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domingo, 30 de agosto de 2026

A PRINCESA, A TORRE ENCANTADA E O DRAGÃO


PALAVRAS CONTADAS PELO ANJO - O PROFETA ELIAS A RABI SHIMON BAR YOHAI - A LÂMPADA SAGRADA - NA CAVERNA A CERCA DE DOIS MIL ANOS ATRÁS SOBRE EVENTOS QUE OCORRERAM NUMA ANTIGA ERA ANTERIOR À TODAS AS ANTERIORIDADES... NOS TEMPOS DO VELHO ANCIÃO...


"Há uma torre que flutua no ar. Sobre ela permanece a Filha do Rei, enquanto uma poderosa e antiga Serpente desafia todos aqueles que tentam alcançá-la... Àquele que conseguir derrotar a Serpente será entregue a Princesa"

Você sabe de quem é essa torre? Quem é o dragão, e qual é a identidade da princesa? E quem será o herói que virá para resgatá-la e entregá-la ao Rei?

TIKUNEI ZOHAR, TIKUN 21 folha 42b:

Alguns sábios estavam pelo caminho, investigando nos segredos da primeira palavra da Torá: Bereshit. A conversa avançava por sendas cada vez mais ocultas e escondidas.

Eles diziam "Bereshit. Nela estão insinuados seis anciãos. E quem são esses seis? Eles estão indicados nas palavras: “Et ha-shamayim ve-et ha-aretz” — “os céus e a terra”. Eis que, então, somos sete. Mas existem ainda três que permanecem ocultos acima deles. Assim aparecem sete anciãos e uma Filha. Essa Filha é o Shabat, a única, que corresponde aos sete."

Um jovem vinha seguindo atrás deles. E esses anciãos encontraram a Lâmpada Sagrada - Rav Shimon - e seus companheiros. Disseram-lhe: “Rabbi, Rabbi! Tu e teus companheiros encontrastes um jovem que, pelo caminho, vinha seguindo atrás de vós?”

Ele lhes disse: “Encontrei muitos acampamentos que vinham da batalha contra a Serpente Primordial [Nachash ha-Qadmoni]. Eram acampamentos de anjos, que desciam apressadamente para receber as orações, provenientes do aspecto das cinquenta letras com as quais Israel realiza a Unificação todos os dias [Qeriat Shemá que possui 25 letras recitado duas vezes]. É a respeito delas que está escrito: ‘E armados subiram os filhos de Israel da terra do Egito.’”

Em hebraico "e armados" chamushim (וַחֲמֻשִׁים) pode ser escrito como chamishim (חֲמִשִּׁים) que é cinquenta.

[São] anjos que descem para travar a batalha, encarregados das orações. Todos eles desciam com a força da Gevurá [a coluna da esquerda]. Quando venciam a Serpente Antiga e as numerosas forças que lhe pertencem, estas os perseguiam por causa dos muitos pecados de Israel.

E eles são os mestres das orações, e contemplam o Nome Havayah, que é Biná, a qual desce sobre eles com a força da Gevurá.

Todos estas forças caem de sua posição, e neles se cumpre: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar”. Esse “mar” são os cinquenta Portões de Biná, as cinquenta letras do Qeriat Shemá. A gematria de Yam que é Mar (ים) é 50.

Nesse meio-tempo, eis que aquele jovem apareceu diante deles, conduzindo os animais por trás. Ele lhes perguntou: “Qual é o significado de: ‘E deixou sua veste na mão dela’?” (sobre Yosef fugindo da mulher de Potifar)

E esta é a sua veste: a veste da Serpente é a idolatria [avodá zara]. Quando a Serpente vem para unir-se ao corpo de um homem adormecido, dizendo: “Deita-te comigo” — uma prostituta insolente —, e por causa do sinal da Brit [em Yosef] foi dito: “E ele fugiu e saiu para fora”.

Quando ela procura unir-se aos Tzadikim, é necessário separar-se dela e não obter nenhum benefício dela, nem sequer…

Folha 43a: Nem sequer de sua pele. “Vai, vai”, dizem ao nazireu; “dá a volta, dá a volta ao redor da vinha, mas não te aproximes dela”. É isso que está escrito: “E deixou sua veste junto dela” — a pele do Yetzer ha-Ra. E esta é a veste da Serpente, o avodá zara.

Disseram ao jovem: “Quem és tu?”

