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terça-feira, 6 de março de 2012

PURIM - VITÓRIA CONTRA AMALEQ


Queridos, amanhã à noite será "Purim" uma das mais importantes e elevadas conexões da prática mística israelita, a Chochmat Nistar, que vocês conhecem como QABALAH. O Purim trata-se de um MOED - a abertura de uma janela espiritual, um portal por onde a "Ór ha'Ganúz - A Luz Entesourada, escondida, ocultada" desce ao nosso “universo”. Trata-se da Luz de Keter que é a cabeça da Árvore das Vidas, O Sagrado, Ele mesmo, bendito seja, e que é derramada uma única vez em nossas vidas no ano. Nós precisamos aproveitar este momento com a consciência exata e com muita alegria.

Mas este momento, este "Tempo Fixado (Moed)" foi criado no principio de tudo, quando o próprio universo estava sendo criado, mas somente foi manifestado no "Olam Assiáh (mundo fisico)" durante a época da Rainha Esther e do Qabalista Mordechai. Foi preciso uma grande restrição, a eminente destruição do povo sagrado, o aspecto positivo chamado "israel" dentro de cada um de nós. Sim, isto mesmo! Israel refere-se a um estado de consciência que pode ser atingido. São chamados "Goyim (Nações)" todos os aspectos negativos em nós e que ainda não foram corrigidos, e portanto não estão aptos a receberem a luz. É preciso sair do Egito (o estado de consciência dogmatizada, escrava da religião e seus preceitos escravizantes) primeiro e alcançar o "Har Sinai - um estado de consciência acima da ira, como o próprio nome diz "Montanha da Ira". O Termo "Montanha" vem do hebraico "Har" cuja raiz é "Hirhur" e que significa pensamento. Precisamos elevar os nossos pensamentos.

O termo "Purim" vem do Persa "Pur" e significa "Escolha" e não sorte no sentido literal como geralmente é traduzido. Esta "Escolha" é determinada de acordo com nossas ações onde podemos entrar num universo de realização, bençãos e alegria, um universo positivo, ou num universo de enorme restrições negativas e ameaça de destruição. Foi o que aconteceu na Pérsia cerca de 2400 anos atrás quando Israel sofreu iminente risco de erradicação.

Para salvar Israel entram em ação os qabalistas Mordechai e Esther, que lideram o povo para uma elevação de consciência para que o "Pur" que houvera sido determinado por "Haman - o arquiinimigo" da consciência Israel, fosse revertido. Haman alude ao 50º degrau da negatividade e que todos nós corremos risco de atingir. É preciso um árduo trabalho espiritual para que isto não aconteça. Todas as pessoas que personificaram o mal neste mundo desceram ao 50º degrau.

Na "Meguilat Esther (Revelação da Luz Escondida)", Haman ergue uma força com 50 cúbitos de altura na qual ele pretendia enforcar "Mordechai (a consciência dos mistérios da QABALAH Sagrada). Ele fez isto depois de haver descido ao 50º. Mas através do Jejum de 72 duas horas promulgado pela Rainha Esther, os hebreus/israelitas se elevaram e reverteram o decreto do "Rei (O Sagrado, Ele mesmo)" de aniquilar o povo santo, e então o próprio Haman é enforcado na forca que ele mesmo houvera levantato. Com o jejum e as kavanot nos 72 Nomes, a força de Haman fora minada.

A palavra "Meguiláh" sempre traduzida para "Pergaminho" vem da raiz da palavra "Galuí" que significa "descoberto/revelado" e Esther do termo Seter que significa "Segredo Oculto" e dai o termo místico "Meguilat Esther" cujo significado é "Segredo Revelado, Descoberto" que é a "Ór ha'Ganúz" e os mistérios da Sagrada QABALAH.

Na meguilat Esther, Haman havia promulgado um decreto ordenando que todos os hebreus se prostrassem diante dele quando ele passasse pelas ruas. Mordechai se recusou e toda vez que Haman passava ele não se prostrava sobre seus joelhos. Qual significado disto? Haman queria fazer com que a consciência elevada chamada "Israel" fosse derrubada por terra. Para entendermos isto, precisamos entender também quem era Haman num sentido mais amplo. Haman era "Amalequita" e Amaleq é simplesmente a "DÚVIDA". Para que esta conexão elevada com Purim funcione plenamente nós termos que "erradicar toda dúvida" do nosso interior. Precisamos ter certeza do que queremos com está conexão. Mas, cuidado para que o "Ego" não mascare este desejo e o confunda com "desejo de receber para si mesmo".

Para compreender este mistério, recomento que você leia o artigo do link abaixo e assista ao filme “A Batalha de Riddick” que fala das “Quatro Faces de Amaleq”.


Espero, com a Graça de Hashem, ter elucidado este maravilhoso segredo sobre Purim, fornecendo-nos uma consciência boa e exata para a conexão de amanhã a noite.



A imagem que você vê acima neste artigo é do código "13 be'Adar Purim (13 de Adar Purim)" que foi encontrado escondido no livro do Gênesis na Bíblia que foi escrito muito tempo antes de Purim ser manifestado no nosso mundo físico. Quando perguntado sobre a possibilidade deste código estar no Gênenis, oculto entre as 78.000 letras hebraicas do Livro, ele respondeu que a possibilidade era "nula" não havia como uma frase tão longa estar codificada ali. No entanto, e milagrosamente ela está lá. A estatística de que ela fosse encontrada era de 0.00000. Sabe o que isto significa? Mesmo que haja 0% de chance de você obter uma benção em Purim, se você erradicar a dúvida, você vai conseguir a sua benção!

Que o Sagrado, Bendito seja Ele, nos abençoe grandemente. Neste momento eu estou escrevendo através de um grande esforço, devido estar me recuperando de um vírus pelo qual fui acometido, e por isto os céus enviaram esta elucidação, pois um esforço foi criado para conectar-me com a Luz, estando com o corpo doente e cheio de dor. Mas a alma está alegre...

