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Mostrando postagens com marcador Ana be'Koach. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mudança De Lugar, Mudança De Destino


Meu romance de Ficção Científica preferido é Duna de Frank Herbert, e não é porque, como a grande maioria eu o considero o maior romance de ficção já escrito, mas, devido ao impacto que ele causou na minha vida espiritual e as mudanças que, devido ao conhecimento e segredos descobertos, ele me proporcionou. Em Duna, Liet-Kynes - o profeta Elias dos Fremen - cita, em um certo episódio no qual alguns dos Fremen vão para o deserto profundo, um dito esotérico parte da fé mística dos habitantes do deserto: 

"Quando um homem tem que morrer, D'us o conduz ao lugar apropriado." 

Este ditado é profundamente místico e espiritual. Se nós meditarmos sobre ele descobriremos o quão verdadeiro ele o é: 

"Dezembro de 2004, manhã do dia 26 em alguma praia da Indonésia, Rodrigo está deitado na areia se banhando ao sol. Algum tempo atrás ele havia sentido um enorme desejo por viajar e durante meses planejou este passeio. Juntou dinheiro, fez reserva em um hotel próximo à orla. A viagem correra bem e no dia 25 à tarde ele já estava hospedado e na manhã seguinte estaria na praia. Ele foi dormir cedo e à meia noite já estava dormindo. Às 00:58, um sismo de magnitude 9.3 no Oceano Índico, causa um tsunami com ondas de 30 metros de altura. Rodrigo está dormindo e nada sabe sobre o sismo. Pela manhã ele se levanta, toma seu café e se dirige para a praia, estende sua toalha sobre a areia embaixo de um guarda-sol e se deita ouvindo as relaxantes ondas do mar dedilhar a orla como um músico habilidoso dedilhando seu instrumento. A manhã está agradável e Rodrigo coloca seus fones de ouvidos e relaxa ao som de suas músicas preferidas. De repente, uma onda de 50 metros chicoteia a orla como um feitor invisível. Seu corpo jamais foi encontrado". 

"Kynes disse sem se voltar: - Quando D'us ordena a uma criatura que morra num lugar determinado, Ele faz com que a vontade dessa criatura a leve para aquele lugar" 

Duna, página 165. 

É o tikun (תִּיקּוּן) - correção espiritual/karma - daquela pessoa que a conduz ao lugar onde ela deverá morrer. Da mesma maneira e oposta, quando uma criatura tem que viver D'us a conduz ao lugar apropriado. 

Aos dormentes, indoutos, incautos, nada pode ser feito para evitar que alguém morra e, de certa maneira, eles estão certos, pois, àqueles que estão separados da Sabedoria, não são concedidas ferramentas para evitar ou alterar o próprio destino. O Zôhar Sagrado revela que, todos aqueles que vão descer à sepultura, têm seus nomes na lista do Anjo Dumá, o responsável por todos os cemitérios do mundo e somente aqueles que possuem habilidade espiritual e sabedoria, podem enganar Dumá e escapar das suas mãos. Há um ditado cabalista em yiddish (idioma dos judeus europeus) que declara: 

שׁוֹנֶה מָקוֹם שׁוֹנֶה מַזָּל
"Shonêh maqom, shonêh mazal (Mudança de lugar, mudança de destino)".

Este ditado é semelhante ao declarado por Liet-Kynes em Duna, mas, em uma análise mais profunda, ele nos fornece compreensão e ferramentas maravilhosas para alterar nossos destinos. Vamos começar pela palavra "Shonêh (שׁוֹנֶה)" que significa "Mudança" e que vem da mesma raiz etimológica da palavra "Shanáh (שָׁנָה)" que se traduz para "ano" que é o hebraico "Shinui (שִׁינּוּי)" que significa "mudança", como explicado acima.

A celebração mística do ano novo cabalístico, o "Rosh Ha'Shaná" é a primeira ferramenta que dá à humanidade, a habilidade para mudar o seu destino. No mundo inteiro, o ano novo reduziu-se a uma celebração regada a muita comida e bebida no calendário católico romano. Você já parou e notou quantas tragédias acontecem no ano novo mundo a dentro durante a celebração do Réveillon?

"Quanto à etimologia, réveillon tem origem no verbo em frânces réveiller, que significa "acordar" ou "reanimar". Assim, o réveillon é o despertar do novo ano".

Em outras palavras, o réveillon deveria ser a celebração da mudança, o despertar para uma nova e mais elevada consciência, e não o comer e beber apenas.

No calendário cabalístico, a mudança de ano acontece na noite do dia 1º de T'shiri que é o sétimo mês hebreu sob a influência zodiacal de Moznaim (מֹאזְנִים) que é Libra. O nome "Moznaim" vem do hebraico para "ouvidos" que é "ozên (אוֹזֶן)" e é comumente compreendida como "equilíbrio" e por que?

"O sistema responsável pelo equilíbrio se localiza no ouvido interno, é o sistema ou aparelho vestibular, conhecido como “centro do equilíbrio”. Este é formado por um conjunto de órgãos: três canais semicirculares que se juntam a uma região central chamada vestíbulo, que apresenta ainda duas estruturas chamadas sáculo e utrículo. Ligada ao vestíbulo encontra-se também a cóclea que é a sede do sentido da audição. O conjunto dessas duas estruturas chama-se labirinto".

