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sábado, 11 de julho de 2026

Haqdamá Gímel: GILGUL, IBÜR & IBÜM

Sobre o assunto do gilgul, do yibum e do ibur, e estas são as palavras. Vi a necessidade de me estender mais neste ensinamento acerca do gilgul, do yibum e do ibur. Eis que o aspecto do ibur ocorre durante a vida, como foi mencionado acima; isto é, que às vezes se apresenta à pessoa alguma mitsvá, e ela a realiza conforme a sua forma correta, e então se apresenta a ela uma nefesh de algum tzadik antigo, que realizou essa mesma mitsvá corretamente. E uma vez que se assemelharam juntos nessa mitsvá, a nefesh daquele tzadik fez ibur nele.

E não apenas isso, mas também é possível que, estando esse tzadik ainda presente em sua época, em vida, a sua nefesh fez ibur nele pela razão mencionada; pois quando esse homem realiza alguma mitsvá, ou mitsvot que se relacionam àquele tzadik, visto que também ele as realizou da mesma maneira e corretamente, então a nefesh daquele tzadik fez ibur nele, mesmo estando ambos vivos ao mesmo tempo.

E este é o segredo do versículo “e a nefesh de David se ligou à de Yonatan” [ I Samuel 18:1] , pois, estando ambos vivos simultaneamente, a nefesh de David fez ibur em Yonatan.

Quanto ao aspecto do gilgul, é necessário estender-se um pouco em seu tema; por isso iniciaremos sua explicação a partir de Adam HaRishon, para que as coisas sejam compreendidas com facilidade.

(Glosa — diz o autor, Rav Chaim Vital: parece que, com uma única mitsvá realizada corretamente, é suficiente atrair o início do ibur, e não será necessário completar todas as mitsvot.)

Sabe que, quando Adam HaRishon pecou, foram danificadas todas as centelhas [נִיצוֹצוֹת (nitzotzot), Singular:נִיצוֹץ (nitzóts)] de sua nefesh, de seu ruach e de sua neshamah. O assunto é conforme se sabe: assim como o corpo do homem é composto de muitas centelhas, nos 248 membros e 365 tendões, havendo muitas centelhas em sua cabeça, assim como em seus olhos, e igualmente em cada membro e membro, assim também ocorre com essa nefesh.

E como explicaram no Midrash Tanchuma  e no Midrash Rabá , na parashá Nasso, sobre o versículo “onde estavas quando Eu fundava a terra” , ensinando que Adam HaRishon estava deitado como um golem , e isto estava como culpa em sua cabeça etc. E de modo semelhante se dividiu o ruach que havia nele, assim como a neshamah que havia nele.

[Shemot Rabba 40: “(...) Disse o Santo, bendito seja Ele: aquele que preparei desde o princípio para fazer o Mishkan, já lhe chamei o nome. O que significa ‘e é sabido que ele é o homem’ (Eclesiastes 7:10)? Até que Adam ha-Rishon estivesse lançado como um golem, o Santo, bendito seja Ele, mostrou-lhe cada tzadik e tzadik que estava destinado a surgir dele: há quem esteja ligado à sua cabeça, há quem esteja ligado ao seu cabelo, há quem esteja ligado à sua testa, há quem esteja nos seus olhos, há quem esteja no seu nariz, há quem esteja na sua boca, há quem esteja no seu ouvido, e há quem esteja no malteín [este é o lugar do anel].

E saiba: no momento em que Iyov buscava discutir com o Santo, bendito seja Ele, e disse: ‘Quem dera eu soubesse e o encontrasse; apresentaria diante dele o meu julgamento’ (Jó 23:3–4), o Santo, bendito seja Ele, respondeu-lhe: tu procuras discutir comigo? ‘Onde estavas quando fundei a terra?’ – Eifó hayíta be-yasdí árets? (Jó 38:4). O que significa ‘onde’? (Eifó) Disse Rabi Shim‘on ben Lakish: o Santo, bendito seja Ele, disse-lhe: Iyov, dize-me, essa tua “onde”, em que lugar estava dependurada? Na sua cabeça, ou na sua testa, ou em algum de seus membros? Se sabes em que lugar estava a tua “onde”, então discutes comigo. Eis o sentido de ‘onde estavas’. (...)]

E quando ele pecou, então a maioria das centelhas de sua nefesh, de seu ruach e de sua neshamah foram danificadas, fazendo-as imergirem nas klipot. E este é o segredo do que está escrito no Sefer haTikunim, na introdução, sobre o versículo “como um pássaro errante de seu ninho” [Mishlei 27:8] : assim como a Shechinah foi exilada entre as klipot, do mesmo modo os tzadikim foram exilados com ela, e andam errantes atrás dela, de lugar em lugar.

E conforme o nível das centelhas, assim elas foram exiladas no local que lhes corresponde dentro das klipot, (as centelhas que vieram da) cabeça (são exiladas para a) cabeça (das Klipot), (as centelhas que vieram do) olho (são exiladas para o) olho (das Klipot), etc. E este é o segredo do exílio das almas ali mencionado.

E eis que também Kayin e Hevel, seus filhos, pecaram com outro pecado, além do pecado de Adam, seu pai, e também as suas centelhas (nitzotzoteihem) foram afundadas nas profundezas das klipot posteriormente.

E, porém, em cada geração e geração, saem algumas dessas centelhas, e vêm em gilgul neste mundo, tudo conforme o aspecto da raiz das almas daquela geração — ou das centelhas da cabeça, ou das centelhas do olho, e assim por diante — e fazem tikun neste mundo.

E há quem, mesmo vindo em gilgul para fazer tikun, não se guardou do pecado, e voltou a se afundar novamente dentro das qlipot como no início, ele e todas as centelhas que se estendem dele e dependem dele. E este é um aspecto intermediário, que inclui gilgul e ibur, pois todas as centelhas da nefesh, até mesmo aquelas que fizeram tikun, vêm em gilgul completo junto com a centelha particular danificada desde o momento em que nasceu, e não se separam de modo algum até o dia da morte.

Porém, o gilgul das centelhas que foram adoçadas (hametukanot) é chamado ibur, porque ela não toma parte nas transgressões deste corpo, mas apenas em seus méritos. Da mesma forma como foi explicado nas nefashot dos tzadikim que já morreram, e vêm no segredo de ibur de fato durante a vida, e não desde o dia em que nasceu.

[Hametukanot - adoçadas - significa que foram corrigidas. Até aqui há dois modos de ibur:
1. Ibur como “gilgul” das centelhas já corrigidas chamadoעיבור מיום שנולד (ibur mi-yom shenolad) = ibur desde o nascimento, elas vêm junto com o indivíduo, mas não participam das transgressões do corpo, só dos méritos. Por isso, esse gilgul delas é chamado ibur.

2. Ibur “na vida” עיבור בחיים / עיבור ממש בחיים (ibur ba-chayim / ibur mamash ba-chayim) = ibur durante a vida. Centelhas que não foram danificadas depois de terem feito tikun não vêm em gilgul algum, somente por ibur durante a vida, e isso apenas se ele merecer.]

E resulta que a centelha que não fez tikun de modo algum, por meio do cumprimento das mitsvot que lhe são relacionadas, ou que transgrediu uma transgressão dentre aquelas para as quais não há techiyah [ressurreição do corpo físico], é ela que se enrola/circula (mitgalgelet) no segundo corpo e é chamada pelo seu nome. E as centelhas que fizeram tikun por meio das mitsvot, mas que foram danificadas por uma transgressão leve, vêm no ibur mencionado, embora isso também seja gilgul.

Mas as centelhas que não foram danificadas por transgressão depois de terem feito tikun por meio das mitsvot, não vêm de modo algum, exceto por meio de ibur durante a vida; e mesmo isso só é, se ele merecer.

O que resulta disso é que, quando a nefesh se enrola/circula (mitgalgelet) neste mundo, o essencial do seu gilgul não está senão naquela parte particular danificada, que se relaciona com aquele corpo; e os demais aspectos da nefesh, que já vieram em outros corpos e fizeram tikun ali, não vêm ali senão no aspecto de ibur.

E por isso, quando a parte que se relaciona com aquele corpo fizer alguma mitsvá neste mundo, também os demais aspectos da nefesh que estão em ibur nele tomarão parte nessa mitsvá, pois também ela o auxilia ao fazer essa mitsvá, conforme o que foi mencionado acima no segredo do ibur de algum tzadik.
Ao contrário, quando essa parte particular peca, então os demais aspectos da nefesh não têm parte em sua punição, porque ela o auxilia a fazer o bem, e não a fazer o mal.

E resulta que, no momento em que o homem nasce em gilgul, toda a nefesh em sua totalidade, com todas as suas partes, se enrola/circula ali (no ciclo de encarnação); porém o essencial do gilgul não é senão para aquela parte particular que se relaciona com aquele corpo, que vem para fazer tikun do que danificou no corpo anterior, e nela dependem o salário e a punição. Mas o restante das partes da nefesh toma parte no salário, e não na punição, como foi mencionado.

E eis que, já que esta nefesh, em sua totalidade, sofre agora os sofrimentos e as punições que vêm sobre este corpo em sua vida — além do que já sofreu nos primeiros corpos, das demais centelhas dela — e também sofre o sofrimento desta morte, e o sofrimento de depois da morte, por meio disso são expiados os seus primeiros pecados.

E, porém, as mitsvot que ela fez nos gilgulim primeiros, e também as mitsvot que esta centelha faz agora, ela tem parte nelas, como foi mencionado; e por meio disso se completa o seu tikun e a sua completude.

