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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Incrível Hulk & Os Segredos Da Ira


"Dr. David Banner, Médico / Cientista, procurando uma maneira de explorar as forças ocultas que todos os seres humanos têm. Então, uma overdose acidental de radiação gama interage com sua química corporal única. E agora, quando David Banner fica zangado ou indignado, ocorre uma metamorfose surpreendente."

Citação Da Série

Era sexta à noite, 10 de março de 1978. Eu aguardava sentado no chão da sala do meu amigo e vizinho Wilson, para assistirmos juntos a estreia de O Incrível Hulk, na Primeira Exibição, na tevê Globo. Isso, porque, mamãe não tinha deixado eu assistir em casa, pois ela iria ver outro programa no nosso televisor Syller preto e branco. O aparelho do meu amigo, era, creio pelas minhas vagas lembranças, um televisor Philco Directa, que tinha um vidro na frente do tudo que dava a impressão de ser colorido. Essa é, certamente, uma lembrança boa e importante.



Eu acredito, ainda hoje, que o piloto da série de tevê, é muito melhor, do que o Hulk desenvolvido pelo MCU (Marvell Comics Universe) atual.

OS SEGREDOS DA IRA

Está escrito no Zohar (escrito há 2.000 anos): “Afastai-vos do homem cuja respiração está em sua narina. Pois em que ele ´estimado?”.


חִדְלוּ לָכֶם מִן-הָאָדָם, אֲשֶׁר נְשָׁמָה בְּאַפּוֹ: כִּי-בַמֶּה נֶחְשָׁב, הוּא.
Isaías  2,22



A principio, para aqueles que não são os iniciados na Sabedoria Mística Universal (Qabaláh), e nem trilham pelo "sendero luminoso (o Zohar)", isto poderá parecer uma tolice, uma vez que todos “respiram pelo nariz”. Mas, para o iniciado, e que conhece os segredos dos códigos hebreus criptografádos na Toráh (O Pentateuco), o verso, claro, esconde um mistério, e este é sobre a Ira.



O termo hebreu para “Nariz (narina)” é “AF” e que também significa Ira. Por exemplo, na Toráh diz: “E acendeu-se a Ira de D´us contra Isra´El”. Em hebreu o verso é “Vai´char “AF” Adonai le´Isra´El". No verso de Isaías é usado "neshamá be'afô (נְשָׁמָה בְּאַפּוֹ)" que se traduz "alma pela sua ira" e em outras palavras "afastai-vos do humano que conduz a alma pela sua ira".



A estrutura metafísica que compreende a alma tem cinco nomes: Nefesh, ruach, neshamá, chayá e yechidá. A maioria das pessoas apenas possuem uma nefesh.

Está escrito no Zohar, que quando alguém se ira, causa com que sua “Alma Divina (neshamá)” quando ele a possui seja expulsa de seu corpo, e é por este motivo que quando alguém se ira ao extremo, sente um profundo vazio em seguida. O “vazio” é porque sua “alma” foi exilada. Está faltando algo agora. Quando isto acontece, o corpo permanece como residência apenas da “Alma Animal”, que era somente o que os “Neandertais” possuíam no principio, e é ai onde entra a “Criatura” o “Incrível Hulk”. Devemos ter em mente que a personagem foi criada por um “Judeu (Stan Lee)”, que criptografou nela alguns segredos sobre a ira. Existe também a questão dos gritos. Quanto mais irados estivermos, mas alto queremos gritar e em nossa débil consciência, acreditamos estar gritando com aquela pessoa a quem atribuímos erroneamente a causa da nossa ira. Nós estamos gritando na verdade para nossa "neshamá (a alma divina)" que está longe agora. Esta regra do guilgul também se aplica àquele que só possui uma nefesh e, causando ele o exílio da sua alma, uma outra vem e toma o seu lugar.




David Bruce Banner


O nome do cientista que é transformado na criatura é “Bruce Banner”, sendo que “Bruce” é de origem hebraica (Baruch), e significa “Bendito” uma referencia ao “Ruach” de uma pessoa e que é o seu "espírito" e que é chamado de "Rúach ha'Tóv (Espírito do Bem) e “Banner” do inglês (Bandeira, estandarte), mas que na verdade é uma alusão a “Banish” que significa “Banido/desterrado/exilado” e alude à "Neshamá" após ter sido exilada devido à ira.


Quando o Zohar diz "Afastai-vos do homem "irado"" este é o segredo do "Ruach (o espírito)" que na Árvore das Vidas é o plano de Yetzirá (o mundo da formação) no qual estão atadas as três principais "middot (emoções)" que são: Serenidade, raiva e equilíbrio.








O "homem irado" alude ao segredo interno do "ruach (espírito)" em desequilíbrio, tendo saído do domínio do "pilar central (tiféret)" tomando o caminho da esquerda que é guevurá e que é a severidade. A ira cresce no interior convidando a nefesh (alma animal) a liberar o "yetzer ha'rá (má inclinação)". Como resultado a "neshamá (alma divina)" que é pura não pode estar mais atada (como num casamento) ao seu marido, o ruach e é então divorciada e forçada a abandonar a sua casa. O casamento do "ruach" com a "nefesh" e a "neshamá" é o segredo das duas gêmeas que são a "gêmea da oposição (a nefesh)" e a "gêmea do auxílio (a neshamá)".