Fonte: O Aparelho Audititivo

De uma pessoa sem equilíbrio é dito que ela tem "labirintite". O mês de libra nos dá esta oportunidade de alcançar equilíbrio compreendendo o que nos causou sua ausência na vida. O principal preceito da Toráh a ser realizado na noite da "Mudança" é ouvir o toque do Shofar e daí o seu nome no livro do Levítico que é "Yom Teruá (dia de teruá)".

"Sobre o poder do toque do shofar, ensina o Baal Shem Tov: "No palácio real há muitos cômodos, cada um com uma chave própria. Há uma chave, no entanto, um único instrumento, que abre todas as portas - é o machado. O shofar é um machado. Quando uma pessoa, arrebatada pela paixão, desmonta seu coração diante do Todo Poderoso, ela consegue pôr abaixo qualquer dos portões do palácio do Rei dos Reis, Melech ha-Melachim, o Santo, Bendito é Ele".


O Zôhar ensina que não há um universo (câmara do Rei dos Reis) onde o sopro do shofar não seja ouvido confundido o Satan (forças negativas) e erradicando o Caos.


Adam ha'Rishon foi criado no dia 1º de T'shri na sexta feita cósmica e ao meio dia seu pecado fez com que sua alma fosse fragmentada cujos cacos criaram o universo e este é o segredo da palavra "Bereshit (בְּרֵאשִׁית)" que se traduziu para "Gênesis" e na Bíblia para "No princípio" e que contém a data da criação e queda da humanidade, uma "temurá (permutação) das mesmas letras: "Be'Alef Tshri (בְּ'א תשִׁרֵי) - Em primeiro de Tshri. Por esta razão o ano novo é também importante, pois é a oportunidade para corrigirmos a fragmentação e a nossa queda e repararmos nossas vidas causando "Mudanças"

A segunda palavra que devemos analisar é a palavra "Mazal (מַזָּל)" que signfica "sorte, destino" e também "constelação" pois, a sorte e o destino de uma pessoa dependem do seu mazal, ou seja, da constelação que influenciou a sua concepção e o seu nascimento.

A compreensão destes segredos é que nos dá a habilidade para elegermos ferramentas espirituais adequadas para mudarmos a nossa sorte, o nosso destino e erradicar o nosso karma, pois, a gematria atba'sh de "Shonêh maqom, shonêh mazal" é 566 que é a mesma de "Tikun (תִּיקּוּן)". Este movimento de mudança de lugar se inicia com um movimento para o interior, para dentro de nós, uma introspecção, viagem interior e resulta na mudança de lugar físico, estabelecendo nosso corpo nossa alma sob a influência de outra constelação, favorecendo o nosso destino.

"Considera toda as obra de D'us; quem poderá endireitar o que ele fez torto (רְאֵה, אֶת-מַעֲשֵׂה הָאֱלֹהִים: כִּי מִי יוּכַל לְתַקֵּן, אֵת אֲשֶׁר עִוְּתוֹ.)?"

Qohelet 7:13

Se pode notar, no passuq acima, que eu destaquei em vermelho a palavra "le'takën (לְתַקֵּן)" que é o verbo radical de origem de "tikun (תִּיקּוּן)" que é consertar, endireitar, no sentido cármico.



"Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou (עֵת לָלֶדֶת, וְעֵת לָמוּת; עֵת לָטַעַת, וְעֵת לַעֲקוֹר נָטוּעַ);".

Qohelet 3:2


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Autor
Bën Mähren Qadësh
Dipankara Vedas

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Segredos Do Nome De 42 Letras

  

Antes de iniciar este assunto da Sabedoria, gostaria de chamar atenção para a forma como o Nome está escrito acima na imagem e os niqudot que foram usados. Preste atenção.

O 42° Código na Tefilat Rabbi Nechunyá Ben Ha'Kaná, o Nome de 42 Letras (Ana Be'Koach) é o Nome do 42° dos Ethanim - os 42 Patriarcas da Luz que desceram com Ya'akov a Mitzraim (Egito).

Ele se pronuncia Ta'alumot (תַעֲלֻמוֹת) e alude aos mistérios superiores da Árvore das Vidas e tem o poder de abrir todos os segredos ocultos da Torat Nistar (תורת נסתר) - a Torá Escondida, habilidade esta que está codificada na sua gematria pelo método "Avgad reverso" que é 720, o exato valor numérico de Nistar (ניסתר). Estes mistérios elevados são contados pelo Cohen Gadol Ila'áh (Sumo Sacerdote Superior) que é o Anjo Sandalfon. É quem é Sandalfon? Este é um segredo que pertence aos iniciados. 

A gematria 720 é o valor das palavras no passuq "...emór Ël ha'kochanim b'ney Aharon...(אֱמֹר אֶל-הַכֹּהֲנִים בְּנֵי אַהֲרֹן;)" - Vaykrá (Levíticos) 21 versículo 1. Estas palavras são superficialmente traduzidas para "...diga aos Sacerdotes filhos de Aaron...". A partícula "Ël (אֶל)" não precisa estar aqui neste verso, pois, a seguir há o artigo "aos" e, então, perguntamos: Por que ela está no verso? Eis o segredo. 

Ël (אֶל) é o Nome Divino que brilha sobre Chessed (חֶסֶד) - a emanação da compaixão e que é a merkavá (carruagem divina) de Avraham Avinu. Chessed (חֶסֶד) possui gematria igual a 72 e isto muda a compreensão do passuq. Vamos retraduzi-lo: "...emór Ël ha'kochanim b'ney Aharon - conte os 72 (Nomes) aos Sacerdotes filhos de Aaron...". Contar no sentido de revelar a eles. Ta'alumot cria este milagre de revelar, às centelhas de almas do mundo da criação (Biná) e àqueles que por mérito as receberam, os mistérios dos Nomes Divinos através do Sumo Sacerdote Sandalfon. 