E, porém, se ela tomasse parte também nas transgressões que esta centelha faz agora, nunca haveria qualquer tikun para a nefesh, em todos os gilgulim do mundo, pois sempre o homem peca e acrescenta crimes sobre os seus primeiros pecados que o precederam em outros gilgulim, e não há fim para eles.
Mas, já que as demais partes da nefesh não tomam parte na maldade desta centelha, mas apenas em seus méritos, resulta que as transgressões se completam para serem expiadas, e não são acrescentadas. E os méritos se renovam e se acrescentam em cada gilgul de centelha e centelha, e por meio disso há um término para o aspecto do gilgul e para os tikunim da nefesh — e entende isto muito bem.
E eis que, deste modo, completa-se a nefesh em todas as suas centelhas, por meio dos gilgulim, até que se completem para se enrolarem [vir em gilgul] e fazerem tikun todas as centelhas, desde a cabeça da nefesh até os seus pés; e então “se completarão os pés” para vir o Mashiach, como foi mencionado no Zôhar, Parashat Pekudei, folha 258, e no fim de Parashat Vayakhel.

Porém, no aspecto do yibum não é assim. E a razão é que aquele que vem em Gilgul por outras causas, por causa de todas as demais transgressões da Torá, tem para si uma reparação por meio dos sofrimentos que ele sofre neste mundo, ou no Guehinom; e por isso todos os aspectos da nefesh não precisam do gilgul, mas sim pelo caminho de ibur, como foi mencionado, e a centelha particular é a que vem por Gilgul.

Mas aquele que vem no segredo do yibum é por causa de que morreu sem filhos, e eis que ele é como se não tivesse tido sucesso de modo algum e essencial, e como se não tivesse estado no mundo; e o primeiro corpo é como se não tivesse existido, como é mencionado na Parashat Vayeshev (187a). E por isso é preciso que aquela nefesh que esteve no primeiro corpo, com todas as suas partes, volte agora em Gilgul completamente, de novo, para a necessidade dela mesma; e este segundo corpo é o seu corpo essencial. E quando ela fizer tikun nele e se despedir deste mundo, eis que, no tempo da techiyat hametim (תְּחִיַּת הַמֵּתִים) = “ressurreição dos mortos”, a nefesh não retornará senão nele; mas no primeiro corpo não entra nele senão aquele ruach que ele deixou em sua mulher, como é mencionado no Saba de Mishpatim.

[Veja Shaar haPessukim, Parashat Vayera, Siman 21, aqui vamos oferecer uma explicação muito resumida e simples: Na primeira união sexual, o objetivo não é gerar um filho, mas sim "ativar" o potencial espiritual da mulher. O marido transmite a mulher uma energia vital permanente (uma luz espiritual) chamada aqui de Ruach, mas não é o nível de Ruach propriamente dito (mas uma porção vinda da Ohr Maquif dele). Essa energia inicial funciona como um fermento na massa ou um motor que fica guardado no centro espiritual dela para sempre. É por isso que, energeticamente, a primeira união serve para construir o "recipiente" que receberá a vida no futuro.

Depois que esse "motor" foi instalado na primeira vez, as próximas uniões funcionam de forma diferente: Para que um bebê seja gerado, são necessárias duas forças. A mulher envia uma energia de desejo e aspiração (que sobe), e o homem responde com uma energia de bênção e luz ( que desce). A mulher não conseguiria elevar a sua energia sozinha. Ela usa aquele "motor/fermento" guardado desde a primeira relação para impulsionar o seu desejo para cima. Quando eles se unem, o homem faz descer uma gota de luz e bondade espiritual (Mayin Dukhrin), vinda do seu potencial masculino. Ao mesmo tempo, a mulher libera uma gota de força e julgamento sagrado (Mayin Nukvin), impulsionada por aquele 'motor' inicial que ela recebeu na primeira relação.

O encontro e a união real dessas duas gotas específicas [intenções espirituais] é o que de fato dá forma ao feto e a alma do bebê dentro do útero.. Toda luz e toda alma nova precisam vir direto da Fonte Suprema (Ein Sof - O Infinito). Para que um casal consiga gerar um filho na Terra, a energia precisa cascatear desde o Criador, passando por vários níveis de mundos espirituais super elevados, até chegar a nós. As orações diárias (como o Shema Yisrael e a Amidá) servem exatamente para isso e são chamadas também Mayin Nukvin (o anseio feminino).

Quando a pessoa reza com a intenção correta, ela está ajudando a abrir as "comportas" desses mundos superiores para que essa energia renovada desça ao nosso mundo. A alma do bebê é pura e frágil. Para protegê-la de energias negativas, o pai e a mãe doam uma "pequena lasca" de suas próprias energias vitais antigas para criar uma vestimenta espiritual (um escudo protetor) ao redor da alma do filho. A mulher tem uma quantidade exata dessa energia reserva para doar como "vestimenta" ou "fermento" para os filhos.

Quando esse estoque extra acaba, restando apenas a energia necessária para a sua própria sobrevivência, o ciclo menstrual cessa e ela não pode mais engravidar. O fermento acabou, restando apenas a vitalidade da própria pessoa e esse é o segredo do nascimento de Benyamin (que era chamado Benoni - filho do meu vigor), que sua mãe Rachel doou a sua própria Nefesh para ele e assim que a alma passou para ele, ela expirou. Retornando ao assunto, essa primeira pequena luz que o marido dá à mulher e que é um aspecto de Nefesh dele, é o que o texto do Shaar haGilgulim está explicando e chama de Ruach, pois apesar de ser uma Nefesh, ela provém do macho].

E eis que foi explicada a distinção que há entre aquele que morreu sem filhos e veio no segredo do yibum, e aquele que morreu por causa das demais transgressões da Torá, que veio em gilgul conforme o encontro, e não por meio de yibum.

E eis que também todos os detalhes mencionados se aplicam ao ruach e à neshamah, conforme o caminho do que explicamos no assunto das centelhas da nefesh.

Ainda há uma outra distinção entre o yibum e o gilgul, e isto é aquilo que foi explicado por nós no início deste ensinamento: pois eis que aquele que vem em Gilgul no segredo do yibum, já que o seu primeiro corpo é considerado como se não tivesse existido de modo algum, como foi mencionado — e por esta razão a nefesh vem em gilgul com a totalidade das suas partes, como foi dito — resulta que isto é uma construção realmente nova.

E por isso se enrolarão/circularão (virá em Gilgul) com ela também o ruach e a neshamah, os três juntos. Porém, não de uma só vez: mas sim quando ele merecer e fizer as mitsvot adequadas ao ruach, entrará nele o ruach; e assim também no assunto da neshamah.

Da mesma forma como explicamos acima no início de todo o ensinamento, sobre o assunto do início da vinda do homem a este mundo, sendo ele realmente novo, sobre o qual é mencionado no Saba de Mishpatim: “mereceu mais, dão-lhe ruach, etc.; mereceu mais, dão-lhe neshamah etc.”
Ao contrário disso, no megulgal (aquele que vem em gilgul), como será explicado. E por isso também aquele que vem no segredo do yibum, sendo semelhante a uma construção nova, pode alcançar os três, נר״ן (Naran – Nefesh, Ruach, Neshamah), juntos naquela vez, conforme as suas ações, como foi mencionado.

E este é o segredo do versículo: “Se ele puser sobre ele o seu coração, o seu ruach e a sua neshamah ele recolherá para si” [Jó 34:14], que é exposto no ensinamento sobre aquele que vem no segredo do yibum, no Saba de Mishpatim.


E a sua explicação é como foi dito: pois assim como há força na mão do irmão do falecido (o que faz o yibum) para fazer retornar a parte da nefesh de seu pai a este mundo por meio do yibum, assim também há força naquele yibum para fazer retornar e recolher para si toda aquela nefesh, também o seu ruach e a sua neshamah juntos. Mas isso é por meio de boas ações, como está escrito: “Se ele puser sobre ele o seu coração” (ibid.).


[Veja Sulam Zohar Mishpatim 108 a 120: “Aquele ruach que sai deste mundo, que não cresceu e não se expandiu neste mundo — isto é, que não tem filhos — vai em gilgul e não encontra descanso; e vem em gilgul no mundo como kaf ha-qéla‘ (pedra na funda), até que encontre aquele goel (redentor) que o redima, isto é, o cunhado que faz yibum com a sua cunhada, e o traz naquele mesmo recipiente, literal e exatamente, que ele usava e ao qual estava sempre apegado — o seu ruach e a sua nefesh — e a sua bat zugo (parceira) era ruach com ruach (com ele), isto é, em sua esposa. E aquele goel o constrói como no início, isto é, que o traz no filho que nasce da cunhada, que é sua esposa, e ele retorna à vida deste mundo como no início.

E aquele ruach que ele deixou com ela na primeira união, como está dito abaixo, que o marido deixa em sua esposa o seu ruach na primeira união, e se apega àquele recipiente, isto é, à sua esposa — que não se ausenta dela jamais, até mesmo após a sua morte — não se perde. Pois não há coisa no mundo, até mesmo pequena, que não tenha lugar e posição para se ocultar e vir para lá, e não se perde jamais. E por causa disso, aquele ruach que ele deixou naquele recipiente está ali; e ele certamente persegue a sua raiz e o seu fundamento, de onde saiu, isto é, o marido que morreu sem filhos; e ele o traz e o constrói em seu lugar, isto é, no lugar daquele ruach que é sua parceira, que saiu com ele, isto é, em sua esposa, e ele é construído ali como no início. E isto agora é uma criatura nova no mundo: um ruach novo e um corpo novo.

E se disseres: este ruach que está no filho que nasce é o que era, isto é, o próprio homem, e não o ruach que ele deixou com ela na primeira união, que é apenas uma parte dele. E ele responde: assim é; mas ele não é construído no filho que nasce senão pela força daquele outro ruach que ele deixou naquele recipiente, em sua esposa. Aqui há o segredo dos segredos, no livro de Chanoch. Esta construção que é construída no filho que nasce do yibum não é construída senão pela força do outro ruach que ele deixou ali naquele recipiente, isto é, em sua esposa na primeira união. E quando começou a ser construído, este ruach puxa atrás de si aquele ruach que foi nu, sem filhos, e o puxa para junto de si. E tornam-se ali dois ruchot que são um. Depois, este se torna ruach e aquele se torna neshamah, e ambos são um.

