑎́ 𝑛𝑎 𝑇𝑜𝑟𝑎́ (𝑆𝑎𝑏𝑒𝑑𝑜𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑇𝑜𝑟𝑎́), 𝑒𝑙𝑒 𝑑𝑎́ 𝑚𝑜𝑐ℎ𝑖𝑛 𝑎̀𝑞𝑢𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑙𝑎𝑣𝑟𝑎𝑠 (𝑙𝑢𝑧 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑙𝑒𝑐𝑡𝑢𝑎𝑙, 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑖𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎́ 𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑒 𝑒𝑥𝑝𝑎𝑛𝑠𝑎̃𝑜), 𝑝𝑜𝑖𝑠 𝑜𝑠 𝑚𝑜𝑐ℎ𝑖𝑛 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎𝑚 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑜𝑐𝑢𝑙𝑡𝑜𝑠, 𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑙𝑎𝑣𝑟𝑎𝑠 (𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑗𝑎, 𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑗𝑎́ 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎 𝑎𝑙𝑖, 𝑚𝑎𝑠 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑙𝑎𝑣𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑎 𝑇𝑜𝑟𝑎́); 𝑒 𝑎𝑔𝑜𝑟𝑎 𝑒𝑙𝑒 𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑝𝑒 𝑑𝑒𝑙𝑎𝑠 (𝑟𝑒𝑚𝑜𝑣𝑒 𝑜 “𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜”, 𝑟𝑒𝑣𝑒𝑙𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑑𝑖𝑑𝑜), 𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑠 𝑠𝑒 𝑟𝑒𝑣𝑒𝑙𝑎𝑚 𝑒 𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑒𝑚 (𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑠𝑒 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑎 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑒 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑎) — 𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑒́ 𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑡𝑖𝑑𝑜 𝑑𝑜𝑠 “𝑎𝑑𝑜𝑟𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑛𝑜𝑖𝑣𝑎” (𝑎 𝑛𝑜𝑖𝑣𝑎 𝑒́ 𝑆ℎ𝑒𝑐ℎ𝑖𝑛𝑎́; 𝑎𝑑𝑜𝑟𝑛𝑎𝑟 𝑒́ 𝑟𝑒𝑣𝑒𝑙𝑎𝑟 𝑎 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑐̧𝑎 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑛𝑎 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑣𝑒́𝑠 𝑑𝑎 𝑇𝑜𝑟𝑎́).

𝑬 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎 𝒕𝒂𝒎𝒃𝒆́𝒎, 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒆𝒍𝒆 𝒇𝒂𝒍𝒂 𝒑𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝑻𝒐𝒓𝒂́ 𝒄𝒐𝒎 𝒚𝒊𝒓𝒂𝒉 (𝒓𝒆𝒗𝒆𝒓𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂) 𝒆 𝒂𝒎𝒐𝒓, 𝒆𝒍𝒆 𝒅𝒂́ 𝒎𝒐𝒄𝒉𝒊𝒏 𝒂 𝒆𝒔𝒔𝒂𝒔 𝒑𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂𝒔 (𝒐𝒖 𝒔𝒆𝒋𝒂, 𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂 𝒆 𝒓𝒆𝒗𝒆𝒍𝒂 𝒂 𝒍𝒖𝒛 𝒆𝒔𝒑𝒊𝒓𝒊𝒕𝒖𝒂𝒍 𝒏𝒆𝒍𝒂𝒔).

~ 𝑴𝒂𝒈𝒈𝒊𝒅 𝑫𝒆𝒗𝒂𝒓𝒂𝒗 𝒍𝒆𝒀𝒂𝒌𝒐𝒗

O CÓDIGO


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A key-code (palavra-chave) neste criptograma bíblico é Tatiane (טאטיאן), a que em nossa Comunidade Qabalista era chamada Elisheva (אלישבע) e que foi a líder da rebelião contra a Shechiná em 20 de dezembro de 2003, depois de haver feito reuniões secretas com todos os rebeldes. A key-code está criptografada a cada 413 SAEs (Saltos Alfabéticos Esquidistantes) valor este que é a exata gematria do nome Elisheva.


"Toda rebelião carrega em si a semente da sua própria destruição."

- Filhos de Duna

Cruzando a key-code Tatiane está o nome Elaine e esta a que havia sido minha noiva (trinta e quatro anos atrás). Cruzando a key-code e Elaine está o passuq supracitado "Contempla a obra de Deus, pois quem poderá endireitar aquilo que Ele tornou torto? - Qohelet 7 versículo 13" um pouco mais à frente e conectado a Elaine está "Casa Enlutada" e acima disso "Aborto."

O SONHO

Na madrugada de 16 de julho de 2024, tive um sonho onde estas duas mulheres disputavam entre si ganhando a mais nova, a Tatiane. O cenário do sonho era um hospital. Ao acordar senti que o sonho era sobre consequências do mal que estas mulheres engendraram contra mim. Eu fiquei intrigado com este mas foi somente janeiro de 2005 que recebi noticia de que o Daniel, pai da Elaine, havia sido operado do coração. Então, em 27 de fevereiro do mesmo ano, telefonei para um das irmãs da Elaine para saber se ela já havia se tornado mãe e foi então que soube:

“Quase. Porque ela teve um aborto em setembro do ano passado."

Assombrosamente o código estava se realizando. O código também profetizava que o pai dela, Elaine, morreria e isso se daria em janeiro mesmo mês no qual, em 2005, ele havia sido operado.


OUTRO SONHO

Sonhei na madrugada de 1º de março de 2005 com uma Lápide. Nela haviam as palavras “Holiday Elaine”. Ela era cinza e as letras estavam grafadas em relevo na cor prata. Havia neve ao redor em todo o chão.

מוֹעֵד אֵלֵיין
"Tempo determinado para Elaine"
476

O equivalente no hebraico para "Holiday Elaine" é "Mo'ed Elaine (מוֹעֵד אֵלֵיין)" que tem um significado mais profundo pois, Mo'ed, é o tempo determinado, fixado, conforme lemos na Torah Bereshit (Gênesis) capítulo primeiro, passuq 14:

וַיֹּ֣אמֶר אֱלֹהִ֗ים יְהִ֤י מְאֹרֹת֙ בִּרְקִ֣יעַ הַשָּׁמַ֔יִם לְהַבְדִּ֕יל בֵּ֥ין הַיּ֖וֹם וּבֵ֣ין הַלָּ֑יְלָה וְהָי֤וּ לְאֹתֹת֙ וּלְמוֹעֲדִ֔ים וּלְיָמִ֖ים וְשָׁנִֽים׃

E disse Deus: Haja luminares no firmamento dos céus para separar entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para os mo'adim (tempos determinados), para os dias e para os anos.

- Gênesis 1:14

O sonho foi um recado dos céus avisando que a morte de Elaine já estava determinada. Este é o significado da lápide cercada por neve, ou seja, no inverno e tudo isso como consequência de Lashon ha'Rá (difamação) pois Elaine me havia difamado e tudo isso, o aborto e a morte do pai dela estava criptografado naquele Código e assim, se realizou. A gematria de "Mo'ed Elaine" é igual a 476 que é a mesma da sentença "Bô yavô Malach ha'Mavet (בּוֹא יָבֹא מַלְאַךְ הַמָּוֶת) - "Certamente virá o Anjo da Morte."


"Porquanto näo se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal."

אֲשֶׁ֞ר אֵ֣ין נַעֲשָׂ֗ה פִּתְגָם֙ מַעֲשֵׂ֣ה הָרָעָ֔ה מְהֵרָ֖ה עַל־כֵּ֑ן מָלֵ֧א לֵֽב־בְּנֵי־הָאָדָ֛ם בָּהֶ֖ם לַעֲשׂ֥וֹת רָֽע׃

Qohelet 8:11

Este versículo cruza o nome Elaine, justamente na letra "lamed (ל) de Elaine (אליין) que é a mesma letras de "la'assot rá (לַעֲשׂ֥וֹת רָֽע) - fez o mal" que está conectado a Elaine. Sim, ela foi acusada pelo tribunal celeste de ter praticado o mal.

OUTROS NOMES NA MESMA 
MATRIZ

ELIEL

Há outros nomes nesta mesma matriz além de Elaine que são Eliel, Gerson e Tatiane e as sentenças determinadas a todos eles se realizaram e ainda estão se realizando. Eliel é um pastor que foi meu amigo nos anos 1990 e que introduziu ao Plano da AMWAY, o mais puro engano e ladroagem do chamado "Marketing de Rede." No código e na mesma matriz o nome Eliel surge codificado a cada 414 SAEs e cruzando-o está "Bô serifá le'acholo (בָּא שְׂרֵיפָה לֶאֱכָלוֹ) - Vem o fogo/incêncido para o consumir."

בָּא שְׂרֵיפָה לֶאֱכָולוֹ

O código foi descoberto no dia 12 de maio e então, no dia 16 de junho a casa do Pastor Eliel misteriosamente pegou fogo, consumindo tudo, a casa inteira com tudo dentro. Eu escrevi para o Eliel em 16 de janeiro de 2023 para perguntar se ele se recordava da data na qual sua casa queimou. Ele me respondeu no dia 17:

"Sim, nossa casa pegou fogo em 16/06/2004 . Mas, porque seu interesse nesta lembrança?"

GERSON

Gerson Oliveira Junior havia sido um amigo de infância e frequentávamos a mesma comunidade juntos e juntos tocávamos 2º Piston na banda. No inicio dos anos 1990, Gerson tomou emprestado vários discos vinis meus permanecendo com eles. Em 1996, ele me chamou para trabalhar com ele em Guarulhos e eu aceitei. Em 13 de setembro daquele ano, um dos meus irmãos sofreu um grave acidente de carro e eu então fui falar com o Gerson de que iria para casa para ajudar a cuidar do meu irmão. A resposta dele foi:

"Se você for, não vou te pagar!"