EXILANDO A PRÓPRIA ALMA

Voltando à David Bruce Banner, em Sha'ar Ha'Gilgulim (Portão das Reencarnações) descobrimos um segredo sobre o banimento da alma de uma pessoa. Vejamos:


Nosso amado “David Hamélech” cometeu um pecado que gerou muitas “conseqüências negativas” para sua “estrutura metafísica”. Esta estrutura era composta de cinco partes como todas as outras: néfesh, rúach, Neshamá. A néfesh, o rúach e a Neshamá do rei David, possuíam cada uma o seu próprio nome: Avshalom á néfesh, Amnon ao rúach e Tamar a Neshamá.

Nos conhecemos a narrativa do Tana´k em que, Amnon, o meio irmão de Avshalom, planejou e consolidou “violentar” a irmã de Avshalom, Tamar, e como Avshalom planejou e consolidou o assassínio de Amnon. Isto na verdade era uma conseqüência do pecado de David, assim como o assassinio de Hevel (Abel) por seu irmão Kain foi uma conseqüência do pecado do pai deles, Adam. O resultado final disto foi que, Avshalom, que corresponde à néfesh do Rei David, foi banido, e não pode retornar até que o próprio Rei clamasse a D´us por isto. Vamos ver o texto da bíblia para termos uma idéia mais clara sobre o assunto:

“Tinha Absalão, filho de David, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar. Amnon, filho de David, se enamorou dela”.

2º Samuel 13:1

Só para fazermos uma comparação, e aprendermos que o termo “irmã” se refere à alma (neshamá), vamos até os “santos dos santos (cântico dos cânticos)” que é uma das “cinco meguilot” que tratam dos segredos da reencarnação.

“Quão belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda a sorte de especiarias!”

Shir HaShirm 4:10

O Rei Salomão se refere à alma como “Minha Irmã”, e isto nos ajuda a compreender a cerca dos acontecimentos citados acima.

Há um texto bastante enigmático a seguir, onde Joabe “arma” um plano para que o rei David peça pelo retorno da sua néfesh, levando até David uma mulher que tinha por missão demover a mente do rei para trazer Avshalom de volta. Vejamos:

“Prosseguiu a mulher: Por que pensas tu doutro modo contra o povo de D´us? Pois, em pronunciando o rei esse juízo, condena-se a si mesmo, visto que não quer fazer voltar o seu desterrado”.

2º Samuel 14:13)

E o texto prossegue enigmaticamente com a resposta à pergunta inicial que fizemos: É necessário morrer?. Vejamos:

“Por que temos de morrer? E sermos como águas derramadas na terra que na não se podem juntar? Pois D´us não tira a vida, mas cogita meios para que o banido não permaneça arrojado de sua presença

2º Samuel 14:14

Então vemos o Rei David perdoar Avshalom e fazê-lo retornar à convivência dele no palácio real, conforme está escrito: 

“Então o rei disse a Joabe: Atendi ao teu pedido; vai, pois e traze o jovem Absalão”.

2º Samuel 14:21


ALIMENTAÇÃO


Aqueles que possuem problemas com a ira não devem comer carne vermelha durante a semana, pois a carne está à esquerda e ligada ao atributo divino da severidade que é a sefirá de guevurá.  Os que não podem controlar sua ira não devem comer carne, pois ao fazê-lo, fortalecem em si mesmo o atributo da ira. Para estas pessoas, o melhor dia para comerem carne é o shabath, pois no neste dia a ira não tem domínio e a ingestão de carne apropriada (kasher) e devidamente elevada através da recitação da brachá (benção) certa, não causara dano á pessoa.



Quando Bruce Banner se ira, ele se transforma, causa o banimento da sua “Alma Divina” e portando ele se torna como um “Neandertal” um “Golem” que só possui um nível de alma, a nefesh que é chamada “criatura”.

No código do Tanach, dentro do capítulo no qual este segredo sobre a ira se encontra, eu descobri, codificado, o nome BANNER e conectado a ele o verso já aqui citado.




"Então ele deve deixar o mundo continuar pensando que ele também está morto, até que ele possa encontrar uma maneira de controlar o espírito furioso que habita dentro dele."


Citação Da Série




A série estreou no Brasil na noite de sexta-feira, 10 de março de 1978 e, como nos baseamos no fuso horário de Israel, já era então, madrugada do dia 11 de março, a 70º madrugada do ano, restando para o fim do calendário solar 295 dias, valor este que contém a gematria da expressão aramaica-hebraica "Arazá ha'Aff (ארזא ה'אף)" que literalmente se traduz para "O mistério da narina" mas que se deve compreender como "O mistério da ira." O dia 11 de março é, como mencionado acima, o 70º dia no ano solar e este valor contém a gematria do termo hebraico "SÓD (סוֹד)" e significa "Segredo" e como estamos falando da estreia de "O Incrível Hulk" e somando ao "Mistério da Ira" nos temos "Sód: Arazá ha'Aff (סוֹד: ארזא ה'אף) - Segredo: O Mistério da Ira."

Claro, você já deve ter ouvindo um nordestino irado expressar o famoso jargão brasileiro-nordestino "AFF!". Compreendeu agora?

"Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de mal."

לֹא-יְאֻנֶּה לַצַּדִּיק כָּל-אָוֶן;    וּרְשָׁעִים, מָלְאוּ רָע.
האלק

Provérbios 12:21


" - Você sabe o que mais me assusta? Quando isso acontece, quando isto vem e me domina ... e eu perco totalmente o controle, eu gosto."

