Projeto Jardim Do Éden

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A Associação Qabalista Mundial – Gará Kulam Moshav, na voz do seu fundador e presidente Misha´El Yehuda ben Yisrael, lançou, em 2006, o “Projeto Jardim do Éden” cuja intenção era conseguir a doação, empréstimo ou mesmo arrecadar fundos para a compra de um Sitio ou Chácara onde será instalada a sede da sua Comunidade Mística, o Centro Brasileiro de Estudos da Qabalá. Clique na imagem, conheça o projeto e faça uma doação.

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CRIPTO-EVIDÊNCIAS DA PRESENÇA ALIENÍGENA NO PASSADO DA HUMANIDADE

Os Verdadeiros Anunnki

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Apresentado entre agosto e novembro de 2015. Clique na imagem!

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sábado, 25 de maio de 2019

Wireframe: O Mundo Em Um Fio


O Mundo Em Um Fio

Quando um mundo virtual começa a ser projetado em um ambiente computacional, ele é chamado de Wireframe. Nosso mundo é um Wireframe e é por isso designado "World On A Wire - O Mundo Em Um Fio." 

De acordo com o Zôhar Sagrado, nosso mundo é chamado Malchut (Reino) mas que não existia aqui anteriormente, mas acima, unido aos outros mundos. Nosso mundo é o resultado da queda da S'firá Da'at (Conhecimento) também chamada de "Etz Da'at Tóv ve'Rá - Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal - a Dualidade da qual Adão foi aconselhado a não se alimentar. 

O nome Malchut (מלכות) possui gematria igual a 496 e esta, por sua vez, é a mesma gematria mispar ne'lam (oculta) do nome Da'at (דעת). Nosso mundo é uma projeção de Da'at. Ele não existe. É uma ilusão, um holograma criado para dar às almas o ambiente virtual para suas correções espirituais.

Antes da queda


Como já foi explicado, após a desobediência de Adam ha'Rishon (o ser primordial), seu corpo espiritual foi fragmentado da cintura para baixo e todas as centelhas de almas que formavam o corpo luminoso adâmico dali para os pés, caíram para dentro do recém criado mundo do Adão Belial - o Adão feito de Conchas (Qlipot). As conhas aprisionaram as centelhas de almas sugando suas luzes para se manter existindo. Aprisionadas dentro das Qlipót (Conchas), as almas se projetam através do segredo de "Tenú óz la'Elohim (Deem força a Elohim)". Elohim é o pensamento e através do pensamento as almas aparecem dentro da "Construção (Wireframe)" para fazerem suas correções e assim, retornarem ao seu local de origem na Árvore Sagrada (Adam ha'Rishon). Quando todas as almas aprisionadas lá se corrigirem e saírem das Qlipót, malchut desaparecerá, pois não mais será necessária. 

A palavra para mundo é Olam (עולם) que significa "Ocultar" e está é a razão de eu haver proclamado, em uma entrevista para a Rede Globo há 15 anos:

"O mundo é uma cortina que oculta o programador." 

Wireframe é também definido como "um modelo tridimensional esquelético no qual apenas linhas e vértices são representados." À medida na qual as consciências das almas forem se elevando do seu estado pós-queda tomado pelo esquecimento dos segredos divinos, o wireframe do mundo foi sendo melhorado gradualmente. Agora, estamos quase para romper a fronteira. Em breve vamos projetar um mundo dentro deste mundo e, então a cortina cairá e nós seremos capazes de enxergar o wireframe. Será neste dia que todos ficaremos consciente da projeção e de que o mundo é realmente uma ilusão. Ele não existe...


Somos marionetes de nós mesmos, mas, os fios, estão sob o controle de Adam Belial, o Adão das trevas e, por isso, foi declarado por Qohelet (Rei Salomão): 

"Época no qual Adão governa sobre Adão para o seu próprio mal (עֵת, אֲשֶׁר שָׁלַט הָאָדָם בְּאָדָם--לְרַע לוֹ.)" 

- Qohelet 8:9



Autor
Bën Mähren Qadësh
Misha'Ël Ha'Levi
Dipankara Vedas

Compre aqui o livro 'SIMULACRON'



sábado, 18 de maio de 2019

Simulacron:- Elohim é o pensamento


Elohim É O Pensamento

Foi declarado pelo Salmista que nós somos Elohim (divindades), conforme está escrito: "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo (אֲנִי-אָמַרְתִּי, אֱלֹהִים אַתֶּם; וּבְנֵי עֶלְיוֹן כֻּלְּכֶם.). - Salmos 82:6. 

Do hebraico se translitera "Ani amartí, Elohim atem, u'beney Elion kulechem." Claramente "Vós sois Elohim..." E o que lemos no começo da Toráh? "No princípio Elohim criou os céus e a terra (בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ.)." - Gênesis 1:1. Do hebraico transliteramos "Bereshit bará Elohim et ha'shamayim ve'et ha'aretz."


