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terça-feira, 31 de maio de 2011

O Mistério da Tzedaká (Oferta de Justiça)



No Tana´k (Biblia hebraica) no livro de Mishley (Provérbios de Salomão) está escrito: "Aquele que faz tzedaqáh afasta a morte do mundo". A palavra hebraica "tzedaqáh" vem do radical "Tzedeq" que significa "justiça". Na Bíblia cristã a palavra "tzedaqáh" foi traduzida geralmente para "caridade". Os nossos Sábios, de abençoada memória, nos ensinaram que, aquele que oferta, faz caridade, dá aos pobres, afasta a morte do mundo, ou seja, ele quebra a energia e a ação do "malach ha´mavet (O anjo da morte)", e assim fazendo, ele salva uma vida. Isto é de grande importância, pois o Talmud diz: "Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro". Abençoado seja aquele que, tendo oportunidade para fazer tzedaqáh, não age com egoísmo e avareza, guardando para si o que D´us lhe concedeu para que fosse ofertado a outro.

A Qabalah nos ensina outro grande mistério sobre a tzedaqáh. A palavra é formada pelas letras hebraicas "Tzad, dalet, quf e hê (צדקה)". Quando aplicamos um método de temurá (permutação) nas letras hebraicas da palavra tzedaqáh, ferramenta esta chamada de "At´bash" onde a primeira letra do alfabeto é trocada pela última, a segunda pela penúltima, e terceira pela antepenúltima, e assim por diante, a palavra tzedaqáh é a única que se torna ela mesma escrita da esquerda para a direita (הקדצ). O segredo? É simples: Tudo aquilo que você oferta com amor será devolvido a você, além do mérito que lhe será acrescentado por haver salvo uma vida.



Há alguns anos, no dia 6 de Outubro de 2005, eu vi num "sonho futuro" que a vida de uma jovem que eu havia conhecido, seria ceifada pelo anjo da morte, como resultado de haver esta jovem, usado dos seus lábios para fazer "lashon ha´Rá (fofoca, maledicência)" difamando e fornecendo informações que seria usada para destruir a vida de outro. No sonho, um repórter do "DS (Diário de Suzano)" informava: "Encontrado o corpo da jovem "..." que estava desaparecida há dois dias. A jovem foi seqüestrada, estuprada e morta". No sonho eu via a polícia forense fazendo a pericia no local, um terreno baldio num bairro chamado "Vila Amorim" em Suzano, e fazendo a identificação do corpo da jovem que estava nu e de costas para cima. Acordei sabendo que um decreto de morte havia sido pronunciado nos céus contra aquela jovem, e que sua vida estava nas mãos do anjo da morte. O que fazer? Graças aos céus, eu possuía o conhecimento e a ferramenta certa para quebrar o anjo da morte. Eu sabia por este sonho e outros semelhantes que havia tido anteriormente, que a data para que o anjo da morte cumprisse seu decreto seria o dia 6 de Maio de 2006.

Nos dias anteriores em que o anjo da morte deveria cumprir o seu mandato, eu fui a Mogi das Cruzes, em uma universidade onde aquela jovem estudava, e pedi à reitora que desse para aquela jovem, uma bolsa de estudos, o que a reitora me concedeu imediatamente, uma vez que eu havia realizado a cerimônia de sepultamento de um de seus filhos no ano anterior. Mas, havia uma restrição: Duas mensalidades da faculdade estavam atrasadas e precisavam ser pagas para que a bolsa de estudos fosse ganha. 

No dia 6 de Maio de 2006, pela manhã, eu fui à faculdade, e paguei as mensalidades atrasadas, com uma quantia que havia juntado com muito esforço e dificuldade para aquela missão, uma vez que naquela época eu passava fome para manter a Qehilá aberta. Consegui, para aquela jovem, a bolsa de estudos. Um grande esforço fora realizado.

No dia 9 de Maio, ao tomar o jornal pela manhã, encontrei, na primeira página, a seguinte notícia: "Mulher é encontrada morta em terreno baldio na Vila Amorim. A jovem que estava desaparecida há dois dias, foi violentada e morta".

O impacto foi imediato no meu corpo e na minha alma, e em lágrimas, disse ao Criador: "Eu falhei! Não consegui salvar a vida dela".

O dia seria longo. Ao anoitecer, o telefone tocou, e a voz do outro lado da linha trouxe-me a certeza de que eu não havia falhado. A jovem houvera sido salva! Estava viva. Ela jamais soube que seu destino houvera sido mudado pelo poder do amor e da tzedakah.

Torna-se claro, portanto que, aquele que tendo condições de fazer tzedaqah e não o faz, está contribuindo para que a morte caminhe pelo mundo ceifando as vidas das pessoas. Este jamais prosperará, uma vez que ele não doa como poderá abrir o seu "cli (receptor)" para receber dos céus.


"É A ENERGIA DO ANJO DA MORTE QUE POE FIM A TODAS AS COISAS, INDEPENDENTE DA ÁREA. CASAMENTOS, EMPRESAS, NEGÓCIOS, PROSPERIDADE..."