Moed ve'chag Purim Sameach a todos.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Os Templos de Salomão



Na conferência "Haderei Teman" de "Ufologia Qabalista" realizada no ano passado, descobrimos que o Rei Sh'lomô (Salomão) possuía uma "Máquina Voadora" cuja aparência era semelhante a uma águia. Este mistério está codificado nas páginas do Zohar e no Kebra Nagast - O Livro da Glória dos Reis. Com esta máquina voadora o Rei Salomão visitou todos os continentes, aprendeu com muitos sábios e mapeou todo o mundo. Assim, ele também visitou outros planetas e edificou construções neles. Existem evidências destas edificações salomônicas codificadas em Devarei ha'Iamim Beit (IIº Crônicas).

Hoje encontrei estas evidências de que, quando o Rei Salomão edificou o Beit ha'Miqdash (Templo) neste mundo, edificou outro nas areias de um outro mundo acima. Qual serie este mundo? Logo você descobrirá e poderá verificar as evidências. Mantenha o coração e a mente aberta e livre de dogmas religiosos.

Beit é a segunda letra do alfabeto sagrado, e seu valor numérico é 2 e letra é usada para a palavra casa e por isto Beit ha'Miqdash - Casa Sagrada ou simplesmente O Templo. A Torah começa com a letra beit e o Zohar nos conta a razão secreta disto. Tudo o que existe no nosso universo é duplo, binário. A maioria das estrelas neste universo da letra beit é binário.




Desta forma existiram dois Templos aqui no nosso mundo, e quando o primeiro Templo foi edificado aqui no Har Moriah outro foi edificado no "Har Moriah" acima.

Um Templo Nas Areias De Marte?


O Zohar e o Mishkney Elion, obra do Rabi Moshê Chaiim Luzato, nos diz que, quando D´us ordenou Moisés levantar o Tabernáculo no deserto, ordenou aos Malachim (anjos) que edificassem um Tabernáculo acima também, e ambos estavam alinhados com o Templo edificado acima de todos os universos.


"Tudo o que há embaixo tem uma correspondência acima. Tudo o que existe acima, existe abaixo (Zohar)".

Enquanto eu estudava e meditava sobre este mistério e também nos segredos de outro artigo que houvera escrito (Adão & Marte - As Origens Secretas da Humanidade), eu tive um sonho lúcido com a palavra hebraica "Ma'adim" que é Marte junto com o temo "Har Ha'Moriah" em algum texto do Tana´k (Bíblia Hebraica). Não demorou muito para eu encontrá-lo e descobrir os segredos que me levaram a escrever este artigo.




Vocês mesmos podem verificar na imagem acima que foi encontrada escondida no Livro de IIº Crônicas capítulo 3, os profundos mistérios que D´us codificou no texto: No centro na cor vermelha e na posição vertical está "Ma'adim (Marte)" e ao lado direito na posição horizontal está "Cochav (Planeta)". Abaixo de planeta na cor azul e tamb´me na posição horizontal está "Salomão começou a edificar a Casa do Sagrado em Jerusalém, no Monte Moriah... (IIº Crônicas 3;1)". A frase ao lado esquerdo de "Ma'adim" é "Har Ha'Moriah (Monte Moriah). Como eu havia revelado no artigo "Marte & Adão", o Monte Moriah aqui na Terra tem o seu correspondente acima, no planeta vermelho que fica na região de Cydonia onde se encontra "A Face". O que conhecemos como "A Face" é na verdade o "Monte Moriah" acima.


Mais há muito mais no código. Abaixo á direita de "Ma'adim" que é a palavra chave central, encontrei o termo hebraico "Aviráh" cujo significado é "Atmosfera" e cruzando este termo está "E os sacerdotes trouxeram a Arca da Aliança do Eterno ao seu lugar... (IIº Crônicas 5:7)". Nos sabemos que para cada uma das dez esferas da Árvore das Vidas (Sefirot) exitem outras dez esferas. Assim, guevurá que é Marte tem também suas dez esferas que são: Keter de guevurá, chochma de guevurá, biná de guevurá, chessed de guevurá, guevurá de guevurá, tiféret de guevurá, netzach de guevurá, hod de guevurá, yesod de guevurá e malchut de guevurá. O Santo dos Santos que é o lugar da Arca em cada um dos mundos fica sempre em Keter.


Este código "Aviráh" parece deixar claro que já houve "atmosfera" em Marte ou ela fora criada de forma milagrosa pelo Rei Salomão....


A Máquina Voadora do Rei Salomão

Do Zohar: "E Salomão, o sábio rei de Israel, voltava sua face a cada manhã para os quatro pontos cardeais. Quando, por fim, levantou seus olhos para o Norte, viu avançarem em sua direção dois pilares: um de fogo e outro de nuvem. Acima dos pilares, viu uma águia gigantesca com asas estendidas, sua asa esquerda se apoiando sobre a coluna de nuvem e sua asa direita, na coluna de fogo. A águia desceu diante do Rei Salomão e inclinou-se à sua frente, e colocou a seus pés as duas folhas que carregava no bico. Salomão pegou as folhas, sentiu seu perfume e disse: "A primeira folho me foi enviada por "Aquele que cai" e a segunda folha, por "Aquele cujos olhos estão aberto". Ele soube que os dois demônios lhe haviam enviado notícias. Selou seu trono com seu anel no qual estava gravado o Nome de D´us, montou a águia que se elevou a uma grande altura e saiu voando. A extensão das asas obscureceu a luz do sol, de tal modo que a escuridão reinou por toda a rota de seu vôo. E os sábios, vendo a escuridão, disseram: "Vede, o Rei Salomão está passando". Depois de um vôo de 400 léguas, a águia chegou às Montanhas das Sombras, chamadas na Bíblia de Taramond, ou Montanhas do Deserto. Lá, Salomão apeou, mostrou seu anel e foi-lhe permitido aproximar-se. Quando soube tudo o que queria saber, montou de novo a águia e regressou voando a seu país. Então, quando se sentou em seu trono, pronunciou palavras que mostravam uma tal profundidade de sabedoria que todos os homens se maravilhavam com ele".


Considerações

A primeira pergunta que surge aqui é: para que uma águia precisaria apoiar suas asas sobre dois pilares, sendo um de nuvem e outro de fogo? Sendo que a águia tem autonomia própria de vôo? A segunda pergunta é: Como o Rei Salomão poderia sobreviver a uma grande altura num ar extremamente rarefeito? Evidentemente tratava-se de uma máquina voadora cuja aparência se comparava a uma águia. Torna-se evidente que os pilares tratavam-se de algum tipo de propulsão e que levantava aos céus esta gigantesca máquina voadora dentro da qual o Rei Salomão podia respirar livremente.