HITBODEDÜT

Os chachamim (sábios) nos disseram que, qualquer palavra na Toráh pode ser substituída por uma palavra equivalente de mesma numerologia (gematria). Assim, é possível penetrar e revelar novos e antigos mistérios da Toráh. Elohim é o pensamento e como foi explicado, a gematria de Elohim (אֱלֹהִים) é igual a 86. O cérebro humano, como também já foi dito, possui 86 bilhões de neurônios. Mas, o grande segredo está na palavra "Bereshit (בְּרֵאשִׁית) - No princípio... A gematria de Bereshit é igual a 913 que é a mesma numerologia de "Hitbodedut Elohim... (התבודדות אֱלֹהִים)." E o que é Hitbodedut? 

"Hitbodedut é a prática de meditação espiritual realizada em uma base individual com a finalidade de aproximar-se de Hashem e descobrir os segredos místicos registrados na alma. Praticamente desde o início dos tempos, as pessoas chegaram seu elevado nível de Avodat HaShem - Serviço a D'us - através da Hitbodedut." 

Usando do segredo da gematria podemos substituir, ou melhor, extrair Hitbodedut Elohim de dentro de Bereshit e assim transcrever o restante do passuq (versículo) e revelar como o universo foi criado. 

"Hitbodedut Elohim bara ba'chelom et ha'shamayim ve'et ha'aretz (התבודדות אֱלֹהִים בָּרָא בחלום אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ.)."

A tradução é: "Com meditação Elohim criou sonhando os céus e a terra." Tudo foi criado pelo segredo do pensamento. O universo é uma simulação criada pelo pensamento e é pelo segredo do pensamento que vamos desvendar o segredo do simulcro, da matrix na qual estamos vivendo e interagindo.

A palavra hebraica para pensamento é Machshaváh (מחשבה) cuja raiz é a mesma da palavra para computador e que é Machshév (מחשב) No dia no qual criamos uma simulação dentro deste simulacro e entrarmos nela atravessando a fronteira da realidade simulada, nós descobriremos impressionados, que nossa realidade sempre foi uma simulação, um segredo do pensamento. Nós criamos a "realidade."

Na Toráh Bereshit (Gênesis) capítulo 50, no versículo 20, lemos: "Vós bem pensastes mal contra mim; porém Elohim o pensou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida (וְאַתֶּם, חֲשַׁבְתֶּם עָלַי רָעָה; אֱלֹהִים, חֲשָׁבָהּ לְטֹבָה, לְמַעַן עֲשֹׂה כַּיּוֹם הַזֶּה, לְהַחֲיֹת עַם-רָב.)." Quando quebramos o verso juntando "Elohim chashaváh (אֱלֹהִים, חֲשָׁבָהּ)" emprestando-nos da letra mem (ם) de Elohim e doando-a a "chashaváh" nos temos "Elohim machshaváh (אֱלֹהִים מחשבה)" que se traduz "Elohim é o pensamento."

A Realidade Precisa Ser Mesurada
"Físicos afirmam que a realidade não existe até que a medimos"

Cientistas australianos confirmaram recentemente um dos aspectos teóricos da física quântica: que certos objetos alternam entre os estados de partícula e onda quando são medidos, mas mantêm-se em um estado dual enquanto isso. No mundo macroscópico, ondas são ondas e objetos sólidos são partículas. No entanto, essa distinção não é tão clara quando entramos no mundo da teoria quântica. A luz pode comportar-se como uma onda, ou como uma partícula. O mesmo vale para objetos muito pequenos, com a mesma massa de elétrons, por exemplo.

Mas o que determina quando um fóton ou elétron vai se comportar como uma onda ou como uma partícula? O modelo dominante da mecânica quântica diz que essa “decisão” só é tomada quando uma medição é feita.

Portando, tudo nesta e em outras "realidade" é determinado pela "observação" e a observação vem pela meditação com intenção de adquirir compreensão.

"Um cântico de ascensão. Quando o Eterno nos trouxer de volta a Tsión, a nós, seus exilados, nos parecerá estar sonhando."

שִׁיר, הַמַּעֲלוֹת: בְּשׁוּב יְהוָה, אֶת-שִׁיבַת צִיּוֹן-- הָיִינוּ, כְּחֹלְמִים

Tehilim 126

No local onde nossas almas estão exiladas agora, dentro dos casulos no mundo de Adam Belial, nós estamos em permanente estado de sonho. Zion (Tsión). de acordo com o Zôhar Sagrado, é a S'firá Malchut na Árvore das Vidas e que é chamada de "Os Pés de Adam Ha'Rishon (O homem Primordial)".

O segredo é que não apenas estamos nos projetando para dentro do simulacro, mas o estamos criando também à medida na qual estamos nos projetando. Elohim é o pensamento.


Quando eu era mais jovem costumava brincar com uma frase que surgiu na minha mente a partir de um filme que assisti nos anos 1980, o Feitiço de Áquila: "Sonhei que estava dormindo sonhando que estava acordado e quando eu acordei ainda estava dormindo..."




Quando acordamos de um sonho, estamos despertando realmente ou... estamos acordando de um sonho dentro de outro sonho? Será que estamos acordados agora?

