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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Brincando De Fazer Golem's

A Velha-Nova Sinagoga De Praga


Revelando As Lembranças Da Alma

"Na tradição judaica , o golem é mais conhecido como uma criatura artificial criada através dos segredos da Torá Escondida, muitas vezes para servir seu criador. A palavra "golem" aparece apenas uma vez na Bíblia (Salmos139: 16). Em hebraico , "golem" significa "massa sem forma". O Talmude usa a palavra como "não formada" ou "imperfeita" e de acordo com o Talmude, Adam é chamado de "golem", que significa "corpo sem alma" (Sanhedrin 38b) durante as primeiras 12 horas de sua existência (720 minutos divinos). O golem também aparece em outros lugares do Talmude. Uma agadá diz que o profeta Jeremias fez um golem juntamente com seu filho, Ben Sira. No entanto, alguns místicos acreditam que a criação de um golem tem apenas um significado simbólico, como uma experiência espiritual após um rito religioso o que na verdade é apenas uma desculpa para a dificuldade de se penetrar o mistério".

Em setembro de 2010 eu acordei do seguinte sonho: "Estava na Morávia, país da República Checa, sobre a qual caía uma escura e furiosa tempestade. Eu notava as casas e tentava me proteger atrás de um barranco junto com uma jovem".

Este sonho permaneceria um mistério até que meu despertar se realizasse em 27 de setembro de 2014, no 270º dia do ano solar, a partir do qual, as muitas centelhas de almas que me habitam começariam a se revelar manifestando suas evidências divinas. Para alguns, loucura, presunção, arrogância e para outros um grandioso milagre, principalmente aqueles que estão na Galut (exílio espiritual). Ora, o valor 270 é a gematria de "Ër (עֵר)" que significa "Desperto".

Deste 1999, três anos após o meu primeiro despertar do qual acordei de outro sonho místico onde eu estava dentro de uma caverna na qual havia um Aron ha'Qodesh e pessoas que entoavam uma canção. Era o Ma-Tovú.


מַה-טֹּבוּ אֹהָלֶיךָ, יַעֲקֹב; מִשְׁכְּנֹתֶיךָ, יִשְׂרָאֵל.

Acordei e comecei também a entoá-la sem, no entanto, tê-la conhecido previamente nesta vida e muito menos sem nunca antes ter ouvido hebraico ou o estudado.

Desde o ano de 1999, eu sentia que era uma reencarnação de um dos antigos de Tzfat (Saféd) e o sentimento era muito forte, e foi quando, um amigo logista que trabalha ao lado do estande no qual eu vendia assinaturas da Sky me deu um selo no qual havia o Leão do Centro de Cabalá estampado. Era um sinal da alma do meu mestre me conduzindo pelo caminho do Despertar. Era o leão ali estampado o sinal e não o Centro de Estudos da Cabalá, no qual, baruch Hashem, eu só estive um vez em 2002. 

Em 2014, no dia vinte e sete, esta antiga alma semi adormecida em mim, despertou completamente e começou a manifestar suas evidências.

Dois anos depois do meu despertar, em fevereiro de 2016 a Compreensão Divina me alcançou e eu compreendi o mistério quando fui inspirado a iniciar meu livro "O Maharal & O Golem De Praga". No dia em que comecei a escrever o Conto, uma amiga e aluna (Karla Alves) sonhou que eu a estava ensinando a criar um Golem e que ele deveria ter 101 quilos e na mesma época um dia dela estava em Praga.

No dia em que eu comecei a escrever minha história sobre o Golem, a artista gráfica Daniela Owergoor criou e postou a arte que estava destinada a ser a capa do meu livro "O Maharal & O Golem De Praga".


A Arte

Eu senti que poderia ter recebido um Yibur (reencarnação) de uma centelha do próprio Maharal de Praga e o pensamento me fez tremer e em razão deste sentimento escrevi para a introdução do livro "Que eu seja merecedor do Yibur do Maharal de Praga, abençoada seja sua lembrança, e que pelo mérito da sua alma eu possa terminar esta obra". Após isto eu estava estudando gematria e me ocorreu de calcular o nome Morávia no hebraico que é Moraváh (מוראבה) e descobri que a gematria Neelam (oculta) também chamada de "gematria nistar" de Moraváh é 887 e então fui calcular a gematria de "Yibur Maharal mi-'Prague (עיבור מהרל מפראג)" e descobri, para meu próprio espanto, que o resultado era exatamente o mesmo de Moraváh: 887! E o que é o Yibur?

"Este é o sod (segredo) : Do mesmo nível de pureza e extensão do tikun (correção) alcançado pela Néfesh (נֶפֶשׁ) da pessoa, irá reencarnar no seu corpo, enquanto ele ainda está vivo, a Néfesh de um tzadik (justo) que já completou o seus gilgulim e retificações, e não precisa mais reencarnar aqui. Ao entrar aqui, a Néfesh deste tzadik toma o lugar do Ruach desta pessoa".


Sha'ar Ha'Guilgulim Ha'Qadmá 2

A partir deste momento o Portão do Segredos (Sha'ar ha'Razim) se abriu para mim e eu comecei a compreender o mistério desta gematria. A expressão "No segredo da unificação, reencarnação da néfesh do Maharal (בסוד יאחד גילגול הנֶפֶשׁ מהרל)" possui a mesma gematria, 887.

