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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Águas do Chessed - Visões da Etz Chaim: Derech Rivka Iménu

 

Para conectar-se com a alma de nossa mãe Rivka


9 beTamuz 5781 (19, junho, 2021)

Sonhei com uma caravana de beduinos, eles tinham um Bazaar (mercado nômade) e eu estava inserida ali no meio como um deles; eu tinha uma barraca de maçãs que procurava vender e comi uma delas, mas a minha barraca era simplesmente um portal de madeira. Também eu estava com muitas notas estrangeiras bem grandes na mão e muitas moedas pesadas. 

Depois a caravana começou a partir e percebi que eram beduinos tecnológicos com bugigangas tecnológicas aos montes e era muita gente. E estávamos montados em camelos, contudo esses camelos eram veículos tecnológicos-vivos, e as suas pernas eram longuíssimas e ligeiras demais como vento de modo que eram a última e mais avançada tecnologia já existente. Na parte superior do camelo, no local de sua corcova e sua cabeça, na verdade era uma grande cúpula transparente e eu estava ali. Então os veículos-camelos pararam cada qual no local onde seria a casa do seu cavaleiro que o montava, e parei no local da minha e toda a estrutura das casas era apenas duas vigas brancas com pontas curvadas que se estendiam do solo, e um a um vi os veículos "caminharem" para tais lugares.

E se curvavam sobre elas como formando cúpulas brancas sobre a estrutura e tais cúpulas eram tendas brancas tecnológicas nas quais viviam os beduínos. Por dentro da tenda, ela projetava hologramas de cômodos e objetos. Depois de ver isso, acordei.


Pirush: O Mundo de Atzilut é chamado "Tendas", as pernas são as vestimentas Netzach-Hod-Yesod e por isso elas são espiritualmente velozes. Além disso, este sonho está conectado com a sefirá Chessed que é Avraham Avinu, o camelo é chamado גָּמָל/gamal em hebraico, essa palavra também significa conceder, como em גְּמִילוּת חֲסָדִים/gemilut chasadim – conceder bondade (Pirkei Avot 1:2), e por este motivo, por se associar com a sefirá de Avrahão - chessed - que Rivka foi escolhida por esposa à Itzhaq "E será que a jovem a quem eu disser: inclina, por favor, o teu cântaro para que eu beba — e ela disser: bebe, e também aos teus camelos darei de beber — a ela designaste para teu servo, para Itzhaq; e por meio dela saberei que fizeste chessed com meu senhor." (Bereshit 24:14).

Após a provação no Monte Moriah, a alma de Itzhaq "voou" de seu corpo devido à intensidade da experiência. Embora tenha retornado, Itzhaq foi levado por anjos ao Gan Eden por um período de três anos para se curar e se elevar espiritualmente (Pirkei DeRabbi Eliezer 31:10, Targum Jonathan, Bereshit 22:19). O Rav Moshe Meir Weiss, expandindo essa ideia (frequentemente baseando-se em conceitos do Sfat Emet ou do Shem MiShmuel), explica que a santidade de Itzhaq era o reflexo direto da "imagem divina". Rivkah não viu apenas um homem, ela viu o Tetragrama (o Nome de Quatro Letras de Deus) manifestado na face e na personalidade de Yitzchak e por isso ela caiu do camelo, significando que demostrava humildade em relação à ele.

Na estrutura dos mundos espirituais, o camelo (Gamal - גָּמָל) ocupa uma posição intermediária única. Ele está ligado à Kelipat Nogah, por isso, diz-se que sua natureza é mista: a parte superior inclina-se para a santidade (Kedushá), enquanto a inferior tende à impureza. De acordo com o Zohar, sonhar com um camelo é um presságio paradoxal. Embora indique que um decreto de morte pairava sobre o indivíduo, traz a boa nova de que ele foi salvo. O segredo desta salvação reside na gematria: Gamal (גָּמָל) é igual a 73, mesmo valor de Chochmah (חכמה - Sabedoria). A transformação da palavra "camelo" em "sabedoria" significa a transmutação do julgamento severo em vida plena.

A Torá descreve o momento em que Itzhaq sai ao campo (Gênesis 24:63): Este "campo" é o Pomar das Maçãs Sagradas. Ao ver a combinação de camelos com a Shekinah, Itzhaq — que personifica o atributo de Gevurah — percebeu a presença de forças impuras e julgamentos que trazem a morte. Sua intenção ao "sair ao campo" era justamente separar o sagrado do profano e erradicar essa negatividade. Quando Rivkah avista Itzhaq, a Torá diz que ela "caiu do camelo" (Gênesis 24:64). Conforme explica o Sefer Ohev Yisrael, esta queda não foi acidental, mas espiritual: ela abandonou a configuração de letras de גָּמָל (o decreto de morte) para abraçar a luz de חכמה (Sabedoria), conforme ensina o Rei Salomão em Kohelet 7:12: "mas a vantagem do Da'at (Conhecimento) é que a Chochmah preserva a vida de quem a possui.". 

Portanto, ao elevar a energia do "camelo" (Nogah) através da retificação espiritual, o julgamento é anulado.

Esta visão do camelo é também a visão da Árvore das Vidas, posto que a parte superior elevada é o Olam haAtzilut onde as Klipot não alcançam, e a parte inferior é a Etz haDaat Tov veRá que engloba os Mundos de BYA (Briá, Yeztirá e Assiá).

יֹשֵׁב אֹהָלִים

"aquele que habita em tendas"


30 beKislev, 5782 (4, dezembro, 2021) 

Sonhei, mas permaneci dormindo, e estive num escuro por longo tempo como se descesse e após isso, eu acordei. No sonho, eu ando por uma estrutura na aparência de uma casa com cômodos bem definidos e grandes. Todas as coisas acontecem encima de águas a semelhança de um rio, contudo as águas correm pelas laterais e há uma torre de água caindo de cima enquanto respinga por toda a estrutura. Há como uma pedra lisa enorme sob meus pés que é como se fosse todo o piso que é a pista da BR-222. Então eu vejo três fileiras de três tendas sendo colocadas numa ação invisível sobre aquelas águas formando exatamente a disposição das 10 sefirot. A tenda de cima não se materializa e está alocada mais acima das outras e mais para o lado como se fosse um local de observação (à parte), eu a vejo e a sinto e sei que ela tem a mesma aparência das outras, eu estou dentro dela.

