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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O CÓDIGO SIMLAI — UM MISTÉRIO NO SHA'AR HAGILGULIM גילוי בחלום — gilui ba-chalom (revelação no sonho)


Vamos tratar agora de Aliyát HaNeshamá baShená (עֲלִיַּת הַנְּשָׁמָה בַּשֵּׁנָה) - “Ascensão da Alma durante o sono”.

A tradição judaica reconhece explicitamente que sonhos podem conter informação verdadeira. Berakhot 57b afirma:

אֶחָד מִשִּׁשִּׁים לַנְּבוּאָה

Chalóm — echád mi-shishím la-nevuá.

“Um sonho é um sessenta avos de profecia.”

Há ainda uma expressão muito interessante de R. Yochanan: quando alguém desperta e imediatamente lhe surge um versículo específico, isso é chamado:

נבואה קטנה — nevu'ah qetanah

“uma pequena profecia.”

Isso mostra que Chazal realmente reconhecem um fenômeno espiritual no qual, ao despertar, a pessoa recebe algo que ultrapassa sua elaboração consciente comum.

ENTENDENDO OS SONHOS:

O Zohar I, Vayeshev, 183a trata sobre todos os graus que tem um sonho:

“E Yossef teve um sonho...” Rabi Chiya começou explicando e citou: “Escutem Minhas palavras: se houver entre vocês um profeta, Eu, Havayah, Me revelarei a ele por meio de uma visão e falarei com ele através de um sonho.” (Bamidbar 12:6) Vem e vê: O Santo, bendito seja Ele, estabeleceu muitos níveis espirituais, uns acima dos outros. Cada nível ocupa o seu lugar e está ligado aos demais. Os níveis superiores transmitem sua influência aos níveis que estão abaixo deles, e assim uns recebem dos outros, cada qual conforme sua natureza e sua função. Alguns desses níveis pertencem ao lado direito e outros ao lado esquerdo. Cada um foi colocado em sua posição e possui uma função determinada.

Desse modo, toda a estrutura espiritual está organizada em diferentes graus, uns sobre os outros, e cada um recebe e transmite aquilo que lhe corresponde.

Está escrito: ‘Em sonho falarei com ele.’ O sonho corresponde a um sessenta avos da profecia, como os Sábios já ensinaram. O sonho encontra-se em um nível inferior ao da profecia: ele corresponde ao sexto grau a partir do nível da profecia. Esse é também o nível de Gavriel, o anjo encarregado dos sonhos. Vem e vê: Todo sonho verdadeiro vem desse nível espiritual.

No entanto, nenhum sonho contém somente verdade. Mesmo quando um sonho possui uma revelação verdadeira, também se misturam a ele elementos distorcidos. Por isso, em um mesmo sonho, algumas coisas podem ser verdadeiras e outras podem ser falsas.

Assim, todo sonho contém uma mistura: uma parte vem da verdade e outra parte se mistura a ela. Como já explicamos, o sonho contém uma mistura de verdade e falsidade. Por isso, os sonhos [comuns] seguem a interpretação que é dada a eles por meio da palavra. Por essa razão, é importante que o sonho receba uma boa interpretação.

“Em sonho, numa visão da noite, quando cai um sono profundo sobre os homens, quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens e sela neles a Sua instrução.” (Iyov 33:15–16)

Vem e vê: Quando uma pessoa sobe ao seu leito para dormir, primeiro deve aceitar sobre si o Reino dos Céus. Depois, deve recitar um versículo de misericórdia, como ensinado pelos nossos mestres. Pois, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai dela, vai e percorre os mundos superiores.

Cada pessoa segue de acordo com o seu próprio caminho [as questões da sua alma], e é dessa maneira que sua alma ascende, como já foi explicado.

O que está escrito? “Em sonho, numa visão da noite...” Quando as pessoas estão deitadas em seus leitos, dormindo, uma porção de sua alma sai delas. É a respeito disso que está escrito: “Quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens.”

