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quinta-feira, 16 de julho de 2026

O Anjo de Tzfat: O Mistério do Ari z'l HaKadosh (מַלְאַךְ צְפַת: תַּעֲלוּמַת הָאֲרִ"י זַ"ל הַקָּדוֹשׁ)

מַלְאַ֥ךְ ה'־צְבָא֖וֹת 

Chagigá 15b:6

(...) O que significa o versículo: 'Porque os lábios do kohen (sacerdote) guardarão o da'at (conhecimento), e a Torá buscarão de sua boca, pois ele é um Malach Adonai Tzevaot.' (Malaquias 2:7)

Se o rav (mestre) se assemelha a um Malach Adonai Tzevaot [perfeito em seus caminhos], então devem buscar a Torá de sua boca; mas, se não, não devem buscar a Torá de sua boca!"

Na introdução do Shaarei Qedushá, sobre o Ari z'l, o Rav Chaim Vital fala:

"Portanto, o espírito em meu íntimo constrangeu-me a abrir caminhos para os "separados" e apoiar a sua mão direita, a fim de mostrar-lhes o caminho pelo qual devem andar. E, por esta razão, compus esta obra — pequena em quantidade e grandiosa em qualidade — para que os sábios resplandeçam, e a chamei de Shaarei Kedushá (Portais da Santidade). E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo de Adonai dos Exércitos (Malach Adonai Tzevaot), meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Lúria, de abençoada memória".

A gematria Mispar Siduri de "Malach Adonai Tzeva'Ot (מַלְאַ֥ךְ יהוה'־צְבָא֖וֹת)" é igual a 124 e é a mesma gematria Achas-Beta de "Ha'Ari (האר"י). A gematria de Arizal é igual a 248 e é a mesma gematria do nome Raziel - o Anjo professor de Adão no Jardim do Éden. A gematria Mispar Kollel do sobrenome Lúria (לוריא) é igual a 248 que é a mesma de Arizal e Raziel. Além disso, o próprio título Arizal (ארי"זל) contém as mesmas letras de Raziel (רזיאל).

"E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo de Adonai dos Exércitos (Malach Adonai Tzevaot), meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Lúria, de abençoada memória"."

Shaarei Qedushá

A ESTATURA ESPIRITUAL DO ARI

O Baal HaSulam ensina que, após a revelação do Livro do Zohar por Rabi Shimon bar Yochai, não surgiu outro cabalista com uma alma comparável durante muitos séculos [o próprio Arizal é um gilgul de Moshe Rabeinu e do Rabi Shimon Bar Yohai]. Somente no século XVI desceu ao mundo uma nova alma extraordinária: a alma do Arizal, cuja missão era elevar a Sabedoria da Cabalá a um novo estágio da história espiritual da humanidade.

No versículo 5 do Êxodus capítulo 2 que narra a descoberta do bebê Moisés na margem do Yeór (Nilo) por Bat-Yah, a filha do Faraó, descobrimos "Ha'Ari (האר"י)" codificado duas vezes neste passuq.

ה וַתֵּ֤רֶד בַּת־פַּרְעֹה֙ לִרְחֹ֣ץ עַל־הַיְאֹ֔ר וְנַֽעֲרֹתֶ֥יהָ הֹֽלְכֹ֖ת עַל־יַ֣ד הַיְאֹ֑ר וַתֵּ֤רֶא אֶת־הַתֵּבָה֙ בְּת֣וֹךְ הַסּ֔וּף וַתִּשְׁלַ֥ח אֶת־אֲמָתָ֖הּ וַתִּקָּחֶֽהָ׃

O aparecimento do Arizal não foi um acontecimento casual. Sua descida foi determinada pelo próprio desenvolvimento espiritual da Criação. Quando os Kelim de Nehy (Netzaḥ, Hod e Yesod — os "vasos" ou recipientes espirituais correspondentes à fase final do amadurecimento da humanidade) atingiram o grau de maturidade necessário, tornou-se possível revelar uma dimensão da Sabedoria Suprema [da Torá] que até então permanecia oculta. Nesse momento, uma alma especial foi enviada ao mundo: a alma de Rabi Yitzchaq Luria.

O Baal HaSulam afirma:

"Graças à alma sagrada do Rabino Isaac Luria (Ari), o brilho da Sabedoria Suprema foi revelado."

Por essa razão, o Ari foi capaz de realizar algo que nenhum dos grandes cabalistas anteriores podia fazer. Não porque eles fossem menores do que ele, mas porque o mundo ainda não possuía os recipientes espirituais necessários para receber tal revelação. Segundo o Baal HaSulam, a revelação da Cabalá depende não apenas da grandeza do mestre, mas também da preparação espiritual da geração que irá recebê-la. Sua missão tornou-se possível somente quando a humanidade alcançou esse estágio de desenvolvimento.

O Baal HaSulam escreve ainda:

"Como a alma do Ari apareceu após o desenvolvimento de todos os vasos de Netzach, Hod e Yesod [as passadas do Messias], ele foi capaz de revelar a grandeza do Livro do Zohar e a sabedoria da Cabala, ofuscando todos os seus antecessores."

גלגל הרשב"י

583

זהר

583

ימות המשיח

583

גלגל האריזל ורב ויטאל

583

Essa afirmação não diminui a grandeza dos sábios anteriores. Pelo contrário, o Baal HaSulam explica que cada geração recebe exatamente a revelação compatível com seu momento histórico. O Ari recebeu toda a herança espiritual transmitida desde os antigos cabalistas e, pela primeira vez, pôde organizá-la em um método completo de correção espiritual (que chamamos TIKUN), acessível às gerações futuras.

Segundo suas palavras:

"Praticamente, o Ari introduziu o método de correção ao mundo."

Até então existiam ensinamentos profundos, mas dispersos. O Arizal apresentou uma explicação organizada sobre a estrutura dos mundos espirituais, da alma humana, do gilgul, da quebra dos vasos (Shevirat HaKelim), da retificação (Tikun) e do propósito da Criação.

O Baal HaSulam acrescenta uma das afirmações mais extraordinárias sobre o Arizal:

"Sua alma é uma imagem coletiva de todos os Kelim de c

ChaBaD (Chochmá, Biná e Daat),ChaGaT (Chessed, Gevurá, Tipheret) e NeHY (Netzach, Hod e Yesod). Ele, por assim dizer, completou seu desenvolvimento."

Esses nomes representam os três grandes estágios do desenvolvimento espiritual da humanidade:

ChaBaD (Chochmá, Biná e Da'at) corresponde ao período inicial da revelação espiritual; ChaGaT (Chessed, Guevurá e Tiferet) representa o desenvolvimento intermediário; NeHY (Netzaḥ, Hod e Yesod) corresponde à etapa final da preparação para a redenção que chamamos na Sabedoria de "Os Calcanhares de Mashiach". Foram 2000 anos de ChaBaD, 2000 anos de ChaGaT e mais 2000 de NeHY.

Ao afirmar que a alma do Ari reúne ChaBaD, ChaGaT e NeHY - um corpo espiritual completo, o Baal HaSulam ensina que ela sintetiza toda a evolução espiritual anterior, tornando-se apta a revelar um método completo para toda a humanidade.

Por isso, o Baal HaSulam declara categoricamente:

"Nenhum dos Cabalistas antes do Ari conseguia entender exatamente como a correção espiritual acontecia. Ninguém poderia atingir o seu nível de realização porque estes Kelim não estavam suficientemente desenvolvidos na criação."

Ora, o Baal HaSulam não afirma apenas que ele foi um grande cabalista; afirma que o próprio estado espiritual da Criação ainda não permitia que qualquer alma anterior alcançasse ou revelasse aquilo que o Ari revelou.

Em resumo, isso significa que o Ari aparece na fronteira entre duas eras: toda a estrutura espiritual da humanidade já estava preparada (os Kelim); mas a grande iluminação (NaRaN, e posteriormente Chaya e Yechidá) ainda não havia preenchido esses recipientes. Por isso, o Ari ocupa um lugar absolutamente único: ele é o mestre da transição. Sua missão foi entregar o mapa do TIKUN antes da grande entrada da Luz.