Ele lhes disse: “Eu sou o filho de um certo Peixe [Leviatã] que nada no Grande Mar [os 50 graus de retificação que se concluem em Malchut de Malchut e abrem o Gmar Tikun, Moshe alcançou 49 portões, mas virá para atingir o 50 portão como Moshe-Mashiach], que engole todos os peixes do mar [todos os níveis espirituais] e os faz sair vivos para fora [que não se anulam,pois são iluminados pela Luz de Yechidá que é a fonte da Vida Eterna que só desce após a retificação do 50 portão]. 

E, às vezes, ele sai para a terra seca, para que nele se cumpra: ‘E multipliquem-se como peixes em abundância no meio da terra’.” Eles ficaram maravilhados.

Disseram-lhe: “Já que não é tua vontade revelar quem és e de quem és filho, qual é o lugar de tua morada?”

Ele lhes disse: “O lugar da minha morada é uma certa torre que voa no ar [Biná, a letra Lamed, a Torre do Messias, Ohr Neshamá].” Eles ficaram maravilhados.

Disseram-lhe: “Não nos digas mais nada. Quem é teu pai?”

Ele lhes disse: “Meu pai é um grande Peixe [o grau do Atik Yomin]. Quando tem sede, abre sua boca e engole as águas do mar [contempla todos os aspectos da Torá em todas as infinitas formas]; e durante setenta anos o mar não retorna à sua força. E o segredo dessa palavra é: ‘Ele confia que o Jordão irromperá para dentro de sua boca’. E ele engole tanto do mar, enquanto vós não extraístes dele senão o equivalente a um único jarro (Kad - כד- 24), que corresponde aos vinte e quatro livros da Torá [isto é, os 24 livros do Tanach]. Como, então, não o reconhecestes?”

Naquele momento, Rabbi Elazar se lembrou e disse: “Certamente, tu és o filho de Rav Hamnuna Saba! [ou seja, tu, o jovem, és a Luz de Chaya]”

Eles se alegraram com ele e disseram: “Certamente, se tu estivesses neste mundo em tua verdadeira condição [pois o jovem estava empregnado neles no estado de Ybur e eles não podiam reconhecê-lo], nós desceríamos de nossos cavalos e seríamos nós mesmos a conduzir os animais atrás de ti.”

Ele lhes disse: “Aquela Serpente contra a qual travais batalha — como conseguistes escapar dela? Pois ela engole e mata. E não somente isso: ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”

E a Filha do Rei [do Santo Abençoado Seja Ele] está sobre uma torre que voa no ar [a ascenção da alma até o nível do Messias que é a neshamá de Biná]. E todos os dias proclamam no firmamento que todo aquele que matar esta Serpente receberá por esposa a Filha interior do Rei (Bat Melech Penima'ah), “vestida com adornos de ouro” (Tehilim 45:14).

E este “ouro” (Zahav — זהב) é: Zayin (ז) — os sete dias da Criação; He (ה) — as cinco ocorrências de “luz” (Or — אור) em Bereshit 1:3-5; e Bet (ב) — o Bet de Bereshit (בראשית).

Sobre ela foi dito: “Bela como a lua.” Na Academia celestial, chamam-na de Torá Oral (Torah she-be‘al Peh).

E por causa disso, um arauto proclama.

Quantos homens, quantos mestres dos escudos (Marei Terisin) se reuniram no Beit Midrash para travar batalha contra a Serpente por causa dela! E quantos escudos foram feitos — decisões [haláchicas] por causa da Filha do Rei!

E voltou-se para um lado e para o outro, e viu que não havia homem” entre eles capaz de matar a Antiga Serpente — até que venha aquele a respeito de quem foi dito: “E voltou-se para um lado e para o outro [...] e feriu o egípcio”, isto é, Moshe-Mashiach que ferirá a Serpente.

E por causa disso foi dito: “Até que venha Shiloh (‘Ad ki Yavo Shiloh)”. Pois Shiloh (שילה = 345) corresponde a Moshe (משה = 345) pela gematria.

E ela é a sua herança (Morashah), conforme o segredo de: “A Torá que Moshe nos ordenou é uma herança (Morashah)”.

E por isso foi dito a respeito dele:

“Até que venha Shiloh” — Shiloh, que certamente lhe pertence. Ele é quem mata a Serpente Antiga.

E a ele será a obediência dos povos” (וְלוֹ יִקְּהַת עַמִּים — Ve-lo Yiqhat ‘Amim), como está escrito: “O cetro não se afastará de Yehudá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Shiloh, e a ele será a obediência dos povos.”

— Bereshit 49:10

E ele mata a Serpente e suas forças no mar, na terra seca e no firmamento.