Eu gostaria, de todo o coração, de compartilhar mais destes mistérios, o Sagrado o sabe, mas no momento estou temporariamente limitado pela minha deficiência visual e pela falta de um espaço adequado para reunir os estudantes ao redor da Sabedoria. Esta porção vai, certamente elevar muitas almas dando a elas a compreensão deste mistério.

Autor
Bän Mahëran Qadësh
Deepak Sankara Veda
Misha'Ël Ha'Levi​

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O Segredo De Beer-Sheva


Na madrugada de hoje, 27 de Fevereiro (Iº de Adar), sonhei e me mostraram no sonho um pergaminho que estava queimada nas bordas e onde haviam grandes letras hebraicas escritas. Quando acordei, realizei as kavanot (introspecções), tomei banho e recitei as preces matinais ao mesmo tempo em que refletia no sonho. "- À tarde eu anoto..." - Concordei comigo mesmo sobre o que havia visto no sonho.

O Zôhar diz, citando a Torá Bereshit: ""E Iosef se lembrou dos sonhos que ele sonhara...(וַיִּזְכֹּר יוֹסֵף--אֵת הַחֲלֹמוֹת, אֲשֶׁר חָלַם לָהֶם)"

Beresheet 42: 9

Pela natureza dos meus sonhos e pelas visões que sempre tenho neles, já sabia que este não havia sido diferente e que algum segredo da Torá me havia sido entregue. À tarde, depois do almoço, sentei na minha cama e fui anotar o sonho. Enquanto fazia a anotação, a imagem que tinha visto no sonho me veio à memória e junto com ela as seis primeiras letras do Nome de 42 Letras e o ano 5774 (2013/2014). Abri meu software de pesquisa dos códigos da, selecionei a Torá Bereshit apenas e escrevi as seis primeiras letras do Santo Nome e solicitei ao programa que fizesse uma busca com um cruzamento com o ano 5774. Bingo!


Assim que meus olhos encontraram as letras na matriz, imediatamente eu tive um chazon (sonho lúcido) e vi o Profeta Eliahu descendo dos céus e tomando um balde junto ao Poço de Beer-Sheva. Ele o desceu e o recolheu cheio com as águas do Poço e me deu para beber e assim que bebi das águas de Beer-Sheva o véu foi tirado e eu vi todo o segredo no meu sonho e também que era justamente o segredo de Beer-Sheva. Eu comecei a tremer e meus braços e pernas adormeceram e eu fiquei na visão por alguns minutos e quando voltei, olhei novamente para a matrix e vi que, cruzando "Ana Be'koach" estava escrito "No deserto de Beer-Sheva" logo acima do ano 5774 que foi o ano do meu Despertar.

Quando voltei novamente meu olhar para o Nome Santo (בְּאֵר שָׁבַע) - Beer-Sheva eu vi as letras se permutarem e revelarem as seis primeiras letras do Ana Be'koach.

Todo o pensamento elevado sobre os mistérios da Torá começa em Biná e terminar em Malchut que é chamada esotericamente de "Be'er Shevá - O Poço dos Sete" e que pode também ser compreendida como "Nas Sete Luzes (be'or-sheva)" uma vez que os sete sefirot superiores derramam suas luzes em malchut que é chamada poço e como malchut é o Vergel (Jardim) do Santo, bendito seja Ele, nos o nomeamos "Jardim das Sete Luzes". 

Quando Eliahu me deu de beber do Poço de Sheva eu bebi das águas de Biná que me deram compreensão. Foi o Ana Be'koach  que eu vi no meu sonho anotada em um pergaminho queimado nas bordas, significando que um segredo do Santo Nome de  Letras me tinha sido presenteado. É de Biná que Sandalfon (Elias) vem.

Ainda tomado pela visão de Eliahu, eu comecei a permutar as letras de Beer-sheva e anotá-las no meu diário. O segredo das permutações é este: Através do método de temurá (permutação) chamado "anterior" a letra "beit (בְּ)" se torna "alet (אָ)". A letra "alef (אֵ)" de "Beer" se torna "beit (בְּ)" e através do método "atbash" a letra "resh (ר)" se torna a letra "guimel (ג) e então nos temos as três primeiras letras do "Ana Be'koach" e então, vamos para "sheva (שָׁבַע)". A letra "shin (שָׁ)" através do método "próxima (seguinte)" se torna a letra "tav (ת)" e que através do método "albam (alef-lamed, beit-mem)" se torna a letra "yud (י)". A letra "beit (בְּ)" de "sheva (שָׁבַע)" se transforma, através de "atbash" em "shin (שָׁ)" e esta, através de "próxima" se torna em "tav (ת)", e então vamos para a última letra que é "ayin (ע)". Ao aplicarmos sobre "ayin (ע)" o método "atbash" ela se transforma em "zayin (זְ)" e esta, através de "albam" se transforma na letra "hê (ה)". Ao aplicarmos novamente o "atbash" na letra "hê (ה)" ela se transforma em "tzad (צְ)" resultando na última letra da primeira sequencia do Ana Be'koach (אב"ג ית"ץ).