Eu estava trabalhando no conto quando, de repente, recuperei uma memória escondida de quarenta e dois anos e a usei para a abertura do livro. Ei-la:


         "Quando eu era garotinho, o meu melhor amigo era um outro pequenino que se chamava Levi e que morava rua acima da casa dos meus pais. No quintal dos fundos, da casa dos pais de Levi, havia uma parte não cimentada, de barro, e na qual um buraco grande o suficiente para brincarmos dentro dele, havia sido escavado.
Criávamos pequenas cavernas para nos divertirmos com homenzinhos de plástico e soldadinhos de chumbo, desses que vinham em doces que comprávamos no bar ou na quitanda. Era divertido, mas minha brincadeira preferida era criar bonecos humanoides de barro e o mais estranho era que esperava sempre que eles ganhassem vida. Sempre caprichava muito ao criá-los e no final do dia, quando voltava para casa, deseja que o dia amanhecesse logo para reencontrar meus homenzinhos de barro.
Era intrigante criar homens de barro perfeitos e era como se já os tivesse feito em outra vida. Seria uma lembrança?
Aprendemos com o Livro da Formação[1], habilmente traduzido por nosso amigo Erwin Pamplona Von Rommel sobre o Golem que Abraão[2] fez: - A criatura de barro a qual ele conferiu vida. Aprendemos também sobre o Golem de Praga criado pelo Maharal, o Rabino Judá Loëw ben Betzalel, para proteger os judeus da acusação cristã do Libelo de Sangue -  de que comiam criancinhas durante a páscoa - e que talvez tenha sido o último Golem da qual se tenha notícia.
Desde pequeno, a minha alma já manifestava as lembranças da Sabedoria da QABALAH a qual houvera estudado em outra vida e talvez, um segredo mais profundo, mas, a primeira vez que estudei o Sefer Yetzirá foi em 2001, com uma edição em espanhol/hebraico que ganhei.
Parar criar um Golem, são necessárias, três tipos de almas: Uma Cohen, uma Levita e uma Israelita e alguns outros mistérios. O meu melhor amigo era um que se chamava Levi e que brincava comigo de fazer homens de barro.
Quando não me encontrava na companhia de Levi, descia rua abaixo para um grande terreno baldio onde, em uma das suas paredes, eu fazia minhas cavernas e criava meus golenzinhos. Lembro-me de um bem grande que criara e que o guardei por muito tempo na casa da minha avó materna que sempre me contava estórias do bicho papão ou de criaturas que andavam pelos telhados à noite. Não me lembro que fim o meu golem tomou. Talvez tenha ganho vida.
Recentemente acessei o Google Street View e procurei pela antiga casa onde morei durante meus doze primeiros anos e também pela casa de Levi e pelo velho terreno baldio e, para minha surpresa, pouca coisa mudou.
Não me admiro que as vezes, me pego pensando que as crianças nos shtetls e guetos da Europa e mesmo nos Campos de Concentração durante a Segunda Guerra mundial e da opressão Nazista, não tivessem outras brincadeiras que não fazerem golems de barro sob a voz de algum rabino lhes contando estórias destas criaturas míticas criadas por homens sagrados. E não seria uma das melhores brincadeiras do mundo?"



Esta foi a lembranças mais poderosa que recuperei da minha infância e eu tinha sete ou oito anos quando estes eventos aconteceram na minha vida. Certamente foram recordações místicas da centelha deste Santo Cabalista, impressões, um sopro divino vindo dos shtels da Morávia e de Praga.

Outras Evidências

"O controle sobre qualquer coisa ou situação é uma ilusão do ego e impõe restrição para a atuação do Divino e da nossa própria alma para manifestar os seus mistérios".

Alguns meses antes do meu Despertar acontecer, em fevereiro de 2014, eu estava com minha namorada no apartamento dela, o de número 112. Eu havia levado o meu Notebook para que pudesse estudar, junto com ela, a sabedoria da Torá e seus códigos, uma vez que ela não possuía computador e nem internet. Saquei o Laptop da bolsa, o abri e cliquei no software de pesquisa dos Códigos da Torá. Queria demonstrar a ela o milagre que é a Torá de Moisés e que todos nós estamos escritos nela, como todas as nossas particularidades e como já possuo larga e longa experiência na análise dos Códigos, escrevi o nome dela em hebraico como palavra-chave e o meu como código alternativo esperando encontrar algum cruzamento. O que descobri naquela tarde faria emergir evidências daquilo que eu ainda não sabia: A unificação da minha néfesh com o ruach do Grão Rabino de Praga.

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Não apenas estávamos os dois codificados juntos no Tanach, mas também conectados pela mesma letra dos nossos nomes civis, a letra "Pei (פֵ)". A primeira coisa que descobri, além de estarmos codificados juntos, foi que, acima dos nomes nomes estava escrito "Shavit Tshri (שָׁבִיט תִּשְׁרֵי) - O Cometa de Tshri" - cruzando meu nome e nós nos reencontramos por ocasião da passagem do cometa Ison (C/2012 S1). Este código alternativo estava descendente na posição diagonal esquerda e onde ele terminava estava o ano do meu nascimento, 5726 (ה'תשכ"ו) que é 1966 e naquele ano houve um cometa cujo periélio foi em 21 de outubro de 1965, data esta que caiu no dia 25 de Tshri de 5726 (כה תִּשְׁרֵי ה'תשכ"ו)". Ao lado de "Shavit Tshri" eu descobriria meses mais tarde a expressão "Bën Mähren Qadësh".