Quero agradecer a todos aqueles que sabem do meu trabalho de amor, meu esforço para compartilhar a sabedoria, especialmente todos aqueles meus queridos alunos e amigos, que tem doado para que eu tenha pelo menos um par de sapatos que serão gastos na trilha da justiça e do amor.


Bênçãos a todos aqueles que a mim fizeram uma tzedaqáh, e também a todos aqueles que não fizeram. São todos queridos e amados. Sh´lma Rabá (paz elevada).


"Faça uma Doação, salve uma vida, salve o mundo inteiro!"





"Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça (Tzedakáh) salva da morte (Provérbios 10:2)".


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Místico cabalista publica quarto livro




ELAINE BRUM
DA REPORTAGEM LOCAL



O rabino, morador de Suzano, Misha’El publica seu quarto livro que vem desvendando os mistérios da Cabala (Qabalah) - sabedoria que investiga a natureza divina. Com o título “Qabalah – Introdução à Sabedoria Escondida” (Editora Clube dos Autores) o livro contém os principais ensinamentos do rabino no assunto, indo desde o surgimento da ciência, até os segredos que a mesma revela sobre acontecimentos atuais. O rabino diz que utilizará a nova obra como base para quem desejar fazer seu curso. “Coloquei nesse livro todo material que venho estudando durante dez anos”, disse.

Misha’El é professor de Cabala e além dos alunos de São Paulo e Suzano, possui alunos de outros estados e até mesmo de outros países como Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Israel, Sérvia, Inglaterra e outros. Ele diz que o livro “Qabalah – Introdução à Sabedoria Escondida” é recomendado para todo aquele que deseja saber mais sobre a ciência mística, porém recomenda que o mesmo seja estudado com o auxílio de um professor judeu.

O rabino ainda explica o significado do termo “místico” que muitas vezes acaba por sofrer preconceito. “Trata-se de uma palavra de origem hebraica que significa ‘Conhecimento Escondido da Torah (Pentateuco)’”, relatou. Ele ainda diz que todo aquele que estuda a “sabedoria escondida” é considera místico. O Pentateuco se refere aos cinco primeiros livros da Bíblica cristã.

O novo livro do rabino aborda assuntos como a meditação cabalística, a importância do sono, o segredo do número 13, o segredo dos sonhos, o destino, além de explicar o chamado “Dejá-vu” e também o “efeito borboleta” - tudo de acordo com os estudos da Cabala e do Zohar – o “Livro do Esplendor”, que segundo o rabino refere-se ao misterioso “Livro Selado” dito em Daniel na Bíblia.

O livro pode ser adquirido pelo site da editora www.clubedeautores.com.br , pelo valor de R$ 52. O Rabino, que também é músico, gravou na última semana a canção cabalista “Qrá Elai” no Estúdio Público Musical José Gonzaga Sobrinho da Secretaria de Cultura de Suzano, com a ajuda de Sergio Fujimoto, o Tico. A música está disponível no Youtube.

AUTOR Misha’El é escritor e poeta, membro do grupo mundial Poetas Del Mundo. Autor da obra literária de ficção científica “Cabalista Crônicas de Qédem”. Místico hebreu, rabino fundador e presidente da Associação Cabalista Mundial - A Comunidade Mística do Deserto. Humanista e pacifista foi indicado para ser membro dos Poetas Del Mundo pela Embaixadora Universal da Paz, a doutora Delasniev Daspet Miranda. Seus outros livros foram “Segredos Revelados da Qabalah”, “Qédem” e “Efeito Borboleta – Erradicando o Caos” – todos também podem ser adquiridos pelo site da editora. Para saber mais sobre o autor, acesse o site www.comunidadedodeserto.blogspot.com.

Matéria publicada em 4/05/2011
no Jornal "O Diário de Suzano".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Atiká - Chochmat Nistar Musiqáh

"Aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...."



Uma antiga lenda judaica diz que o mundo foi criado pelo Deus Único, através de "falas" e cantos que trouxeram os mundos à existência. As 22 letras hebraicas (27 com a 5 letras finais) em  combinações pré-determinadas foram usadas para realizar essa tarefa. Então, em essência, Deus criou o mundo e o universo inteiro através da música. As letras hebraicas foram os meios que canalizaram as forças físicas usadas na criação.


O "Projeto Átika" é o resultado de uma profunda experiência com a Meditação Qabalistica - Kavanat ba'Ivrit Oti'Ot (Intropecção Interior Com as Letras Hebraicas). Uma Nessiá (Viagem espiritual) aos mundos futuros e paralelos.


As músicas do CD “Atiká” foram escritas sob a influencia dos Nomes Sagrados de D´us, especificamente o Santo Nome de 42 letras, mais conhecido pelos Judeus como “Ana Bekoach”.


Outra antiga lenda judaica, na tradição cabalística nos diz que "aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...." Se é assim, então a música é apenas mais um "método de canalização" das poderosas forças e realmente tem o mesmo efeito sobre as pessoas (ou matéria), como o texto hebraico tem quando ele é lido em voz alta. O conjunto de Salmos e a música pode trazer uma sensação de bem-estar, quando ouvidos, e a energia do som pode alterar as propriedades da matéria.