As Temurot 
"Permutações"


Como explicado acima, usei basicamente três métodos ou cifras, se assim preferirem, para extrair para fora de "Beer-sheva" o segredo que me tinha mostrado o Profeta Eliahu. Estas cifras foram o "Atbash (צופן אתב"ש)" - método usado pelo profeta Jeremias (capítulos 25 verso 26 e 51 verso 41) onde a primeira letra "alef (א)" é substituída pela última que é "tav (ת)", a segunda letra que é "beit (בֹ)" é substituída pela penúltima que é "shin (שִׁ)" e assim sucessivamente. O segundo método que usei foi o "Avgad (אַבְּגַ'ד)" onde o alef é substituído pela próxima e assim sucessivamente e tamb´´em o oposto. E finalmente a cifra "Albam (אלב"ם)" onde o alef-beit é dividido em dois grupos de onze letras e então, a primeira é substituída pela décima primeira, a segunda pela décima segunda e sucessivamente.

ע
בַ
שָׁ
ר
אֵ
בְּ
זַ
שָׁ
ת
גַ
בְּ
אֵ
ה
ת
י
גַ
בְּ
אֵ
ץ
ת
י
גַ
בְּ
אֵ

אב"ג ית"ץ

A cifra "Atbash" foi a que o Sagrado, Ele mesmo, bendito seja, usou para extrair Seu Nome Sagrado de 42 Letras das primeiras 42 letras do Gênesis. Todos estes métodos são divinos.

Foi este segredo que me foi dado no sonho e que Elias veio para me dar a compreensão dando-me de beber das águas místicas do Poço de sheva e ainda há mais. A gematria de Beer-sheva (בְּאֵר שָׁבַע) é 575 e este valor é o mesmo de "Vai'omer Elohim: Yehi ór (וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים, יְהִי אוֹר)" cuja tradução é "E disse D'us: Haja luz... (Gênesis :3)" e sabemos que a palavra "Ór (אוֹר)" possui a mesma gematria da palavra "raz (רז)" que é "segredo místico". O valor 575 também é a gematria de "Va'yehi davar Adonai elai le'emor (וַיְהִי דְבַר-יְהוָה, אֵלַי לֵאמֹר) - E veio a mim a palavra de Adonai, dizendo (Jeremias 1:4)".

SOD HA"NIQUDOT

As vogais (niqudot) embaixo de "Ber-sheva" nos revelam outro segredo, o número 72, uma alusão aos 72 Nomes.



Beer-sheva é um Nome poderoso porque, carrega o segredo do primeiro verso do Santo Nome de 42 Letras e a força dos 72 Nomes de D'us. Claro, ainda existem outros mistérios.

As Águas De Beer-Sheva

No dia 25, dois dias antes de receber a visita de Eliahu, eu republiquei no Facebook um excerto do meu Livro Crônicas De Qédem que narra o Rio Púrpura que corre em Aur e deságua no Pardes Rimonim (malchut):


"A leste encontra-se a nascente do “Argaman (אַרְגָּמָן) – o Rio púrpura”, e no centro do rio, numa ilha flutuante está “Onég – A Árvore Do Deleite” cujas folhas destilam o “Samim” usado como especiaria nos templos de “Sagidá – o mundo da adoração eterna ”, o segundo planeta do sistema do Altar, onde o Rei Yoshiahu também chamado “A Quarta Centelha ”, escondeu a “Arca da Aliança”, a mesma que fora usada pelos Filhos de Éber durante seu exílio em Aretz, posteriormente procurada pelos arqueólogos durante milénios. Agora, todo o universo conhecerá o seu lugar. O primeiro planeta deste sistema é “Hallel” cujo patriarca, “Dód”, fora o criador das “cento e cinquenta canções”, usadas nos serviços de adoração por quase todos os planetas do universo e que escrevera: “Ele é o contador do inumerável exército de estrelas a qual chama uma a uma pelo nome (Crónicas de Dód 147º Suráta 4º ayát) ”. As folhas de “onég” possuem três cores, fruto da sua complexa fotossíntese derivada dos três sóis Darom, Tzafun e Mizrach, e das águas púrpuras do Argaman. O “Argaman” cruza todo o planeta Aur, passando por baixo da muralha escudo do castelo, precipitando-se numa belíssima cachoeira no Vale da Imortalidade. As suas águas são a razão dos lábios purpúreos dos Sekudot. Ali, no Vale da Imortalidade é onde crescem as “rimonim – as maçãs de 613 sementes”. 

Excerto de Crônicas De Qédem

Argaman (אַרְגָּמָן) é um nome esotérico, um acrônimo dos Nomes dos cinco malachim (anjos) "Ariel, Rafael, Gabriel, Michael e Nuriel" e que juntos criam as "vestes púrpuras do messias (daquele que despertou)".

Qual é a cor das águas de Beer-sheva? Elas são púrpuras que é o resultado das águas de Biná que descem passando por Zeir Anpin sendo misturadas em yesod. Quando são despejadas no "Poço de Sheva (malchut) elas estão desta cor e como só há um caminho de yesod a malchut este caminho é chamado "Nahar Argaman (Rio Púrpura)".