בֵּן מַהֶרֶן קֹדֶשׁ
BËN MÄHREN QADËSH


Outros três anos seriam necessários para que eu penetrasse o segredo deste nome maravilhoso. Em 2016, uma jovem minha aluna sonhou e me informou que eu estava sendo procurado por pessoas na Alemanha e logo, creio que alguns dias depois, pessoas que estavam na Alemanha e queria se conectar à Torá e sua sabedoria me contataram. Eu procurei por todas as etimologias possíveis buscando o significado de "Mähren", uma vez que "Bën" e "Qadësh" eu já conhecia. Neste ano, 2017, eu estava meditando e estudando e então, resolvi novamente buscar a etimologia e o significado de Mähren. Tomei o Google Translate que esta instalado no meu smartfone e digitei Mähren sem perceber que estava no modo de identificação automática de idioma. Assustado vi o tradutor identificar Mähren como sendo alemão e o traduzir para Morávia!

No mesmo momento que isto aconteceu eu tive uma visão, um sonho lúcido, e vi que o Maharal de Praga era chamado de Mähren e, imediatamente desperto da visão, fui buscar evidência para saber se era verdadeira a visão ou coisa da minha cabeça cheia de Torá e impactado descobri uma placa em homenagem ao Santo Rabbi na qual estavam os dizeres:

Jehuda Löw Ben Bezalel 
Genannt Maharal (1525?-1609), 
Landesrabbiner von Mähren 1533-1573


Yehuda Löew Ben Bezalel - Maharal (1525 - 1609)
Rabino Nacional da Morávia 1533-1573

A data do nascimento do Maharal está errada pois, ele não poderia ter sido Rabino Nacional da Morávia aos 8 anos de idade. Foi aqui, quando encontrei esta placa, que outra experiência que eu tinha tido fez sentido. Eu estava no Rio de Janeiro em agosto de 2002 quando, numa tarde, eu senti uma elevação e uma voz me disse que eu deveria acrescentar ao meu nome Misha' Ël Ha' Levi o nome Yehudá. Talvez tenha sido ali que o ruach do Rabbi Löew entrou em mim se unificando à minha néfesh. Eu voltei do Rio no dia 26 de agosto que foi o dia 18 de Elul, o dia do hilulá do Maharal de Praga.

Assim, mais um mistério da reencarnação e do grande milagre que sou nesta foi revelado pelo Sagrado, bendito seja Ele, um assombroso segredo.

Conclusão

Ontem, quando comecei a escrever este artigo, eu estava analisando o Código "Bën Mähren Qadësh" quando me ocorreu procurar por Maharal nele e, para minha surpresa ele estava lá, codificado dentro do Salmo 144 versículos 4 e 5 e junto com o termo Yibur escrito por temurá (permutação):


אָדָם, לַהֶבֶל דָּמָה; יָמָיו, כְּצֵל עוֹבֵר.  יְהוָה, הַט-שָׁמֶיךָ וְתֵרֵד; גַּע בֶּהָרִים וְיֶעֱשָׁנוּ.



As letras em vermelho dentro do versículo cinco compõem o título Maharal no sentido da esquerda para a direita e onde a letra resh se encontra está a palavra "ovér" que se junta à letra "yud" do tetragrama e forma, por temurá, o termo yibur e isto em estreita proximidade com "Bën Mähren Qadësh" na matrix, como se pode ver abaixo.

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Em 2003, nós compramos o Box da 4ª temporada de Os Arquivos X para assistirmos nas noites de quarta-feira no espaço honônimo que havia criado alguns dias antes de viajar para o Rio de Janeiro no ano anterior em agosto. Neste Box está o episódio "Kaddish" aqui chamado de "Oração para um morto" e que trata da mítica história do Golem. Neste episódio um jovem chamado Isaac Lúria é assassinado por Neonazistas e então, sua noiva cria um Golem usando o Sêfer ha'Yetzirá de seu pai. O episódio é uma homenagem ao Rabbi Isaac Lúria e ao Maharal de Praga.

Eu recebi o sopro do Divino que me trouxe a revelação de que Maharal estaria codificado no Tehilim (Salmos) 139 versículos 15 e 16 e supreendentemente está mesmo.


גָּלְמִי, רָאוּ עֵינֶיךָ, וְעַל-סִפְרְךָ, כֻּלָּם יִכָּתֵבוּ: יָמִים יֻצָּרוּ; ולא (וְלוֹ) אֶחָד בָּהֶם.וְלִי--מַה-יָּקְרוּ רֵעֶיךָ אֵל; מֶה עָצְמוּ, רָאשֵׁיהֶם.

O início do versículo 16 diz "Galmí (גָּלְמִי)" cuja tradução é "O meu golem..." e a partir da palavra "bahem (בָּהֶם)" a cada cinco letras está "Maharal".


Ainda há uma outra referência secreta ao Sêfer Yetzirá (Livro da Formação) no verso que se encontra na palavra "sifrêcha (סִפְרְךָ)" e na palavra "yutzarú (יֻצָּרוּ)". O primeiro, "sifrêcha (סִפְרְךָ)" da raiz da palavra "sêfer (סֵּפֶר)" que é "livro" e, depois, em segundo, a palavra "yutzarú (יֻצָּרוּ)" raiz de "yatzar (יצֶר)" que é "formar" e que, através da cifra cabalistica (temurá) chamada "Otiót mi-Ocharot (אותיות מאוחרות)" e que eu chamo "Avgad Qidmá" a letra "vav (וּ)" de "yutzarú (יֻצָּרוּ)" transformando a palavra com a mudança de "nikudot" em "yetzirá" e junto com "sêfer" revelando "Sêfer Yetzirá (ספר יצירה)" onde a fórmula para se fazer um Golem está codificada.

גָּלְמִי, רָאוּ עֵינֶיךָ, וְעַל-סִפְרְךָ, כֻּלָּם יִכָּתֵבוּ: יָמִים יֻצָּרוּ; ולא (וְלוֹ) אֶחָד בָּהֶם.