O processo utilizado como “ferramenta” para a composição das músicas chama-se “kavanat Ha´Otiot (meditação das letras)”., que me permitiu entrar nos mundos acima deste, (Zeir Anpin) em tempos futuros, onde as músicas já existiam, ouví-las e depois gravá-las exatamente como existiam no “Atid Olam (mundo futuro)”. O Segredo está codificado no Livro do Profeta Ezequi´El e é chamado de “Nahr K´var”.

A máquina usada para a execução dos instrumentos foi o Workstation Ensoniq TS12.


As músicas do CD: 1) Mirphak 2) Al´Ghul 3) Órion 4) Canopus 5) Shaula 6) Menkib 7) Capela 8) Vega 9) Atik 10) Aviór 11) Sírius 12) Betelgeuse 13) Antares 14) Polaris 15) Káus Australis 16) Átria 17) Náos 18) Ára 19) ACrux 20) Acráb.




Solicitando, o ouvinte poderá receber no seu email uma imagem com o "NOME DE 42 LETRAS (ANA BEKOACH)" em escrita "ASHURIT" e outra com um dos "72 NOMES DE D´US" que "ELIMINA PENSAMENTOS NEGATIVOS" que você receberá diretamente no seu email se solicitar.





Aprendendo os Segredos da meditação qabalística na Escola de Mistérios – A Escola Séter, você poderá “reeditar o seu mundo” e aprender a elimnar o caos.

Mazel Tov (boa Sorte).


Misha'Ël Ha'Levi (Deepak Sankara)



Ouça aqui algumas das músicas do CD Atiká - Músicas De Mundos Distantes. Basta clicar no player para ouvi-las. Boa “Nessiáh (Viagem Mística)”.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Revelação da Torah


Nada pode ser comparado à revelação da Torah, e depois desta revelação nada semelhante aconteceu novamente.

A Revelação da Torah

"E falou Deus todas estas palavras (Êxodo 20:1)". De acordo com a Rabi Simeão, a palavra "falou" significa que houve uma proclamação. Quando o Santo, bendito seja Ele, revelou a Torah e Ele proclamava as suas palavras, os seres celestiais e os terrestres e começaram a tremer violentamente, e foi tão grande o pavor que se abateu sobre os israelitas, que suas almas abandonaram os seus corpos, e por isto eles disseram: “Fala para nós, e nós ouviremos. Mas que D´us não fale conosco, pois morreremos se Ele o fizer (Êxodo 20:16)”. Em seguida, a palavra de Deus desceu do Céu, gravando em seu caminho sobre os quatro ventos do universo. E está escrito: “E todo o povo VIU os sons, as chamas, o a voz do shofar, e a montanha esfumaçando (Êxodo 20:15).

O midrash ainda nos conta, que D´us ergueu o Har Sinai nos ares, e a montanha flutuou sobre as cabeças dos israelitas. Não é de surpreender que suas almas (nafeshot) tenham abandonado os seus corpos, e se assim permanecessem, certamente os israelitas teriam morrido.

Mas então, caiu o bálsamo puro sobre a montanha e ela foi irrigada com orvalho do céu e quando ele chegou à terra que estava rodeada pelos israelitas, fez com que suas almas fossem devolvidas aos seus corpos garantindo-lhes viver.

Quando as letras foram gravadas sobre as tábuas de safira, elas flutuavam sobre ela, e milagrosamente podiam ser vistas tanto à direita como à esquerda, todas as 620 letras dos dez pronunciamentos.

Rabi Simeão bar Yochai explicou que cada palavra continha todos os tipos de implicações e referências legais, bem como todos os mistérios e os aspectos ocultos. A verdade é que cada palavra era de fato uma casa do tesouro cheia de todas as coisas preciosas. Quando as palavras eram pronunciadas iam sendo estampadas na pedra de safira e revelando os setenta diferentes aspectos secretos. Cinqüenta coroas menos uma de um lado e cinqüenta menos uma do outro lado. E estavam ali presentes almas todos os filhos de Israel, do passado e presente e aquelas que ainda não haviam nascido e as que estavam nascer (as grávidas), e todas aquelas almas que no futuro iriam aceitar a Torá estavam presentes no Monte Sinai, como está escrito: "E não é só com vocês que eu faço esta aliança e este juramento, mas com que quem está aqui com a gente hoje perante o Senhor, nosso Deus, e também aquele que não está aqui conosco hoje.

Este mistério nos revela que, até mesmo os "Ruchot (espíritos)" dos guerim que hoje estão aproximados da Torah, e que são as almas dos anussim (um ruach pode ser dado para a ser a nefesh de uma pessoa) e que foram criados pela "pequena letra hê (ה)" do nome de Avraham Avinu (Abraão nosso pai), já estavam presente na manhã de Shavu'ot quando a Torah foi revelada, quarenta e nove dias depois que os hebreus saíram do Egito.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

NÃO SEJAIS COMO KORACH



CUIDADO

O Preceito 209 dos preceitos positivos da Torah nos comanda: a respeitar os Sábios e a levantar-se diante deles, conforme diz o Zohar "na era de aquário os velhos se levantarão diante dos jovens (sábios)", a fim de honrá-los. Este preceito está expresso em Suas palavras, enaltecido seja Ele, "Diante das cãs te levantarás e honrarás as FACES do velho (Levítico 19:32)". Aqui é preciso compreensão da Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida), pois "as Faces (plural e não singular) do Velho" aludem ao "Partzuf de Arich Anpin" que é o Atiká Qadishá (O Ancião Santo), bendito seja Ele, e ao Partzuf de Zeir Anpin (A Face Pequena) que são chamadas “Fanei´El (Faces de D´us) e que se refletem no rosto daquele que é o portador da Sabedoria[1], ainda sobre as quais diz a Sifrá: "Te levantarás e honrarás - levantar-se para demonstrar respeito". As normas deste preceito estão explicadas no primeiro capítulo do tratado Qidushin do Talmude.