Temples of Solomon

At the conference "Haderei Teman" of "Qabalist Ufology " we find that the King Sh'lomô (Solomon) had a "Flying Machine" whose appearance was like an eagle. This mystery is encoded in the pages of the Zohar and the Kebra Nagast - The Book of the Glory of Kings. With flying machine is visited King Solomon and mapped all the continents around the world. Thus, he also visited other planets and buildings built on them.

Today I found evidence that, when King Solomon built the Beit ha'Miqdash this world, and built another in the sands of another world above.

Beit is the second letter of the alphabet sacred, and its numerical value is 2. The Torah begins with the letter beit and the Zohar tells us the secret reason of this. Everything that exists in our universe is double binary. Most stars in the universe of the letter beit is binary.




Thus there were two temples here in our world, and when the first Temple was built here in the Har Moriah another was built in the "Har Moriah" above.


Thus there were two temples here in our world, and when the first Temple was built here in the Har Moriah another was built in the "Har Moriah" above.


A Temple In The Sands Of Mars?

The Zohar and Mishkney Elion, the work of Rabbi Moshe Chaiim Luzato, tells us that when Gd commanded Moses to raise the Tabernacle in the desert, ordered Malachim (angels) that a Tabernacle edificassem up as well, and both were aligned with the Temple built above all universes.


"Everything down there is a match up. Everything that exists above exists below (Zohar)."

As I studied and meditated on this mystery and also the secrets of another article that there had been written (Adam & Mars - The Secret Origins of Mankind), I had a lucid dream with the Hebrew word "Ma'adim" that Mars is in conjunction with the term "Har Ha'Moriah" some text Tana'k (Hebrew Bible). Do not take me long to find him and discover the secrets that led me to write this article.




You can check them in the image above that was found hidden in the Book of Chronicles Chapter 3, the deep mysteries that God encoded in the text: In the center red and upright is "Ma'adim (Mars)" and right side in the horizontal position is "Cochav (Planet)." Under the planet in blue and also in the horizontal position is "Solomon began to build the Sacred House in Jerusalem on Mount Moriah ... (II Chronicles3, 1)." The left side of "Ma'adim" is the phrase "Ha'Moriah Har (Mount Moriah). As I had revealed in the article "Mars & Adam", Mount Moriah on Earth has its counterpart above, the red planet is in the Cydonia region where "the Face." what we know as "the Face" is actually the "Mount Moriah" above.


More is more in the code. Below on the right of "Ma'adim" which is the central key word, I found the Hebrew word "Aviráh" meaning "Atmosphere" and crossing this term is "And the priests brought the Ark of the Covenant of God to his place .. . (Article II Chronicles 5:7)". We know that for each of the ten spheres of the Tree of Life (Sephiroth) has ten other spheres. Thus, gevurah it is Mars also has its ten spheres which are: Keter of gevurah, chochma of gevurah, binah of gevurah, chesed of gevurah, gevurah  of gevurah, Tiferet of gevurah, Netzach of gevurah, hod of gevurah, yesod of gevurah and malchut of gevurah. The Holy of Holies is the place of the Ark in each one of the world is always in Keter. 


This code "Aviráh" seems clear that there have been "atmosphere" on Mars or she was miraculously created by King Solomon ....




The Flying Machine of King Solomon

The Zohar: "Solomon, the wise king of Israel, turned his face every morning to the four cardinal points. When finally lifted his eyes to the north, saw advancing toward her two pillars: a fire and other cloud. Above the pillars, saw a giant eagle with wings outstretched, his left wing leaning on the pillar of cloud and its right wing, the pillar of fire. The eagle came before King Solomon and bowed before him, and placed at his feet the two sheets carrying in its beak. Solomon took the leaves, felt her perfume and said: "The first frill was sent to me by" One who falls "and the second sheet, as" One whose eyes are open. " He knew that the two demons had sent news. He saddled his throne with his ring on which was engraved the name of God, mounted the eagle which amounted to a great height and flew away. The wingspan obscured sunlight, so that the darkness ruled throughout its flight route. And the wise men, seeing the darkness, said: "Behold, King Solomon is going." After a flight of 400 miles, the eagle came to the Mountains of Shadow, Taramond called in the Bible, or the Desert Mountains. There he dismounted Solomon showed his ring and he was allowed to approach. When I learned everything I wanted to know, set up again and returned the eagle fly to your country. So when he sat on his throne, spoke words that showed such depth of wisdom that all men marveled at it. "


Considerations

The first question that arises here is: that an eagle would need to support their wings on two pillars, one cloud and another fire? Since the eagle has its own autonomy flight? The second question is: How King Solomon could survive to a great height in extremely thin air? Of course it was a flying machine whose appearance was like a eagle. It is evident that the pillars are treated in some type of propulsion and raised to the skies this gigantic flying machine into which King Solomon could breathe freely.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tablets: Tecnologia Revelada do Éden



Tecnologia Revelada do Éden: 

Para a maioria das pessoas, as "Tábuas (Tabletes)" dados a Moisés em Har Sinai (Monte Sinai) eram como apresentadas nos filmes americanos, sem nenhuma beleza e com letras mal escupidas nelas. Isto é mera e defeituosa imaginação.

O Zohar, o Livro do Esplendor, nos revela que, as "tabletes" dadas a Moisés foram feitas de Safira, magnifica pedra preciosa azul e que, as letras flutuavam sobre elas e se podiam ler tando à direita como à esquerda, tanto de frente como pelo verso.

 וְהַלֻּחֹת--מַעֲשֵׂה אֱלֹהִים, הֵמָּה; וְהַמִּכְתָּב, מִכְתַּב אֱלֹהִים הוּא--חָרוּת, עַל-הַלֻּחֹת

"E aquelas tábuas eram obra dos Elohim; também a escritura era a mesma escritura dos Elohim, esculpida nas tábuas (Êxodo 32:16)".


Acima, a matrix encontrada no texto do Êxodo 32 onde diz "A escrita dos Elohim gravadas sobre as tabletes" e "Foi feito por computador" sendo a raiz da palavra "computador" a mesma de "pensamento".

