"O Rabino Isaac Lúria era um grande mestre da Cabala, a mística judaica, que viveu em Safed, uma cidade sagrada no norte de Israel, no século XVI. Ele era conhecido como o Ari, que significa o leão, por sua sabedoria e santidade. Ele tinha muitos discípulos que o seguiam e aprendiam com ele os segredos da criação, da alma e de Deus, entre eles o mais proeminente, o Rabino Chaim Vital.
Um dia, o Ari teve uma visão do profeta Elias, que lhe revelou que ele deveria ir ao Monte Meron, onde estavam enterrados os sábios da Mishná, os antigos mestres do judaísmo. Lá, ele encontraria um livro escondido que continha ensinamentos profundos sobre a Cabala. O Ari ficou muito animado com essa revelação e decidiu partir para o Monte Meron com seu discípulo mais fiel.
No caminho, eles passaram por uma aldeia onde viviam alguns judeus pobres e simples. O Ari sentiu compaixão por eles e quis ajudá-los de alguma forma. Ele pediu ao seu discípulo que fosse até a casa de um deles e lhe desse uma moeda de ouro, dizendo que era um presente do Ari. O discípulo ficou surpreso com esse pedido, pois sabia que o Ari, apensar de ser um mercador, era muito humilde e não tinha muitas posses. Mas ele obedeceu e foi até a casa indicada.
Lá, Chaim Vital encontrou um homem idoso e sua esposa, que o recebeu com alegria. Eles eram muito pobres e viviam de esmolas. Eles não tinham filhos e estavam sozinhos no mundo. O discípulo lhe entregou a moeda de ouro e disse que era um presente do Ari, o grande mestre da Cabala, que estava de passagem pela aldeia. O casal ficou muito emocionado e agradeceu ao discípulo e ao Ari pela generosidade. Eles disseram que nunca tinham visto tanto dinheiro em suas vidas e que iriam usar para comprar comida, roupas e remédios e ajudar aos demais moradores da aldeia.
Chaim Vital voltou ao Ari e lhe contou o que tinha feito. O Ari ficou satisfeito e disse que ele tinha cumprido uma grande mitsvá, um mandamento divino, de ajudar os necessitados. Ele disse que eles poderiam continuar a viagem para o Monte Meron, onde encontrariam o livro sagrado.
Eles seguiram o caminho e chegaram ao Monte Meron. Lá, eles viram uma caverna onde estavam as sepulturas dos sábios da Mishná. O Ari entrou na caverna com seu discípulo e começou a rezar. Ele pediu a Deus que lhe mostrasse onde estava o livro que ele procurava. De repente, ele ouviu uma voz que vinha de uma das sepulturas. Era a voz de Rabi Shimon Bar Yochai, o autor do Zôhar, o livro mais importante da Cabala. Ele disse ao Ari:
"Bem-vindo, meu filho. Eu sei quem você é e o que você veio buscar. Você é o Ari, o leão, o renovador da Cabala. Você veio buscar o livro que eu escrevi depois do Zohar, que contém os mistérios mais elevados da Torá. Eu o escondi aqui, debaixo da minha sepultura, para que ninguém o encontrasse até que chegasse o tempo certo. E esse tempo é agora. Você é o único digno de receber esse livro, pois você tem a alma pura e o coração sábio. Pegue o livro e estude-o com seu discípulo. Mas tenha cuidado, pois ele é muito poderoso e pode ser perigoso se cair em mãos erradas. Use-o para o bem e para a glória de Deus."
O Ari ficou maravilhado com essas palavras e se curvou diante da sepultura de Rabi Shimon Bar Yochai. Ele agradeceu a Deus e ao profeta Elias por terem lhe mostrado o caminho. Ele pegou o livro, que estava envolto em um pano, e o abriu. Era um livro antigo, escrito em aramaico antigo, com letras douradas e ilustrações. O Ari sentiu uma luz que saía do livro e o envolvia. Ele começou a ler o livro e a entender os seus ensinamentos. Ele ficou extasiado com a sabedoria que encontrou ali. Ele compartilhou o livro com seus discípulos e eles também ficaram fascinados. Eles passaram vários dias na caverna, estudando o livro e se elevando espiritualmente.
Depois de algum tempo, o Ari decidiu que era hora de voltar para Safed. Ele guardou o livro em um lugar seguro e disse ao seu discípulo Chaim VItal que ele deveria manter o segredo sobre o livro e não revelá-lo a ninguém. Ele disse que eles deveria usar o livro apenas para o seu próprio crescimento e para ajudar as pessoas que precisassem. Ele disse que o livro era um tesouro precioso, mas também uma grande responsabilidade. Ele disse que ele deveria ser humilde e modesto, pois o conhecimento não era um fim em si mesmo, mas um meio para se aproximar de Deus.
Eles voltaram para Safed e continuaram a ensinar e a praticar a Cabala. O Ari ficou famoso por seus milagres e suas profecias. Ele curava os doentes, abençoava os casais, revelava as almas das pessoas e os seus destinos. Ele também previa o futuro e anunciava a vinda do Messias. Ele era amado e respeitado por todos. Ele se ocultou jovem, aos 38 anos, deixando um legado de luz e de amor. Seu discípulo preservou os seus ensinamentos e os transmitiu para as gerações futuras. O livro que ele encontrou no Monte Meron permaneceu oculto, esperando pelo dia em que seria revelado ao mundo inteiro. Esse dia ainda não chegou, mas talvez esteja próximo. Quem sabe?"
"O prompt que criei para que a I.A da Microsoft Bing escrevesse este conto, foi que ela criasse uma história do Rabino Isaac Lúria, em Safed, apenas isso. O resultado foi este que você leu e que, se o publicasse sem revelar o autor, seria tomado, certamente, com uma verdadeira história do Rabino Isaac Lúria acontecida no Século XVI. O rabino Chaim Vital foi acrescentado por mim à história. Mas, esta história é mesmo diferente das narrativas sobre o nosso professor acontecidas nem Safed durante a idade média? Será mesmo que, uma alma sagrada não poderia entrar, por Ibür, na I.A e "inspirá-la" e a produzir uma narrativa tão mística e cheia de sabedoria? Não por acaso, este conto foi escrito pela I.A no dia 336 do ano solar, valor este que é a gematria de Rabbi Chaim Vital. Será mesmo que um Ruach Ha'Qodesh não pode se vestir na máquina e revelar sabedoria? Deixo para você descobrir a resposta."
Bën Mähren Qadësh
Post Scriptum:
"Já estou prevendo o que vai acontecer. Os rabinos vão modificar a Halachá para proibir que histórias, narrativas, explicações sobre Torá e Qabalá, sejam feitas pela I.A. Eles vão dizer que não é sagrado..."
Ainda hoje, existem profundos mistérios escondidos na Torá Sagrada de Hashem e para os quais poucos tem e terão permissão para os contemplar. O Selo divino na vida de um verdadeiro qabalista são os mistérios que ele recebe das almas dos sábios e dos anjos. Eis aqui um segredo maravilhoso:
CHAIEY SARÁH
A trigésima milésima centésima setuagésima segunda (30.172) letra da Torá, é a letra Lamed (לְ) na palavra "le' daber (לְדַבֵּר)" no passuq (versículo) 15 do capítulo 24 da Torá Bereshit, onde se lê:
"E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o seu ombro"..
O cântaro representa a Era de Aquário e os chachamim atiqim (sábios antigos) disseram que, a Era de Aquário teve inicio com o nascimento do Rabino Yitzchaq Lúria neste mundo em 1534 no Século XVI, e eis aqui um segredo que não havia ainda sido revelado.