- Bruce Banner

FÍGADO
A RESIDENCIA DA IRA

וְעֶרְיָין כָּלְהוֹ אִתְכַּסְיָין בַּחֲשׁוֹכָא, בְּדַם אוּכְמָא דִטְחוֹל, מָאן דַּעֲבַר עַל שְׁפִיכַת דְּמָא וְע"ז וְג"ע, גַּלְיָא נִשְׁמְתֵיהּ, בְּכָבֵד מָרָה טְחוֹל, וְדַיְינִין לֵיהּ בַּגֵּיהִנֹּם, וּתְלַת מְמַנָּן עֲלַיְיהוּ, מַשְׁחִית אַף וְחֵימָה.

“E Hashem Elohim ordenou..." (Bereshit 2:16). este verso alude à proibição de adorar ídolos, que está incluído na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois foi dito que a palavra “ordenar (tzav)” é apenas idolatria, de onde, referindo-se ao árvore do conhecimento do bem e do mal, outros elohim se originam. há três transgressões relativas à Árvore do Conhecimento, que são a adoração de ídolos, o incesto e o derramamento de sangue, e isto, nomeadamente a Qlipá da idolatria, habita no fígado (kaved) cujo nome hebraico significa literalmente “pesado” portanto, “que mais trabalho seja colocado (lit. 'pesado')” (shemot 5:9) de adoração de ídolos. Por causa da idolatria, o fígado fica com raiva e, então, o fígado se torna moradia para a qlipá de adoração de ídolos. foi dito que aqueles que cometem incesto se escondem no escuro, como está escrito: “também o olho do adulterador espera o crepúsculo, dizendo: nenhum olho me verá... (Iyov 24:15).” esta é uma alusão ao sangue negro do baço, onde reside a qlipá do incesto, pois o sangue negro é semelhante à escuridão. A alma de quem comete derramamento de sangue, idolatria ou incesto deve reencarnar dentro das três formas de qlipá: o fígado, a bilis e o baço. E é sentenciado no Gehinom por três governantes malignos chamados o destruidor, a ira e a fúria.”

Zôhar Bereshit A 267-268

A Segunda-Feira, A Ira E O Fogo Do Inferno

"E Elohim disse: “haja um firmamento no meio das águas (Beresheet 1:6)”. Esta frase alude a uma reforma detalhada da separação das águas superiores das inferiores de acordo com o segredo da esquerda. Aqui, ocorreu a disputa pelo segredo da esquerda. Até aqui, é uma alusão ao primeiro dia, faz-se referência à direita (Chessed). Mas no segundo dia, a referência é ao segredo do governo da esquerda. por causa disso, uma grande disputa eclodiu no segundo dia entre os dois lados. A esquerda queria cancelar totalmente o poder governante da direita, enquanto a direita queria cancelar totalmente o poder governante da esquerda. O correto, que é o segredo de Chessed (Bondade/Misericórdia) e do primeiro dia, é a perfeição de tudo. por isso, tudo foi escrito à direita no primeiro dia (Iom Rishon)[1]. Isso significa que todos os sete dias, que são os sete sefirot, emergem dele e são inscritos nele, porque toda perfeição depende do lado direito. Quando o domínio da esquerda foi despertado, sua disputa com a direita começou e o fogo da raiva nessa disputa tornou-se feroz. A partir desta disputa, o Gehinom[2] foi criado. então o Gehinom foi despertado, e criado pela esquerda, e aderido a ela, o que significa que quem quiser fortalecer a esquerda cairá no Gehinom, que se origina dela (esquerda).

Zôhar Bereshit A 44

Se deve deixar claro que, o segundo dia aqui não é uma alusão à segunda-feira no calendário romano, mas ao segundo dia superior acima e que é uma manifestação da sefirá Gevurá. Se deve também prestar atenção que este dia é governando por Samael, o demônio e recebe a influência do planeta Ma'adim (Marte) que rege o derreamento de sangue (assassinato).

O inferno foi criado no segundo dia, conforme nos revela o Zõhar Sagrado na mesma porção (Bereshit A) em outro seguimento:

"Este segredo aparece no Livro de Adão. Quando a escuridão foi despertada para assumir o controle, ela emergiu em todo o seu poder e criou Gehenom dentro dela, e GEHENOM se apegou a ela nessa disputa."

Zôhar Bereshit A 51

A titulo de informação, completei este assunto dez anos depois de o haver iniciado em 12 de janeiro de 2012 e sob a influência da trilha sonora da série O Incrível Hulk de 1978.

OS DANOS CAUSADOS PELA IRA EM NOSSAS ALMAS
ENSINAMENTOS DO ARIZAL

Sobre a raiva, o meu mestre (o santo Ari) era extremamente cuidadoso, mais do que outros pecados. Ele dizia “porque outros pecados não fazem com que sua alma seja trocada como a raiva”. E a explicação é que quando uma pessoa se irrita a alma dentro dela a deixa e é substituída por uma alma dos Chitzonim (impurezas, negatividade).

É por este motivo que os nossos sábios disseram “qualquer um que se irrite, perde sua sabedoria”. Mesmo se for um grande sábio ou um grande Chasid (pio). E quem dentre nós é maior que Moshe, e embora ele tenha se irritado por uma mitzvá (sua sabedoria o deixou e ele errou) - Talmud Pesachim 66.

