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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Segredos do Êxodo - Parashat Beshalach



Das Qlipot Ao Paraíso
Dos Ensinamentos do Rabbi Yitzchak Luria

Nós sabemos que não houve escravidão no Egito nem escravos hebreus, da forma como foi ensinada pelos "ravs (rabinos)", nem pessoas fazendo trabalho forçado, escravo. Eis aqui, um mistério do êxodo, uma das 70 camadas de segredos que o texto contém escondido.
Naib Misha'Ël

"E o Egito é Adão e não o Divino..."

וּמִצְרַיִם אָדָם וְלֹא-אֵל

Isaías 31:3

O texto a seguir é uma bela interpretação [mística] do Êxodo do Egito, como uma alusão ao desprendimento da alma do corpo [na morte]. Este é o mistério escondido na narrativa do Êxodo na Torah.

"Quando o Faraó mandou o povo [hebreu] embora… " (Ex. 13:17). Isto se refere a quando a alma deixa o corpo. Faraó, o rei do Egito, é o pescoço, pois [o corpo] é teimoso. [A teimosia] controla o corpo, que é o Egito. A palavra em hebraico para “Faraó” [pei-reish-ayin-hei] é composta das mesmas letras da expressão "o pescoço" [ha-oref, hei-ayin-reish-pei], como explicado anteriormente. A palavra para “teimoso” em hebraico traduz-se ao pé da letra como “pescoço duro”. O corpo pode ser descrito como “teimoso”, já que insiste em impor sua rude perspectiva material sobre a alma. “Egito” [mitzrayim] significa “restrição” [meitzarim], um termo adequado para o corpo, uma vez que ele limita os poderes da alma a aqueles deste mundo, forçando-a a compreender tudo em termos de tempo e espaço.

"D-us endureceu o coração do Faraó, rei do Egito, e ele perseguiu od Filhos de Israel." (Ex. 14:8). [Quando a alma abandona o corpo,] as forças da má inclinação partem em busca da alma para ferí-la. Isto acontece porque a má inclinação é também o anjo acusador. Após tomar a alma [do corpo], ela a persegue para ferí-la e se vingar nela. Como foi dito pelos sábios, a má inclinação [yetzer hara], o anjo da morte [malach hamavet], e o anjo acusador [Satan] são o mesmo, ou seja, o ego!


"SATAN É UM CÓDIGO PARA A NATUREZA EGOÍSTA DE UMA PESSOA".

"Ele os alcançou enquanto estavam acampados próximo ao mar …" (Ex. 14:9). O mar se refere ao Purgatório [Gehinom], conhecido como o “rio de fogo." 


O "rio de fogo" é o segredo do porque o mar foi chamado de "mar vermelho", o que antes pensávamos ser devido a um erro de tradução do inglês "reed sea (mar de juncos)" para "red sea (mar vermelho)". Vermelho porque é feito de fogo... no hebraico o termo é "Yam Suf" cujo significado é "Mar do Fim".

Quando a alma deixa o corpo, ela deve ser expurgada da casca existente de materialismo e negatividade que adquiriu durante sua estada no mundo físico. Só então ela pode prosseguir para experimentar a pura espiritualidade do Paraíso.

"Enquanto o Faraó se aproximava..." (Ex. 13:10) para entregar a alma aos agentes do dolo e infligidores de dor para torturá-la … Os Filhos de Israel ergueram os olhos e avistaram os egípicios avançando pela sua retaguarda, e ficaram com muito medo. Então os Filhos de Israel clamaram a D-us.

Para a alma ser purificada de sua casca material mundana, ela deve experimentar a extensão da antítese de sua materialidade frente à verdade e espiritualidade. É um torturante despertar.

