O Buscador

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"Quando olho para os Céus, não estou procurando por um Deus que vive no espaço exterior, estou lendo as estrelas e ouvindo os seus mistérios (Tehilim 19)". Deepak Sankara Veda

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terça-feira, 30 de março de 2010

Moadim: Pessach & Sefirat Ha´Ômer

Na noite de ontem teve início o "Tempo Fixado de Pessach (hebraico Moéd)". Digo "tempo fixado" porque todos os "Moedim" foram criados no princípio. Bereshit péreq 1, 14º passuq diz: "Vai omer Eloqim: yehi meorot bi´reqia ha´shamayim le´havdil bein ha´iom u´vein ha´laila ve´hayú le´otót u´le´moadim u´le´iamim ve´shanim (E disse Eloqim: Sejam luzeiros na expansão dos céus, para separar entre dia e entre noite, e sejam por sinais e por tempos fixados, e por dia e anos)".

Sabemos através do Sêfer Yovelim (ou Sêfer Ha´Yovel - O Livro dos Jubileus) que os Patriarcas antigos, anteriores à revelação da Torah em Har Sinai, já praticavam todas este moedim, como "Pessach, shavu´ot, rosh ha´shaná e sukot", portanto, estes moedim não fazem parte apenas de uma "religião judaica", mas são sim, uma ferramenta dada à todos aqueles que desejam elevarem-se através da prática e compreensão dos mistérios da Toráh.

Nós sabemos também, através do Zohar que, quando Adam caiu, ele cometeu três pecados, que foram "Idolatria, assassínio e incesto", e portanto toda a humanidade deve sofrer os tiqunim (karmas/correções) destes três grandes pecados.

Em Pessach nós temos a oportunidade de corrigirmos o pecado de idolatria, e por isto e outro mistério, a noite de Pessach é chamada de "Tiqum Ha´Pessach". O Zohar nos revela que em Pessach nós nos separamos da levedura, por ela é o poder designado sobre as nações (povos) idolatras. Aqui eu devo fazer lembrar que, o perverso Hitler começou os seus discursos nas "cervejarias da Bavaria" e portanto este por si só, já seria um ótimo motivos para aqueles que praticam a Torah, se absterem da cerveja. É desnecessário dizer que a cerveja contem "levedo".

Eu realmente não entendo porque os judeus, sabendo do Shoá (Holocausto) onde o perverso Hitler ceifou a vida de 6,6 milhões de judeus, sendo 1,5 milhão de crianças, ainda insistem em tomar cerveja.

Os ingredientes na Keará de Pessach contem símbolos e energias internas que nos fazer elevar os pensamentos e usá-los como ferramentas para nos corrigirmos (tiqunim) dos pecados cometidos por Adam e por nós mesmos.

O "Zeroa (Braço de Cordeiro)" simboliza que com "Braço forte nos tirou o Eterno do Egito (Mitzraim)". Este "Braço" corresponde à "Mão direita de Hashem" que é o Sefirot de Chessed (bondade), cuja a "Qlipá (Casca)" é a Idolatria, e portanto, ao intecionarmos com kavanot sobre este ingrediente, nós fazemos o tiqum e nos corrigimos do pecado relacionado a ele.

O "Betzá (O Ovo)" com a ponta queimada, externamente simboliza o "Am Isra´El (O Povo de Israel)" que quando mais persequido é, mais forte se torna, e internamente funciona como ferramenta para corrigir o pecado de assassínio. A "Chochamat Nistar (Sabedoria Oculta)" revela que o pecado de assassínio não está ligado apenas com o derramento físico de sangue, mas também com "envergonhar alguém em público", pois ao fazê-lo, a face da pessoa se torna vermelha, o que é considerado pela Qabalá como "Derramamento de Sangue".

O "Marór (Raíz Amarga)" externamente representa o sofrimento do povo Hebreu em Mitzraim, e internamente nos ajudará a fazer o tiqum pelo pecado de incesto. A Qabalá considera "incesto" todo tipo de relações sexuais realizadas de forma inapropriadas, envolvidas com o desejo de receber para si mesmo, ou como "zonot (prostituições)", e não apenas "relações sexuais que envolvem parentes, membros da mesma família). Outro segredo sobre o Marór é que, ingerido com as kavanot apropriadas ele nos aproximará a cada ano para mais próximo da imortalidade. O marór funciona como um "Antidoto" que faz com que anticorpos sejam produzidos e se tornem mais fortes, mais poderosos a cada ano.