O topo das tendas é de tecido branco, mas as hastes de sustentação são de tendas de praia.

Eu estou explicando para alguém que as tendas são os compartimentos da casa e elas são a semelhança de como eram as tendas (dos tempos) de Abraão. Cada tenda tem uma especificidade as quais não me recordo e os membros da minha família estão espalhados por elas cada qual deles realiza algo em particular.

Sentados nessa tenda há três homens ao redor de uma mesa redonda, eles lançam cartas numa pilha cada uma com um valor superior à carta anterior, há um quarto jogador oculto, sendo o rosto do primeiro muito visível, do segundo menos visível que aquele e o rosto do terceiro completamente borrado - como se eles próprios fossem níveis sucessivos. Eles estão sexualmente atraídos por mim, a medida do nível do seu ratzon de modo que ele se diminui a conforme a materialização de seus aspectos.

O homem com o rosto mais visível estava tão atraído que se levantou e veio até mim, enquanto o segundo permaneceu apenas a cortejar com palavras. Eu estava vestida de águas, pois as águas que corriam lateralmente e a torre de águas que caia corriam para mim e me vestiam e estas águas era o que causava atração aos homens. (...)


Pirush: No alfabeto hebraico, as letras de "BR" (ב-ר) são as mesmas de Rav (רב - Mestre/Grande) que equivale a 202 somando com 222 é igual a 424 a gematria de Machiach Ben David. O Olam haAtzilut é comparado ao nível da casa e é também chamado "Tendas", conforme já dito anteriormente.

Estar vestida de águas, isso é, Ohr Chochmá - a Luz do Deleite.

A tenda que permanece à parte das outras no local mais elevado e que não se materializou, está associada ao palácio espiritual onde a alma do Mashiach reside, aguardando o momento da revelação. É um estado de perfeição que existe acima das limitações da matéria, representa também insights espirituais que não podem ser deduzidos apenas pela lógica. É o conhecimento que vem da intuição profética ou de uma conexão direta com o Divino, ora, a "Torre que flutua no Ar" significa uma fé (Emunah) tão elevada que não precisa de provas racionais para se sustentar, esta é a excitação espiritual.

Quando Eliezer, o servo de Abraão, pede um sinal ao Santo, Abençoado Seja Ele, para encontrar a esposa ideal para Itzhaq, ele estabelece um teste de hospitalidade extrema. Itzhaq é Gevurah, e ele precisava de uma contraparte que fosse o epítome de Chessed.

Rivka então aplica um esforço sobre-humano em sustentar não apenas Eliezer, mas também aos seus camelos, significando um ato de doar-se além da medida, a capacidade da alma de dar além do que é solicitado.

Rivka ao tirar água do poço está, misticamente, extraindo a sabedoria das fontes superiores e canalizando-a para o mundo físico. O número de camelos não é aleatório. Os dez camelos representam as dez Sefirot (as dimensões da Árvore das Vidas). O camelo, sendo um animal "impuro" para o consumo (segundo as leis da Cashrut), mas essencial para a travessia do deserto, representa as forças da natureza que precisam ser "elevadas", ao dar de beber a todos os dez camelos, Rivka demonstrou que tinha a capacidade espiritual de nutrir e equilibrar todos os dez canais de energia divina. Ela demonstrou que era capaz de sustentar toda a estrutura da Árvore das Vidas que a linhagem de Abraão estava construindo.

Veja Sulam Chayei Sara 224: Vem e vê: “e aconteceu que ela saía”. Pergunta-se: está escrito “saía” (yotzet), deveria dizer “vinha” (ba’ah), como está dito “e eis que Rachel sua filha vinha…”. Por que está escrito “saía”? E responde-se que isso indica que o Santo, bendito seja, a fez sair de entre todos os homens da cidade, pois todos eram ímpios, e Rivka saía e se separava do conjunto dos habitantes da cidade, pois ela era justa. “E desceu à fonte” העינה (ha‘ayinah) está escrito com a letra ה, e este é o segredo: foi-lhe preparado ali o poço de Miriam, que é o aspecto da Nukva de Zeir Anpin quando ilumina com a iluminação de Chochmah. Por isso está escrito ha‘ayinah com ה, aludindo à Nukva, que é o ה inferior do Nome Havayáh. Também ha‘ayinah העינה é da linguagem de “olhos” עֵינַיִם (einayim), que é o nome de Chochmah. E as águas subiam ao encontro de Rivka.


Razá Ilaah!


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Tenda Do Código Do Messias



A Tenda Do Código Do Messias (אוהל צפן משיח): Esta semana estamos estudando a Parashá  (Porção) Mishpatim da Torah é que nos fala indiretamente sobre alcançar a Consciência do Divino (mochin d'gadlut) que é a Consciência do Ancião Sagrado  (Keter) na Árvore Das Vidas, a Consciencia Extendida, algo que poucas almas atingiram durante o tempo da humanidade. Moisés, Rabi Shimeon e o Arizal foram algumas destas pessoas.

Os físicos, cientistas, médicos, matemáticos e outros, recebem alguma inspiração do Mochim de Katnut  (o cérebro pequeno) que é o pátio interior da Árvore Das Vidas chamado Zeir Anpin, composto pelas seis Sefirot  (Emanações) chéssed, guevurá, tiféret, netzach, hod e yesod que são representadas pela letra hebraica vav (ו)cujo valor numérico e seis.

Na Porção Mishpatim (Êxodo 21:1 a 24:18) há uma expressão enigmática e aparentemente contraditória, mas como a Torah não possui contradições, nós precisamos alcançar Compreensão.

A expressão diz: "na'essêh vê'nishmá  (נַעֲשֶׂה וְנִשְׁמָע) - faremos e escutaremos".