Se ele mereceu purificar-se como é apropriado, ambos se tornaram um, para que se vista neles uma outra neshamah superior. Assim como há para as demais pessoas do mundo um ruach que as neshamot merecem — aquelas que se adiantam e se apegam a ele, isto é, as neshamot dos guerim — e ainda um outro ruach de cima, e a neshamah sagrada se veste neles, em ambos, nos dois (como acima, no parágrafo 107); assim também, do dele mesmo, literal e exatamente, há dois ruchot: isto é, o seu próprio ruach e o ruach que ele deixou em sua esposa na primeira união, para que se vista neles a neshamah superior.

Ele pergunta: já que há para este um outro corpo, que agora foi construído de novo por meio do yibum, aquele primeiro corpo que ele deixou — o que foi feito dele? Ou este foi em vão, ou este foi em vão. Pois, segundo o entendimento do ser humano, parece que este primeiro corpo, que não se completou no início, se perdeu, porque ele não mereceu. Se assim, em vão ele se ocupou com as mitsvot da Torá, até mesmo se ele se ocupou apenas com uma delas; e nós sabemos que até mesmo os ‘vazios’ de Israel estão todos cheios de mitsvot como uma romã. E este corpo, embora não tenha se completado para se multiplicar e merecer e crescer no mundo, outras mitsvot da Torá ele guardou, e elas não se perderam dele — e teria sido em vão?

Companheiros, companheiros, abram os olhos, pois eu sei que vocês pensam e sabem que todos estes corpos são assinalados com sinais em vão, que não têm existência para sempre. Não é assim. E longe de nós olhar para coisas como estas.

“O ancião abriu e disse: ‘Quem narrará os atos poderosos de HaShem, fará ouvir todo o Seu louvor?’ Quem há no mundo que possa falar dos atos poderosos que o Santo, bendito seja Ele, faz sempre no mundo? Aquele primeiro corpo que ele deixou não se perde, e terá existência no futuro por vir. Pois já recebeu o seu castigo de muitas maneiras, e o Santo, bendito seja Ele, não retira a recompensa de nenhuma criatura que Ele criou, exceto aqueles que saíram da Sua emunah, e não houve neles bem jamais. E exceto aqueles que não se curvaram em “Modim” , na oração das Dezoito, pois desses o Santo, bendito seja Ele, faz outras criaturas, porque aquele corpo não será construído na forma de um ser humano, e não se levantará jamais. Mas quanto àqueles que morreram sem filhos, não é assim.
O que o Santo, bendito seja Ele, faz? Se aquele ruach mereceu ser retificado neste mundo, naquele outro corpo, o que o Santo, bendito seja Ele, faz?

Aquele goel que o redimiu, isto é, o cunhado: aquele ruach dele que ele introduziu ali, e que ele associou e misturou com aquele ruach que estava naquele recipiente, que seu irmão deixou nela na primeira união, certamente não se perde. Então o que é feito dele? Pois há três ruchot ali: um ruach que estava naquele recipiente e permaneceu ali, isto é, o que seu irmão falecido deixou nela na primeira união; e um ruach do próprio irmão falecido, que foi atraído para lá, que estava nu, sem filhos; e aquele ruach que aquele redentor introduziu ali, isto é, o cunhado, e se misturou com eles. Ser em três ruchot é impossível — então o que é feito?

Mas sim, assim são os atos poderosos superiores que o Santo, bendito seja Ele, faz. Aquele ruach que aquele goel introduziu ali — nele se veste a neshamah, no lugar da vestimenta vinda das neshamot dos guerim. E aquele ruach do falecido, que estava nu, sem filhos, que retornou ali para ser construído de novo, será vestimenta para a neshamah superior. E aquele ruach que estava no início, que permaneceu naquele recipiente, isto é, o ruach que o seu marido falecido deixou nela na primeira união, voou de lá; e o Santo, bendito seja Ele, prepara um lugar dentro do segredo da janela na rocha, que está atrás do Gan Éden, e ele se oculta ali. E ele sobe ao primeiro corpo daquele falecido sem filhos, que ele tinha no início. E com aquele ruach se levantará aquele corpo na ressurreição dos mortos. E isto é ‘um que são dois’, que eu disse (acima, parágrafo 15).

Mas aquele corpo, até que se levante para a ressurreição, seu castigo é grande: pois, por não ter merecido crescer em filhos, fazem-no descer para dentro da terra próxima de ‘Arqa’, pois há sete terras: ‘Eretz, Adamah, Gai, Neshiyah, Tziyah, Arqa, Tevel’ (como foi dito). E ele é julgado ali, e depois o fazem subir para este ‘Tevel’, em que nós estamos. Agora ele desce de volta para ‘Adamah’, e agora sobe; eis que sobe e eis que desce; não tem descanso exceto nos Shabatot, e nos Yamim Tovim, e nos Rosh Chodashim.

Muitos são os que dormem na terra do pó: ‘Adamah’ é chamada por ser ‘de Adamah’; ‘afar’ é chamado por ser ‘de Tevel’. E sobre estes está escrito: ‘E muitos dos que dormem na terra do pó despertarão: estes para a vida eterna e estes para opróbrios e para repulsa eterna’. Se aquele ruach nu mereceu — isto é, o ruach do falecido sem filhos — pois ele retornou a este mundo como no início, isto é, no filho que nasce do yibum, para ser retificado, ele é merecedor. Pois aquele ruach que ele deixou na primeira união em sua esposa, que dissemos sobre ele que se ocultou na rocha (acima, parágrafo 116), será retificado naquele primeiro corpo que o falecido sem filhos deixou (como acima, parágrafo 115). E sobre estes está escrito: ‘estes para a vida eterna e estes para opróbrios e para repulsa eterna’, isto é, todos aqueles que não mereceram ser retificados.

(...) Este que foi construído agora, isto é, o falecido sem filhos que se ‘rolou’ no filho que nasce do yibum, e saiu ao mundo como uma criatura nova, não tem bat zug (parceira). E por isso não proclamam sobre a sua bat zug antes que ele nasça, pois a sua bat zug se perdeu dele: a bat zug que ele tinha torna-se sua mãe, e seu irmão torna-se seu pai.

Este texto do Zohar explica o mistério espiritual do Yibum (a lei do cunhado que se casa com a viúva do irmão que morreu sem deixar filhos) e o destino da alma e do corpo desse homem que faleceu. Quando um homem morre sem ter filhos, o texto afirma que a sua alma fica sem descanso, vagando sem rumo como uma pedra lançada por uma funda, fazendo gilgul no domem e no tzomeach porque ela não cumpriu a missão de crescer e se expandir no mundo. A única forma de resgatar essa alma é através do cunhado, que atua como um redentor. Para que esse resgate aconteça, o Zohar revela que a energia deixada pelo primeiro marido na esposa nunca se perde. Lembra daquela energia vital permanente que o marido instala na esposa na primeira relação de todas? O texto explica que essa energia (o ruach da primeira união) permanece no corpo da esposa mesmo após a morte do marido e funciona como um ímã ou um farol espiritual.



Quando o cunhado se une à viúva, a força daquela energia antiga atrai de volta a alma nua do irmão falecido que estava vagando. No bebê que nasce dessa união do cunhado com a viúva, ocorre um fenômeno impressionante: a alma do irmão falecido reencarna ali, voltando ao mundo como uma nova criatura, com um corpo novo e um espírito novo. No processo de formação dessa criança, a energia antiga da primeira união e a alma que estava vagando se fundem e se tornam uma só, servindo de base para receber uma alma ainda mais elevada. Diante disso, surge uma grande questão: o que acontece com o primeiro corpo do homem que morreu?

O Zohar enfatiza que Deus não destrói ou descarta esse primeiro corpo e que ele não existiu em vão, pois mesmo não tendo filhos, aquele homem praticou boas ações e mandamentos durante a vida. Esse primeiro corpo passará por um julgamento severo e doloroso no pós-morte, subindo e descendo por dimensões espirituais profundas chamadas de diferentes "terras" e encontrando descanso apenas no Shabat e nos dias sagrados. Porém, no futuro, na ressurreição dos mortos, esse primeiro corpo também vai se levantar e viver. Isso é possível porque Deus faz uma separação milagrosa das energias no momento do Yibum: na união com o cunhado, entram em cena três energias espirituais (a energia da primeira união do falecido, a alma nua do falecido e a energia do próprio cunhado).

Como três energias não podem habitar o mesmo bebê, a energia do cunhado e a alma reencarnada do falecido ficam com o novo bebê, enquanto aquela energia original da primeira união voa dali, fica guardada por Deus em um esconderijo espiritual e, no momento da ressurreição, reentra no primeiro corpo para que ele ganhe vida novamente. Por fim, o texto traz um detalhe intrigante sobre a vida desse homem que reencarnou como filho de sua ex-esposa com seu irmão: por causa dessa reviravolta espiritual, a sua antiga parceira de alma agora se tornou a sua própria mãe, e o seu irmão se tornou o seu pai, fazendo com que ele retorne ao mundo como uma criatura totalmente nova e sem uma alma gêmea designada antes de nascer.]

Porém, o gilgul que não é por meio de yibum não tem força neles para atrair os três, mas sim apenas um após o outro, como foi mencionado acima. Pois, no início, a nefesh virá em gilgul sozinha, até que faça tikun completamente e morra. [continua...]

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A IDENTIDADE DE GOG U'MAGOG


A GUERRA DE GOG U'MAGOG

גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג

E veio a palavra de HaShem a mim, dizendo: Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gog, da terra de Magog, príncipe-chefe de Mêshech e Tuval, e profetiza contra ele. E dirás: Assim diz o Senhor HaShem: Eis que estou contra ti, ó Gog, príncipe-chefe de Mêshech e Tuval. 

Vayehi devar Adonai elai lemor. Ben adam, sim panekha el Gog eretz haMagog, nesi rosh Meshekh veTuval, vehinave alav. Ve’amarta: koh amar Adonai HaShem: hineni elekha Gog, nesi rosh Meshekh veTuval.