A PEGADA MAIS FAMOSA DO MUNDO - O homem pisou na Lua a primeira vez em 20 de julho de 1969 no Hilulá do Arizal em 5 de Av de 5729

O Arizal chegou a Safed entre o final de 1569 e o verão de 1570. A maioria das tradições aceita que ele viveu em Safed cerca de dois anos antes de seu falecimento em 5 de Av de 5332 (1572). Quatrocentos anos depois, a humanidade pisou na Lua. A Lua é 400 vezes menor que o Sol e está 400 vezes mais distante da Terra e ela foi criada pela Letra Tav que vale 400. As missções Apollo duraram de 1969 até 1972.

APOLLO
123
ONZE
583

UM ANJO HUMANO

"Existe um número seleto de indivíduos que se mantém em um plano tão alto, acima do resto da humanidade, que é visto como se fosse completamente diferente, uma espécie de seres superiores. Eles ensinam, mas nós agarramos muito pouco, e das poucas migalhas que juntamos, podemos erguer montanhas. Um personagem de tal envergadura foi o Rabi Itzhaq Luria, reconhecido como o maior cabalista dos tempos modernos. O Rabino Itzhaq Luria é comumente conhecido como "Ari" (אר"י), um acrônimo que representa Elohei Rabenu Itzhaq (אלהי רבינו יצחק) - o divino Mestre Itzhaq. Jamais nenhum outro mestre ou sábio teve esta letra extra (Alef), atribuída a Elohi - divino - prefaciando seu nome. Este foi um sinal do que seus conteporâneos pensavam dele. (...)

O Ari saiu deste mundo em 15 de julho de 1572 (25 de julho, 5 de Av de 5332) apenas dois anos após sua chegada à Tzfat. Durante sua permanência, juntou um grupo de pelo menos 12 discípulos, com haRav Chaim Vital à frente. (...) Não havia ninguém como o Ari desde os dias de Rav Shimon Bar Yohai. Além disso ele revelou para nós que era um gilgul de Rav Shimon e que seus alunos eram gilgulim dos alunos do Rashbi. (...)

Ele nos levou mais do que qualquer profeta ou vidente. Até mesmo Ezequiel revelou unicamente o mistério da Merkavá no Universo de Briá. Mas o Ari revelou os mistérios de Atzilut, alcançando até mesmo os universos do Ein Sof que são "Akudim, Nekudim, Berudim". Quão grande é o bem que Tu ocultaste para todos que Te temem (Tehilim 31:20). Seu nível estava acima de qualquer anjo ou maguid. Ele sabia tudo o que estava no alto e embaixo, assim como o que foi decretado no tribunal no Alto - e ele podia anular esses decretos.

מָ֤ה רַֽב־טוּבְךָ֮    אֲשֶׁר־צָפַ֪נְתָּ לִּֽירֵ֫אֶ֥יךָ

(...) A alma de nosso mestre [o Ari] era do nível do Partzuf de Arich Anpin [que é o nível de Keter no Olam haAtzilut]. 

- Rabino Moshe de Praga, Meditação e Kabalah


TÚMULO DO ARI - Safed, Israel, década de 1980. Beit Hatfutsot, o Centro de Documentação Visual Oster

Havia sido em 1999 que o nome do Sagrado Anjo Raziel me havia sido revelado na Toráh. A questão é que, todos sabem que foi escrito no Zôhar Sagrado que Raziel havia dado a Adão um livro, o Sipra Raziel ha'Malach (Livro do Anjo Raziel), mas até 1999 não havia uma cripto-evidência de que isso foi realmente verdadeiro. Foi então que o Divino, abençoado seja Ele, sussurrou ao ouvido da minha alma dizendo que Raziel estava escondido, codificado na Toráh Bereshit (Gênesis) capítulos 4  versículo 25 e 26 e capítulo 5 versículo 1. Eis os versículos:


"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

O primeiro segredo está nos versículos 25 e 26 do capítulo 4 na parte onde lemos "... porque o assassinou Caim. E para Seth também nasceu um filho... (כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. כו וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן)". A letra gimel (ג) é a terceira letra do alfabeto hebraico cujo valor numerológico é 3 e neste versículo ela é a 5.374 letra da Toráh. A partir dela, a cada três letras está criptografada o termo "gilgul (גילגול)" cujo significado é reencarnação. Note as letras marcadas em tamanho grande. Qual a importância disso, desta ocorrência?

Foi no ano 5.374, correspondente aos anos 1613-1614 do vigente calendário juliano da época, que o Rabino Chaim Vital terminou de organizar suas anotações sobre os segredos da reencarnação que seu mestre, o Arizal, lhe havia confidenciado. Muitos rabinos não acreditam em reencarnação e dizem que ela foi emprestada ao judaísmo dos hindus. O código nestes versículos é a prova de que o Gilgul é um segredo da Toráh e evidência que Seth foi o primeiro Gilgul do mundo, a reencarnação da alma de Abel que havia sido assassinado por Caim.

"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

Agora, note as letras mais à frente do final do versículo 26 ao inicio do capítulo 5 no qual lemos "Este é o livro... (זֶה סֵפֶר)" em hebraico "Zêh sêfer...". A partir da letra "rêsh (ר)" que é a vigésima letra do alfabeto hebraico no sentido inverso, da esquerda para a direita, a cada 4 letras está criptografado "Raziel (רזיאל)" evidenciando que os segredos da reencarnação foram revelados pelo Anjo Raziel.

Todas a palavras da Toráh podem e devem ser permutadas, conforme nos ensina do Sêfer ha'Yetzirá. Só existe uma permutação possível para o nome Raziel. Quando nos tomamos as letras do nome Raziel (רזיאל) e as permutamos usando o método chamado Temurá em QABALÁH elas se transformam em Arizal (אריזל) que é o apelido espiritual sagrado do Rabino Isaac Lúria.

רזיאל
אריזל

Depois do ocultamento da sua alma. o Ari passou a ser chamado de "Ari'z'l (אריז"ל)" tendo as letras "Zayin (ז)" e "Lamed (ל)" acrescidas ao seu título e que são as iniciais de "Zichronô Livrachá" que se traduz "abençoada sua memória" e assim revelando a verdadeira identidade da sua alma divina.

O Ari'z'l, assim como Mohsê, nosso mestre, o pai de todos os profetas, tinha apenas a metade da sua alma humana, a outra metade era parte da alma do Anjo Raziel, o professor de Adam ha'Rishon (o primeiro Adão) no Jardim do Éden e como o próprio Ari'z'l revelou, ele não tinha necessidade alguma de vir ao mundo, mas o fez unicamente para ensinar o Rabino Chaim Vital e esta era a sua única missão. E por que? Porque o Rabino Chaim Vital era uma reencarnação de Adam ha'Rishon, de uma parte da alma de Adão que não havia sido manchada pelo pecado e ele estava destinado a alcançar a consciência espiritual que Adão possuía no Éden e por estava razão, o próprio Anjo Raziel veio para instruí-lo.

Para concluir esta maravilhosa revelação da sabedoria, há, ainda, outro segredo perfeito e que atesta perfeitamente esta Hassagá Divina [percepção espiritual elevada] e que está no sobrenome Lúria (לוּרְיָא). Quando aplicamos a Temurá Avgad na letra 'Vav (וּ)' de Lúria, ela é transformada na letra 'Zayin (ז)' e então, quando fazemos o Tzeruf de Lúria ele se transforma em Arizal e Raziel.  

לוריא
לזריא
אריזל

Nosso mestre, o Rabbi Yitzchaq Lúria, o Ari'z'l, era uma manifestação do Anjo Raziel, o professor de Adam ha'Rishon no Jardim do Éden, abençoada seja sua lembrança.

Criptografado dentro da Parashá Chayei Saráh (Vidas de Sarah) no texto que narra a ida de Eliezer até a parentela de Avraham para tomar Rivka para ser esposa de Itzchaq, está o título místico e o sobrenome do nosso mestre, o Arizal. Isso não é apenas uma coincidência linguística; no mundo do Sod (Segredo), isso é uma revelação estrondosa. O Ari Ha"Qadosh (Rabbi Itzchaq Luria) foi o sábio que, no século XVI em Safed, "desvelou" as águas da QABALAH para o mundo, assim como Rivka desvelou a água da fonte para Eliezer.