E quantos mestres de batalha travaram guerra contra ele sobre o mar! Como está escrito: “Ali navegam os navios” — no Mar da Torá. Esses “navios” são os olhos daqueles que contemplam a Torá. E quantos desses navios foram quebrados e caíram no mar, até que venha aquele a quem [a Filha do Rei, a Torá Oral] pertence por herança (Morashah), que fenderá o Mar da Torá. Então: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar” — o cavaleiro é a Serpente Antiga [Sameach-Mem], e sua companheira é o golem sobre a qual ele cavalga [Lili Chaz veShalom].

Naquele tempo, quando aquela Serpente Má for removida do mar, a Serpente Sagrada [o Mashiach] reinará.

Tikkunei Zohar 29b:

Rabbi Shimon abriu [seu discurso] e disse: “Ó seres superiores, preparai-vos e armai-vos com armas de guerra contra a Nachash haQadmoni - a Velha Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas. Ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”

E por causa disso, todos os dias sai uma proclamação: “Aquele que matar essa Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas, receberá a Filha do Rei (Barta de-Malka), que é a Oração [uma personificação da Sechiná], e que está sentada sobre uma torre, a respeito da qual foi dito: ‘Torre forte é o Nome de Havayah; para ela corre o Tzadik e é elevado. (Mishlei 18:10)’”

Enquanto isso, eis que o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) vinha chegando com muitas ovelhas, bois e cordeiros, e com um cajado em sua mão. Ele ergueu os olhos para a torre e viu um jovem, um homem chamado Tzadik, que estava sentado sobre a torre. Um arco estava em suas mãos, e ele lançava flechas contra a Serpente. 

Mas a Serpente não dava importância a elas. E o arco é a língua; a concavidade do arco é a boca. O fio escarlate — isto é, o lábio — é a corda do arco. Com ele, o Tzadik lançava flechas, que são as palavras da oração, contra a Serpente.

E não é por causa de alguma fraqueza do próprio Yesod chamado Tzadik, o “Vivente dos Mundos” (Chai ‘Almin), mas por causa da fraqueza daquele que lança essas flechas [por causa daquele que produz fracas orações]: Quando este não é completo [não é um tzadik completo], por causa disso a Serpente não faz caso delas.

Até que veio o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) o Mashiach, tomou uma flecha e a lançou contra ela; e assim, uma após outra, por meio de sua oração que é completa, até que uma flecha atravessou o fígado da Serpente.

Pois ele é o Sameach-Mem, o “outro deus”; ali estão seu fundamento e sua raiz. E por causa disso o fígado se ira. Com o que ele se ira? Com a bile, que está aderida a ele. Esta é o Veneno da Morte, sua contraparte feminina, sua cauda [Lili o demônio, Chaz veShalom]. O lobo do fígado é chamado Yoteret (“excedente,resto”), porque, depois de cometer adultérios, ela entrega as sobras ao seu marido [o Sameach- Mem].

E a cauda é sua serva [sua emissária]. Com a bile [o aspecto masculino da impureza] ele se enfurece, e com a cauda [o aspecto feminino da impureza] ele mata. A bile é o seu semblante; a Yoteret é a sua cauda.

No entanto, este é chamado “Adam mau” (Adam Ra) e foi produzir a partir da Árvore da Morte.

Até aqui, Moshe-Mashiach lança as flechas da oração contra a Serpente. A serpente é vencida. Eliminado o obstáculo, pode ocorrer a união com a Shechiná. Agora חץ (chetz) já não representa a flecha que mata o dragão antigo - a Nachash haQadmoni. Ela representa o zera (זרע), a semente, dirigida à Kallah — a Noiva, isto é, ao princípio feminino.

Em direção a ela [a Shechinpa] ele lança as flechas [palavras de orações], com o amor dos olhos.

O “Alvo” é certamente a Shechiná, pois ela protege Israel da Serpente Má, o Sameach-Mem. E ela é a proteção e o escudo do Tzadik. Por isso é dito:

“E sob Suas asas encontrarás refúgio” — as suas asas são os dois He (ה״ה), seu corpo é Vav (ו), sua cabeça é Yod (י).

“Escudo e proteção é a Sua verdade.” “Escudo e proteção” são a Shechiná Superior e a Shechiná Inferior [Biná e Malchut]. “Sua verdade” é o Pilar Central [Tipheret que é a Torá cujo nome é Emet - verdade]; sua cabeça é a Chochmá Superior - a consciência do Olam haAtzilut plenamente unificada ao Santo, Bendito Seja Ele]. O Tzadik [Yesod] é à Sua imagem e à Sua semelhança.