Você deve saber que, embora este preceito para respeitar os Sábios seja um dever igual para todos, inclusive para um Sábio com relação a outro Sábio de igual conhecimento - como dizem os Sábios, "Os Sábios da Babilônia estavam habituados a levantarem-se uns diante dos outros" - ele é especialmente e, sobretudo obrigatório para um discípulo, pois ele deve um respeito muito maior a seu mestre do que a qualquer outro Sábio, assim como ele tem a obrigação de temê-lo, pois os Sábios afirmaram claramente que o nosso dever para como o nosso mestre é maior do que o nosso dever para como o nosso pai (a sabedoria), a quem as escrituras nos obrigam a honrar e temer. E os Sábios dizem explicitamente: "Seu pai é seu mestre e seu mestre tem prioridade".

Os Sábios também deixaram claro que um discípulo está proibido de contestar seu mestre e por contestar quer dizer-se se opor à sua decisão, rejeitar sua opinião e lecionar e instruir sem sua permissão. Na galut (exílio) para estes que insistem em lecionar sem ter recebido permissão dos céus, criando confusão, escuridão e destruição, significa que, se eles não receberam a visita de um "Tzadiq Nistar (Mestre Oculto)" de um "Maguid ha'Sodot Elion be'Gan Eden (Contador dos segredos superiores do Jardim do Éden), ele não está autorizado a ensinar. 

Voltando ao tópico sobre a relação entre discípulo e mestre, ele também está proibido de brigar e discutir com ele, e de JULGÁ-LO NEGATIVAMENTE, ou seja, ATRIBUIR MOTIVAÇÕES RUINS A SEUS ATOS OU PALAVRAS. No capítulo "Helek do Tratado Sanhedrin" os Sábios dizem "Discordar de seu mestre é como discordar da Shekiná", como está digo em "quando fizeram brigar o povo contra o Eterno (Números 26:9) que Hashem nos livre de tal ação. Brigar com seu mestre é como brigar com a Shekiná, como está dito em "Estas são as águas de Meribá, porque brigaram os filhos de Israel com o Eterno (Números 20:13). Queixar-se de seu mestre é como queixar-se da Shekiná, como está dito "Não são sobre vós as vossas queixas, senão sobre o Eterno (Êxodo 16:8). Atribuir a seu mestre é como atribuir à Shekiná, como está dito "E falou o povo contra D´us e contra Moisés (Números 21:5).

“O santo Zohar explica que quando o poder da Sitra Achará (o lado negativo) cresce, que D'us não permita, o lado da Santidade diminui. Portanto, é vital o ganho de conhecimento da Sabedoria Escondida da Toráh para a fortificação moral do indivíduo  deste modo, o engrandecimento do lado da santidade".

A Shekina, a Presença Divina, que tudo vitaliza na criação, não repousa em um lugar defeituoso ou perturbado, onde há confusão, um local sem paz, mas somente em um lugar apropriadamente preparado, um lugar de alegria (Zohar I:216b,Vayechi)". 

Isto inclui um "MINIAN (Dez Homens Circuncidados)". Quando à hora sagrada da Rainha Shabat (A Shekiná) se aproxima, é necessário que um (dos dez circuncisos) se adiante para recepcioná-la quando ela chegar, pois se aproximando a rainha e não havendo ninguém para recebê-la, ela retorna e se retira daquele local. Não havendo dez homens circuncidados o local permanece com defeito e a Shekiná não pode repousar neste local. Ademais, está escrito no Zohar Sagrado, que mesmo para os guerim[2] (guilgulim ruchot yehudim) é impossível adentrar na Shekiná, sendo sua porção apenas as suas abas. Necessário aqui conhecer o mistério da letra “He” de Avraham pela qual as nafeshot dos guerim foram criadas.

Em nossa Qehilah, este preceito e sua explicação era lido e ensinado em todos os Shabatot, para que as pessoas, membros da Qehilah, fossem exortadas a não pecar contra o Sagrado, bendito seja Ele. Mesmo assim, resolveram de comum acordo, criarem uma insurreição, sendo, como conseqüência, todos marcados pelo Anjo da Morte. Deste então, todos os participantes da insurreição tem todos os anos, pessoas de suas famílias tocadas pela morte. Que Hashem tenha misericórdia deles.