חידושי תורה

וְהָיָ֣ה הַֽנַּעֲרָ֗ אֲשֶׁ֨ר אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א כַדֵּךְ֙ וְאֶשְׁתֶּ֔ה וְאָמְרָ֣ה שְׁתֵ֔ה וְגַם־גְּמַלֶּ֖יךָ אַשְׁקֶ֑ה אֹתָ֤הּ הֹכַ֙חְתָּ֙ לְעַבְדְּךָ֣ לְיִצְחָ֔ק וּבָ֣הּ אֵדַ֔ע כִּי־עָשִׂ֥יתָ חֶ֖סֶד עִם־אֲדֹנִֽי׃ וַֽיְהִי־ה֗וּא טֶ֘רֶם֮ כִּלָּ֣ה לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר יֻלְּדָה֙ לִבְתוּאֵ֣ל בֶּן־מִלְכָּ֔ה אֵ֥שֶׁת נָח֖וֹר אֲחִ֣י אַבְרָהָ֑ם וְכַדָּ֖הּ עַל־שִׁכְמָֽהּ׃

"E será que a jovem à qual eu disser: “Inclina, por favor, o teu cântaro, para que eu beba”, e ela disser: “Bebe, e também os teus camelos darei de beber”, — ela, tu designaste para o teu servo, para Isaac; e por meio dela saberei que fizeste bondade com o meu senhor. E aconteceu que, antes que ele terminasse de falar, eis que Rebecca saía — que havia nascido a Bethuel, filho de Milcah, esposa de Nahor, irmão de Abraham — e o seu cântaro estava sobre o seu ombro."

- Torah Chayei Sarah (Bereshit 24: 14-15)

O primeiro criptograma se encontra na SOFEI TEIVOT (Letras Finais) de "Omar eleiha hati-na (אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א)" e que ao serem rearranjadas revelam "Ha'Ari (האר"י)" que é a epígrafe mística do nosso mester Rabbi Itzchaq Lúria cujas letras são as iniciais de "Ha'Elohê Rabbi Itzchaq (האלהי רבי יצחק)."

אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א

האר"י

O segundo criptograma se encontra criptografado na iniciais "le'daber ve'hinêh Rivka Iotzat Asher (לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר) - falar eis que Rivka saía a que..." aqui, tanto por RASHEI TEIVOT (Iniciais) como por SAEs (Saltos Afabéticos Equidistante) o sobrenome LÚRIA (לוריא) está codificado.

לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר

לוריא

"A glória de Elohim é criptografar, e a glória dos Reis é decodificar."

כְּבֹ֣ד אֱ֭לֹהִים הַסְתֵּ֣ר דָּבָ֑ר וּכְבֹ֥ד מְ֝לָכִ֗ים חֲקֹ֣ר דָּבָֽר׃

- Mishley 25:2

O criptograma neste excerto da Torah Chayei Sarah contém o nome e sobrenome do nosso amado professor Itzchaq Lúria e, se não fosse suficiente, contém também a alcunha do nosso mestre "Ha'Ari."

O próximo "Chidush Mutzafon (חִדּוּשׁ מֻצְפָּן)" se encontra logo após a letra ALEF (א) final de LURIA (לוריא) na palavra "Yuldáh (יֻלְּדָה֙)" traduzida como "NASCIDA" e que, quando lida no sentido inverso se revela "Ha'Delí (הדלי)" cujo significado é "AQUARIUS."

יֻלְּדָה֙

הַדְּלִי

O chidush mutzafon completo é "Ha'Ari Itzchaq Lúria - Era de Aquarius."

Daqui temos prova para todas as palavras dos nossos mestres a respeito da elevada alma de nosso Rabi Itzhaq Luria z'l.

Como ja dissemos, o dia do falecimento (Yortzeit) do sagrado Arizal ocorre invariavelmente no dia 5 de Av (ה' בְּאָב), a exata semana em que judeus no mundo inteiro leem a porção de Devarim (Deuteronômio). O livro de Devarim abre com as palavras: “E estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel”. 

אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙ אֶל־כָּל־יִשְׂרָאֵ֔ל

Os Sábios do Talmud e do Zohar ensinam que Devarim possui uma natureza única em toda a Torá: ele é o livro no qual Moshê Rabênu atingiu tamanha anulação de seu próprio ego (Bitul) que a Shechináh (a Presença Divina) falava diretamente de sua garganta. Ao declarar sobre si mesmo e Aarão “E não somos nada”, Moisés contraiu completamente sua autoconsciência para se tornar um canal da Bat Qol. Ele era o "amante de Israel", capaz de escutar a melodia única da alma de cada indivíduo, tal como o nosso mestre Ari z'l conforme todos os relatos que temos sobre ele.

O Rabino Chaim Vital escreveu que o sagrado Arizal foi, em essência, o Moisés de sua geração. A própria alma do Ari provinha diretamente da raiz da alma de Moshê — um fato demonstrado quando o Ari confrontou seus vizinhos amargos, revelando que eles eram gilgulim de Datan e Aviram, os eternos opositores de Moisés no deserto, enviados de volta para retificar aquele antigo defeito diante do mesmo mestre. Esse elo eterno entre o primeiro e o último grande codificador dos segredos divinos está criptografado logo na abertura da leitura dessa semana. Nas cinco primeiras palavras da porção de Devarim:

אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙

ה' באב

Codificado no interior das cinco primeiras palavras da Porção Devarim está a data do ocultamento da alma do Arizal, meu mestre, de abençoada lembrança. Este código me foi aberto pela alma do meu Mestre, abençoada seja, no dia em que estava estudando sobre sua vida e de ele ser um gilgul de Moshê Rabêinu.





quarta-feira, 22 de abril de 2026

Águas do Chessed - Visões da Etz Chaim: Derech Rivka Iménu

 

Para conectar-se com a alma de nossa mãe Rivka


9 beTamuz 5781 (19, junho, 2021)

Sonhei com uma caravana de beduinos, eles tinham um Bazaar (mercado nômade) e eu estava inserida ali no meio como um deles; eu tinha uma barraca de maçãs que procurava vender e comi uma delas, mas a minha barraca era simplesmente um portal de madeira. Também eu estava com muitas notas estrangeiras bem grandes na mão e muitas moedas pesadas. 

Depois a caravana começou a partir e percebi que eram beduinos tecnológicos com bugigangas tecnológicas aos montes e era muita gente. E estávamos montados em camelos, contudo esses camelos eram veículos tecnológicos-vivos, e as suas pernas eram longuíssimas e ligeiras demais como vento de modo que eram a última e mais avançada tecnologia já existente. Na parte superior do camelo, no local de sua corcova e sua cabeça, na verdade era uma grande cúpula transparente e eu estava ali. Então os veículos-camelos pararam cada qual no local onde seria a casa do seu cavaleiro que o montava, e parei no local da minha e toda a estrutura das casas era apenas duas vigas brancas com pontas curvadas que se estendiam do solo, e um a um vi os veículos "caminharem" para tais lugares.

E se curvavam sobre elas como formando cúpulas brancas sobre a estrutura e tais cúpulas eram tendas brancas tecnológicas nas quais viviam os beduínos. Por dentro da tenda, ela projetava hologramas de cômodos e objetos. Depois de ver isso, acordei.


Pirush: O Mundo de Atzilut é chamado "Tendas", as pernas são as vestimentas Netzach-Hod-Yesod e por isso elas são espiritualmente velozes. Além disso, este sonho está conectado com a sefirá Chessed que é Avraham Avinu, o camelo é chamado גָּמָל/gamal em hebraico, essa palavra também significa conceder, como em גְּמִילוּת חֲסָדִים/gemilut chasadim – conceder bondade (Pirkei Avot 1:2), e por este motivo, por se associar com a sefirá de Avrahão - chessed - que Rivka foi escolhida por esposa à Itzhaq "E será que a jovem a quem eu disser: inclina, por favor, o teu cântaro para que eu beba — e ela disser: bebe, e também aos teus camelos darei de beber — a ela designaste para teu servo, para Itzhaq; e por meio dela saberei que fizeste chessed com meu senhor." (Bereshit 24:14).