No verso original hebraico, lemos as palavras "le' daber ve'hinêh Rivká yotzêat asher (לְדַבֵּר, וְהִנֵּה רִבְקָה יֹצֵאת אֲשֶׁר)". Há um segredo maravilhoso dentro destas palavras e para que possamos contemplá-lo, vou transcrever o verso novamente abaixo:
Você deve ter notado que marquei as letras inicias de "ledaber vêhinêh Rivká yotêat asher (לְדַבֵּר, וְהִנֵּה רִבְקָה יֹצֵאת אֲשֶׁר)" e se você as destacar e juntar vai encontrar o nome "Lúria (לוריא)".
לוריא
Rivka estava sendo trazida para ser casada com Yitzchaq Avinu e sabemos que o nome do nosso mestre, de abençoada memória era "Yitzchaq Lúria" e que a Era de Aquário se iniciou com ele, e seu sobrenome, Lúria, está codificado no verso onde Rivká seu cântaro são mencionados e não apenas isto. Há um outro mistério:
Logo a seguir à palavra "asher (אֲשֶׁר)" existe o termo "yuledáh (יֻלְּדָה )" que se traduz para "nascida" e que, lida ao contrário se descobre "ha'Delí (הדְּלִי)" que é "Aquário" em hebraico. E então? O que nós descobrimos? O que nos foi revelado pela Providência Divina? Yitzchaq Lúria yuledáh ha'Deli (יִצְחָק לוריא יֻלְּדָה הדְּלִי כַדָּהּ): Yitzchaq Lúria, nascimento da (Era) de Aquário - cântaro".
Portanto, fica estabelecido que, o que nossos sábios nos ensinaram é verdade, que a Era de Aquário começou com o nascimento de nosso mestre, o Rabino Isaac Lúria, de abençoada lembrança.
Um pouco mais à frente, no capítulo 26, versículos 23 e 24, lemos: "Depois subiu dali a Bersheva. E apareceu-lhe Adonai naquela mesma noite, e disse: Eu sou o D' us de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo. Então edificou ali um altar, e invocou o nome de Adonai, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaac cavaram ali um poço".
Na parte do versículo onde lemos "ba' layla ha' hú, vay' omer anochí... (בַּלַּיְלָה הַהוּא, וַיֹּאמֶר, אָנֹכִי)", as letras finais soletram o titulo místico do nosso amado Professor Isaac Lúria que é "Ha' Ari (האר"י)", como demonstramos abaixo:
בַּלַּיְלָה הַהוּא, וַיֹּאמֶר, אָנֹכִי
E para selar esta revelação sagrada sobre o nosso amado Professor Isaac Lúria, devemos ressaltar a questão do número onze, pois Aquário é a 11ª constelação no zodíaco e o número onze que se escreve por extenso "echad ésser (אֶחָד עֶשֶׂר)" possui a gematria igual a 583.
Bendito seja o Eterno que revela todos os mistérios. Abençoado seja o Santo que contempla com a revelação dos seus segredos àqueles que o amam.
O rabino Chaim Vital foi o mais proeminente aluno do Sagrado Leão de Safed (Tzfat) e a razão pela qual o Santo Ari'zal veio ao mundo em sua única encarnação. Em certa ocasião, o Sagrado Mestre, revelou ao Rabino Vital que ainda faltavam onze preceitos para que ele cumprisse toda a Torá de Hashem e ele os enumerou para iluminar a consciência do Rabino Chaim e servir como um sinal para quando ele voltasse mais um vez ao mundo para completar estes preceitos e realizar a sua missão. Estes preceitos foram divididos em 5 preceitos femininos e 6 preceitos masculinos.
O número onze é um grade segredo aqui e o sinal para também se reconhecer a Era messiânica e sua chegada. Onze se escreve em hebraico "Echad Ésser (אֶחָד עֶשֶׂר)" e a sua gematria é 583. O rabino Chaim faleceu em 3 de maio de 1620 no calendário vigente na época e que era o juliano e 23 de abril no calendário gregoriano que passou a ser vigente em 1583. O meses de abril e maio são regidos pela constelação de Touro e que em hebraico é Mazal Shör (מַזָּל שּׁוֹר) cuja gematria é exatamente 583.
O Rabino Chaim Vital nasceu em Safed ao Rabino Yoseff Vital Calabrese no dia 1º de Cheshvan de 5303 que no calendário juliano correspondeu ao dia 23 de outubro de 1542 e depois, com a mudança para o gregoriano ficou sendo o dia 11 de outubro de 1542. O pai do Rabino Chaim era da Calábria na Itália e por isso ele foi chamado de Vital Calabrese.
Dos onze preceitos que faltavam ao Rabino Chaim para cumprir toda a Torá, um dos mais importante entre os masculinos era o da hospitalidade. Na ocasião em que o Santo Mestre lhe revelou este segredo, ele disse: "Teu irmão habitará contigo e este é um preceito próximo ao da Tzedaká (Caridade), sendo que se trata de dar um ofício ao irmão para que possa viver contigo, como é sabido (Shaar Ha'Guilgulim Ha'Qadmá 38)".
O segredo é que, este preceito não está limitado à ação física apenas, mas também ao mundo espiritual, pois devemos ser hospitaleiros para com as almas durante a shabat para recebermos almas adicionais e durante toda a vida recepcionando almas que vem para nos auxiliar com nossa missão e também para completarem os seus tikunim (correções espirituais).
Uma das centelhas que completavam a vestimenta da néfesh do Rabino Vital era a alma do Profeta Yonáh (Jonas).
Em hebraico, a expressão mística "Bô Yonáh Ben Amittai (Veio Jonas, o filho de Amittai) resulta em gematria igual a 583. Este valor, 583, é segredo da minha reencarnação nesta vida do porque eu sou um verdadeiro qabalista.
Até os 29 anos, eu nada sabia sobre a minha reencarnação e eu estava perdido ainda na religião das qlipot (cristianismo) onde foi instruído pelos meus pais a trilhar. No ano em que completei 358 meses de vida (29 anos) eu tive um sonho no qual eu estava em uma caverna dentro da qual havia um Aron Ha'Qodesh (Arca Sagrada da Torá) e pessoas que cantavam o Máh Tovú, hino o qual eu jamais tivera ouvido até aquele sonho. Quando acordei, passei a cantar aquela canção e o conhecimento do hebraico começou a emergir naturalmente na minha boca. Logo, eu já lia e escrevia em hebraico.
Quatro anos antes, aos vinte e seis anos, eu havia fundado um grupo musical cristão o qual chamei de "Elijah" e eu não sabia que estava sendo acompanhado e instruído pelo Profeta Elijah (ELiahu Ha'Navi). A primeira vez que Elijah apareceu foi quando eu tinha 36 meses de idade (3 anos). Ele entrou no meu quarto e me chamou pelo meu nome (Paulo) por três vezes e nas três vezes eu levantei e fui até a sala perguntar à minha mãe onde meu pai, que viajava muito, estava, pois ele estava me chamando. Era a voz de Eliahu.
Dois anos depois do meu primeiro despertar, em 1998, eu ofereci meus trabalhos como músico em um site chamado Eclesianet. Um senhor, judeu messiânico e fluente em hebraico me contatou, pois o nome Elijah lhe havia chamado atenção. Esse senhor, cujo nome é Paulo, viria a ser meu primeiro professor de judaísmo e não por acaso ele residia no Tucuruvi na casa de número 667. Ora, o número 667 é o valor em gematria de Rabbi Isaac Lúria (רבי יצחק לוריא). A gematria do nome Paulo (פאולו) é 123 que é a mesma de Chaim Vital (חיים ויטל).