ADVERTÊNCIA

Andar na companhia dos Sábios é estar protegido, pois aqueles que amam e estudam a Sabedoria da Torah, são protegidos dos de cima (os anjos) e dos debaixo (os demônios e das pessoas más) e também, como estão escondidos nas "cidades de refúgio" não serão encontrados pelos seus karmas. Se assim o é para aqueles que amam e estudam a Sabedoria, imagenem para aqueles que deliberadamente pecam contra a Shekiná, contra a Torah e contra a Sabedoria ofendendo aos Sábios, caluniado-os, associando-se com os "Reshaim (perversos)", com aqueles que já, deliberadamente, pecaram contra D´us. Estes certamente não serão poupados, conforme explica o Zohar Santo: "Aquele que oferece carona na estrada, coloca em risco a própria vida". O Zohar diz isto, porque aquele que se associa com o perverso, será contado como tal, que D´us nos livre de tal associação.



BUDAH E DEVADATHA
"O Rebelde"

Este preceito da Sabedoria é encontrado também no budismo. Não cabe aos alunos, discípulos, amigos discordarem e se levantarem contra a SABEDORIA, e sim, procurar com esforço COMPREENDÊ-LA. Isto se chama "Bináh" em QABALAH e SATORI no ZEN BUDISMO.

"Aconteceu uma vez de um primo de Buda pensar que ele era melhor que Buda, mais certo que Buda. Como ele tinha uma opinião melhor, ele pensava que a Sangha não estava bem gerida, que os monges eram relaxados, queria regras mais duras para os monges, por exemplo, os monges comiam pela manhã e ao meio dia e ele dizia – Para quê? Basta comer uma vez só! – E este homem, chamado Devadhata, de tanto criticar, de tanto acusar Buda de excessivamente tolerante, criou um problema e seiscentos monges concordaram com ele, as regras deveriam sim, ser mais duras e que Devadhata deveria ser o líder. Então deixaram Buda e foram com Devadhata. Depois de algum tempo, após tudo dar errado, Devadhata ficou como símbolo do discípulo que pensa ser maior que o mestre e quer que a coisa seja feita de forma melhor, mais rígidamente. A lenda diz que a terra se abre e o engole. É muito provável que ele tenha sumido, desistido. E Shariputra, aquele personagem do Sutra do Coração, é que foi até o local onde estavam os monges e mostrou à eles que estavam errados".


BUDDHA E DEVADATHA
(representação)

O número 600 aqui nesta história é muito importante, pois em gematria hebraica é o valor numérico da palavra "SHEKER" que é "Falso/Impostor" e não ficou Devadhata como "Falso/Impostor" tentando obter o lugar do seu mestre?

E vejam que, assim como a terra abriu e engoliu Korach e sua turma de rebeldes, no budismo a Sabedoria diz o mesmo: "A terra abre e o engole".

O ARIZAL
DATAN E AVIRAM

"O Arizal era, por natureza, uma pessoa misericordiosa e terna que nutria um profundo amor por todas as criaturas de Deus. Seu aluno, Rabino Chaim Vital, testemunhou que seu mestre tomava especial cuidado para nunca matar um inseto, mesmo que fosse irritante como um mosquito ou uma mosca! (Sha'ar  HaMitzvot, Parashat Noach) E ainda assim ele se levantou contra seus vizinhos amargos com total vigor. Certa vez, quando esses mesmos vizinhos zombaram de suas práticas e ensinamentos, o Ari os repreendeu com raiva e disse: “Você pretende continuar com seus maus caminhos? Saiba que está em meu poder fazer com que a terra o engula vivo!” Quando os alunos ouviram isso, ficaram assustados. Tal comportamento era tão estranho para seu mestre. Eles se sentiram compelidos a pedir uma explicação. “Esses vizinhos são um  gilgul (reencarnação) de Datan e Aviram. Eles foram enviados de volta à terra para reparar o mal que fizeram ao desafiar Moshe  Rabeinu . A única esperança deles é me obedecer e honrar, já que minha alma provém da de Moshe  Rabeinu. Mas eles se recusaram a se arrepender e fui forçado a lembrá-los do castigo que já sofreram no deserto”.

Assim aprendemos que não cabe aos discípulos discordarem de seu mestre e nem tentar corrigi-lo, pois se ele estiver errado, quem ira corrigi-lo é o Sagrado, Ele mesmo, bendito seja, e não os alunos, ainda mais se o mestre demonstrou e provou honestidade e verdade durante sua vida.

Qualquer pessoa que se diga ser aluno de um mestre de Toráh, está proibida de praticar insurreição contra ele pois, se o fizer, colherá as consequências de sua insurreição. Se o mestre for uma alma que emergiu da alma-raiz de Moshê, nosso mestre, será ainda pior para esta pessoa.

E para terminar, CHAZAL (os Sábios) disseram: "Que o temor a seu mestre seja como o termo dos Céus (por amor)".




Artigo
Naib Misha'Ël Ha'Levi
"Bën Mähren Qadësh"
Baseado Em Mishnêh Torah
Buda & Devadhata:
http://budavirtual.com/2013/09/06/seu-maior-inimigo/


[1] Acréscimo explicativo feito por Misha’El Yehudá.
[2] Plural de Guer geralmente traduzido para “Converso ou Peregrino, mas que é um segredo do Guilgul (reencarnação).

sábado, 16 de abril de 2011

Segredos Sobre O Cajado De Moisés


"O Cajado de Mestre Yoda é na verdade uma alusão à letra hebraica "Vav" que tem o poder de influenciar o mundo material".
            