Bem-aventurado aquele que guarda a Brit Milá [Yesod] e a Torá, que é o Pilar Central [Tipheret], pois ambas o protegem: uma neste mundo e a outra no Mundo Vindouro.

(Fim das citações)

De quem é a torre?

A torre representa um lugar espiritual muito elevado, ligado à Biná, o nível da compreensão e da consciência superior, do Mashiach. É chamada de uma “torre que voa no ar” porque não pertence ao mundo físico, mas a uma realidade espiritual acima da nossa percepção comum.

Quem é o Dragão?

O Dragão é a Serpente Primordial, a mesma força que anteriormente derrubou Adam. Ela é toda a impureza do mundo. É ela que impede que a união com a Princesa aconteça. Ela faz ninho nas montanhas, pois representa o Coração de Pedra - o local mais egoísta no ser humano.

Quem é a Princesa?

A Princesa é a Filha do Rei, a Shechiná, o aspecto feminino das Ações do Santo, Abençoado Seja Ele, sua presença entre a Criação. Nas palavras dos sábios, ela apresenta neste texto duas manifestações muito importantes: a Torá Oral e a Oração voltada para a Torá. 

E quem é o herói que derrotará o Dragão?

O herói é Moshe-Mashiach. Muitos guerreiros tentam enfrentar a Serpente, mas nenhum consegue destruí-la definitivamente. No final, é Moshe, em sua dimensão messiânica, quem consegue vencê-la e finalmente entrar na Eretz Yisrael - a completude de tudo.

Shalom, Shalom! Razá Ilaá!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ONDE O MEU NOME ESTÁ (criptografado) NA TORÁ?

Vamos começar com uma história encontrada no Sefer Seder HaDorot, seção Yemot Olam, quinto milênio, [ano] 4954. Eis suas palavras:

“Recebi por tradição que o Ramban tinha um discípulo chamado Rabbi Avner, que se tornou apóstata [abandonou a Torá]. Sua sorte fez com que ascendesse a uma posição elevada, tornando-se temido em toda a terra.

Depois de algum tempo, no dia de Yom Kippur, mandou buscar seu mestre, o Ramban, e, diante dele, matou com suas próprias mãos um porco, cortou-o em pedaços, cozinhou-o e comeu-o. Depois de comê-lo, perguntou ao Rav quantas penas de karet havia transgredido. O Rav respondeu que eram quatro; ele, porém, disse que eram cinco e quis discutir com seu mestre. O Rav lançou-lhe um olhar de ira, e o homem emudeceu, pois ainda lhe restava algum temor de seu mestre.

Por fim, o Rav perguntou-lhe o que o havia levado à apostasia. Ele respondeu que certa vez ouvira [o Ramban] ensinar sobre a Parashat Ha’azinu, dizendo que naquela parashá estavam incluídas todas as mitzvot e todas as coisas existentes no mundo. Como isso lhe pareceu impossível, transformou-se em outro homem [rompeu com a Torá].

O Rav respondeu: ‘Ainda sustento aquilo que disse. Pergunte o que quiser.’

O homem ficou extremamente admirado e disse: ‘Se é assim, mostre-me, por favor, se consegue encontrar meu nome escrito ali.’

O Ramban respondeu: ‘Pediste corretamente; isso podes pedir de mim.’

Imediatamente retirou-se para um canto e orou. Então veio à sua boca o versículo:


אָמַרְתִּי אַפְאֵיהֶם אַשְׁבִּיתָה מֵאֱנוֹשׁ זִכְרָם

ר' אבנר

Rabbi Avner

Amarti af’eihem, ashbitah me’enosh zichram — “Eu disse: Eu os dispersaria; faria cessar dentre os homens a memória deles” (Deuteronômio 32:26).

Pois contando a terceira letra de cada palavra no versículo, encontramos o nome daquele homem, que era Avner junto com a letra Reish que é a inicial de Rabbi, pois o fato de a Torá chamá-lo implicitamente de “Rabi Avner”, apesar de naquele momento ele ser um mumar [apóstata], é uma indicação de que ele retornou em teshuvá.

Quando Avner ouviu isso, seu semblante caiu, e perguntou ao mestre se havia remédio [tikkun] para sua transgressão. O Rav respondeu: ‘Tu ouviste as palavras do versículo’, ou seja, o próprio versículo que contém teu nome já te disse o que fazer.

O Rav seguiu seu caminho.