Ezequiel 38:1–3

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ארה"ב

וַיְהִ֥י דְבַר־יְהוָ֖ה אֵלַ֥י לֵאמֹֽר׃ ב בֶּן־אָדָ֗ם שִׂ֤ים פָּנֶ֨יךָ֙ אֶל־גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג נְשִׂ֕יא רֹ֖אשׁ מֶ֣שֶׁךְ וְתֻבָ֑ל וְהִנָּבֵ֖א עָלָֽיו׃ ג וְאָ֣מַרְתָּ֔ כֹּ֥ה אָמַ֖ר אֲדֹנָ֣י יְהוִ֑ה הִנְנִ֤י אֵלֶ֨יךָ֙ גּ֔וֹג נְשִׂ֕יא רֹ֖אשׁ מֶ֥שֶׁךְ וְתֻבָֽל׃

A partir da letra "Alef (א) da palavra "Nassi (נְשִׂ֕יא)" a cada sete SAEs (Saltos Alfabéticos Equidistantes) está codificado "OBAMA (אובאמה)" que junto com Nassi revela "PRESIDENTE OBAMA (נשיא אובאמה)." Está é uma evidência incontestável de que os EUA são Gog Aretz ha'Magog (גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג).


No código acima, no centro em vermelho temos "AMERICA (אמריקה)" e cruzando AMERICA temos "GOG TERRA DE MAGOG (גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג)" e logo a seguir "OBAMA (אובאמה). Aqui já fica claro que temos evidêcias demais dentro dos textos que tratam da Milchémt Gog u'Magog (מלחמת גוג ומגוג) - Guerra de Gog u'Magog - que toranm impossível de serem rejeitadas e também de concluir que os EUA não são Gog u'Magog.

SIM, OBAMA ESTAVA DESTINADO A SER O PRESIDENTE DOS EUA E SE EU TIVESSE DESCOBERTO ESSE CÓDIGO ANTES DA PRIMEIRA ELEIÇÃO DELE, O TERIA PUBLICADO NAQUELE ANO DE 2008. O TEXTO CRIPTOGRAFADO AFIRMA QUE ELE SERIA PRESIDENTE DUAS VEZES POIS O TERMO "NASSI (נְשִׂ֕יא) - PRESIDENTE - SURGE DUAS VEZES NO TEXTO ABERTO.


GEMATRIA

ארה"ב

A gematria Mispar Ne'elam (oculta) de EUA (ארה"ב) é igual a 831 que é exatamente a mesma gematria Mispar Ne'lema de "Gog Aretz ha'Magog (גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג)." A isso se soma o nome Obama criptografado nos pessuqim 2 e 3 e temos a revelação da identidade de Gog u'Magog.

JOE BIDDEN

PRESIDENTE


Em 21 de outubro de 2020 resolvi buscar nos CÓDIGOS por JOE BIDDEN para saber se ele seria eleito presidente os EUA já que ele havia sido Vice-Presidente de Barack Obama que eu já sabia desde 2015 estar codificado em Ezequiel 38. O resultado foi certeiro. Sim, ele seria eleito. Publiquei a descoberta no Facebook para que ficasse registrada e servisse de testemunha no futuro.


"No Talmud Bavli (Yomá 10a) é explicado que Magog é Kandia. Segundo a versão de Rabênu Chananel ali, Magog é Guinta. Segundo a versão da Massóret HaShas ali, é Gumta. No Yerushalmi (Meguilá 1:9) é explicado que Magog é Giteia. No Aruch (verbete Germamia), ele escreveu: Magog é Gotia, e ela é uma região do norte. Segundo a opinião do Yosippon (Sefer Kadmoniyot, parte 1, capítulo 6), o povo dos citas nas montanhas do Cáucaso é Magog."

"Na prática, os comentaristas escreveram (Malbim, Ezequiel 38:17; Radak, ali 38:8): “Pois o nome Gog e o nome Magog já serão esquecidos naqueles dias, a ponto de não se saber de modo algum qual é a nação chamada pela boca do profeta de Magog, nem quem é seu rei chamado Gog; somente então, quando ele vier contra a terra e se cumprirem as palavras do profeta, então saberão que este é o rei Gog sobre quem ele profetizou.”

"Quanto ao tempo da Guerra de Gog e Magog, em Tehilim, capítulo 2 — capítulo que nossos Sábios atribuem à Guerra de Gog e Magog; ver Berachot 7b; 10a; Avodá Zará 3b — está explícito que ela será “contra Hashem e contra o Seu Mashiach”, isto é, que o Mashiach estará entre nós quando as nações vierem contra nós para a guerra."

"Também do Rambam parece assim, pois ele escreveu em Hilchot Melachim, capítulo 11, que um dos sinais de identificação do Mashiach é fazer guerras e vencer “todas as nações ao redor”, isto é, a vitória na Guerra de Gog e Magog, que é composta por muitos povos, como descrito em Yechezkel, capítulo 38."

Do mesmo modo, o Rambam descreve ali que o Mashiach reunirá os “dispersos” de Israel, isto é, que a maior parte de Israel já estará na Terra, como descrito ali em Yechezkel: que esta guerra ocorrerá na Terra de Israel depois de sua reconstrução, após o retorno de Israel à sua terra — “uma terra restaurada da espada, reunida de muitos povos, sobre os montes de Israel, que estavam sempre em ruínas; ela foi tirada dentre os povos, e todos habitarão em segurança”.

Fonte: WikiYeshivah

Até mesmo o GOOGLE (גוגל) é mencionado nos versículos de Yechezqel capítulo 38, como se pode ver nova mente aqui abaixo:

וַיְהִ֥י דְבַר־יְהוָ֖ה אֵלַ֥י לֵאמֹֽר׃ ב בֶּן־אָדָ֗ם שִׂ֤ים פָּנֶ֨יךָ֙ אֶל־גּוֹג֙ אֶ֣רֶץ הַמָּג֔וֹג נְשִׂ֕יא רֹ֖אשׁ מֶ֣שֶׁךְ וְתֻבָ֑ל וְהִנָּבֵ֖א עָלָֽיו׃ ג וְאָ֣מַרְתָּ֔ כֹּ֥ה אָמַ֖ר אֲדֹנָ֣י יְהוִ֑ה הִנְנִ֤י אֵלֶ֨יךָ֙ גּ֔וֹג נְשִׂ֕יא רֹ֖אשׁ מֶ֥שֶׁךְ וְתֻבָֽל׃

O que o Google tem haver com Gog u'Magog? é que acentua a evidência de que Gog Aretz ha'Magog é os EUA. Veja abaixo:

וְעָלִ֨יתָ֙ כַּשֹּׁאָ֣ה תָב֔וֹא כֶּֽעָנָ֛ן לְכַסּ֥וֹת הָאָ֖רֶץ תִּֽהְיֶ֑ה אַתָּה֙ וְכָל־אֲגַפֶּ֔יךָ וְעַמִּ֥ים רַבִּ֖ים אוֹתָֽךְ׃ כֹּ֥ה אָמַ֖ר אֲדֹנָ֣י יְהוִ֑ה וְהָיָ֣ה ׀ בַּיּ֣וֹם הַה֗וּא יַֽעֲל֤וּ דְבָרִים֙ עַל־לְבָבֶ֔ךָ וְחָֽשַׁבְתָּ֖ מַֽחֲשֶׁ֥בֶת רָעָֽה׃

Estes são os versículos 9 e 10 de Ezequiel 38. Quebrando a sequência nós temos "Cálculo do Computador do Mal (vermelho)" e no começo do versículo 10 em direção ao 9 nos temos "YAHOO (יאהו)" que foi um dos primeiros mecanismos de busca digital da Internet. Isso reforça que estamos na época de Gog Aretz ha'Magog.

No versículo 2 você temos "Ben-Adam sim panêcha el-Gog (בֶּן־אָדָ֗ם שִׂ֤ים פָּנֶ֨יךָ֙ אֶל־גּוֹג֙) e "el-Gog" ao contrário é Google. Então temos nos versículos 2 e 14 a mesma grafia de Google quando "el-Gog" é mencionada e "YAHOO" nos versículos 9 e 10 onde "cálculo e computador do mal" são mencionados.

YAHOO
יאהו

O Yahoo! foi fundado em janeiro de 1994 por Jerry Yang e David Filo, então estudantes de doutorado na Universidade Stanford. O projeto começou como um diretório de sites da internet chamado "Jerry and David's Guide to the World Wide Web" e, pouco depois, passou a se chamar Yahoo!. Em 2 de março de 1995, a empresa foi oficialmente incorporada e se tornou um dos primeiros grandes portais e mecanismos de busca da internet.

וַיֹּ֧אמֶר יְהוֹשֻׁ֛עַ אֶל־הָעָ֖ם הִתְקַדָּ֑שׁוּ כִּ֣י מָחָ֗ר יַֽעֲשֶׂ֧ה יְהוָ֛ה בְּקִרְבְּכֶ֖ם נִפְלָאֽוֹת׃

A partir da letra YUD (י) do nome YEHOSHU'A (יְהוֹשֻׁ֛עַ) a cada 5 ELS, ou seja, YUD+4 ALEF+4 HE+4 VAV+4 nós temos "YAHOO (יאהו) e a seguir "KI MACHAR YA'ASÊH ADONAI BEKIRBECHEM NIFLA'OT (כִּ֣י מָחָ֗ר יַֽעֲשֶׂ֧ה יְהוָ֛ה בְּקִרְבְּכֶ֖ם נִפְלָאֽוֹת׃)" onde o termo MACHAR é um acrônimo inverso de "Reshet ḥippús memuḥshévet (רֶשֶׁת חִפּוּשׂ מְמוּחְשֶׁבֶת) - Rede de Busca Computadorizada."