O "Charósset (Mistura de maças, nozes raladas e vinho)" representa externamente os tijolos amaçados no Egito, e é o tiqum realizado pela Geração da Torre de Babel. O "Charósset" nos conecta ao Sefirot de Netzach que é a vitória, a imortalidade.

O "Carpás (Salsão)" que será mergulhado em água salgada, representa nossas lágrimas derramadas no Egito e internamente nos conecta ao Sefirot de Hód que é o refinamento, o esplendor atingido através das muitas e amargas restrições as quais somos submetidos e provocam o derramamento de lágrimas. Este ato de mergulhar o salsão em água salgada eliminará, erradicará todo julgamento despertado por nossas próprias ações.

Em "Devarei Ha´Iamim (Crônicas)" nós encontramos uma surpreendente revelação. Diz o passuq: "La´Adonai ki tóv, ki le´olam chasdô (Porque o Eterno é bom, e para sempre é a sua bondade)". Isto nos revela que, em todo o tempo, dia e noite, inverno e verão, em todas as épocas, a cada minuto, hora, o Eterno, bendito seja Ele, é bom, e que somos nós realmente, que despertamos sobre nós mesmo a severidade, que é a coluna esquerda da Árvore das Vidas. Não é o Eterno que nos pune, e sim, nós mesmos.

A "Chazéret (Alface Romana)" devidamente inspecionada e limpa de vermes e impurezas), nos conecta ao Sefirót de Yesod que é o "Salão dos Segredos", os mistérios da Torah revelados pela Chochmat Nistar. Aqui, eu aconselho que o oficiante ou o maguid revele mistérios do Zohar para os participantes do Sêder.

E por falar em "Sêder" palavra esta que é geralmente associada com a "Mesa de Pessach" devidamente preparada, mas que alude a um mistério mais elevado: O termo "Sêder" que significa "Ordem" alude a "Erradicar O Caos" de nossas vidas através destas eficientes ferramentas e kavanot intencionadas com profunda introspecção.

Finalmente a "Keará (O Prato)" onde estes ingredientes todos são dispostos de forma "ordenada" representa e nos conecta com o Sefirot de Malchut, e nos ajudará a realizar o tiqum pelos pecados de "Lashon Ha´Rá (Maledicência, fofocas, etc)".

As três "Matzot (Pães Azimos)" aludem e nos conectam aos três níveis da alma que são a "Nefesh (alma animal), Ruach (espírito) e a Neshamá (alma divina)", chamados pelos nomes códigos "Isra´El, Levi e Cohen". O "Aficoman (do Grego "Escondido)" e que em hebraico é "Tzafun (Secreto)" que é a "Matzá" do meio partida em duas (ao meio), alude ao Ruach (espírito) que é o mundo superior (zeir anpin -a pequena face). Uma das metades será "escondida" e está corresponde aos "Mistérios de D´us" à "Chochmat Nistar - A Sabedoria Escondida da Torah" e ao "Salão dos Segredos" o Sefirot de Yesód.

É chegado o momento de revelarmos os mistérios escondidos, que foram ocultos dos judeus pelo judaísmo rabínico, e nos elevarmos e conectamos com um nível mais elevado de consciência. Que Hashem nos ajude.

Sefirat Ha´Ômer

Ao iniciarmos o "Sefirat Ha´Ômer" na noite do segundo dia de Pessach, estaremos contando os cinquenta dias até Shavu´ot e retificando as Sefirot de cada Partzuf (Rosto) da Árvore das Vidas, atraindo centelhas luminosas para os cinquenta portais negativos, evitando assim, a nossa queda espiritual e a perca de nossa batalha contra o Satan, obtendo merecimento/mérito para que a Torah nos seja revelada em Shavu´ot.