Como poderiam fazer algo que sequer haviam escutado ainda? Este é o segredo da unificação de Chochmah, Binah e Daat, as Sefirot que compõem a Face Extendida  (Arich Anpin) do Sagrado.

A gematria de Chochmah  (חכמה), Bináh  (בינה) e Daat  (ודעת) é igual a 620 que é o valor númerico da Sefirah Keter - A Coroa da Árvore Das Vidas que contém dois Partzufim  (Faces) que são o Rosto externo chamado Adam Qadmon e o Rosto interno chamado Atiká Qadishá - O Ancião Santo.

620 é a gematria da expressão esotérica "Neshamáh Tahoráh  (נשמה טהורה)" que significa "Alma Pura".

Existem três tipos de almas  (Neshamot): As almas do Partzuf  
(rosto) de Atzilut que são chamadas de "almas novas" e que não estavam ou faziam parte de Adam ha'Rishon  (Adão do mundo da criação) são o primeiro tipo.

As almas que ficaram nele depois da fragmentação e que ele passou para Kayin e Abel, são o segundo tipo e as almas que caíram no poço das Qlipot (Adam Belial) e das quais Seth, terceiro filho de Adão recebeu sua alma.

Quando uma alma atinge o nível do Mochim d'gadlut ele recebe uma alma que é do primeiro tipo e que jamais foi manchada pelo pecado de Adão porque não fazia parte dele e por isso é chamada de Neshamáh Tahoráh - Alma Pura. E desta alma que vem as revelações daquilo que a mente  (Mochim d'Katnut)jamais tinha ouvido porque faz parte dos pensamentos superiores do Cérebro Extendido. Eu chamo está revelação de entrar na Tenda do Código do Messias - A Ohël Tzafen Mashiach  (אוהל צפן משיח)- E Ohël  (Tenda) é escrita aqui unusualmente com a letra Vav (ו) inclusa nela o que indica a ascensão do cérebro menor para ser incluso no cérebro maior (extendido). Isto significa o Cohen  (neshamáh) entrando na Tenda da Assinação  (Ohël Moed) Para ouvir de Eliahu e Enoque (Sandalfon e Metatron) os segredos superiores. É  neste momento que a Sarça se incendeia e não é consumida pelas chamas.

Então, quando chego à Face do Anjo - Malach Panim  (מלאך פנים) - que é Metatron  (מטטרון) - acontece "na'essêh vê'nishmá  (נַעֲשֶׂה וְנִשְׁמָע). As somas de Malach Panim  (Anjo da Face) e Keter  (Coroa) resultam em 891 que é o valor de "na'essêh vê'nishmá - faremos e ouviremos".

891 e também a gematria de Malchut ha'Shamyim  (מלכות השמים) que significa "Reino dos Céus" que é Malchut de Atzilut - A noiva do Sagrado - que é a Shekináh (Presença Divina/Shabat).

A Tenda (Ohël) é o Nome de D'us de 42 Letras pelo qual os Céus e a Terra foram criados.

"Abrirei a minha boca numa parábola e publicarei enigmas dos dias de Qedem  (Salmos 78:2) - Estes são os enigmas da Face Extendida, ou seja, de Qédem - A partir do Oculto não revelado.

O verso acima citado é  em hebraico (אֶפְתְּחָה בְמָשָׁל פִּי;    אַבִּיעָה חִידוֹת, מִנִּי-קֶדֶם) e cuja gematria é 1716 que é a mesma de Torah Nistar (תורת נסתר) - A Torah escondida. Obrigado Hashem. Deepak Sankara Veda​

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Charan - A Escola Da Sabedoria Escondida



Foi nos ensinado que, em Charan, na Antiga Mesopotâmia, havia a Academia de Mistérios que foram fundada por Shem ben Noach (Shem Filho de Noé) a partir dos mistérios que estudaram no "Sipra Raziël ha'Malach (O Livro do Anjo Raziël).

Abraão, nosso Pai, estudou em Charan na Escola de Shem, e alcançou alto nível de Consciência Espiritual da Sabedoria Oculta chegando a manipular a realidade física como um espelho, se teletransportando para outras regiões, criando novos seres a partir da argila modelada e conferindo vida a eles.

Em parashat Lech Lechá (Gênesis 12), no 5º passuq, lemos que Abraão "seduziu"  Saraí sua esposa com palavras, tomou seu único servo, Eliezer e "a criatura que havia feito em Charan". O texto hebraico diz "ve'Et ha'Nefesh asher assú be"charan (וְאֶת-הַנֶּפֶשׁ, אֲשֶׁר-עָשׂוּ בְחָרָן)". Muitas traduções defeituosos foram conferidas a este verso, traduções realizadas por mentes não iniciadas na Sabedoria Escondida ou que nela não acreditavam, traduções que criaram "universos defeituosos" habitados por almas com defeito, almas réprobas no entendimento e viriam habitar corpos fabricados por pensamentos desprovidos de Sabedoria.

Se eu fosse traduzir este verso agora, eu daria a ele o seguinte entendimento: "E o Alef Tav (DNA) da Criatura que fez em Charan". A esta criatura é dada o nome de "Golem - ser feito do barro e animado pela manipulações das letras do alfabeto divino e meditações com  Nomes Sagrados". O próprio termo "Golem" aparece codificado dentro deste capítulo da Torah Bereshit.

Fomos ensinados que Abraão enviou para Charan, para a Escola de Mistérios de Qédem, seus filhos Isaac e Yaakov e que Yaakov enviou para Charan seu filho Levi que se tornou o Guardião da Sabedoria Oculta da Torah, e foi de Amram que era da Tribo de Levi que veio o senhor e pai de todos os profetas: Moisés.

O que é Charan?

Milênios depois destes eventos, um rabino de Praga, capital da República Checa, criaria um Golem com finalidade de manter protegido o povo judeu daquela região que estava sendo acusado do assassínio de crianças cristãs (uma mentira criada para assassinar os judeus e saquear os seus bens).