מָחָ֗"ר

 

MACHAR
"AMANHÃ"

"No dia 16 de Tamuz, os filhos de Israel fizeram o Bezerro e, naquele mesmo dia, Aharon HaKohen disse-lhes: "Amanhã (מחר) haverá uma festa para o Senhor" — referindo-se ao dia 17 de Tamuz. Ele tinha a convicção de que Moshé Rabênu retornaria a tempo, antes que começassem a adorar o Bezerro, e que então realizariam de fato uma celebração ao serviço de Deus (em virtude da anulação da idolatria do Bezerro). Embora na prática eles tenham se apressado e adorado o Bezerro antes da descida de Moshé do Monte Sinai, as palavras de Aharon permanecem verdadeiras e eternas. O AriZal explica que há nessas palavras um "segredo nelas sugerido" (Sod HaNirmaz BaZeh): no futuro, o Santo, Bendito Seja Ele, transformará o dia 17 de Tamuz em um dia de festa, cumprindo assim as palavras de Aharon, visto que o termo "amanhã" (מחר) significa "em um tempo futuro"* (como aparece na Torá em diversos lugares)."

Fonte: Sefer HaLikutim

O mesmo termo "MACHAR" foi usado pela rainha Esther quando pediu ao Rei Achashverosh que suspendesse na forca novamente os DEZ FILHOS DE HAMAN:

וַתֹּאמֶר אֶסְתֵּר, אִם־עַל־הַמֶּלֶךְ טוֹב--יִנָּתֵן גַּם־מָחָר לַיְּהוּדִים אֲשֶׁר בְּשׁוּשָׁן, לַעֲשׂוֹת כְּדָת הַיּוֹם; וְאֵת עֲשֶׂרֶת בְּנֵי־הָמָן, יִתְלוּ עַל־הָעֵץ.

"Vatomer Ester: im al-hamélekh tov, yinnatén gam-machar laYehudim asher beShushan la‘asot kedat hayom; ve’et aséret benei-Haman yitlu al-ha‘etz."

“E Ester disse: Se parecer bem ao rei, seja concedido também amanhã aos judeus que estão em Shushan fazerem segundo o decreto de hoje; e que os dez filhos de Haman sejam pendurados no madeiro.”

ESTHER 9:13


"GOERING, VON RIBBENTROP AND 9 OTHERS TO HANG"
("Göring, von Ribbentrop e outros 9 serão enforcados.")

A primeira página do jornal New York World-Telegram, de terça-feira, 1º de outubro de 1946, anunciando as sentenças dos réus do Tribunal Militar Internacional.

Martin Borman foi julgado à revelia e Herman Göering cometeu suicídio com uma capsula de cianeto. Assim, dez foram enforcados realizando o pedido da Rainha Esther. Fica claro que MACHAR refere-se ao futuro.
Autor
Rav Misha'Ël Ha'Levi
Bën Mähren Qadësh







sábado, 4 de julho de 2026

CUIDADO COM AS SOMBRAS!: o demônio do meio-dia


Diz a tradição que, entre os dias 17 de Tamuz e 9 de Av, o perigo não espreita somente na calada da noite, mas sim sob o sol escaldante, especificamente entre as dez da manhã e as três da tarde. É nesse horário que o Kétev Meriri [não pronuncie este nome!], o sinistro demônio do meio-dia, ganha vida. Ele odeia os extremos: não tem poder no sol pleno e nem na sombra total, preferindo habitar as penumbras — aquela sombra minúscula colada a um jarro de água ou os cantos sujos das latrinas. Quem o viu descreve uma criatura bizarra e mutante! Cruzar o caminho desse ser sozinho é um erro fatal: o simples vislumbre de sua forma real faz o corpo cair ao chão em convulsões ou, pior, causa a morte instantânea, a menos que você dê a sorte de estar vivendo um período de imensa prosperidade espiritual ou saiba trancá-lo com palavras místicas e segulot!


O verdadeiro horror, porém, é como ele se alimenta da impulsividade humana para causar tragédias de forma invisível. O demônio adora se posicionar logo atrás de alguém que está prestes a cometer um ato impensado, impaciente ou agressivo achando que isso não prejudicará muito a sua vítima, porém, o demônio entra em ação com sua força destrutiva, transformando a ação num acidente fatal ou em uma agressão com consequências irreversíveis.

Sabendo que qualquer faísca de raiva ou imprudência viraria uma brecha para essa força maldita, os sábios da época criaram regras rígidas para este período:


SHULCHAN ARUCH, ORACH CHAIM 

551:18


Deve-se ter o cuidado, de 17 de Tamuz até 9 de Av, de não andar sozinho da quarta hora até a nona hora do dia (aproximadamente entre as 10h e as 15h) [porque nelas o Kétev Meriri domina] (...)


PESSACHIM 111B

"Kétev Meriri — existem dois tipos de Kétev. Um atua antes do meio-dia e o outro atua depois do meio-dia.

O que atua antes do meio-dia chama-se 'Kétev Meriri'; ele se parece com um pote de coalhada (ou condimento à base de leite) e gira dentro dele como uma colher de mexer.

O que atua depois do meio-dia chama-se 'Kétev Yashud Tzohorayim' (o Kétev que assola ao meio-dia); ele se parece com o chifre de um bode e gira sobre si mesmo como um funil (ou redemoinho).”

"Abaye estava caminhando pelo caminho, e Rav Papa ia à sua direita e Rav Huna, filho de Rav Yehoshua, à sua esquerda.

[Abaye] viu aquele Kétev Meriri (o demônio do meio-dia) vindo em direção ao lado esquerdo dele. Ele imediatamente mudou a posição deles, passando Rav Papa para a sua esquerda e Rav Huna, filho de Rav Yehoshua, para a sua direita.

Rav Papa perguntou-lhe: 'Por que sou diferente (o que fiz de errado) para que você não tenha se preocupado comigo [expondo-me ao demônio]?'

[Abaye] respondeu-lhe: 'A hora (a sorte, o momento) está a teu favor'."

(Nota de contexto: Abaye sabia que a mão direita tem mais proteção espiritual por causa das Mitzvót, por isso tirou Rav Huna da esquerda vulnerável. No entanto, ele colocou Rav Papa na esquerda porque sabia que Rav Papa estava passando por um período de extrema boa sorte e prosperidade e, por isso, estava naturalmente protegido contra as forças do mal).

"De 1 de Tamuz até o dia 16 dele — com certeza eles são encontrados. Daqui em diante [do dia 17 de Tamuz até 9 de Av] — é incerto se são encontrados, incerto se não são encontrados.

E eles são encontrados na sombra de um jarro de água que não tenha se afastado um côvado [uma sombra muito curta e colada ao jarro], e nas sombras da manhã e da tarde que não cheguem a medir um côvado, e o principal lugar onde são encontrados é nas sombras das cabines de banheiro."

(Nota de contexto: O Talmude aqui explica que, embora o período de 17 de Tamuz a 9 de Av seja o auge do perigo espiritual devido ao luto, a presença física real e frequente desses seres ocorre na primeira metade do mês de Tamuz. Eles habitam as penumbras — áreas onde a sombra é mínima, quase inexistente, ou em locais ritualmente impuros, como os banheiros públicos).


MIDRASH TEHILIM 91

Midever ba'ofel yahallokh - "Nem da peste que anda na escuridão" [Tehilim 91:6].

Os Rabanan (Nossos Mestres) disseram: Trata-se de um shed (demônio). Rabbi Yehuda, filho de Rabbi Yossi, disse: O termo Kétev expressa o sentido de destruição (shoded). Rabbi Huna, em nome de Rabbi Yossi, disse:

O demônio Kétev Meriri é feito como que cheio de escamas sobre escamas, pelos sobre pelos, olhos sobre olhos. Ele enxerga por meio de um único olho, e o seu olho fica voltado para dentro do seu próprio coração. Ele não tem poder nem na sombra total e nem no sol pleno, mas sim entre o sol e a sombra (na penumbra). Ele rola como uma bola e tem poder desde a quarta hora até a nova hora do dia [aprox. das 10h às 15h]. Ele domina desde o dia 17 de Tamuz até o dia 9 de Av, e qualquer pessoa que o vê, cai imediatamente sobre o seu rosto.

Chizkiyah (Ezequias) viu-o e caiu sobre o seu rosto. Disse Rabbi Pinchas bar Chama: Aconteceu um caso com um homem que o viu, caiu sobre o seu rosto e tornou-se epilético (sofreu convulsões).

Por conta disso, os Sábios instituíram precauções com as crianças durante esse período: Rabbi Shila, filho de Rabbi Yitzchak, costumava ordenar aos safraya (professores e escribas das escolas comunitárias) que liberassem os talya (meninos e alunos jovens) das quatro horas até as nove horas do dia (período que corresponde aproximadamente ao intervalo das 10h às 15h, horário em que o sol está mais forte e o demônio Kétev Meriri atinge o auge do seu poder).

Rabbi Yochanan costumava ordenar aos professores que não batessem (não aplicassem punições físicas escolares) nos alunos entre o dia 17 de Tamuz e o dia 9 de Av.

Daí conclui o passuk: Miketeve yashud tzohorayim" - ...nem da destruição (Kétev) que assola ao meio-dia" [Tehilim 91:6].


EICHA RABBA 1:29

"Todos os que a perseguiram a alcançaram entre as estreitas (Bein HaMetzarim)" (Lamentações 1:3).

Refere-se aos Yomin deAka (Dias de Angústia), que vão desde o dia 17 de Tamuz até o dia 9 de Av, pois neles o Kétev Meriri é encontrado, conforme o passuk diz: "Nem da peste que anda na escuridão, nem do Kétev (destruição) que assola ao meio-dia" (Tehilim 91:6).

Rabbi Abba bar Cahana e Rabbi Levi [discutem sobre o horário de atuação do demônio]:

Rabbi Abba bar Cahana disse: Ele interrompe a caminhada do meio-dia desde o início da sexta hora até o final da nona hora (aprox. das 12h às 15h).

Rabbi Levi disse: Ele interrompe a caminhada do dia desde o final da quarta hora até o início da nona hora (aprox. das 10h às 15h). E ele não caminha nem no sol pleno e nem na sombra total, mas sim na sombra que está bem próxima ao sol (na penumbra).

Rabbi Yochanan e Rabbi Shimon ben Lakish [discutem sobre a aparência]: Rabbi Yochanan disse: Ele é inteiramente cheio de olhos, feito de escamas sobre escamas e pelos sobre pelos. Rabbi Shimon ben Lakish disse: Ele possui um único olho posicionado sobre o seu próprio coração, e qualquer pessoa que o vê, cai e morre.