Moéd Pessach Sameach L´Kulam

"Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? Escreva para:
hayklaarazuta.dmadvra@gmail.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Espaço Qabalat Movies - Ghost Rider



Ontem em nosso encontro no Espaço Qabalat Movies, tivemos um místico momento de descontração e uma aula fantástica sobre os níveis da alma "nefesh, ruach e neshamá" e um pincelada no segredo chamado de "Goel Ha-Dam (O Vingador do Sangue)". Usei o filme "Ghost Ride (Cavaleiro Fantasma)" e suas alusões místicas. Notem, por exemplo, a abertura do filme narrada pelo ator Sam Elliot:

"Dizem que o Oeste foi construído em cima de lendas, contos que ajudam a explicar histórias aterrorizantes demais para se acreditar. Esta, é a lenda do Cavaleiro Fantasma. Cada geração tem o seu Cavaleiro, uma alma amaldiçoada que vaga pela terra recolhendo as almas para o demônio. Há muitos anos, um Cavaleiro Fantasma foi enviado ao vilarejo de San Venganza, para cumprir um pacto de mil almas que pertenciam ao demônio. Mas este pacto era tão poderoso, que o Cavaleiro sabia que não podia deixar o demônio por as mãos nestas almas. Então ele fez, o que, nenhum Cavaleiro fez antes: Ele fugiu! Mas o detalhe das lendas é que, as vezes, elas são reais!".

O "Oeste" é uma alusão ao Sefirot de Yesod na Etz Ha-Chaiim (Árvore das Vidas) que é o "Olam Ha-Sódot - O Mundo dos Mistérios". A palavra "Lenda" vem do aramaico "Agadá" que é uma história que esconde um mistério e é também a raíz do verbo "Le´aguid" que significa "Contar" e que alude a "contar um segredo místico".

As "Almas" são uma alusão às "Nafeshot" termo este que é plural de "Nefesh" e se refere à "Alma animal", cuja a residência é o ventrículo esquerdo do coração onde há sangue, assim nos revela o Likutei Amarim Tânya.



O CAVALEIRO FANTASMA


O primeiro cavaleiro fantasma sobrenatural é o motociclista de dublê Johnny Blaze, que, para salvar a vida de seu pai, que estava morrendo de câncer, concordou em entregar sua alma a "Satan (mais tarde revelado como um arqui-demônio chamado Mephisto). À noite e quando cercado pelo mal, Blaze possui sua carne consumida pelo fogo do inferno, fazendo com que sua cabeça se torne um crânio flamejante. Ele monta uma motocicleta de fogo e usa explosões do fogo do inferno de seu corpo, geralmente de suas mãos esqueléticas. Ele finalmente descobre que ele foi ligado com o demônio Zarathos que é um personagem fictício que aparece nos quadrinhos americanos publicados pela Marvel Comics. Ele é descrito geralmente como um vilão em histórias com o personagem Ghost Rider . Um ser demoníaco que tortura e devora almas.

Como explicado em Ghost Rider # 77 (série de 1973), o físico, corpo de pedra do demônio Zarathos ficou inerte e inanimado sob a terra por eras até que seu espírito foi convocado por um feiticeiro tribal nativo americano chamado K'Nutu para ajudar sua tribo. Foi então oferecido a Zarathos um suprimento constante de almas para serem consumidas em troca de sua ajuda para derrotar os inimigos da tribo de feiticeiros e para oferecer seu poder a seu serviço. Esta aliança se mostra mutuamente benéfica, floresce e um forte culto se constrói em torno de Zarathos, o que chama a atenção de Mephisto, que decide que Zarathos tem muitos seguidores e está privando ele e os outros Lordes do Inferno das almas. Mefisto eventualmente confronta Zarathos e o derrota (pelo uso enganoso de seu peão sem alma, Centurioso). Zarathos é então forçado a servir Mephisto por muitos séculos no Netherworld , uma terra extra-dimensional dos mortos, às vezes chamada de "Inferno", embora ainda poderoso o suficiente para evitar o confinamento total. Mephisto envia seu vassalo indisciplinado de volta para a Terra em ocasiões, ligando-o a hospedeiros humanos e permitindo que ele destrua almas (em menor escala). Nos tempos modernos, Zarathos está ligado a Johnny Blaze  e esta entidade combinada Blaze/Zarathos se manifesta como um esqueleto flamejante vestido de couro conhecido como Ghost Rider, servindo ao lado de "bem" enquanto ainda usa meios infernais, o que dá ao Ghost Rider uma reputação de medo e Johnny Blaze um interminável sentimento de culpa.