O Maharal de Praga, como ficaria conhecido (Maharal é o acrônimo de Moreinu ha'Rav Loew - Nosso professor, o Rabino Loew) está codificado no capitulo 12 do Gênesis em estreita proximidade com "ve'Et ha'nefesh asher assú be'Charan (E a criatura que criou em Charan)".

A pergunta que me surgiu aqui enquanto meditava no verso e na descoberta deste código foi: "Como o mestre Loew criou uma criatura em Charan que está no passado da Mesopotâmia?". Imeditamente a alma do Rabi Hayim Vital me soprou ao entendimento a revelação do mistério.

"O que é Charan?" Me perguntou o mestre da vida (Hayim) e apontando para o nome hebraico Charan, fez destacar suas três letras e com elas escreveu "Chochmat Ruach Nistar - Sabedoria do Espirito Oculto". Evidentemente perguntei ao mestre que "espirito escondido" seria este, e na minha mente eu retrucava "mas todo espírito é oculto". O mestre riu ao ler meus pensamentos, e novamente tomando as letras de Charan escreveu com elas "Chochmat Raziël Niflaot - Sabedoria dos Mistérios Divinos Maravilhosos".

Raziël significa "Mistérios Divinos". Aprendi com o mestre Vital nesta manha de 24 de Abril, um dia depois do aniversário do seu ocultamento em 1620 (23 de Abril), que é preciso ir até Charan para Estudar os Mistérios Divinos, pois lá continua a existir a Academia de Mistérios e foi lá em Charan que o Rabi Judá Ben Betzalel Loew aprendeu e criou o seu Golem para salvar os judeus de Praga.

Conclusão

Tudo é criado no reino da Meditação enquanto estamos assentados ouvindo as vozes dos mestres na Escola de Mistérios, de cujos lábios fluem as palavras de Metatron. Através da Kavanná com as letras da Torah tudo pode ser criado e descriado, formado e desformado. Tudo acontece no reino interior da alma que se dedica ao Estudo da Sabedoria Divina com Lév Tahor (Coração Puro) e Charan é aquele lugar Edênico em nosso (no nosso DNA) onde ainda existe a Escola Séter - A Escola de Mistério onde o Livro de Raziël se encontra.

Gratidão Rabi Hayim Vital por mais esta revelação da Sabedoria Escondida da Torah. Deepak Sankara Veda​

Ps: Perdoem-me pelos erros de digitação, mas é devido à minha deficiência visual provoca pelo surgimento de cataratas nos dois olhos. 

domingo, 8 de março de 2015

Tecnologia Alienígena

Imagem: Homenagem a Leonard Nimoy 
1931 - 2015


Gematri'Ot 
212 308 241 

Estudando com o Zôhar - Porção Yitrô - 4° Parágrafo, que se inicia com "Rabi Yitzchak amar ( רַבִּי יִצְחָק אָמַר)". A gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas de uma palavra ou sentença) é 761 (212+308+241) e que revela muito. Primeiro, 761 é a gematria de "Shanot Hê  (שנות ה) cujo significado é "Anos do 5° milênio". O valor em si alude ao ano 761 do 5° milênio, ou seja, 2001. A partir deste ano o Zôhar se abriu para nós.

Rabi (רבי) tem a mesma gematria de Zôhar (זהר). Yitzchak (יצחק) é igual a 308 e que é o mesmo de "Ruach Elohim Bô (רוח אלהים בו) - O Espírito de Deus nele". O valor 308 também "Ha'avir sodei (האוויר סודי) e significa "soprou mistérios". Amar (אמר) é 241 que é o mesmo de Aram (ארם) que significa "Arameu" e é um acima de 240 que é "Safek (ספק)" cujo significado é "dúvida".

Juntando tudo, estas dez letras que formam três palavras estão nos dizendo: "O Zôhar, com o Espírito de Deus nele, soprou mistérios em Arameu e os explicou (erradicando a dúvida)".

Sim, Zôhar fala e tem o Espírito de Deus nele, e fala em Arameu que é a língua dos mistérios e que nem aos Anjos foi dada compreendê-la, e o Zôhar revela os seus mistérios àqueles a quem lhes é aprazível.

Qual O Mistério?

Nesta porção que estou estudando o Zôhar revela que si, foram tomadas pedras rústicas de Safira para que a Torah fosse escrita nelas, mas então, Deus soprou um vento sobre elas e as transformou em Tablets e escreveu neles a Torah e as letras flutuavam sobre as Tablets e podiam ser vistas à direita e à esquerda e ao avesso. Esqueça os filmes e as tradições dogmáticas religiosas que insistem em mostrar um Moisés velho, curvado e cansado carregando pesadas pedras rústicas e mal escritas. A energia que Moisés recebeu corrigiu o seu DNA e não permitiu que ele envelhecesse e nem morresse. O verso sétimo do capítulo 34 deixa claro que, nenhuma energia foi drenada do corpo e nem da alma de Moshê. Diz o verso "ló kahetáh einô (לֹא-כָהֲתָה עֵינוֹ)" e ao descrever isto usa o termo "kahetáh" que tem raiz no Nome Divino dos 72 Nomes - "kehat (כָהֲתָ)" que nos protege contra "o dreno de energias" e nos guarda de sermos atingidos por alguma magia ou energia negativa. Pela compreensão do mistério o verso está dizendo que "nenhuma energia foi drenada pelos olhos dele". Os olhos são as janelas da alma...

O verso 5º do capítulo 34 deixa claro que Moisés não sofreu nenhum dano, seu corpo não foi corrompido, ele não estava cansado e que seu ocultamento se deu pela boca de Deus, conforme está escrito "al pí adonai (עַל-פִּי יְהוָה)" ou seja, com um beijo Deus tirou a sua alma pela boca...