E aconteceu um caso com um Chassid (homem piedoso) que o viu, caiu sobre o seu rosto e morreu — e há quem diga que esse homem era Yehuda, filho de Rabbi [Yehuda HaNasi].

Shmuel (o Sábio e médico) viu-o, mas não caiu. Ele disse ao demônio [uma fórmula de isolamento]: "Aqui há uma casa (ou seja, você está confinado e não tem poder sobre mim)".

Rabbi Abbahu estava sentado e ensinando em uma sinagoga na região de Cesareia. Ele viu um homem (bar nash) que carregava um pedaço de madeira e ia bater no seu companheiro. Rabbi Abbahu viu que o mazika (espírito nocivo, demônio) estava de pé atrás daquele homem, carregando um pedaço de ferro.

Rabbi Abbahu levantou-se e gritou para o agressor: "O que você quer? Matar o seu companheiro?!" O homem respondeu: "Mas com este pedaço de madeira alguém morre?" Rabbi Abbahu lhe disse: "Eis que o demônio está atrás de ti carregando um pedaço de ferro; tu bates nele com esta madeira, mas o demônio baterá nele com o ferro, e ele morrerá!”

Por causa de perigos assim: Rabbi Yochanan costumava ordenar aos professores das escolas comunitárias e aos professores de Mishná que não estendessem a tira de couro (arkata - usada para disciplina física) sobre os meninos [como era de costume] naqueles dias.

Rabbi Shmuel bar Nachmani costumava ordenar aos professores e aos professores de Mishná que liberassem os alunos já na quarta hora do dia (aprox. 10h da manhã).


HAYKLA ARAZUTA:

Durante esse período de severidade espiritual, qualquer ato impulsivo que iniciarmos servirá de brecha para que essa força negativa amplifique o erro, empurrando o desfecho para uma verdadeira tragédia. Por isso, mantenha-se atento!


MAIS ASSUNTOS:

 Pesachim 111a-111b:

"Nossos Sábios ensinaram: Há três que não passam entre [dois homens], e não permitem que [dois homens] passem entre eles. E são estes: o cão, a palmeira e a mulher. E há quem diga: também o porco; e há quem diga: também a serpente."

[duas pessoas não devem passar uma entre a outra e uma única pessoa não deve passar entre dois cães, entre duas mulheres ou entre duas palmeiras.]

Contexto e Explicação: Este texto faz parte de uma discussão talmúdica sobre superstições, perigos espirituais ou "ruach ra'ah" (espíritos malignos) que se acreditava estarem associados a certas situações no mundo antigo. O significado de "Não passam entre / Não permitem passar" trata-se de uma preocupação central em relação a interrupção do espaço entre duas pessoas por um terceiro elemento, o que poderia trazer má sorte ou interromper uma conexão espiritual.

A Guemará pergunta: E se eles passam entre eles, qual é o remédio para evitar que alguém seja ferido? Rav Pappa disse: Ele deve começar a recitar um versículo que começa com a palavra El e termina com um versículo que termina com a palavra El. Em outras palavras, ele deveria recitar a passagem: "Deus, que os trouxe do Egito, é para eles como os altos chifres do boi selvagem. Pois não há encantamento com Jacó, nem adivinhação com Israel; agora é dito de Jacó e de Israel: O que Deus realizou" (Números 23:22–23). Este versículo indica que os feitiços não afetam o povo judeu.

Quanto a dois homens entre os quais passa uma mulher em estado de niddá: se ela estiver no início de sua menstruação, ela mata um deles [causa a morte]; se estiver no fim de sua menstruação, provoca uma briga entre os dois. Qual é o remédio? Deve-se começar [um versículo] com ‘El’ e que termine com com ‘El’.

(...) Rabi Yitzchak disse: “O que significa o que está escrito: ‘Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois Tu estás comigo’? Isto se refere àquele que dorme à sombra de uma palmeira solitária e sob a luz da lua.

E, quanto à sombra de uma palmeira solitária, isso só foi dito quando a sombra de outra palmeira não recai sobre ela; mas, se a sombra de outra palmeira recai sobre ela, não há motivo para preocupação.”

[“Palmeira solitária” — quando não há outra palmeira próxima dela. Mas, quando existe outra palmeira, a shedá (demônia) se afasta para a outra palmeira e não o prejudica.]

A Guemará pergunta: Mas e quanto ao que foi ensinado em uma baraita: Quanto àquele que dorme à sombra de uma única palmeira em um pátio e aquele que dorme à sombra da lua, seu sangue está sobre sua própria cabeça. Quais são as circunstâncias? Se dissermos que a sombra de outra palmeira não cai sobre ele, ele também seria ferido se estivesse em um campo. Na verdade, não se deve concluir a partir desta baraita que, se alguém está em um pátio, mesmo que a sombra de outra árvore caia sobre ele, isso continua sendo perigoso? A Guemará conclui: De fato, aprenda com ela que é assim.

[“Num pátio”: pois o lugar é estreito e não há como desviar nem para a direita nem para a esquerda; assim, [a sombra] recai sobre ele e o prejudica.]

A Guemará acrescenta: E quanto à sombra da lua, dissemos que é perigoso dormir lá apenas no final do mês, quando a lua brilha no leste, e portanto sua sombra está no oeste. No entanto, no início do mês, quando a lua brilha a oeste e sua sombra está a leste, não temos problema com isso.

Aquele que faz suas necessidades junto ao toco de uma palmeira é tomado por um rúach palgá — um mal/espírito associado à paralisia. E aquele que apoia a cabeça num toco de palmeira é tomado por um rúach tzeradá — uma afecção ligada à dor de cabeça.

Aquele que passa sobre uma palmeira: se ela for cortada, ele será cortado; se ela tiver sido arrancada, ele será arrancado e morrerá. Isto se aplica quando ele não põe o pé sobre ela; mas, se põe o pé sobre ela, não há nisso motivo de preocupação.

[Os nomes rúach palgá e rúach tzeradá são termos médicos populares aramaicos antigos; Rashi explica o primeiro como paralisia e o segundo como dor em metade da cabeça.]

Há cinco sombras [consideradas perigosas, pois um espírito maligno repousa sob elas]: a sombra de uma palmeira solitária, a sombra de uma kinadá [é o nome de uma árvore], a sombra de uma pirchá [um arbusto de alcaparras] e a sombra de uma zardetá. Há quem diga: também a sombra de um barco e a sombra de um salgueiro.

A regra geral é: toda árvore que tem muitos galhos, mais perigosa é a sua sombra [isso se deve à densidade de sua madeira].

E toda [árvore] cuja madeira é dura, perigosa é a sua sombra, exceto a Kero Masa [a árvore sobo também chamada Árvore do Amor]: embora a sua madeira seja dura, sua sombra não é severa. Pois uma demônia disse a seu filho: ‘Foge, por tua vida, da kero masa, pois foi ela que matou teu pai e também te matará.’ [A árvore kero masa é prejudicial para demônios.]

Rav Ashi disse: “Vi Rav Kahana evitar todas essas sombras.

A Guemará comenta: os demônios junto à alcaparreira chamam-se ruḥei. O demônio encontrado junto às sorveiras chama-se shedá. Os demônios encontrados nos telhados chamam-se rishfei.

A Guemará pergunta: qual é a consequência prática dessas definições? Faz diferença para escrever um amuleto em favor de alguém que foi prejudicado. É necessário conhecer o nome do demônio que causou o dano.

A Guemará acrescenta: o demônio que habita junto à alcaparreira é uma criatura sem olhos. Qual é a consequência prática dessa observação? Ela é relevante para fugir dele [pois, como não tem olhos, o ser não consegue persegui-lo].

A Guemará relata: certa vez, um estudioso da Torá foi aliviar-se junto a uma alcaparreira. Ele ouviu o demônio aproximar-se e fugiu dele [isto é, escapou de sua presença]. Quando esse espírito maligno foi atrás dele, tropeçou e caiu sobre a raiz da árvore. A palmeira secou, e o demônio explodiu.

Foi afirmado acima que os demônios encontrados junto à sorveira são chamados shedêi. A Guemará comenta: esta sorveira que fica próxima à cidade contém não menos de sessenta demônios.

A Guemará pergunta: qual é a consequência prática dessa afirmação? A Guemará responde: ela é relevante para escrever um amuleto destinado a esse número [de demônios]. 

A Guemará relata: certo guarda de uma cidade foi caminhar e parou junto a uma sorveira que ficava perto da cidade. Sessenta demônios do tipo shedêi vieram sobre ele, e ele ficou em perigo.

Veio um dos sábios, que não sabia que aquela era uma sorveira de sessenta shedêi, e escreveu para ele um amuleto contra um único demônio, um shedá. Então, ele ouviu que havia uma celebração dentro da árvore, e os demônios cantavam:

“O turbante do senhor é como o de um estudioso da Torá; mas nós examinamos o senhor e ele não sabe dizer Baruch, a bênção recitada ao colocar o turbante.”

Os demônios zombavam dele, dizendo que ele não sabia escrever corretamente um amuleto. Depois veio outro dos sábios, que sabia que aquela era uma sorveira de sessenta shedêi, e escreveu um amuleto contra sessenta demônios. Ele então os ouviu dizer:

“Retirai os vossos pertences daqui.”


Shalom, Razá Ilaá!


quarta-feira, 1 de julho de 2026

Tzom Tammuz: O SEGREDO DO BEZERRO DE OURO



וַיִּקַּ֣ח מִיָּדָ֗ם וַיָּ֤צַר אֹתוֹ֙ בַּחֶ֔רֶט וַיַּֽעֲשֵׂ֖הוּ עֵ֣גֶל מַסֵּכָ֑ה וַיֹּ֣אמְר֔וּ אֵ֤לֶּה אֱלֹהֶ֨יךָ֙ יִשְׂרָאֵ֔ל אֲשֶׁ֥ר הֶֽעֱל֖וּךָ מֵאֶ֥רֶץ מִצְרָֽיִם

"Vayikach miyadam vaiotzer oto bacheret vaiaasehu egel massecha; vaiomru: "Eleh eloheicha Yisra'el asher heelucha me'eretz Mitzrayim"

"Ele (Aarão) tomou das mãos deles, formou (o ouro) com um cinzel e fez dele um bezerro de fundição; então eles disseram: ‘Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.’" - Shemot 32:4


Shaar HaPessukim, Ki Tisa siman 32:

O assunto do Bezerro: É necessário saber qual era a intenção do Erev Rav ao fazer este Bezerro agora.