Nesse momento, o Santo, bendito seja Ele, comunica à alma, através daquele nível espiritual que está encarregado dos sonhos, coisas que estão destinadas a acontecer no mundo, ou então coisas relacionadas aos pensamentos e reflexões que estavam no coração da própria pessoa.

Pois o ser humano segue o caminho das coisas deste mundo que o ocupam e o impressionam.

Pois essas coisas não são reveladas à pessoa enquanto ela se encontra sob o domínio e a força do corpo, como já explicamos. Em vez disso, um anjo comunica a informação à alma, e a alma a comunica à pessoa. Esse tipo de sonho vem do Alto.

Ele ocorre quando as almas saem de seus corpos e ascendem, cada uma de acordo com o seu próprio caminho [raiz da alma]. E há muitos níveis, uns acima dos outros, no mistério do sonho, e todos eles pertencem ao mistério da Chochmá [Sabedoria].

Sefer Chassidim, siman 441: Mesmo quando um sonho verdadeiro anuncia algo que realmente acontecerá, normalmente ele não mostra o acontecimento futuro de maneira literalmente idêntica. Ele o mostra através de uma imagem representativa. Isso porque os pensamentos não são verdadeiros [ou: não são inteiramente confiáveis], e quando uma pessoa dorme, os pensamentos se misturam com as palavras do anjo. Assim, O Santo, Abençoado Seja Ele, utiliza imagens e parábolas para transmitir ao homem aquilo que deseja revelar. Por isso está escrito: “E pronunciou sua parábola e disse” [Bamidbar 23:7] e “Para compreender parábola e linguagem figurada” [Mishlei 1:6].

Nos sonhos dos profetas, porém, seus pensamentos não se misturavam à revelação, nem havia neles interferência do shed.

O sonho que vem por intermédio de um anjo pode ocorrer quando a pessoa não estava falando nem pensando anteriormente sobre aquilo que lhe é mostrado. Quando acontece próximo ao despertar, o anjo vem comunicar-lhe a mensagem depois que seus pensamentos e reflexões já cessaram.

Às vezes, porém, o sonho transmitido pelo anjo acontece à meia-noite ou no começo da noite. Quando aquilo que o sonho anuncia não deverá acontecer rapidamente, ele pode não ser mostrado próximo ao despertar.

Sobre os sonhos transmitidos por um anjo está escrito:

“Em sonho falarei com ele.”

[Bamidbar 12:6]

Pois o anjo fala dentro dos pensamentos da pessoa, como alguém que conduz um cego. Durante o sonho, a pessoa não possui plena consciência e pode pensar algumas vezes coisas verdadeiras e outras vezes coisas falsas. Assim, mesmo quando existe uma comunicação do anjo, a mente do sonhador continua produzindo pensamentos enquanto é conduzida pela mensagem recebida.

Zohar I, Miketz 193b: E já aprendemos que aquilo que uma pessoa pode ver em seus sonhos depende de quem ela é e de seu nível espiritual. Quando a pessoa dorme, sua neshamá ascende e pode tomar conhecimento de certas coisas. Mas nem todas as neshamot alcançam o mesmo lugar ou recebem as mesmas informações. Cada pessoa recebe e vê aquilo que corresponde ao seu próprio nível.

Zôhar I, Chayei Sarah 130a-b:

Nos Mundos Espirituais existem muitos níveis de moradas, umas acima das outras, e muitos níveis de luz, uns acima dos outros, cada um diferente do outro. E cada pessoa se sente constrangida diante da luz maior alcançada por seu companheiro. Assim como as ações de cada pessoa são diferentes neste mundo, também os lugares que cada uma ocupa e as luzes que cada uma recebe são diferentes naqueles mundos.

Vem e vê: Como já foi explicado, mesmo neste mundo, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai do corpo e percorre os mundos espirituais. Porém, nem toda alma consegue subir aos níveis mais elevados para contemplar a glória de Atik Yomin, o “Ancião de Dias”. O lugar até onde a alma consegue subir depende daquilo a que a pessoa costuma estar ligada durante sua vida e das ações que pratica.