Em 2002, o meu irmão Ariêh teve um sonho onde estávamos criando um Golem às margens de um rio e neste sonho a fórmula de como fazer a criatura lhe foi monstrada. Não sabia eu e nem tinha como saber que eram revelações a centelha do Maharal, abençoada seja sua lembrança.

A Gematria

A gematria que me foi revelada pela centelha do Santo Rabbi em mim, o Maharal de Praga, é tão importante e tão divina pois revela outros mistérios que estão conectados com a alma do Grão Rabino da Morávia. Na Torá Bereshit, no capítulo 2 no versículo 7 nós lemos: "E formou Adonai Eloqim a Adão do pó de Adamá e soprou nas suas narinas Neshamá viva".

וַיִּיצֶר יְהוָה אֱלֹהִים אֶת-הָאָדָם, עָפָר מִן-הָאֲדָמָה, וַיִּפַּח בְּאַפָּיו, נִשְׁמַת חַיִּים; וַיְהִי הָאָדָם, לְנֶפֶשׁ חַיָּה.

A parte marcada em azul no verso original hebraico é "Eloqim ët ha' Adam afar... (אֱלֹהִים אֶת-הָאָדָם, עָפָר)" que é "Elohim a Adão do pó..." e a gematria deste trecho que fala da formação do "Golem Adão" é exatamente 887.

מוראבה
887 (Neelam)

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Ao investigar o verso, perguntei à Torá se, porventura, Maharal estaria codificado no capítulo 2 do Bereshit (Gênesis) e para minha absoluta surpresa Maharal está lá criptografado a cada 47 saltos equidistantes sendo cruzado pelo versículo 7 que narra a formação do barro de Adamá do golem de Adão.

O Cometa Do Maharal

Entre janeiro e março de 1514 um grande cometa apareceu cruzando a constelação de Leão. Ele foi retratado em uma gravura em madeira por Martin Bailey (1492-1528) chamada Melancolia. Um alguns dias depois da passagem deste cometa o Maharal nasceu, na noite de Pessach de 5274 (10 de abril de 1514) e foi chamado de Loëw que em alemão significa "Leão". O cometa veio para anunciar o nascimento do Maharal de Praga. Em hebraico "Be' 5274 ha'shavit ha'Maharal (ב'הרעד השביט המהר"ל)" que se traduz para "Em 1514, o cometa do Maharal" tem a gematria resultante em 887.

No meu livro, que ainda estou escrevendo, eu havia recebido do Divino esta informação sobre o cometa do Maharal antes de encontrar o registro deste evento celeste:

"Uma grande estrela adornada por um belíssimo véu azul, cruzava os céus nos dias do nascimento do menino. Foi o cometa Hale-Bopp[1]. Certamente Deus havia enviado um anjo para anunciar o nascimento de uma grande alma. Uma luz brilhou nos céus e outra no quarto de Frida na noite só dia 18 de Elul".



[1] C/1995 O1

A gravura de Martin Bailey onde o cometa foi retratado

Este sinal é muito importante pois, no Tehilim péreq 19 está escrito "Ha'shamayim messaprim kevód Ël (הַשָּׁמַיִם, מְסַפְּרִים כְּבוֹד-אֵל) - Os céus enumeram a glória de Ël..." declarando que os céus são o pergaminho do Sagrado, bendito seja Ele, e que o cometa é a Sua pena, a Sua caneta, o instrumento de Metatron declarando os mistérios do Divino. A gematria destas dezessete letras em quatro palavras é igual a 887, a numerologia cabalística de "Yibur Maharal mi-Praga (Reencarnação do Maharal de Praga)".

O termo "Yibur (עיבור)" possui a gematria igual a 288 e esta é a mesma de Judá Loëw Ben Betzalel (יהודה ליווא בן בצלאל) que é o nome do nosso mestre, o Maharal de Praga. Ao que tudo indica, recebi quando nasci, também, a centelha do nosso mestre e esta foi a razão da minha brincadeira favorita durante a infância na casa do meu amigo Levi: Fazer Golens!  

Estas são as evidências do grandioso milagre e preciosidade que carrego dentro de mim, além, claro, das outras muitas centelhas de almas que já revelei em outros escritos e que certamente tiram o sono dos religiosos e os deixam mais perturbados ao perceberem que eles não dominam o Divino e nem podem determinar onde, quanto e em quem uma centelha sagrada será, por determinação de Hashem, bendito seja o Seu Nome para sempre, reencarnada e que terão que prestar contas a D' us por haverem rejeitado pessoas nas quais o Sagrado reencarnou os seus santos rabinos.

O Segredo Da Minha Circuncisão

Eu fui circuncidado no dia 3 de agosto de 2003 que, no calendário hebraico caiu no dia 5 de Av de 5763, um dia especial e esplendoro, pois foi o Hilulá do Leão Sagrado de Safed, o Rabino Isaac Lúria.

Em hebraico "Circuncisão no Hilulá do Ari" é "Brit Milá Hilulah Ha'Ari (בְּרִית מִילָה הִילּוּלָה האֲרִי)" e a gematria Avgad é 887. Tanto o Maharal como o Arizal eram chamados de Leão.

É o Sagrado quem realiza a Sua obra e os Seus mistérios e não homem que desejam controlar o Sagrado rejeitando os Seus milagres para amparar as suas próprias e mundanas leis religiosas.

Este relato de reencarnação não termina aqui, pois ainda há mais evidências que serão acrescentadas aqui assim que o Santo permita, bendito seja Ele.