Eram apenas R$18,00 reais naquele época. Para completar, a esposa dele, Elsa Martinelli, vociferou para mim:

"Não vamos te devolver suas coisas!"

Acontece que dezoito se escreve com duas letras hebraicas que juntas formam a palavra "CHAI (חי)" que significa "VIDA" mas que, ao ser transformada pela CIFRA ATBASH (usada pelo profeta Jeremias) se torna "SAM (סם)" que é "VENENO" e contém as iniciais do nome do ANJO DA MORTE (סמא"ל).

אָמְרוּ עָלָיו עַל מַלְאַךְ הַמָּוֶת שֶׁכֻּלּוֹ מָלֵא עֵינַיִם. בִּשְׁעַת פְּטִירָתוֹ שֶׁל חוֹלֶה עוֹמֵד מֵעַל מְרַאֲשׁוֹתָיו, וְחַרְבּוֹ שְׁלוּפָה בְּיָדוֹ, וְטִפָּה שֶׁל מָרָה תְּלוּיָה בּוֹ. כֵּיוָן שֶׁחוֹלֶה רוֹאֶה אוֹתוֹ — מִזְדַּעְזֵעַ וּפוֹתֵחַ פִּיו, וְזוֹרְקָהּ לְתוֹךְ פִּיו. מִמֶּנָּה מֵת, מִמֶּנָּה מַסְרִיחַ, מִמֶּנָּה פָּנָיו מוֹרִיקוֹת.

“Disseram a respeito do Anjo da Morte que ele é inteiramente cheio de olhos. No momento da morte de um enfermo, ele fica acima de sua cabeceira, com a espada desembainhada na mão, e uma gota de fel suspensa nela. Quando o enfermo o vê, estremece e abre a boca; então ele lança a gota dentro de sua boca. Dela ele morre, dela seu corpo exala mau cheiro e dela seu rosto fica esverdeado.”

Talmud Bavli, Avodah Zarah 20b 

Oito anos se passaram e, então, em 30 de março de 2012 Gerson veio a falecer como consequência de um tumor no estomago. Acontece que no código descoberto em 12 de maio de 2004, sua sentença já estava determinada.


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A mesma matriz do Código na qual se encontram os nome Elaine, Tatiane e Eliel, está criptografado "Gerson - professor de música - Em Adar II a morte virá e Ele também será sepultado." Gerson descobriu o tumor no início do mês de Adar II e morreu em Nissan! 





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Há mais nomes nesta matriz e mais sentenças a serem reveladas e realizadas e todos estes nomes são de pessoas que tentaram me prejudicar de alguma forma. O úncio nome que não se encontra nesta matriz é o do James que tentou me destruir em março de 2002 e morreu caindo de um edifício em São Paulo no dia do Hilulá (30 de Nissan de 5762) do Rabino Chaim Vital.

Todos esses eventos me aconteceram porque eu sou um gilgul do Rabino Chaim Vital e porque eles tentaram me prejudicar receberam sentenças de mortes dos céus. Isso não vai acontecer com outras pessoas e nem adianta pensar "Ah! Isso também aconteceu comigo." Não! Não aconteceu e nem vai acontecer, pois vocês não são gilgulim da alma do Rabbi Chaim Vital.

 רְאֵה אֶת־מַעֲשֵׂה הָאֱלֹהִים כִּי מִי יוּכַל לְתַקֵּן אֵת אֲשֶׁר עִוְּתוֹ׃

Re'eh et-ma'aseh ha'Elohim, ki mi yukhal letakken et asher ivveto.

"Contempla a obra de Deus, pois quem poderá endireitar aquilo que Ele tornou torto?"

QOHELET 7:13


Autor
Rav Misha'Ël Ha'Lëvi
Bën Mähren Qadësh


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Sonho Dr. Michael "Robby" Robinavitch

10 DE ABRIL, 2026



Sonhei (Sheelat Chalom - Resposta no sonho) com o Dr. Michael "Robby" Robinavitch da série médica The Pitt. Eu o ouvia falando o nome de um medicamento chamado "Benzodiazepínico". Isso foi depois de acordar de um sonho com um pastor chamado Gilmar Limeira. No sonho eu via a antiga igreja que ele frequentava chamada COMEP (Comunidade Evangélica Pentecostal) e que estava sem placas e identificação pois o pastor líder havia falecido. Esse pastor Gilmar, é corretor de imóveis. Acordei e fui verificar se o medicamento existe e sim, ele existe e sua gematria é igual a 277.

BENZODIAZOPINIM

בנזודיאזפינים

277

O DR. ROBBY

Robby nasceu em 1973. Aos 8 anos, passou a viver com seus avós religiosos depois de ser abandonado pela mãe. Ele cresceu frequentando o Rodef Shalom nos dias sagrados e recitando o Shemá todas as manhãs com sua avó.




CENA DO DR. RABBY REZANDO O SHEMÁ DURANTE 
UMA CRISE DE ANSIEDADE



GILMAR LIMEIRA

Três meses depois do sonho, no dia 11 de julho de 2026 vi, pela manhã nas atualizações do WHATSAPP, que o Gilmar Limeira havia perdido seu pai naquela manhã. Escrevi para ele enviando pêsames pelo falecimento de seu pai e aproveitei para relatar o sonho.

IGREJA COMEPE

Ao relatar o sonho ao Gilmar Limeira, ele me informou que a Igreja Comepe estava passando por reformas e eu mesmo havia confirmado isso dias antes ao passar pela Avenida Antônio Marques Figueira, 953 e notar que a faxada da Comepe estava sem os letreiros.

FACHADA DA COMEPE

NOAH WYLE

Noah Strausser Speer Wyle (nascido em 4 de junho de 1971) é um ator, diretor de televisão, produtor e roteirista americano. Ele é mais conhecido por interpretar o Dr. John Carter no drama médico da NBC ER (1994–2005) e o Dr. Michael "Robby" Robinavitch no drama médico da HBO Max, The Pitt (2025–presente). Essas atuações lhe renderam seis prêmios de ator, um Globo de Ouro e dois prêmios Primetime Emmy. Seu pai é judeu; o sobrenome Wyle era originalmente Weil e seus ancestrais eram judeus ucranianos e russos. Wyle cresceu sentindo-se "culturalmente" judeu, mas não praticava nenhuma religião.



GEMATRIA

A gematria de Noah Wyle (נוֹאָה וַיְילִי) é igual a 253 em gematria Mispar Ne'elam que é exatamente a mesma de Arizal. O sonho veio do meu mestre, o Arizal. Outra gematria mencionada no sonho é a gematria 277 e este é o seu segredo. Chaim Vital explicou:

ואבאר ענין כנף השמאלי, כי הנה כל הכתף כלו, וכל הכנף כלו, הוא כללות שרש קין, בבחי' החיצוניות כנז"ל. אבל השרש שלי האמיתי הפרטי, שהוא מן הבחינה השנית של קין היא מבחינת הגידים, שיש באבר הכתף השמאלי כנז"ל, שיש בארבע עולמות אבי"ע. ומלבד זה יש ג"כ אל השרש שלי, בחינתו בכנף השמאלי, אשר במלכות דאצילות, שיש שם ג"כ כנף, והוא בנוצה של מספר עז"ר, מן אלף נוצות הגדולים, ויש בה ק"ן נצוצות נשמות, ואלו הק"ן נצוצות שבנוצה הזאת, הם הנשמות האמתיות סנקראים שרש שלי בבחי' הכנף, זולת בחינתו בגידים של הכתף עצמו כנז"ל:

"Explicarei agora o assunto da asa esquerda. Todo o ombro e toda a asa constituem, em seu conjunto, a raiz geral de Caim, no aspecto da exterioridade, conforme explicado anteriormente. Entretanto, minha verdadeira raiz particular, que pertence ao segundo aspecto de Caim, provém dos tendões existentes no membro do ombro esquerdo, conforme mencionado acima, os quais se manifestam nos quatro mundos de Atzilut, Beriá, Yetzirá e Assiyá (ABYA). Além disso, minha raiz também possui uma manifestação na asa esquerda, situada na Malchut de Atzilut, onde também existe uma asa. Ela se encontra na pena cujo número é Ézer (עזר), entre as mil grandes penas. Nessa pena existem 150 centelhas de almas (ק"ן = 150), e essas cento e cinquenta centelhas que pertencem a essa pena são as verdadeiras almas que constituem aquilo que é chamado de minha raiz, sob o aspecto da asa, além de sua manifestação nos tendões do próprio ombro, conforme foi explicado acima. O poro desta pena é Abaiê."

- Sha'ar Ha'Gilgulim 38

Tudo o que Chaim Vital revelou é verdadeiro e tão verdadeiro é que existem provas na própria Torá sobre suas revelações. Sobre a "pena 277" o Arizal, nosso professor, nos levou a descobrir, na Torah Bereshit, esta evidência maravilhosa. Ei-la:

יח וַיֹּ֨אמֶר֙ יְהוָ֣ה אֱלֹהִ֔ים לֹא־ט֛וֹב הֱי֥וֹת הָֽאָדָ֖ם לְבַדּ֑וֹ אֶֽעֱשֶׂה־לּ֥וֹ עֵ֖זֶר כְּנֶגְדּֽוֹ׃

Vayómer Adonai Elohim: lo tov heyot ha'adam levado; e'eseh lo ezer kenegdó.