Shirat Beer-Sheva
O Poema De Beer-Sheva

Em dezoito de janeiro, estando tomado pela sabedoria superior, eu poetizei e publiquei no Facebook "És Beer-Sheva". Eu nada sabia do que me estava para acontecer:

"És Beer-sheva, o jardim das sete luzes e eu desejo eternamente habitar em ti. Teus lábios púrpuros declamam fagulhas de luz vestidas em palavras místicas. Teu corpo é uma tenda esotérica e os sábios se reúnem para observar-te. Campo sagrado é a tua pele dourada, um pergaminho onde anotam os anjos os desejos e as vontades dos céus. Teus belos seios são esfinges divinas que ocultam o mel da Sabedoria. Quem será digno de ti se alimentar? Sobre quais lábios destilarás o doce e sublime mel que escorrem dos teus lindos mamilos excitados protegidos por tuas róseas auréolas? Que eu seja digno de beber do tua doçura e que minha boca possua mérito para provar as águas púrpuras da tua fonte, pois tu és o Santuário do Divino, a morada da Presença Santa neste mundo. És Beer-sheva, o jardim das sete luzes e eu eternamente desejo habitar em ti". 

Deepak Sankara Veda​



Autor
O Qadosh Baruch Hú
com o auxílio de Eliahu
Anotado por
Dipankara Vedas




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A Prece De Elias - O Livro


Advertência

"O relato abaixo é parte integrante da Obra literária "A Prece De Elias - O Segredo Do Nome De Deus De 42 Letras" e poderá ser compartilhada desde que citado o autor e de que suas palavras não sejam alteradas ou corrompidas. O uso indevido ou citações pejorativas de qualquer parte deste texto sofrerá as ações previstas na Lei".

O Autor


Recordações

Quando eu tinha três anos, numa determinada noite enquanto tentava dormir na cama da minha mãe, como de costume, eu ouvi uma voz que me chamou pelo meu nome[1]. Meu pai não estava em casa, porque deviso ao seu trabalho, ele estava sempre viajando pelo país. Eu me levantei e fui até a pequena sala da casa onde morávamos em São Miguel Paulista e onde minha mãe costumava fazer tricô e crochê enquanto assistia seus seriados preferidos na tela de um antigo televisor Siller a válvulas e perguntei pelo meu pai.

Minha mãe me respondeu dizendo que meu pai não se encontrava, pois estava viajando. Eu retruquei, dizendo: “Mas ele está me chamando!”. Mamãe reforçou sua resposta e me pediu para que voltasse para o quarto e para a cama. Obedeci.

Assim que me deitei, ouvi, novamente, a mesma voz me chamando pelo meu nome. Novamente me levantei e fui até a sala e novamente perguntei pelo meu pai, dizendo à minha mãe que ele estava me chamando.

- Seu pai está viajando filho. Volta para cama – Ela me disse novamente. Fiz como mamãe me havia instruído e me deitei e, assim que me cobri com a colcha de veludo abóbora, a voz surgiu pela última vez me chamando pelo meu nome.

Eu jamais esqueci esta experiência. Ela me acompanhou por toda a minha vida até ao início de 2001 quando compreendi que havia sido visitado pelo Profeta Elias.

Absolutamente nada em nossas vidas acontece por acaso e tudo possui um propósito divino escondido e cabe a cada um de nós decifrá-lo.


O Justo Escondido

O Profeta Elias é um Tzadik Nistar – um Justo Escondido – e somente apareceu, em toda história da humanidade, para alguns poucos indivíduos que se revelaram, depois, grande almas.

"Há somente 36 tsadikim (imortais) no mundo que recebem a presença divina (Talmude Bavlí. Sanhedrin 97b)”.

A Sabedoria Escondida da Torá nos revela que existem 36 Justos Escondidos que mantém o mundo com suas obras de bondade evitando que os pecados da humanidade os destrua. Estes justos escondidos são chamados de “Lamed Vav Nistarim (ל"ו נסתרים) – Os 36 Escondidos” e que são conhecidos pelo selo “Lamed Vav (ל"ו)”.


ל"ו

Aos três anos uma criança possui exatos 36 meses de vida e não foi por acaso que Elias veio até mim quando eu completei esta idade mística, anunciando sua presença.


O Segredo

O meu nome civil resulta em gematria[2] igual a 123 e este valor é o mesmo de “Bô Eliahu há’Novi (בא אליהו הנביא)” cuja tradução é “Veio Elias, o Profeta”.

 א
 י
 ב
 נ
 ה
 ו
 ה
 י
 ל
 א
 א
 ב
1
10
2
50
5
6
5
10
30
1
1
2
=123

Este valor possuía outros mistérios que me seriam revelados pelo próprio Profeta Elias. Em minha vida anterior eu fui o Rabino Hayim Vital, o mais amado pupilo do Leão de Safed, o Rabino Isaac Lúria. O Rabino Hayim Vital faleceu no dia 3 de maio de 1620 aos 77 anos. Naquela época era vigente o calendário juliano e o dia 3 de maio é exatamente o 123º dia no ano solar.

Antes do nascimento do Rabino Hayim em Safed no ano de 1542, o profeta Elias visitou Yossef Vital, o pai do Rabino Hayim e lhe revelou que ele iria ter um filho e que ele o deveria chamar de Hayim cujo significado é Vida, e seu nome, Hayim Vital (חיים ויטל) resulta em gematria igual a 123.

 ל
 ט
 י
 ו
 ם
 י
 י
 ח
30
9
10
6
40
10
10
8
=123

Outro profundo e impactante mistério está registrado no Tanach[3] há mais de três mil anos no livro de Ezra (Esdras).