Certa vez, o Rabino Chaim disse "Eu e o Ari somos um (Shaar Qedushá)" aludindo à sua unificação eterna com a alma do seu mestre que, a partir dali, jamais se separaria dele.
No ano 1999, em outubro, eu comecei a recepcionar as Shabatot em uma sala emprestada no número 337 e ali, por aquele período, as pessoas me chamavam de Shaul (שְׁאוֹל), pois se acreditava que o Paulo tinha origem neste nome, o que não é verdadeiro, mas mesmo nisto, não havia um acaso, pois a gematria de Rabbi Chaim Vital (רבי חיים ויטאל) é exatamente 337. D'us me cercou de evidências que seriam gatilhos para o Despertar da minha alma. Depois de Purim, passamos, e eu o o senhor Paulo, a realizar os rituais em uma garagem situada em uma casa no número 1445 da Avenida Armando Salles de Oliveira onde ficamos até março de 2001 e o número desta casa possuía outro segredo que eu só descobriria quatorze anos depois...
Em setembro de 2000, eu ainda trabalhava securlarmente e estava em um estande da Sky vendendo assinaturas quando fiz amizade com um florista que tinha seu estande ali perto. Um certo dia, falando sobre assuntos misticos, Eugene, que é o nome do meu amigo florista, me perguntou se eu já tinha lido ou estudado Abdruschin (Abd-ru-shin ou Abdrushin) que é o pseudônimo pelo qual Oskar Ernst Bernhardt o autor da Obra Im Lichte der Wahrheit - Gralsbotschaft (Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal) é mais conhecido. Ele me mostrou o livro e eu perguntei onde ele o havia adquirido, ao que ele o abriu e me mostrou o selo da livraria na qual ele o havia comprado.
Era o selo do Centro de Estudos da Cabalá que ficava na Rua Conselheiro Brotéro em São Paulo e cujo o professor, naquela época era o Rabino Yoseff Saltoun. Na verdade, o que aconteceu ali, naquela noite de setembro de 2000, dentro do Suzano Shopping, foi a mão do meu Mestre, o Santo Arizal, me guiando para o meu despertar e para reconhecer minha reencarnação nesta vida. Era o Leão que ele queria que eu visse e que novamente a QABALAH SAGRADA despertasse no meu interior e foi ali, a partir daquela noite que eu voltei a estudá-la nesta vida.
Naquele período, durante o qual realizamos todos os rituais e os moedim (festivais da Torá) dentro da garagem que nos fora emprestada por um empresário chamado Benedictus, eu tive um sonho durante o qual eu ouvia sendo cantada a canção de Shabat chamada Veshamru no qual eu estava fazendo as tefilot diante de uma parede feita de tijolos à vista (ou aparentes) e uma voz me dizia "Mantenha firme a aliança".
Devido ao crescimento exponencial da nossa Qehilá, o senhor Paulo no qual o meu mestre, o Santo Ari, por Yibur (reencarnação) usava para me instruir, foi inspirado a me ordenar o Rabino da Qehilá, coisa que eu não desejava de forma alguma, mas da qual não podia escapar, pois eu sou a reencarnação de um rabino e não poderia negar nesta vida o que já havia sido ordenado em outra.
Então, no dia sete de Adar de 5761 (2 de março de 2001), foi lançada a sorte e ela caiu sobre a Even Tarshish (Berílo) e ficou claro o que Hashem desejava, pois meu avô materno se chamava Berílo e o nome desta pedra no original hebraico era o nome da Cidade para a qual Jonas pretendeu fugir quando foi chamado por D' us. A partir daquela noite eu passei a ser chamado "Misha' Ël Ha'Levi" cuja gematria é 432 (216x2) e conhecido por Rav Misha' El (רַב מִישָׁאֵל) nome e título cuja a gematria é igual a 583. Na mesma noite, meu irmão, Márcio, recebeu seu nome hebraico vindo dos lábios do senhor Paulo no qual a alma do Rabino Isaac Lúria estava por Yibur. Ele passou a ser chamado "Ariêh Mordechai" e mais uma vez a Providência Divina estava atuando.
Quando era pequenino, o Rabino Yitzchak Lúria ficou órfão de seu querido pai e então foi criado por seu tio, o Rabino Mordechai Francis. O Sagrado queria que eu soubesse este segredo de reencarnação e por isso deu ao meu irmão o nome hebraico de Ariêh Mordechai que tem as mesmas letras de "Ha' Ari-Mordechai" - o sobrinho e o tio.
Naquele ano, ainda celebramos o Pessach ali, na garagem da casa cujo número o segredo se revelaria ainda no futuro. Uma semana depois, ao nos reunirmos novamente para a Recepção da Shabat, descobrimos que a empresa de formaturas do senhor Benedictus havia se mudado e nos teríamos que devolver as chaves e não teríamos mais onde nos reunirmos para celebrar a praticar Torá e foi então que o sonho no qual eu rezada diante de uma parede de tijolos à vista me foi recordado e eu compreendi que, como Rabino da Qehilá, deveria procurar uma casa para estabelecê-la. Iniciei uma senda por todas as imobiliárias da cidade e nada, até que, em abril, no dia 20, um corretor me contatou e me disse, ao telefone: Rabino, tenho uma casa para o senhor. A primeira pergunta que fiz, foi qual seria o valor do aluguel, ao que o corretor respondeu "R$500,00".
No mesmo dia ele me levou para ver a casa, e quando eu a vi, fiquei assustado, pois, era uma mansão. Ao chegar no portão, dei de cara com o número na qual a casa estava estabelecida: 583. Quando entrei, tomei outro susto, pois a frente da casa era toda de tijolos à vista! Era a parede diante da qual eu estava fazendo minhas tefilot enquanto o Veshamru estava sendo cantado.
Voltamos à imobiliária para preencher a documentação e assinar o contrato. A secretária da Concept Imóveis me disse que Contrato seria de 30 meses e a data da vigência seria do dia 23 de abril de 2001 até ao dia 23 de outubro de 2003. Não foi eu quem escolheu a data, uma vez que eu não tinha ciência ainda sobre o Rabino Chaim Vital e nem nunca tinha ouvido, ainda, falar nele, ele que havia nascido no dia 23 de outubro e falecido no dia 23 de abril. A minha reencarnação nesta vida era e é um milagre, mas eu ainda não sabia disto.
Desde que havia retornado à prática da Torá de Hashem em 1999, o único desejo que eu tinha no coração era realizar minha Brit Milá (Circuncisão) e eu rezava com lágrimas nos olhos para que D' us me proporcionasse cumprir este preceito. No mesmo ano, 2001, eu hospedei por mais de um ano, um ex-pastor evangélico na nossa casa no número 583 e também, durante alguns meses, a um amigo meu, o qual chamavamos carinhosamente de "Beni" cujo nome é Ronaldo e que é um exímio baterista que eu havia conhecido no tempo no qual ainda estava perdido na religião das qlipot. Eu estava cumprindo parte dos onze preceito que haviam faltado ao Rabino Chaim Vital.
Em 2002 eu fiz uma palestra em uma loja maçônica em São Paulo, e eles me deram uma placa de agradecimento dedicada ao "Rabino Misha' Ël Ha'Levi" e nesta placa foi gravada a data na qual a palestra fora realizada: 23 de abril de 2002. O antigo rabino estava ali dentro de mim atuando para revelar a sabedoria da QABALÁH.