"E disse YHWH Elohim: Não é bom que o homem esteja só; farei para ele uma ajuda correspondente a ele."

Bereshit 2 vs 18 


As letras marcadas em azul são, juntas, uma temurá (permutação qabalística) do nome Vital (ויטאל) e a palavra em roxo é Ézer (auxilio) e contém as letras de "277."

IBÜR ABAYÊ


אִישׁ-בְּאָחִיהוּ יְדֻבָּקוּ;    יִתְלַכְּדוּ, וְלֹא יִתְפָּרָדוּ.
איוב פרק מ"א

Na noite de 19 de maio de 2026, estávamos eu e a rebetzim Rhéah colocando as letras do Shiviti na parede acima do Aron Qodesh e estávamos muito felizes com isso pois, nossa antiga faixa Shiviti que tem mais de 20 anos de idade, havia sido emprestada à Comunidade de Mogi das Cruzes mas não nos fora devolvida. De repente, fiquei cheio de um Rúach ha'Qodesh e precisei me sentar. Fiquei muito emocionado e então, tive uma visão e vi as letras de "Bën Yosef Yavô Elêcha (בֶּן יוֹסֵף יָבוֹא אֵלֶיךָ) - Bën Yosef virá até você" flutuando em minha direção. Comecei a chorar... Contei a rebetzim Rhéah e ela percebeu que tinha algo a mais e ao ler a transcrição de "Bën Yosef Yavô Elêcha" percebeu que as rashei teivot formavam o nome ABAYÊ (אביי) e ao calcular também a gematria de "Bën Yosef Yavô Elêcha" descobriu que o valor era 288 que é o mesmo de Ibür que é o nome da transmigração que recebe alguém ainda em vida.

בֶּן יוֹסֵף יָבוֹא אֵלֶיךָ

"E eis que a cavidade (o cálamo) dessa pena é Abaye. E o sangue que está nessa cavidade é Rami bar Chama. A extremidade do cálamo que está fixada ali divide-se em duas partes, pois o fluxo de sangue que passa pelo interior do cálamo o separa em dois aspectos. Não é assim, porém, depois que o cálamo sai para fora da cavidade."

- Sha'ar Ha'Gilgulim 38


אִישׁ-בְּאָחִיהוּ יְדֻבָּקוּ;    יִתְלַכְּדוּ, וְלֹא יִתְפָּרָדוּ.
איוב פרק מ"א

No versículo de Yóv (Jó) capítulo 41, onde se lê na tradução "¹⁷ Um ao outro se liga; tanto aderem entre si, que não se podem separar (Jó 41:17)" ambos os nomes Paulo e Abbayê estão ligados pelo verbo "yedubaqu (יְדֻבָּקוּ)" que vem da raiz "davaq (דבק)" que é anexar. Devo recordar que meu nome, Paulo, possui a mesma gematria de Chaim Vital, o autor do Sha'ar Ha'Gilgulim.

TELEGRAMA DOS CÉUS

Em agosto de 2025, a rebetzim Rhéah (minha esposa) sonhou e uma mensagem foi enviada a mim dos céus. Eis o sonho:

"27, agosto, 2025 (3 be"Elul) Sonhei e chegava às minhas mãos um telegrama do Rav Akiva ao Rav MishaËl, no topo do telegrama do lado esquerdo estava o endereço de Rav Akiva e no topo direito o número 187, e a carta estava fechada em três partes e a primeira parte não revelava o assunto, mas a parte do meio sim, o Rav Akiva estava marcando um encontro com o Rav Misha'Ël, e na ponta da carta ele escreveu de próprio punho que faz tempo que vocês precisam se encontrar e conversar. Então acordei."

- Sonho Rebetzim Rhéah

Meu mestre me disse que depois da centelha do Rabino Akiva, a centelha mais próxima da minha é a do Abaiê, pois ele conseguiu pegar os três níveis de Néfesh, Rúach e Neshamá [NaRaN] da mesma raiz que a minha, ou seja da raiz de Cáin, o que não ocorreu com os outros.

– Shaár HaGilgulim - 38

Por isso o telegrama de Rav Akiva estava dobrado em três, pois refere-se ao meu NaRaN do qual fazem parte ele, Rav Akiva e também Abayê. A gematria de Akiva escrito com a letra "Hê (ה)" no final é 187, conforme o segredo das sofei teivot no Tehilim 97 passuq 11:

א֭וֹר זָרֻ֣עַ לַצַּדִּ֑יק וּֽלְיִשְׁרֵי־לֵ֥ב שִׂמְחָֽה׃

Or zarúa la-tzaddíq, u'leyishrê lev simcháh.

"A luz foi semeada para o justo, e a alegria para os retos de coração."


"Em 5331 (1571) eu comecei a estudar com meu professor, o Ashkenazi, e ele me contou todas as coisas que me disseram sobre minha alma, que estão escritas em outra seção. No mesmo ano. Meu professor (Arizal) me enviou para a caverna de Abbayê e me ensinou essa Unificação. Eu estava unido à sua Alma e ele me contou aquelas coisas que escrevi na seção acima mencionada."

Chaim Vital - Sêfer Ha'Chezionot

Todas as experiências que aconteceram ao Rabino Chaim Vital tem acontecido também a mim ao longo deste Gilgul e é por estava razão que sempre afirmo "ve'chol máh she'eira ló eirá lí (וְכָל מָה שֶׁאֵירַע לוֹ אֵירַע לִי) - E tudo o que aconteceu a ele aconteceu a mim" - palavras do próprio Chaim Vital em Sha'ar ha'Gilgulim 38.


Foto estilizada da Casa e do Kever de Rabbi Akiva capturada pelas lentes do meu smartfone em 30 de Nissan de 5777 (26 de abril de 2017) quando estive em Israel.

Autor
Rav Misha'Ël Ha'Levi
Bën Mähren Qadësh

quinta-feira, 16 de julho de 2026

O Anjo de Tzfat: O Mistério do Ari z'l HaKadosh (מַלְאַךְ צְפַת: תַּעֲלוּמַת הָאֲרִ"י זַ"ל הַקָּדוֹשׁ)

מַלְאַ֥ךְ ה'־צְבָא֖וֹת 

Chagigá 15b:6

(...) O que significa o versículo: 'Porque os lábios do kohen (sacerdote) guardarão o da'at (conhecimento), e a Torá buscarão de sua boca, pois ele é um Malach Adonai Tzevaot.' (Malaquias 2:7)

Se o rav (mestre) se assemelha a um Malach Adonai Tzevaot [perfeito em seus caminhos], então devem buscar a Torá de sua boca; mas, se não, não devem buscar a Torá de sua boca!"

Na introdução do Shaarei Qedushá, sobre o Ari z'l, o Rav Chaim Vital fala:

"Portanto, o espírito em meu íntimo constrangeu-me a abrir caminhos para os "separados" e apoiar a sua mão direita, a fim de mostrar-lhes o caminho pelo qual devem andar. E, por esta razão, compus esta obra — pequena em quantidade e grandiosa em qualidade — para que os sábios resplandeçam, e a chamei de Shaarei Kedushá (Portais da Santidade). E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo de Adonai dos Exércitos (Malach Adonai Tzevaot), meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Lúria, de abençoada memória".

A gematria Mispar Siduri de "Malach Adonai Tzeva'Ot (מַלְאַ֥ךְ יהוה'־צְבָא֖וֹת)" é igual a 124 e é a mesma gematria Achas-Beta de "Ha'Ari (האר"י). A gematria de Arizal é igual a 248 e é a mesma gematria do nome Raziel - o Anjo professor de Adão no Jardim do Éden. A gematria Mispar Kollel do sobrenome Lúria (לוריא) é igual a 248 que é a mesma de Arizal e Raziel. Além disso, o próprio título Arizal (ארי"זל) contém as mesmas letras de Raziel (רזיאל).

"E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo de Adonai dos Exércitos (Malach Adonai Tzevaot), meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Lúria, de abençoada memória"."

Shaarei Qedushá

A ESTATURA ESPIRITUAL DO ARI

O Baal HaSulam ensina que, após a revelação do Livro do Zohar por Rabi Shimon bar Yochai, não surgiu outro cabalista com uma alma comparável durante muitos séculos [o próprio Arizal é um gilgul de Moshe Rabeinu e do Rabi Shimon Bar Yohai]. Somente no século XVI desceu ao mundo uma nova alma extraordinária: a alma do Arizal, cuja missão era elevar a Sabedoria da Cabalá a um novo estágio da história espiritual da humanidade.

No versículo 5 do Êxodus capítulo 2 que narra a descoberta do bebê Moisés na margem do Yeór (Nilo) por Bat-Yah, a filha do Faraó, descobrimos "Ha'Ari (האר"י)" codificado duas vezes neste passuq.

ה וַתֵּ֤רֶד בַּת־פַּרְעֹה֙ לִרְחֹ֣ץ עַל־הַיְאֹ֔ר וְנַֽעֲרֹתֶ֥יהָ הֹֽלְכֹ֖ת עַל־יַ֣ד הַיְאֹ֑ר וַתֵּ֤רֶא אֶת־הַתֵּבָה֙ בְּת֣וֹךְ הַסּ֔וּף וַתִּשְׁלַ֥ח אֶת־אֲמָתָ֖הּ וַתִּקָּחֶֽהָ׃

O aparecimento do Arizal não foi um acontecimento casual. Sua descida foi determinada pelo próprio desenvolvimento espiritual da Criação. Quando os Kelim de Nehy (Netzaḥ, Hod e Yesod — os "vasos" ou recipientes espirituais correspondentes à fase final do amadurecimento da humanidade) atingiram o grau de maturidade necessário, tornou-se possível revelar uma dimensão da Sabedoria Suprema [da Torá] que até então permanecia oculta. Nesse momento, uma alma especial foi enviada ao mundo: a alma de Rabi Yitzchaq Luria.