"Eles disseram a Moisés" (Ex. 14:11) i.e., para a boa inclinação (Moisés alude ao yetzer tov - a boa inclinação): "Foi por que não havia túmulos no Egito que nos trouxeste para morrer no deserto?" i.e., "Agora que você vê toda essa dor e sofrimento que estes poderes do mal estão infligindo em mim, esta "agressão no túmulo" [em Hebraico: 'chibut ha-kever'], não foi dor suficiente para eu ter que ser enterrado e sofrer dentro do corpo além das restrições do mundo físico, que eu agora tenha que experimentar também a dor desta sepultura " – isto se refere a como a alma é agredida dentro do túmulo - "e fui levado para morrer[novamente] no deserto?" i.e., no Purgatório, a desolada moradia das forças do mal. Aqui é onde a vingança é extraída da alma.

A alma se refere a seu nascimento num corpo físico como sendo “enterrada” dentro de um “túmulo”. A Morte não é vista como o cessar da existência, mas sim como a descida de um nível espiritual para outro inferior. Já basta, reclama a alma, que eu tenha que viver uma vida inteira neste túmulo de um corpo; por que devo sofrer mais? A imagem da alma sendo “açoitada” no túmulo se refere a como ela é “sacudida” existencialmente de suas cascas materiais, como visto acima.

"O que é isso que nos fizeste, nos tirando do Egito? Não é justamente o que dissemos a você no Egito, pedindo ‘Deixe-nos em paz e servindo aos egípcios?’ Pois teria sido melhor para nós servir aos egípcios do que morrer no deserto!" (Ex. 14:11-12) i.e., "era melhor para mim no corpo. Eu poderia ter me submetido à má inclinação no mundo físico; ao menos eu não estaria sofrendo a dor que sofro agora."

Ao ser mostrada a verdade e o esplendor da espiritualidade, a alma é rudemente despertada para a trivialidade de todas as coisas que o corpo convenceu de que são importantes neste mundo. A realização da futilidade e do vazio da vida material do mundo físico é mais dolorosa que qualquer outra dor que possa ser experimentada no mundo físico. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.

O contrário é verdade sobre o tzadik; ele clama pela morte neste mundo para viver no mundo da verdade. Como os sábios dizem, “contra sua vontade nascerás, e contra sua vontade viverás”.

"Mas Moisés disse ao povo, "Não temam…" (Ex. 14:13). A boa inclinação diz para a alma, não tenha medo desta punição, pois isto é para o seu próprio bem. Desta forma, você estará livre destes infligidores de dor e será poupado da provação do Purgatório. Todos os poderes da impureza ficarão neste mar, i.e., o rio de fogo.

"Fique firme e testemunhe a libertação que D-us proverá em sua vida hoje… Pelo processo de purificação do Purgatório você será lavado de seus pecados.

…pois os egípcios que vistes hoje, jamais os verá novamente." Pois eles permanecerão no Purgatório.

"Até o fim da noite, D-us olhou para campo dos egípcios com o pilar de fogo e nuvem … "(Ex. 14:24). Isto se refere à descida da alma a ser julgada no Purgatório. Quando isto acaba "…Ele lançou o campo dos egípcios em confusão." Isto se refere aos poderes da má inclinação, que são arremessados no “mar”, onde permanecem.

"Mas os Filhos de Israel caminharam em terra seca no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha para eles à direita e à esquerda." (Ex. 14:29). A palavra hebraica para “muralha” é 'chomah', que é escrita da mesma forma que a palavra para “fúria” [em hebraico, 'cheimah']. As forças do mal se enfurecem quando a alma parte do Purgatório purificada de seu lixo material.



"Moisés então conduziu os Filhos de Israel para fora do Mar Vermelho e eles entraram no deserto de Shur. Eles andaram por três dias no deserto sem encontrar nenhum sinal de água. Eles chegaram a Mara, mas não puderam beber a água de Mara, pois era amarga; por isto o lugar foi chamado de Mara ["amarga"]." (Ex. 15:22-23). Depois que a alma deixa o Purgatório, ela passa fome por três dias, uma vez que ela passa três dias sem estudar a Torah. A Torah é o alimento da alma, permitindo que ela resista ao Purgatório antes de entrar no Paraíso.