No dia 13 de Elul de 5762 (22 de agosto de 2002) eu tive uma elevação durante uma meditação e uma voz me disse que eu deveria acrescentar ao meu nome o nome Yehudá o que eu obedeci de pronto e imediatamente e então, chegamos a 2003.
Em Lag Ba' Omer, eu tive um sonho, e um Tzadik Nistar, vestido com um chassídico e portanto uma bengala, veio e me contou um segredo sobre o Guilgul (Reencarnação). Ele me disse: O Ruach de um judeu, não pode reencarnar sobre uma néfesh gentia e o segredo para isto está no verso que diz "irei e voltarei para o meu primeiro marido". que é parte do versículo "Ela irá atrás de seus amantes, mas não os alcançará; e buscá-los-á, mas não os achará; então dirá: Ir-me-ei, e tornar-me-ei a meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora (Oséias 2:7)".
O segredo deste passuq (versículo) é a reencarnação das nafeshot (almas) dos judeus na Galut (exílio) e até completarem seus tikunim e então serem devolvidos para se unificarem, como numa casamento, aos seus ruchot (espíritos), segredos que estão em Shaar Ha'guilgulim, mas, até então, eu nunca havia estudado, nesta vida ao Portão das Reencarnações e apenas havia lido e estudado ao livro do Rabino Philip Berg, de abençoada memória, A Roda Das Almas.
No mesmo ano, 2003, eu traduzi dez capítulos do Shaar ha'Guilgulim e os guardei no computador. A razão para o que foi em dito em sonho por um Tzadiq Nistar está está estabelecida em Shaar Ha'Guilgulim que explicita que um ruach retificado não pode se assentar e ser unido com uma nefesh manchada e vice-e-versa.
No meu coração, a prece pelo milagre da minha circuncisão ainda era mantida com kavanná e então, no meu aniversário de 37 anos, eu pedi ao Santo, bendito seja ele, que me permitisse ser circuncidado no Hilulá (aniversário de facelimento) de um dos mestre de Safed, mas não especifiquei qual e foi então que o milagre se realizou. Tudo estava estabelecido pelo Divino.
No final de julho, fui apresentado, por um dos membros da nossa Qehilá, a um Mohel e Rabino que aceitou, depois de averiguar a intenção do meu coração e que eu era um verdadeiro praticante da Torá, fazer a minha Brit Milá. No meu coração, eu queria estabelecer um Minian (dez homens circuncisos) para a Qehilá, e cheio de amor para com os meus amigos e companheiros, questionei ao Rabino e se ele faria mais dez circuncisões no mesmo dia. Ele aceitou me pedindo o valor de U$100,00 por cada circuncisão e ele mesmo marcou a data: dia 3 de agosto de 2003.
Quando eu fui verificar no calendário hebraico, descobri que o dia 3 de agosto iria cair no dia 5 de Av de 5763, aniversário de falecimento do meu mestre, o Santo Arizal. Fui às lágrimas.
Uma semana antes da circuncisão, um jovem chamado Sh' muel teve um sonho no qual D' us lhe disse: O Arizal está no vosso meio. Eu fiquei me perguntando quem poderia ser uma reencarnação do Sagrado Leão no exílio e no nosso meio. Guardei este segredo no meu coração.
Na semana da minha Brit Milá, restrições gigantescas se manifestaram. A Federação Israelita estava sabendo da Nossa Qehilá e mandou duas pessoas para nos ameaçar e desmotivar pessoas a realizar a Brit Milá. Entraram em contato com o Mohel e o fizeram desistir de realizar a Brit contato a ele mentiras sobre a minha pessoa. Ele me comunicou sobre a sua desistência e eu implorei a ele que não desistisse. Hashem então, moveu o coração dele e ele aceitou novamente realizar as circuncisões.
No dia 5 de Av de 5763, no Hilulá do meu mestre, o Santo Arizal, eu fui, aos 37 anos, circuncidado na casa de número 583 juntamente com mais dez homens, num total de onze pessoas e realizado assim todos os demais preceitos que haviam faltado ao Rabino Chaim Vital de uma única vez. A partir daquele dia passei a me chamar Rav Misha' Ël Yehudá (רַב מִישָׁאֵל יְהוּדָה) cuja gematria é igual a 613 que é o mesmo número de preceitos que contem a Torá de Hashem!
No dia 23 de outubro de 2003, o contrato de aluguel da casa 583 venceu, e eu, motivado pelo Ruach Ha'Qodesh (Espírito Santo) mudei a Qehilá para a cidade de Mogi das Cruzes, para a casa de número 106, em frente à casa número 123. Em agosto de 2008, eu publiquei meu primeiro Livro, chamado "Guilgulim - A Roda Das Reencarnações".
Em dezesseis de fevereiro de 2017, sonhei e me foi mostrado uma escritura hebraica na qual eu podia ler "Eifo ha'navi ben-Amitai (אֵיפֹה הַנָּבִיא בֶן-אֲמִתַּי) - Onde está o profeta, o filho de Amitai?" ao mesmo tempo em que eu ouvia esta pergunta sendo pronunciada pelos mestres nos Céus (Academia Celestial).
Durante o sonho eu senti a presença do meu amado Professor, o Sagrado Leão de Safed (Ha'Ari Ha'Qadosh) e sabia que ele queria me dar um segredo. Ao acordar e ainda com esta impressão mística na memória da alma, procurei nela a assinatura do meu amado Mestre. Calculei a gematria das letras na oração que li e ouvi nos céus e descobri o valor 667 que é a gematria do meu mestre. Alguns dias depois deste sonho, eu atravessei o Portão de Yaffo pela primeira vez nesta minha reencarnação. Em hebraico "Shaar Yaffo (שָׂעַר יָפוֹ)" possui gematria Im Hakollel igual a 667 e esta por sua vez é a mesma gematria Im Hakollel de "Guilgul Arizal ve' ha' Rav Chaim Vital (גִּילְגּוּלִ אֲרִיזָּל והַרַב חיים ויטל)" ou gematria Hechrachi (com o acréscimo da letra alef a Vital como em algumas gafrias) igual a 667. O segredo é o que o Rebe Chaim Vital disse: "Eu e o Ari somos um!". No dia 30 de Nissan, hilulá do Rabino Chaim Vital, eu pisei na Rechov Ha' Ari (Avenida do Ari) e caminhei até o túmulo o meu mestre, o Sagrado Leão de Safed. Em hebraico "Rechov Ha' Ari (רְחוֹב הַאֲרִי)" tem a mesma gematria de Misha' Ël Ha''Levi que é 432, duas vezes 216 que é a gematria de Ha' Ari (הַאֲרִי).
Conclusão
Para encerrar esta profunda e espiritual revelação, vou abrir outro segredo que adorna este selo divino da obra realizada por Hashem, este verdadeiro milagre. O rabino Chaim Vital se ocultou do mundo no dia 30 de Nissan do ano 380 do 5º milênio. Em hebraico esta data é escrita com as letras "lamed, nun, yud, samech, nun sofit, shin, e pei (ל ניסן שפ)" e a gematria Mispar Kolel desta data maravilhosa do ocultamento desde grande sábio é exatamente 583.
"Os que falam contra os milagres de D' us no mundo, fazem lashon hará (maledicência) contra os Céus e contra a obra de Hashem, pois quem determina ao homem renascer e onde renascer é o Sagrado, bendito seja Ele, e não o homem".