Após a provação no Monte Moriah, a alma de Itzhaq "voou" de seu corpo devido à intensidade da experiência. Embora tenha retornado, Itzhaq foi levado por anjos ao Gan Eden por um período de três anos para se curar e se elevar espiritualmente (Pirkei DeRabbi Eliezer 31:10, Targum Jonathan, Bereshit 22:19). O Rav Moshe Meir Weiss, expandindo essa ideia (frequentemente baseando-se em conceitos do Sfat Emet ou do Shem MiShmuel), explica que a santidade de Itzhaq era o reflexo direto da "imagem divina". Rivkah não viu apenas um homem, ela viu o Tetragrama (o Nome de Quatro Letras de Deus) manifestado na face e na personalidade de Yitzchak e por isso ela caiu do camelo, significando que demostrava humildade em relação à ele.

Na estrutura dos mundos espirituais, o camelo (Gamal - גָּמָל) ocupa uma posição intermediária única. Ele está ligado à Kelipat Nogah, por isso, diz-se que sua natureza é mista: a parte superior inclina-se para a santidade (Kedushá), enquanto a inferior tende à impureza. De acordo com o Zohar, sonhar com um camelo é um presságio paradoxal. Embora indique que um decreto de morte pairava sobre o indivíduo, traz a boa nova de que ele foi salvo. O segredo desta salvação reside na gematria: Gamal (גָּמָל) é igual a 73, mesmo valor de Chochmah (חכמה - Sabedoria). A transformação da palavra "camelo" em "sabedoria" significa a transmutação do julgamento severo em vida plena.

A Torá descreve o momento em que Itzhaq sai ao campo (Gênesis 24:63): Este "campo" é o Pomar das Maçãs Sagradas. Ao ver a combinação de camelos com a Shekinah, Itzhaq — que personifica o atributo de Gevurah — percebeu a presença de forças impuras e julgamentos que trazem a morte. Sua intenção ao "sair ao campo" era justamente separar o sagrado do profano e erradicar essa negatividade. Quando Rivkah avista Itzhaq, a Torá diz que ela "caiu do camelo" (Gênesis 24:64). Conforme explica o Sefer Ohev Yisrael, esta queda não foi acidental, mas espiritual: ela abandonou a configuração de letras de גָּמָל (o decreto de morte) para abraçar a luz de חכמה (Sabedoria), conforme ensina o Rei Salomão em Kohelet 7:12: "mas a vantagem do Da'at (Conhecimento) é que a Chochmah preserva a vida de quem a possui.". 

Portanto, ao elevar a energia do "camelo" (Nogah) através da retificação espiritual, o julgamento é anulado.

Esta visão do camelo é também a visão da Árvore das Vidas, posto que a parte superior elevada é o Olam haAtzilut onde as Klipot não alcançam, e a parte inferior é a Etz haDaat Tov veRá que engloba os Mundos de BYA (Briá, Yeztirá e Assiá).

יֹשֵׁב אֹהָלִים

"aquele que habita em tendas"


30 beKislev, 5782 (4, dezembro, 2021) 

Sonhei, mas permaneci dormindo, e estive num escuro por longo tempo como se descesse e após isso, eu acordei. No sonho, eu ando por uma estrutura na aparência de uma casa com cômodos bem definidos e grandes. Todas as coisas acontecem encima de águas a semelhança de um rio, contudo as águas correm pelas laterais e há uma torre de água caindo de cima enquanto respinga por toda a estrutura. Há como uma pedra lisa enorme sob meus pés que é como se fosse todo o piso que é a pista da BR-222. Então eu vejo três fileiras de três tendas sendo colocadas numa ação invisível sobre aquelas águas formando exatamente a disposição das 10 sefirot. A tenda de cima não se materializa e está alocada mais acima das outras e mais para o lado como se fosse um local de observação (à parte), eu a vejo e a sinto e sei que ela tem a mesma aparência das outras, eu estou dentro dela.

O topo das tendas é de tecido branco, mas as hastes de sustentação são de tendas de praia.

Eu estou explicando para alguém que as tendas são os compartimentos da casa e elas são a semelhança de como eram as tendas (dos tempos) de Abraão. Cada tenda tem uma especificidade as quais não me recordo e os membros da minha família estão espalhados por elas cada qual deles realiza algo em particular.

Sentados nessa tenda há três homens ao redor de uma mesa redonda, eles lançam cartas numa pilha cada uma com um valor superior à carta anterior, há um quarto jogador oculto, sendo o rosto do primeiro muito visível, do segundo menos visível que aquele e o rosto do terceiro completamente borrado - como se eles próprios fossem níveis sucessivos. Eles estão sexualmente atraídos por mim, a medida do nível do seu ratzon de modo que ele se diminui a conforme a materialização de seus aspectos.

O homem com o rosto mais visível estava tão atraído que se levantou e veio até mim, enquanto o segundo permaneceu apenas a cortejar com palavras. Eu estava vestida de águas, pois as águas que corriam lateralmente e a torre de águas que caia corriam para mim e me vestiam e estas águas era o que causava atração aos homens. (...)


Pirush: No alfabeto hebraico, as letras de "BR" (ב-ר) são as mesmas de Rav (רב - Mestre/Grande) que equivale a 202 somando com 222 é igual a 424 a gematria de Machiach Ben David. O Olam haAtzilut é comparado ao nível da casa e é também chamado "Tendas", conforme já dito anteriormente.

Estar vestida de águas, isso é, Ohr Chochmá - a Luz do Deleite.

A tenda que permanece à parte das outras no local mais elevado e que não se materializou, está associada ao palácio espiritual onde a alma do Mashiach reside, aguardando o momento da revelação. É um estado de perfeição que existe acima das limitações da matéria, representa também insights espirituais que não podem ser deduzidos apenas pela lógica. É o conhecimento que vem da intuição profética ou de uma conexão direta com o Divino, ora, a "Torre que flutua no Ar" significa uma fé (Emunah) tão elevada que não precisa de provas racionais para se sustentar, esta é a excitação espiritual.

Quando Eliezer, o servo de Abraão, pede um sinal ao Santo, Abençoado Seja Ele, para encontrar a esposa ideal para Itzhaq, ele estabelece um teste de hospitalidade extrema. Itzhaq é Gevurah, e ele precisava de uma contraparte que fosse o epítome de Chessed.

Rivka então aplica um esforço sobre-humano em sustentar não apenas Eliezer, mas também aos seus camelos, significando um ato de doar-se além da medida, a capacidade da alma de dar além do que é solicitado.

Rivka ao tirar água do poço está, misticamente, extraindo a sabedoria das fontes superiores e canalizando-a para o mundo físico. O número de camelos não é aleatório. Os dez camelos representam as dez Sefirot (as dimensões da Árvore das Vidas). O camelo, sendo um animal "impuro" para o consumo (segundo as leis da Cashrut), mas essencial para a travessia do deserto, representa as forças da natureza que precisam ser "elevadas", ao dar de beber a todos os dez camelos, Rivka demonstrou que tinha a capacidade espiritual de nutrir e equilibrar todos os dez canais de energia divina. Ela demonstrou que era capaz de sustentar toda a estrutura da Árvore das Vidas que a linhagem de Abraão estava construindo.

Veja Sulam Chayei Sara 224: Vem e vê: “e aconteceu que ela saía”. Pergunta-se: está escrito “saía” (yotzet), deveria dizer “vinha” (ba’ah), como está dito “e eis que Rachel sua filha vinha…”. Por que está escrito “saía”? E responde-se que isso indica que o Santo, bendito seja, a fez sair de entre todos os homens da cidade, pois todos eram ímpios, e Rivka saía e se separava do conjunto dos habitantes da cidade, pois ela era justa. “E desceu à fonte” העינה (ha‘ayinah) está escrito com a letra ה, e este é o segredo: foi-lhe preparado ali o poço de Miriam, que é o aspecto da Nukva de Zeir Anpin quando ilumina com a iluminação de Chochmah. Por isso está escrito ha‘ayinah com ה, aludindo à Nukva, que é o ה inferior do Nome Havayáh. Também ha‘ayinah העינה é da linguagem de “olhos” עֵינַיִם (einayim), que é o nome de Chochmah. E as águas subiam ao encontro de Rivka.