Imediatamente o homem tomou um barco sem marinheiro e sem remo, entrou nele e deixou-se levar para onde o vento o conduzisse. E nunca mais se soube coisa alguma a seu respeito. (fim da citação)

O Gaon de Vilna num comentário sobre o Sifra deTzniuta, capítulo 5, declarou:

"E o princípio geral é este: tudo aquilo que foi, que é e que será até o fim dos tempos está inteiramente incluído na Torá, desde Bereshit [Bereshit 1:1] até le-einei kol Yisrael [aos olhos de todo Israel - Devarim 34:12].

E não apenas os princípios gerais, mas até mesmo os detalhes de cada espécie e de cada ser humano individualmente, e tudo aquilo que lhe acontecerá desde o dia de seu nascimento até o seu fim, bem como todos os seus gilgulim [reencarnações], todos os seus detalhes e os detalhes dos detalhes.

Do mesmo modo ocorre com cada espécie de animal doméstico, animal selvagem e todo ser vivo existente no mundo; e com cada erva, planta e objeto inanimado; todos os seus detalhes e detalhes dos detalhes, em cada espécie, bem como os indivíduos pertencentes às espécies, até o fim dos tempos — aquilo que lhes acontecerá e sua raiz.

Da mesma maneira, tudo aquilo que está escrito acerca dos Patriarcas, de Moshe e de Israel existe em cada geração, pois as centelhas de todos eles se reencarnam em cada geração, como é sabido.

E igualmente todos os seus atos, desde Adam HaRishon até o final da Torá, encontram-se em cada geração, como é sabido por aquele que compreende. E assim também ocorre em cada ser humano individualmente [...]" (fim da citação).

Veja também Kol haTor 3:3 na continuação das palavras do Gaon:

"E todas essas alusões estão contidas nos números, segundo o segredo do versículo: “Ha-motzi ve-mispar tzeva’am, le-kulam be-shem yikrá — Aquele que faz sair seu exército segundo o número, e a todos chama pelo nome” (Isaías 40:26).

Isto significa que cada ser criado possui um número fundamental próprio, e que a finalidade ou destino particular de cada um, de acordo com seu nome e seu número fundamental, encontra-se aludida na Torá segundo o segredo de “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo”; isto é, por meio do cálculo das letras da Torá através de guematria — gematriot e notarikon, método pelo qual as letras são interpretadas como abreviações ou combinações significativas.

E conforme disseram nossos Sábios acerca do versículo: “Lechu chazu mif‘alot Havayah, asher sam shamot ba’aretz — Ide, contemplai as obras de Havayah, que estabeleceu desolações na terra” (Salmos 46:9). Não leias “shamot — desolações”, mas “shemot — nomes”, conforme a interpretação registrada no Talmud Bavli, Berachot 7b.

As “parperaot la-chochmá — iguarias ou condimentos da sabedoria” são os recipientes que recebem as propriedades espirituais superiores provenientes do Olam HaAtzilut — Mundo da Emanação, através dos miluiim — preenchimentos dos nomes e das letras, e dos miluiim de-miluiim — preenchimentos dos preenchimentos, prosseguindo sucessivamente até o Ein Sof — Infinito.

Ou seja, as letras hebraicas (Otiot) podem possuir significado em sua forma simples, em sua forma expandida ou “preenchida” [milu’in], e ainda no preenchimento das próprias letras que compõem esse preenchimento [milu’in de-milu’in], continuando assim em níveis sucessivos.

E cada criatura e cada ser humano, de acordo com suas funções gerais e particulares, encontra-se aludido em seu próprio nome; e encontra-se também aludido na Torá por meio dos valores numéricos da guematria.

Cabe a cada pessoa de Israel empenhar-se com todas as suas forças para alcançar e compreender o nível dos números superiores — misparim elyonim, ocultos em seu próprio nome por meio dos cálculos de guematria — cheshbon gematriot, os quais estão aludidos na Torá e dizem respeito à missão singular — ha-shelichut ha-yechida’it de cada indivíduo, conforme está escrito: “ish al diglo be-otot le-veit avotav — cada homem junto à sua bandeira, segundo os sinais da casa de seus pais” (Números 2:2).

E acerca disso foi dito: “Yigdal na koach Adonai — Que seja engrandecido, por favor, o poder de Adonai...” (Números 14:17).

Este é o segredo do “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo” mencionado em Kohelet 9:10.

Cabe, portanto, a cada pessoa alcançar e compreender os cheshbonot ve-gematriot shemo — cálculos e guematriot de seu próprio nome. Caso contrário, ela poderá ter de passar por um novo gilgul, a fim de reparar aquilo que deixou incompleto neste gilgul.