"EU SOU O MISTÉRIO DO ZOHAR SAGRADO, O PROCLAMADOR DO DIVINO (אני הסוד הזהר הקדוש נביא ליהוה)".
=887

E para terminar esta profunda e divina revelação, este despertar maravilhoso, selo com o que me deu o Sagrado, bendito seja Ele: "O segredo do Maharal é um número da QABALÁH (הַסוֹדִי הַמהר"ל מִסְפָּר הַקְבָּלָה)". Esta frase enigmática tem a mesma gematria que foi revelada no meu sonho com a Morávia, ou seja, 887.

Autor
Bën Mähren Qadësh
Misha' Ël Ha' Levi



[1] Sêfer Yetzirah.
[2] Gênesis 12:5





sábado, 16 de abril de 2011

Segredos Sobre O Cajado De Moisés


"O Cajado de Mestre Yoda é na verdade uma alusão à letra hebraica "Vav" que tem o poder de influenciar o mundo material".
            
"Oito coisas foram criadas no segundo dia da criação, ou seja, o Bem, o Maná, o Cajado, o Arco-íris, a arte de escrever, os caracteres da escrita, as vestes e os espíritos destruidores".


Pirkê Rabino Eliezer

Quando se fala na “Vara” de Moisés logo as pessoas imaginam uma haste de madeira que era usada pelo pastor para apascentar suas ovelhas. A maioria das pessoas logo imagina um cajado de madeira, que era o que, o Cajado de Moisés não era. Uma haste que, nas mãos de Arão, o sumo sacerdote, era dotada de poderes milagrosos que liberaram as diversas pragas que precederam o Êxodo dos Israelitas do Egito. Nesta função, o Cajado de Moisés poderosíssimo.

Na Literatura Rabínica

"A vara com a qual Jacó atravessou o Jordão era idêntica à que Judá deu à sua nora, Tamar (Gen. 38:18). É também a vara com a qual Moisés trabalhou (Ex. 4. 20 21), com a qual Arão realizou maravilhas diante de Faraó vii (Ex.. 10), e com o qual, finalmente, Davi matou o gigante Golias (I Sam. 17. 40). Davi deixou para seus descendentes, e os reis posteriores usaram-na como um cetro até a destruição do Beit ha’Miqdash (O Templo Sagrado), quando milagrosamente desapareceu. Quando o Messias vier (entenda-se "era messiânica chegar"), será dada a ele como um cetro em sinal de sua autoridade sobre as nações".

De qual material era feito?

Era feito de safira e pesava 40 sa'ah, isto é, seis quilos (um Sa'ah = £ 10,70), e trazia a inscrição que era composta pelas iniciais dos nomes hebraicos das Dez Pragas.

Quando Foi Criado?

Deus o criou no crepúsculo do sexto dia da Criação e o entregou a Adão. Quando Adão se exilou do paraíso (Gan Éden), o levou com ele. Depois o passou às mãos de Enoque, Shem (filho de Noé), Abraão, Isaque e finalmente para as mãos de Jacó. Sucessivamente veio para a posse de Iosef ha'Tzadiq que era filho de Jacó. Com a morte de José, os nobres egípcios se apossaram de alguns de seus pertences entre os quais estava o Matêh (Cajado). Jethro que viria a ser o sogro de Moisés se apropriou do Cajado. Ele o plantou em seu jardim que ficava dentro da sua tenda, e foi quando sua virtude maravilhosa foi revelada pelo fato de que ninguém conseguia o retirar do chão, e até mesmo tocá-lo era um desafio cheio de perigos para a vida. Isso acontecia porque o Inefável Nome de Deus (יְהוָה) estava gravado nele. Quando Moisés que havia fugido do Egito entrou casa de Jetro, ele leu o Nome, e por meio dele foi capaz de retirar o Cajado do solo, e por isto Tzípora, filha de Jetro, foi-lhe dada em casamento. Seu pai havia jurado que ela somente seria esposa do homem fosse capaz de dominar a “Vara milagrosa” e de nenhum outro (Pirke Avot 40; Sefer ha-Yashar), e eu penso que é daqui que originou-se a lenda do rei Arthur e sua Escalibur. 

Deve, no entanto, ressaltar que a Mishná (Ab. v. 9) diz que ainda ninguém sabia nada sobre a criação milagrosa do Cajado de Aaron. Este fato da suposta origem sobrenatural do Cajado explica a afirmação que a “Vara de Arão” junto com suas flores e frutos, foi preservada na Arca da Aliança pelo rei Josias, que previa a iminente catástrofe nacional, e escondeu a Arca e seu conteúdo. O seu paradeiro permanece desconhecido até que, na era messiânica, o profeta Elias irá revelá-la.


*Quando o Cajado se transformava em serpente, o animal era maior do que um camelo.

*Moshê (Moisés) era uma encarnação do Messias "Shiló" e por isto o Cajado foi dado a ele, conforme o segredo interno do passuq 10 do Gênesis 49. Neste passuq encontramos as palavras יָבֹא שִׁילֹה palavras estas cujo valor em gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas) é igual a 358 que é o mesmo do termo "Mashiach". O nome messiânico "Shiló (שִׁילֹה)" é igual a 345 e este é o mesmo de "Moshê (Moisés)".

A Escalibur


"Excalibur , ou Caliburn , é a lendária espada do rei Arthur , às vezes também atribuída com poderes mágicos ou associada à legítima soberania da Grã-Bretanha . Às vezes, Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são a mesma arma, mas na maioria das versões elas são consideradas separadas. Excalibur foi associada com a lenda Arthurian muito cedo. Em galês, é chamado Caledfwlch; em Cornish, Calesvol; em Breton, Kaledvoulc'h; e em Latim, Caliburnus".