CONHECIMENTO

A gematria de Elohim que é 86 é tando a numerologia de "be'chelom (em sonho)" como também a gematria de "be'yada (com conhecimento)" e com esta informação podemos retraduzir o verso  primeiro do Gênesis novamente e dar novo significado a ele:

"Hitbodedut Elohim bara ba'yada et ha'shamayim ve'et ha'aretz (התבודדות אֱלֹהִים בָּרָא ביָדַע אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ.)." - "Meditando Elohim criou com conhecimento os céus e a terra."

E lembre-se: Há diferença entre desejo, que as pessoas chamam erroneamente de sonhos e sonhos propriamente dito e compreendido que são projeções, informações e lembranças que temos enquanto estamos dormindo ou meditando. Eu acredito que, nossas almas que estão agora mesmo presas nos casulos do mundo de Adam Belial estão, num certo nível de consciência, projetando-se para dentro do simulacro construído através de sonhos e conhecimento para poderem fazer as correções necessárias para que, um dia, a escravidão possa terminar e, então as Qlipót (casulos) desaparecerão e o Simulacro, a Matrix, não mais serão necessários.

Razá Ila'áh

Autor
Bën Mähren Qadësh
Simulacron
A Realidade É Uma Ilusão

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Terra Plana


Terra Plana?

No livro de Rav Hamnuna Saba (o Ancião), é explicado detalhadamente que a totalidade do mundo habitado circunda uma esfera, uma bola, de forma que alguns estão abaixo e outros acima, e as criaturas têm aparência diferente por conta do meio ambiente em diferentes locais, ainda que tenham o mesmo ciclo de vida. Assim, há lugares no mundo habitado em que é dia, enquanto em outra parte é noite; para alguns há luz, para outros há trevas. Também há lugares onde é sempre dia e nunca é noite, exceto por um período muito curto. Isto é o que está escrito nos livros antigos e no livro de Adam Ha'rishon - o primeiro homem... Este segredo foi confiado aos mestres cabalistas da Sabedoria, mas não é do conhecimento daqueles que simplesmente marcam fronteiras geográficas, pois este é um grande segredo da Torah.

Universo Distópico

Há um universo distópico no qual a Terra que lá existe é plana, universo no qual o sol viaja por baixo e dentro de um domo (redoma opaca) e produz o dia e por cima, cerca de dezoito horas depois e produz a noite. É lá nesta terra distópica, o homem nunca foi à Lua...


Sim, esta Terra plana existe neste universo paralelo distópico e opressor da consciência. O mistério para mim é descobrir e compreender como as consciências distópicas daqueles que lá vivem, foram absorvidas, talvez reencarnadas naqueles que aqui vivem e que dantes, crentes em uma Terra redonda que gira em torno do sol, convenceram-se, da noite para o dia de que a Terra é plana, negando todas as evidências científicas produzidas neste universo de que, neste plano, a Terra é redonda, gira em círculos e ao redor do sol, universo este, no qual fomos, certamente à Lua.

Como foi possível convencerem a si mesmos, estes habitantes do nosso globo, que a Terra não é mais redonda a ponto de, tomados por esta distopia, não a enxergarem mais como ela é neste universo? Teriam as consciências distópicas dos habitantes do paralelo e distópico universo da Terra plana se movido, saltado de universo, assim como o átomo, quando observado, salta para outra dimensão desaparecendo desta? Estou certo de que a consciência, assim como o átomo, pode saltar e, talvez, esta seja a resposta do porque, pessoas tão inteligentes tenham convencido a si mesmas de que, seu atual mundo, deixou, da noite para o dia, de ser esférico, se transformando em uma Terra plana na qual o sol viaja por dentro de um domo produzindo o dia e por cima, horas depois, produzindo a noite...

Nota Explicatica "Distopia": - 1 - lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero; antiutopia. 2 - Demonstração hipotética de uma sociedade futura, definida por circunstâncias de vida intoleráveis, que busca analisar de maneira crítica as características da sociedade atual, além de ridicularizar utopias, chamando atenção para os seus males.

Cripto-Evidências

Quando investigamos procurando por Terra Plana na Toráh, ela surge codificada com intervalos equidistantes em um menor salto alfabético de 26 letras. Cruzando o termo "Plana" está o segundo verso do Bereshit (Gênesis) no qual lemos "E a terra ficou sem forma e havia o caos... (וְהָאָרֶץ, הָיְתָה תֹהוּ וָבֹהוּ)" evidenciando que neste universo a terra foi achatada e o caos apareceu. Portanto, fica estabelecido que, aqueles que creem na Terra Plana são consciências reencarnadas deste universo distópico no qual a Terra lá é realmente plana.



O Código

Na verdade, para uma melhor compreensão, o Código pode ser definido e compreendido como "Ve'ha'aretz (וְהָאָרֶץ)" e depois, como está codificado a cada 26 letras "Hi shetucháh (היא שטוחה) - Ela é plana" e a seguir, o restante do versículo "haytá tohú va'bohú (הָיְתָה תֹהוּ וָבֹהוּ) - e houve o caos e ela ficou sem forma..."