Assim, a alma de cada pessoa ascende de acordo com sua maneira de viver e com suas ações.

Se a pessoa está impura, quando ela dorme e sua alma sai, todos aqueles espíritos impuros a tomam e ela se liga a eles, àqueles níveis inferiores que percorrem o mundo. Eles lhe comunicam coisas que estão próximas de acontecer no mundo; porém, às vezes, também lhe comunicam coisas falsas e zombam dela, como já foi explicado.

E se a pessoa for digna, quando ela dorme e sua alma ascende, ela segue, percorre seu caminho e atravessa por entre aqueles espíritos impuros. Então todos eles proclamam e dizem: “Abram caminho, abram caminho! Esta não pertence ao nosso lado.” E a alma continua subindo até chegar entre aqueles que são santos, e ali lhe comunicam uma palavra verdadeira.

Quando a alma começa a descer novamente, todos aqueles grupos de espíritos malignos procuram se aproximar dela, querendo descobrir a informação que ela recebeu no Alto. Ao se aproximarem, eles também lhe transmitem muitas outras informações. Assim, aquela única informação verdadeira que a alma recebeu quando estava entre os seres santos acaba ficando misturada a todas essas outras informações, como um grão de cereal no meio da palha. E alcançar algo assim já é um grande privilégio para uma pessoa enquanto ainda está viva neste mundo e sua alma permanece ligada a este mundo.

Shaar haGilgulim introdução 17, parágrafo 1:

Saiba que o conjunto de todas as almas de Israel é de seiscentas mil, e não mais. A Torá é a raiz das almas de Israel, pois dela elas foram extraídas e nela estão enraizadas. Por isso, existem na Torá seiscentas mil interpretações segundo o Peshat; seiscentas mil segundo o Remez; seiscentas mil segundo o Derash; e seiscentas mil segundo o Sod.

Assim, de cada uma das seiscentas mil interpretações surgiu uma alma de Israel. E, no futuro, cada pessoa de Israel alcançará o conhecimento de toda a Torá segundo aquela interpretação específica que corresponde à raiz de sua própria alma, pois foi através dessa interpretação que sua alma foi criada e veio a existir, como mencionado.

Da mesma forma, no Gan Eden, depois do falecimento da pessoa, ela alcançará todo esse conhecimento. E também acontece assim todas as noites: quando a pessoa dorme, entrega sua alma em depósito, e ela sai e ascende ao Alto. Aquele que tem o mérito de ascender aos mundos superiores é ensinado ali naquela interpretação da Torá da qual depende a raiz de sua alma.

Entretanto, tudo ocorre de acordo com as ações praticadas pela pessoa naquele dia. Conforme suas ações, naquela noite poderão ensinar-lhe um determinado versículo ou uma determinada passagem da Torá, porque naquele momento esse versículo ilumina nela mais intensamente do que nos outros dias.

Na noite seguinte, outro versículo poderá iluminar sua alma, de acordo com as ações praticadas naquele dia. E todos esses ensinamentos seguem aquela interpretação particular da Torá à qual está ligada a raiz de sua alma, como mencionado.

Meu mestre, de bendita memória, todas as tardes observava seus discípulos que estavam diante dele e percebia qual versículo brilhava com maior intensidade em cada pessoa, em sua testa, devido à presença de sua alma, que ali resplandecia.

Então ele explicava ao discípulo uma parte da interpretação daquele versículo, segundo a interpretação particular que correspondia à sua alma, conforme explicado acima.

Antes que aquela pessoa fosse dormir, ela concentrava sua intenção naquela interpretação que o mestre lhe havia explicado parcialmente e recitava aquele versículo com sua própria boca. Fazia isso para que, quando sua nefesh ascendesse ao Alto, entregue em depósito durante o sono, lhe ensinassem ali o restante daquela explicação.