"O povo reclamou contra Moisés, dizendo, "O que devemos beber?" (Ex. 15:24) i.e., "já que não estamos estudando Torah. A Torah é uma Árvore de Vida para os que se agarram a ela. "

"D-us mostrou [a Moisés] uma árvore; ele a arremessou na água e a água se tornou doce. Foi lá que Ele deu [ao povo] um estatuto e uma lei, e lá Ele os testou." i.e., [a boa inclinação] mostra para a alma a recompensa que aguarda no mundo vindouro. A palavra “estatuto” também significa “provisão”; a palavra para “testou” também significa “elevou”. Quando a alma está para entrar no Paraíso, D-us a prepara dizendo que ela está para experimentar o verdadeiro valor das mitzvot que cumpriu enquanto estava no corpo. Isso adoça a água da Torah, que a alma pode ter experimentado como uma amarga privação no mundo físico.

"Ele disse, “Se vocês diligentemente guardarem a voz do Senhor teu D-us e fizerem o que é correto aos Seus olhos, cuidadosamente observando a todos os Seus mandamentos e velando por todos os Seus estatutos, então nenhuma das pragas que eu trouxe ao Egito trarei sobre vocês, pois eu sou o D-us que os irá curar." (Ex. 15:26) i.e., D-us promete para a alma que, uma vez que ela guarde a Torah [durante sua vida no mundo físico] e se submeta ao processo de purificação no Purgatório, ela não mais experimentará a negatividade e a depressão do mal, pois foi curada dele. Em outras palavras, a conjugação futura do verso deveria ser lida no pretérito: "Uma vez que vocês, diligentemente, guardaram a voz…" etc.

"Então vieram a Elim, onde haviam sete fontes de água e setenta palmeiras e ali acamparam junto das águas." (Ex. 15:27). Há doze rios de pura água espiritual percorrendo o Paraíso, que correspondem às doze tribos de Israel. Toda [alma de cada] tribo imersa em seu respectivo rio de forma a se refrescar do fogo do Purgatório e curada de suas feridas... na “circuncisão do coração” também há dois estágios.

"Eles partiram de Elim e toda a comunidade de Israel foi para o deserto de Sinn, que é entre Elim e Sinai, no décimo-quinto dia do segundo mês após terem deixado o Egito. Lá, no deserto, toda a comunidade dos Filhos de Israel reclamou contra Moisés e Aarão. " (Ex. 16:1-2) i.e., depois de tudo isso, [ainda há mais um estágio antes de a alma entrar no Paraíso]. Ela é imersa novamente para ser julgada na “chama da espada giratória”, que é referida aqui como o deserto de Sinn. Quando Adão e Eva foram banidos do Paraíso, D-us colocou a chama da espada giratória na entrada para guardá-lo. Este fogo purificador é muito mais sutil do que aquele do Purgatório, e é necessário para remover o delicado materialismo que ainda resista após a purificação preliminar feita até aqui. Isto pode ser comparado aos dois estágios da circuncisão: após remover a dura pele do prepúcio, a fina membrana mucosa deve ser também puxada para trás. Negligenciar isto invalida a circuncisão. Da mesma forma, a “circuncisão do coração” também tem dois estágios.

"Os Filhos de Israel disseram a eles “se ao menos tivessemos morrido nas mãos de D-us na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão até nos fartarmos! Mas tu nos trouxeste para este deserto, para matar de fome toda essa multidão!" (Ex. 16:3). A alma reclama desta punição mais sutil também. Mas a supera e, quando passa deste estágio e quer entrar no Paraíso, D-us a diz:

"Farei chover pão para ti dos céus." (Ex. 16:4). i.e., aqui no Paraíso comerás fartamente do pão da Torah que estudaste enquanto estiveste naquele mundo; esta Torah é o alimento da alma. São os 248 órgãos do corpo e 365 tendões [da alma], que são as 613 mitzvot que formam a vestimenta da alma. A própria Torah [ - à parte das mitzvot - ] é o alimento da alma. Se alguém não se ocupou com o estudo da Torah dia e noite no mundo físico, não terá o que comer no mundo das almas, ainda que possa ter algo para vestir, formado pelas mitzvot que cumpriu.