Pois aquele que não conhece as guematriot e os cálculos que lhe pertencem e que estão ocultos em seu nome está destinado a descer ao Sheol.

E, segundo a explicação de nosso mestre no Tikkunei Zohar Chadash, deve-se alcançar aquilo que está contido em seu próprio cheshbon — cálculo — mediante o poder que está em sua mão. Este é o sentido do versículo: “Kol asher timtzá yadchá la‘asot be-koachachá, asê — Tudo aquilo que tua mão encontrar para fazer, faze-o com tua força” (Kohelet/Eclesiastes 9:10), pois:

“ein ma‘assê ve-cheshbon bi-Sheol — não há ação nem cálculo no Sheol” (Kohelet 9:10).

Isto significa que, no Sheol, já não será possível realizar ou completar esse “ma‘assê ve-cheshbon — ação e cálculo”. A razão é que, com base nesse conhecimento, cada pessoa poderá saber como cumprir sua missão singular neste mundo.

E, quanto mais entramos nos Ikvot Meshicha — “passos do Mashiach”, mais se revelam as alusões de guematria — remezei ha-gematriot, nas quais estão ocultos os segredos das finalidades ou missões destinadas tanto gerais quanto particulares.

E acerca disso foi dito:

“Kol gei yinnassê — Todo vale será elevado...” (Isaías 40:4).

E isto corresponde às gematriot que são chamadas “parperaot la-chochmá — iguarias da sabedoria”, conforme é apresentado no Zohar HaKadosh, Tikkun 70. (fim da citação)

EXEMPLOS DE NOMES CRIPTOGRAFADOS NA TORA:

Veja Tratado Chulin 139b, apesar de Haman só surgir muito tempo depois lá na Meguillat Ester, no entanto, ele já é mencionado na Torá:

"os sábios do Talmude perguntam: 'De onde [encontramos uma alusão a] Haman na Torá?' A resposta é: “Ha-min ha-etz” — הֲמִן הָעֵץ — “Acaso da árvore...?” (que pode ser lido Haman para a forca)

Os Sábios perguntaram a Rav Mattana: “De onde, na Torá, encontramos uma alusão a Haman e seu enforcamento?” Ele respondeu citando o versículo pronunciado depois que Adam comeu da Árvore do Conhecimento:

Ha-min ha-etz asher tziviticha le-vilti achol mimennu achalta? — הֲמִן־הָעֵץ אֲשֶׁר צִוִּיתִיךָ לְבִלְתִּי אֲכָל־מִמֶּנּוּ אָכָלְתָּ — “Acaso comeste da árvore da qual Eu te ordenei que não comesses?” (Gênesis 3:11).

A alusão encontra-se em ha-min — הֲמִן. Quando retiramos os nekudot (sinais vocálicos), temos המן, exatamente as mesmas letras do nome Haman.

De onde [encontramos uma alusão a] Mordechai na Torá?”

Rav Mattana respondeu citando Êxodo 30:23, onde, entre os ingredientes do óleo sagrado da unção, aparece a expressão mor deror — מָר דְּרוֹר, “mirra pura”. Essa expressão é traduzida para o aramaico como meira dachya — מֵירָא דַּכְיָא, cuja pronúncia apresenta uma correspondência com o nome Mordechai — מָרְדֳּכַי." (fim da citação).

E agora, de nossos próprios exemplos:

Nosso mestre, o Ari z'l nos guiou a encontrar muitos códigos importantes na Torá e no Tanack, dentre eles, citaremos estes dois:

Em Zechariah 9:9 no verso que fala sobre o Mashiach Ben David, nós encontramos codificado o nome de Rav Akiva:

Gili me’od bat-Tziyon, hari‘i bat-Yerushalayim; hineh malkech yavo lach, tzaddik ve-nosha hu; ani ve-rochev al-chamor, ve-al ayir ben-atonot.

“Alegra-te muito, filha de Tziyon! Exulta, filha de Yerushalayim! Eis que teu rei virá a ti; ele é justo e vitorioso; humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumentas.”