Eu já revelei no artigo "O Zohar e o Livro Selado de Daniel" que as primeiras Tábuas eram em número de seis. Estas tábuas são a Torah do mundo superior. Este segredo, das "Seis Tábuas" nos podemos ver no verso hebraico assim, onde a palavra "Haluchot (וְהַלֻּחֹת)" é iniciada com a letra "Vav (וְ)" significando "E as tábuas...". O vav (וְ) é a sexta "Ót (Letra)" do Alfabeto hebraico, e portando o verso diz "Seis tábuas criadas pelos Elohim...". Deve revelar aqui que, o termo "Haluchot" aparece duas vezes no verso, sendo uma no início e outra no final.

Mas, diferente da primeira vez, na última vez que o termo (הַלֻּחֹת) aparece no verso ele está sem a letra "vav (וְ)".

As seis "Tábuas" que Moisés recebeu na primeira vez antes de quebrá-las foram: Torah Bereshit, Torah Shemot, Torah Vay'Qrá, Torah Ba'Midbar, Torah Devarim e Torah Sodot (segredos). Este último "Tablete" era o "Zohar Santo". Cada uma das "Tábuas" ligada com um Sefirot da Árvore das Vidas: Chessed, guevurá, tiféret, netzach, hód e yesod.

Na segunda vez que as "Tabletes" foram dadas a Moisés foram apenas em número de cinco. A Torah dos Segredos, ou seja, o Zohar fora escondido, passando a ser transmitida oralmente até a época de Rabi Shimeon Bar Yochai. Por esta razão, como demostrando acima, a segunda vez que a palavra "Haluchot" aparece no verso, omite a letra "vav (וְ)".

Alguns talvez (raros) questionem a razão do texto bíblico dizer que foram duas tábuas dadas a Moisés. Sim, estão certos estes que questionam e não há contradição, pois, sim, foram duas, uma contendo "seis peças" e a outra contendo "cinco peças".

Evidências

No Êxodo capítulo 24 verso 10 lemos:
י וַיִּרְאוּ, אֵת אֱלֹהֵי יִשְׂרָאֵל; וְתַחַת רַגְלָיו, כְּמַעֲשֵׂה לִבְנַת הַסַּפִּיר, וּכְעֶצֶם הַשָּׁמַיִם, לָטֹהַר

"E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma tábua de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade". A parte marcada em azul é "Livinat ha'Saphir" cujo significado é "Tábua de Safira".

De acordo com o Midrash, foi nesta "pedra de safira" que D´us escreveu as palavras originais em hebraico da Torah, e embora a pedra fosse dura como diamante, podia ser "enrolada" como um pergaminho. Embora sua cor fosse azul profundo, ela também era transparente e o texto hebraico da Torah diz que "sua pureza igualava os céus".

Isto é simplesmente uma demonstração do poder de D´us e não acreditar nisto é negar a onipotência do Criador de todas as coisas.


Assim, não duvide, Steven Jobs canalizou e revelou tecnologia do Jardim do Éden, tecnologia do mundo superior...

Naib Mishael HaLevi

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Duna & O Zohar



Foi a obra literária de Ficção Científica "Duna" de "Frank Herbert" influenciada pelo Zohar? Quando Ha'Shem trouxe Duna até mim, através das irmãs minhas queridas alunas e amigas Marcia Mitie Hamatsu e Marly Hamatsu que tanto bem me proporcionaram, eu senti que havia energia divina que emanava das páginas e das palavras daquele livro. O grande impacto que "Dune" causou na minha alma, mudaria para sempre a minha vida, sem contar a revelação de que minha própria vida estava codificada nas letras da obra. Comecei a colecionar os filmes e os livros da série, e até hoje não parei.

Encontrei alusões à Qabalah na obra, e por algumas vezes cheguei a sentir que Frank Herbert houvera recebido influência do Zohar Sagrado, mas não havia encontrado ainda alguma evidência que erradica-se a dúvida, isto, até hoje.

Como estou me recuperando da cirurgia a qual me submeti ontem (16/02/2012), aproveitei para reler algumas páginas da obra, e cheguei então à página 247. No final da página, com Paul Atreides, sentado dentro de uma tenda destiladora armada no deserto, após o assassinado de seu pai, o Duque Leto Atreides, o autor nos diz: "Paul levantou a aba do embrulho e retirou um micromanual com ampliador e aba luminosa. Letras verdes e laranja destacavam-se nas páginas: "reservatórios de água, tenda destiladora, capas de energia, recaths, respirador para areia, binóculos, estojo para reparos em traje-destilador, pistola baramarca, mapa de escoadouro, filtroplugs, parabússola, ganchos de produtor, batedor, estojo fremen, pilar de fogo..."

Quando li este trecho, novamente a "Voz" me disse: "Tem Zohar aqui...". Isto porque o Zohar é quem menciona o Pilar de Fogo! Óh! E tinha mesmo!

No paragrafo seguinte, Paul Atreides diz: "- Meu pai falava do "Poder do Deserto."

Ao traduzir para o hebraico a frase "Poder do Deserto" ela se torna "כוח במדבר" - "Koach ba'Midbar". Evidente torna-se para o iniciado no "Sendero luminoso (Zohar)" que a frase esconde um segredo. Ao aplicarmos "temurot (permutações de letras)" "Koach ba'Midbar" se torna "כוח מב דבר" - "Koach Mem Beit Davar" cujo significado é "O Poder das 42 Palavras".

Existe um grande número de Tefilot (Orações, preces) na Qabaláh que possuem propositalmente 42 palavras que nos conectam com o poder do "Nome de 42 Letras" popularmente conhecido como "Ana be'Koach. Preces como a primeira parte do Qiriat Shemá (Shem Ayin)" que possui 42 palavras, ou o Ma tovú que também possui 42 palavras ou o Mi Kamocha também com 42 palavras.

Mas a evidência não se encontrava aqui, mas na página seguinte, a página 248. No final, no penúltimo paragrafo, encontrei:

"A aba brilhante do manual do estojo Fremen colocada entre eles chamou sua atenção. pegou-a olhando para a folha e lendo: "Manual do Deserto Amistoso - o lugar cheio de vida. Aqui estão o ayat e o burhan da vida. Acredite e al-Lat nunca o queimara."