O Baal HaSulam afirma:

"Graças à alma sagrada do Rabino Isaac Luria (Ari), o brilho da Sabedoria Suprema foi revelado."

Por essa razão, o Ari foi capaz de realizar algo que nenhum dos grandes cabalistas anteriores podia fazer. Não porque eles fossem menores do que ele, mas porque o mundo ainda não possuía os recipientes espirituais necessários para receber tal revelação. Segundo o Baal HaSulam, a revelação da Cabalá depende não apenas da grandeza do mestre, mas também da preparação espiritual da geração que irá recebê-la. Sua missão tornou-se possível somente quando a humanidade alcançou esse estágio de desenvolvimento.

O Baal HaSulam escreve ainda:

"Como a alma do Ari apareceu após o desenvolvimento de todos os vasos de Netzach, Hod e Yesod [as passadas do Messias], ele foi capaz de revelar a grandeza do Livro do Zohar e a sabedoria da Cabala, ofuscando todos os seus antecessores."

גלגל הרשב"י

583

זהר

583

ימות המשיח

583

גלגל האריזל ורב ויטאל

583

Essa afirmação não diminui a grandeza dos sábios anteriores. Pelo contrário, o Baal HaSulam explica que cada geração recebe exatamente a revelação compatível com seu momento histórico. O Ari recebeu toda a herança espiritual transmitida desde os antigos cabalistas e, pela primeira vez, pôde organizá-la em um método completo de correção espiritual (que chamamos TIKUN), acessível às gerações futuras.

Segundo suas palavras:

"Praticamente, o Ari introduziu o método de correção ao mundo."

Até então existiam ensinamentos profundos, mas dispersos. O Arizal apresentou uma explicação organizada sobre a estrutura dos mundos espirituais, da alma humana, do gilgul, da quebra dos vasos (Shevirat HaKelim), da retificação (Tikun) e do propósito da Criação.

O Baal HaSulam acrescenta uma das afirmações mais extraordinárias sobre o Arizal:

"Sua alma é uma imagem coletiva de todos os Kelim de c

ChaBaD (Chochmá, Biná e Daat),ChaGaT (Chessed, Gevurá, Tipheret) e NeHY (Netzach, Hod e Yesod). Ele, por assim dizer, completou seu desenvolvimento."

Esses nomes representam os três grandes estágios do desenvolvimento espiritual da humanidade:

ChaBaD (Chochmá, Biná e Da'at) corresponde ao período inicial da revelação espiritual; ChaGaT (Chessed, Guevurá e Tiferet) representa o desenvolvimento intermediário; NeHY (Netzaḥ, Hod e Yesod) corresponde à etapa final da preparação para a redenção que chamamos na Sabedoria de "Os Calcanhares de Mashiach". Foram 2000 anos de ChaBaD, 2000 anos de ChaGaT e mais 2000 de NeHY.

Ao afirmar que a alma do Ari reúne ChaBaD, ChaGaT e NeHY - um corpo espiritual completo, o Baal HaSulam ensina que ela sintetiza toda a evolução espiritual anterior, tornando-se apta a revelar um método completo para toda a humanidade.

Por isso, o Baal HaSulam declara categoricamente:

"Nenhum dos Cabalistas antes do Ari conseguia entender exatamente como a correção espiritual acontecia. Ninguém poderia atingir o seu nível de realização porque estes Kelim não estavam suficientemente desenvolvidos na criação."

Ora, o Baal HaSulam não afirma apenas que ele foi um grande cabalista; afirma que o próprio estado espiritual da Criação ainda não permitia que qualquer alma anterior alcançasse ou revelasse aquilo que o Ari revelou.

Em resumo, isso significa que o Ari aparece na fronteira entre duas eras: toda a estrutura espiritual da humanidade já estava preparada (os Kelim); mas a grande iluminação (NaRaN, e posteriormente Chaya e Yechidá) ainda não havia preenchido esses recipientes. Por isso, o Ari ocupa um lugar absolutamente único: ele é o mestre da transição. Sua missão foi entregar o mapa do TIKUN antes da grande entrada da Luz.

A PEGADA MAIS FAMOSA DO MUNDO - O homem pisou na Lua a primeira vez em 20 de julho de 1969 no Hilulá do Arizal em 5 de Av de 5729

O Arizal chegou a Safed entre o final de 1569 e o verão de 1570. A maioria das tradições aceita que ele viveu em Safed cerca de dois anos antes de seu falecimento em 5 de Av de 5332 (1572). Quatrocentos anos depois, a humanidade pisou na Lua. A Lua é 400 vezes menor que o Sol e está 400 vezes mais distante da Terra e ela foi criada pela Letra Tav que vale 400. As missções Apollo duraram de 1969 até 1972.

APOLLO
123
ONZE
583

UM ANJO HUMANO

"Existe um número seleto de indivíduos que se mantém em um plano tão alto, acima do resto da humanidade, que é visto como se fosse completamente diferente, uma espécie de seres superiores. Eles ensinam, mas nós agarramos muito pouco, e das poucas migalhas que juntamos, podemos erguer montanhas. Um personagem de tal envergadura foi o Rabi Itzhaq Luria, reconhecido como o maior cabalista dos tempos modernos. O Rabino Itzhaq Luria é comumente conhecido como "Ari" (אר"י), um acrônimo que representa Elohei Rabenu Itzhaq (אלהי רבינו יצחק) - o divino Mestre Itzhaq. Jamais nenhum outro mestre ou sábio teve esta letra extra (Alef), atribuída a Elohi - divino - prefaciando seu nome. Este foi um sinal do que seus conteporâneos pensavam dele. (...)

O Ari saiu deste mundo em 15 de julho de 1572 (25 de julho, 5 de Av de 5332) apenas dois anos após sua chegada à Tzfat. Durante sua permanência, juntou um grupo de pelo menos 12 discípulos, com haRav Chaim Vital à frente. (...) Não havia ninguém como o Ari desde os dias de Rav Shimon Bar Yohai. Além disso ele revelou para nós que era um gilgul de Rav Shimon e que seus alunos eram gilgulim dos alunos do Rashbi. (...)

Ele nos levou mais do que qualquer profeta ou vidente. Até mesmo Ezequiel revelou unicamente o mistério da Merkavá no Universo de Briá. Mas o Ari revelou os mistérios de Atzilut, alcançando até mesmo os universos do Ein Sof que são "Akudim, Nekudim, Berudim". Quão grande é o bem que Tu ocultaste para todos que Te temem (Tehilim 31:20). Seu nível estava acima de qualquer anjo ou maguid. Ele sabia tudo o que estava no alto e embaixo, assim como o que foi decretado no tribunal no Alto - e ele podia anular esses decretos.

מָ֤ה רַֽב־טוּבְךָ֮    אֲשֶׁר־צָפַ֪נְתָּ לִּֽירֵ֫אֶ֥יךָ

(...) A alma de nosso mestre [o Ari] era do nível do Partzuf de Arich Anpin [que é o nível de Keter no Olam haAtzilut]. 

- Rabino Moshe de Praga, Meditação e Kabalah


TÚMULO DO ARI - Safed, Israel, década de 1980. Beit Hatfutsot, o Centro de Documentação Visual Oster

Havia sido em 1999 que o nome do Sagrado Anjo Raziel me havia sido revelado na Toráh. A questão é que, todos sabem que foi escrito no Zôhar Sagrado que Raziel havia dado a Adão um livro, o Sipra Raziel ha'Malach (Livro do Anjo Raziel), mas até 1999 não havia uma cripto-evidência de que isso foi realmente verdadeiro. Foi então que o Divino, abençoado seja Ele, sussurrou ao ouvido da minha alma dizendo que Raziel estava escondido, codificado na Toráh Bereshit (Gênesis) capítulos 4  versículo 25 e 26 e capítulo 5 versículo 1. Eis os versículos:


"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

O primeiro segredo está nos versículos 25 e 26 do capítulo 4 na parte onde lemos "... porque o assassinou Caim. E para Seth também nasceu um filho... (כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. כו וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן)". A letra gimel (ג) é a terceira letra do alfabeto hebraico cujo valor numerológico é 3 e neste versículo ela é a 5.374 letra da Toráh. A partir dela, a cada três letras está criptografada o termo "gilgul (גילגול)" cujo significado é reencarnação. Note as letras marcadas em tamanho grande. Qual a importância disso, desta ocorrência?

Foi no ano 5.374, correspondente aos anos 1613-1614 do vigente calendário juliano da época, que o Rabino Chaim Vital terminou de organizar suas anotações sobre os segredos da reencarnação que seu mestre, o Arizal, lhe havia confidenciado. Muitos rabinos não acreditam em reencarnação e dizem que ela foi emprestada ao judaísmo dos hindus. O código nestes versículos é a prova de que o Gilgul é um segredo da Toráh e evidência que Seth foi o primeiro Gilgul do mundo, a reencarnação da alma de Abel que havia sido assassinado por Caim.