Por meio disso, a nefesh se purifica e ascende a níveis espirituais cada vez mais elevados, sem limite, e outras coisas lhe são reveladas, mesmo que, ao despertar, a parte material da pessoa não tenha consciência delas.

(fim das citações)

Vimos que quando a pessoa adormece, uma porção da sua alma se desprende parcialmente do corpo e sobe até onde os limites de sua retificação espiritual permite, então lhe são mostradas ou comunicadas coisas do alto e até aspectos de sua própria alma (como raízes de almas e Gilgulim). O sonho resulta do que a alma encontra e recebe nesse estado.

O CÓDIGO SIMLAI

צוֹפֶן שִׂמְלַאי

Aqui צוֹפֶן (tzôfen) pode transmitir a ideia de “código”, “cifra”, “chave codificada” ou “mensagem cifrada”. GEMATRIA 123 (ATRIBUTO DA ALMA DO RABBI CHAIM VITAL).

Na madrugada do dia 02 de setembro, sonhei que viajava para a casa do Ráv MishaËl e procurava ele na rede social para lhe mandar mensagem, mas ele estava na aparência do cantor Thiago Abravanel.

Acordei e fui verificar e vi que a data de nascimento do Thiago Abravanel corresponde a 21 de outubro, da data de nascimento do Rabi Chaim Vital no calendário ocidental. Fiquei atenta que havia alguma informação espiritual chegando, conforme as experiências anteriores...

Então pela manhã de 03 de setembro (2026) sonhei três sonhos que se completam:

Primeiro sonhei que eu estava jogando água em mim com as mãos de modo que me ensopava toda a roupa e o cabelo e eu saia por um caminho a vista de todos e quem me via identificava que aquele era um assunto de Torah. E isto aconteceu assim, porque na verdade, a água é uma metáfora para a Torá.

Depois sonhei novamente e eu ainda estava andando pelo caminho e éramos em três, eu, a Toráh e um anjo que vinha ao fundo no meio. A Toráh tinha aspecto humano e só me lembro da barra de sua túnica.

Voltei a sonhar e tinha chegado ao final do caminho:  E nele havia flutuando no ar, a cabeça gigante de uma mulher que conversava comigo. Ela me ensinava mostrando dois bebês ainda no útero e comparava entre eles.

O primeiro bebê, a sua cabeça tinha o formato de um livro fechado e a segunda criança, a sua cabeça tinha o formato de um pergaminho da Torah aberto.

E sobre aquela cabeça com o pergaminho do Sefer Torah aberto ela disse que era como a metáfora de um grande fluxo de atividade onírica, como quando a alma durante o sono do corpo, anda para lá e para cá tomando nota de muitos e tantos assuntos.

Acordei e fui investigar. E na verdade eu estava sonhando com o Tratado Nidah 30b, embora eu nunca tenha me inteirado de seus detalhes antes, pois o que eu sabia desse assunto foi apenas aquilo que ouvi da boca do Ráv.

E o que diz lá?

“Rabi Simlai ensinou: A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado. Suas mãos repousam sobre as duas têmporas; seus dois cotovelos, sobre os dois joelhos; e seus dois calcanhares, sobre as duas nádegas. Sua cabeça repousa entre os joelhos; sua boca está fechada e seu umbigo está aberto (...)

E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça, e ele contempla e enxerga de uma extremidade do mundo até a outra, como foi dito: “Quando Sua lâmpada brilhava sobre minha cabeça, e à Sua luz eu caminhava através da escuridão” (Jó 29:3). E não te admires disso, pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha.

E não há dias em que o ser humano desfrute de maior bem-estar do que aqueles dias, como foi dito: “Quem me dera estar como nos meses de outrora, como nos dias em que Eloah me protegia” (Jó 29:2). E quais são os dias que contêm meses, mas não contêm anos? Deves dizer: são estes os meses da gestação.

E o Santo, Abençoado Seja Ele, lhe ensina toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “Ele me ensinava e me dizia: Que o teu coração retenha as minhas palavras; guarda as minhas mitzvot e vive” (Miahlei 4:4). E também está dito: “Quando o conselho íntimo de Eloah estava sobre a minha tenda” (Jó 29:4).