Razá Ilaah!


terça-feira, 10 de março de 2026

Simanim nifla’ot - Sinais Maravilhosos

גַּל־עֵינַ֥י וְאַבִּ֑יטָה נִ֜פְלָא֗וֹת מִתּֽוֹרָתֶֽךָ

Tehilim 119:18

Shabat 21 beAdar, 5786 (10, março, 2026) sonhei que minha irmã e eu acordávamos e era seis e meia da manhã e estava tudo escuro ainda e ela reclamou com a minha mãe que deveria tê-la acordado antes por causa de um compromisso de estudo com os colegas de classe, e era como se todo mundo tivesse se esquecido do horário, e olhei para a rua e as pessoas estavam reunidas observando um evento de Eclipse Lunar; e o meu pai estava com um telescópio e eu ajustava a lente para observar a Lua de Sangue e registrar através do celular e não consegui isso, fazia parecer que aquele evento havia sido em escala mundial, e via a Lua tinginda de névoas vermelhas bem no centro do céu. Vi o relógio e na verdade ainda era 3:30 da madrugada, e então vi que as casas da frente da minha casa haviam sido renovadas com tinta fresca na cor cinza motivadas por aquilo.

Segredos no Sonho

A última Lua de Sangue (eclipse lunar total) ocorreu em 3 de março de 2026 (14 beAdar) que era Purim e realizamos no final daquele dia, a temível noite de Havdalá. O dia 3 de março é o 62 dia do calendário, restando 303 dias para o término do ano; 303 corresponde ao ano de nascimento do Rav Chaim Vital z'l.

Veja Yoel pereq gímel, passuq dalet "O sol se tornará escuridão, e a lua em sangue, antes da chegada do grande e terrível dia do Senhor":

הַשֶּׁ֙מֶשׁ֙ יֵהָפֵ֣ךְ לְחֹ֔שֶׁךְ וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם לִפְנֵ֗י בּוֹא י֣וֹם יְהֹוָ֔ה הַגָּד֖וֹל וְהַנּוֹרָֽא:

A expressão Veha-yaréach le-dam (וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם) "e a lua em sangue" tem gematria igual a 303:


A gematria Mispar Kolel de "לִפְנֵ֗י בּוֹא י֣וֹם יְהֹוָ֔ה הַגָּד֖וֹל וְהַנּוֹרָֽא" (lifnei bo yom Adonai ha-gadol ve-ha-nora) "antes de vir o dia de Adonai, o grande e temível" é 583 em referência à Era Messiânica.
Eis que o sonho veio na madrugada da terça-feira, exatamente uma semana após o evento da Lua de Sangue que havia sido na terça anterior.
Na manhã de Shabat chegou a encomenda do livro "O Fortim" que o Rav havia feito e um dos personagens principais é judeu, o livro trata sobre o poder do Nome Santo representado pelo símbolo ritualístico da espada e principalmente a letra Yod que no livro e no filme são o punho da espada com o qual o Mal é mantido aprisionado.

No final da tarde de Shabat quando nos dirigimos para o ritual de Havdalá, decidimos que iamos passar primeiro na padaria, então na passagem giratória, o Rav tirou o ticket de número 123.


No ticket além do número 123 havia outros códigos: Como sabemos 123 corresponde ao valor do nome Chaim Vital (חיים ויטל). Temos o código 35827-J, ora, 358 é a gematria de Mashiach e 27 corresponde às letras Zayn e Kaf (זך) da palavra Zách que se traduz como "puro, meritoso, claro, refinado". E a letra J é equivalente à letra sagrada Yod. No ticket ainda aparece a marca da imobiliária Vivant, palavra essa da língua francesa referente ao adjetivo "estar vivo" que no hebraico se escreve como BeChayim "בחיים" que é "em vida" ou "em Chayim".

A gematria Mispar Ha'achor consiste em calcular o valor de uma letra multiplicado pela posição que ela ocupa na palavra:

A letra Beit vale dois e ocupa a primeira posição na palavra BeChayim, a letra Het vale oito e ocupa a segunda posição, a letra Yod vale dez e ocupa a terceira e quarta posição na palavra e por fim, a letra Mem vale quarenta e ocupa a quinta posição, dessa forma temos 2x1=2, 8x2=16, 10x3=30, 10x4=40 e 40x5= 200 e somando tudo isso encontramos o valor 288 da gematria de Yibur, logo, o valor Mispar Ha'achor da palavra BeChayim é igual a 288 que é o segredo do Yibur, e o mistério de porque chegou à mão do Rav o ticket de número 123 e apenas faça um exercício em sua mente, de quantas pessoas entraram e saíram daquela padaria não somente durante todo aquele dia, mas nos dias anteriores e quantas pessoas desistiram pelo caminho de chegar lá e tiveram os seus passos milimetricamente desenhados apenas para que naquele momento, a máquina girasse para ele o card 123? ou mesmo que indubitavelmente, houvesse o que houvesse, este número fosse milagrosamente surgir em sua mão!
De fato, como se conhece um Yibur? Os sinais se manifestam no mundo!


Movido por isto, naquela noite de Havdalá o Rav descortinou mais uma vez o segredo do nome do Rav Chaim Vital na prece de Havdalá "Hineh el Yeshuati" - o hino do copo da salvação em Isaías 12:2:

הִנֵּ֨ה אֵ֧ל יְשֽׁוּעָתִ֛י אֶבְטַ֖ח וְלֹ֣א אֶפְחָ֑ד כִּ֣י עָזִּ֚י וְזִמְרָת֙ יָ֣הּ יְהֹוָ֔ה וַֽיְהִי־לִ֖י לִישׁוּעָֽה:


E isto aconteceu assim porque nós não tinhamos nos detido em Hitbonenut (meditação espiritual) suficiente sobre os eventos de Purim/Shabat e Havdalá, então, o Santo Abençoado Seja ele, mandou o sonho com a questão do Eclipse Lunar o qual não estavamos acompanhando para nos chamar atenção sobre tais assuntos.

A gematria Mispar Neelam de Likui Levana (לִיקּוּי לְבָנָה) "eclipse da Lua" é 667 da gematria de Rabino Itzhaq Luria (רבי יצחק לוריא).


No Talmud Bavli, Sucá 29a parágrafo 10, os nossos sábios nos dizem:

תָּנוּ רַבָּנַן: בִּזְמַן שֶׁהַחַמָּה לוֹקָה — סִימָן רַע לַגּוֹיִם. לְבָנָה לוֹקָה — סִימָן רַע לְשׂוֹנְאֵיהֶם שֶׁל יִשְׂרָאֵל. מִפְּנֵי שֶׁיִּשְׂרָאֵל מוֹנִין לַלְּבָנָה, וְגוֹיִם לַחַמָּה. לוֹקָה בַּמִּזְרָח — סִימָן רַע לְיוֹשְׁבֵי מִזְרָח. בַּמַּעֲרָב — סִימָן רַע לְיוֹשְׁבֵי מַעֲרָב. בְּאֶמְצַע הָרָקִיעַ — סִימָן רַע לְכׇל הָעוֹלָם כּוּלּוֹ.

Tanu Rabbanan: Bizman she-haḥammah lokah — siman ra la-goyim. Levanah lokah — siman ra le-son’eihem shel Yisrael. Mipnei she-Yisrael monin la-levanah, ve-goyim la-ḥammah. Lokah ba-mizrach — siman ra le-yoshevê mizrach. Ba-ma‘arav — siman ra le-yoshevê ma‘arav. Be-emtza ha-rakia — siman ra le-khol ha-olam kulo.