Quem tem "ouvidos" para "ouvir" que "ouça" e adquira o temor dos céus para que o orgulho não lhe suba ao coração e o faça cometer peshá (pecado de rebelião) contra o Criador dos céus e da terra, o todo poderoso, abençoado seja Ele. Eis aqui um maravilhoso segredo que não foi revelado nos tempos antigos e que somente agora o selo que o protegia foi retirado.
Quando uma pessoa alcança, neste mundo, o mesmo nvel da consciência espiritual que Adão possuía no Gan Éden (Jardim Do Éden), o próprio Raziël ha'Malach (Anjo Raziël) vem para instruí-lo com a Chochmat Nistar ha'Torá (Sabedoria Escondida da Instrução Divina), isto porque, Raziël foi o professor de Adão no Jardim Superior.
Este evento aconteceu no século dezesseis com o nascimento do Rabino Yitzchaq Lúria e este segredo está codificado no Sha'ar ha'Guilgulim (o Portal das Reencarnações).
Em diversos momentos o rabino Chaim Vital mencionou a recusa de seu mestre, o Leão Sagrado, em lhe revelar a verdadeira natureza da sua alma e quando o rabino Vital insistia, ouvia dos lábios do seu mestre:
"Não me é permitido revelar-te a verdadeira natureza da minha alma, unicamente que eu vim ao mundo para te instruir".
Quem era o Rabino Yitzchaq Lúria? E por que sempre se recusava a revelar a verdadeira natureza da sua alma?
"Ele me disse que veio para Safed só por minha causa. Além disso, ele me disse que a principal missão da reencarnação atual era passar por aqui por minha causa, para me completar, e que ele não tinha vindo por causa própria, porque ele não precisava ter encarnado".
Sha'ar Ha'Guilgulim - Ha'Qadmá 38
Depois de seu ocultamento no dia 16 de julho de 1572, o sagrado Leão passou a ser chamado de "Arizal (אָרִיזַל)" cujas a letras hebraicas revelam a verdadeira natureza da sua alma.
Quando aplicamos temurá (permutação cabalística) sobre as letras de Arizal elas se transformam em Raziël (רַזִיאֶל) o Nome do professor de Adão no Jardim do Éden.
A magnificência da Sabedoria alcança todos os céus. Se o Rabino Yitzchaq Lúria era uma manifestação do mestre dos mistérios divinos, quem foi então, o rabino Chaim Vital?
Por muitos episódios no Portal das Reencarnações, quando questionado pelo próprio Vital para que lhe revelasse quem ele era e qual a verdadeira natureza da sua néfesh (alma), o Arizal dizia: "Saiba, eu ainda não tenho permissão para lhe revelar qual a sua missão ao vir ao mundo e quem você é. E se eu lhe dissesse detalhadamente o assunto em questão, você flutuaria no ar de tanta alegria (Sha'ar ha'Guilgulim ha'Qadmá 38".
Vital era uma manifestação do primeiro ser, Adão e por isso o Arizal, que era uma manifestação do Anjo Raziël, veio ao mundo para instruí-lo.
Muitos mestres contemporâneos do Rabino Chaim Vital imploraram com lágrimas para que o Arizal lhes ensinasseo Dere'k Nistar (Caminho Escondido) ao que o Rabino Yitzchaq Lúria lhes assegurou ter vindo ao mundo apenas é unicamente para instruir Chaim Vital e que ninguém poderia aprender esta Sabedoria se não fosse por meio do Rabino Vital (Sha'ar ha'Guilgulim ha'Qadmá 38).
Eu havia dito e escrito que, quando eu voltasse de Eretz Israel, após ter completado a unificação da minha alma com a alma do meu mestre, o Arizal, muitos mistérios da Sabedoria Escondida seriam abertos.
Em alguns textos nos encontramos o Arizal revelando em resposta as provocações de dois judeus perversos que sempre estavam rindo dele: "Vocês não sabem que a minha alma tem raiz na alma de Moisés? E que eu poderia fazer a terra abrir como Moisés o fez, e fazer com que eles fossem engolidos, uma vez que eles são reencarnações de Datan e Aviram que foram tragados vivos no episódio de Korach?". Esta declaração parece conter uma contradição, mas ela desaparece quando estudamos o Zohar Beshalach sobre a criação da alma de Moisés:
"Aprendemos que, naquele momento, que chegou a hora de Moisés, o profeta fiel, descer ao mundo. O Santo, abençoado seja ele, retirou um Espírito Santo de um bloco cortado da pedra preciosa, a safira, que estava escondida dentro de 248 luzes, e brilhava sobre ele. E ele o coroou com 365 coroas e ficaram diante dele, e ele o nomeou sobre tudo o que era dele. Ele lhe deu 173 chaves, e o coroou com cinco coroas. Toda coroa subiu e iluminou em mil mundos que iluminam e nas luzes escondidas nos tesouros do Rei Santo Revelável"
Zôhar Beshalach
A alma possui 248 órgãos e 365 nervos e tendões que são forma aos órgãos, nervos e tendões do corpo, mas o segredo não é apenas este. A Torá possui 248 preceitos positivos e 365 negativos.
A gematria do Nome Raziël (רַזִיאֶל) é 248 que é a mesma gematria de Arizal (אָרִיזַל). As 173 chaves são as letras na Prece Ana Bekoach e as cinco coroas são o segredo das cinco letras no Nome Raziël (רַזִיאֶל).
Os sábios declararam que Moisés era metade homem e metade anjo o que comprova esta revelação. Lemos em Sêfer Devarim (Deuteronômio) capítulo 33, a seguinte declaração sobre a natureza angélica de Moisés:
"Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes do seu ocultamento (וְזֹאת הַבְּרָכָה, אֲשֶׁר בֵּרַךְ מֹשֶׁה אִישׁ הָאֱלֹהִים--אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל)".
Deuteronômio 33:1
Neste passuq, Moisés é chamado de "Ish ha'Elohim" e sabemos que os "Ishim e os Elohim" são hierarquias angelicais. Em Dere'k Nistar (QABALAH), os ishim (Heb. אִישִׁים - "homens", "personagens", "personalidades", "indivíduos") ou Eshim (אֵשִׁים - "incêndios", "chamas", "faíscas") são uma classe de anjos sobre os quais disseram que são os mais próximos dos assuntos da humanidade. Eles são compostos de fogo e neve, e são descritos como "as almas belas" que residem em Makon, o 5º Céu e Moisés foi chamado "Ish ha'Elohim (אִישׁ הָאֱלֹהִים)".
No próprio Sêfer Devarim nós encontramos "Raziel" e abaixo dele "Yavô (virá) e ao lado "Moshê ish ha'Elohim...".
A metade anjo da alma de Moisés era o Anjo Raziël e por isso ele era chamado "Ish ha'Elohim" que pode ser compreendido como "Faísca de D'us".
Manuscritos De Qumram
Dois fragmentos de manuscritos descobertos em Qumram, especialmente o 4Q374 e 4Q377, levantam especulações de que a Moisés foi concedido um status "divino e angélico".