(...) E, quando ele vem ao ar do mundo, vem um malach e lhe dá um golpe sobre a boca, fazendo-o esquecer toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “À porta, o pecado jaz à espreita” (Gênesis 4:7).

(fim da citação)

Ora, a cabeça do feto com o formato do Sefer Torá aberto apareceu assim para mim por causa do segredo de "E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça" e por causa que no útero, "o Santo, Abençoado Seja Ele, ensina à criança toda a Torá, por inteiro, como foi dito". E por que fez-se uma menção aos sonhos nesta particularidade? Por que a parte final do ensinamento diz "pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha" - pois ela contempla todos os mistério do mundo e de sua própria alma a semelhança de quando se ascende aos céus através do sono.

E o formato da cabeça do bebê como um livro fechado diz respeito à primeira parte do ensinamento que fala "A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado".

Mas, não só...

Qual o motivo de eu ter sonhado com essa porção específica? Pensei simplesmente que a minha alma estivesse se recordando, mas quando olhei para o nome do sábio [no original no Talmude] que trasmitira tal ensinamento, eu vi as letras do nome "Ráv MishaËl" [ר׳ מישאל] formadas a partir das próprias letras do nome do sábio "Rabbi Simlai" [ר׳ שמלאי], exatamente as mesmas letras trocadas de lugar e imediatamente procurei no Shaar haGilgulim quando veio à minha mente que esse é o local onde se encontra o nome do Ráv MishaËl criptografado por lá, e não só, pois a gematria de Simlai obviamente, também é 381 de MishaËl.

Fiz uma pesquisa no Shaár HaGilgulim no original Hebraico para conferir e encontrei na Haqdma 36 onde o nome do Ráv MishaËl está registrado por Tzeruf Otiot, e ainda o Rav Vital escreveu-o com um geresh (׳) na letra Reish [ר׳ שמלאי] o que equivale exatamente ao valor 583 no kolel.

ר׳ שִׂמְלַאי

Se torna...

ר׳ מִֽישָׁאֵ֥ל


E isto é ainda mais singular, pois a única pessoa de quem ouvi e aprendi sobre essa questão da criança ver toda a sua vida no útero e aprender Toráh ali por meio de seu anjo, foi com o Rav MishaËl, e inclusive e principalmente, porque sua mãe costumava contar que ela o escutava chorando no útero e sabemos que este é o segredo da questão.

Por vias de curiosidade, na mesma raiz de alma na qual seu nome está codificado, esta também outra centelha de alma chamada "Nechemiah Ish Beit Deli" traduzindo "Nechemiah, homem da Casa do Cântaro." Todas essas raízes de almas fazem parte do grande conglomerado das grandes raízes de Kayin e Hevel, conforme se é possível estudar no Shaár HaGilgulim.

Ora, quando a alma sobe durante o sono, ela não recebe necessariamente informações aleatórias. Ela pode ser reconduzida justamente àquilo que pertence à estrutura espiritual da própria alma, isso é quando, a pessoa realizou Tikunim suficiente, pois o próprio Zohar relata que aquele que só possui uma Nefesh habahamit não consegue se estender para fora dos domínios das Qlipot (Zohar Vayikra 65a).

Isso ajuda enormemente a compreender por que, nos relatos ligados a Rabi Chaim Vital, aparecem repetidamente: versículos com o seu nome, pessoas do Tanack, personalidades rabínicas, relações entre determinadas almas, sua própria shoresh neshamá, gilgulim e aspectos de sua missão espiritual.

Sonhos de Paul Muadib

Razá Ilaá!