"O povo sairá e coletará a porção de cada dia…" No Paraíso, a alma coleta sua recompensa diária e alimento …

"Toda a comunidade dos Filhos de Israel partiu do deserto de Sinn em sua jornada, de acordo com a palavra de D-us." (Ex. 17:1) i.e., após receber sua recompensa no nível mais baixo do Paraíso, a alma vai para o nível mais elevado, referido como Sinai, para receber [novos níveis da] Torah da boca de D-us. A letra yud é adicionada a Sinn para formar Sinai.

"Eles acamparam em Rephidim, mas não havia água para o povo beber…." (Ex. 17:1) "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim." (Ex. 17:8). Mas antes de ascender para o nível mais alto do Paraíso, há outro tipo de Purgatório que deve ser atravessado, mais sutil que o rio de fogo, para queimar aqueles “pecados” dos justos que são mais tênues que um fio de cabelo. Os pecados mais grosseiros já foram retificados pelo Purgatório inferior. O mais alto ascende em espiritualidade, à medida que os níveis anteriores pareciam ser grosseiros e rudes. Assim, em um nível mais alto, uma pessoa pode vir a considerar uma maneira de pensar ou se comportar que tenha anteriormente considerado “espiritual” ou “boa” como egocêntrica ou “imatura”. Para prosseguir rumo ao nível mais alto de perspectiva da realidade, deverá se livrar do mais baixo, que agora considerará constrangedor ou mesmo vergonhoso. É por isso que D-us julga os justos como “da espessura de um fio de cabelo”: seus elevados padrões morais tornam atitudes ou ações que seriam normalmente consideradas inócuas ou até meritórias parecerem depravadas em contexto.

Este Purgatório superior é chamado Rephidim, que alude aos justos cuja “atenção aos mandamentos era fraca.". De acordo com o Talmud, em Sanhedrin 106a, a implicação do nome Rephidim é que lá os judeus "afrouxaram seu empenho no estudo da Torah," pois a palavra Rephidim é derivada da raiz rafeh [reish-pei-hei], que significa "afrouxar" or "fraco." Isso significa que [em Rephidim] os judeus não executaram os mandamentos de D-us apropriadamente, mas de maneira preguiçosa e relapsa. Da mesma forma, aqui a alma conquistou a entrada para o nível mais baixo do Paraíso, mas para adentrar o Paraíso superior, deve ter cumprido mitzvot [no mundo físico] com amor, com grande kavanah e vontade. Ela recebe sua punição por não ter feito isso no Purgatório superior, que é sinônimo de Amalek, o mais alto nível de impureza, a chama sutil que está permanentemente em guerra com Israel. Assim, "Amalek então veio e lutou contra Israel em Rephidim"significa "por causa de Rephidim."

Amalek é sinônimo de cumprimento sem inspiração, sem entusiasmo dos mandamentos, pois está escrito: "Amalek… que os esfriou em seu caminho [para receber a Torah]." (Deut. 25:18).

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado."




Deuteronômio 5:15



Tradução:
Naib Avraham ben A'aron kuk
"Na'avaq"
Acréscimos:
Naib Misha'Ël Yehudá
(Sofer Ha'Nistar)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Segredos da Concepção de Moisés



A grande maioria das pessoas que se autodenominam "religiosas" não sabem sequer uma partícula de sabedoria sobre os mistérios da concepção e nascimento do maior líder de todos os tempos: Moisés.

Este escrito possui a missão de apresentar aos estudantes da sabedoria da Toráh e mesmo aos autodenominados religiosos os segredos sobre a concepção milagrosa e nascimento incomum de Moshê (Moisés) nosso Mestre, de abençoada lembrança.