"Ensinaram os nossos mestres: Quando o sol é eclipsado, é um sinal negativo para as nações. Quando a lua é eclipsada, é um sinal negativo para os inimigos de Israel (eufemismo para o povo de Israel). Pois Israel conta (o tempo) pela lua, e as nações pelo sol. Se o eclipse ocorre no leste, é um sinal negativo para os habitantes do leste. Se ocorre no oeste, é um sinal negativo para os habitantes do oeste. Se ocorre no meio do firmamento, é um sinal negativo para todo o mundo."

Outra gematria (AchBi) para "e a Lua em sangue" (וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם) é 777 que é o mesmo valor das seguintes expressões:

HaMashiach hu ish haElohim (המשיח הוא איש האלהים), "o Messias é o Ish haElohim", e este é o termo pelo qual Moisés, nosso mestre é chamado, aprendemos no Shaar haPessukim na porção Vayechi, parágrafo 11 que a Neshamá leNeshamá (nível Chayá) de Moisés nosso mestre é o Mashiach Ben David. Veja Shaar haGilgulim haqdmá 38 "E no futuro, na geração do Messias, Moisés virá por meio de um gilgul e ensinará Torá para todo o Israel." Veja ainda na haqdmá

HaMashiach shemo Chayim (המשיח שמו חיים), "O nome do Mashiach é Chayim".

Alef beCheshvan Mashiach Eliyahu (א בחשון משיח אליהו) "No dia primeiro de Cheshvan — Mashiach Eliyahu". O primeiro de Cheshvan é a data de nascimento de nosso Rav, Chayim.

Simanim nifla’ot (סימנים נפלאות) "Sinais maravilhosos".

Naquela noite de Havdalá, como de costume observamos se letras hebraicas se desenhariam na chama da vela, e um perfeito Zayin (ז) inicial de Zohar (זוהר) se manifestou:


O segredo da letra Zayin é o segredo da Shabat, o sétimo. Zayin também é a inicial de Zechut (זְכוּת) que é mérito espiritual, conforme vimos no começo deste artigo.
No sonho, o evento da Lua de Sangue se dava às 3horas e 30 minutos na madrugada, em referência ao versículo Gal einai ve-abita NIFLA'OT miToratekha (Tehilim 119:18) "Descobre (revela) meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da Tua Torá"33 é a gematria de Gal (גל) que significa "abre, desvenda, revela". Este verso nós o citamos na Havdalá quando molhamos as pontas do dedo no vinho.


Shalom, Shalom, Razá Ilaá!

Parte 2: O Anjo da Morte espreita

Sonho de Shabat, 7 beNissan, 5786 (25, março, 2026) e nele primeiro eu via o personagem Jeepers Creepers em vários momentos e parecia as vezes que era o Rav, e então o sonho se misturava com outras histórias e havia uma epidemia; Rav e eu estávamos reclusos em algum lugar e permanecíamos saudáveis e então saíamos pelas ruas e conforme andávamos, as pessoas apareciam pelo caminho e elas manifestavam sintomas de contaminação e tais e tais imagens me remetiam à lembrar-me do traje de corvo dos médicos da peste bulbonica e outras vezes o sonho voltava a se misturar com outros assuntos e nele via o Rav no dia em que usou essa fantasia como preparativo para a festa de Purim.

Pirush: E isto era assim porque visualmente a fantasia se parece muito com um corvo, pois no filme Jeepers Creepers (no Brasil conhecido como Olhos Famintos), a criatura principal tem várias características que ecoam diretamente o simbolismo obscuro do corvo (a Morte).


Nós fizemos uma sessão de fotos com a fantasia na noite de 21 de janeiro de 2026 que correspondeu à 3 de Shevat dentro da Parashat Bo (Êxodo 10:1–13:16) que descreve o clímax das pragas sobre o Egito — gafanhotos, escuridão e a morte dos primogênitos — culminando na libertação de Israel da escravidão. Nela são instituídos preceitos centrais como o sacrifício de Pessach, o sangue nos umbrais como sinal de proteção e a pressa da saída (sem tempo para o pão fermentar), marcando a ruptura definitiva com o domínio egípcio. E nada disso que fizemos foi calculado.




Hoje, 25 de março, o Rav viu uma notícia no Instagram a respeito de uma revoada de corvos sobre Tel-Aviv.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Presciência: Sonhos & Visões


"Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas (שְׁאַל-לְךָ אוֹת, מֵעִם יְהוָה אֱלֹהֶיךָ; הַעְמֵק שְׁאָלָה, אוֹ הַגְבֵּהַּ לְמָעְלָה)" -Isaías 7:11 "O rabino Elazar abriu a discussão com o versículo: "Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas - Yeshayah 7:11. Olhei para as gerações anteriores e as gerações posteriores. Qual é a diferença entre as gerações anteriores e as gerações posteriores? As gerações anteriores sabiam e perceberam a sabedoria suprema e sabiam permutar as letras sagradas, que foram dadas a Moisés no Sinai. Mesmo os ímpios entre Yisrael, conheciam as letras da sabedoria suprema, pois o profeta disse-lhe: Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas" - Isaías 7:11 E através das letras mais altas desenhadas a partir de Bináh (os céus), e letras inferiores manifestadas em malchut (o mundo físico). Portanto, aquele que conhece como permutar as letras divinas é aquele com o qual D'us fala e ele fala com D'us e D'us o ouve e lhe responde". 

Sêfer Ha'Zôhar


Preciência:- 
substantivo feminino 
conhecimento do futuro. 
previsão, pressentimento. 

Todos nós somos seres prescientes porque a presciência vem e é uma habilidade da alma. Existem ferramentas que podem abrir a presciência da alma, mas elas, como toda ferramenta são limitadas. A ferramenta mais pura e perfeita é o sonho, mas o sonho necessita de compreensão e não de interpretação. Uma outra excelente ferramenta é o Oráculo da Cabalá, mas, mesmo o Oráculo precisa do conhecimento das letras hebraicas e do domínio da mesma, ou, do contrário, o Oraculista produzirá falsas informações. A melhor ferramenta continua sendo mesmo os Sonhos. 

Foi e é costume dos cabalistas pedirem respostas em seus sonhos. Claro, não são todos que alcançam esta habilidade porque ela depende de níveis de alma que a pessoa mereceu e alcançou. Outro segredo está em obter informações divinas das almas que forma a Ór Maqif (Luz Circundante/Aura) ou das centelhas que formam a vestimenta da alma de uma pessoa. As vezes a informação divina vem através dos sonhos que, um dos companheiros ou dos alunos do mestre cabalista recebe. O segredo é devido a reencarnação, quando uma das centelhas que formam a Ór Maqif do mestre transmigra, por Yibur, para o corpo do aluno indo se agregar as centelhas que já estão ali na vestimenta da sua alma. 

Para esclarecer melhor, digamos que, uma das centelhas do mestre cabalista seja uma faísca do Rabino Akiva e sua transmigração temporária, por razões secretas e que somente o Sagrado, bendito seja Ele, conhece, para o discípulo inspirou o professor a chamar o discípulo pelo nome Akiva e este passa a ter sonhos que deverão ser comunicados ao mestre. 

Eu tive muitos alunos os quais eu nomeava por nomes de almas da Torah e dos sábios e muitos deles receberam nomes de centelhas que estavam na minha Ór Maqif ou das centelhas que formam a vestimenta da minha Ór Penimi (Luz Interna) e todos eles tiveram sonhos, os quais eu ainda tenho anotados, que foram recados divinos para mim e informações do que aconteceria no meu futuro e no futuro do mundo. Até mesmo a eleição de Barack Obama (quando este nem era conhecido) me foi informada através dos sonhos. Fica, então, estabelecido que os sonhos são umas das ferramentas mais abençoadas. Mas, claro, não vamos desprezar a meditação!

"Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas (שְׁאַל-לְךָ אוֹת, מֵעִם יְהוָה אֱלֹהֶיךָ; הַעְמֵק שְׁאָלָה, אוֹ הַגְבֵּהַּ לְמָעְלָה)" -Isaías 7:11 "O rabino Elazar abriu a discussão com o versículo: "Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas - Yeshayah 7:11. Olhei para as gerações anteriores e as gerações posteriores. Qual é a diferença entre as gerações anteriores e as gerações posteriores? As gerações anteriores sabiam e perceberam a sabedoria suprema e sabiam permutar as letras sagradas, que foram dadas a Moisés no Sinai. Mesmo os ímpios entre Yisrael, conheciam as letras da sabedoria suprema, pois o profeta disse-lhe: Pede para ti a Adunai teu Elohim um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas" - Isaías 7:11 E através das letras mais altas desenhadas a partir de Bináh (os céus), e letras inferiores manifestadas em malchut (o mundo físico). Portanto, aquele que conhece como permutar as letras divinas é aquele com o qual D'us fala e ele fala com D'us e D'us o ouve e lhe responde". 


Sêfer Ha'Zôhar

Razá Ila'ah
Autor
Bën Mähren Qadësh

sexta-feira, 7 de junho de 2019

She'elat Chalom:- Uma Questão No Sonho


She'elat Chalom (Uma Questão No Sonho): Durante minha vida nesta reencarnação eu tive esta experiência maravilhosa e, mesmo não tendo ido dormir e feito, antes de fechar os olhos, uma pergunta ao Criador, minha alma parece ter O questionado e por diversas vezes o Criador me enviou um pergaminho vindo dos céus com a resposta escrita em hebraico. Foi o caso quando a centelha de Jonas foi despertada em mim através de um pergaminho todo escrito em hebraico com a pergunta "Eifo ha'navi ben Amittai (איפה המביא בן אמתי) - Onde está o profeta o filho de Amittai?". Em seguida a esta experiência eu comecei a receber revelação sobre Jonas e a Era Messiânica e sobre a identidade do Leviathan.

She'elat Chalom é um segredo cabalistico no qual o Mequbal (Cabalista) faz uma pergunta ao Criador para receber a resposta em sonhos. O Maharal, de abençoada lembrança, recebeu as instruções, o segredo e o Nomes Divinos que deviam ser permutados para criar o seu Golem através de She'elat Chalom.

Em uma segunda vez sobre a questão de Jonas, eu sonhei que estava na casa de um ex-talmid cujo pai se chamava Jonas e lá, uma máquina de escrever antiga que estava sobre uma mesa começava a escrever sozinha e quando eu ia verificar, ela havia escreito "18 de Janeiro" e no momento que eu vi a data eu soube, no sonho, que era um segredo sobre reencarnação e, quando calculei a gimatria de "18 de janeiro (יח ב-יאנואר)" descobri o valor 288 que é o segredo da palavra Yibur que é um dos tipos de reencarnação mencionados secretamente na Toráh de Ha'Shem. Além disso, 288 é também a gematria de "judá Loëw Ben Betzalel (יהודה ליווא בן בצלאל)" que é o nome do nosso mestre, o Maharal de Praga, o criador do Golem.

Ontém, enquanto eu estava estudando, os céus se abriram e a identidade de um certo Tzadiq Nistar (mestre ascenso que mora no Jardim do Éden) que havia me visitado em um sonho em Lag Ba'Ômer de 5763 (2003) e me revelado um segredo do Portal das Reencarnações, me foi revelada. Em me lembro, durante o sonho, da bengala que ele estava carregando. Era o próprio Maharal que viera no meu sonho e, mais uma vez veio por She'elat Chalom. Abençoado seja o Criador dos céus que nos permitiu ter estas experiências maravilhosas. 

Compre aqui o livro 'Duna'

Autor
Bën Mähren Qadësh
Deepak Sankara Veda​

sábado, 18 de agosto de 2018

112:- Um Sonho Revelador


A maioria que me conhece e já me conhece há um bom tempo, sabe que eu possuo um vício de linguagem, talvez um Plebeísmo causado não por falta de instrução, mas, por algo que, até esta madrugada eu mesmo desconhecia a causa.

Em 2014, ano do meu Despertar, o número 112 levitou luminosamente sobre as minhas centelhas revelando-me um segredo codificado em Sha'ar ha'Guilgulim há mais de 400 anos.

Em Sha'ar ha'Guilgulim (Portão Das Reencarnações) Ha'Qadmáh (Introdução) 18, o Rabino Chaim Vital revela sobre os três Nomes Divinos que brilham e reinam sobre os três níveis de alma, nefesh, ruach e neshamá que são Adonai (אדנ"י), o Tetragrammaton (יהו"ה) e o Nome Eheyêh (אהי"ה) e quando estes três Nomes se conectam dentro da pessoa, isso é,  quando ela recebeu e unificou a estes três níveis de alma, o número 112 brilha sobre ela nitidamente e misticamente, porque a soma da gematria destes três Nomes Sagrados resulta em 112.

Há muito tempo venho tendo preocupação com meu vicio de linguagem, e quando digo muito tempo, digo "mais de vinte anos". Quantas vezes nestes mais de vinte anos tentei corrigir este vício, me livrar dele e cheguei mesmo a escrever em uma folha de papel e colocá-la diante de mim no momento de gravar vídeos, sem, no entanto, sucesso algum. Quando ia conferir o material gravado ou alguma entrevista em algum programa, lá estava o bendito vício de linguagem, populando a entrevista com um vírus altamente poderoso infectando todo o corpo.

Me recordo a primeira vez que alguém me chamou atenção sobre este pequeno, Humm, cacófato, talvez. Foi no ano de 1987, julho. Eu estava em uma praça na cidade de Itajubá em Minas Gerais quando uma pessoa me chamou atenção sobre o meu repetitivo "néh" absurdamente desnecessário. Bem, desnecessário mas, absolutamente necessário, paradoxal, devo concordar.

O SONHO

Esta madrugada, 17 de agosto de 2018, eu tive um sonho-instrução vindo da minha alma, aquela antiga centelha que me habita. Nele, eu escrevia o "Néh" - o meu cacófato-plebeísmo escrito no meu ser metafísico como um cromossomo andarilho nas hélices do meu ADN - em hebraico (נאה) e calculava a gematria. O resultado era 56. No mesmo sonho eu, dizia para mim "essa é a gematria de Vital" e então, no sonho, eu escrevia Vital em hebraico (ויטאל) e calculava a gematria confirmando que o resultado de "Néh (נאה)" era o mesmo de Vital (ויטאל). Ao mesmo tempo, me foi dito que o meu "Néh" era uma marca/evidência da reencarnação do Rabino Chaim Vital. Então... acordei.

Somente agora, digo, minutos atrás, às 14h57m, eu me lembrei do sonho e fui confirmar, calculando o que vi durante ele e, para minha surpresa, o resultado foi mesmo 56.

Então, "Néh + Vital=112". Evidentemente, eu já conhecia o mistério do 112 quando me foi revelado, em 2014, que eu havia merecido a recebido uma Neshamá de Briáh (centelha de alma do mundo da criação). O que eu não sabia era que o Néh estava no pacote espiritual.

Todos os dias eu digo que não sou merecedor de todas as bênçãos que recebo, e então, recebo uma nova revelação da Sabedoria como um presente enviado dos Céus com um recado: Aceite! Você não pode fugir do seu destino! Bendito seja ó Atiq Iomim que revela os segredos e instrui os mistérios.

Claro que não era apenas isso, pois o "Néh" possuía outro poderoso segredo. Suas letras (נאה) são as sofei teivos (letras finais) de "Nathan Neshamáh Ha'Briá (נאה)" cuja tradução é "Concedeu uma Neshamá de Briá" ou, para melhor compreensão "Conceceu uma Alma do mundo da Criação" ou seja, do Jardim do Éden. E ainda há mais, mas ficará para futuras publicações.