"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

Agora, note as letras mais à frente do final do versículo 26 ao inicio do capítulo 5 no qual lemos "Este é o livro... (זֶה סֵפֶר)" em hebraico "Zêh sêfer...". A partir da letra "rêsh (ר)" que é a vigésima letra do alfabeto hebraico no sentido inverso, da esquerda para a direita, a cada 4 letras está criptografado "Raziel (רזיאל)" evidenciando que os segredos da reencarnação foram revelados pelo Anjo Raziel.

Todas a palavras da Toráh podem e devem ser permutadas, conforme nos ensina do Sêfer ha'Yetzirá. Só existe uma permutação possível para o nome Raziel. Quando nos tomamos as letras do nome Raziel (רזיאל) e as permutamos usando o método chamado Temurá em QABALÁH elas se transformam em Arizal (אריזל) que é o apelido espiritual sagrado do Rabino Isaac Lúria.

רזיאל
אריזל

Depois do ocultamento da sua alma. o Ari passou a ser chamado de "Ari'z'l (אריז"ל)" tendo as letras "Zayin (ז)" e "Lamed (ל)" acrescidas ao seu título e que são as iniciais de "Zichronô Livrachá" que se traduz "abençoada sua memória" e assim revelando a verdadeira identidade da sua alma divina.

O Ari'z'l, assim como Mohsê, nosso mestre, o pai de todos os profetas, tinha apenas a metade da sua alma humana, a outra metade era parte da alma do Anjo Raziel, o professor de Adam ha'Rishon (o primeiro Adão) no Jardim do Éden e como o próprio Ari'z'l revelou, ele não tinha necessidade alguma de vir ao mundo, mas o fez unicamente para ensinar o Rabino Chaim Vital e esta era a sua única missão. E por que? Porque o Rabino Chaim Vital era uma reencarnação de Adam ha'Rishon, de uma parte da alma de Adão que não havia sido manchada pelo pecado e ele estava destinado a alcançar a consciência espiritual que Adão possuía no Éden e por estava razão, o próprio Anjo Raziel veio para instruí-lo.

Para concluir esta maravilhosa revelação da sabedoria, há, ainda, outro segredo perfeito e que atesta perfeitamente esta Hassagá Divina [percepção espiritual elevada] e que está no sobrenome Lúria (לוּרְיָא). Quando aplicamos a Temurá Avgad na letra 'Vav (וּ)' de Lúria, ela é transformada na letra 'Zayin (ז)' e então, quando fazemos o Tzeruf de Lúria ele se transforma em Arizal e Raziel.  

לוריא
לזריא
אריזל

Nosso mestre, o Rabbi Yitzchaq Lúria, o Ari'z'l, era uma manifestação do Anjo Raziel, o professor de Adam ha'Rishon no Jardim do Éden, abençoada seja sua lembrança.

Criptografado dentro da Parashá Chayei Saráh (Vidas de Sarah) no texto que narra a ida de Eliezer até a parentela de Avraham para tomar Rivka para ser esposa de Itzchaq, está o título místico e o sobrenome do nosso mestre, o Arizal. Isso não é apenas uma coincidência linguística; no mundo do Sod (Segredo), isso é uma revelação estrondosa. O Ari Ha"Qadosh (Rabbi Itzchaq Luria) foi o sábio que, no século XVI em Safed, "desvelou" as águas da QABALAH para o mundo, assim como Rivka desvelou a água da fonte para Eliezer.

חידושי תורה

וְהָיָ֣ה הַֽנַּעֲרָ֗ אֲשֶׁ֨ר אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א כַדֵּךְ֙ וְאֶשְׁתֶּ֔ה וְאָמְרָ֣ה שְׁתֵ֔ה וְגַם־גְּמַלֶּ֖יךָ אַשְׁקֶ֑ה אֹתָ֤הּ הֹכַ֙חְתָּ֙ לְעַבְדְּךָ֣ לְיִצְחָ֔ק וּבָ֣הּ אֵדַ֔ע כִּי־עָשִׂ֥יתָ חֶ֖סֶד עִם־אֲדֹנִֽי׃ וַֽיְהִי־ה֗וּא טֶ֘רֶם֮ כִּלָּ֣ה לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר יֻלְּדָה֙ לִבְתוּאֵ֣ל בֶּן־מִלְכָּ֔ה אֵ֥שֶׁת נָח֖וֹר אֲחִ֣י אַבְרָהָ֑ם וְכַדָּ֖הּ עַל־שִׁכְמָֽהּ׃

"E será que a jovem à qual eu disser: “Inclina, por favor, o teu cântaro, para que eu beba”, e ela disser: “Bebe, e também os teus camelos darei de beber”, — ela, tu designaste para o teu servo, para Isaac; e por meio dela saberei que fizeste bondade com o meu senhor. E aconteceu que, antes que ele terminasse de falar, eis que Rebecca saía — que havia nascido a Bethuel, filho de Milcah, esposa de Nahor, irmão de Abraham — e o seu cântaro estava sobre o seu ombro."

- Torah Chayei Sarah (Bereshit 24: 14-15)

O primeiro criptograma se encontra na SOFEI TEIVOT (Letras Finais) de "Omar eleiha hati-na (אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א)" e que ao serem rearranjadas revelam "Ha'Ari (האר"י)" que é a epígrafe mística do nosso mester Rabbi Itzchaq Lúria cujas letras são as iniciais de "Ha'Elohê Rabbi Itzchaq (האלהי רבי יצחק)."

אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א

האר"י

O segundo criptograma se encontra criptografado na iniciais "le'daber ve'hinêh Rivka Iotzat Asher (לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר) - falar eis que Rivka saía a que..." aqui, tanto por RASHEI TEIVOT (Iniciais) como por SAEs (Saltos Afabéticos Equidistante) o sobrenome LÚRIA (לוריא) está codificado.

לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר

לוריא

"A glória de Elohim é criptografar, e a glória dos Reis é decodificar."

כְּבֹ֣ד אֱ֭לֹהִים הַסְתֵּ֣ר דָּבָ֑ר וּכְבֹ֥ד מְ֝לָכִ֗ים חֲקֹ֣ר דָּבָֽר׃

- Mishley 25:2

O criptograma neste excerto da Torah Chayei Sarah contém o nome e sobrenome do nosso amado professor Itzchaq Lúria e, se não fosse suficiente, contém também a alcunha do nosso mestre "Ha'Ari."

O próximo "Chidush Mutzafon (חִדּוּשׁ מֻצְפָּן)" se encontra logo após a letra ALEF (א) final de LURIA (לוריא) na palavra "Yuldáh (יֻלְּדָה֙)" traduzida como "NASCIDA" e que, quando lida no sentido inverso se revela "Ha'Delí (הדלי)" cujo significado é "AQUARIUS."

יֻלְּדָה֙

הַדְּלִי

O chidush mutzafon completo é "Ha'Ari Itzchaq Lúria - Era de Aquarius."

Daqui temos prova para todas as palavras dos nossos mestres a respeito da elevada alma de nosso Rabi Itzhaq Luria z'l.

Como ja dissemos, o dia do falecimento (Yortzeit) do sagrado Arizal ocorre invariavelmente no dia 5 de Av (ה' בְּאָב), a exata semana em que judeus no mundo inteiro leem a porção de Devarim (Deuteronômio). O livro de Devarim abre com as palavras: “E estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel”. 

אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙ אֶל־כָּל־יִשְׂרָאֵ֔ל

Os Sábios do Talmud e do Zohar ensinam que Devarim possui uma natureza única em toda a Torá: ele é o livro no qual Moshê Rabênu atingiu tamanha anulação de seu próprio ego (Bitul) que a Shechináh (a Presença Divina) falava diretamente de sua garganta. Ao declarar sobre si mesmo e Aarão “E não somos nada”, Moisés contraiu completamente sua autoconsciência para se tornar um canal da Bat Qol. Ele era o "amante de Israel", capaz de escutar a melodia única da alma de cada indivíduo, tal como o nosso mestre Ari z'l conforme todos os relatos que temos sobre ele.

O Rabino Chaim Vital escreveu que o sagrado Arizal foi, em essência, o Moisés de sua geração. A própria alma do Ari provinha diretamente da raiz da alma de Moshê — um fato demonstrado quando o Ari confrontou seus vizinhos amargos, revelando que eles eram gilgulim de Datan e Aviram, os eternos opositores de Moisés no deserto, enviados de volta para retificar aquele antigo defeito diante do mesmo mestre. Esse elo eterno entre o primeiro e o último grande codificador dos segredos divinos está criptografado logo na abertura da leitura dessa semana. Nas cinco primeiras palavras da porção de Devarim:

אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙

ה' באב

Codificado no interior das cinco primeiras palavras da Porção Devarim está a data do ocultamento da alma do Arizal, meu mestre, de abençoada lembrança. Este código me foi aberto pela alma do meu Mestre, abençoada seja, no dia em que estava estudando sobre sua vida e de ele ser um gilgul de Moshê Rabêinu.





sábado, 11 de julho de 2026

Haqdamá Gímel: GILGUL, IBÜR & IBÜM

Sobre o assunto do gilgul, do yibum e do ibur, e estas são as palavras. Vi a necessidade de me estender mais neste ensinamento acerca do gilgul, do yibum e do ibur. Eis que o aspecto do ibur ocorre durante a vida, como foi mencionado acima; isto é, que às vezes se apresenta à pessoa alguma mitsvá, e ela a realiza conforme a sua forma correta, e então se apresenta a ela uma nefesh de algum tzadik antigo, que realizou essa mesma mitsvá corretamente. E uma vez que se assemelharam juntos nessa mitsvá, a nefesh daquele tzadik fez ibur nele.