A etimologia do nome Ghost Rider quando traduzido para o hebraico (גוסט ריידר) nos ajuda a penetrar mistérios muito interessante, pois, as iniciais de "Ghost Rider" formam o acrônimo "Gër (גר)" e que, de acordo com o Portão das Reencarnações são as iniciais de "Gilgul Ruach" que significa "reencarnação do espírito". O que sobra de Rider (יידר) resulta no termo "yiaréd (יידר)" que pode ser compreendido como "aquele que desceu" e então, o resultado final é "a reencarnação do espírito que desceu" aludindo à alma de um dos nefilim que desceram à terra e tiveram, de acordo com o Pirkê D'Rabbi Eliezer, seus corpos transformados em pedra.

Sobre o nome Zarathos, sua transliteração para o hebraico nos fornece alguma pista. As letras hebraicas transliteradas de Zarathos (זרתוס) contém as letras da temurá (permutação) "s'thur (סְתוּר)" e "zar (זָר)" que se torna em "segredo estranho" ou "estranho segredo".

SAN VENGANZA

O Contrato de San Venganza (também grafado incorretamente como " Contrato de San Vengeanza ") foi um pergaminho antigo criado por Mephisto e contém o enorme poder de todas as almas de todos os condenados habitantes de San Venganza e desempenha um papel importante em Ghost Rider. . O contrato em si é uma poderosa arma demoníaca. É o resultado de toda a população de San Venganza vendendo suas almas para o diabo, dando assim ao contrato um enorme poder. Não querendo que Mephisto se tornasse quase todo poderoso, o ex-Texas Ranger Carter Slade, escondeu o Contrato por séculos. Johnny Blaze, o novo Ghost Rider, foi forçado pelo demônio Blackheart , filho renegado de Mepistopheles, a lhe dar o contrato em troca da vida de Roxanne Simpson. Blackheart usou o poder do Contrato para se tornar Legião, um demônio poderoso o suficiente para derrotar e destruir até mesmo Mephisto. Infelizmente para Blackheart, a ligação de tantas almas malignas dentro dele o tornou vulnerável ao famoso "Olhar da Penitência" do Ghost Rider, imediatamente resultando na morte de Legião, e permitindo a Johnny Blaze dstruir o contrato.

O OLHAR DA PENITÊNCIA

Sobre o "Olhar da Penitência" que é uma "arma" usada pelo Cavaleiro Fantasma para queimar a alma manchada dos pecadores, ele revela um mistério da Torah que é chamado de "Caret (Corte)". A "Sentença de Caret" é dada para uma alma (Nefesh) que peca criando uma mancha em si mesmo e causando assim o seu "Corte" da estrutura metafísca, fazendo com que ela seja separada do seu "marido" o "ruach (espírito)", pois, de acordo com o Sha´ar Ha-guilgulim do Rabbi Chaiim Vital, uma nefesh manchada não pode mais permanecer do mesmo corpo com um ruach retificado.

Quando a "Sentença de Caret" é aplicada sobre uma nefesh manchada, ela, a nefesh, é retirada do corpo e incinerada e suas cinzas são espalhadas no Gan Éden (Jardim do Éden) para serem pisadas pelos Tzadiqim (justos)". É é justamente isto que vemos no filme Ghost Rider.

O vilarejo de "San Venganza" é uma alusão ao "Goel Ha-Dam - O Vingador do Sangue" cujo o mistério é citado no Livro Bíblico de Números (Ba´Midbar - No Deserto) que é aquele que requer a vingança sobre o sangue inocente derramado, as vezes uma alma que volta ao mundo para requerer a vida do seu assassino.

Dois outros mistérios aludidos no filme são "O Pacto de Sangue" e o "Olhar da Penitência". Sobre o "Pacto de Sangue (Pactum Pactorum - do Latim)" onde a pessoa vende a sua alma assinando o Pacto com seu prórprio sangue. O segredo disto está codificado no verso na Torah onde diz "A alma (nefesh) está no sangue" e então, ao fazer o pacto de sangue, a pessoa vende a sua alma.


MEFISTÓFELES

A palavra pode derivar do hebraico מֵפִיץ (mêp̄îṣ) que significa "espalhador, dispersor" e tophel, abreviação de ט֫פֶל שֶׁ֫קֶר (tōp̄el šeqer) que significa "estucador de mentiras". O nome também pode ser uma combinação de três palavras gregas: μή (mḗ) como uma negação, φῶς (phō̃s) significando "luz", e φιλις "philis" significando "amante", fazendo com que signifique "não-amante da luz" ou "o que não ama a luz", possivelmente parodiando o latim "Lúcifer" ou "portador da luz".