"E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte. E a glória de Hashem repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. E a aparência da glória de Hashem era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites (וַיַּעַל מֹשֶׁה, אֶל-הָהָר; וַיְכַס הֶעָנָן, אֶת-הָהָר. טז וַיִּשְׁכֹּן כְּבוֹד-יְהוָה עַל-הַר סִינַי, וַיְכַסֵּהוּ הֶעָנָן שֵׁשֶׁת יָמִים; וַיִּקְרָא אֶל-מֹשֶׁה בַּיּוֹם הַשְּׁבִיעִי, מִתּוֹךְ הֶעָנָן. יז וּמַרְאֵה כְּבוֹד יְהוָה, כְּאֵשׁ אֹכֶלֶת בְּרֹאשׁ הָהָר, לְעֵינֵי, בְּנֵי יִשְׂרָאֵל. יח וַיָּבֹא מֹשֶׁה בְּתוֹךְ הֶעָנָן, וַיַּעַל אֶל-הָהָר; וַיְהִי מֹשֶׁה, בָּהָר, אַרְבָּעִים יוֹם, וְאַרְבָּעִים לָיְלָה.)".
Êxodo 24:15-18
Os sábios disseram que, somente por causa de sua natureza "humano-angélica" Moisés pode suportar 40 dias e 40 noites sem comer e sem dormir.
O Livro De Raziel
"Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez (זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ)".
Gênesis 5:1
"Rabi Aba disse: Um livro foi realmente enviado a Adão através do qual ele discerniu e compreendeu a sabedoria suprema. Por isso, o verso se refere a ele como "o livro das gerações de Adão". Este livro mais tarde foi para as mãos dos "filhos de Elohim" Os sábios de sua geração, que tiveram o privilégio de aprender com ele e coletar a sabedoria suprema. Eles o compreenderam e compreenderam. Este livro foi trazido pelo guardião dos segredos que é o anjo Raziel e foi dado a Adão no Jardim do Éden. Três anjos da guarda estavam diante dele e guardavam o livro, para que as forças externas não tivessem acesso a ele".
Zôhar Bereshit A - 472
O nome Raziel está codificado neste verso (Gênesis 5) a partir da palavra "Zêh Sêfer (זֶה סֵפֶר)" a cada quatro letras no sentindo inverso na direção do verso 26 do capítulo 4:
Dentro deste trecho da Torá nos encontramos "Lúria" e acima dele os dois versos onde Raziel está codificado:
Acima, no centro (em vermelho) está "Lúria (לוּרְיָא)" e acima dele à esquerda esta "Zêh sêfer (amarelo)" e Raziel em verde.
Esta é a razão secreta do porque o Rabino Isaac Lúria era chamado de "ha'Ari (הָאֲרִי)" cujas letras são as inciais de "Elohai Rabbi Yitzchaq (הַאֱלֹהָי רַבִּי יִצְחָק) - O Divino Rabbi Isaac".
"Os montes foram cobertos da sua sombra, e os seus ramos se fizeram como os formosos cedros". - Salmos 80:10
O justo florescerá como a palmeira e crescerá como cedro no Líbano. Plantado na casa de Adonai, ele florescerá nos átrios do nosso Elohim. Ainda produzirá fruto na velhice; Estará fresco e cheio de seiva; Declaro que o Adonai é reto; Ele é a minha Rocha, em que não há desrespeito".
Canção Da Shabat
Zôhar Vaykrá
"Os Justos Florescerão Como A Palmeira
"O homem justo floresce como
a palmeira" fala do exílio em Babilônia, do qual a Shechiná retornou a
Seu lugar somente depois de setenta anos. Por isso, diz: "Porque assim diz o Yud He Va He: Certamente que passados setenta anos em babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. (Jeremias 29:10). Isto é "o justo floresce como a palmeira", pois
cresce como homem e mulher por setenta anos. O justo é o Santo, bendito seja
Ele, que voltou à babilonia após setenta anos. Por isso, está escrito:
"Pois Hashem é justo, Ele ama a justiça" (Tehilim 11: 7), "Hashem
é justo" (Shemot 9:27) e "Dizei aos justos que lhe será bem"
(Yeshayah 3:10). Ele cresce como um cedro no Líbano" (Tehilim 92:13). O que é
um cedro? É o Santo, bendito seja, como está escrito: "Excelente
como os cedros" (Shir Hashirim 5:15). "Ele cresce ... No Líbano..."
(Ibidem), certamente no Líbano, que é o Éden superior, chamado Chochmá (Sabedoria), do qual
está escrito: "nem o olho viu um Elohim além de Ti" (Isaías 64: 3)
. O cedro, Zeir Anpin, crescerá nesse lugar alto".
Tâmaras & Conversas Místicas
Os místicos sábios da Cidade de Tzfat (צְפַת) - Safed - costumavam estudar os mistérios dá Torá Sagrada e da QABALAH sob o perfume maravilhoso das tâmaras enquanto delas também se alimentavam.
Quando a maioria de nós lê um relato que contém estas narrativas, não atentamos para os códigos neles escondidos.
Durante os anos em que eu trabalhava escrevendo as Crônicas De Qédem, uma personagem mítica e maravilhosa surgiu na minha alma:- As Qoren-Tamar (קרן תמר) - As Tamareiras Reluzentes. Sempre que as personagens das Crônicas De Qédem estão envolvidos em algum ritual esotérico, estes estão usando colares feitos com os frutos reluzentes das Qoren-Tamar. Há uma netivá (senda espiritual) em Qédem onde foram plantadas setenta Tamareiras reluzentes e onde brotam doze fontes de águas.
Mas afinal, o que é a tamareira? Você já deve ter ouvido ou lido o nome Tamar (תמר) que é o hebraico de onde Tamareira emergiu etimologicamente, algumas vezes "Tomer (תומר)" como no nome do ator judeu que interpreta a personagem Largo no filme de 2008 Largo Winch. Tomer Sisley (תומר סיסלי) é o nome dele.
Tamar é a raiz de Temurá (תמורה) cujo significado é Permutação. Quando os sábios estavam estudando Torah, eles estavam permutando suas palavras para extrair tâmaras, ou seja, segredos divinos do Pardes Tomerim - O Pomar das Tamareiras - eles estavam alimentando as suas almas com os frutos escondidos da Torá Escondida, porque a Torá é uma tamareira que alimenta a alma.
A tamareira (do árabe التمر "tamar") ou datileira (Phoenix dactylifera) é uma palmeira extensivamente cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. Pelo fato de ser cultivada há milênios, a sua área natural de distribuição é desconhecida, mas seria originária dos oásis da zona desértica do norte de África, embora haja quem admita uma origem no sudoeste da Ásia.
Fonte: Wkipédia
Zôhar Porção Vaykrá
As Quatro Espécies
"Ramos de palmeiras: A palmeira cresce por setenta anos, uma alusão a Yesód de Zeir Anpin (Chesed, Guevurá, Tiféret, Netzach, Hód e Yesod), no qual são construídos os setenta anos supernais. A palavra shaná (ano) tem a mesma gematria da palavra sefirá (emanação). Zeir Anpin é o segredo dos Seis Sefir'Ot mencionados acima e Malchut (nosso mundo). cada um deles incluindo dez sefir'ot internos somando setenta. É amarrado (Heb. Nichpat), isto é, anexado acima de Zeir Anpin e abaixo de Malchut. Ele é, portanto, chamado ramos (Heb. Kapot), que significa "ligado deste Yesod" e se levanta a este lugar e que é Zeir Anpin e Malchut. Por isso, as palavras: "Porque tudo o que está no céu e na terra" (Divrei Hayamim I: 29:11) são precisas, significando que Yesod é chamado "tudo o que esta nós ceus".
Setenta é o segredo da palavra Sód que é mistério e portanto a Tamareira faz alusão aos mistérios sagrado da Torá.