E isto é o que está escrito “ele rasga sua alma (toref nafsho) em sua raiva”. Um homem rasga sua alma e a torna uma impureza, e a mata no momento em que se irrita. E mesmo que uma pessoa faça tikunim (correções) e muitas mitzvot (ações positivas), tudo é perdido dela completamente. Pois sua alma é perdida e outra toma o seu lugar. E a pessoa deve voltar e corrigir desde o princípio. E do mesmo modo para todas as vezes que ele se irritar.

Através disso nós percebemos que uma pessoa irritável não tem solução… E ela não pode atingir qualquer hasagá (realização espiritual). Pois os outros pecados não rasgam e arrancam a alma, eles só a danificam. E através de algum Tikun Yichud (correção) por aquele pecado, ela pode remover o dano. Mas uma pessoa irritável precisa de muitos tikunim (correções) e kavanot (meditações) para retornar e trazê-la de volta após ter sido rasgada. Portanto a pessoa deve ter muito cuidado em não se irritar nem mesmo por uma mitzvá“.

Excerto Do Sha'ar Ha'Pessuqim
Rabbi Chaim Vital


Concedendo Autoridade Ao Outra Lado

"Venha e aprenda: não se deve jogar os objetos de sua casa ou qualquer outra coisa durante o momento da sua raiva e assim entregá-los ao Outro Lado (oposto à santidade). Não se deve fazer isso porque muitos litigantes e perseguidores esperam receber esse objeto (porque ao lançar e quebrar objetos, se concede, ao Outro Lado, permissão para vir e se apegar aquela alma). A partir desse momento, nenhuma bênção habita nela (na pessoa), porque ela passa a pertencer ao Outro Lado. Isto é ainda pior para quem voluntariamente convoca aquele bem supremo, ISSO É, SUA IMAGEM, para outro e para o Outro Lado. Já que ele convoca SUA IMAGEM, ele é dele (significando que ele entregou sua alma para o lado negativo que está sob o domínio de Adam Belial)."

Zôhar Tazrya

SHA'AR RUACH HA'QODESH

(...)

Também, a qualidade da ira: além de impedir completamente a percepção, como encontramos no versículo “E Moshê se indignou contra Elazar e Itamar” (Vayikrá 10:16), sobre o qual disseram os sábios: todo aquele que se ira, se for profeta, sua profecia se retira dele. Porém, há ainda um mal maior neste assunto, como explicaremos.

Pois meu mestre, de abençoada memória, era muito rigoroso quanto à ira, mais do que com relação a todas as outras transgressões — mesmo quando alguém se ira por causa de uma mitsvá, como no caso de Moshê, mencionado acima. E dava a seguinte razão: todas as outras transgressões mancham apenas um membro da alma, mas a medida da ira mancha a alma inteira e a substitui completamente.

O assunto é este: quando o homem se ira, a alma sagrada se afasta dele por completo, e em seu lugar entra uma alma do lado da Qlipá. Este é o sentido do versículo: “O que se ira, despedaça sua alma em sua fúria” (Iyov 18:4) — pois de fato despedaça sua alma sagrada, torna-a despedaçada (terefah) e a mata no momento de sua fúria e ira. Como está explicado no Zôhar, parashat Tetzavê (182b), onde é muito enfatizado o assunto da ira, a ponto de dizer que quem fala com alguém irado é como se falasse com a própria idolatria.

E mesmo que o homem faça reparações para sua alma e arrependimento elevado por todos os seus pecados, e muitas e grandes mitsvot, tudo se perde completamente dele. Pois aquela alma sagrada que havia feito todas as boas ações foi trocada por uma impura e se foi, e no lugar dela ficou uma serva impura que herdou a sua senhora. Assim, precisa ele voltar outra vez a reparar todas as primeiras correções que havia feito. E assim é a cada vez que se ira.

Portanto, o homem iracundo não tem reparo algum, pois sempre é como o cão que volta ao seu vômito. Além disso, causa ainda outro grande dano a si mesmo: se, por exemplo, fizer alguma mitsvá grande, pela qual uma alma sagrada de algum justo antigo venha a se impregnar nele no segredo do ibur para ajudá-lo, como é sabido — agora, através da ira, também esta se afasta. E este é também o sentido do versículo: “Despedaçou minha alma em sua fúria”.

Assim, aquele que é iracundo não pode, enquanto tiver esta medida, alcançar nenhuma percepção, mesmo que seja justo em todos os demais caminhos, porque constrói e destrói tudo o que construiu sempre que se ira.

As outras transgressões não despedaçam nem arrancam a alma por completo, mas ela permanece ligada à pessoa, apenas manchada no aspecto da transgressão cometida. E, quando este reparo é feito, ela é completamente restaurada. Mas a ira requer muitos reparos e preparações para trazer de volta a sua alma que foi despedaçada. E às vezes, dependendo do nível e da realidade daquela ira, não há reparo algum, como mencionado no Zôhar, parashat Tetzavê.

E não apenas isso, mas até mesmo quando eu ensinava a meu irmão — que viva — e ele não aprendia conforme o meu desejo, eu me irritava com ele. E mesmo sobre este assunto me advertiu e repreendeu muito, muito o meu mestre, de abençoada memória.





[1] Aqui, não é uma referência ao domingo do calendário romano, mas aos dias superiores que são as Sefirot da Árvore das Vidas.