גִּילִ֨י מְאֹ֜ד בַּת־צִיּ֗וֹן הָרִ֙יעִי֙ בַּ֣ת יְרוּשָׁלַ֔͏ִם הִנֵּ֤ה מַלְכֵּךְ֙ יָ֣בוֹא לָ֔ךְ צַדִּ֥יק וְנוֹשָׁ֖ע ה֑וּא עָנִי֙ וְרֹכֵ֣ב עַל־חֲמ֔וֹר וְעַל־עַ֖יִר בֶּן־אֲתֹנֽוֹת׃

ר' עקיבא
Rabbi Akiva, o Reish de Rabbi é o Reish de Chamor - O notarikon de חמור — CHaMoR é:
 חכם מופלא ורב רבנן
Chacham Muflá ve-Rav Rabbanan que se traduz:
 “Mestre extraordinário e mestre dos mestres.”

Constantemente o Rabi Akiva é associado à figura do jumentinho, por causa de muitos aspectos de seus gilgulim [um deles Yissachar chamado de um jumento poderoso - Bereshit 49:14], da origem de sua alma que veio dos prosélitos, conforme é nos explicado no Shaar haGilgulim, por ele ser da raiz de Kayin e esses é um dos motivos de ele ter dito em Pesachim 49b:

“Quando eu era um am ha’aretz [homem sem instrução em Torá], eu dizia: ‘Quem me dera encontrar um talmid chacham [sábio da Torá], para que eu o mordesse como um jumento (חמור — chamor)!"

Outro exemplo é o nome completo do Rav Chaim Vital criptografo no profeta Isaías 12:2 que trata sobre o Rei Mashiach:

Hineh El yeshu‘ati, evtach ve-lo efchad; ki ozi ve-zimrat Yah Havayah, va-yehi li li-yeshu‘ah.

“Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, pois minha força e meu cântico são Yah, Havayah, e Ele se tornou para mim salvação.

הִנֵּ֨ה אֵ֧ל יְשׁוּעָתִ֛י אֶבְטַ֖ח וְלֹ֣א אֶפְחָ֑ד כִּֽי־עׇזִּ֤י וְזִמְרָת֙ יָ֣הּ יְהֹוָ֔ה וַֽיְהִי־לִ֖י לִישׁוּעָֽה׃


חיים ויטל

Chaim Vital

Outro exemplo de código:

Codificado em MEGUILAT ESTHER capítulo Iº no passuq 18 através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) temos o ano 5786 (התשפ"ו) seguido por "ÊSH (אש) - FOGO" e "ËD (אד) - VAPOR" conforme se pode ver abaixo como o ano 5786 marcado em vermelho, FOGO em abóbora escuro e VAPOR em verde.

"Vehayom hazeh tomar'nah sarot Paras u'Madai, asher sham'u et devar hamalkah, lechol sarei hamelech; uchedai bizayon vakatsef."

"E neste mesmo dia dirão as nobres da Pérsia e da Média, que ouviram a palavra da rainha, a todos os príncipes do rei; e haverá desprezo e indignação em abundância."


 וְֽהַיּ֨וֹם הַזֶּ֜ה תֹּאמַ֣רְנָה ׀ שָׂר֣וֹת פָּֽרַס־וּמָדַ֗י אֲשֶׁ֤ר שָֽׁמְעוּ֙ אֶת־דְּבַ֣ר הַמַּלְכָּ֔ה לְכֹ֖ל שָׂרֵ֣י הַמֶּ֑לֶךְ וּכְדַ֖י בִּזָּי֥וֹן וָקָֽצֶף׃


O mais surpreendente veio como a deflagração do bombardeio contra o IRAN e sua nomeação como "EPIC FÚRY (זַעַם אַגָּדִי) - ZA'AM AGADI - FÚRIA ÉPICA. Ao reezaminar o CÓDIGO, descobri que "ZA"AM AGADI" também estava codificado no mesmo passuq através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) sendo a letra ZAYIN (ז) de ZA"AM (זַעַם) o ZAYIN de HAZÊH (הזה) e o ALEF (א) de AGADI (אַגָּדִי) o ALEF de TOMAR'NÁH (תֹּאמַרְנָה).

O passuq fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na rebelião da rainha contra a ordem do rei e isso é muito importante.

"No início de janeiro de 2026, o Irã registrou uma nova e intensa onda de protestos deflagrada inicialmente por uma profunda crise econômica, que rapidamente se transformou em um movimento antigovernamental generalizado. As mulheres voltaram a ocupar um papel central na linha de frente da resistência, construindo sobre o legado do movimento "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022."

Fonte: Quadrinhos na Cia.