Claro, você será tentado a questionar, pois literalmente a Escritura diz que "Moisés morreu e Deus o sepultou". A palavra "Morte (מות)" é um Código para "Ocultamento". A alma de Moisés foi ocultada desta dimensão e seu corpo preservado de ser corrompido por alguma tecnologia e por isso diz que "Deus o sepultou". Os antigos escritos nos informam que o Satan disputou com o Príncipe Angélico Mica'Ël a posse do corpo de Moisés (Judas 1:9). O termo para "sepultou-o" na Torah é "Vay'kebor otô  ( וַיִּקְבֹּר אֹתוֹ) e a tradução do mistério é "sepultou o Alef Tav dele (dna)".

Foi-nos dito que toda a Tecnologia que existiu, existe e existirá neste mundo tem seu nome e forma escritos no Gan Éden  (גן עדן) - Paraíso. De onde vocês acham que veio o "sopro (inspiração)" que levou Steve Jobs à criação das Tecnologias que nos conduziram à descoberta dos Tablets? 241 também é a gematria de "Ba'al yehudi seguláh (בעל יהודי סגולה) - O mestre judeu indigo (púrpura).



O Segredo Das Tablets

As tablets da Torah eram uma tecnologia superior à que temos neste momento. O midrash diz que, apesar de serem "duras" podiam ser enroladas como pergaminhos. A palavra moderna usada para a tecnologia computacional que possuímos hoje em mãos é "Machshév Luch  (מחשב לוח)" é que se traduz para "TABLET". Luch (לוח) é o singular do termo usado na Torah para as Tablets que Moisés recebeu e que é "LUCHOT  (לחת)".


No código acima, nos encontramos "APPLE" codificada a cada 439 SAEs  (Saltos Alfabéticos Equidistantes) e que surgiu com duas ocorrências, sendo que na segunda a palavra "MACHSHÉV (COMPUTADOR)" aparece codificada logo acima de "APPLE" é em estreita proximidade. Na primeira ocorrência, APPLE e cruzada pelo Êxodo capítulo 32 verso 16: "E as Tablets eram obra de Deus (Elohim) e a escrita era a escrita de Deus, gravada nas Tablets". Creio que isto muda toda a visão religiosa sobre a Recepção da Torah no episódio do Monte Sinai.

Há um verso nos Salmos que narra que, quando Deus desceu sobre o Sinai para outorgar a Torah,  milhares de Carruagens Celestes (o que hoje chamaríamos de OVNIs) vieram também para testemunhar o evento.

"As Carruagens de Deus são miríades de miriades com incontáveis anjos entre elas, acompanhavam, em Santidade, a vinda do Eterno ao Sinai (Salmos 68:18)". O termo para "Carruagens de Deus" aqui neste Tehilim e "Rekev Elohim (רכב אלהים)" que pode ter traduzida como "Carruagens dos Deuses" é codificado dentro deste verso eu encontrei "Erich (אריך)" uma alusão ao Escritor Suíço "Erich Von Däniken" autor de "Carruagens Dos Deuses (Chariot Of Gods)" que aqui foi chamado de "Eram Os Deuses Astronautas?".

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Segredo De Enoque



E Andou Enoque Com Os Deuses: Erich Von Däniken começou todo o seu trabalho investigativo quando leu a narrativa sobre Hanoch  (Enoque). O Patriarca bíblico Hanoch nos é apresentado no capítulo quinto da Torah  Bereshit  (Gênesis) e no verso 24, lêmos: "Vay'te'halech Hanoch ET ha'Elohim vê'eineinu ki laqach otô  Elohim (וַיִּתְהַלֵּךְ חֲנוֹךְ, אֶת-הָאֱלֹהִים; וְאֵינֶנּוּ, כִּי-לָקַח אֹתוֹ אֱלֹהִים) - Bereshit Pereq 5, passuq 24.

A narrativa sobre Enoque que é sempre confundida com o "Livro de Enoque (Sipra Razi'Ël ha'Malach)" dá-nos entender que Hanoch foi levado pelos Astronautas Antigos, com os quais ele andara por 40 anos, segundo Erich Von Däniken, e com os quais, afirma Däniken, aprendera a Língua e seus segredos. Ambas afirmações seriam verdadeiras? Sim! São! E as evidências estão no próprio Código  (verso).

Vamos começar pela Língua Sagrada,  o Hebraico. Enoque a aprendeu e também os seus mistérios? O verso diz: "Vay'te'halech Hanoch ET ha'Elohim...". O termo "ET" não precisa estar aqui neste verso, pois em seguida temos o artigo e um substantivo próprio "ha'Elohim" significando "Os Elohim" uma vez que Elohim é plural. Por quê então, o ET  está no verso e qual o seu mistério?

No Bereshit capítulo primeiro no verso primeiro, encontramos: "Bereshit bará Elohim ET ha'shamayim vê'ET ha'aretz  ( בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ) - No princípio criaram os Elohim "ET (את)" dos Céus  e 'ET (את)" da Terra". O que é o "ET?"

O ET (את) é escrito com a primeira e com a última letra do hebraico é portanto, o ET e o Alfabeto dos Céus que são as Constelações e o Alfabeto da Terra que é o DNA. E o que são ambos alfabetos? São a Torah.


Aqui está a evidência de que Enoque aprendeu com os Elohim o Alfabeto, e portanto a Língua hebraica falada em toda Galáxia,  como também os segredos e mistérios de todas as 72 Constelações com suas 144.ooo gigantescas Estrelas e aprendeu toda a Torah e então ele voou para fora deste mundo com os Astronautas Antigos e isto, também está codificado no verso. E onde está?

Diz o passuq: "Vay'te'halech..." Ele foi traduzido de acordo com o verbo andar (le'halach) para "E andou...", mas como todo código hebraico criptografado na Torah, ele tem o seu segredo.

Halech  ( הַלֵּךְ), como revelei no artigo sobre a Arca da Aliança, possui as letras iniciais de "haytáh lô kenafei (הייתה לו כנפים)" que significa "Ele possuía asas", ou seja, Enoque foi levado deste mundo voando (e não que ele possuía literalmente asas). Podemos retraduzir "Vay'te'halech" para "E voou Enoque e aprendeu o Alef Tav dos Elohim...". A última parte do verso carrega um segredo mais surpreendente ainda. 