Na continuação deste trecho encontra-se a evidência de que Frank Herbert foi inspirado pelo Zohar Santo para "canalizar" a maior obra de Ficção Científica de todos os tempos, obra que inspirou George Lucas a criar Guerra nas Estrelas (Star Wars) e Gene Rodemberry a criar "Jornada Nas Estrelas (Star Trek). O trecho diz:

"Parece-se com o Livro de Azhar", pensou Jessica lembrando-se de seus estudos sobre os Grandes Segredos. Será que um manipulador de Religiões visitou Arrakis (Duna)?".

Todo e qualquer estudante de Qabalah sabe que os Grandes Segredos encontram-se nas páginas do Zohar. A evidência aqui está na frase "Livro de Azhar". Quando tomamos o nome "Azhar" e o permutamos ele se tona "Zahar". Basta trocarmos a primeira letra "a" para "o" e teremos "Zohar". Reescrevendo a frase nós temos:

"Parece-se com o Livro do Zohar", pensou Jessica lembrando-se de seus estudos sobre os Grandes Segredos".

Quando um escritor "canaliza" uma obra do "Mundo das Centelhas Luminosas (Zeir Anpin)" uma assinatura é impressa espiritualmente em suas palavras para que os estudantes dos mistérios reconheçam a sua origem.

Duna foi inspirado pelo Zohar a Frank Hebert, de abençoada memória. Shabath Shalom!

Naib Mishael HaLevi

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Roda da Ilusão



Nós estamos vivendo a mesma "realidade" novamente, e este "universo paralelo" não é mais do que um fragmento da mesma "realidade ilusória" a qual chamamos "malchut" na complexa estrutura metafísica da "Árvore das Vidas". Assim como as outras esferas da Árvore que formam o mundo superior chamado "Zeir Anpin (a pequena face)", malchut também possuí em si outras dez esferas, as que eu chamo de "fragmentos da ilusão".

Creio que você não esteja entendendo o que eu estou procurando revelar aqui, então eu vou ajudá-lo (a): Nós já destruímos este mundo algumas vezes. Esta é a razão secreta da descoberta de areias vitrificadas por detonações atômicas com 15.000 anos de idade e é por isto que você tem o que é chamado em francês de "Deja Vu".

Mas a cada fragmento da ilusão que vivemos, a cada universo, nós melhoramos um pouco, à medida que a Sabedoria vai sendo compartilhada. A razão por havermos destruído o mundo inúmeras outras vezes foi porque usamos mal a Sabedoria. Não será diferente desta vez, pois assim revela o Zohar: "No 6º milênio o mundo estará em ruínas (Zohar - O livro do mistério oculto)".

Eu encontrei este código escondido em "Sefer Qohelet (Eclesiastes)" no capítulo 3 verso 15 onde diz: "O que existe, já existiu e o que existirá, já existe agora". Dentro deste passuq está o termo francês em hebraico "Deja Vu".


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

A pergunta é: O que você está fazendo para melhorar sua vida e o universo com a Sabedoria que lhe está sendo compartilhada? Ou o seu desejo está em usar a Sabedoria para fins de 'prosperidade", para arrecadas mais dinheiro e alimentar o ego e o desejo de receber para si mesmo? Isto, faz parte da ilusão.

O que é a Matrix? Ela é tudo em torno de você, é o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para que você não veja a realidade...


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Lenda Do Zorro: Não sejais como a mula...



"Uma mula que girava uma pedra de moinho percorreu uma centena de quilômetros a pé. Quando foi solta, ela descobriu que ainda estava no mesmo lugar. Semelhantemente há pessoas que fazem muitas viagens, mas sem fazer nenhum progresso em relação a qualquer destino".

Adágio Popular

O significado disto é que, aquele que estuda apenas o literal (p´shat) da Torah e nada entende dos seus mistérios, ele é comparado a uma mula que gira a "Gisar (termo do aramaico nazoraico para pedra de moinho)" sem sair do lugar.

Assim, David ha'Melech (o Rei David) disse: "Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento e que são guiadas apenas por cabrestos (Salmo 32:9)".

A palavra hebraica para mula neste passuq (verso) é "péred (פֶרֶד)" um termo escrito com defeito, pois falta-lhe a letra "Samech (ס)" que é a inicial da palavra "Sód (סּוֹד)" cujo significado é mistério. Portanto, aquele que não estuda os mistérios da Torah derruba a letra samech (ס) da palavra "PARDES (פַּרְדֵּס)". PARDES é uma palavra emprestada do Persa para o hebraico cujo significado é "Paraíso" ou "Pomar Secreto" e é mencionada uma única vez em toda Qituvei Ha'Qodeshim em Shir Ha'Shirim capítulo 4 versículo 13.

אַל-תִּהְיוּ, כְּסוּס כְּפֶרֶד--    אֵין הָבִין:


O BURRO

"Não é costume do rei (Messias) e da matrona (Shechiná) montar um burro (heb. chamor), a saber, a compreensão literal (heb. chomer) da Torá, que é o trigo e a árvore do conhecimento do bem e do mal, conforme mencionado. Em vez disso, eles andam a cavalo, ou seja, o segredo dos mistérios da Torá. Este é o significado de “você monta em seus cavalos, suas carruagens de salvação” (Chavakuk 3:8). Pois malchut não é tratada levianamente para que a rainha monte um burro, e ainda mais o rei, pois não é lugar para plebeus e servos, esse é Metatron que é chamado de plebeu e servo, cujo caminho é montar um burro (chamor). é por isso que se diz do messias, quando Israel não terá mérito, e então, “humilde (heb. ani), e montado sobre um jumento (chamor) - Zacarias 9:9”. Ani (עָנִי) representa as ordens da Mishaná (מִשְׁנָה)- a Neshamá de Briá pois, Ani(ענ"י) possui as iniciais quais formam “Etzot Nistarim Adonai (עצות נסתרים יהו"ה) – Conselhos dos Mistérios de Adonai -  o que indica que enquanto não se conhece os mistérios da Torá, mas apenas a Torá revelada, é pobre em conhecimento e montando em um burro, que é o aspecto de a árvore do conhecimento do bem e do mal. O Santo, abençoado seja Ele, não é considerado um Rei até que ele monte em seu cavalo, que é a congregação de Israel, a saber, malchut, de acordo com o segredo de: “eu te comparei, ó meu amor, a uma égua do carros do faraó (Shir Hashirim 1:9)”, que é totalmente bom sem nenhum mal."