Gostou? então venha participar comigo do Espaço Qabalat Movies e aprender mais destas maravilhosas "Agadot (Lendas)". O número de pessoas que podem participar é limitado, portanto, escreva-nos e peça informações:

domingo, 28 de março de 2010

O Zohar & O Livro Selado de Dani´El







וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת


"Tu, porém, Dani´El, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim, muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará (Dani´El péreq 12, 4º passuq)".

Este tem sido um antigo e obscuro enigma, perseguido por muitos e penetrado por poucos, até agora. A maioria procurou interpretá-lo usando ferramentas limitadas e não apropriadas, outros criaram suas próprias idéias sobre este profundo mistério: "O Livro Selado". Eu estive meditando sobre este mistério, tentando penetrá-lo com esforço e temor, até que o "Tzadiq Nistar" veio e contou-me sobre ele.

Qual seria este Livro Selado de Dani´El? A pergunta pode ser respondida e o seu mistério penetrado quando lemos o passuq 3º: "E os sábios brilharão como o "esplendor" do firmamento, e aqueles que retornarem à justiça para muitos, serão como as estrelas para sempre".

No original hebreu a palavra "esplendor" é literalmente "Zohar" e aqui temos o mistério do livro selado e revelado a sua identidade: O Zohar - O Livro do Esplendor.

Muitas pessoas vão, é claro, questionar: "Mas o Zohar já existia no tempo de Dani´El? não foi ele revelado ao Rabbi Shimeon bar Yochai na Palestina do século 1º? A resposta surpreenderá a muitos: Sim, o Zohar já existia no tempo de Dani´El, e este é o seu mistério.

O Talmude nos diz que na primeira vez em que Moshê recebeu as Tábuas da Torah, ele recebeu "Seis Tábuas", e após quebrá-las, na segunda vez em que subiu os mundos celestiais para recebê-la novamente, ele recebeu "Cinco Tábuas", uma a menos que na primeira vez, e por quê? Porque uma foi escondida, pois esta, diferente das outras que eram a "Torah Bereshit, a Torah Shemot, a Torah Vay´qrá, a Torah Bamidbar e a Torah Devarim, a "Sexta Torah" era a "Torah dos Mistérios", a "Torah Sód", que fora escondida pela razão de que os hebreus tinham utilizado mal o seu conhecimento e sabedoria.

Alguém poderá estranhar esta surpreendente revelação: Seis Toratót? Seis Tábuas? Sim, é verdade, e é por isto também que a Torah é chamada de "Amudim Vavim ou Vovim (Colunas de Vavs)". Para aqueles que estudam as Oti´Ót Sagradas, é evidente que "Vavim" e o plural de "Vav" que é a sexta letra do Alef beit, cujo valor numérico é "6", e tudo está atado a este mistério. Foram seis os dias da criação, Adam foi criado no sexto dia, o nosso Glorioso Shabat tem inicio ao entardecer do sexto dia, e no Qidush nos recitamos o "Iom Ha-Shishi (O Sexto Dia)". Assim, o primeiro verso do Bereshit esconde este mistério da Torah celeste, a Torah dos mistérios, escondida e revelada para Dani´El e depois escondida novamente para ser revelada ao Rabbi Shimeon bar Yochai e escondido por 1200 anos, revelado ao Rabbi Moshê deLeon e finalmente aberto no nosso tempo, na "Sexta feira cósmica".

Diz o Bereshit (Gênesis): "Bereshit bará Eloqim et ha-shamayim ve´et ha-aretz (No principio D´us criou os Céus e a Terra)".


בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ

Acima nós podemos notar claramente este mistério, onde o termo "Et
(sublinhado e em azul)" é a Torah dos Céus que possui Seis Livros (Tábuas)
e o segundo "Et (tb sublinhado e em verde)" é a Torah da Terra que
possui cinco Livros. Logo em seguida a "Et Ha-Shamayim" nós temos a
"Letra Vav (וְ)"
revelando que esta Torah (
אֵת
dos Céus é a Torah de Seis Tábuas, e no final temos "Et Ha-Aretz (
אֵת הָאָרֶץ
onde logo em seguida de "Et (
אֵת
)" nos temos a letra "Hê  (
הָ
)" marcada em vermelho cujo valor numérico é "Cinco" e nos revela que está Torah  (
אֵת
é a Torah da Terra.