 Diz: "vê'eineinu la'qach otô Elohim (וְאֵינֶנּוּ, כִּי-לָקַח אֹתוֹ אֱלֹהִים) - e não era, porque tomaram ele os Elohim". Evidentemente, a tradução além de não ser correta, não é compreensível. Depois de "la'qach  (לקח) nós encontramos "otô (אתו)" que é escrito com as mesmas letras de "vê'ET" do Gênesis primeiro. O que significa isto? Vamos retraduzir: "é não era, porque tomaram o Alfabeto dele os Elohim". O segredo é que Enoque foi transformando, teve o seu "Alfabeto  (Código Genético) modificado e foi transformado em um dos Elohim, o Anjo Metatron, e por isso diz "e não era (Enoque)", pois foi modificado o seu DNA pelos Elohim.

E como Hanoch foi levado deste mundo pelos Astronautas Antigos? Evidentemente em uma Nave Espacial. Veja o código abaixo, Enoque está nele, apesar de eu não o haver mencionado:


Deepak Sankara Veda - Especialista em Criptologia Hebraica - Autor de Câmaras Do Tetraedro & de Marte - As Origens Secretas Da Humanidade.


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sábado, 11 de maio de 2013

Abraão - O Saltador Quântico




A Toráh contem todos os códigos e toda a ciência que está sendo revelada agora para Mecânica Quântica. O que esta maravilhosa ciência está redescobrindo são habilidades, propriedades da matéria que já eram conhecidas do maior qabalista que existiu cerca de 4.000 anos no passado: Abraão - O Patriarca.

A mecânica quântica, diferentemente da ciência ortodoxa, compreende e permite o "deslocamento" da matéria de um lugar para outro lugar. Através do chamado "Estados Entrelaçados" um átomo gêmeo é criado e descolocado para outro lugar no espaço. Todas as vezes que alterações são criadas na matéria original a sua contraparte gêmea sobre as mesmas alterações.

Assim, é possível que uma pessoa possa se deslocar no tempo e espaço e aparecer onde desejar. A esta habilidade dá-se o nome de "Teleporte".

Proposto pela primeira vez em 1993 por físicos teóricos que trabalhavam para a empresa IBM utiliza um efeito da mecânica quântica chamado de entrelaçamento quântico, pelo qual partículas subatômicas que passam por processos quânticos mantêm um tipo de associação intrínseca mesmo depois de separadas, à semelhança do fenômeno de ressonância, mas teoricamente independente da distância.
          
O exemplo mais citado é o de duas partículas criadas conjuntamente que assumem spins opostos, e ao se modificar o spin de uma, o spin da outra também se modifica, mesmo que elas estejam separadas.

A tecnologia tenta usar esse efeito para telecomunicações ou armazenamento de informação num possível computador quântico.



Abraão 
O Teleportador

No Gênesis capítulo 12 verso 8 diz: “E moveu-se (Abrão) do lugar da montanha de Qédem para Beith´El...”. A palavra “montanha” aqui é Hará cuja raíz é o termo “hirhur” que significa “pensamento”. O segredo do verso é que Abrão moveu-se de Qédem através do pensamento para outro lugar. É certo que Abrão “viajou sem se mover”. Este tipo de mudança de lugar tem um nome da Qabalá que é “Qiftzat Ha´Derach” ou “Qiftzat Ha´Nativ”. Qiftzat Ha´Derech é geralmente traduzido para “O Encurtador do Caminho”.


 וַיַּעְתֵּק מִשָּׁם הָהָרָה, מִקֶּדֶם לְבֵית-אֵל--וַיֵּט אָהֳלֹה; בֵּית-אֵל מִיָּם, וְהָעַי מִקֶּדֶם, וַיִּבֶן-שָׁם מִזְבֵּחַ לַיהוָה, וַיִּקְרָא בְּשֵׁם יְהוָה

A termo metafísico Qiftzat Haderach vem originalmente de Qifitsát do Hebraico padrão (קְפִיצַת), Ha'Dérech (הַרֶדֶּךְ) originalmente do Hebraico Tiberiano. No judaísmo, o termo está especialmente associado com o movimento qabalista, que é usado para descrever a habilidade de saltar instantaneamente de um lugar para outro sem se mover, atribuído a vários homens santos (tzadiqim). O termo é usado em alguns dos trabalhos de Shmuel Yosef Agnon, um escritor Israelita que ganhou o prêmio Nobel de literatura de 1966 (mesmo ano em que Duna ganhou os prêmios Hugo e Nebula). Em uma história de Agnon baseada em um dos contos dos cabalistas acima mencionados, a um Rabbi justo (Tzadiq) é dado o dom de “Kfitzat Haderech” que o usa para entrar na Tesouraria do império de Habsburg, e saltar de volta para o seu shtetl (aldeia judia), despercebido por qualquer um. Usa o dinheiro para ajudar os Judeus pobres e perseguidos, e a história diz que o poder seria removido dele se ele ficasse com algum do ouro. Mais tarde, quando o Imperador planejou criar um decreto prejudicial aos Judeus, o Rabbi usou seu poder de “Kfitzat Haderech” a fim saltar para câmara de audiências e bater no Imperador com sua vara, sendo visível (e tangível) ao Imperador, mas invisível a seus conselheiros e protetores.


Em Duna, Frank Herbert adaptou o titulo para “Kwisatz Haderach” aplicando-o à figura profetizada do messias no universo de Duna, e que estendida mais tarde por seu filho, Brian Herbert, ao lado do autor de ficção científica Kevin J. Anderson. O nome significa a “o encurtador do caminho” e é o titulo aplicado pelas Bene Gesserit ao desconhecido que procuravam através de uma solução genética, um Bene Gesserit masculino cujos poderes mentais e orgânicos construíssem uma ponte sobre o espaço e o tempo. Conhecido também como “aquele que pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo.”.

Recentemente esta habilidade metafisica foi apresentada no Filme "Jumper" onde um jovem descobre ter a capacidade de saltar para qualquer lugar dentro do espaço. O interessante deste filme é que, "Jumper" termo do inglês cujo significado é "Saltar" translitera-se para o hebraico ג'אמפר (Gamper).