[2] Inferno


sábado, 16 de abril de 2011

Segredos Sobre O Cajado De Moisés


"O Cajado de Mestre Yoda é na verdade uma alusão à letra hebraica "Vav" que tem o poder de influenciar o mundo material".
            
"Oito coisas foram criadas no segundo dia da criação, ou seja, o Bem, o Maná, o Cajado, o Arco-íris, a arte de escrever, os caracteres da escrita, as vestes e os espíritos destruidores".


Pirkê Rabino Eliezer

Quando se fala na “Vara” de Moisés logo as pessoas imaginam uma haste de madeira que era usada pelo pastor para apascentar suas ovelhas. A maioria das pessoas logo imagina um cajado de madeira, que era o que, o Cajado de Moisés não era. Uma haste que, nas mãos de Arão, o sumo sacerdote, era dotada de poderes milagrosos que liberaram as diversas pragas que precederam o Êxodo dos Israelitas do Egito. Nesta função, o Cajado de Moisés poderosíssimo.

Na Literatura Rabínica

"A vara com a qual Jacó atravessou o Jordão era idêntica à que Judá deu à sua nora, Tamar (Gen. 38:18). É também a vara com a qual Moisés trabalhou (Ex. 4. 20 21), com a qual Arão realizou maravilhas diante de Faraó vii (Ex.. 10), e com o qual, finalmente, Davi matou o gigante Golias (I Sam. 17. 40). Davi deixou para seus descendentes, e os reis posteriores usaram-na como um cetro até a destruição do Beit ha’Miqdash (O Templo Sagrado), quando milagrosamente desapareceu. Quando o Messias vier (entenda-se "era messiânica chegar"), será dada a ele como um cetro em sinal de sua autoridade sobre as nações".

De qual material era feito?

Era feito de safira e pesava 40 sa'ah, isto é, seis quilos (um Sa'ah = £ 10,70), e trazia a inscrição que era composta pelas iniciais dos nomes hebraicos das Dez Pragas.

Quando Foi Criado?

Deus o criou no crepúsculo do sexto dia da Criação e o entregou a Adão. Quando Adão se exilou do paraíso (Gan Éden), o levou com ele. Depois o passou às mãos de Enoque, Shem (filho de Noé), Abraão, Isaque e finalmente para as mãos de Jacó. Sucessivamente veio para a posse de Iosef ha'Tzadiq que era filho de Jacó. Com a morte de José, os nobres egípcios se apossaram de alguns de seus pertences entre os quais estava o Matêh (Cajado). Jethro que viria a ser o sogro de Moisés se apropriou do Cajado. Ele o plantou em seu jardim que ficava dentro da sua tenda, e foi quando sua virtude maravilhosa foi revelada pelo fato de que ninguém conseguia o retirar do chão, e até mesmo tocá-lo era um desafio cheio de perigos para a vida. Isso acontecia porque o Inefável Nome de Deus (יְהוָה) estava gravado nele. Quando Moisés que havia fugido do Egito entrou casa de Jetro, ele leu o Nome, e por meio dele foi capaz de retirar o Cajado do solo, e por isto Tzípora, filha de Jetro, foi-lhe dada em casamento. Seu pai havia jurado que ela somente seria esposa do homem fosse capaz de dominar a “Vara milagrosa” e de nenhum outro (Pirke Avot 40; Sefer ha-Yashar), e eu penso que é daqui que originou-se a lenda do rei Arthur e sua Escalibur. 

Deve, no entanto, ressaltar que a Mishná (Ab. v. 9) diz que ainda ninguém sabia nada sobre a criação milagrosa do Cajado de Aaron. Este fato da suposta origem sobrenatural do Cajado explica a afirmação que a “Vara de Arão” junto com suas flores e frutos, foi preservada na Arca da Aliança pelo rei Josias, que previa a iminente catástrofe nacional, e escondeu a Arca e seu conteúdo. O seu paradeiro permanece desconhecido até que, na era messiânica, o profeta Elias irá revelá-la.


*Quando o Cajado se transformava em serpente, o animal era maior do que um camelo.

*Moshê (Moisés) era uma encarnação do Messias "Shiló" e por isto o Cajado foi dado a ele, conforme o segredo interno do passuq 10 do Gênesis 49. Neste passuq encontramos as palavras יָבֹא שִׁילֹה palavras estas cujo valor em gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas) é igual a 358 que é o mesmo do termo "Mashiach". O nome messiânico "Shiló (שִׁילֹה)" é igual a 345 e este é o mesmo de "Moshê (Moisés)".

A Escalibur


"Excalibur , ou Caliburn , é a lendária espada do rei Arthur , às vezes também atribuída com poderes mágicos ou associada à legítima soberania da Grã-Bretanha . Às vezes, Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são a mesma arma, mas na maioria das versões elas são consideradas separadas. Excalibur foi associada com a lenda Arthurian muito cedo. Em galês, é chamado Caledfwlch; em Cornish, Calesvol; em Breton, Kaledvoulc'h; e em Latim, Caliburnus".