Já te informei no Pasuk "E levantou-se um novo rei sobre o Egito" [Shemot 1:8] a respeito do assunto de Balaão e do assunto do Erev Rav: como eles provêm das escórias (siguim) e da impureza da alma de Moshé Rabênu (que a paz esteja com ele) — cuja alma provinha do próprio Da'at de Zeir Anpin, a partir do aspecto dos Mochin de Abba (iluminações de Abba).

Contudo, ainda havia neles uma mistura de faíscas de santidade; por isso, Moshé se esforçou com todas as suas forças para trazer o Erev Rav para debaixo das asas da Shechiná. E assim também encontramos a respeito de Balaão, sobre quem nossos Sábios, de abençoada memória, disseram: "E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moshé" [Devarim 34:10] — em Israel não se levantou, mas nas nações do mundo se levantou. E quem foi? Balaão.

Também te informei no Pasuk "E Rachel roubou os terafim que eram de seu pai" [Bereshit 31:19] que Labão, o Arameu, reencarnou em Balaão, filho de Beor, pois Beor era filho de Labão e pai de Balaão. Ora, toda aquela família provém de uma única e mesma raiz mencionada, que são as escórias da alma de Moshé Rabênu. E eles são: Labão, Beor, Balaão, e seus filhos Yanes e Yambres, mencionados ao final da parashá de Ki Tissa. Por isso, todos eles foram grandes magos e adivinhos, como nenhum outro igual a eles existiu no mundo.

E já te informei no Shaar HaGuilgulim, e também nas mitzvot de Birkat HaMazon na Parashat Ekev, sobre o assunto daqueles que reencarnam em todas as quatro categorias existenciais, que são: Domem (Inanimado), Tzomeach (Vegetal), Chai (Animal) e Medaber (Falante/Humano).

Também te informei lá que, para cada uma dessas categorias, há um tempo determinado para que eles se elevem dali para um nível superior. Eis que o tempo daqueles que reencarnaram no Tzomeach ocorre nos quatro primeiros meses [do calendário judaico], que são: Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz. E eles se elevam e reencarnam na categoria de animal (Baal Chai).

Ora, a Nefesh de Beor, pai de Balaão, estava reencarnada no Tzomeach (vegetal), e ainda não tinha o mérito (tikun) para se elevar a Baal Chai [ao nível animal], devido à abundância da impureza do mal (zoamat hara) que havia nele. E, sem dúvida, ele representava o aspecto mais elevado de todas as escórias (siguim) que existiam naquela raiz espiritual. Por isso, Yanes e Yambres, seus netos — que eram os líderes do Erev Rav, como é sabido —, bem como o próprio Erev Rav, todos eles desejavam a retificação de Beor, pois com a elevação dele, haveria uma elevação para todos eles.

E eles olharam e compreenderam, por meio de seus encantamentos e adivinhações (kesamim), que ele não tinha a capacidade de se elevar dali a menos que fizessem Israel pecar. Através disso, a Klipá se fortaleceria e seria capaz de extrair a Nefesh de Beor, pai deles, do nível Tzomeach.

A isto somou-se o fato de que este pecado foi realizado por meio de Aharon HaKohen, o santo de Hashem. E somou-se também a isso o fato de estar nas mãos deles aquela lâmina (tas) de ouro na qual estava escrito: "Ale shor" (Sobe, boi).

Então, eles usaram de astúcia para fazer aquele Bezerro de ouro, que é chamado de Shor (boi), por meio das poderosas bruxarias de suas bocas — as quais enfraquecem o tribunal celeste. E uniram-se todas as ajudas mencionadas: a da Klipá e das bruxarias, a santidade do poder de Aharon, e o Nome Sagrado que estava naquela lâmina (com o qual haviam subido Yosef do rio Nilo).

Por meio disso tudo, saiu dali o boi de ouro, e dentro dele a espiritualidade e a força vital da Nefesh de Beor, pai deles. E ele subiu de Tzomeach [vegetal] para Chai [animal]. Então, eles o aceitaram sobre si como líder, para que ele lhes informasse o futuro e tudo o que precisassem. E tudo isso ocorreu por meio do fato de terem feito Israel pecar, conforme mencionado acima.

E a Néfesh do perverso Beor, que estava naquele boi, era quem gritava e dizia: "Estes são os teus deuses, ó Israel", conforme disseram nossos Sábios, de abençoada memória.

Também este é o segredo do que disseram nossos Sábios, de abençoada memória, que o alimentaram com ervas, como está escrito no Pasuk (Tehilim 106:20): "À semelhança de um boi que come erva". E o assunto é que, visto que ele estava reencarnado no Tzomeach (Vegetal) e nas ervas, ele comia delas para transferir dali o aspecto de sua Néfesh que estava lá reencarnada; e, por meio de sua alimentação delas, tornavam-se membros dos membros daquele boi vivo (Chai), e ele subia de Tzomeach para animal (Baal Chai). E tudo isso ocorria por meio do poder dos Kesamim deles. Por isso, fizeram este Bezerro no mês de Tamuz, que é o último mês do tempo da reencarnação e elevação do Tzomeach para o nível de Baal Chai.

וַיָּמִ֥ירוּ אֶת־כְּבוֹדָ֑ם    בְּתַבְנִ֥ית שׁ֝֗וֹר אֹכֵ֥ל עֵֽשֶׂב

עש"ב

Shaar HaGilgulim, haQadmá 22:

E eis que o assunto dos gilgulim foi explicado em muitos lugares, e como está mencionado no versículo: "Livra a minha Nefesh da espada, e da mão do cão a minha vida [literalmente minha Yechidá]" (Salmos 22:21). Os nossos Sábios (de abençoada memória) também aludiram a isso ao dizerem [Berachot 33a, veja também Pessachim 112b]: "[Se você vir] a cabeça de um touro [comendo] no cesto — suba ao teto e jogue a escada debaixo de você!", pois aquele que vê um touro preto nos dias de Nissan deve fugir dele e subir ao telhado, porque haSatan dança entre os seus chifres.

"O BOI BUMBA"

"BOI BOI BOI, BOI DA CARA PRETA, PEGA ESSE MENINO QUE TEM MEDO DE CARETA"

"FESTA DE SAN FERMIN"

(ESPANHA)

E o assunto é que o touro, que é Dina Kashia (julgamento duro), está mais pronto para que a Nefesh faça gilgul nele do que os demais animais; por isso deve-se fugir dele, o que não ocorre com as outras feras. Visto que estabelecemos anteriormente que não há tempo de ascensão do gilgul que está no Tzomach (vegetal) para o Chai (animal), exceto de Nissan em diante, por isso nos dias de Nissan — que é quando entra nele aquele gilgul do ímpio —, talvez por causa do acréscimo desse Ibur mau, ele cause dano a quem o encontrar. Porém, depois que o animal se acostuma com ela, já não causa dano; por isso não há preocupação exceto no primeiro mês de sua ascensão, que é o mês de Nissan, no qual o touro, ao comer a erva que é Tzomach, recebe o gilgul daquele ímpio que estava antes naquele Tzomach.

E já foi explicado por nós no Sha'ar HaPessukim no assunto de Yunus e Yumbrus, os filhos do ímpio Balaão, que eles fizeram o Bezerro no mês de Tamuz, e sobre ele foi dito: "na semelhança de um touro que come erva" (Tehilim 106:20).

OREV & ZEEV

YANES & YUMBRUS

REMO & ROMOLUS

ROMA

CRISTIANISMO

(Nota marginal: E em outro lugar encontrei escrito em nome do Maharchu [מהרח"ו ז"ל], de abençoada memória, que a palavra עשב [erva] serve como iniciais para שבעה עשר בתמוז [Dezessete de Tamuz]).


O TOURO DE BRONZE [de Wall Street]



Os EUA foram fundados em 4 de julho de 1776. No calendário hebraico, esse dia caiu exatamente em Shiva Assar be'Tammuz (שִׁבְעָה עָשָׂר בתַּמּוּז), o "Dezessete de Tammuz" do ano 5536 (תקל"ו) - Tzom Tamuz; o dia 17 de Tamuz é um dos dias mais negativos do ano qabalístico. Ele marca o início do período de luto de três semanas (Bein HaMetzarim) que culmina em Tisha b'Av (9 de Av). Historicamente, nesta data as duas Tábuas dos Dez Pronunciamentos - Aseret HaDibrot (עשרת הדיברות) cairam das mãos de Moisés e se quebraram, quando ele se deparou com o Éguel Zahav (Bezerro de Ouro), e séculos mais tarde os muros de Jerusalém foram rompidos pelos romanos antes da destruição do Segundo Templo.

Quando calculamos a gematria da data exata da fundação dos EUA escrito como "No 17 (dezessete) de Tamuz, em [5]536"


בי״ז בְּתַמּוּז בהתקל״ו
778

Através dos métodos de decodificação cabalística (como a Cifra Avgad Reverso), essa assinatura numérica revela conexões profundas com as forças arquetípicas de Gog u'Magog.


Shoah Atomit (Holocausto Nuclear)

שואה אטומית

778

Os EUA foram fundados sob o domínio de energias severas, no dia associado à um grande sistema de idolatria. E não são os EUA que dominam e ditam as regras do mundo inteiro?!