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Procurei pelo termo transliterado no verso em que a Toráh secretamente conta que Abraão conhecia, possuía e usava esta habilidade quântica. Encontrei-o em estreita proximidade com o verso de Gênesis 12:8.

Assim, chegamos à conclusão de que esta viagem de Qédem para a terra se derá de forma milagrosa, possivelmente através de teletransporte.

O Encurtador Do Caminho
Dos Escritos Do Rabino Hayim Vital'zl

O rabino Chayim Vital, relata o seguinte episódio em seus escritos. Após a morte de seu mestre, o Ari, ele estava em Jerusalém. Um dia, o sultão de Yerushalaim se aproximou dele e ordenou-lhe para abrir as águas do Gihon. O Gihon era uma nascente subterrânea que fluia em Jerusalém, que, de acordo com o Talmud tinha sido fechada pelo Rei Hizkyyahu (Ezequias) contra a opinião dos estudiosos (Sábios) de sua geração (2° Crônicas 32:30).

 O sultão sabia que o grande cabalista Rabbi Chayim Vital teria o poder espiritual para abrir a mola, fechada desde a antiguidade, mas o Rabino Vital não quis, e sabia que sua vida estaria em perigo se ele se recusasse a fazê-lo, e usando uma técnica do Kwisatz ha'Derech (o encurtador do caminho), se teletransportou imediatamente para Damasco, fugindo da presença do Sultão e da missão que lhe fora confiada.


Naquela noite, seu professor, o Ari'zl (Rabi Isaac Lúria), apareceu para ele em um sonho: "Por que você se recusou a abrir o Gihon hoje?", Perguntou ao seu discípulo. "Eu estava com medo de usar os nomes Sagrados de Deus que eram necessários para fazer isso", retrucou o rabino Chayim. "E como você chegou a Damasco, então?" Questionou o Santo Ari. Obviamente, o rabino Chayim emudeceu diante da pergunta do seu mestre, pois ele havia usado os Nomes Divinos para se teletransportar para Damasco. O Arizal lhe disse então: "Você sabe que a sua alma é um guilgul (reencarnação) do Rei Chizquiyahu (Ezequias) e você veio ao mundo para reabrir a primavera (A Era Messiânica/Despertar) que você mesmo tinha fechado há muitos séculos atrás". Podemos apenas imaginar a responsabilidade o que o rabino Chayim sentiu sobre seus ombros. Ele mesmo documentou sua reação em sua auto biografia : "Amanhã voltar lá e eu vou abri-lo." Mas o Arizal disse: "Você não pode. Hoje era o dia e, agora, a oportunidade se foi".



O Efeito K'var

O vídeo abaixo contém o segredo do teleporte que está codificado no Livro Bíblico de Yechezkël Ha'Novi (Ezequiel, o profeta). O filme foi um curta metragem escrito por mim e por Raul Kuk, meu mais querido discípulo e amigo e dirigido por Janderson Rodrigues.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Abraão - O Iogini



De repente, durante a minha kavanná (instrospecção, direção interior), ficou claro, ou seja, a luz revelou o mistério diante dos "Einai ha' Neshamá (olhos da alma)", e a imagem "religiosa" que eu carregava de um "Pai Abraão" velho, avançado em dias, curvado, foi substituida pela verdadeira essência de Abraão: Um praticante dos segredos ocultos da Instrução Divina (Torah), um "Iogini (Praticante de Yoga)". De fato, Abraão é o pai da yoga e suas práticas e também do Tantra. Mas, a religião, em razão de controlar as pessoas através da ignorância e do medo mentiu, ocultando estas verdades espirituais e produzindo assim, um mundo de pessoas acorrentadas, escravas.

Tomando uma avenida paralela, preciso dizer que, não há nada pior do quem o "bajulador", aquele que tece palavras de elogios afim de obter algo que não lhe pertence, algo que não lhe foi concedido pela Luz através do mérito. Nem todas as pessoas podem e não terão acesso à Sabedoria divina, pois não possuem mérito obtido através de muitas encarnações praticando a compaixão, bondade e o amor elevado pelas nações e pela própria Sabedoria.

O Zohar diz que, nada pode ser tomado de alguém a quem algo foi destinado. No entanto, aquele a qual tal coisa não lhe pertence e que foi obtido através da falsidade, da prática da bajulação com fins escusos, o Zohar diz que, sempre lhe será tirado aquilo que não lhe pertence. Em outras palavras, a Sabedoria não pode ser dada, não permanecerá sobre o domínio da pessoa para quem ela não foi destinada e sempre será tomada do "néscio" que deseja mantê-la sobre o seu domínio.

Pouco tempo depois de tentar possuir a Sabedoria, de haver bajulado os mestres a fim de obter vantagens através do conhecimento divino, o bajular se volta contra aquele que procurou instruí-lo com amor caluniando-o, difamando-o diante da sua ausência.

Voltando à nossa avenida principal, assim que o mistério foi revelado à minha neshamá, a imagem caduca religiosa de pai Abraão velho, doente, foi erradicada da minha mente, sendo substituida pela sua verdadeira imagem. Mas, como dizem, falar é fácil. Necessário é produzir evidência de que, o que escrevo aqui é verdadeiro.

Ontem, enquanto me deslocava sobre a merkavá do mantra "Om Namah Shivaya" iniciando minha nessiá (viagem mística) em direção aos mundos no interior, os olhos da alma se abriram novamente, e o texto hebraico do Gênesis capítulo 12 me foi mostrado, e dentro dele, codificado estava o termo transliterado para o hebreu "Yoga (יוגה)", e não apenas isto, mas o principal Nome de D'us usado em mantras indianos, budistas e das práticas orientais estava lá também, foi já o era usado pelo pai Abraão.