E não apenas isso, mas também é possível que, estando esse tzadik ainda presente em sua época, em vida, a sua nefesh fez ibur nele pela razão mencionada; pois quando esse homem realiza alguma mitsvá, ou mitsvot que se relacionam àquele tzadik, visto que também ele as realizou da mesma maneira e corretamente, então a nefesh daquele tzadik fez ibur nele, mesmo estando ambos vivos ao mesmo tempo.

E este é o segredo do versículo “e a nefesh de David se ligou à de Yonatan” [ I Samuel 18:1] , pois, estando ambos vivos simultaneamente, a nefesh de David fez ibur em Yonatan.

Quanto ao aspecto do gilgul, é necessário estender-se um pouco em seu tema; por isso iniciaremos sua explicação a partir de Adam HaRishon, para que as coisas sejam compreendidas com facilidade.

(Glosa — diz o autor, Rav Chaim Vital: parece que, com uma única mitsvá realizada corretamente, é suficiente atrair o início do ibur, e não será necessário completar todas as mitsvot.)

Sabe que, quando Adam HaRishon pecou, foram danificadas todas as centelhas [נִיצוֹצוֹת (nitzotzot), Singular:נִיצוֹץ (nitzóts)] de sua nefesh, de seu ruach e de sua neshamah. O assunto é conforme se sabe: assim como o corpo do homem é composto de muitas centelhas, nos 248 membros e 365 tendões, havendo muitas centelhas em sua cabeça, assim como em seus olhos, e igualmente em cada membro e membro, assim também ocorre com essa nefesh.

E como explicaram no Midrash Tanchuma  e no Midrash Rabá , na parashá Nasso, sobre o versículo “onde estavas quando Eu fundava a terra” , ensinando que Adam HaRishon estava deitado como um golem , e isto estava como culpa em sua cabeça etc. E de modo semelhante se dividiu o ruach que havia nele, assim como a neshamah que havia nele.

[Shemot Rabba 40: “(...) Disse o Santo, bendito seja Ele: aquele que preparei desde o princípio para fazer o Mishkan, já lhe chamei o nome. O que significa ‘e é sabido que ele é o homem’ (Eclesiastes 7:10)? Até que Adam ha-Rishon estivesse lançado como um golem, o Santo, bendito seja Ele, mostrou-lhe cada tzadik e tzadik que estava destinado a surgir dele: há quem esteja ligado à sua cabeça, há quem esteja ligado ao seu cabelo, há quem esteja ligado à sua testa, há quem esteja nos seus olhos, há quem esteja no seu nariz, há quem esteja na sua boca, há quem esteja no seu ouvido, e há quem esteja no malteín [este é o lugar do anel].

E saiba: no momento em que Iyov buscava discutir com o Santo, bendito seja Ele, e disse: ‘Quem dera eu soubesse e o encontrasse; apresentaria diante dele o meu julgamento’ (Jó 23:3–4), o Santo, bendito seja Ele, respondeu-lhe: tu procuras discutir comigo? ‘Onde estavas quando fundei a terra?’ – Eifó hayíta be-yasdí árets? (Jó 38:4). O que significa ‘onde’? (Eifó) Disse Rabi Shim‘on ben Lakish: o Santo, bendito seja Ele, disse-lhe: Iyov, dize-me, essa tua “onde”, em que lugar estava dependurada? Na sua cabeça, ou na sua testa, ou em algum de seus membros? Se sabes em que lugar estava a tua “onde”, então discutes comigo. Eis o sentido de ‘onde estavas’. (...)]

E quando ele pecou, então a maioria das centelhas de sua nefesh, de seu ruach e de sua neshamah foram danificadas, fazendo-as imergirem nas klipot. E este é o segredo do que está escrito no Sefer haTikunim, na introdução, sobre o versículo “como um pássaro errante de seu ninho” [Mishlei 27:8] : assim como a Shechinah foi exilada entre as klipot, do mesmo modo os tzadikim foram exilados com ela, e andam errantes atrás dela, de lugar em lugar.

E conforme o nível das centelhas, assim elas foram exiladas no local que lhes corresponde dentro das klipot, (as centelhas que vieram da) cabeça (são exiladas para a) cabeça (das Klipot), (as centelhas que vieram do) olho (são exiladas para o) olho (das Klipot), etc. E este é o segredo do exílio das almas ali mencionado.

E eis que também Kayin e Hevel, seus filhos, pecaram com outro pecado, além do pecado de Adam, seu pai, e também as suas centelhas (nitzotzoteihem) foram afundadas nas profundezas das klipot posteriormente.

E, porém, em cada geração e geração, saem algumas dessas centelhas, e vêm em gilgul neste mundo, tudo conforme o aspecto da raiz das almas daquela geração — ou das centelhas da cabeça, ou das centelhas do olho, e assim por diante — e fazem tikun neste mundo.

E há quem, mesmo vindo em gilgul para fazer tikun, não se guardou do pecado, e voltou a se afundar novamente dentro das qlipot como no início, ele e todas as centelhas que se estendem dele e dependem dele. E este é um aspecto intermediário, que inclui gilgul e ibur, pois todas as centelhas da nefesh, até mesmo aquelas que fizeram tikun, vêm em gilgul completo junto com a centelha particular danificada desde o momento em que nasceu, e não se separam de modo algum até o dia da morte.

Porém, o gilgul das centelhas que foram adoçadas (hametukanot) é chamado ibur, porque ela não toma parte nas transgressões deste corpo, mas apenas em seus méritos. Da mesma forma como foi explicado nas nefashot dos tzadikim que já morreram, e vêm no segredo de ibur de fato durante a vida, e não desde o dia em que nasceu.

[Hametukanot - adoçadas - significa que foram corrigidas. Até aqui há dois modos de ibur:
1. Ibur como “gilgul” das centelhas já corrigidas chamadoעיבור מיום שנולד (ibur mi-yom shenolad) = ibur desde o nascimento, elas vêm junto com o indivíduo, mas não participam das transgressões do corpo, só dos méritos. Por isso, esse gilgul delas é chamado ibur.

2. Ibur “na vida” עיבור בחיים / עיבור ממש בחיים (ibur ba-chayim / ibur mamash ba-chayim) = ibur durante a vida. Centelhas que não foram danificadas depois de terem feito tikun não vêm em gilgul algum, somente por ibur durante a vida, e isso apenas se ele merecer.]

E resulta que a centelha que não fez tikun de modo algum, por meio do cumprimento das mitsvot que lhe são relacionadas, ou que transgrediu uma transgressão dentre aquelas para as quais não há techiyah [ressurreição do corpo físico], é ela que se enrola/circula (mitgalgelet) no segundo corpo e é chamada pelo seu nome. E as centelhas que fizeram tikun por meio das mitsvot, mas que foram danificadas por uma transgressão leve, vêm no ibur mencionado, embora isso também seja gilgul.

Mas as centelhas que não foram danificadas por transgressão depois de terem feito tikun por meio das mitsvot, não vêm de modo algum, exceto por meio de ibur durante a vida; e mesmo isso só é, se ele merecer.

O que resulta disso é que, quando a nefesh se enrola/circula (mitgalgelet) neste mundo, o essencial do seu gilgul não está senão naquela parte particular danificada, que se relaciona com aquele corpo; e os demais aspectos da nefesh, que já vieram em outros corpos e fizeram tikun ali, não vêm ali senão no aspecto de ibur.

E por isso, quando a parte que se relaciona com aquele corpo fizer alguma mitsvá neste mundo, também os demais aspectos da nefesh que estão em ibur nele tomarão parte nessa mitsvá, pois também ela o auxilia ao fazer essa mitsvá, conforme o que foi mencionado acima no segredo do ibur de algum tzadik.
Ao contrário, quando essa parte particular peca, então os demais aspectos da nefesh não têm parte em sua punição, porque ela o auxilia a fazer o bem, e não a fazer o mal.

E resulta que, no momento em que o homem nasce em gilgul, toda a nefesh em sua totalidade, com todas as suas partes, se enrola/circula ali (no ciclo de encarnação); porém o essencial do gilgul não é senão para aquela parte particular que se relaciona com aquele corpo, que vem para fazer tikun do que danificou no corpo anterior, e nela dependem o salário e a punição. Mas o restante das partes da nefesh toma parte no salário, e não na punição, como foi mencionado.

E eis que, já que esta nefesh, em sua totalidade, sofre agora os sofrimentos e as punições que vêm sobre este corpo em sua vida — além do que já sofreu nos primeiros corpos, das demais centelhas dela — e também sofre o sofrimento desta morte, e o sofrimento de depois da morte, por meio disso são expiados os seus primeiros pecados.

E, porém, as mitsvot que ela fez nos gilgulim primeiros, e também as mitsvot que esta centelha faz agora, ela tem parte nelas, como foi mencionado; e por meio disso se completa o seu tikun e a sua completude.

E, porém, se ela tomasse parte também nas transgressões que esta centelha faz agora, nunca haveria qualquer tikun para a nefesh, em todos os gilgulim do mundo, pois sempre o homem peca e acrescenta crimes sobre os seus primeiros pecados que o precederam em outros gilgulim, e não há fim para eles.
Mas, já que as demais partes da nefesh não tomam parte na maldade desta centelha, mas apenas em seus méritos, resulta que as transgressões se completam para serem expiadas, e não são acrescentadas. E os méritos se renovam e se acrescentam em cada gilgul de centelha e centelha, e por meio disso há um término para o aspecto do gilgul e para os tikunim da nefesh — e entende isto muito bem.
E eis que, deste modo, completa-se a nefesh em todas as suas centelhas, por meio dos gilgulim, até que se completem para se enrolarem [vir em gilgul] e fazerem tikun todas as centelhas, desde a cabeça da nefesh até os seus pés; e então “se completarão os pés” para vir o Mashiach, como foi mencionado no Zôhar, Parashat Pekudei, folha 258, e no fim de Parashat Vayakhel.