Mjölnir

O velho Noruego Mjǫllnir / mjɔlːnir / se torna regularmente Mjøllnir / mjœlːnir / no antigo islandês até o século 13. A forma islandesa moderna é Mjölnir , norueguês e dinamarquês Mjølner , sueco Mjölner . O nome é derivado de uma forma proto-germânica * meldunjaz , da raiz germânica de * malanan "para moer" produzindo uma interpretação de " o triturador, triturador ". Além disso, há uma sugestão de que a "arma do trovão" mitológica que recebeu o nome da palavra "grindstone (mó)" é considerável, a era Proto-Indo-européia (se não Indo-Hitita ); De acordo com essa sugestão, a arma divina do trovão (identificada com o relâmpago) do deus da tempestade foi imaginada como uma grindstone (russo molot e possivelmente Hittite malatt - " marreleiro , bludgeon"), refletido no russo молния ( molniya ) e Welsh Mellt "relâmpago "(possivelmente cognado com Old Norse mjuln "fogo"). Nos textos da velha nórdica, Mjölnir é identificado como hamarr "um martelo", uma palavra que em noruegueses velhos e alguns dialetos noruegueses modernos pode significar "martelo", bem como "pedra, rocha, penhasco", em última instância, derivado de um indo-europeu palavra para "pedra, ferramenta de pedra", h₂éḱmō ; como tal, é conhecido com o sânscrito aśman , que significa "pedra, pedra, ferramenta de pedra, martelo", bem como "raio".


Jedi Lightsaber


Um sabre de luz é uma espada de energia que aparece no universo ficcional-filosófico de Star Wars . Um sabre de luz típico geralmente consiste em um punho de metal geralmente cerca de 11 polegadas (28 cm) de comprimento que projeta uma lâmina de energia brilhantemente iluminada geralmente em torno de 3 pés (91 cm) de comprimento). O sabre é a arma assinatura da Ordem Jedi e seus Sith homólogos, ambos os quais podem utilizá-los para o combate próximo , ou para desviar Blasters.

Os números aqui citados são muito importante em numerologia cabalista. 28 é a gematria da palavra para "força (Coach)" e 91 é a gematria da palavra para "Anjo (Malach)". Além disso, a mão possui 14 falanges cada uma, sendo 28 ao toda nas duas.



"Ele pegou a "Vara" que estava em sua mã, e a deu a Gehazi, dizendo-lhe: não fale com a sua boca nenhuma palavra; vá e coloque a Vara sobre o rosto do rapaz, para que ele possa viver".



"Agora, quanto a Gehazi, o assunto era risível aos seus olhos, e a cada homem que conheceu ele disse: você? Acredita que esta Vara vai reviver os mortos?".


Pesquisa: 
Avraham ben A´aron Kuk
Tradução:
Misha'El Yehudá
(com acréscimos e explicações)



[1] O Nome brilhante de Fogo

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tron: Uma Questão Mística Judaica


*Desative o player de música no final do blog e mantenha o player do artigo para ouvir os temas de Tron - O Legado - enquanto lê o post.

טרון

“O problema com a perfeição é que ela é irreconhecível” – Kevin Flynn, em Tron – O Legado


Esqueça o relançamento de um filme sobre o Shoah - o Holocausto judaico. Para ver um filme sobre o Holocausto voltado para a geração digital, assista Tron - O Legado
.
Muito parecido com o original de 1982 (Tron - Uma Odisséia Eletrônica), uma das grandes obras-primas do cinema americano contemporâneo, a seqüela é, em grande parte, um conto de perseguição religiosa. 

O vilão do filme é Clu, um programa de computador. Clu está furioso com a existência de falhas e erros, e sonha com um mundo perfeito. Seu primeiro passo rumo à dominação do mundo é a captura de seu programador, Kevin Flynn. Sua segunda etapa é o genocídio, dirigido contra as ISOs, sofisticada e auto-geração de programas que são humanos, demasiados humanos e, portanto, imperfeitos, muito imperfeitos. Flynn e seu filho, ajudados pelo último dos ISOs, iniciam uma batalha contra Clu e seus asseclas em um cenário wagneriano repleto de imagens religiosas, que inclui uma morada na montanha Olympus, um personagem chamado Zeus, e Jeff Bridges em roupas brancas e uma barba branca, assumindo a aparência de um místico espiritualista que alcançou uma mente elevada, um verdadeiro Qabalista.

O que torna o tema religioso mais do que um mero florescer, no entanto, é a complexa relação entre Clu e Flynn. Clu é o alter ego de Flynn, que após três décadas está mais velhos e infinitamente mais sábio, usando a kavanná (introspecção interior) como ferramenta para elevar sua mente e alcançar compreensão. Flynn criou Clu para melhorar o mundo. Jovem e impaciente, Flynn tinha fé, ao criar um mundo virtual, em compreender a virtualidade deste nosso mundo fragmentado (a Árvore da Penetração do bem e do mal) e em sua capacidade em redimir a humanidade. E Clu, como qualquer criatura feita de códigos, aspira a nada mais, nada menos, do que a eliminação do acaso, dos acontecimentos aleatórios dentro do programa. Ele aspira à eliminação dos humanos e dos ISOs, que são cheios de caprichosa e irracional emoção, que lhe causa susto e nojo.

O criador do filme original, Steven Lisberger, falou sobre essa dualidade, em uma recente entrevista. "Meu pai era um judeu alemão", disse ele. "E o lado materno da minha família o colocou em um campo de concentração." Os laços intrincados entre o bem e o mal nunca foram perdidos em Steven Lisberger, e isto está aludido em Flynn e Clu, que é o lado maléfico do próprio Flynn.