Se você deseja conhecer a localidade do seu nome na Torá-Tanach, nós temos uma pesquisa de código, você deve entrar em contato conosco e escrever para:

baaltzafuntorah@gmail.com 



sexta-feira, 7 de agosto de 2026

OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA (זעם אגדי)


FÚRIA ÉPICA

זַעַם אַגָּדִי

Há quatro anos, na manhã de 6 de março de 2022, descobri, estudando o TZAFUN TANA'K (צופן תנ"ך) um importante CÓDIGO e que naquele momento me fez sentir que, de fato, ele se realizaria. Quatro anos depois, assim como o CÓDIGO havia me revelado, assim ele se realizou.

Codificado em MEGUILAT ESTHER capítulo Iº no passuq 18 através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) temos o ano 5786 (התשפ"ו) seguido por "ÊSH (אש) - FOGO" e "ËD (אד) - VAPOR" conforme se pode ver abaixo como o ano 5786 marcado em vermelho, FOGO em abóbora escuro e VAPOR em verde.

 וְֽהַיּ֨וֹם הַזֶּ֜ה תֹּאמַ֣רְנָה ׀ שָׂר֣וֹת פָּֽרַס־וּמָדַ֗י אֲשֶׁ֤ר שָֽׁמְעוּ֙ אֶת־דְּבַ֣ר הַמַּלְכָּ֔ה לְכֹ֖ל שָׂרֵ֣י הַמֶּ֑לֶךְ וּכְדַ֖י בִּזָּי֥וֹן וָקָֽצֶף׃

"Vehayom hazeh tomar'nah sarot Paras u'Madai, asher sham'u et devar hamalkah, lechol sarei hamelech; uchedai bizayon vakatsef."

"E neste mesmo dia dirão as nobres da Pérsia e da Média, que ouviram a palavra da rainha, a todos os príncipes do rei; e haverá desprezo e indignação em abundância."

O mais surpreendente veio como a deflagração do bombardeio contra o IRAN e sua nomeação como "EPIC FÚRY (זַעַם אַגָּדִי) - ZA'AM AGADI - FÚRIA ÉPICA. Ao reezaminar o CÓDIGO, descobri que "ZA"AM AGADI" também estava codificado no mesmo passuq através de RASHEI TEIVOT (INICIAIS) sendo a letra ZAYIN (ז) de ZA"AM (זַעַם) o ZAYIN de HAZÊH (הזה) e o ALEF (א) de AGADI (אַגָּדִי) o ALEF de TOMAR'NÁH (תֹּאמַרְנָה).

O passuq fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na rebelião da rainha contra a ordem do rei e isso é muito importante.

"No início de janeiro de 2026, o Irã registrou uma nova e intensa onda de protestos deflagrada inicialmente por uma profunda crise econômica, que rapidamente se transformou em um movimento antigovernamental generalizado. As mulheres voltaram a ocupar um papel central na linha de frente da resistência, construindo sobre o legado do movimento "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022."

Fonte: Quadrinhos na Cia.



“São sempre as mulheres que estão lutando contra esse regime. E por isso elas estão na linha na frente. Elas querem que seus direitos sejam devolvidos.”

Mahsima Nadim em entrevista à CNN

Hashem é tão maravilhoso que codificou o ano e o inicio da GUERRA CONTRA O IRAN em um versículo na MEGUILAT ESTHER que fala do temor de uma REVOLTA FEMININA inspirada na desobediência da Rainha VASHTI contra a ordem do Rei junto com o nome da OPERAÇÃO EPIC FURY e assim como foi codificado, assim se realizou.


A Operação Fúria Épica (Operation Epic Fury) foi uma campanha militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 e concluída no início de maio de 2026. A intensa campanha aérea e de mísseis teve como objetivo desmantelar a infraestrutura militar iraniana, destruir suas capacidades ofensivas de mísseis e drones, neutralizar sua marinha e bloquear seu caminho para a obtenção de armas nucleares.

"Tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será até o fim dos tempos está incluído na Torá, desde a primeira palavra de Bereshit até a última palavra de Le'einei Kol Yisrael."

- Ga'on De Vilnius

"Os russos o chamam de 'Nastavnik de Vilnius'; o 'Mestre de Vilnius'."

"O Professor de Vilnius."

Jack Ryan: 

"Sim. Eu fiz a biografia dele no ano passado. Ele comandou o primeiro submarino de cada nova classe durante os últimos dez anos. Tem boas conexões políticas. Treinou a maior parte dos comandantes de submarinos de ataque deles. Os russos o chamam de Vilnius Nastavnik; o Mestre de Vilnius."

Citação Secreta Ao Gaon De Vilnius

A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO



Autor

Rav Misha'Ël Ha'Levi


O Artesão Da Luz