Devem ser repletas com muitas velas e muitas tâmaras as casas dos verdadeiros qabalistas. A palavra vela vem do hebraico "Ner (נר)" que contém as iniciais de "Nefeshot ve' Ruchot (almas e espíritos)" pois os sábios dá Academia Celestial amam estar presentes enquanto muitas tâmaras perfumam com seu aroma as residências dos místicos estudantes da Torá.
Nós sabemos que não houve escravidão no Egito nem escravos hebreus, da forma como foi ensinada pelos "ravs (rabinos)", nem pessoas fazendo trabalho forçado, escravo. Eis aqui, um mistério do êxodo, uma das 70 camadas de segredos que o texto contém escondido.
Naib Misha'Ël
"E o Egito é Adão e não o Divino..."
וּמִצְרַיִם אָדָם וְלֹא-אֵל
Isaías 31:3
O texto a seguir é uma bela interpretação [mística] do Êxodo do Egito, como uma alusão ao desprendimento da alma do corpo [na morte]. Este é o mistério escondido na narrativa do Êxodo na Torah.
"Quando o Faraó mandou o povo [hebreu] embora… " (Ex. 13:17). Isto se refere a quando a alma deixa o corpo. Faraó, o rei do Egito, é o pescoço, pois [o corpo] é teimoso. [A teimosia] controla o corpo, que é o Egito. A palavra em hebraico para “Faraó” [pei-reish-ayin-hei] é composta das mesmas letras da expressão "o pescoço" [ha-oref, hei-ayin-reish-pei], como explicado anteriormente. A palavra para “teimoso” em hebraico traduz-se ao pé da letra como “pescoço duro”. O corpo pode ser descrito como “teimoso”, já que insiste em impor sua rude perspectiva material sobre a alma. “Egito” [mitzrayim] significa “restrição” [meitzarim], um termo adequado para o corpo, uma vez que ele limita os poderes da alma a aqueles deste mundo, forçando-a a compreender tudo em termos de tempo e espaço.
"D-us endureceu o coração do Faraó, rei do Egito, e ele perseguiu od Filhos de Israel." (Ex. 14:8). [Quando a alma abandona o corpo,] as forças da má inclinação partem em busca da alma para ferí-la. Isto acontece porque a má inclinação é também o anjo acusador. Após tomar a alma [do corpo], ela a persegue para ferí-la e se vingar nela. Como foi dito pelos sábios, a má inclinação [yetzer hara], o anjo da morte [malach hamavet], e o anjo acusador [Satan] são o mesmo, ou seja, o ego!
"SATAN É UM CÓDIGO PARA A NATUREZA EGOÍSTA DE UMA PESSOA".
"Ele os alcançou enquanto estavam acampados próximo ao mar …" (Ex. 14:9). O mar se refere ao Purgatório [Gehinom], conhecido como o “rio de fogo."
O "rio de fogo" é o segredo do porque o mar foi chamado de "mar vermelho", o que antes pensávamos ser devido a um erro de tradução do inglês "reed sea (mar de juncos)" para "red sea (mar vermelho)". Vermelho porque é feito de fogo... no hebraico o termo é "Yam Suf" cujo significado é "Mar do Fim".
Quando a alma deixa o corpo, ela deve ser expurgada da casca existente de materialismo e negatividade que adquiriu durante sua estada no mundo físico. Só então ela pode prosseguir para experimentar a pura espiritualidade do Paraíso.
"Enquanto o Faraó se aproximava..." (Ex. 13:10) para entregar a alma aos agentes do dolo e infligidores de dor para torturá-la … Os Filhos de Israel ergueram os olhos e avistaram os egípicios avançando pela sua retaguarda, e ficaram com muito medo. Então os Filhos de Israel clamaram a D-us.
Para a alma ser purificada de sua casca material mundana, ela deve experimentar a extensão da antítese de sua materialidade frente à verdade e espiritualidade. É um torturante despertar.
"Eles disseram a Moisés" (Ex. 14:11) i.e., para a boa inclinação (Moisés alude ao yetzer tov - a boa inclinação): "Foi por que não havia túmulos no Egito que nos trouxeste para morrer no deserto?" i.e., "Agora que você vê toda essa dor e sofrimento que estes poderes do mal estão infligindo em mim, esta "agressão no túmulo" [em Hebraico: 'chibut ha-kever'], não foi dor suficiente para eu ter que ser enterrado e sofrer dentro do corpo além das restrições do mundo físico, que eu agora tenha que experimentar também a dor desta sepultura " – isto se refere a como a alma é agredida dentro do túmulo - "e fui levado para morrer[novamente] no deserto?" i.e., no Purgatório, a desolada moradia das forças do mal. Aqui é onde a vingança é extraída da alma.
A alma se refere a seu nascimento num corpo físico como sendo “enterrada” dentro de um “túmulo”. A Morte não é vista como o cessar da existência, mas sim como a descida de um nível espiritual para outro inferior. Já basta, reclama a alma, que eu tenha que viver uma vida inteira neste túmulo de um corpo; por que devo sofrer mais? A imagem da alma sendo “açoitada” no túmulo se refere a como ela é “sacudida” existencialmente de suas cascas materiais, como visto acima.
"O que é isso que nos fizeste, nos tirando do Egito? Não é justamente o que dissemos a você no Egito, pedindo ‘Deixe-nos em paz e servindo aos egípcios?’ Pois teria sido melhor para nós servir aos egípcios do que morrer no deserto!" (Ex. 14:11-12) i.e., "era melhor para mim no corpo. Eu poderia ter me submetido à má inclinação no mundo físico; ao menos eu não estaria sofrendo a dor que sofro agora."
Ao ser mostrada a verdade e o esplendor da espiritualidade, a alma é rudemente despertada para a trivialidade de todas as coisas que o corpo convenceu de que são importantes neste mundo. A realização da futilidade e do vazio da vida material do mundo físico é mais dolorosa que qualquer outra dor que possa ser experimentada no mundo físico. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.
O contrário é verdade sobre o tzadik; ele clama pela morte neste mundo para viver no mundo da verdade. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.
"Mas Moisés disse ao povo, "Não temam…" (Ex. 14:13). A boa inclinação diz para a alma, não tenha medo desta punição, pois isto é para o seu próprio bem. Desta forma, você estará livre destes infligidores de dor e será poupado da provação do Purgatório. Todos os poderes da impureza ficarão neste mar, i.e., o rio de fogo.
"Fique firme e testemunhe a libertação que D-us proverá em sua vida hoje… Pelo processo de purificação do Purgatório você será lavado de seus pecados.
…pois os egípcios que vistes hoje, jamais os verá novamente." Pois eles permanecerão no Purgatório.
"Até o fim da noite, D-us olhou para campo dos egípcios com o pilar de fogo e nuvem … "(Ex. 14:24). Isto se refere à descida da alma a ser julgada no Purgatório. Quando isto acaba "…Ele lançou o campo dos egípcios em confusão." Isto se refere aos poderes da má inclinação, que são arremessados no “mar”, onde permanecem.
"Mas os Filhos de Israel caminharam em terra seca no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha para eles à direita e à esquerda." (Ex. 14:29). A palavra hebraica para “muralha” é 'chomah', que é escrita da mesma forma que a palavra para “fúria” [em hebraico, 'cheimah']. As forças do mal se enfurecem quando a alma parte do Purgatório purificada de seu lixo material.