Porém, no aspecto do yibum não é assim. E a razão é que aquele que vem em Gilgul por outras causas, por causa de todas as demais transgressões da Torá, tem para si uma reparação por meio dos sofrimentos que ele sofre neste mundo, ou no Guehinom; e por isso todos os aspectos da nefesh não precisam do gilgul, mas sim pelo caminho de ibur, como foi mencionado, e a centelha particular é a que vem por Gilgul.

Mas aquele que vem no segredo do yibum é por causa de que morreu sem filhos, e eis que ele é como se não tivesse tido sucesso de modo algum e essencial, e como se não tivesse estado no mundo; e o primeiro corpo é como se não tivesse existido, como é mencionado na Parashat Vayeshev (187a). E por isso é preciso que aquela nefesh que esteve no primeiro corpo, com todas as suas partes, volte agora em Gilgul completamente, de novo, para a necessidade dela mesma; e este segundo corpo é o seu corpo essencial. E quando ela fizer tikun nele e se despedir deste mundo, eis que, no tempo da techiyat hametim (תְּחִיַּת הַמֵּתִים) = “ressurreição dos mortos”, a nefesh não retornará senão nele; mas no primeiro corpo não entra nele senão aquele ruach que ele deixou em sua mulher, como é mencionado no Saba de Mishpatim.

[Veja Shaar haPessukim, Parashat Vayera, Siman 21, aqui vamos oferecer uma explicação muito resumida e simples: Na primeira união sexual, o objetivo não é gerar um filho, mas sim "ativar" o potencial espiritual da mulher. O marido transmite a mulher uma energia vital permanente (uma luz espiritual) chamada aqui de Ruach, mas não é o nível de Ruach propriamente dito (mas uma porção vinda da Ohr Maquif dele). Essa energia inicial funciona como um fermento na massa ou um motor que fica guardado no centro espiritual dela para sempre. É por isso que, energeticamente, a primeira união serve para construir o "recipiente" que receberá a vida no futuro.

Depois que esse "motor" foi instalado na primeira vez, as próximas uniões funcionam de forma diferente: Para que um bebê seja gerado, são necessárias duas forças. A mulher envia uma energia de desejo e aspiração (que sobe), e o homem responde com uma energia de bênção e luz ( que desce). A mulher não conseguiria elevar a sua energia sozinha. Ela usa aquele "motor/fermento" guardado desde a primeira relação para impulsionar o seu desejo para cima. Quando eles se unem, o homem faz descer uma gota de luz e bondade espiritual (Mayin Dukhrin), vinda do seu potencial masculino. Ao mesmo tempo, a mulher libera uma gota de força e julgamento sagrado (Mayin Nukvin), impulsionada por aquele 'motor' inicial que ela recebeu na primeira relação.

O encontro e a união real dessas duas gotas específicas [intenções espirituais] é o que de fato dá forma ao feto e a alma do bebê dentro do útero.. Toda luz e toda alma nova precisam vir direto da Fonte Suprema (Ein Sof - O Infinito). Para que um casal consiga gerar um filho na Terra, a energia precisa cascatear desde o Criador, passando por vários níveis de mundos espirituais super elevados, até chegar a nós. As orações diárias (como o Shema Yisrael e a Amidá) servem exatamente para isso e são chamadas também Mayin Nukvin (o anseio feminino).

Quando a pessoa reza com a intenção correta, ela está ajudando a abrir as "comportas" desses mundos superiores para que essa energia renovada desça ao nosso mundo. A alma do bebê é pura e frágil. Para protegê-la de energias negativas, o pai e a mãe doam uma "pequena lasca" de suas próprias energias vitais antigas para criar uma vestimenta espiritual (um escudo protetor) ao redor da alma do filho. A mulher tem uma quantidade exata dessa energia reserva para doar como "vestimenta" ou "fermento" para os filhos.

Quando esse estoque extra acaba, restando apenas a energia necessária para a sua própria sobrevivência, o ciclo menstrual cessa e ela não pode mais engravidar. O fermento acabou, restando apenas a vitalidade da própria pessoa e esse é o segredo do nascimento de Benyamin (que era chamado Benoni - filho do meu vigor), que sua mãe Rachel doou a sua própria Nefesh para ele e assim que a alma passou para ele, ela expirou. Retornando ao assunto, essa primeira pequena luz que o marido dá à mulher e que é um aspecto de Nefesh dele, é o que o texto do Shaar haGilgulim está explicando e chama de Ruach, pois apesar de ser uma Nefesh, ela provém do macho].

E eis que foi explicada a distinção que há entre aquele que morreu sem filhos e veio no segredo do yibum, e aquele que morreu por causa das demais transgressões da Torá, que veio em gilgul conforme o encontro, e não por meio de yibum.

E eis que também todos os detalhes mencionados se aplicam ao ruach e à neshamah, conforme o caminho do que explicamos no assunto das centelhas da nefesh.

Ainda há uma outra distinção entre o yibum e o gilgul, e isto é aquilo que foi explicado por nós no início deste ensinamento: pois eis que aquele que vem em Gilgul no segredo do yibum, já que o seu primeiro corpo é considerado como se não tivesse existido de modo algum, como foi mencionado — e por esta razão a nefesh vem em gilgul com a totalidade das suas partes, como foi dito — resulta que isto é uma construção realmente nova.

E por isso se enrolarão/circularão (virá em Gilgul) com ela também o ruach e a neshamah, os três juntos. Porém, não de uma só vez: mas sim quando ele merecer e fizer as mitsvot adequadas ao ruach, entrará nele o ruach; e assim também no assunto da neshamah.

Da mesma forma como explicamos acima no início de todo o ensinamento, sobre o assunto do início da vinda do homem a este mundo, sendo ele realmente novo, sobre o qual é mencionado no Saba de Mishpatim: “mereceu mais, dão-lhe ruach, etc.; mereceu mais, dão-lhe neshamah etc.”
Ao contrário disso, no megulgal (aquele que vem em gilgul), como será explicado. E por isso também aquele que vem no segredo do yibum, sendo semelhante a uma construção nova, pode alcançar os três, נר״ן (Naran – Nefesh, Ruach, Neshamah), juntos naquela vez, conforme as suas ações, como foi mencionado.

E este é o segredo do versículo: “Se ele puser sobre ele o seu coração, o seu ruach e a sua neshamah ele recolherá para si” [Jó 34:14], que é exposto no ensinamento sobre aquele que vem no segredo do yibum, no Saba de Mishpatim.


E a sua explicação é como foi dito: pois assim como há força na mão do irmão do falecido (o que faz o yibum) para fazer retornar a parte da nefesh de seu pai a este mundo por meio do yibum, assim também há força naquele yibum para fazer retornar e recolher para si toda aquela nefesh, também o seu ruach e a sua neshamah juntos. Mas isso é por meio de boas ações, como está escrito: “Se ele puser sobre ele o seu coração” (ibid.).


[Veja Sulam Zohar Mishpatim 108 a 120: “Aquele ruach que sai deste mundo, que não cresceu e não se expandiu neste mundo — isto é, que não tem filhos — vai em gilgul e não encontra descanso; e vem em gilgul no mundo como kaf ha-qéla‘ (pedra na funda), até que encontre aquele goel (redentor) que o redima, isto é, o cunhado que faz yibum com a sua cunhada, e o traz naquele mesmo recipiente, literal e exatamente, que ele usava e ao qual estava sempre apegado — o seu ruach e a sua nefesh — e a sua bat zugo (parceira) era ruach com ruach (com ele), isto é, em sua esposa. E aquele goel o constrói como no início, isto é, que o traz no filho que nasce da cunhada, que é sua esposa, e ele retorna à vida deste mundo como no início.

E aquele ruach que ele deixou com ela na primeira união, como está dito abaixo, que o marido deixa em sua esposa o seu ruach na primeira união, e se apega àquele recipiente, isto é, à sua esposa — que não se ausenta dela jamais, até mesmo após a sua morte — não se perde. Pois não há coisa no mundo, até mesmo pequena, que não tenha lugar e posição para se ocultar e vir para lá, e não se perde jamais. E por causa disso, aquele ruach que ele deixou naquele recipiente está ali; e ele certamente persegue a sua raiz e o seu fundamento, de onde saiu, isto é, o marido que morreu sem filhos; e ele o traz e o constrói em seu lugar, isto é, no lugar daquele ruach que é sua parceira, que saiu com ele, isto é, em sua esposa, e ele é construído ali como no início. E isto agora é uma criatura nova no mundo: um ruach novo e um corpo novo.

E se disseres: este ruach que está no filho que nasce é o que era, isto é, o próprio homem, e não o ruach que ele deixou com ela na primeira união, que é apenas uma parte dele. E ele responde: assim é; mas ele não é construído no filho que nasce senão pela força daquele outro ruach que ele deixou naquele recipiente, em sua esposa. Aqui há o segredo dos segredos, no livro de Chanoch. Esta construção que é construída no filho que nasce do yibum não é construída senão pela força do outro ruach que ele deixou ali naquele recipiente, isto é, em sua esposa na primeira união. E quando começou a ser construído, este ruach puxa atrás de si aquele ruach que foi nu, sem filhos, e o puxa para junto de si. E tornam-se ali dois ruchot que são um. Depois, este se torna ruach e aquele se torna neshamah, e ambos são um.