“B’ney beith-lechem, méah asserim u’sh’losháh - Os filhos de Belém, cento e vinte e três (בְּנֵי בֵית-לָחֶם, מֵאָה עֶשְׂרִים וּשְׁלֹשָׁה)”.
Ezra 2:21

Eu nasci na Maternidade do Belenzinho, no distrito do Belém, em São Paulo, no dia 10 de junho de 1966 (22 de Sivan de 5726) e fui registrado no dia 14 de junho (26 de Sivan) no dia do Hilulá de Rabi Iochanan Ben Uzziel - o Tzadik das Almas Gêmeas - e meu pai me chamou Paulo cuja gematria é 123, como exposto acima.

Quando eu completei 26 anos, novamente o profeta Elias veio e me inspirou a criar o grupo musical Elijah e que no futuro se tornaria a Sinagoga Elijah Qibbutz.



Em seus escritos, o Rabino Hayim Vital relata que, aos 26 anos, o profeta Elias lhe apareceu em um sonho e o levou a um belo jardim, onde ele viu os piedosos de todas as idades em forma de pássaros, voando pelo jardim e estudando a Mishná[4]. No centro do jardim ele viu o Sagrado, bendito seja Ele, sentado num trono que estava rodeado pelos piedosos que descansavam sobre tapeçarias elaboradas.

Vinte e seis anos são 312 meses completos e este valor é o segredo da palavra hebraica para retorno (shiv).

Os números guardam muitos segredos. Trinta e seis é o Tzadik Nistar. Trezentos e doze é o Retorno. Estes valores juntos revelam a frase “Shiv Lamed Vav – O Retorno do Justo Escondido”.

Claramente eu fui inspirado para escrever esta obra revelando os mistérios do Santo Nome pelo profeta Elias e pela alma do Rabino Hayim Vital em mim.

O meu primeiro despertar aconteceu em 1996. Durante um sonho eu ouvi uma canção hebraica e quando acordei comecei a cantá-la sem nunca antes, nesta vida, ter ouvido ou estudado a língua hebraica. Era o Má Tovú, cântico este entoado em toda as sinagogas nos serviços matinais e durante a recepção da Shabat. No meu sonho eu estava em uma caverna onde havia um Aron Ha'Qodesh (Arca Sagrada onde a Torá é guardada) e haviam pessoas lá e eram os anjos quem entoavam aquela maravilhosa canção. O local onde eu me encontrava durante o sonho era a caverna de Abbayê e Rava (אביי ורבא), dois dos mais elevados Sábios do período amoraíta chamados de Amoraim (אמוראים).

Em 1998, eu fui contato, devido a um anuncio meu postado num grupo de internet chamado Eclesianet. Um senhor de nome Paulo se identificou com um judeu. Ele viria a ser o meu primeiro professor e foi quem me levou a uma sinagoga pela primeira vez nesta minha vida. Ele residia no Tucuruvi, na casa de número 667. Ora, seiscentos e sessenta e sete é a gematria de Rabino Isaac Lúria, o professor do Rabino Hayim Vital.

Por que Elias me chamou por três vezes? o Rabino Hayim Vital revelou este mistérios em seus escritos. Em Sha'ar Ha'Guilgulim - ha'Qadmá (Introdução) 38, o rabino Hayim Vital escreveu: "A ordem e a raíz da minha nefesh (alma) é a seguinte: Samuel, o profeta; Chizkiáhu, rei de judá; Rabino Iochanan ben Zacai, Rabino Akiva ben Iosef; Rav Iba Saba de Mishpatim; Abaiê; o amoraíta, chamado de Nachmani e, por fim, eu, Chaim Vital. Por isso (razão), o Rabino Iochanan ben Zacai, quando estava para morrer, disse:

"Ve'hachinu Kissê le'Hizkyiahu melech Yehudá she'bô (והכינו כסא לחזקיהו מלך יהודה שבא) - E preparemos uma cadeira para Ezequias rei de Judá, ele está vindo". Sha'ar ha'Guilgulim - 38 E o que lemos sobre o profeta Samuel? Em Iº Samuel, capítulo 3, nos é contato como o Sagrado, bendito seja Ele, se revelou a Samuel: 

"E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus, O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui. E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou. E o Senhor tornou a chamar outra vez a Samuel, e Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor. O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o Senhor chamava o jovem. Por isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou no seu lugar. Então veio o Senhor, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve".