JOQUEBEDE
"MIDRASH & AGADDÁ"

O midrash retrata Joquebede como uma mulher sábia que era justa e temente a Deus. Por mérito de suas boas ações, ela deu à luz os três líderes da geração Êxodo: Moisés, Arão e Miriã . Um número de milagres foi realizado para Joquebede em conexão com o nascimento de Moisés: ela o deu aos cento e trinta anos, e Deus restaurou sua juventude e sua beleza. Joquebede gozou de longevidade, vivendo para testemunhar as posições de liderança de seus filhos, e foi até uma das israelitas que entraram na terra de Canaã. Sobre o segredo dela haver concebido Moisés aos 130 anos, veremos mais adiante.

Além de seu nome, a Torá também designa Joquebede como a “filha de Levi” (Núm. 26:59): “O nome da esposa de Amram era Joquebede, filha de Levi, que nasceu de Levi no Egito.” O midrash acrescenta que ela foi concebida a caminho do Egito e nasceu entre os muros (na entrada do Egito). Embora a Torá afirme que a casa de Jacó, que veio ao Egito, contava setenta almas, os rabinos observaram que apenas sessenta e nove indivíduos estão listados no Gen. 46. Uma das explicações dessa discrepância é que Joquebede completou o número setenta; ela não foi incluída na lista porque ainda estava no ventre de sua mãe (Midrash Gen. Rabbah 94: 9).

AMRAM
O CABALISTA

De acordo com essa tradição, Amram foi o principal estudioso da geração. Ele era de Levi e a tribo de Levi era a guadiã da Sabedoria da Cabalá. Quando ele viu que o faraó havia decretado que todos os meninos seriam lançados no Nilo, ele proclamou: "Estamos trabalhando em vão? (Damos à luz filhos que eventualmente serão mortos)". Então ele se divorciou da esposa Joquebede. Todo o Israel viu isso e, em conseqüência, eles também se divorciaram de suas esposas. Miriam, que tinha seis anos na época, disse: “Pai, pai, seu decreto é mais severo que o do faraó. O faraó só decretou contra os meninos, mas você decretou contra os meninos e contra as meninas também (já que todos os israelitas se divorciaram de suas esposas, nem filhos nem filhas viriam ao mundo). Faraó decretou apenas para este mundo, mas você decretou tanto para este mundo como para o próximo (um bebê que nasceu e morreu como resultado do decreto do faraó merece o mundo vindouro, mas um feto não alcançaria isso). É duvidoso que o decreto do perverso faraó seja cumprido, mas você é justo, e seu decreto será, sem dúvida, cumprido". Então, trouxeram Joquebede e ele a sentou em um palanquim, Aaron e Miriam dançaram diante dela, e os anjos ministradores proclamaram (Sl. 113: 9): “Ele põe a mulher sem filhos (akeret ha-bayit) entre sua família como uma feliz mãe de filhos". Joquebede, que fora arrancada (nitakrah) de sua casa como resultado do decreto do faraó, seria agora colocada alegremente entre sua família. Todo o Israel viu isso, e eles também se casaram novamente com suas esposas (Mekhilta de Rabi Simeon bar Yohai - ed. Epstein-Melamed, p. 6; Talmude Bavli Sotah 12a; Pesikta Rabbati 43).

ABEL & SETH
DE VOLTA À VIDA

Em Shaar Ha´Gilgulim (Hakdama 36), Rabi Yitschac Luria (o Arizal) escreve que Moshe era uma reencarnação do terceiro filho de Adão, Seth, e que Sheit era a reencarnação de Hevel (Abel). O mem (מ) do nome de Moisés é a letra inicial de Moshe (משה), o Shin (ש) é a inicial de Shet e o Hê (ה) é a inicial de Hevel (Abel).

משה


Rabi Shimon Bar Yochai e Rabbi Yitzchak Luria foram um גלגול (reencarnação) de Moshe.