"Oito coisas foram criadas no segundo dia da criação, ou seja, o Bem, o Maná, o Cajado, o Arco-íris, a arte de escrever, os caracteres da escrita, as vestes e os espíritos destruidores".


Pirkê Rabino Eliezer

Quando se fala na “Vara” de Moisés logo as pessoas imaginam uma haste de madeira que era usada pelo pastor para apascentar suas ovelhas. A maioria das pessoas logo imagina um cajado de madeira, que era o que, o Cajado de Moisés não era. Uma haste que, nas mãos de Arão, o sumo sacerdote, era dotada de poderes milagrosos que liberaram as diversas pragas que precederam o Êxodo dos Israelitas do Egito. Nesta função, o Cajado de Moisés poderosíssimo.

Na Literatura Rabínica

"A vara com a qual Jacó atravessou o Jordão era idêntica à que Judá deu à sua nora, Tamar (Gen. 38:18). É também a vara com a qual Moisés trabalhou (Ex. 4. 20 21), com a qual Arão realizou maravilhas diante de Faraó vii (Ex.. 10), e com o qual, finalmente, Davi matou o gigante Golias (I Sam. 17. 40). Davi deixou para seus descendentes, e os reis posteriores usaram-na como um cetro até a destruição do Beit ha’Miqdash (O Templo Sagrado), quando milagrosamente desapareceu. Quando o Messias vier (entenda-se "era messiânica chegar"), será dada a ele como um cetro em sinal de sua autoridade sobre as nações".

De qual material era feito?

Era feito de safira e pesava 40 sa'ah, isto é, seis quilos (um Sa'ah = £ 10,70), e trazia a inscrição que era composta pelas iniciais dos nomes hebraicos das Dez Pragas.

Quando Foi Criado?

Deus o criou no crepúsculo do sexto dia da Criação e o entregou a Adão. Quando Adão se exilou do paraíso (Gan Éden), o levou com ele. Depois o passou às mãos de Enoque, Shem (filho de Noé), Abraão, Isaque e finalmente para as mãos de Jacó. Sucessivamente veio para a posse de Iosef ha'Tzadiq que era filho de Jacó. Com a morte de José, os nobres egípcios se apossaram de alguns de seus pertences entre os quais estava o Matêh (Cajado). Jethro que viria a ser o sogro de Moisés se apropriou do Cajado. Ele o plantou em seu jardim que ficava dentro da sua tenda, e foi quando sua virtude maravilhosa foi revelada pelo fato de que ninguém conseguia o retirar do chão, e até mesmo tocá-lo era um desafio cheio de perigos para a vida. Isso acontecia porque o Inefável Nome de Deus (יְהוָה) estava gravado nele. Quando Moisés que havia fugido do Egito entrou casa de Jetro, ele leu o Nome, e por meio dele foi capaz de retirar o Cajado do solo, e por isto Tzípora, filha de Jetro, foi-lhe dada em casamento. Seu pai havia jurado que ela somente seria esposa do homem fosse capaz de dominar a “Vara milagrosa” e de nenhum outro (Pirke Avot 40; Sefer ha-Yashar), e eu penso que é daqui que originou-se a lenda do rei Arthur e sua Escalibur. 

Deve, no entanto, ressaltar que a Mishná (Ab. v. 9) diz que ainda ninguém sabia nada sobre a criação milagrosa do Cajado de Aaron. Este fato da suposta origem sobrenatural do Cajado explica a afirmação que a “Vara de Arão” junto com suas flores e frutos, foi preservada na Arca da Aliança pelo rei Josias, que previa a iminente catástrofe nacional, e escondeu a Arca e seu conteúdo. O seu paradeiro permanece desconhecido até que, na era messiânica, o profeta Elias irá revelá-la.


*Quando o Cajado se transformava em serpente, o animal era maior do que um camelo.

*Moshê (Moisés) era uma encarnação do Messias "Shiló" e por isto o Cajado foi dado a ele, conforme o segredo interno do passuq 10 do Gênesis 49. Neste passuq encontramos as palavras יָבֹא שִׁילֹה palavras estas cujo valor em gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas) é igual a 358 que é o mesmo do termo "Mashiach". O nome messiânico "Shiló (שִׁילֹה)" é igual a 345 e este é o mesmo de "Moshê (Moisés)".

A Escalibur


"Excalibur , ou Caliburn , é a lendária espada do rei Arthur , às vezes também atribuída com poderes mágicos ou associada à legítima soberania da Grã-Bretanha . Às vezes, Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são a mesma arma, mas na maioria das versões elas são consideradas separadas. Excalibur foi associada com a lenda Arthurian muito cedo. Em galês, é chamado Caledfwlch; em Cornish, Calesvol; em Breton, Kaledvoulc'h; e em Latim, Caliburnus".