Acima, nós podemos conferir o capítulo 12 do Gênesis disposto numa grade de 26 em 26 letras equidistantes. No centro, na posição vertical na cor abóbora temos "Yoga" com a ocorrência duas vezes do termo "Qedem (Oriente)" na posição horizontal na cor rosa. Acima, cruzando "Qedem" na posição vertical em verde está o "Omm" o nome divino dos 72 Nomes usado em mantras hindus e budistas.



Quem codificou isto no capítulo 12 do Gênesis? O Sagrado, bendito seja Ele, e conforme foi escrito "e a escrita nas tábuas era a escrita de D'us...". Portanto, o hinduísmo, o budísmo e práticas místicas orientais, não são práticas impuras como dizem os rabinos ortodoxos, mas práticas místicas da Torah e que eram praticadas pelo pai Abraão.

Brahmanismo

Quando Siddarta Gautama começou a sua "Nativ (caminhada mística)" os praticantes da Sabedoria eram chamados "Brahmanês" que eram então os praticamentes do "Brahmanismo". De fato, e é fácil evidênciar isto, os Brahmanes eram os praticantes da Sabedoria que o Pai Abraão ensinou aos filhos das suas concubinas conforme o Zohar Sagrado revela. 

ברהמניזם
O termo hebraico acima é "Brahmanismo" translirerado do inglês para o "ivrit (hebraico)". Notem, abaixo a semelhança com o nome de Abrahm nosso pai.

אברהם
Marquei as letras semelhantes com a cor vermelha, para que a verificação fique mais fácil. Então vemos que, verdadeiramente, Abrahm é o pai do Bramanismo, e procurando por uma outra evidencia, encontrei na Torah um impressionante código:

Acima, temos em hebraico dentro do Livro do Levitcos "Brahmanism" e marcado em azul estão as letras raizes do nome Abrahm.

Aqui todo o código "Brahmanism" está marcado com a cor azul. Talvez você tenha notado, como eu notei assim que abri o código, a letra "alef (א)" que está sobrando acima do código central "Brahmanism". Ela surgiu espontaneamente, pois não pedi ao programa para procurar por ela. De fato, o código revelado pela Divina Providência é "Abrahmanism", como destacado abaixo:
 אברהםיזם

Então, acima temos agora o código "Abrahmanismo" marcado com cores diferentes, sendo o alef revelado pela torah em azul com o código raíz "Brhm" em vermeho e "nism" em verde. Então, Abraão é de fato o pai dos "vedas brahmanes" e consequentemente do "hinduísmo" e do "budismo". Estas práticas tiveram origem na Sabedoria escondida da Torah que Abraão revelou aos seus filhos e os mandou para o oriente, conforme está na Torah Bereshit  no capítulo 25 verso 6.

Compaixão

A principal caracteristica do Bramanismo e que foi herdada pelo budismo é a Compaixão, a bondade por todos os seres vivos e isto foi herdado do Pai Abraão, também conhecido como Pai da Misericórdia, da bondade e compaixão. Isto é com certeza mais uma evidência de que tanto o Bramanismo como o Budismo se originaram em Avraham Avinu (Abraão nosso pai).

Brahma

A origem do nome Brahma é sanskrito e significa "Extremamente Grande" e este é também o significado de Abraham. Antes conhecido por Avram cujo significado é "O pai elevado, grande, sublime" ou ao contrário "O elevado e sublime pai", Avram ganha a letra do Nome divino e passa a ser "Avraham" cujo significado é "O grande, elevado, sublime pai" e não, como deram os tradutores biblicos "Pai de Nações". Em hebraico "Av (אב)" é "Pai" e "Raham (רהם)" é "Elevado, sublime, grande". Verdadeiramente a raiz de "Raham (רהם)" é "Ram (רם)" que é "Grande, elevado, sublime" e que sofre um acréscimo do "Hê (ה)" do Nome Divino" tornando-se "Raham (רהם)". Se permutarmos "Raham" movendo o "Hê" para o inicio teremos "Haram (הרם)" que é "O Grande, O Elevado, O Sublime".

Há, por exemplo, um nome bíblico hebraico cuja signifiado é "Meu pai é elevado" que é "Abiram (אבירם)".


Continuará...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Encurtador do Caminho


O Kwisatz Haderach é um nome fictício de uma figura profetizada do messias no universo de Duna, criada por Herbert Frank, e estendida mais tarde por seu filho, Brian Herbert, ao lado do autor de ficção científica Kevin J. Anderson. O nome significa a “o encurtador do caminho” e é o titulo aplicada pelas Bene Gesserit ao desconhecido que procuravam através de uma solução genética, um Bene Gesserit masculino cujos poderes mentais e orgânicos construíssem uma ponte sobre o espaço e o tempo. Conhecido também como “aquele que pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo.” A frase Kwisatz Haderach veio originalmente do Hebreu (קְפִיצַתהַדֶּרֶךְ, HaDérech originalmente do Hebraico Tiberiano e Qif̄îá do Hebraico padrão). No judaísmo, o termo está especialmente associado com o movimento cabalista, que é usado para descrever a habilidade de saltar instantaneamente de um lugar para outro sem se mover, atribuído a vários homens santos (tzadiqim). O termo é usado em alguns dos trabalhos de Shmuel Yosef Agnon, um escritor Israelita que ganhou o prêmio Nobel de literatura de 1966 (mesmo ano em que Duna ganhou os prêmios Hugo e Nebula). Em uma história de Agnon baseada em um dos contos dos cabalistas acima mencionados, a um Rabbi justo (Tzadiq) é dado o dom de “Kfitzat Haderech” que o usa para entrar na Tesouraria do império de Habsburg, e saltar de volta para o seu shtetl (aldeia judia), despercebido por qualquer um. Usa o dinheiro para ajudar os Judeus pobres e perseguidos, e a história diz que o poder seria removido dele se ele ficasse com algum do ouro. Mais tarde, quando o Imperador planejou criar um decreto prejudicial aos Judeus, o Rabbi usou seu poder de “Kfitzat Haderech” a fim saltar para câmara de audiências e bater no Imperador com sua vara, sendo visível (e tangível) ao Imperador, mas invisível a seus conselheiros e protetores.

O Artesão Da Luz