Grande grande segredo está na Letras pela qual este universo foi criado que é a letra Beit (בְּ) e cujo valor numerológico é 2. Tudo neste universo é duplo, binário, assim como a grande maioria dos sistemas estelares. Portanto, fica claro que há um universo onde a Terra é redonda e outro universo onde a Terra é plana e, este, certamente, não é aqui. Logo abaixo da palavra-chave "Hi Shetucháh (Ela é plana) está o versículo que diz "E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi (Gênesis 1:7)." A expansão citada aqui foi traduzida do hebraico "ha'Rakiá (הָרָקִיעַ)" que se traduz também para "separação" e é nesta tradução que os crentes na Terra Plana descobriram o seu "DOMO."

O Zôhar revela que, as forças individuais da energia da criação, e que se expressam como letras hebraicas, vieram diantedo Criador, solicitando que fossem os instrumentos pelos quais o mundo fosse criado. O Criador finalmente concordou em utilizar a letra Bet (בְּ) como esta letra particularmente inicia a palavra hebraica Brachah (ברכה) que significa Bênção.

"A letra Bet entrou e disse a Ele: Mestre do universo, pode por favor crie o mundo comigo, porque por mim você é abençoado nos mundos superiores e inferiores. O Santo, bendito seja Ele, respondeu: Mas, certamente, certamente irei criar o mundo com você. E você deve aparecer no começo da criação do mundo."

בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ

Zôhar - Ha'Qadmáh (Prólogo)

Fica estabelecido, por este mistério, que há, certamente, um universo no qual a terra é redonda e gira em círculos ao redor do sol e há, certamente, uma terra plana na qual o sol transita por dentro do domo durante o dia e por cima durante a noite!

Autor
Dipankara Vedas
Bën Mähren Qadësh
Misha'Ël Ha'Levi

domingo, 12 de maio de 2019

Avatar: Eu Vejo Você (I see you)


I see you (Eu vejo você)...

É uma das declarações mais belas de Avatar, uma declaração de uma centelha para outra e que carrega um maravilhoso segredo. Em hebraico esta declaração esotérica se traduz "Ani roêh otchá (אני רואה אותך)" quando declarado do sagrado-feminino que é o receptor da Luz para o sagrado-masculino, que é o doador da Luz que declara "Ani roêh otach (אני רואה אותך)."

O sagrado-masculino (zeir anpin de Yetzirá) contém todas as memórias da alma e, o sagrado-feminino é a guardiã das memórias e dos segredos.

Quando o sagrado-feminino declara "Ani roêh otchá (אני רואה אותך)" está secretamente pedindo "revele-me o segredo que está na sua alma" pois, a gematria (numerologia cabalística) de "Ani roêh otchá" é igual a 700 que é a mesma de "be'gal ha'séter (ב'גל הסתר)" que se traduz "para revelar o segredo", em outras palavras, revelar o que está registrando na alma. É um segredo da doação de uma centelha para outra que envolve consciência não ordinária, mas pensamento elevado.

A gemaitra 700 é também a numerologia cabalística de "PARDÊS RIMONIM (פרדס רימונים)" que se traduz "O Pormar (secreto) das Romãs" que é uma alusão à S'firá Malchut na Árvore das Vidas que é o "Jardim do Divino" chamado também de "Beer Sheva - O Jardim das Sete Luzes" que é o receptor das luzes das S'firot superiores de Biná (a Compreensão Divina). Pardês Rimonim é também o título da obra do nosso mestre cabalista, o Rabbi Moshê Cordovêro que expõe os segredos da Qabaláh. Pardês (פרדס) é também o acrônimo pelo qual os cabalistas estudam os segredos da Toráh Sagrada. Não é acaso que a declaração de Neytiri a Jack Suli foi feita no Jardim de Pandora e teve o poder de despertar sua alma.

Este mesmo valor, 700, é também a gematria da expressão mística "Ha'Or Ha'Chaim Ha'Qadosh (האור החיים הקדוש)" que se traduz "A Luz Sagrada Das Vidas (no hebraico, vida não tem singular)" e essa Luz é a Luz da S'firá Chochmá que é a Sabedoria Escondida.

Concluindo, "I see you (eu vejo você)" possui um segredo muito mais profundo e elevado do que imaginam os fãs de Avatar, um segredo esotérico, místico que quebra a ilusão de "eu conheço você". I see you... 

Autor
Bën Mähren Qadësh
Dipankara Vedas

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O Verdadeiro INRI


Assunto em construção...

Rabbi Shimeon Bar Yochai (רבי שמעון בר יוחאי) - As letras finais do seu nome formam o acrônimo "INRI (Iēsus Nazarēnus, Rēx Iūdaeōrum)". Você deseja saber quem foi o verdadeiro salvador crucificado pelos romanos? Foi Rabbi Shimeon Bar Yochai, o autor do Zôhar Sagrado e por isso foi escrito:

"O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas."