- Zôhar Ki Tetzê

חֲמוֹר


Qabalistas estudam os mistérios primeiro fazendo com que a letra samech seja movida do final de PARDES para o inicio transformando-a em "SEFARD". Hebreus Sefaradim são aqueles que estudam o Zohar primeiro, ou seja, os mistérios da Torah Sagrada.

Quando os rabis da Idra Rabá (Grande Assembléia) ou da Idra Zuta (Pequena Assembléia) precisavam se "mover" de um lugar para outro, eles o faziam montados sobre mulas, o que parece um paradoxo, uma vez que é proibido assemelhar-se com este animal. Mas ao montar sobre suas mulas, imediatamente eles começam a falar sobre os mistérios da Torah, o Sód, transformando suas mulas em cavalos, pois a letra samech é também a inicial de "Sus" que significa "Cavalo".

O Zohar nos revela que, aqueles que estudam os mistérios da Torah primeiro, são comparados a pessoas que caminham sobre cavalos.

De forma semelhante aquele que caminha sobre uma mula, aqueles que tomam o Zohar santo apenas para repetir suas palavras sem penetrar os seus mistérios, comparam-se também a pessoas que caminham sobre uma mula. Mas é verdade que a maioria das pessoas não tem habilidade para penetrar os mistérios do Zohar, e então o que é preciso fazer? O Talmude tem a resposta. Ele diz: “Procure um mestre para você”.


Vocês devem se lembrar de quando escrevi sobre o “Zorro” outro dia. Notaram que o Zorro sempre viaja sobre um cavalo e não sobre uma mula? E também sobre o que Dom Diego diz para Alejandro? “Quando o aluno estiver pronto, o mestre aparecerá”. O ato de procurar um professor, como o Talmude ensina, é o ato de “criar um esforço” para ser merecedor da Sabedoria. Assim, no filme “A Máscara do Zorro” Alejandro veste a máscara, o seja, o véu que oculta a sua verdadeira identidade e quem quiser conhece-la, deve tornar-se merecedor. Na continuação da série, no filme “A lenda do Zorro” Alejandro agora tem a máscara retirada para revelar sua identidade para o próprio filho. Em outras palavras é o filho quem retira o véu para revelar os mistérios. O significado disto é que, em todas as gerações são as “neshamot (almas)” de mashiach (messias)” quem retiram o véu para revelar os mistérios sagrados do Zohar.

Ao procurar um professor, você precisa saber que, este professor deve ser um legitimo qabalista, ou seja, alguém que possui no corpo a marca da brit milá (a circuncisão), pois o ato de não possuir a circuncisão ou negá-la corresponde ao ato de negar a Torah e os seus mistérios.

Ninguém jamais havia entendido porque Yashu'a (Jesus) entrou em Jerusalém montando sobre um jumento. Não foi para cumprir a profecia de Zacarias 9:9 "Eis ai vem o teu rei sobre o lombo de um jumento...", mas foi para dizer que aquele era o estado de consciência de Israel naqueles dias, pois é isto que o Zohar revela. Outro segredo está oculto na palavra hebraica para jumento que é Chamor  (חמור) que contém as iniciais de "Chaham Muflá ve'Rav Rabanan  (חכם מופלא ורב רבנן)" cujo significado é "Um mestre maravilhoso e mestre de mestres".


Quando na antiga Pérsia Mordechai venceu Haman, o amalequita, o arqui-inimigo dos hebreus naquela época, ele foi colocado sobre um cavalo e puxado por toda cidade pelo próprio Haman. O significado disto foi que, Mordechai era um entendido nos mistérios da Torah, um qabalista, e esta é a razão secreta do nome Mordechai cuja gematria é 274 que é duas vezes a gematria de “QABALAH” que é 137.

Queridos, não se façam parecer com pessoas que viajam assentados sobre o lombo de uma mula, mas tornem-se pessoas que viajam sobre cavalos!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Segredos do Êxodo - Parashat Beshalach



Das Qlipot Ao Paraíso
Dos Ensinamentos do Rabbi Yitzchak Luria

Nós sabemos que não houve escravidão no Egito nem escravos hebreus, da forma como foi ensinada pelos "ravs (rabinos)", nem pessoas fazendo trabalho forçado, escravo. Eis aqui, um mistério do êxodo, uma das 70 camadas de segredos que o texto contém escondido.
Naib Misha'Ël

"E o Egito é Adão e não o Divino..."

וּמִצְרַיִם אָדָם וְלֹא-אֵל

Isaías 31:3

O texto a seguir é uma bela interpretação [mística] do Êxodo do Egito, como uma alusão ao desprendimento da alma do corpo [na morte]. Este é o mistério escondido na narrativa do Êxodo na Torah.

"Quando o Faraó mandou o povo [hebreu] embora… " (Ex. 13:17). Isto se refere a quando a alma deixa o corpo. Faraó, o rei do Egito, é o pescoço, pois [o corpo] é teimoso. [A teimosia] controla o corpo, que é o Egito. A palavra em hebraico para “Faraó” [pei-reish-ayin-hei] é composta das mesmas letras da expressão "o pescoço" [ha-oref, hei-ayin-reish-pei], como explicado anteriormente. A palavra para “teimoso” em hebraico traduz-se ao pé da letra como “pescoço duro”. O corpo pode ser descrito como “teimoso”, já que insiste em impor sua rude perspectiva material sobre a alma. “Egito” [mitzrayim] significa “restrição” [meitzarim], um termo adequado para o corpo, uma vez que ele limita os poderes da alma a aqueles deste mundo, forçando-a a compreender tudo em termos de tempo e espaço.

"D-us endureceu o coração do Faraó, rei do Egito, e ele perseguiu od Filhos de Israel." (Ex. 14:8). [Quando a alma abandona o corpo,] as forças da má inclinação partem em busca da alma para ferí-la. Isto acontece porque a má inclinação é também o anjo acusador. Após tomar a alma [do corpo], ela a persegue para ferí-la e se vingar nela. Como foi dito pelos sábios, a má inclinação [yetzer hara], o anjo da morte [malach hamavet], e o anjo acusador [Satan] são o mesmo, ou seja, o ego!


"SATAN É UM CÓDIGO PARA A NATUREZA EGOÍSTA DE UMA PESSOA".

"Ele os alcançou enquanto estavam acampados próximo ao mar …" (Ex. 14:9). O mar se refere ao Purgatório [Gehinom], conhecido como o “rio de fogo." 


O "rio de fogo" é o segredo do porque o mar foi chamado de "mar vermelho", o que antes pensávamos ser devido a um erro de tradução do inglês "reed sea (mar de juncos)" para "red sea (mar vermelho)". Vermelho porque é feito de fogo... no hebraico o termo é "Yam Suf" cujo significado é "Mar do Fim".

Quando a alma deixa o corpo, ela deve ser expurgada da casca existente de materialismo e negatividade que adquiriu durante sua estada no mundo físico. Só então ela pode prosseguir para experimentar a pura espiritualidade do Paraíso.

"Enquanto o Faraó se aproximava..." (Ex. 13:10) para entregar a alma aos agentes do dolo e infligidores de dor para torturá-la … Os Filhos de Israel ergueram os olhos e avistaram os egípicios avançando pela sua retaguarda, e ficaram com muito medo. Então os Filhos de Israel clamaram a D-us.

Para a alma ser purificada de sua casca material mundana, ela deve experimentar a extensão da antítese de sua materialidade frente à verdade e espiritualidade. É um torturante despertar.

"Eles disseram a Moisés" (Ex. 14:11) i.e., para a boa inclinação (Moisés alude ao yetzer tov - a boa inclinação): "Foi por que não havia túmulos no Egito que nos trouxeste para morrer no deserto?" i.e., "Agora que você vê toda essa dor e sofrimento que estes poderes do mal estão infligindo em mim, esta "agressão no túmulo" [em Hebraico: 'chibut ha-kever'], não foi dor suficiente para eu ter que ser enterrado e sofrer dentro do corpo além das restrições do mundo físico, que eu agora tenha que experimentar também a dor desta sepultura " – isto se refere a como a alma é agredida dentro do túmulo - "e fui levado para morrer[novamente] no deserto?" i.e., no Purgatório, a desolada moradia das forças do mal. Aqui é onde a vingança é extraída da alma.

A alma se refere a seu nascimento num corpo físico como sendo “enterrada” dentro de um “túmulo”. A Morte não é vista como o cessar da existência, mas sim como a descida de um nível espiritual para outro inferior. Já basta, reclama a alma, que eu tenha que viver uma vida inteira neste túmulo de um corpo; por que devo sofrer mais? A imagem da alma sendo “açoitada” no túmulo se refere a como ela é “sacudida” existencialmente de suas cascas materiais, como visto acima.

"O que é isso que nos fizeste, nos tirando do Egito? Não é justamente o que dissemos a você no Egito, pedindo ‘Deixe-nos em paz e servindo aos egípcios?’ Pois teria sido melhor para nós servir aos egípcios do que morrer no deserto!" (Ex. 14:11-12) i.e., "era melhor para mim no corpo. Eu poderia ter me submetido à má inclinação no mundo físico; ao menos eu não estaria sofrendo a dor que sofro agora."

Ao ser mostrada a verdade e o esplendor da espiritualidade, a alma é rudemente despertada para a trivialidade de todas as coisas que o corpo convenceu de que são importantes neste mundo. A realização da futilidade e do vazio da vida material do mundo físico é mais dolorosa que qualquer outra dor que possa ser experimentada no mundo físico. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.

O contrário é verdade sobre o tzadik; ele clama pela morte neste mundo para viver no mundo da verdade. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.

"Mas Moisés disse ao povo, "Não temam…" (Ex. 14:13). A boa inclinação diz para a alma, não tenha medo desta punição, pois isto é para o seu próprio bem. Desta forma, você estará livre destes infligidores de dor e será poupado da provação do Purgatório. Todos os poderes da impureza ficarão neste mar, i.e., o rio de fogo.

"Fique firme e testemunhe a libertação que D-us proverá em sua vida hoje… Pelo processo de purificação do Purgatório você será lavado de seus pecados.

…pois os egípcios que vistes hoje, jamais os verá novamente." Pois eles permanecerão no Purgatório.

"Até o fim da noite, D-us olhou para campo dos egípcios com o pilar de fogo e nuvem … "(Ex. 14:24). Isto se refere à descida da alma a ser julgada no Purgatório. Quando isto acaba "…Ele lançou o campo dos egípcios em confusão." Isto se refere aos poderes da má inclinação, que são arremessados no “mar”, onde permanecem.

"Mas os Filhos de Israel caminharam em terra seca no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha para eles à direita e à esquerda." (Ex. 14:29). A palavra hebraica para “muralha” é 'chomah', que é escrita da mesma forma que a palavra para “fúria” [em hebraico, 'cheimah']. As forças do mal se enfurecem quando a alma parte do Purgatório purificada de seu lixo material.



"Moisés então conduziu os Filhos de Israel para fora do Mar Vermelho e eles entraram no deserto de Shur. Eles andaram por três dias no deserto sem encontrar nenhum sinal de água. Eles chegaram a Mara, mas não puderam beber a água de Mara, pois era amarga; por isto o lugar foi chamado de Mara ["amarga"]." (Ex. 15:22-23). Depois que a alma deixa o Purgatório, ela passa fome por três dias, uma vez que ela passa três dias sem estudar a Torah. A Torah é o alimento da alma, permitindo que ela resista ao Purgatório antes de entrar no Paraíso.

"O povo reclamou contra Moisés, dizendo, "O que devemos beber?" (Ex. 15:24) i.e., "já que não estamos estudando Torah. A Torah é uma Árvore de Vida para os que se agarram a ela. "

"D-us mostrou [a Moisés] uma árvore; ele a arremessou na água e a água se tornou doce. Foi lá que Ele deu [ao povo] um estatuto e uma lei, e lá Ele os testou." i.e., [a boa inclinação] mostra para a alma a recompensa que aguarda no mundo vindouro. A palavra “estatuto” também significa “provisão”; a palavra para “testou” também significa “elevou”. Quando a alma está para entrar no Paraíso, D-us a prepara dizendo que ela está para experimentar o verdadeiro valor das mitzvot que cumpriu enquanto estava no corpo. Isso adoça a água da Torah, que a alma pode ter experimentado como uma amarga privação no mundo físico.