Se ele mereceu purificar-se como é apropriado, ambos se tornaram um, para que se vista neles uma outra neshamah superior. Assim como há para as demais pessoas do mundo um ruach que as neshamot merecem — aquelas que se adiantam e se apegam a ele, isto é, as neshamot dos guerim — e ainda um outro ruach de cima, e a neshamah sagrada se veste neles, em ambos, nos dois (como acima, no parágrafo 107); assim também, do dele mesmo, literal e exatamente, há dois ruchot: isto é, o seu próprio ruach e o ruach que ele deixou em sua esposa na primeira união, para que se vista neles a neshamah superior.

Ele pergunta: já que há para este um outro corpo, que agora foi construído de novo por meio do yibum, aquele primeiro corpo que ele deixou — o que foi feito dele? Ou este foi em vão, ou este foi em vão. Pois, segundo o entendimento do ser humano, parece que este primeiro corpo, que não se completou no início, se perdeu, porque ele não mereceu. Se assim, em vão ele se ocupou com as mitsvot da Torá, até mesmo se ele se ocupou apenas com uma delas; e nós sabemos que até mesmo os ‘vazios’ de Israel estão todos cheios de mitsvot como uma romã. E este corpo, embora não tenha se completado para se multiplicar e merecer e crescer no mundo, outras mitsvot da Torá ele guardou, e elas não se perderam dele — e teria sido em vão?

Companheiros, companheiros, abram os olhos, pois eu sei que vocês pensam e sabem que todos estes corpos são assinalados com sinais em vão, que não têm existência para sempre. Não é assim. E longe de nós olhar para coisas como estas.

“O ancião abriu e disse: ‘Quem narrará os atos poderosos de HaShem, fará ouvir todo o Seu louvor?’ Quem há no mundo que possa falar dos atos poderosos que o Santo, bendito seja Ele, faz sempre no mundo? Aquele primeiro corpo que ele deixou não se perde, e terá existência no futuro por vir. Pois já recebeu o seu castigo de muitas maneiras, e o Santo, bendito seja Ele, não retira a recompensa de nenhuma criatura que Ele criou, exceto aqueles que saíram da Sua emunah, e não houve neles bem jamais. E exceto aqueles que não se curvaram em “Modim” , na oração das Dezoito, pois desses o Santo, bendito seja Ele, faz outras criaturas, porque aquele corpo não será construído na forma de um ser humano, e não se levantará jamais. Mas quanto àqueles que morreram sem filhos, não é assim.
O que o Santo, bendito seja Ele, faz? Se aquele ruach mereceu ser retificado neste mundo, naquele outro corpo, o que o Santo, bendito seja Ele, faz?

Aquele goel que o redimiu, isto é, o cunhado: aquele ruach dele que ele introduziu ali, e que ele associou e misturou com aquele ruach que estava naquele recipiente, que seu irmão deixou nela na primeira união, certamente não se perde. Então o que é feito dele? Pois há três ruchot ali: um ruach que estava naquele recipiente e permaneceu ali, isto é, o que seu irmão falecido deixou nela na primeira união; e um ruach do próprio irmão falecido, que foi atraído para lá, que estava nu, sem filhos; e aquele ruach que aquele redentor introduziu ali, isto é, o cunhado, e se misturou com eles. Ser em três ruchot é impossível — então o que é feito?

Mas sim, assim são os atos poderosos superiores que o Santo, bendito seja Ele, faz. Aquele ruach que aquele goel introduziu ali — nele se veste a neshamah, no lugar da vestimenta vinda das neshamot dos guerim. E aquele ruach do falecido, que estava nu, sem filhos, que retornou ali para ser construído de novo, será vestimenta para a neshamah superior. E aquele ruach que estava no início, que permaneceu naquele recipiente, isto é, o ruach que o seu marido falecido deixou nela na primeira união, voou de lá; e o Santo, bendito seja Ele, prepara um lugar dentro do segredo da janela na rocha, que está atrás do Gan Éden, e ele se oculta ali. E ele sobe ao primeiro corpo daquele falecido sem filhos, que ele tinha no início. E com aquele ruach se levantará aquele corpo na ressurreição dos mortos. E isto é ‘um que são dois’, que eu disse (acima, parágrafo 15).

Mas aquele corpo, até que se levante para a ressurreição, seu castigo é grande: pois, por não ter merecido crescer em filhos, fazem-no descer para dentro da terra próxima de ‘Arqa’, pois há sete terras: ‘Eretz, Adamah, Gai, Neshiyah, Tziyah, Arqa, Tevel’ (como foi dito). E ele é julgado ali, e depois o fazem subir para este ‘Tevel’, em que nós estamos. Agora ele desce de volta para ‘Adamah’, e agora sobe; eis que sobe e eis que desce; não tem descanso exceto nos Shabatot, e nos Yamim Tovim, e nos Rosh Chodashim.

Muitos são os que dormem na terra do pó: ‘Adamah’ é chamada por ser ‘de Adamah’; ‘afar’ é chamado por ser ‘de Tevel’. E sobre estes está escrito: ‘E muitos dos que dormem na terra do pó despertarão: estes para a vida eterna e estes para opróbrios e para repulsa eterna’. Se aquele ruach nu mereceu — isto é, o ruach do falecido sem filhos — pois ele retornou a este mundo como no início, isto é, no filho que nasce do yibum, para ser retificado, ele é merecedor. Pois aquele ruach que ele deixou na primeira união em sua esposa, que dissemos sobre ele que se ocultou na rocha (acima, parágrafo 116), será retificado naquele primeiro corpo que o falecido sem filhos deixou (como acima, parágrafo 115). E sobre estes está escrito: ‘estes para a vida eterna e estes para opróbrios e para repulsa eterna’, isto é, todos aqueles que não mereceram ser retificados.

(...) Este que foi construído agora, isto é, o falecido sem filhos que se ‘rolou’ no filho que nasce do yibum, e saiu ao mundo como uma criatura nova, não tem bat zug (parceira). E por isso não proclamam sobre a sua bat zug antes que ele nasça, pois a sua bat zug se perdeu dele: a bat zug que ele tinha torna-se sua mãe, e seu irmão torna-se seu pai.

Este texto do Zohar explica o mistério espiritual do Yibum (a lei do cunhado que se casa com a viúva do irmão que morreu sem deixar filhos) e o destino da alma e do corpo desse homem que faleceu. Quando um homem morre sem ter filhos, o texto afirma que a sua alma fica sem descanso, vagando sem rumo como uma pedra lançada por uma funda, fazendo gilgul no domem e no tzomeach porque ela não cumpriu a missão de crescer e se expandir no mundo. A única forma de resgatar essa alma é através do cunhado, que atua como um redentor. Para que esse resgate aconteça, o Zohar revela que a energia deixada pelo primeiro marido na esposa nunca se perde. Lembra daquela energia vital permanente que o marido instala na esposa na primeira relação de todas? O texto explica que essa energia (o ruach da primeira união) permanece no corpo da esposa mesmo após a morte do marido e funciona como um ímã ou um farol espiritual.



Quando o cunhado se une à viúva, a força daquela energia antiga atrai de volta a alma nua do irmão falecido que estava vagando. No bebê que nasce dessa união do cunhado com a viúva, ocorre um fenômeno impressionante: a alma do irmão falecido reencarna ali, voltando ao mundo como uma nova criatura, com um corpo novo e um espírito novo. No processo de formação dessa criança, a energia antiga da primeira união e a alma que estava vagando se fundem e se tornam uma só, servindo de base para receber uma alma ainda mais elevada. Diante disso, surge uma grande questão: o que acontece com o primeiro corpo do homem que morreu?

O Zohar enfatiza que Deus não destrói ou descarta esse primeiro corpo e que ele não existiu em vão, pois mesmo não tendo filhos, aquele homem praticou boas ações e mandamentos durante a vida. Esse primeiro corpo passará por um julgamento severo e doloroso no pós-morte, subindo e descendo por dimensões espirituais profundas chamadas de diferentes "terras" e encontrando descanso apenas no Shabat e nos dias sagrados. Porém, no futuro, na ressurreição dos mortos, esse primeiro corpo também vai se levantar e viver. Isso é possível porque Deus faz uma separação milagrosa das energias no momento do Yibum: na união com o cunhado, entram em cena três energias espirituais (a energia da primeira união do falecido, a alma nua do falecido e a energia do próprio cunhado).

Como três energias não podem habitar o mesmo bebê, a energia do cunhado e a alma reencarnada do falecido ficam com o novo bebê, enquanto aquela energia original da primeira união voa dali, fica guardada por Deus em um esconderijo espiritual e, no momento da ressurreição, reentra no primeiro corpo para que ele ganhe vida novamente. Por fim, o texto traz um detalhe intrigante sobre a vida desse homem que reencarnou como filho de sua ex-esposa com seu irmão: por causa dessa reviravolta espiritual, a sua antiga parceira de alma agora se tornou a sua própria mãe, e o seu irmão se tornou o seu pai, fazendo com que ele retorne ao mundo como uma criatura totalmente nova e sem uma alma gêmea designada antes de nascer.]

Porém, o gilgul que não é por meio de yibum não tem força neles para atrair os três, mas sim apenas um após o outro, como foi mencionado acima. Pois, no início, a nefesh virá em gilgul sozinha, até que faça tikun completamente e morra. [continua...]

O Artesão Da Luz