Mas isto parece conter uma "aparente" contradição, pois a própria Torah diz que eram "duas" as tábuas contendo as mitzvot. E então? Sim, é verdade, a Torah diz que eram duas as tábuas, como revela o 15º passuq do capítulo 32 do Êxodo: 



"E Moshê virou-se e desceu do monte, e as duas tábuas do Testemunho estavam na sua mão - tábuas escritas  em seus dois lados, pois de ambos os lados elas estavam escritas (Êxodo 32: 15)".


O Zohar nos revela que todos as mitzvot se podiam ver em ambos os lados, direito e esquerdo e milagrosamente também do lado avesso. Duas tábuas dividas em "seis" e "cinco". Um tábua contendo as "seis Toratot (a Toráh superior)" e "cinco Toratot (a Toráh da Terra)". Uma contendo o "alfabeto superior (
אֵת 
as letras maiores)" e uma contendo o alfabeto de baixo (
אֵת as letras menores).

Os Cristãos & O Zohar

Para os Cristãos, aqueles que estão mais atados aos dogmas e separados da Sabedoria Divina, que revelar que os primeiros Talmidim (Discípulos) estavam intimamente ligados com a "Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida)" e com o Zohar, mesmo no tempo em que ele ainda não havia sido revelado ao Rabbi Shimeon.
No carta aos Hebreus, o desconhecido autor diz no passuq 3º do péreq 1º:
 "Ele, que é o esplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hebreus péreq 1, 3º passuq)".

וְהוּא זֹהַר כְּבוֹדוֹ וְצֶלֶם עַצְמוּתוֹ וְנוֹשֵׂא כֹל בִּדְבַר גְּבוּרָתוֹ וְאַחֲרֵי טַהֲרוֹ אֹתָנוּ בְּנַפְשׁוֹ מֵחַטֹּאתֵינוּ יָשַׁב לִימִין הַגְּדֻלָּה בַּמְּרוֹמִים

Ao contrário do que disseram os teólogos, exegetas, etc, o verso não está falando de "Yashua (Jesus)" e sim do "Zohar Qadosh". O texto original hebreu diz: "Ve´hú Zohar kevodô... (no passuq hebraico acima marcado em azul)". Literalmente está dizendo "E ele, o Zohar da Glória d´Ele (D´us)...", e mais para frente diz "col bi´devar guevuratô", ou seja, tudo pela palavra da Sua guevurá (Sefirá da Árvore das Vidas)", e um pouco mais para frente diz "yashev iamin ha´guedulá", ou seja, "assentou-se à direita de guedulá (Sefirá Chéssed da Árvore das Vidas)".
Portanto, o Zohar Sagrado é mencionado tanto no "Tanach" como na chamada "Brit chadashá", e talvez seja por isto que Paulo, o apóstolo disse: "Eis que vos conto um mistério... (Ha-rishoná el ha-qorintiim 15, 51º passuq)". No original hebraico ele diz "Hinêh sód agidá lachêm...", fazendo uso do termo "Sód (Segredo/mistério)" que se refere à Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida), e ainda usa o termo "aguidá" cuja raíz é a mesma de "agadá" que alude a "contar algo que contém um mistério, um segredo místico".
Fazendo uso da "Chochmat Nistar" Paulo diz: "Conheço um homem no Mashiach que há quatorze anos foi ao "terceiro céu"... foi elevado ao Paraíso (Ha-sheni el ha-Qorintiim 12, 2º, 3º e 4º pessuqim)".
Aqui Paulo está falando do Rabbi Akiva, pois ao dizer que ele, este homem esteve no Paríso, Paulo usa o termo "PARDES" e não "Gan Éden (Jardim do Éden)", e nós sabemos que somente quatro rabbis estiveram no PARDES e o único a sair ileso foi o Rabino Akiva, que viveu até os 120 anos.
Ainda, Paulo diz "foi ao "raqia shilishi (terceiro céu)" e este é o segredo do Zohar, conforme nos é dito por Dani´El e pelo próprio Zohar: "E os sábios brilharão como o "esplendor" do firmamento, e aquele que retornarem à justiça para muitos, serão como as estrelas para sempre". Aqui claramente está indicado a "residência secreta do Zohar Santo quando em Dani´El encontramos "Esplendor do Firmamento". No original hebraico diz "ka-Zohar ha-raqia... (como o Zohar do firmamento)". O termo "Raqia" alude ao "Terceiro Céu" o qual o próprio Zohar revela ser o seu nome "Raqia" e a residência do próprio Zohar.

וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד 

Acima no texto hebreu, nós podemos notar em abobora "Zohar ha-raqia" no verso 3 de Dani´El capítulo 12. Portanto, agora sabemos que o Zohar fora mencionado na Bíblia e que Ele é a Torah dos Mistérios, a Torah dos Céus.

וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד

Acima, temos o passuq 3 original de Dani´El 12. Dentro deste passuq (versículo) soletrado a cada 3 letras nós encontramos "Zohar" como podemos ver em letras marcadas na cor vermelha.
Voltamos então ao passuq 4 do mesmo capítulo 12:"Tu, porém, Dani´El, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim, muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará (Dani´El péreq 12, 4º passuq)".

 וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת

Contamos 53 letras a partir da letra "Resh (R)" de Zohar e encontramos a palavra "Sefer (Livro)" com o artigo "Hê" visto acima em vermelho. Juntando tudo, temos e emprestando o artigo "Hê" para o "Zohar" teremos em hebraico "Sefer Ha-Zohar" que literalmente é "O Livro do Zohar".
"Muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará..." - Hoje, o Zohar está sendo conhecido no mundo todo. Milhares de pessoas o estão estudando, examinando minuciosamente, que é o significado de "esquadrinhar" e o conhecimento das coisas antes secretas está nas bocas até mesmo dos pequeninos...


Adquira agora mesmo ao Livro "Segredos Revelados da Qabalah" e aprenda mais deste mistério maravilhoso:

Compre aqui o livro 'Os Arquivos X'

Shavuá Tóv
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hayklaarazuta.dmadvra@gmail.com

sábado, 27 de março de 2010

Mistérios de Qédem

O “Argaman” cruza todo o planeta Aur, passando por baixo da muralha escudo do castelo e precipitando-se em uma belíssima cachoeira no Vale da Imortalidade. Suas águas são a razão dos lábios purpúreos dos Sekudot. Ali, no Vale da Imortalidade é onde crescem as “rimonim – as maçãs de 613 sementes (Trecho do meu livro "Crônicas de Qédem)”.


Começei a mer questionar sobre este trecho e então iniciei uma "nessiáh" para descobrir o seu mistério. Tornava-se necessária a unica ferramenta que poderia me ajudar a desvendar este segredo. O livro do Esplendor revela que "O Pardes Rimonim (O Jardim das Macieiras)" é "Malchut" que é o "Glorioso Shabat" e foi então, que pensei: - Se o Jardim das Macieiras é Malchut é certo que, o "Vale da Imortalidade" é "Netzach de Malchut".

Aqui, outros mistérios se abriram para mim. No período em que fazemos o "Sefirat Ha´Ômer" nos contamos diariamente cada uma das Sefir´Ot de cada um dos Seis Partzufim de Zeir Anpin (A Pequena Face): Chessed de chessed, Guevurá de guevurá, Tiféret de tiféret, e assim até "Malchut de Malchut" e neste caminho, nós passamos pelo "Vale da Imortalidade" que é "Netzach de Malchut".


Todos os dias eu tenho dito que ainda existem infinitos mistérios que nos serão revelados. Nalgum momento nossa consciência se elevará, noutro um "Tzadiq Nistar" virá até nós como um "Magid" para nos revelar algum segredo, e assim, nós valos subindo degrau a degrau da "Séter Sulam (Escada do Mistério)" elevando cada vez mais nossa consciência, ampliando-a com o aroma dos mistérios da Torah de Hashem.


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Shab´tá Sh´lama

O Artesão Da Luz

O Artesão Da Luz
Deepak Veda - Instrutor e compartilhador sobre a Sabedoria Espiritual. Sênior criptólogo especialista em Criptologia Divina. É escritor e autor de 14 obras, incluindo "Shem ha'Meforash - Os 72 Nomes De D'us" e "Guilgulim - O Portal Das Reencarnações".