AUTORA

REBETZIN RHÉAH RUTH PENINÁ

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Espaço Qabalat Movies: 13º Andar


Sua Realidade é uma Ilusão

"Ashton: - O que você fez com o mundo?
Douglas Hall: Desliguei" - do filme 13º Andar

Você entra em seu escritório, em um lugar especialmente separado para tal nas dependências de sua casa. Está escrevendo uma carta, usando óculos e possui uma bela caneta com a qual desenha cuidadosamente as letras sobre o papel. O desejo de tomar uma deliciosa xícara de café surge e se torna irresistível. Você se levanta e vai até outro ambiente. Enquanto caminha em direção a cozinha, ao passar pela sala, você nota a abundante chuva que cai através da janela. Você prepara seu delicioso café e quando retorna, pretende retomar a escrita da carta. É ai que você nota: a caneta não está mais em sua mão. Então começa a procurá-la. Após alguns minutos, começa a ficar pensativo, pois tinha certeza que você a segurava em sua mão. Uma sensação desconfortante se instala no seu interior, como se a caneta houvesse simplesmente desaparecido, mudado de dimensão. Dias se passam, e você não consegue se lembrar onde está a caneta. Durante minutos, nestes vários dias, sua mente se ocupa, com o este problema. Até que, em uma noite, você tem um sonho. Neste sonho, vê que a caneta está em uma caixa colocada em cima do guarda roupas. Você desperta do sonho, e tem uma esquisita sensação. Mas no fundo, tem também uma certeza de que a caneta está mesmo na caixa em cima do guarda roupas. Então, se levanta, sobe no velho e bom “banquinho da penteadeira”, pega a caixa, desejando que isto não seja verdade, e surpreso, encontra dentro dela a caneta que procurava por muitos dias.

O que aconteceu? A maioria das pessoas passa por experiências semelhantes a esta. A maioria as colocará de lado, simplesmente por “preguiça mental”, por não querer gastar tempo tentando encontrar uma resposta satisfatória para um acontecimento tão fora do comum.
Há uma pergunta a ser feita neste caso, desta experiência, esta é: “será que fui eu realmente quem pegou a caneta, e a pus dentro da caixa em cima do guarda roupas?”. A maioria das pessoas daria a seguinte resposta: “Talvez sim, inconscientemente”.

O que muitos não estarão percebidos, e que: “Inconscientemente” que dizer “Não Estar Consciente”, e portando, não ter sido capaz de ter pego a caneta, e tê-la posto na caixa em cima do guarda roupas. Bem, e se eu, ou você não fizemos isto, quem foi então?




Aqueles que são íntimos da Chochmat Nistar Ha´Torah (Sabedoria Escondida da Toráh) e ainda mais, aqueles que são íntimos do Sefer Yetziráh, sabem o mistério daquilo que Ha´Shem disse para Adão: "Da Árvore da Penetração do bem e do mal não comerás...". Sobre a Esferá de Da´at (Árvore do bem e do mal) o Sefer Yetziráh diz: "O seu fim está ligado ao seu começo, e o seu começo ao seu fim...", aludindo à Esfera de Malchut (reino) que é o nosso mundo, e este por sua vez é um resultado da queda de Da´at do seu lugar provocada pela desobediência de Adão.

Sim! é isto mesmo: "O seu mundo é uma ilusão!" e por esta razão este mundo é chamado "Maya (do Sanscrito "Ilusão")".

Claro que vocês se lembram do filme Matrix, pois bem, Matrix é um acrônimo de "Maya Trix" ou "Ilusão Tripla". A primeira ilusão é a física, a segunda e a psífica e a terceira e última é a espiritual, e aqui entram as religiões que controlam e dominam o mundo com suas falsas interpretações das "Kituvei Ha´Qodeshim (Escrituras Sagradas)" como resultado de uma mente corrompida.