Mjölnir

O velho Noruego Mjǫllnir / mjɔlːnir / se torna regularmente Mjøllnir / mjœlːnir / no antigo islandês até o século 13. A forma islandesa moderna é Mjölnir , norueguês e dinamarquês Mjølner , sueco Mjölner . O nome é derivado de uma forma proto-germânica * meldunjaz , da raiz germânica de * malanan "para moer" produzindo uma interpretação de " o triturador, triturador ". Além disso, há uma sugestão de que a "arma do trovão" mitológica que recebeu o nome da palavra "grindstone (mó)" é considerável, a era Proto-Indo-européia (se não Indo-Hitita ); De acordo com essa sugestão, a arma divina do trovão (identificada com o relâmpago) do deus da tempestade foi imaginada como uma grindstone (russo molot e possivelmente Hittite malatt - " marreleiro , bludgeon"), refletido no russo молния ( molniya ) e Welsh Mellt "relâmpago "(possivelmente cognado com Old Norse mjuln "fogo"). Nos textos da velha nórdica, Mjölnir é identificado como hamarr "um martelo", uma palavra que em noruegueses velhos e alguns dialetos noruegueses modernos pode significar "martelo", bem como "pedra, rocha, penhasco", em última instância, derivado de um indo-europeu palavra para "pedra, ferramenta de pedra", h₂éḱmō ; como tal, é conhecido com o sânscrito aśman , que significa "pedra, pedra, ferramenta de pedra, martelo", bem como "raio".


Jedi Lightsaber


Um sabre de luz é uma espada de energia que aparece no universo ficcional-filosófico de Star Wars . Um sabre de luz típico geralmente consiste em um punho de metal geralmente cerca de 11 polegadas (28 cm) de comprimento que projeta uma lâmina de energia brilhantemente iluminada geralmente em torno de 3 pés (91 cm) de comprimento). O sabre é a arma assinatura da Ordem Jedi e seus Sith homólogos, ambos os quais podem utilizá-los para o combate próximo , ou para desviar Blasters.

Os números aqui citados são muito importante em numerologia cabalista. 28 é a gematria da palavra para "força (Coach)" e 91 é a gematria da palavra para "Anjo (Malach)". Além disso, a mão possui 14 falanges cada uma, sendo 28 ao toda nas duas.



"Ele pegou a "Vara" que estava em sua mã, e a deu a Gehazi, dizendo-lhe: não fale com a sua boca nenhuma palavra; vá e coloque a Vara sobre o rosto do rapaz, para que ele possa viver".



"Agora, quanto a Gehazi, o assunto era risível aos seus olhos, e a cada homem que conheceu ele disse: você? Acredita que esta Vara vai reviver os mortos?".


Pesquisa: 
Avraham ben A´aron Kuk
Tradução:
Misha'El Yehudá
(com acréscimos e explicações)



[1] O Nome brilhante de Fogo

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Conde de Monte Cristo


"A vida é uma tempestade, meu jovem amigo. Você se aquece ao sol em um momento, e é jogado às rochas no outro. O que faz de você um homem, é a sua reação quando vem a tormenta..." 

- Edmond Dantes - O Conde de Monte Cristo

"Monte Cristo - hebraico הר המשיח (Har Ha´mashiach)". O termo "Har (Montanha) tem raiz no termo "Hirhurim" que significa "Pensamentos (singular "Hirhur")". O significado da frase הר המשיח é literalmente "Pensamentos Messiânicos" e alude àquele que atingiu o grau que é chamado na Sabedoria de "Gad´lut" ou elevou a sua consciência ao estado messiânico tornando-se ele "Mashiach (Messias)". Já sei, você assitiu o filme e não sabia disto. Bem, o que é que você quer que eu te diga? Estude "Chochmat Nistar (Qabaláh)", mas estude com um verdadeiro qabalista, e não com pessoas não circuncisas que se dizem "kabbalistas".

"Então, Adonai respondeu a Jó do meio da tempestade, dizendo: “Quem é este que obscurece o meu conselho com palavras sem conhecimento? Prepare‑se como homem; eu farei perguntas, e você me responderá."

- Yóv 38

O roteirista que escreveu The Count Of Monte Cristo foi o judeu "Akiva Goldsman" e então é certo que o filme está repleto de códigos da Chochmat Nistar e que ele pode ter recebido por Ibür.


Na cena em que Edmond Dantê esta na prisão do Castelo Deaf, quando o padre lhe oferece o "conhecimento (hebraico Da'at)" as paredes ao fundo estão repletas de desenhos que aludem à sabedoria, inclusive a Árvore das Vidas. Ah! Você não viu? Quem mandou assisitir o filme sem um qabalista presente ao seu lado... rs

Nesta maravilhosa parábola, Edmond Dantes é aquele que tem o potencial para ser o messias. Falta-lhe apenas um degrau para alcançar a consciência messiânica. O segredo está na gematria de Edmond Dantes (אדמונד דנטס) que é 582, faltando apenas 1 para 583 que é a gematria secreta de Mashiach.