Conforme nos tornamos cada vez mais dependentes de softwares para navegar cada elemento da nossa vida, a gente pode querer dar uma boa olhada em Clu e perceber que, enquanto as máquinas não confiáveis são provavelmente um perigo claro e presente, a nossa tendência crescente é para pensar como máquinas. Quanto mais permitimos que os programas mediem nossas interações uns com os outros, mais nós deixamos nossos cálculos em computadores, mais nós confiamos algoritmos para nos ajudar a encontrar um emprego ou uma casa e um companheiro de alma, quanto mais fizermos tudo isso, menos humanos nos tornamos. Estaremos assumindo de fato a nossa forma virtual.

A perda da humanidade é o grande tema de Tron. Com todos os seus flashes virtuais, o filme merece ser levado a sério.


Até aqui
Extraido do Jornal Judaico Tablet
Com acréscimos e explicações de 
Misha´El Yehuda
Daqui em diante texto de
Misha´El Yehudá

Está é a pergunta que não quer calar: Por que nós nos relacionamos tão bem com o mundo virtual a ponto de trocarmos o mundo que consideramos "real" pelo virtual? Este é o mistério:

Foi dito pelos antigos sábios da Chochmat Nistar Há´Torah (A Sabedoria Escondida da Torah) que, tudo o que existe aqui no olam hazêh (este mundo) tem sua forma e nome registrados, escritos no Gan Éden Elion (Jardim do Éden superior), até mesmo as coisas que aqui ainda não foram criadas tem suas formas e nomes registrados lá. 

Logo, concluímos que este mundo é uma "projeção" do mundo superior. E como sabemos, projeções tem suas limitações. Tudo é feito de luz, e devemos lembrar que a luz desce dos mundos superiores, sendo canalizada pelas sefirot da Árvore das Vidas, e chega aqui bem tênue, fraca, o que provoca a imperfeição e diferença entre o objeto verdadeiro e sua forma superior. Exemplo, é que hoje temos a Hight Definition (HD) e nem todos os aparelhos de televisão comportam tal tecnologia, principalmente os aparelhos antigos.


Para os cristãos, os quais possuem entendimento limitado devido aos dogmas estabelecidos no lugar da Sabedoria, "El ha'Ivrim (Hebreus) pereq 8, 5º passuq diz: "...li'dimut ve'tzel shevashamayim (לִדְמוּת וְצֵל הַדְּבָרִים שֶׁבַּשָּׁמָיִם)". Resumindo, tudo o que aqui existe é uma projeção do que existe acima, e assim, o próprio Zohar já nos revelou.

A boa noticia é que, alguns de nós, dentro do mundo virtual, como Kevin Flynn, despertamos e nos tornamos sábios, transcendo as limitações da "simulação".

A humanidade ainda não descobriu como Flynn, um hacker (literalmente "aquele que abre portas) do mundo virtual, como cruzar a "fronteira". À medida que a humanidade penetra no século 21, mais e mais mistérios da Torah vão sendo revelados à ciência.


O termo "Digital" vem do Latim "Digitus" e significa "dedo", aludindo ao trabalho criado pelos dedos através de combinações numéricas binárias que constroem códigos que dão origem ao que vemos no mundo "digital". Da mesma forma, o mundo (olam hazêh) é um constructo realizado pelas mãos de D´us, conforme nos é dito na Torah e nos Tehilim.

Em uma parábola o Zohar nos revela que este mundo é mesmo uma projeção virtual. Diz o zohar: "A mãe emprestou suas roupas para a filha..." - A mãe é o mundo superior, o sefirot redentivo de Biná, onde fica o Jardim do Éden superior, e a filha é Malchut, o nosso mundo.

O choque será gigantesco quando cruzarmos a fronteira e descobrirmos que tudo sempre foi uma ilusão, uma projeção.

Mas... Talvez, alguns de nós, como Kevin Flynn, despertem e dominem os seus inimigos internos representados por Clu, e os transformem, conforme nos ensina o Likutei Amarim Tânya, em bem, e nos tornemos, como Flynn, em luz...


Metatron

Devemos ter em mente que “Tron” é uma abreviação de “Metratron” que usava a boca de Rabi Akiva para comunicar os mistérios.

Metatron é também conhecido como o "Príncipe do Rosto Divino", "Anjo do Pacto" ou "Rei dos Anjos", é o responsável pela existência do mundo e pela sustentação da raça humana. No Talmude é considerado a ligação direta entre Deus e os homens; na Cabala é chamado "Anjo do Senhor". Também se atribui a ele ter segurado a mão de Abraão quando ele estava a ponto de sacrificar Isaac, embora essa missão também tenha sido atribuída a Micael. Uma versão conta que Enoch, ao ser definitivamente transportado para o céu, recebeu a ajuda do arcanjo Micael, que o ungiu com óleos e o vestiu para que tomasse a aparência do anjo Metatron. Como era um escriba na terra, Metatron passou a registrar tudo o que acontecia, exercendo no céu a mesma função que desempenhava como humano. A idéia de que nossos feitos estão registrados no Céu e que serão consultados no dia do Juízo Final corresponde a essa metáfora do escriba. Outra versão aponta a presença do arcanjo na criação do mundo, invalidando a hipótese de que ele seria um homem elevado à condição de anjo. Metatron habita o Sétimo Céu e pode tomar a aparência de um pilar de fogo com o rosto mais ofuscante do que o Sol. O significado do nome Metatron é incerto. Alguns acreditam que seu nome era derivado do latim metator (guia, mediador). Outros asseguram que se originou nos círculos judeus e deve ser considerado como uma invenção puramente judaica, uma metonímia para o termo "pequeno YHWH" (nome sagrado de Deus). Seu nome é interpretado como "aquele que ocupa o trono próximo do trono divino".