O TOURO DE BRONZE DE WALL STREET


Sempre que a pessoa corrompe a santidade de sua essência e entrega a sua alma aos domínios da Avodá Zará — seja acorrentando-se à ilusão da riqueza, à obsessão pelo controle ou à embriaguez do poder, seja mesmo depositando sua esperança e suas intenções em locais externos —, abre-se instantaneamente um abismo insondável em seu próprio ser. Esse vazio interior testemunha a dolorosa ruptura entre a centelha do homem e o seu relacionamento com o seu Criador, apartando a criatura do Fluxo de Luz da Fonte Suprema.

"Não terás outros deuses diante de Mim...", "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma..." (Êxodo 20)

O Criador é o Soberano Absoluto, a Raiz Única de onde emana e subsiste toda a existência. Sob essa luz, a essência da Avodá Zará desvela-se não apenas como o culto a um ídolo de pedra, mas como qualquer ato que curve o ser humano ao exílio de si mesmo, escravizando-o a um sistema de forças estranhas à realidade espiritual de sua alma.

O PECADO DO BEZERRO DE OURO


O Pecado do Bezerro foi um dos pecados mais graves em que o povo de Israel falhou. O pecado ocorreu no quadragésimo dia da subida de Moshe Rabbeinu ao Monte Sinai. Aqueles que falharam foram mortos por três tipos de execução. Como resultado desse pecado, as Tábuas da Lei foram quebradas e todo o povo de Israel foi punido com quarenta anos no deserto.

Este pecado se assemelha ao pecado da Árvore do Conhecimento, pois na entrega da Torá a impureza da serpente havia se afastado do povo de Israel e a morte havia sido anulada para eles; porém, após o Pecado do Bezerro, a impureza retornou e a morte lhes foi decretada como punição, assim como foi decretada para Adão HaRishon e sua descendência.

Depois que o povo de Israel saiu do Egito em 15 de Nissan, eles iniciaram uma jornada de cinquenta dias, alternando dias de viagem e de acampamento. No início do mês de Sivan, eles chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no sopé do Monte Sinai, do lado oriental. No quinquagésimo pela manhã, a Divina Presença (Shechiná) desceu sobre o monte e o povo de Israel vivenciou o momento da Entrega da Torá, ouviram os Dez Pronunciamentos e suas almas voaram de seus corpos até que o Santo, Bendito Seja Ele, enviou-lhes o orvalho da ressurreição, com o qual Ele ressuscitará os mortos no futuro, e os reviveu. Depois disso, eles se voltaram a Moisés e pediram que ele servisse como intermediário entre eles e Deus, pois temiam a experiência de uma nova expiração da alma.

Na manhã seguinte, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber mais detalhes sobre os mandamentos da Torá e para descer com as Tábuas da Lei. Antes de sua subida, Moisés anunciou que subiria por quarenta dias completos, após os quais desceria com as Tábuas.

Houve alguns dentre o povo de Israel, especialmente da "multidão misturada" (Erev Rav, os egípcios que se juntaram ao êxodo), que erraram e pensaram que o dia da subida de Moisés estava incluído na contagem, embora ele tivesse anunciado que se tratava de dias completos, que incluem "noite e dia". Essas pessoas esperaram por Moisés no dia 16 de Tamuz e, ao meio-dia, começaram a dizer que Moisés certamente havia morrido. Além disso, o Satã agiu para que o mundo parecesse "confuso" e mostrou-lhes uma visão em que anjos carregavam o caixão de Moisés, ou seja, que Moisés havia morrido e os anjos estavam realizando seu funeral.

Quando a Erev Rav viu isso, reuniram o povo ao redor de Aharon HaKohen, e pediram que ele lhes fizesse "outros deuses". O Rebe explica que, na verdade, eles queriam um substituto para Moisés e não para o Santo, Bendito Seja Ele, e como não se pode confiar em seres humanos e eles já sabiam que os servos de Hashem na Carruagem Celestial possuem a face de um boi, pediram um substituto semelhante.

Aarão, vendo que o povo estava muito entusiasmado e não podia ser adiado, pediu-lhes que trouxessem as joias de ouro das orelhas das mulheres e das crianças, a fim de atrasar a fabricação do bezerro. As mulheres recusaram-se a entregar seu ouro para a confecção do bezerro; por isso, os homens tiraram de si mesmos os brincos que tinham nas orelhas e os reuniram em um só lugar. Aarão atirou o ouro no fogo e os magos que estavam entre a multidão misturada moldaram a forma do bezerro por meio de feitiçaria. Segundo outra opinião, Mica pegou a placa de metal na qual Moisés havia escrito as palavras "Sobe, boi" para erguer o caixão de José do rio Nilo, jogou-a no fogo e imediatamente um bezerro de ouro saiu do fogo, com a capacidade de andar e comer.

A multidão misturada, vendo o sucesso, proclamou: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito!".

Depois que o bezerro foi feito, Aarão quis adiar o povo de Israel um pouco mais e, por isso, proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor". Aarão pretendia atrasá-los o máximo possível e, por isso, começou uma construção intencionalmente lenta do altar, na esperança de que Moisés descesse e os impedisse. Ele teve medo de contê-los diretamente após ver que haviam matado Hur, filho de Miriam, que os havia repreendido.

Na manhã seguinte, haSatan apressou o povo de Israel a acordar cedo, para que tivessem tempo de pecar antes que Moisés descesse do monte. O povo de Israel ofereceu sacrifícios, sentou-se para comer e festejou.

O dia em que Moisés realmente deveria descer era 17 de Tamuz. No mesmo momento em que Hashem entregava as Tábuas da Lei a Moisés, o povo de Israel começou a festejar com o bezerro. O Santo, Bendito Seja Ele, disse imediatamente a Moisés: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu". Ou seja: "Toda a tua grandeza existe por causa do povo de Israel, e agora que eles pecaram por causa do povo que você subiu do Egito — a Erev Rav —, desça da tua grandeza".

Hashem queria exterminar todo o povo de Israel e criar uma nova nação a partir de Moisés, mas Moisés implorou ao Santo, Abençoado Seja Ele, que não o fizesse por duas razões:

O Faraó havia dito a Moisés para não ir ao deserto porque via a estrela da "maldade" (Ra'ah) subindo contra eles, e agora pareceria que o Faraó estava certo — de que quando o povo de Israel estivesse no deserto, a destruição viria sobre eles.

Em virtude dos Patriarcas, a quem o Santo, Abençoado Seja Ele, jurou que estabeleceria deles um povo que herdaria a Terra de Israel.

Hashem ouviu as palavras de Moisés e "arrependeu-se" da decisão de exterminar todo o povo de Israel.
[fonte: Chabadpédia]


17 BE'TAMUZ - As Cinco Rupturas Cósmicas da Data


A tradição rabínica estabelece cinco eventos históricos e catastróficos que motivaram a instituição do jejum público no dia 17 de Tamuz:

1. A Quebra das Tábuas da Lei
Após a outorga da Torá em Shavuot, Moshé subiu ao Monte Sinai no dia 7 de Sivan. Ele permaneceu lá por quarenta dias e quarenta noites para receber as Tábuas da Lei com os Dez Pronunciamentos. Esse período encerrou-se exatamente no dia 17 de Tamuz. Ao descer do monte e se deparar com o povo cometendo o Pecado do Bezerro de Ouro, as Letras da sustentação voaram de sobre as Tábus e elas cairam e se quebraram ao pé do monte.

2. A Cessação do Sacrifício Diário (Korban HaTamid)
O Korban HaTamid era o sacrifício diário realizado no Templo Sagrado, composto por dois cordeiros ofertados ininterruptamente — um pela manhã e outro ao entardecer. Durante o cerco a Jerusalém, as forças inimigas bloquearam o fornecimento dos animais necessários, forçando a interrupção definitiva deste serviço ritual no dia 17 de Tamuz.

3. O Rompimento das Muralhas de Jerusalém
Durante o período do Segundo Templo, o exército romano cercou Jerusalém. No dia 17 de Tamuz, as forças invasoras conseguiram romper as muralhas da cidade, o que culminou na invasão subsequente e na destruição do Santuário.

Nota Histórica: No Primeiro Templo, o rompimento das muralhas ocorreu originalmente no dia 9 de Tamuz. Contudo, os Sábios unificaram o jejum no dia 17 porque a destruição do Segundo Templo possui consequências mais severas e duradouras para o exílio atual. Paralelamente, o Talmud Jerusalém afirma que, mesmo na época do Primeiro Templo, o rompimento ocorreu no dia 17, mas o sofrimento e a confusão da população levaram a um erro no registro cronológico da data.

4. A Queima do Rolo da Torá
Um oficial romano chamado Apostomus queimou publicamente um rolo da Torá, em um ato de profanação e ataque direto à fé e à identidade judaica.

5. A Colocação de um Ídolo no Santuário
Uma imagem de idolatria foi introduzida no interior do Templo (Heichal).


A RETIFICAÇÃO MÍSTICA


No dia 16 de Tamuz, o povo fez surgir o Bezerro de Ouro. Naquele momento, Aharon HaKohen proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor", referindo-se ao dia 17 de Tamuz. A intenção de Aharon era que Moshé retornasse a tempo de interceptar o culto ao Bezerro, transformando o dia seguinte em uma celebração ao Deus único através da anulação da idolatria. Embora o povo tenha se precipitado antes da descida de Moshé, a declaração de Aharon permanece como uma profecia para o futuro.

O AriZal (Rabino Isaac Luria) esclarece que há um segredo (Sod) nessas palavras: no futuro, Hashem reverterá o dia 17 de Tamuz em uma data de celebração, cumprindo a visão de Aharon. Na Torá, o termo "amanhã" frequentemente alude a um tempo futuro e messiânico.

A conversão do 17 de Tamuz em dia de festa atuará como a retificação (Tikun) definitiva para o Pecado do Bezerro. O erro do Bezerro consistiu em atribuir poder a uma existência separada da Unidade do Criador. Essa distorção será totalmente corrigida na Redenção Final, quando a Unidade Absoluta preencher a criação, elevando inclusive as faíscas de santidade capturadas pelas cascas mais densas da impureza.
[fonte: Chabadpédia]



SHALOM! RAZÁ ILAÁ!

O Artesão Da Luz