Mjölnir

O velho Noruego Mjǫllnir / mjɔlːnir / se torna regularmente Mjøllnir / mjœlːnir / no antigo islandês até o século 13. A forma islandesa moderna é Mjölnir , norueguês e dinamarquês Mjølner , sueco Mjölner . O nome é derivado de uma forma proto-germânica * meldunjaz , da raiz germânica de * malanan "para moer" produzindo uma interpretação de " o triturador, triturador ". Além disso, há uma sugestão de que a "arma do trovão" mitológica que recebeu o nome da palavra "grindstone (mó)" é considerável, a era Proto-Indo-européia (se não Indo-Hitita ); De acordo com essa sugestão, a arma divina do trovão (identificada com o relâmpago) do deus da tempestade foi imaginada como uma grindstone (russo molot e possivelmente Hittite malatt - " marreleiro , bludgeon"), refletido no russo молния ( molniya ) e Welsh Mellt "relâmpago "(possivelmente cognado com Old Norse mjuln "fogo"). Nos textos da velha nórdica, Mjölnir é identificado como hamarr "um martelo", uma palavra que em noruegueses velhos e alguns dialetos noruegueses modernos pode significar "martelo", bem como "pedra, rocha, penhasco", em última instância, derivado de um indo-europeu palavra para "pedra, ferramenta de pedra", h₂éḱmō ; como tal, é conhecido com o sânscrito aśman , que significa "pedra, pedra, ferramenta de pedra, martelo", bem como "raio".


Jedi Lightsaber


Um sabre de luz é uma espada de energia que aparece no universo ficcional-filosófico de Star Wars . Um sabre de luz típico geralmente consiste em um punho de metal geralmente cerca de 11 polegadas (28 cm) de comprimento que projeta uma lâmina de energia brilhantemente iluminada geralmente em torno de 3 pés (91 cm) de comprimento). O sabre é a arma assinatura da Ordem Jedi e seus Sith homólogos, ambos os quais podem utilizá-los para o combate próximo , ou para desviar Blasters.

Os números aqui citados são muito importante em numerologia cabalista. 28 é a gematria da palavra para "força (Coach)" e 91 é a gematria da palavra para "Anjo (Malach)". Além disso, a mão possui 14 falanges cada uma, sendo 28 ao toda nas duas.



"Ele pegou a "Vara" que estava em sua mã, e a deu a Gehazi, dizendo-lhe: não fale com a sua boca nenhuma palavra; vá e coloque a Vara sobre o rosto do rapaz, para que ele possa viver".



"Agora, quanto a Gehazi, o assunto era risível aos seus olhos, e a cada homem que conheceu ele disse: você? Acredita que esta Vara vai reviver os mortos?".


Pesquisa: 
Avraham ben A´aron Kuk
Tradução:
Misha'El Yehudá
(com acréscimos e explicações)



[1] O Nome brilhante de Fogo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os Segredos de Pessach (2011)

Na noite de segunda 18 de Abril de 2011 terá início o "Tempo Fixado de Pessach (hebraico Moéd)". Digo "tempo fixado" porque todos os "Moedim" foram criados no princípio. Bereshit péreq 1, 14º passuq diz: "Vai omer Eloqim: yehi meorot bi´reqia ha´shamayim le´havdil bein ha´iom u´vein ha´laila ve´hayú le´otót u´le´moadim u´le´iamim ve´shanim (E disse Eloqim: Sejam luzeiros na expansão dos céus, para separar entre dia e entre noite, e sejam por sinais e por tempos fixados, e por dia e anos)".

Sabemos através do Sêfer Yovelim (ou Sêfer Ha´Yovel - O Livro dos Jubileus) que os Patriarcas antigos, anteriores à revelação da Torah em Har Sinai, já praticavam todas este moedim, como "Pessach, shavu´ot, rosh ha´shaná e sukot", portanto, estes moedim não fazem parte apenas de uma "religião judaica", mas são sim, uma ferramenta dada à todos aqueles que desejam elevarem-se através da prática e compreensão dos mistérios da Toráh.

Nós sabemos também, através do Zohar que, quando Adam caiu, ele cometeu três pecados, que foram "Idolatria, assassínio e incesto", e portanto toda a humanidade deve sofrer os tiqunim (karmas/correções) destes três grandes pecados.

Em Pessach nós temos a oportunidade de corrigirmos o pecado de idolatria, e por isto e outro mistério, a noite de Pessach é chamada de "Tiqum Ha´Pessach". O Zohar nos revela que em Pessach nós nos separamos da levedura, por ela é o poder designado sobre as nações (povos) idolatras. Aqui eu devo fazer lembrar que, o perverso Hitler começou os seus discursos nas "cervejarias da Bavaria" e portanto este por si só, já seria um ótimo motivos para aqueles que praticam a Torah, se absterem da cerveja. É desnecessário dizer que a cerveja contem "levedo".

Eu realmente não entendo porque os judeus, sabendo do Shoá (Holocausto) onde o perverso Hitler ceifou a vida de 6,6 milhões de judeus, sendo 1,5 milhão de crianças, ainda insistem em tomar cerveja.

Os ingredientes na Keará de Pessach contem símbolos e energias internas que nos fazer elevar os pensamentos e usá-los como ferramentas para nos corrigirmos (tiqunim) dos pecados cometidos por Adam e por nós mesmos.

O "Zeroa (Braço de Cordeiro)" simboliza que com "Braço forte nos tirou o Eterno do Egito (Mitzraim)". Este "Braço" corresponde à "Mão direita de Hashem" que é o Sefirot de Chessed (bondade), cuja a "Qlipá (Casca)" é a Idolatria, e portanto, ao intecionarmos com kavanot sobre este ingrediente, nós fazemos o tiqum e nos corrigimos do pecado relacionado a ele.