ג וְנֵר אֱלֹהִים טֶרֶם יִכְבֶּה, וּשְׁמוּאֵל שֹׁכֵב, בְּהֵיכַל יְהוָה, אֲשֶׁר-שָׁם אֲרוֹן אֱלֹהִים. {פ} ד וַיִּקְרָא יְהוָה אֶל-שְׁמוּאֵל, וַיֹּאמֶר הִנֵּנִי. ה וַיָּרָץ אֶל-עֵלִי, וַיֹּאמֶר הִנְנִי כִּי-קָרָאתָ לִּי, וַיֹּאמֶר לֹא-קָרָאתִי, שׁוּב שְׁכָב; וַיֵּלֶךְ, וַיִּשְׁכָּב. {ס} ו וַיֹּסֶף יְהוָה, קְרֹא עוֹד שְׁמוּאֵל, וַיָּקָם שְׁמוּאֵל וַיֵּלֶךְ אֶל-עֵלִי, וַיֹּאמֶר הִנְנִי כִּי קָרָאתָ לִי; וַיֹּאמֶר לֹא-קָרָאתִי בְנִי, שׁוּב שְׁכָב. ז וּשְׁמוּאֵל, טֶרֶם יָדַע אֶת-יְהוָה; וְטֶרֶם יִגָּלֶה אֵלָיו, דְּבַר-יְהוָה. ח וַיֹּסֶף יְהוָה קְרֹא-שְׁמוּאֵל, בַּשְּׁלִישִׁת, וַיָּקָם וַיֵּלֶךְ אֶל-עֵלִי, וַיֹּאמֶר הִנְנִי כִּי קָרָאתָ לִי; וַיָּבֶן עֵלִי, כִּי יְהוָה קֹרֵא לַנָּעַר. ט וַיֹּאמֶר עֵלִי לִשְׁמוּאֵל, לֵךְ שְׁכָב, וְהָיָה אִם-יִקְרָא אֵלֶיךָ, וְאָמַרְתָּ דַּבֵּר יְהוָה כִּי שֹׁמֵעַ עַבְדֶּךָ; וַיֵּלֶךְ שְׁמוּאֵל, וַיִּשְׁכַּב בִּמְקוֹמוֹ. י וַיָּבֹא יְהוָה וַיִּתְיַצַּב, וַיִּקְרָא כְפַעַם-בְּפַעַם שְׁמוּאֵל שְׁמוּאֵל; וַיֹּאמֶר שְׁמוּאֵל דַּבֵּר, כִּי שֹׁמֵעַ עַבְדֶּךָ

1 Samuel 3:3-10 

Na madrugada de 31 de agosto de 2016, 72 dias depois do meu aniversário de 50 anos, sonhei com as palavras de Raban Yochanan Ben Zacai quando estava para morrer: 

"Ve'hachinu Kissê le'Hizkyiahu melech Yehudá she'bô (והכינו כסא לחזקיהו מלך יהודה שבא) - E preparemos uma cadeira para Ezequias rei de Judá, ele está vindo". 

Enquanto eu ouvia estas palavras de nosso mestre no sonho, meus olhos as viam o Sha'ar Ha'Guilgulim e ao mesmo tempo me era dito que há nelas, um segredo de gematria. Alguns dias depois deste sonho, fui convidado por uma amiga querida que mora em Israel há muitos anos, para passar um tempo em sua casa. Tudo o que me aconteceu foi para descortinar os segredos da minha reencarnação nesta vida e quem eu sou de fato e eu não possuo quaisquer pretensões com isto, que não apenas fazer a vontade do Santo, bendito seja ele, e também não possuo preocupações com as opiniões das pessoas e nem mesmo com as dos religiosos judeus e suas acusações e preconceitos.


Dia 23 De Abril 

Nossa sinagoga se iniciou no dia 7 de janeiro de 2000 na sala emprestada na residência de número 337 estabelecida na rua São Miguel Paultista, no bairro Cidade Edson, em Suzano, Quinze meses depois, no dia 23 de abril de 2001, mudamos para a casa de número 583 na Vila Amorim. Este era o dia do Hilulá de Rabi Hayim Vital e Amorim é na verdade Amoraim.

O valor 337 é a gematria "im ha'kollel" de Rabi Hayim Vital e 583 é a gematria de Rabi Misha'ël que é meu nome e titulo hebraico como estabelecido na minha Semichá (ordenção rabínica) e no meu Guiur le'shem guerut. 583 é também o valor de "Rabi Hayim Vital ve'baú Abayê ve Rava (רבי חיים ויטל ובאו אביי ורבא) - Rabino Hayim Vital e virão Abayê e Rava e nesta época eu estava residindo na Vila dos Amoritas (Amorim).

Para melhor compreensão do segredo do valor em gematria de 583 e que nada, absolutamente acontece por acaso, clique aqui.

Em casa eu sou chamado cariosamente de "Beato Salú" ao que repondo sempre com um sorriso e com as palavras "meu filho, Roque Santeiro, está vivo" relembrando a personagem da novela da Rede Globo. Meu irmão me chama de "Mula", mas eu não me ofendo com isto, pois em hebraico Mula é Chamór (חֲמוֹר) e que de acordo com o Zôhar ha'Qadosh, é um acrônimo de "Chacham muflá ve'Rav Rabanan" cujo signficado é "Um mestre maravilhoso e mestre de mestres (Zôhar III, 275b)" e que certamente não sou eu, mas a alma que eu carrego. O Zõhar diz que os que tem preconceito não podem ver a alma da Torá, isto é, os seus mistérios divinos e maravilhosos. Isto se aplica também aos que possuem preconceitos contra pessoas e que certamente não podem ver as almas que eles possuem. Um religioso pode estar diante da reencarnação de um maravilhoso mestres, mas ele não o conhecerá, pois tem preconceito e em razão disto, este mestre não lhe revelará nenhum mistério sagrado.

"Aquele que possui preconceito contra seus irmãos é aquele que realmente não encontrou o Sagrado em sua vida".

O Autor


Lag Ba'ômer 5763

Na madrugada de 18 de Iyar de 5763 (20 de maio de 2003), Hilulá (ocultamento) do Rashbi (Rabi Shimeon Bar Yochai), o revelador do Zôhar, recebi a visita de Elias que estava vestido como um Chassid e usava uma bengala na mão esquerda. Eliahu me revelou um segredo do Sha'ar ha'Guilgulim e naquela época eu ainda não conhecia, nesta vida, os escritos de Rabi Hayim Vital. Por que para mim e por que do Sha'ar ha'Guilgulim? Imeditamente após esta visita eu comecei a escrever o que seria o meu primeiro livro e que chamei de Guilgulim - A Roda das Reencarnações - e depois, quando a compreensão já havia me atingido, mudei o nome para "O Portal das Reencarnações".