וְהוּא זֹהַר כְּבוֹדוֹ וְצֶלֶם עַצְמוּתוֹ וְנוֹשֵׂא כֹל בִּדְבַר גְּבוּרָתוֹ וְאַחֲרֵי טַהֲרוֹ אֹתָנוּ בְּנַפְשׁוֹ מֵחַטֹּאתֵינוּ יָשַׁב לִימִין הַגְּדֻלָּה בַּמְּרוֹמִים׃

Hebreus 1:3

A palavra traduzida para "Resplendor" veio do hebraico "ZOHAR (marcada com a cor vermelha)". É, ao que parece, a história foi alterada. Shimeon Bar Yochai é o Simão o Zelote, o filho de Alfeu também chamado "Clopas" um dos discipulos de Yeshu'a (Jesus) e que mais tarde teve seu nome mudado, conforme a tradição do Zohar, para Simão, o filho do Deus Vivo (Shimeon Bar Yochai).

Simeão bar Yochai (רבי שמעון בר יוחאי), também conhecido por sua sigla Rashbi (רשבי) foi um sábio tannaítico do século II na antiga Judéia, considerado ativo após a destruição do Segundo Templo em 70 CE. Ele foi um dos mais eminentes discípulos de Rabi Akiva, e atribuído por muitos judeus ortodoxos com a autoria do Zohar, a principal obra da Cabalá.


Os Discípulos

"E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;"


Lucas 6:12-15

"Amén, Amén, tu és Simão, o filho de Alfeu, serás chamado Bar Johai (Yochai) – que significa em aramaico “filho do Senhor Vivo” – Excerto do "MEEMRO D’AVOHAIN (Os ditos dos nossos pais)" Capítulo 10.

"E foi ali em Pella, nas Dez Cidades, que encontraram o Livro Oculto que Daniel, o profeta, escondeu. Como diz: 

"E os sábios, pois, resplandecerão (yizhirú) como o resplendor (Zohar) do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente." (Daniel 12:3)." "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro até o tempo do fim: e vaguearão muitos e aumentará o Conhecimento."

ג וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד. {פ} ד וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת.

Daniel 12:4

Texto escrito com o auxílio do Professor J. J Ricardo Tavares Jrpt Ibhs​ - Por Deepak Sankara Veda​

Baixe o MEENRO D'AVOHAIN aqui: 

Shimeon filho de Alfeu, nasceu em Caná da Galiléia, ele era irmão do mestre Yeshu'a (Jesus). Cana (קנא) significa "Zelo" e daí Simão o Zelote. Caná (קנא) é também um acrônimo de "Qabalat Nistarim Elohai (קבלת נסתרים אלהי) - Tradição da Recepção dos Segredos Escondidos de D'us".

"E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; "

וַיִּגְּשׁוּ אֵלָיו הַתַּלְמִידִים וַיֹּאמְרוּ לָמָּה זֶּה בִּמְשָׁלִים תְּדַבֵּר אֲלֵיהֶם׃ 11 וַיַּעַן וַיּאֹמֶר כִּי לָכֶם נִתַּן לָדַעַת אֶת־סוֹדוֹת מַלְכוּת הַשָׁמָיִם וְלָהֶם לֹא נִתָּן


Mateus 13:10,11

No versículo 11, Yeshu'a usa o termo "sodot (סוֹדוֹת)" para se referir aos mistérios dos céus e este termo se refere à Torah Escondia que é a Qabalah Sagrada. Shimeon, o Zelote, fora iniciado em Qabalah pelo mestre Yeshu'a.

Se Rashbi foi verdadeiramente Simão, o Zelote, então, quem foi verdadeiramente Rabbi Akiva? Teria sido Akiva ben Yosef o irmão de Yeshu'a e o líder do movimento místico que ele iniciou? As Perguntas surgem e são intrigantes, pois já se sabe e com certeza que os historiadores judeus alteraram a história para esconder a conexão de Shimon Bar Yochai com Yeshu'a.

O Livro Selado

Como já revelei em artigos escritos e postados neste Blog, o Livro Selado é o Sipra Ha'Zohar Ha'Qadosh e a prova dessa verdade está dentro do próprio versículo citado novamente aqui abaixo:

"E os sábios, pois, resplandecerão (yizhirú) como o resplendor (Zohar) do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente." (Daniel 12:3)." "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro até o tempo do fim: e vaguearão muitos e aumentará o Conhecimento."

ג וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד. {פ} ד וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת.

Daniel 12:4


A cada três letras, o nome Zohar (זֹהַר) é soletrado dentro do próprio versículo no qual Zôhar aparece no texto aberto. Eu descobri este código em 2010 e imediatamente o publiquei em um artigo escrito para este Blog. Ao investigar mais profundamente o texto do capítulo 12 de Daniel, descobri um código ainda mais surpreendente. Veja abaixo:

Clique para ampliar

Dentro do capítulo 12 no qual Zôhar aberta e criptograficamente, o nome Yochai surge codificado duas vezes, sendo que uma das ocorrências é cruzada pelos versículos de Daniel nos quais o Zôhar e o Livro Selado são mencionados e onde esta ocorrência termina o nome Yeshu'a aparece codificado a cada 26 SAEs (Saltos Alfabéticos Equidistantes) em estreita proximidade com Yochai o que evidência que este Yochai é mesmo Simão, o Zelote, que recebeu do mestre Yeshu'a a tradição da Toráh Escondida.