O "Betzá (O Ovo)" com a ponta queimada, externamente simboliza o "Am Isra´El (O Povo de Israel)" que quando mais persequido é, mais forte se torna, e internamente funciona como ferramenta para corrigir o pecado de assassínio. A "Chochamat Nistar (Sabedoria Oculta)" revela que o pecado de assassínio não está ligado apenas com o derramento físico de sangue, mas também com "envergonhar alguém em público", pois ao fazê-lo, a face da pessoa se torna vermelha, o que é considerado pela Qabalá como "Derramamento de Sangue".

O "Marór (Raíz Amarga)" externamente representa o sofrimento do povo Hebreu em Mitzraim, e internamente nos ajudará a fazer o tiqum pelo pecado de incesto. A Qabalá considera "incesto" todo tipo de relações sexuais realizadas de forma inapropriadas, envolvidas com o desejo de receber para si mesmo, ou como "zonot (prostituições)", e não apenas "relações sexuais que envolvem parentes, membros da mesma família). Outro segredo sobre o Marór é que, ingerido com as kavanot apropriadas ele nos aproximará a cada ano para mais próximo da imortalidade. O marór funciona como um "Antidoto" que faz com que anticorpos sejam produzidos e se tornem mais fortes, mais poderosos a cada ano.

O "Charósset (Mistura de maças, nozes raladas e vinho)" representa externamente os tijolos amaçados no Egito, e é o tiqum realizado pela Geração da Torre de Babel. O "Charósset" nos conecta ao Sefirot de Netzach que é a vitória, a imortalidade.

O "Carpás (Salsão)" que será mergulhado em água salgada, representa nossas lágrimas derramadas no Egito e internamente nos conecta ao Sefirot de Hód que é o refinamento, o esplendor atingido através das muitas e amargas restrições as quais somos submetidos e provocam o derramamento de lágrimas. Este ato de mergulhar o salsão em água salgada eliminará, erradicará todo julgamento despertado por nossas próprias ações.

Em "Devarei Ha´Iamim (Crônicas)" nós encontramos uma surpreendente revelação. Diz o passuq: "La´Adonai ki tóv, ki le´olam chasdô (Porque o Eterno é bom, e para sempre é a sua bondade)". Isto nos revela que, em todo o tempo, dia e noite, inverno e verão, em todas as épocas, a cada minuto, hora, o Eterno, bendito seja Ele, é bom, e que somos nós realmente, que despertamos sobre nós mesmo a severidade, que é a coluna esquerda da Árvore das Vidas. Não é o Eterno que nos pune, e sim, nós mesmos.

A "Chazéret (Alface Romana)" devidamente inspecionada e limpa de vermes e impurezas), nos conecta ao Sefirót de Yesod que é o "Salão dos Segredos", os mistérios da Torah revelados pela Chochmat Nistar. Aqui, eu aconselho que o oficiante ou o maguid revele mistérios do Zohar para os participantes do Sêder.

E por falar em "Sêder" palavra esta que é geralmente associada com a "Mesa de Pessach" devidamente preparada, mas que alude a um mistério mais elevado: O termo "Sêder" que significa "Ordem" alude a "Erradicar O Caos" de nossas vidas através destas eficientes ferramentas e kavanot intencionadas com profunda introspecção.

Finalmente a "Keará (O Prato)" onde estes ingredientes todos são dispostos de forma "ordenada" representa e nos conecta com o Sefirot de Malchut, e nos ajudará a realizar o tiqum pelos pecados de "Lashon Ha´Rá (Maledicência, fofocas, etc)".

As três "Matzot (Pães Azimos)" aludem e nos conectam aos três níveis da alma que são a "Nefesh (alma animal), Ruach (espírito) e a Neshamá (alma divina)", chamados pelos nomes códigos "Isra´El, Levi e Cohen". O "Aficoman (do Grego "Escondido)" e que em hebraico é "Tzafun (Secreto)" que é a "Matzá" do meio partida em duas (ao meio), alude ao Ruach (espírito) que é o mundo superior (zeir anpin -a pequena face). Uma das metades será "escondida" e está corresponde aos "Mistérios de D´us" à "Chochmat Nistar - A Sabedoria Escondida da Torah" e ao "Salão dos Segredos" o Sefirot de Yesód.

É chegado o momento de revelarmos os mistérios escondidos, que foram ocultos dos judeus pelo judaísmo rabínico, e nos elevarmos e conectamos com um nível mais elevado de consciência. Que Hashem nos ajude.

Sefirat Ha´Ômer

Ao iniciarmos o "Sefirat Ha´Ômer" na noite do segundo dia de Pessach, estaremos contando os cinquenta dias até Shavu´ot e retificando as Sefirot de cada Partzuf (Rosto) da Árvore das Vidas, atraindo centelhas luminosas para os cinquenta portais negativos, evitando assim, a nossa queda espiritual e a perca de nossa batalha contra o Satan, obtendo merecimento/mérito para que a Torah nos seja revelada em Shavu´ot.



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O Artesão Da Luz