Compre aqui o livro 'A RODA DAS REENCARNAÇÕES'

Uma Nova Visita De Elias

Na madrugada de 22 de setembro de 2009 (4 de T'shri de 5770), Elias veio novamente para me instruir. Ele me disse: "Anuncia aos quatro ventos os mistérios que te são revelados, quer entendam ou não" - e então completou me dizendo: "Você é uma pessoa especial (amada nos céus)". Ao me revelar isto, Elias tomou um instrumento curvo que se parecia com um alicate para retirar cutículas e, tomando meu polegar da mão direita retirou a sujeira de debaixo da minha unha.

Qual o significado desta ação do Profeta Elias para com a minha alma? De acordo com o Sêfer Yetzirá (O Livro Da Formação), o polegar direito está conectado com a Sefirá (Emanação Divina) Chochmá (a Sabedoria) na Etz ha'Hayim (Árvore das Vidas). Ao limpar a minha unha Elias retirou o véu que me impedia me penetrar e conhecer os segredos mais profundos. De fato, quando acordei, minha compreensão dos mistérios divinos estava ampliada e passei a compreender quase que imediatamente os mistérios do Zôhar.

Por que no ano hebreu de 770? Por que Elihu não esperou pelo ano novo de 5771? O segredo está na gematria. O valor 770 é a gematria de "Eliahu baú le'Gan le'ezrá Metatron (אליהו באו לגן לעזרה מטטרו'ן שד'י)" que se traduz para "Elias veio do Jardim (do Éden) para auxiliar Metatron/Shadai".

Poucas pessoas sabem que, os Cheruvim sobre o Tampo da Aron ha'Brit (Arca da Aliança) são Metatron e Sandalfon. Metatron é Hanoch (Enoque) e Sandalfon é Eliahu (Elias). Eu já revelei aqui no blog sobre a minha conexão com Metatron/Shadai.



A Alma Do Mestre Revelando Segredos


Uma das evidências da alma do mestre Hayim Vital em mim são os profundos segredos que ela me revela, e aqui, eu vou abrir um destes segredos que colocaria o mundo ortodoxo e suas aspirações messiânicas ilusórias de pernas para o ar.

O  Profeta Isaías disse: "Eis que Deus é a minha salvação; nele confiarei, e não temerei, porque o SENHOR DEUS é a minha força e o meu cântico, e se tornou a minha salvação".

הִנֵּה אֵל יְשׁוּעָתִי אֶבְטַח, וְלֹא אֶפְחָד: כִּי-עָזִּי וְזִמְרָת יָהּ יְהוָה, וַיְהִי-לִי לִישׁוּעָה

"Hinêh Ël yeshuatí evtach ve'ló efchad ki azi ve'zimrat, Yáh Adonai vai'yehí lí líshu'a"

Isaías 12:2

Este passuq é parte do cântico de Havdalá entoado em todas as sinagogas para o encerramento da Shabat. Você notou as letras marcadas na cor vermelha? Vamos juntá-las aqui abaixo.

ויטל חיים


Se você lê hebraico já descobriu que elas (as letras) formam "Vital Hayim" dentro do verso do Profeta Isaías a partir de "Yeshuatí (יְשׁוּעָתִי) - minha salvação". Eu recordei este segredo que foi "soprado" aos "ouvidos da alma" no ano passado, 5766 (2016/2017), e por que somente em 5766? A resposta está no próprio passuq. A palavra "Yeshuati (יְשׁוּעָתִי)" contém as letras do ano 5766 (תשע״ו) bastando permutá-las. A primeira letra de "Vital (ויטל)" é a letra vav (ו) de "yeshuati (יְשׁוּעָתִי)" e as duas "yudim (יי)" que sobraram são o Nome Sagrado. O ano de 5766 foi chamado de "Shanat Adonai (שנת יְהוָה) cuja gematria é exatamente 5766.



CLIQUE

Quando fui verificar por análise criptográfica, ao dispor o texto numa tabela de 13 letras de comprimento, não apenas confirmei Hayim Vital num salto equidistante perfeito, mas também, o que havia uma menção Leão Sagrado, o mestre do mestre Hayim Vital. Em vermelho está Vital e em amarelo Hayim e, finalmente em verde está "Le'Ari". Juntando tudo temos a frase "Hayim Vital para o Ari (Hayim Vital para o Leão).


A alma do mestre Hayim Vital recordou deste segredo e soprou à minha néfesh que me fazendo recordá-lo também, pois, como eu poderia alcançar a revelação de um mistério divino tão elevado tendo nascido no exílio e de ventre não kasher? Como fazem impor a ortodoxia àqueles que nasceram na Galut (Exílio)? Está claro que D'us, o Qadosh Baruch Hú, não rege o mundo de acordo com a consciência e pela Halachá ortodoxa, pois não revelou este mistério à ortodoxia, mas àqueles que são rejeitados por ela.


Autor
 Dipankara Vedas 
"A Prece De Elias"







[1] Paulo
[2] Cálculo do valor numérico atribuído as letras hebraica que compõem uma palavra.
[3] A Bíblia hebraica
[4] Uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral.

O Artesão Da Luz