Quando mudamos o comprimento da linha, o salto que é de 27 letras por linha, muda para 26 letras por linha e ai, o nome Yeshu'a se revela em estreita proximidade com Yochai:

Clique para ampliar

Yeshu'a aparece agora no centro marcado em azul e ao seu lado, na posição vertical está Yochai e cruzando Yochai está Caná (da Galiléia). Lá em cima estão os versos de Daniel no qual o Zôhar é citado. O Zôhar contém a verdadeira tradição dos mistérios da Torá Escondida ensinadas pelo mestre Yeshu'a aos seus discípulos.


RASHBI

O acrônimo RASHBI que é formando pelas letras iniciais de Rabbi Shimon Bar Yochai, está, também, codificado no livro de Daniel no capítulo 12 onde o Livro Selado é mencionado, e o que eu descobri, nos trás ainda mais evidências da conexão de Rabbi Shimon com a a descoberta e revelação do Zohar Sagrado.

Clique para ampliar

No centro da matriz está codificado RASHBI e cruzando-o se encontra o versículo 9 de Daniel "E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim (Daniel 12:9)". Acima do versículo surge "Yochai" e ao lado de RASHBI está "be'Yeshu'a (de Jesus)" e cruzando o versículo 9 e RASHBI está "Caná."

A Idra Rabá
A Grande Assembleia

"Por todo o país, em volta do Mar da Galiléia, o mestre, Shimon Bar Yochai, passeava com seus alunos. Algumas vezes em doze, outras talvez dez, esses fiéis discípulos a quem o mestre ensinava a Torá e explicava a Palavra de Deus como haviam revelado os profetas e os mestres de Israel: A Torá Escrita conservada para toda a posteridade no livro imperecível, o Tanach."

Zôhar - Revelações à Idra Rabá


Se pode esconder a verdade, se pode alterá-la, mas não se pode ocultá-la por muito tempo e nem alterar o que D'us mesmo codificou nas Suas Escrituras Sagradas.

Rashbi (Rabi Shimon Bar Yochai) na matrix em verde na vertical, recebeu os ensinamentos secretos de Yeshu'a, marcado também em verde na horizontal à direita e tudo no capítulo 12 de Daniel codificado no mesmo capítulo de Daniel que revela o Zôhar e, Rabino Berg veio, com uma centelha de Daniel ( e também de Eliahu), para revelar o Zôhar no fim dos dias...

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Êxodus: Do Físico Ao Espiritual



Êxodo - Do físico ao espiritual
Conversa com o cabalista Rabi Michael Laitman

"Se você compreender o que realmente é ser Judeu, compreenderá também as verdadeiras causas do antissemitismo. Ser judeu está muito além de etnia ou raça, é um estado espiritual que qualquer pessoa no mundo pode alcançar. O antissemitismo é a oposição a este estado e reside em forças antagonistas ao estado espiritual que devemos alcançar. Se eu afirmo ser judeu mas persigo outros que afirmam o mesmo, o antissemitismo está em mim. Se eu não aceito outros só porque nasceram no exílio, então, eu sou o antissemita. Portanto, é necessário uma verdadeira compreensão do que é realmente ser judeu. Um cristão pode ser um judeu. Um budista pode ser um judeu. Um árabe e muçulmano pode ser um judeu. Um espírita pode ser um judeu. Se alguém pratica um preceito positivo da Toráh como, por exemplo, amar ao próximo ou fazer tzedaqá (caridade), então, está pessoa é um judeu e seu eu for contra ele, ou o caluniar, degradar, perseguir ou o ameaçar, eu sou o antissemita e não o outro. A raiz do antissemitismo vive dentro de cada um de nós e é preciso combatê-la com amor elevado."

 Palavras Introdutórias
Bën Mähren Qadësh
"Autor Do Blog"


As pessoas nesse mundo são todas pessoas comuns. Mas para um persa chamado Abram (e mais tarde, Abraham), o Criador Se revelou, e essa revelação o fez especial. Ele tornou-se um “Yehudi” (judeu), da palavra “Yechudi” (único), pois ele e o Criador tornaram-se um. Quem, então, é esse Abraham? Ele é um homem que foi dotado com uma centelha espiritual, uma sensação do Criador. Mas se não fosse por isso, ele seria uma pessoa comum.

Não há santidade em nenhum órgão de nosso corpo. Por isso, não importa se um coração deficiente é substituído por um coração humano, ou pelo coração de um porco. Nossos órgãos são tão materiais quanto os dos animais. Eles não são sagrados, não são conectados com o Criador.

Não há diferença entre um judeu e um gentio, além da centelha do Criador que se encontra no judeu. Isso significa que se essa centelha existe no coração de uma pessoa, essa pessoa é chamada judia. Se essa centelha desaparece, o judeu torna-se gentio. Esta, porém, é uma situação impossível, porque a santidade sempre aumenta, nunca diminui. Esta é uma lei espiritual, pela qual todas as coisas são aproximadas do Criador.