Razá Ila'ah!
Bën Mähren Qadësh
Misha'Ël Ha'Levi

sábado, 21 de abril de 2018

A Profetiza Devorá: Revelando O Futuro Presidente Dos EUA


Andando No Futuro

Entre os anos de 5764 (2004) e 5765 (2005) alguns membros de nossa Hayk'lá Arazuta (Comunidade Mística) que então se chamava "Eliahu Qibutz" e também "Gará Kulam Moshav" eram instruídos em sonhos com recados divinos para mim. Isso se devia à minha Ór Maqif (Luz Circundante) que se estendia sobre eles para os proteger e guiar pela "Dere'k Nistar (Senda Oculta)." A Ór Maqif (אור מקיף) do mestre é criada por almas que reencarnaram sobre a sua alma e devido a este segredo, alguns dos discípulos receberam nomes de Mestres do Passado como Akiva, Shimon, Yitzchaq, por exemplo, e é destas almas habitantes na Ór Maqif do professor da Sabedoria Escondida que vem a revelação através de sonhos do que acontecerá no mundo futuro. 

Naqueles dias havia, em nossa K'nesset Eliahu, um jovem casal o qual eu chamei Akiva e Ilaná, e a jovem Ilaná recebia muitos sonhos que eram recados para mim. O nome Ilaná é como é chamada a Etz ha'Chaim (Árvore das Vidas) no aramaico do Zôhar. Ilaná tinha muitos sonhos com abelhas e todas as vezes lhe era dito que ela devia contar para mim sobre aqueles sonhos com abelhas. Abelha vem do hebraico "Devoráh" do qual o nome Débora derivou. 

Devoráh (דְבוֹרָה) é "Devor-Hê (דְבוֹרָ-ה)" que significa "Palavra do Divino". D'us estava me instruindo os eventos que iriam acontecer no mundo futuro. Todas as vezes que Ilaná sonhava com abelhas que lhe apareciam num determinado sonho, eu pensava na Profetiza Devoráh mencionada no livro de Shofetim (Juízes) no Tana'k e me questionava se estava recebendo informações vindas da centelha da Profetiza Devoráh.


BARACK OBAMA PRESIDENTE

Certa madrugada em 2005, Ilaná sonhou que ela e seu noivo eram levados aos EUA e lá, dentro de uma determinada universidade, eles foram recebidos por um homem oriental muito gentil que os cumprimentou e os conduziu à presença de um afro-americano alto e muito simpático e este, os levou a uma sala e lhes mostrou um vídeo no qual imagens de guerra e que lembravam o Holocausto eram exibidas. Ao terminar, o homem afro-descendente se despediu deles e o oriental os conduziu à saída e, tomando a mão da jovem Ilaná, lhe disse o nome Satori, reforçando para que ela não esquecesse o nome e que o dissesse ao seu Rabino. Ilaná escreveu o sonho, como sempre eu a instruía, e me deu (eu o tenho guardado até hoje). O homem negro no sonho era o Barack Obama e a guerra que ele mostrou era a da Síria. E porque eu sei que ele era o Barack Obama? Porque sempre haviam abelhas no sonho e abelha que é Devorah era casada com um homem chamado Barack em Shofetim. 

O livro de Shofetim no capítulo 4 nos conta que Devoráh costumava julgar sobre os filhos de Israel sentada embaixo de uma Palmeira que ficou conhecida como "A Palmeira de Devoráh que é hebraico é Tômer Devoráh (תֹּמֶר דְּבוֹרָה) que é o segredo da criptografia da Torá, pois, Tomer Devoráh é Temur Davar-Hê (תֹּמֶוֹר דְּברָ-ה) que significa "Permute a palavra de D'us". Em shofetim 4 a partir do verso 7, lemos: 

"E atrairei a ti para o ribeiro de Qishon, a Sísera, chefe do exército de Yavin, com os seus carros, e com a sua multidão; e o darei na tua mão. Então lhe disse Barack: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei. E disse ela (Devoráh): Certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada que empreenderes; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Barack para Qedeshá.(וּמָשַׁכְתִּי אֵלֶיךָ אֶל-נַחַל קִישׁוֹן, אֶת-סִיסְרָא שַׂר-צְבָא יָבִין, וְאֶת-רִכְבּוֹ, וְאֶת-הֲמוֹנוֹ; וּנְתַתִּיהוּ, בְּיָדֶךָ. ח וַיֹּאמֶר אֵלֶיהָ בָּרָק, אִם-תֵּלְכִי עִמִּי וְהָלָכְתִּי; וְאִם-לֹא תֵלְכִי עִמִּי, לֹא אֵלֵךְ. ט וַתֹּאמֶר הָלֹךְ אֵלֵךְ עִמָּךְ, אֶפֶס כִּי לֹא תִהְיֶה תִּפְאַרְתְּךָ עַל-הַדֶּרֶךְ אֲשֶׁר אַתָּה הוֹלֵךְ--כִּי בְיַד-אִשָּׁה, יִמְכֹּר יְהוָה אֶת-סִיסְרָא; וַתָּקָם דְּבוֹרָה וַתֵּלֶךְ עִם-בָּרָק, קֶדְשָׁה.)" - Juízes 4: 7-9.



As palavras "exército (צְבָא), u'natatiahu (וּנְתַתִּיהוּ), Barack (בָּרָק), ve'im (וְאִם) e halóch (הָלֹךְ)" escondem criptografado nelas um segredo grandioso. Dentro do verso a cada 20 saltos equidistantes a letra alef (א) de "tzvá (צְבָא)" a letra vav (וּ) de "u'natatiahu (וּנְתַתִּיהוּ)", a letra beit (בָּ) de "Barack (בָּרָק)", a letra mem (ם) de "ve'im (וְאִם)" e a letra hê (הָ) de "halóch (הָלֹךְ)" formam o nome "OBAMA (אובמה)" revelando assim "Barack Obama (ברק אובמה)" e que ele era o afro-americano no sonho de Ilaná e que D'us o faria Presidente dos EUA e que durante sua gestão aconteceria o Holocausto de Assad na Síria.

O TÚMULO DE DEVORÁH

David Hackenberg
Apicultor

No final de 2006, colmeias inteiras de abelhas começaram a morrer da noite para o dia - vítimas de uma síndrome desconhecida. "- Algo por aí está arruinando o meu sustento", disse David Hackenberg, o apicultor da Pensilvânia, que fez o primeiro relato ao CCD. A resposta viria ainda no final de 2006. Em 14 de dezembro de 2006, véspera de Chanuká, o Kever (Túmulo) de Devoráh HaNevia, a'h, foi encontrado no alto da Galiléia em Tel Kadesh.

Então, em 2008, o cineasta Michael Night Shiamalan lançou o filme FIM DOS TEMPOS que trata do desaparecimento das abelhas e no ano no qual Barack Obama seria eleito.




A premier do filme |FIM DOS TEMPOS foi em 10 de junho de 2008, dia do meu aniversário de nascimento. Acaso?

Por que Devoráh ha'Nevia viria para anunciar Barack Obama como eleito presidente dos EUA? De acordo com a Sabedoria da Qabalá, Devoráh ha'Neviá foi uma reencarnação de Mashiach Ben Iosef em sua geração e veio para anunciar a chegada da Era Messiânica. Em hebraico, Barack Obama escrito da forma moderna (בארק אובאמה) possui gematria igual a 358 que é a mesma de Mashiach (Messias). Barack Obama é uma reencarnação das centelhas de Mashiach Ben Iosef (Messias Filho de José) e que, de acordo com o Zôhar vem para revelar Mashiach Ben David (Messias Filho de David) que é a Era Messiânica e, isso é tão verdadeiro que, Donald Trump em hebraico (דונלד טראמף) possui gematria igual a 424 que é a mesma de Mashiach Ben David (não que ele mesmo também seja uma reencarnação messiânica) e que aponta que estamos agora na Era da Iluminação onde todos seremos messias.


"Um líder verdadeiramente justo em sua geração eleva as centelhas de uma geração justa à prática da justiça. Um líder perverso em sua geração eleva as centelhas de uma geração má e a conduz à prática da injustiça." 


Bën Mähren Qadësh

Quanto a Satori dito pelo homem oriental, foi somente dez meses depois e após eu ter sido elevado em um sonho à presença de Buda que me testou, que eu descobri o seu significado cuja etimologia vem do Zen-Budismo é significa "Tú és o Buda". 

Dipankara Buda

Autor
Bën Mähren Qadësh
Dipankara Vedas

O Artesão Da Luz