O valor em gematria de Metatron é 314, o mesmo que Shadai que é o Anjo do Pacto, cujas letras são um acrônimo para “Shomer Daletot Yesod – Guardião das Portas de Yesod – o mundo dos segredos na Árvore das Vidas.

Abrindo O Segredo

Metratron é מטטרון e o segredo do por que é dito que ele foi criado no crepúsculo do sexto dia da criação é porque Metraton é nada mais nada menos do que a "Vara de Moisés". Em hebraico o "Cajado" de Moshê é מטה e Metatron tem a mesma raíz de "Matêh (Vara/cajado)". As letras restantes טרון são as responsáveis pelas criações da Constelação de Leão (hebraico "Ariêh"), do planeta Mercúrio, da Constelação do Taurus e da Constelação de Escorpião, e dai inúmeros outros mistérios se escondem...



O Mistério dos Algoritmos Isomórficos


Em Tron, Flynn explica para seu filho Sam, que ele estava trabalhando em um novo sistema "perfeito" e que nomeou Clu como seu co-criador. Depois de muito trabalho, Flynn descobriu uma nova série de sencientes "algoritmos isomórficos" (ISOs), programas auto manifestados o qual ele descobriu possuírem o potencial para revelar os mistérios da ciência, religião e medicina (também chamado de algoritmos genéticos). Clu considerou que estes programas eram uma imperfeição, razão ilusória que o levou a traiu Flynn. Tron foi derrotado (se sacrificou para dar a Kevin tempo suficiente para escapar) e Clu exterminou através do genocídio os ISOs. Flynn também revelou que, enquanto ele se escondia de Clu, o portal de volta ao mundo real se fechou, tornando-o cativo de sua própria criação, até Sam o reabriu a partir do exterior.

Este mistério está atado ao segredo do Alef Beit – O Alfabeto Hebraico e sua manifestação mórfica neste mundo. O que você está tentando entender é o significado do que eu estou revelando aqui. Vou simplificar então: As letras do alfabeto hebraico se manifestam neste mundo na forma de pessoas. Um exemplo disto foi Eliyahu Há´Navi (o Profeta Elias) que era a manifestação física da letra hebraica Tzad (18º letra do alef beit). De fato ele não era uma pessoa, mas a manifestação algorítma isomórfica de uma letra hebraica. Isto parece complexo, não é mesmo? E é...

Eis aqui o segredo de como eu aprendo os mistérios da Chochmat Nistar e de como eles me são revelados: Eu converso com as letras e elas me contam os mistérios escondidos.


Além disto, os ISOs são uma alusão ao povo judeu, que é o canal do fluxo da luz para o mundo, e o mundo está, como Clu, sempre querendo nos exterminar através do genocídio.



Clu – A Potencialização do Ego


Esta é a parte mais impactante do filme: O diálogo entre Flynn e Clu – O ego manifestado do próprio Flynn.

Clu:
- Eu fiz tudo... Tudo o que você pediu!

Kevin Flynn:
- Eu sei que você fez.

Clu:
- Eu executei o plano!

Kevin Flynn:
- Como você o viu...

Clu:
- Você prometeu que iríamos mudar o mundo juntos. Você quebrou sua promessa...

Kevin Flynn:
- Eu sei. Eu entendo isso agora.

Clu:
- Levei este sistema para o seu potencial máximo. Eu criei o sistema perfeito!

Kevin Flynn:
- A coisa sobre a perfeição é que é incognoscível (irreconhecível). Ela impossível, mas também está bem em nossa frente o tempo todo. Você não saberia disso, porque eu não o sabia quando criei você. Sinto muito, Clu. Eu sinto muito...

O grande mistério deste diálogo é que Flynn criou e alimentou o seu próprio ego, mas quando ele o fez, ele era jovem e sem sabedoria. Agora, vinte anos depois, tendo atingido um estado de Zen de consciência e alcançado Sabedoria, a batalha final de Flynn é destruir aquilo que ele criou o seu próprio ego. Em outras palavras, como diz o segundo verso do Nome de D´us de 42 Letras, o Ana Be´koach - “Qerá Satan (Rasga o Satan)”, ou seja, o ego. Flyyn diz isto, ao pisar na ponte que conduz ao portal:

Kevin Flynn:
- Esta batalha é minha...


Importante ressaltar o que Clu diz quando encontra Flynn na ponte: - Eu executei o plano! - Flynn por sua vez revela: "Como você o viu" - Em outras palavras, o ego, a pessoa tomada por ele vê tudo distorcido, e acima de tudo, o ego manifestado dentro dela "NÃO TOLERA A IMPERFEIÇÃO". Ninguém é melhor do que ela e tudo o que outras pessoas fazem é imperfeito.

Amigo, sua batalha é a mesma de Kevin Flynn: Destruir aquilo que você criou. O seu próprio ego...

Para terminar, devo confessar, que fiquei impactado por Tron, e chorei muito no final, não porque é um filme belo, bonito, mas um resultado dos mistérios penetrando a minha alma.

O Artesão Da Luz