O êxodo para o mundo espiritual é um processo lento. Primeiro, o homem é cativo dos desejos deste mundo. Gradualmente, ele compreende a falta de propósito de sua existência física, pois se não houvesse aquela centelha, o homem seria apenas mais um no moinho.

Está escrito na Haggadah: “Primeiro, nossos pais serviram a deuses estranhos”. Servir a um deus estranho (paganismo) é um estado possível somente se a pessoa tiver feito contato com o Criador, tenha-se tornado consciente da oposição entre seus atributos e os atributos do Criador, e tenha escolhido agir contra a vontade do Criador. Assim, o paganismo já é um certo grau de consciência, de capacidade de operar além da natureza que foi dada à pessoa com o nascimento.

De fato nossos pais serviram a deuses estranhos, mas então o Criador Se revelou a eles, e a luz que veio com esse processo foi aceita como uma ordem de migrar da Mesopotâmia para a Terra de Israel. Assim nós vemos que neste mundo também, a pessoa se move de um lugar para outro, seguindo seu desejo interno, seu coração.

Os Cabalistas escrevem que nós podemos viver na Terra de Israel, desde que encontremos seu nível espiritual. De outro modo, estaríamos exilados daqui assim como antes. O Criador trouxe nossos corpos de volta, mas permanece nosso dever fazer o retorno interior para o estado espiritual chamado a Terra de Israel, e sermos merecedores dessa terra, que é tudo o que precisamos!

Abraham, o Patriarca, é um testemunho disto. Uma vez que ele tornou-se judeu, Deus disse a ele: “Saia de seu país, e de sua família, e da casa de seu pai, para a terra que Eu lhe mostrarei”. E Abraham moveu-se (interiormente) para a Terra de Israel: ele começou a desenvolver vasos espirituais, vasos de doação.

Mas para atingir a unidade com o Criador, é necessário mais do que a capacidade de doar (de doar por doar); é necessária a capacidade de receber por doar, através dos vasos de recepção, corrigidos pela intenção de doar ao Criador. Mas onde a pessoa encontrará esses vasos, esses desejos? Quando a pessoa está na Terra de Israel, e deseja doar ao Criador, descobre que não há nada para dar a Ele, e torna-se faminta, faminta por doação.

Então a pessoa se exila no Egito. Mas por quê, para quê? Porque a renúncia aos nossos desejos de receber é contrária à nossa própria natureza, à natureza humana. De fato ninguém pode compreender isto. Nenhum outro método além da Cabala usa isto, porque esse ato se opõe à natureza humana. Todos os outros métodos têm origem na nossa natureza inata, e objetivam tornar nossa vida confortável, agradável, todos exceto a Cabala, que foi outorgada a Abraham com a sublime revelação do Criador.

Havia realmente muito trabalho no Egito?

Como se disse, o homem está confuso, faminto (tanto física quando espiritualmente). Os objetivos materiais tomam precedência, de modo que a pessoa possa compreender o quanto o espírito é superior à matéria. Recebe-se delícia espiritual em atos materiais. Mas o verdadeiro sabor do prazer material permanece apenas para os sábios (aqueles que aspiram à sabedoria, que ascendem ao espírito para viver verdadeiros desejos), pois são eles que devem confrontar os maiores prazeres.

Quando a pessoa progride em seus estudos, passa a ver a si mesma como mais e mais corrupta. Desejos ainda piores despertam nela. Precisamente isto é o exílio para o Egito, quando aquele que aspira subir a escada para o espiritual cai sob o domínio do desejo de receber.

É por isso que foi dito que os irmãos de José o visitaram no Egito em segredo. O exílio para o Egito acontece quando a pessoa perde os seus vasos de doação, quando eles caem no domínio dos vasos de recepção. Esse estado permanece por um período, durante a progressão da pessoa em espiritualidade.

Quando a pessoa começa a estudar, está em alto espírito, sem preocupações. Mas após alguns meses as coisas mudam. A espiritualidade não é mais tão atraente quanto antes, distúrbios materiais aparecem e a pessoa sente que nunca verá as portas dos Céus se abrirem.

Por que isso acontece?

Porque os vasos de recepção precisam ser desenvolvidos, uma tela (massach) deve ser adquirida e estendida contra os desejos do Egito. Na verdade, a pessoa possui os seus vasos de doação, mas eles estão ocultos. Quando o trabalho no Egito começa, a pessoa anseia por espiritualidade, mas quanto mais ela anseie por isso, mais ela vê que é inatingível.

O período da “escravidão no Egito” dura enquanto a pessoa sente que é realmente escrava, até que venha um novo rei, que não conheça Josef. A pessoa sente que seu Faraó interno a domina, e a conduz contra o Criador.

Mas se o desejo de receber permite-me ter prazer, o que está errado nisto? Como esse domínio poderia ser prejudicial a mim?

Se eu quero algo mais que a satisfação dos desejos, por exemplo, se eu quero ter contato com o Criador, mas compreendo que todos os prazeres materiais me distanciam Dele, começo a percebê-los como um obstáculo, como algo mau que opera contra mim.