"Monte Cristo - Hebrew הר המשיח (Har Ha'mashiach). The term "Har (Mountain) is rooted in the term" Hirhurim "which means" Thoughts (singular "Hirhur"). "The meaning of the phrase is literally הר המשיח" Messianic Thoughts "and alludes to that which reached the level which is called the Wisdom of "Gad'lut" or raised their consciousness to the state it became messianic "Mashiach (Messiah)." I know, you watched the movie and not know it. Well, what do you want me to tell you? Study "Chochmat NISTAR (Qabalah)".

domingo, 30 de maio de 2010

O Nome de D´us de 42 Letras


São 7 seqüências de 6 letras, correspondentes as iniciais da Oração Ana Bekoach, a mais forte e poderosa do universo e da Tradição Cabalista. Ele promove uma grande limpeza dos canais inferiores da Árvore da Vida. Visualizando estas seqüências de letras, geramos uma das mais poderosas formas de energia espiritual disponíveis para um ser humano.

O Segredo do Ana Bekoach
O Zohar nos conta como D´us permutou as primeiras 42 letras do primeiro capitulo da Torah e através delas deu origem a tudo o que existe no universo. O primeiro sábio cabalista a revelar este segredo foi Nechuniá ben Hakana, no século 13.

O Ana Bekoach é a oração mais poderosa do universo; os cabalistas revelaram que esta seqüência de letras hebraicas circundam os reais poderes da criação. 

As sete sentenças do “Nome de 42 Letras” se relacionam com as sete esferas da Árvore das Vidas, com os sete principais planetas, com os sete dias da semana, com as horas do dia e da noite. O Zohar diz que D´us permutou estas 42 letras e deu origem ao nosso mundo físico.

Betza´El – O Permutador de Letras
O Nome de 42 Letras, foi usado por Betzalel no deserto para construir o Mishkan (tabernáculo) e por Moisés para erguê-lo. No livro do Rabino Hamnuna Saba (o mais velho), aprendemos sobre o segredo das duas letras Chet & Tet, cuja combinação forma a palavra pecado. Essas letras foram retiradas dos nomes das tribos de Yisrael, para que eles não fossem marcados com o pecado.


No tabernáculo todas as letras do alfabeto são gravadas de acordo o segredo do Nome Sagrado, Yud Hei Vav Hei (O Tetragrammaton). Betzal´El, era quem possuía a Sabedoria de combinar as letras com as quais os céus e a terra foram criados, foi escolhido acima por D´us, e também escolhido abaixo. O seu nome significa “na sombra de D´us”. Depois lemos dos significados “do filho de Uri” e “do filho de Chur”, que tem duas explicações. Finalmente, dizem-nos que Betzal´El foi apontado sobre da tribo de Judá.


A sabedoria destilada aqui acerca das letras místicas Chet & Tet absolve-nos dos nossos pecados, do tempo de Adão ao momento presente, finalmente erradicando as nossas tendências de errar e cometer transgressões.


O Tetragrammaton, dizem-nos, personifica todos os segredos da Criação, o mundo acima e o mundo abaixo. Assim, a Luz que permeia toda a realidade agora rejuvenesce a nossa alma e levanta toda a existência. A nossa consciência é liberada do racional, egocêntrica do Satân (a Má Inclinação) por meio da Luz de Biná (o filho de Chur).


"Foi gravado no Cajado de Moisés o Nome Santo que brilhava em 42 cores diferentes (Zohar)".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Espaço Qabalat Movies: 13º Andar


Sua Realidade é uma Ilusão

"Ashton: - O que você fez com o mundo?
Douglas Hall: Desliguei" - do filme 13º Andar

Você entra em seu escritório, em um lugar especialmente separado para tal nas dependências de sua casa. Está escrevendo uma carta, usando óculos e possui uma bela caneta com a qual desenha cuidadosamente as letras sobre o papel. O desejo de tomar uma deliciosa xícara de café surge e se torna irresistível. Você se levanta e vai até outro ambiente. Enquanto caminha em direção a cozinha, ao passar pela sala, você nota a abundante chuva que cai através da janela. Você prepara seu delicioso café e quando retorna, pretende retomar a escrita da carta. É ai que você nota: a caneta não está mais em sua mão. Então começa a procurá-la. Após alguns minutos, começa a ficar pensativo, pois tinha certeza que você a segurava em sua mão. Uma sensação desconfortante se instala no seu interior, como se a caneta houvesse simplesmente desaparecido, mudado de dimensão. Dias se passam, e você não consegue se lembrar onde está a caneta. Durante minutos, nestes vários dias, sua mente se ocupa, com o este problema. Até que, em uma noite, você tem um sonho. Neste sonho, vê que a caneta está em uma caixa colocada em cima do guarda roupas. Você desperta do sonho, e tem uma esquisita sensação. Mas no fundo, tem também uma certeza de que a caneta está mesmo na caixa em cima do guarda roupas. Então, se levanta, sobe no velho e bom “banquinho da penteadeira”, pega a caixa, desejando que isto não seja verdade, e surpreso, encontra dentro dela a caneta que procurava por muitos dias.

O que aconteceu? A maioria das pessoas passa por experiências semelhantes a esta. A maioria as colocará de lado, simplesmente por “preguiça mental”, por não querer gastar tempo tentando encontrar uma resposta satisfatória para um acontecimento tão fora do comum.
Há uma pergunta a ser feita neste caso, desta experiência, esta é: “será que fui eu realmente quem pegou a caneta, e a pus dentro da caixa em cima do guarda roupas?”. A maioria das pessoas daria a seguinte resposta: “Talvez sim, inconscientemente”.

O que muitos não estarão percebidos, e que: “Inconscientemente” que dizer “Não Estar Consciente”, e portando, não ter sido capaz de ter pego a caneta, e tê-la posto na caixa em cima do guarda roupas. Bem, e se eu, ou você não fizemos isto, quem foi então?