"Ele disse, “Se vocês diligentemente guardarem a voz do Senhor teu D-us e fizerem o que é correto aos Seus olhos, cuidadosamente observando a todos os Seus mandamentos e velando por todos os Seus estatutos, então nenhuma das pragas que eu trouxe ao Egito trarei sobre vocês, pois eu sou o D-us que os irá curar." (Ex. 15:26) i.e., D-us promete para a alma que, uma vez que ela guarde a Torah [durante sua vida no mundo físico] e se submeta ao processo de purificação no Purgatório, ela não mais experimentará a negatividade e a depressão do mal, pois foi curada dele. Em outras palavras, a conjugação futura do verso deveria ser lida no pretérito: "Uma vez que vocês, diligentemente, guardaram a voz…" etc.

"Então vieram a Elim, onde haviam sete fontes de água e setenta palmeiras e ali acamparam junto das águas." (Ex. 15:27). Há doze rios de pura água espiritual percorrendo o Paraíso, que correspondem às doze tribos de Israel. Toda [alma de cada] tribo imersa em seu respectivo rio de forma a se refrescar do fogo do Purgatório e curada de suas feridas... na “circuncisão do coração” também há dois estágios.

"Eles partiram de Elim e toda a comunidade de Israel foi para o deserto de Sinn, que é entre Elim e Sinai, no décimo-quinto dia do segundo mês após terem deixado o Egito. Lá, no deserto, toda a comunidade dos Filhos de Israel reclamou contra Moisés e Aarão. " (Ex. 16:1-2) i.e., depois de tudo isso, [ainda há mais um estágio antes de a alma entrar no Paraíso]. Ela é imersa novamente para ser julgada na “chama da espada giratória”, que é referida aqui como o deserto de Sinn. Quando Adão e Eva foram banidos do Paraíso, D-us colocou a chama da espada giratória na entrada para guardá-lo. Este fogo purificador é muito mais sutil do que aquele do Purgatório, e é necessário para remover o delicado materialismo que ainda resista após a purificação preliminar feita até aqui. Isto pode ser comparado aos dois estágios da circuncisão: após remover a dura pele do prepúcio, a fina membrana mucosa deve ser também puxada para trás. Negligenciar isto invalida a circuncisão. Da mesma forma, a “circuncisão do coração” também tem dois estágios.

"Os Filhos de Israel disseram a eles “se ao menos tivessemos morrido nas mãos de D-us na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão até nos fartarmos! Mas tu nos trouxeste para este deserto, para matar de fome toda essa multidão!" (Ex. 16:3). A alma reclama desta punição mais sutil também. Mas a supera e, quando passa deste estágio e quer entrar no Paraíso, D-us a diz:

"Farei chover pão para ti dos céus." (Ex. 16:4). i.e., aqui no Paraíso comerás fartamente do pão da Torah que estudaste enquanto estiveste naquele mundo; esta Torah é o alimento da alma. São os 248 órgãos do corpo e 365 tendões [da alma], que são as 613 mitzvot que formam a vestimenta da alma. A própria Torah [ - à parte das mitzvot - ] é o alimento da alma. Se alguém não se ocupou com o estudo da Torah dia e noite no mundo físico, não terá o que comer no mundo das almas, ainda que possa ter algo para vestir, formado pelas mitzvot que cumpriu.


"O povo sairá e coletará a porção de cada dia…" No Paraíso, a alma coleta sua recompensa diária e alimento …

"Toda a comunidade dos Filhos de Israel partiu do deserto de Sinn em sua jornada, de acordo com a palavra de D-us." (Ex. 17:1) i.e., após receber sua recompensa no nível mais baixo do Paraíso, a alma vai para o nível mais elevado, referido como Sinai, para receber [novos níveis da] Torah da boca de D-us. A letra yud é adicionada a Sinn para formar Sinai.

"Eles acamparam em Rephidim, mas não havia água para o povo beber…." (Ex. 17:1) "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim." (Ex. 17:8). Mas antes de ascender para o nível mais alto do Paraíso, há outro tipo de Purgatório que deve ser atravessado, mais sutil que o rio de fogo, para queimar aqueles “pecados” dos justos que são mais tênues que um fio de cabelo. Os pecados mais grosseiros já foram retificados pelo Purgatório inferior. O mais alto ascende em espiritualidade, à medida que os níveis anteriores pareciam ser grosseiros e rudes. Assim, em um nível mais alto, uma pessoa pode vir a considerar uma maneira de pensar ou se comportar que tenha anteriormente considerado “espiritual” ou “boa” como egocêntrica ou “imatura”. Para prosseguir rumo ao nível mais alto de perspectiva da realidade, deverá se livrar do mais baixo, que agora considerará constrangedor ou mesmo vergonhoso. É por isso que D-us julga os justos como “da espessura de um fio de cabelo”: seus elevados padrões morais tornam atitudes ou ações que seriam normalmente consideradas inócuas ou até meritórias parecerem depravadas em contexto.

Este Purgatório superior é chamado Rephidim, que alude aos justos cuja “atenção aos mandamentos era fraca.". De acordo com o Talmud, em Sanhedrin 106a, a implicação do nome Rephidim é que lá os judeus "afrouxaram seu empenho no estudo da Torah," pois a palavra Rephidim é derivada da raiz rafeh [reish-pei-hei], que significa "afrouxar" or "fraco." Isso significa que [em Rephidim] os judeus não executaram os mandamentos de D-us apropriadamente, mas de maneira preguiçosa e relapsa. Da mesma forma, aqui a alma conquistou a entrada para o nível mais baixo do Paraíso, mas para adentrar o Paraíso superior, deve ter cumprido mitzvot [no mundo físico] com amor, com grande kavanah e vontade. Ela recebe sua punição por não ter feito isso no Purgatório superior, que é sinônimo de Amalek, o mais alto nível de impureza, a chama sutil que está permanentemente em guerra com Israel. Assim, "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim"significa "por causa de Rephidim."

Amalek é sinônimo de cumprimento sem inspiração, sem entusiasmo dos mandamentos, pois está escrito: "Amalek… que os esfriou em seu caminho [para receber a Torah]." (Deut. 25:18).

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado."




Deuteronômio 5:15



Tradução:
Naib Avraham ben A'aron kuk
"Na'avaq"
Acréscimos:
Naib Misha'Ël Yehudá
(Sofer Ha'Nistar)

O Artesão Da Luz