Então, começa uma batalha interior. Começo a imaginar se esse “Eu” é aquele que deseja aderir ao Criador, ou se “Eu” é aquele que procura prazeres materiais. 

Quem, então, é o meu “Eu”?

Eclode uma guerra entre ambos os desejos: de um lado Moisés e Aaron e do outro, o Faraó. Não é possível prever quem vencerá quem, porque os magos do Faraó fazem os mesmos milagres que o Criador. Assim, só é possível escapar do domínio da natureza após o Criador ter batido dez vezes (as 10 pragas do Egito).

Para que meu “Eu” neutro sinta de onde vem a luz, ele precisa sentir os dez golpes – assim como o Faraó dentro de mim, que se opõe ao Criador – de modo que eu possa me destacar dele, e atingir um estado em que o próprio Faraó dirá: “Vá! Você me trouxe dor demais!”

Os dez golpes mostram ao homem que o domínio do Faraó é uma coisa odiosa, intolerável. Então o próprio homem deseja escapar desse domínio. Quer, mas não pode! Assim, para ter sucesso em escapar do Faraó, são necessárias certas condições externas. É preciso haver pressa, ocultamento e a escuridão da noite.

Somente então o homem pode reunir seus desejos de doação, separá-los de seu próprio desejo de receber e esconder-se deles. A escapada acontece à noite, quando a luz espiritual está fora. É preciso fé acima da razão, indo contra seu próprio julgamento, para escapar de sua natureza.

Diz-se: “Se você laborou e encontrou, então acredite”. Isso significa que a pessoa executou muito trabalho para que o Criador se revelasse, mas não sabe se esse trabalho é suficiente para sair deste mundo e entrar no mundo superior. A saída de nossa própria natureza é um evento súbito.

O homem não tem controle sobre esse processo, ele simplesmente acontece! Ele anda sobre a terra, entre as muralhas do Mar Vermelho, a barreira, e entra... em um deserto. Então, o que ele ganhou com isso? O homem entra no Egito com uma centelha do Criador, com um anseio pelo espírito, e sai com vasos vazios de recepção – a sensação de um deserto.

Foi dito que Israel partiu com “jóias de prata, e jóias de ouro e outros ornamentos”. Isso significa que o homem agora tem desejos corruptos de receber e precisa começar a trabalhar com eles e corrigi-los. Pois enquanto esses vasos pertençam ao Egito, eles lhe darão somente a sensação de escuridão, de um deserto. Mas quando ele os corrige e os usa corretamente, através deles o homem receberá a luz superior.

Então o homem entra no deserto. Ele ainda não está na Terra de Israel. Agora ele precisa da luz para distinguir o quanto cada atributo merece ser usado em sua progressão para o mundo espiritual. A recepção dessa luz é chamada a “recepção da Torah”.

Uma pessoa que saia deste mundo para o mundo espiritual, começa a trabalhar em três linhas: uma à esquerda, uma à direita e uma intermediária. Precisamos compreender que não somos nós que fazemos o trabalho, é o Criador, é trabalho de Deus. Precisamos aceitar Seu trabalho sobre nós! Tudo foi criado em seu estado perfeito, mas a criatura somente pode acessar a perfeição, desde seu oposto. É por isso que o homem precisa experimentar todos os estados imperfeitos. O trabalho do homem é um processo de auto-conhecimento; conhecimento do trabalho que o Criador está fazendo sobre ele.

Há um mundo e dentro dele há uma alma. O contato com o Criador é composto de três partes: Olam (um mundo), Shanah (um ano), e Neshamah (uma alma). Shanah é a extensão do contato entre Olam e Neshamah. A palavra Olam tem origem na palavra He’elem (ocultamento). Isso significa que Olam é a extensão do ocultamento do Criador.

É possível atingir resultados espirituais cumprindo atos físicos?

Tudo o que o homem faz, é porque quer. A pedra também, que não tem movimento, quer manter sua forma. A planta quer crescer. Ela anseia pela luz e cresce em direção a ela.

O desejo do homem sempre se expressa em um certo ato.  É por isso que cada movimento que cada animal faz é exatamente o movimento que ele precisa fazer.

Embora cada desejo seja expresso no exterior, o homem não está sempre consciente de seus desejos. Do exterior, não se pode compreender o propósito dos atos de outro. É por isso que a ciência que estuda as intenções é chamada “A Sabedoria do Oculto” – pois ninguém sabe o que está em nosso coração, freqüentemente, nem nós mesmos. Mas como sempre, a forma externa indica o desejo interno.

Nós ainda não estamos nos mundos espirituais e não podemos trazer outras almas para nossa tela. Assim, nesse intervalo, nosso trabalho é principalmente no nível deste mundo, difundindo a sabedoria da Cabala. Esse ato é totalmente espiritual. Através dele, ajuda-se outros a que se juntem a esse caminho, através de atos físicos; a pessoa ajuda a difundir espiritualidade neste mundo.

 


Autor 
Rabbi Michael Laitman
B'nei Baruch


O Artesão Da Luz