Aqueles que são íntimos da Chochmat Nistar Ha´Torah (Sabedoria Escondida da Toráh) e ainda mais, aqueles que são íntimos do Sefer Yetziráh, sabem o mistério daquilo que Ha´Shem disse para Adão: "Da Árvore da Penetração do bem e do mal não comerás...". Sobre a Esferá de Da´at (Árvore do bem e do mal) o Sefer Yetziráh diz: "O seu fim está ligado ao seu começo, e o seu começo ao seu fim...", aludindo à Esfera de Malchut (reino) que é o nosso mundo, e este por sua vez é um resultado da queda de Da´at do seu lugar provocada pela desobediência de Adão.

Sim! é isto mesmo: "O seu mundo é uma ilusão!" e por esta razão este mundo é chamado "Maya (do Sanscrito "Ilusão")".

Claro que vocês se lembram do filme Matrix, pois bem, Matrix é um acrônimo de "Maya Trix" ou "Ilusão Tripla". A primeira ilusão é a física, a segunda e a psífica e a terceira e última é a espiritual, e aqui entram as religiões que controlam e dominam o mundo com suas falsas interpretações das "Kituvei Ha´Qodeshim (Escrituras Sagradas)" como resultado de uma mente corrompida.

Nesta aula assistimos ao filme “13º Andar” para compreendermos melhor os aspectos envolvidos nesta terrível verdade e obtermos a tão terrível verdade. A primeira vez que dei aula com este maravilhoso filme, foi dois anos após tê-lo visto pela primeira vez, e um dos meus alunos mais queridos, me disse: "Este filme tira a esperança da gente". Ele disse isto como resultado da compreensão de que o mundo é mesmo uma ilusão.
Descobrindo a Ilusão
Alguns dias depois desta aula e de compreender este poderoso segredo, ele chegou em casa vindo do trabalho, e cansado que estava, deitou-se e dormir sem ao menos tirar os sapatos. Sonhou que estava caminhando em um campo gramado. Ao acordar, no dia seguinte, percebendo que ainda tinha nos pés os sapatos, procedeu em tirá-los, para descobrir aterrorizado que possuía fios de capim entre os dedos dos pés.

Há um código muito importante nesta experiência, e este está escondido nos pés. Na estrutura metafísica da Árvore das vidas, os pés aludem à Esfera de Malchut que é o nosso reino físico, e portanto, ao acordar e despir os pés dos seus sapatos, Avraham (este é o nome do meu querido ALUNO), estava despindo-se desta realidade ilusória para entrar na verdadeira realidade.

"Não te chegues para cá. Tira teus sapatos dos pés porque o lugar em que tu estás é terra santa (Êxodo 3:5)".

"Quando você sonha você está acessando a verdadeira realidade, o mundo superior chamado "Zeir Anpin" ou "A pequena face de D´us". Quando você está "aparentemente acordado" você está se movendo dentro da ilusão que a Torah chama de "Árvore da Morte".
Morte é uma palavra chave para "término, esquecimento, queda", enfim, tudo aquilo que tem sua vida interrompida, foi tocada pela "Árvore da Morte" que é este mundo, e por esta razão, D´us disse para Adão: "Pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2:17)".

Agora que você conhece parcialmente este segredo, cabe a você decidir se permanecerá dentro da ilusão, ou se fugirá para a verdadeira realidade. Pense nisto...

UMA CÓPIA DE VOCÊ PODE ESTAR LENDO ESTE MATERIAL AGORA...
...em uma outra dimensão.
"Você sabe onde estão seus óculos agora? Se você colocou a mão no rosto a procura deles, então deve assistir está aula".
Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? escreva para:

quarta-feira, 24 de março de 2010

Conversas Com O Velho Bahir

Iniciei a minha "Nessiá" nesta manha de 24/03/2010 pelos "Caminhos Místicos" do Deserto dirigindo-me até o "Oásis Interior" onde, encontrei dentro de uma Suká armada junto à fonte do "Yarden (Jordão)" o velho Bahir, assentado sobre gordas almofadas. - Sh´lamá Lukh - saudei-o, ao que ele me devolveu - Lukh Sh´lamá. Iniciei a minha conversa como o Velho Místico, perguntando-lhe: - No Zohar Alef HaQadmah, Inicia-se com "Rabbi Chizqiáh patach (Rabbi Chizqiáh abriu...)". Por que "Patach" é usado aqui? Bahir tomou um bastão de qetoret samim, acendeu-o e deixou que o ar fosse impregnado com o o aroma de q´manon, que imediatamente provocou a "Aliyah" da minha consciencia.

- Saiba que a vogal "Patach" é "Chochmáh (Sabedoria)" e portando, "Patach" indica que ele abriu com "Devarei HaChochmáh (Palavras de Sabedoria)" e não com "Palavras Comuns". Esta é a razão secreta de porque "Patach" é usado aqui - disse-me o Velho Bahir.

Gosto muito das minhas conversas com os "Tzadqim Nistarim" todas os dias, e a cada dia banho-me nas águas do Jordão recebendo revelações dos mistérios da Torah Sagrada de Hashem, e nesta mística manhã não foi diferente. Conectei-me com a Alma de Rabbi Chizqiáh e ele logo me comandou que eu fosse ao Deserto e encontra-se com o Velho Bahir.

O Zohar nos revela que é no Deserto onde o mistério está, e por isto devemos ir ao deserto onde tudo começou, encontrar os Patriarcas Sagrados para aprendermos os mistérios elevados da Torah.

O velho Bahir revelou-me apenas isto neta manhã, mas foi uma grande porção que elevou a minha Alma aos mais altos niveis.

"dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? escreva para:
hayklaarazuta.dmadvra@gmail.com

O Artesão Da Luz