"E foi-se um da casa de Levi e tomou uma filha de Levi (Shemót, péreq 2, passuq 1º)”. O rabino Chaim Vital levanta aqui uma questão. Quando Amram tomou a Yocheved como sua esposa, ela é chamada de "filha (hebraico Bat)", implicando que ela ainda era muito jovem. No entanto, no versículo seguinte, ela é imediatamente chamada de "mulher" como esta escrito: "E a mulher concebeu". Como é que em apenas um momento Yocheved foi transformada de uma filha (uma jovem) em uma mulher madura? O rabino Chaim nos fornece a revelação desta questão citando a Gemara (Sotah 12) que afirma que realmente Yocheved tinha 130 anos, quando ela se tornou novamente como uma menina muito jovem (filha). O segredo por trás disso é que Yocheved era a reencarnação de Eva (Chava), a esposa de Adão. Assim como Adão esteve separado de Eva por 130 anos (uma consequencia do pecado dele), até que Seth nasceu, conforme o relato da Torah: “E viveu Adão 130 anos, e gerou à sua semelhança, conforme à sua imagem (um filho), e chamou seu nome Shet (Bereshit péreq 5, passuq 3º)”. O mistério é que, assim como Adão, Eva (Chava) tinha 130 quando concebeu Shet. Assim Yocheved, a reencarnação de Eva não podia dar à luz a Moshe Rabeinu, a reencarnação de Seth, até que ela completasse 130 anos, e é por isso que ela é chamada “filha (Bat), pois foi nesse momento que a alma de Eva encarnou dentro dela através do processo de “Ibur”. Logo depois, ela é chamada imediatamente de "mulher", porque a alma de Eva encarnou junto à alma dela.

"...e chamou seu nome Moshê (Moisés), e disse: Porque das águas o tirei (hebraico m'shiti'hu)”. 


Moshe emanou de Da'at de zeir anpin (a pequena face) que inclui em si mesma o ChaGaT (os sefirot de Chesed, Geburah e Tiferet) de zeir anpin. Desses sairam Chabad (os sefirot de Chochmá , Da'at e Binah). As letras do nome de Moshe escondem o segredo dos três sefirot de ChaGaT: O Mem é Chesed, o Shin é Tiferet e Hê é Gevurah. Sua ordem normal, entretanto, deve ser Mahash: Mem é chesed, o Hê é gevurah e o Shin é Tiferet. Este união forma um dos 72 Nomes que sairam das três palavras iniciais “Vayisa, Vayavo e Vayet de Shemót péreq 14, passuqim 19-21, que é o nome de ChaGaT. Assim, teria sido apropriado chamar Moshe de "Mahash", e não Moshe. No entanto, o versículo diz "e chamou-o de água (m'shiti'hu)". As letras no versículo estão na ordem Mem, Shin, Hê. Assim, Moshe é chamado Moshe e não Mahash. No entanto, a ordem das letras em seu nome exprime a importância das interações sefiróticas. O atributo de Chesed (misericórdia), que corresponde ao elemento água tem precedência. Se, no entanto, a letra Hê fosse a segunda, ou a letra do meio do nome de Moshe, em seguida, a Sefirat Gevurah relativa a esta letra seria a coluna central. Todas as coisas, portanto, teriam que ser equilibradas e julgadas por suas normas severas, uma vez que Gevurá estaria no lugar de Tiféret.

HaShem em Sua benevolente misericórdia, colocou a letra Shin no meio, tanto no sefirot acima e no nome de Moshe abaixo, para que o atributo de Tiféret pudesse dispensar a justiça e graça ao invés da severidade. Assim, a coluna central estaria propícia a se inclinar para a direita, para o lado da misericórdia. Desta forma, podemos estar diante de D´us, nosso bendito Criador, sabendo que a Sua graça perdoará os nossos pecados e nos permitirá estar diante d´Ele. Isto não teria sido assim se Gevurah estive na coluna central. Pois então, se faltasse mérito nós iríamos encontrar apenas a punição. Agora, devido à sua benevolente misericórdia, temos esperança.