Nesta aula assistimos ao filme “13º Andar” para compreendermos melhor os aspectos envolvidos nesta terrível verdade e obtermos a tão terrível verdade. A primeira vez que dei aula com este maravilhoso filme, foi dois anos após tê-lo visto pela primeira vez, e um dos meus alunos mais queridos, me disse: "Este filme tira a esperança da gente". Ele disse isto como resultado da compreensão de que o mundo é mesmo uma ilusão.
Descobrindo a Ilusão
Alguns dias depois desta aula e de compreender este poderoso segredo, ele chegou em casa vindo do trabalho, e cansado que estava, deitou-se e dormir sem ao menos tirar os sapatos. Sonhou que estava caminhando em um campo gramado. Ao acordar, no dia seguinte, percebendo que ainda tinha nos pés os sapatos, procedeu em tirá-los, para descobrir aterrorizado que possuía fios de capim entre os dedos dos pés.

Há um código muito importante nesta experiência, e este está escondido nos pés. Na estrutura metafísica da Árvore das vidas, os pés aludem à Esfera de Malchut que é o nosso reino físico, e portanto, ao acordar e despir os pés dos seus sapatos, Avraham (este é o nome do meu querido ALUNO), estava despindo-se desta realidade ilusória para entrar na verdadeira realidade.

"Não te chegues para cá. Tira teus sapatos dos pés porque o lugar em que tu estás é terra santa (Êxodo 3:5)".

"Quando você sonha você está acessando a verdadeira realidade, o mundo superior chamado "Zeir Anpin" ou "A pequena face de D´us". Quando você está "aparentemente acordado" você está se movendo dentro da ilusão que a Torah chama de "Árvore da Morte".
Morte é uma palavra chave para "término, esquecimento, queda", enfim, tudo aquilo que tem sua vida interrompida, foi tocada pela "Árvore da Morte" que é este mundo, e por esta razão, D´us disse para Adão: "Pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2:17)".

Agora que você conhece parcialmente este segredo, cabe a você decidir se permanecerá dentro da ilusão, ou se fugirá para a verdadeira realidade. Pense nisto...

UMA CÓPIA DE VOCÊ PODE ESTAR LENDO ESTE MATERIAL AGORA...
...em uma outra dimensão.
"Você sabe onde estão seus óculos agora? Se você colocou a mão no rosto a procura deles, então deve assistir está aula".
Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? escreva para:

sábado, 27 de março de 2010

Mistérios de Qédem

O “Argaman” cruza todo o planeta Aur, passando por baixo da muralha escudo do castelo e precipitando-se em uma belíssima cachoeira no Vale da Imortalidade. Suas águas são a razão dos lábios purpúreos dos Sekudot. Ali, no Vale da Imortalidade é onde crescem as “rimonim – as maçãs de 613 sementes (Trecho do meu livro "Crônicas de Qédem)”.


Começei a mer questionar sobre este trecho e então iniciei uma "nessiáh" para descobrir o seu mistério. Tornava-se necessária a unica ferramenta que poderia me ajudar a desvendar este segredo. O livro do Esplendor revela que "O Pardes Rimonim (O Jardim das Macieiras)" é "Malchut" que é o "Glorioso Shabat" e foi então, que pensei: - Se o Jardim das Macieiras é Malchut é certo que, o "Vale da Imortalidade" é "Netzach de Malchut".

Aqui, outros mistérios se abriram para mim. No período em que fazemos o "Sefirat Ha´Ômer" nos contamos diariamente cada uma das Sefir´Ot de cada um dos Seis Partzufim de Zeir Anpin (A Pequena Face): Chessed de chessed, Guevurá de guevurá, Tiféret de tiféret, e assim até "Malchut de Malchut" e neste caminho, nós passamos pelo "Vale da Imortalidade" que é "Netzach de Malchut".


Todos os dias eu tenho dito que ainda existem infinitos mistérios que nos serão revelados. Nalgum momento nossa consciência se elevará, noutro um "Tzadiq Nistar" virá até nós como um "Magid" para nos revelar algum segredo, e assim, nós valos subindo degrau a degrau da "Séter Sulam (Escada do Mistério)" elevando cada vez mais nossa consciência, ampliando-a com o aroma dos mistérios da Torah de Hashem.


"Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? Escreva para:

hayklaarazuta.dmadvra@gmail.com


Shab´tá Sh´lama

O Artesão Da Luz