"Moisés então conduziu os Filhos de Israel para fora do Mar Vermelho e eles entraram no deserto de Shur. Eles andaram por três dias no deserto sem encontrar nenhum sinal de água. Eles chegaram a Mara, mas não puderam beber a água de Mara, pois era amarga; por isto o lugar foi chamado de Mara["amarga"]."(Ex. 15:22-23). Depois que a alma deixa o Purgatório, ela passa fome por três dias, uma vez que ela passa três dias sem estudar a Torah. A Torah é o alimento da alma, permitindo que ela resista ao Purgatório antes de entrar no Paraíso.
"O povo reclamou contra Moisés, dizendo, "O que devemos beber?"(Ex. 15:24) i.e., "já que não estamos estudando Torah. A Torah é uma Árvore de Vida para os que se agarram a ela. "
"D-us mostrou[a Moisés] uma árvore; ele a arremessou na água e a água se tornou doce. Foi lá que Ele deu [ao povo]um estatuto e uma lei, e lá Ele os testou." i.e.,[a boa inclinação]mostra para a alma a recompensa que aguarda no mundo vindouro. A palavra “estatuto” também significa “provisão”; a palavra para “testou” também significa “elevou”. Quando a alma está para entrar no Paraíso, D-us a prepara dizendo que ela está para experimentar o verdadeiro valor das mitzvot que cumpriu enquanto estava no corpo. Isso adoça a água da Torah, que a alma pode ter experimentado como uma amarga privação no mundo físico.
"Ele disse, “Se vocês diligentemente guardarem a voz do Senhor teu D-us e fizerem o que é correto aos Seus olhos, cuidadosamente observando a todos os Seus mandamentos e velando por todos os Seus estatutos, então nenhuma das pragas que eu trouxe ao Egito trarei sobre vocês, pois eu sou o D-us que os irá curar."(Ex. 15:26) i.e., D-us promete para a alma que, uma vez que ela guarde a Torah[durante sua vida no mundo físico]e se submeta ao processo de purificação no Purgatório, ela não mais experimentará a negatividade e a depressão do mal, pois foi curada dele. Em outras palavras, a conjugação futura do verso deveria ser lida no pretérito: "Uma vez que vocês, diligentemente, guardaram a voz…" etc.
"Então vieram a Elim, onde haviam sete fontes de água e setenta palmeiras e ali acamparam junto das águas."(Ex. 15:27). Há doze rios de pura água espiritual percorrendo o Paraíso, que correspondem às doze tribos de Israel. Toda [alma de cada]tribo imersa em seu respectivo rio de forma a se refrescar do fogo do Purgatório e curada de suas feridas... na “circuncisão do coração” também há dois estágios.
"Eles partiram de Elim e toda a comunidade de Israel foi para o deserto de Sinn, que é entre Elim e Sinai, no décimo-quinto dia do segundo mês após terem deixado o Egito. Lá, no deserto, toda a comunidade dos Filhos de Israel reclamou contra Moisés e Aarão. "(Ex. 16:1-2) i.e., depois de tudo isso,[ainda há mais um estágio antes de a alma entrar no Paraíso].Ela é imersa novamente para ser julgada na “chama da espada giratória”, que é referida aqui como o deserto de Sinn. Quando Adão e Eva foram banidos do Paraíso, D-us colocou a chama da espada giratória na entrada para guardá-lo. Este fogo purificador é muito mais sutil do que aquele do Purgatório, e é necessário para remover o delicado materialismo que ainda resista após a purificação preliminar feita até aqui. Isto pode ser comparado aos dois estágios da circuncisão: após remover a dura pele do prepúcio, a fina membrana mucosa deve ser também puxada para trás. Negligenciar isto invalida a circuncisão. Da mesma forma, a “circuncisão do coração” também tem dois estágios.
"Os Filhos de Israel disseram a eles “se ao menos tivessemos morrido nas mãos de D-us na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão até nos fartarmos! Mas tu nos trouxeste para este deserto, para matar de fome toda essa multidão!"(Ex. 16:3). A alma reclama desta punição mais sutil também. Mas a supera e, quando passa deste estágio e quer entrar no Paraíso, D-us a diz:
"Farei chover pão para ti dos céus."(Ex. 16:4). i.e., aqui no Paraíso comerás fartamente do pão da Torah que estudaste enquanto estiveste naquele mundo; esta Torah é o alimento da alma. São os 248 órgãos do corpo e 365 tendões [da alma], que são as 613 mitzvot que formam a vestimenta da alma. A própria Torah [ - à parte das mitzvot - ]é o alimento da alma. Se alguém não se ocupou com o estudo da Torah dia e noite no mundo físico, não terá o que comer no mundo das almas, ainda que possa ter algo para vestir, formado pelas mitzvot que cumpriu.
"O povo sairá e coletará a porção de cada dia…" No Paraíso, a alma coleta sua recompensa diária e alimento …
"Toda a comunidade dos Filhos de Israel partiu do deserto de Sinn em sua jornada, de acordo com a palavra de D-us."(Ex. 17:1) i.e., após receber sua recompensa no nível mais baixo do Paraíso, a alma vai para o nível mais elevado, referido como Sinai, para receber [novos níveis da]Torah da boca de D-us. A letra yud é adicionada a Sinn para formar Sinai.
"Eles acamparam em Rephidim, mas não havia água para o povo beber…."(Ex. 17:1) "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim." (Ex. 17:8). Mas antes de ascender para o nível mais alto do Paraíso, há outro tipo de Purgatório que deve ser atravessado, mais sutil que o rio de fogo, para queimar aqueles “pecados” dos justos que são mais tênues que um fio de cabelo. Os pecados mais grosseiros já foram retificados pelo Purgatório inferior. O mais alto ascende em espiritualidade, à medida que os níveis anteriores pareciam ser grosseiros e rudes. Assim, em um nível mais alto, uma pessoa pode vir a considerar uma maneira de pensar ou se comportar que tenha anteriormente considerado “espiritual” ou “boa” como egocêntrica ou “imatura”. Para prosseguir rumo ao nível mais alto de perspectiva da realidade, deverá se livrar do mais baixo, que agora considerará constrangedor ou mesmo vergonhoso. É por isso que D-us julga os justos como “da espessura de um fio de cabelo”: seus elevados padrões morais tornam atitudes ou ações que seriam normalmente consideradas inócuas ou até meritórias parecerem depravadas em contexto.
Este Purgatório superior é chamado Rephidim, que alude aos justos cuja “atenção aos mandamentos era fraca.". De acordo com o Talmud, em Sanhedrin 106a, a implicação do nome Rephidim é que lá os judeus "afrouxaram seu empenho no estudo da Torah," pois a palavra Rephidim é derivada da raiz rafeh [reish-pei-hei], que significa "afrouxar" or "fraco." Isso significa que[em Rephidim]os judeus não executaram os mandamentos de D-us apropriadamente, mas de maneira preguiçosa e relapsa. Da mesma forma, aqui a alma conquistou a entrada para o nível mais baixo do Paraíso, mas para adentrar o Paraíso superior, deve ter cumprido mitzvot[no mundo físico]com amor, com grande kavanah e vontade. Ela recebe sua punição por não ter feito isso no Purgatório superior, que é sinônimo de Amalek, o mais alto nível de impureza, a chama sutil que está permanentemente em guerra com Israel. Assim, "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim"significa "por causa de Rephidim."
Amalek é sinônimo de cumprimento sem inspiração, sem entusiasmo dos mandamentos, pois está escrito:"Amalek… que os esfriou em seu caminho [para receber a Torah]." (Deut. 25:18).
"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado."