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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Tzom Tammuz: O SEGREDO DO BEZERRO DE OURO



וַיִּקַּ֣ח מִיָּדָ֗ם וַיָּ֤צַר אֹתוֹ֙ בַּחֶ֔רֶט וַיַּֽעֲשֵׂ֖הוּ עֵ֣גֶל מַסֵּכָ֑ה וַיֹּ֣אמְר֔וּ אֵ֤לֶּה אֱלֹהֶ֨יךָ֙ יִשְׂרָאֵ֔ל אֲשֶׁ֥ר הֶֽעֱל֖וּךָ מֵאֶ֥רֶץ מִצְרָֽיִם

"Vayikach miyadam vaiotzer oto bacheret vaiaasehu egel massecha; vaiomru: "Eleh eloheicha Yisra'el asher heelucha me'eretz Mitzrayim"

"Ele (Aarão) tomou das mãos deles, formou (o ouro) com um cinzel e fez dele um bezerro de fundição; então eles disseram: ‘Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.’" - Shemot 32:4


Shaar HaPessukim, Ki Tisa siman 32:

O assunto do Bezerro: É necessário saber qual era a intenção do Erev Rav ao fazer este Bezerro agora.

Já te informei no Pasuk "E levantou-se um novo rei sobre o Egito" [Shemot 1:8] a respeito do assunto de Balaão e do assunto do Erev Rav: como eles provêm das escórias (siguim) e da impureza da alma de Moshé Rabênu (que a paz esteja com ele) — cuja alma provinha do próprio Da'at de Zeir Anpin, a partir do aspecto dos Mochin de Abba (iluminações de Abba).

Contudo, ainda havia neles uma mistura de faíscas de santidade; por isso, Moshé se esforçou com todas as suas forças para trazer o Erev Rav para debaixo das asas da Shechiná. E assim também encontramos a respeito de Balaão, sobre quem nossos Sábios, de abençoada memória, disseram: "E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moshé" [Devarim 34:10] — em Israel não se levantou, mas nas nações do mundo se levantou. E quem foi? Balaão.

Também te informei no Pasuk "E Rachel roubou os terafim que eram de seu pai" [Bereshit 31:19] que Labão, o Arameu, reencarnou em Balaão, filho de Beor, pois Beor era filho de Labão e pai de Balaão. Ora, toda aquela família provém de uma única e mesma raiz mencionada, que são as escórias da alma de Moshé Rabênu. E eles são: Labão, Beor, Balaão, e seus filhos Yanes e Yambres, mencionados ao final da parashá de Ki Tissa. Por isso, todos eles foram grandes magos e adivinhos, como nenhum outro igual a eles existiu no mundo.

E já te informei no Shaar HaGuilgulim, e também nas mitzvot de Birkat HaMazon na Parashat Ekev, sobre o assunto daqueles que reencarnam em todas as quatro categorias existenciais, que são: Domem (Inanimado), Tzomeach (Vegetal), Chai (Animal) e Medaber (Falante/Humano).

Também te informei lá que, para cada uma dessas categorias, há um tempo determinado para que eles se elevem dali para um nível superior. Eis que o tempo daqueles que reencarnaram no Tzomeach ocorre nos quatro primeiros meses [do calendário judaico], que são: Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz. E eles se elevam e reencarnam na categoria de animal (Baal Chai).

Ora, a Nefesh de Beor, pai de Balaão, estava reencarnada no Tzomeach (vegetal), e ainda não tinha o mérito (tikun) para se elevar a Baal Chai [ao nível animal], devido à abundância da impureza do mal (zoamat hara) que havia nele. E, sem dúvida, ele representava o aspecto mais elevado de todas as escórias (siguim) que existiam naquela raiz espiritual. Por isso, Yanes e Yambres, seus netos — que eram os líderes do Erev Rav, como é sabido —, bem como o próprio Erev Rav, todos eles desejavam a retificação de Beor, pois com a elevação dele, haveria uma elevação para todos eles.

E eles olharam e compreenderam, por meio de seus encantamentos e adivinhações (kesamim), que ele não tinha a capacidade de se elevar dali a menos que fizessem Israel pecar. Através disso, a Klipá se fortaleceria e seria capaz de extrair a Nefesh de Beor, pai deles, do nível Tzomeach.

A isto somou-se o fato de que este pecado foi realizado por meio de Aharon HaKohen, o santo de Hashem. E somou-se também a isso o fato de estar nas mãos deles aquela lâmina (tas) de ouro na qual estava escrito: "Ale shor" (Sobe, boi).

Então, eles usaram de astúcia para fazer aquele Bezerro de ouro, que é chamado de Shor (boi), por meio das poderosas bruxarias de suas bocas — as quais enfraquecem o tribunal celeste. E uniram-se todas as ajudas mencionadas: a da Klipá e das bruxarias, a santidade do poder de Aharon, e o Nome Sagrado que estava naquela lâmina (com o qual haviam subido Yosef do rio Nilo).

Por meio disso tudo, saiu dali o boi de ouro, e dentro dele a espiritualidade e a força vital da Nefesh de Beor, pai deles. E ele subiu de Tzomeach [vegetal] para Chai [animal]. Então, eles o aceitaram sobre si como líder, para que ele lhes informasse o futuro e tudo o que precisassem. E tudo isso ocorreu por meio do fato de terem feito Israel pecar, conforme mencionado acima.

E a Néfesh do perverso Beor, que estava naquele boi, era quem gritava e dizia: "Estes são os teus deuses, ó Israel", conforme disseram nossos Sábios, de abençoada memória.

Também este é o segredo do que disseram nossos Sábios, de abençoada memória, que o alimentaram com ervas, como está escrito no Pasuk (Tehilim 106:20): "À semelhança de um boi que come erva". E o assunto é que, visto que ele estava reencarnado no Tzomeach (Vegetal) e nas ervas, ele comia delas para transferir dali o aspecto de sua Néfesh que estava lá reencarnada; e, por meio de sua alimentação delas, tornavam-se membros dos membros daquele boi vivo (Chai), e ele subia de Tzomeach para animal (Baal Chai). E tudo isso ocorria por meio do poder dos Kesamim deles. Por isso, fizeram este Bezerro no mês de Tamuz, que é o último mês do tempo da reencarnação e elevação do Tzomeach para o nível de Baal Chai.

וַיָּמִ֥ירוּ אֶת־כְּבוֹדָ֑ם    בְּתַבְנִ֥ית שׁ֝֗וֹר אֹכֵ֥ל עֵֽשֶׂב

עש"ב

Shaar HaGilgulim, haQadmá 22:

E eis que o assunto dos gilgulim foi explicado em muitos lugares, e como está mencionado no versículo: "Livra a minha Nefesh da espada, e da mão do cão a minha vida [literalmente minha Yechidá]" (Salmos 22:21). Os nossos Sábios (de abençoada memória) também aludiram a isso ao dizerem [Berachot 33a, veja também Pessachim 112b]: "[Se você vir] a cabeça de um touro [comendo] no cesto — suba ao teto e jogue a escada debaixo de você!", pois aquele que vê um touro preto nos dias de Nissan deve fugir dele e subir ao telhado, porque haSatan dança entre os seus chifres.

"O BOI BUMBA"

"BOI BOI BOI, BOI DA CARA PRETA, PEGA ESSE MENINO QUE TEM MEDO DE CARETA"

"FESTA DE SAN FERMIN"

(ESPANHA)

E o assunto é que o touro, que é Dina Kashia (julgamento duro), está mais pronto para que a Nefesh faça gilgul nele do que os demais animais; por isso deve-se fugir dele, o que não ocorre com as outras feras. Visto que estabelecemos anteriormente que não há tempo de ascensão do gilgul que está no Tzomach (vegetal) para o Chai (animal), exceto de Nissan em diante, por isso nos dias de Nissan — que é quando entra nele aquele gilgul do ímpio —, talvez por causa do acréscimo desse Ibur mau, ele cause dano a quem o encontrar. Porém, depois que o animal se acostuma com ela, já não causa dano; por isso não há preocupação exceto no primeiro mês de sua ascensão, que é o mês de Nissan, no qual o touro, ao comer a erva que é Tzomach, recebe o gilgul daquele ímpio que estava antes naquele Tzomach.

E já foi explicado por nós no Sha'ar HaPessukim no assunto de Yunus e Yumbrus, os filhos do ímpio Balaão, que eles fizeram o Bezerro no mês de Tamuz, e sobre ele foi dito: "na semelhança de um touro que come erva" (Tehilim 106:20).

OREV & ZEEV

YANES & YUMBRUS

REMO & ROMOLUS

ROMA

CRISTIANISMO

(Nota marginal: E em outro lugar encontrei escrito em nome do Maharchu [מהרח"ו ז"ל], de abençoada memória, que a palavra עשב [erva] serve como iniciais para שבעה עשר בתמוז [Dezessete de Tamuz]).


O TOURO DE BRONZE [de Wall Street]



Os EUA foram fundados em 4 de julho de 1776. No calendário hebraico, esse dia caiu exatamente em Shiva Assar be'Tammuz (שִׁבְעָה עָשָׂר בתַּמּוּז), o "Dezessete de Tammuz" do ano 5536 (תקל"ו) - Tzom Tamuz; o dia 17 de Tamuz é um dos dias mais negativos do ano qabalístico. Ele marca o início do período de luto de três semanas (Bein HaMetzarim) que culmina em Tisha b'Av (9 de Av). Historicamente, nesta data as duas Tábuas dos Dez Pronunciamentos - Aseret HaDibrot (עשרת הדיברות) cairam das mãos de Moisés e se quebraram, quando ele se deparou com o Éguel Zahav (Bezerro de Ouro), e séculos mais tarde os muros de Jerusalém foram rompidos pelos romanos antes da destruição do Segundo Templo.

Quando calculamos a gematria da data exata da fundação dos EUA escrito como "No 17 (dezessete) de Tamuz, em [5]536"


בי״ז בְּתַמּוּז בהתקל״ו
778

Através dos métodos de decodificação cabalística (como a Cifra Avgad Reverso), essa assinatura numérica revela conexões profundas com as forças arquetípicas de Gog u'Magog.


Shoah Atomit (Holocausto Nuclear)

שואה אטומית

778

Os EUA foram fundados sob o domínio de energias severas, no dia associado à um grande sistema de idolatria. E não são os EUA que dominam e ditam as regras do mundo inteiro?!

O TOURO DE BRONZE DE WALL STREET


Sempre que a pessoa corrompe a santidade de sua essência e entrega a sua alma aos domínios da Avodá Zará — seja acorrentando-se à ilusão da riqueza, à obsessão pelo controle ou à embriaguez do poder, seja mesmo depositando sua esperança e suas intenções em locais externos —, abre-se instantaneamente um abismo insondável em seu próprio ser. Esse vazio interior testemunha a dolorosa ruptura entre a centelha do homem e o seu relacionamento com o seu Criador, apartando a criatura do Fluxo de Luz da Fonte Suprema.

"Não terás outros deuses diante de Mim...", "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma..." (Êxodo 20)

O Criador é o Soberano Absoluto, a Raiz Única de onde emana e subsiste toda a existência. Sob essa luz, a essência da Avodá Zará desvela-se não apenas como o culto a um ídolo de pedra, mas como qualquer ato que curve o ser humano ao exílio de si mesmo, escravizando-o a um sistema de forças estranhas à realidade espiritual de sua alma.

O PECADO DO BEZERRO DE OURO


O Pecado do Bezerro foi um dos pecados mais graves em que o povo de Israel falhou. O pecado ocorreu no quadragésimo dia da subida de Moshe Rabbeinu ao Monte Sinai. Aqueles que falharam foram mortos por três tipos de execução. Como resultado desse pecado, as Tábuas da Lei foram quebradas e todo o povo de Israel foi punido com quarenta anos no deserto.

Este pecado se assemelha ao pecado da Árvore do Conhecimento, pois na entrega da Torá a impureza da serpente havia se afastado do povo de Israel e a morte havia sido anulada para eles; porém, após o Pecado do Bezerro, a impureza retornou e a morte lhes foi decretada como punição, assim como foi decretada para Adão HaRishon e sua descendência.

Depois que o povo de Israel saiu do Egito em 15 de Nissan, eles iniciaram uma jornada de cinquenta dias, alternando dias de viagem e de acampamento. No início do mês de Sivan, eles chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no sopé do Monte Sinai, do lado oriental. No quinquagésimo pela manhã, a Divina Presença (Shechiná) desceu sobre o monte e o povo de Israel vivenciou o momento da Entrega da Torá, ouviram os Dez Pronunciamentos e suas almas voaram de seus corpos até que o Santo, Bendito Seja Ele, enviou-lhes o orvalho da ressurreição, com o qual Ele ressuscitará os mortos no futuro, e os reviveu. Depois disso, eles se voltaram a Moisés e pediram que ele servisse como intermediário entre eles e Deus, pois temiam a experiência de uma nova expiração da alma.

Na manhã seguinte, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber mais detalhes sobre os mandamentos da Torá e para descer com as Tábuas da Lei. Antes de sua subida, Moisés anunciou que subiria por quarenta dias completos, após os quais desceria com as Tábuas.

Houve alguns dentre o povo de Israel, especialmente da "multidão misturada" (Erev Rav, os egípcios que se juntaram ao êxodo), que erraram e pensaram que o dia da subida de Moisés estava incluído na contagem, embora ele tivesse anunciado que se tratava de dias completos, que incluem "noite e dia". Essas pessoas esperaram por Moisés no dia 16 de Tamuz e, ao meio-dia, começaram a dizer que Moisés certamente havia morrido. Além disso, o Satã agiu para que o mundo parecesse "confuso" e mostrou-lhes uma visão em que anjos carregavam o caixão de Moisés, ou seja, que Moisés havia morrido e os anjos estavam realizando seu funeral.

Quando a Erev Rav viu isso, reuniram o povo ao redor de Aharon HaKohen, e pediram que ele lhes fizesse "outros deuses". O Rebe explica que, na verdade, eles queriam um substituto para Moisés e não para o Santo, Bendito Seja Ele, e como não se pode confiar em seres humanos e eles já sabiam que os servos de Hashem na Carruagem Celestial possuem a face de um boi, pediram um substituto semelhante.

Aarão, vendo que o povo estava muito entusiasmado e não podia ser adiado, pediu-lhes que trouxessem as joias de ouro das orelhas das mulheres e das crianças, a fim de atrasar a fabricação do bezerro. As mulheres recusaram-se a entregar seu ouro para a confecção do bezerro; por isso, os homens tiraram de si mesmos os brincos que tinham nas orelhas e os reuniram em um só lugar. Aarão atirou o ouro no fogo e os magos que estavam entre a multidão misturada moldaram a forma do bezerro por meio de feitiçaria. Segundo outra opinião, Mica pegou a placa de metal na qual Moisés havia escrito as palavras "Sobe, boi" para erguer o caixão de José do rio Nilo, jogou-a no fogo e imediatamente um bezerro de ouro saiu do fogo, com a capacidade de andar e comer.

A multidão misturada, vendo o sucesso, proclamou: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito!".

Depois que o bezerro foi feito, Aarão quis adiar o povo de Israel um pouco mais e, por isso, proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor". Aarão pretendia atrasá-los o máximo possível e, por isso, começou uma construção intencionalmente lenta do altar, na esperança de que Moisés descesse e os impedisse. Ele teve medo de contê-los diretamente após ver que haviam matado Hur, filho de Miriam, que os havia repreendido.

Na manhã seguinte, haSatan apressou o povo de Israel a acordar cedo, para que tivessem tempo de pecar antes que Moisés descesse do monte. O povo de Israel ofereceu sacrifícios, sentou-se para comer e festejou.

O dia em que Moisés realmente deveria descer era 17 de Tamuz. No mesmo momento em que Hashem entregava as Tábuas da Lei a Moisés, o povo de Israel começou a festejar com o bezerro. O Santo, Bendito Seja Ele, disse imediatamente a Moisés: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu". Ou seja: "Toda a tua grandeza existe por causa do povo de Israel, e agora que eles pecaram por causa do povo que você subiu do Egito — a Erev Rav —, desça da tua grandeza".

Hashem queria exterminar todo o povo de Israel e criar uma nova nação a partir de Moisés, mas Moisés implorou ao Santo, Abençoado Seja Ele, que não o fizesse por duas razões:

O Faraó havia dito a Moisés para não ir ao deserto porque via a estrela da "maldade" (Ra'ah) subindo contra eles, e agora pareceria que o Faraó estava certo — de que quando o povo de Israel estivesse no deserto, a destruição viria sobre eles.

Em virtude dos Patriarcas, a quem o Santo, Abençoado Seja Ele, jurou que estabeleceria deles um povo que herdaria a Terra de Israel.

Hashem ouviu as palavras de Moisés e "arrependeu-se" da decisão de exterminar todo o povo de Israel.
[fonte: Chabadpédia]


17 BE'TAMUZ - As Cinco Rupturas Cósmicas da Data


A tradição rabínica estabelece cinco eventos históricos e catastróficos que motivaram a instituição do jejum público no dia 17 de Tamuz:

1. A Quebra das Tábuas da Lei
Após a outorga da Torá em Shavuot, Moshé subiu ao Monte Sinai no dia 7 de Sivan. Ele permaneceu lá por quarenta dias e quarenta noites para receber as Tábuas da Lei com os Dez Pronunciamentos. Esse período encerrou-se exatamente no dia 17 de Tamuz. Ao descer do monte e se deparar com o povo cometendo o Pecado do Bezerro de Ouro, as Letras da sustentação voaram de sobre as Tábus e elas cairam e se quebraram ao pé do monte.

2. A Cessação do Sacrifício Diário (Korban HaTamid)
O Korban HaTamid era o sacrifício diário realizado no Templo Sagrado, composto por dois cordeiros ofertados ininterruptamente — um pela manhã e outro ao entardecer. Durante o cerco a Jerusalém, as forças inimigas bloquearam o fornecimento dos animais necessários, forçando a interrupção definitiva deste serviço ritual no dia 17 de Tamuz.

3. O Rompimento das Muralhas de Jerusalém
Durante o período do Segundo Templo, o exército romano cercou Jerusalém. No dia 17 de Tamuz, as forças invasoras conseguiram romper as muralhas da cidade, o que culminou na invasão subsequente e na destruição do Santuário.

Nota Histórica: No Primeiro Templo, o rompimento das muralhas ocorreu originalmente no dia 9 de Tamuz. Contudo, os Sábios unificaram o jejum no dia 17 porque a destruição do Segundo Templo possui consequências mais severas e duradouras para o exílio atual. Paralelamente, o Talmud Jerusalém afirma que, mesmo na época do Primeiro Templo, o rompimento ocorreu no dia 17, mas o sofrimento e a confusão da população levaram a um erro no registro cronológico da data.

4. A Queima do Rolo da Torá
Um oficial romano chamado Apostomus queimou publicamente um rolo da Torá, em um ato de profanação e ataque direto à fé e à identidade judaica.

5. A Colocação de um Ídolo no Santuário
Uma imagem de idolatria foi introduzida no interior do Templo (Heichal).


A RETIFICAÇÃO MÍSTICA


No dia 16 de Tamuz, o povo fez surgir o Bezerro de Ouro. Naquele momento, Aharon HaKohen proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor", referindo-se ao dia 17 de Tamuz. A intenção de Aharon era que Moshé retornasse a tempo de interceptar o culto ao Bezerro, transformando o dia seguinte em uma celebração ao Deus único através da anulação da idolatria. Embora o povo tenha se precipitado antes da descida de Moshé, a declaração de Aharon permanece como uma profecia para o futuro.

O AriZal (Rabino Isaac Luria) esclarece que há um segredo (Sod) nessas palavras: no futuro, Hashem reverterá o dia 17 de Tamuz em uma data de celebração, cumprindo a visão de Aharon. Na Torá, o termo "amanhã" frequentemente alude a um tempo futuro e messiânico.

A conversão do 17 de Tamuz em dia de festa atuará como a retificação (Tikun) definitiva para o Pecado do Bezerro. O erro do Bezerro consistiu em atribuir poder a uma existência separada da Unidade do Criador. Essa distorção será totalmente corrigida na Redenção Final, quando a Unidade Absoluta preencher a criação, elevando inclusive as faíscas de santidade capturadas pelas cascas mais densas da impureza.
[fonte: Chabadpédia]



SHALOM! RAZÁ ILAÁ!

O Artesão Da Luz