O HUMANO ANGÉLICO

"O segredo de todos os segredos é revelado para aqueles que são sábios em seus corações. Existem três níveis que estão unidos um ao outro e são Nefesh, Ruach e Neshamah. A Nefesh é a força a partir da qual o corpo é construído. Quando um homem é despertado neste mundo para se unir sexualmente com sua esposa, todas as partes do corpo concordam com isso e estão dispostas a receber prazer. Então, a Nefesh e o desejo da pessoa se dedicam voluntariamente nesse ato. A Nefesh desce do coração e entra no esperma que surge".

Zôhar Lech Lechá

Dependendo do mérito do casal e da missão que a criança terá neste mundo, um semeador estelar vem e implanta seu adn no adn do feto recém gerado:

"Da combinação desse desejo e Nefesh, outro poder é extraído dos níveis dos anjos, que são chamados Ishim (pessoas). Todos entram à medida que o esperma flui, e o corpo é então construído e construído deles".

Zôhar Lech Lechá


E quando isto acontece o que diz a escritura sobre ele, esta criança-anjo quando morre? "E o espírito retorne aos Elohim que o deram (וְהָרוּחַ תָּשׁוּב, אֶל-הָאֱלֹהִים אֲשֶׁר נְתָנָהּ.)" - Qohelet 12:7.

São metade anjos e metade humanos, como foi o caso de Moshê (Moisés) nosso mestre sobre o qual eu já havia escrito e publicado, e o que diz a Torá Shemot sobre a concepção de Moisés? 

"E foi um homem da casa de Levi e tomou uma filha de Levi. E concebeu a mulher e deu à luz um filho e viu que ele era bom e o escondeu por três meses (וַיֵּלֶךְ אִישׁ, מִבֵּית לֵוִי; וַיִּקַּח, אֶת-בַּת-לֵוִי. ב וַתַּהַר הָאִשָּׁה, וַתֵּלֶד בֵּן; וַתֵּרֶא אֹתוֹ כִּי-טוֹב הוּא, וַתִּצְפְּנֵהוּ שְׁלֹשָׁה יְרָחִים)".

Shemot 2: 1 & 2 

Ao declarar a concepção de Moisés, a Torá diz literalmente "E foi um Ish (וַיֵּלֶךְ אִישׁ) da casa de Levi...". Ora, um Ish e não um homem, ele um hibrido humano angélico e é por esta razão que a Torá omite o nome do pai de Moisés quando declara sua concepção, pois ele foi concebido, semeado, por um semeador das estrelas e isto é apoiado pelo Zôhar: 

"E foi um homem (ish) da casa de Levi (Êxodo 2:1), esse "ish" é o anjo Gabriel, como está escrito "quando o homem Gabriel que eu tinha presenciado na minha visão... (וְהָאִישׁ גַּבְרִיאֵל אֲשֶׁר רָאִיתִי בֶחָזוֹן)"

Daniel 9:21. 

O verso de Daniel diz "ve'ha'ish Gavriel (וְהָאִישׁ גַּבְרִיאֵל) - E o ish Gavriel..." deixando claro que ish não se trata apenas de um homem, mas de um "homem anjo" um "alien humano" uma star kid ou, como gostam de chamar os ufologistas um "hibrido".

A CONCEPÇÃO

Moisés foi concebido durante uma Shabat pois, durante a Shabat não há julgamento e centelhas de almas mais elevadas podem ser adquiridas para a nova concepção. Durante a Shabat nós recebemos almas adicionais que incluem centelhas angélicas. Foi durante uma shabat que Amram recebeu a alma do Anjo Gabriel que se uniu à sua néfesh e quando ele manteve relações com sua esposa Joquebede, esta néfesh unida a alma do anjo Gabriel desceu para o sêmen que fecundou Joquebede. Este é o segredo da concepção de Moisés nosso mestre. E por ter sido concebido e nascido durante uma Shabat, Moisés também se ocultou do mundo durante uma Shabat.

"E o espírito retorne aos Elohim que o deram (וְהָרוּחַ תָּשׁוּב, אֶל-הָאֱלֹהִים אֲשֶׁר נְתָנָהּ.)"

- Qohelet 12:7.



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