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sábado, 1 de outubro de 2016

O DNA DE DEUS




O "Olam ha'Assyáh (Mundo da manifestação) que é o "Olam hazêh (este mundo)" recebe sua influência e iluminação do nome Divino Adonai (אדני) cujo segredo é este:- O nome Adonai (אדני) contém as letras de "ADN-Y (אדנ-י)" ou quando permutado "Y-ADN (י-אדנ)".

Este mundo é o "Vergel" do Divino chamado nas escritos hebraicos de "Gan Éden Alai ha'aretz (גן עדן עלי אדמות) - O Jardim do Éden sobre a terra".

O "Yud-ADN (י-אדנ)" e uma combinação do Nome Divino "Yud Hê Vav Hê (יהוה)" com ADN (אדנ). Como foi explicado anteriormente em outro post intitulado "QABALAH & OS SÍMIOS", anteriormente o homem pré-adamico andava curvado até que recebeu a infusão do Nome Divino no seu ADN fazendo com que ele ficasse ereto e transformando o seu "ADN" comum no ADN DIVINO, o "Y-ADN (י-אדנ).

O Nome Divino "Yud Hê Vav Hê" possui o valor numérico igual a 26 e é por esta razão que hoje possuímos 26 ossos nos pés. Nosso ADN foi modificado pelos "Engenheiros Celestes" e é por isto que quando lemos sobre a formação do Adão Marciano encontramos "Vai'yetzer o "Yud Hê Vav Hê Elohim ET ha'Adam afar min ha'Adamáh (וַיִּיצֶר יְהוָה אֱלֹהִים אֶת-הָאָדָם, עָפָר מִן-הָאֲדָמָה,) cuja tradução é"E formou o "Yud Hê Vav Hê Elohim" o "Alfabeto da Humanidade da poeira de Adamah (Marte)... - Gênesis 2:7".

Em outro lugar diz "E plantou o "Yud Hê Vav Hê Elohim"  um Jardim no Éden de Qedêm e colocou ali a humanidade que havia formando (וַיִּטַּע יְהוָה אֱלֹהִים, גַּן-בְּעֵדֶן--מִקֶּדֶם; וַיָּשֶׂם שָׁם, אֶת-הָאָדָם אֲשֶׁר יָצָר) - Gênesis 2:8".

Em uma das 70 camadas de códigos no verso, o Jardim é a terra e Qedêm é a galáxia e penetrando ainda mais, o verso contém "e lá o NOME no Alfabeto da Humanidade que havia formado'. 




AUTOR
Deepak Sankara Veda

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GLÂNDULA PINEAL:- O SEGREDO DOS SEGREDOS




Glândula Pineal
O Segredo Dos Segredos 
ARTIGO EM CONSTRUÇÃO

Então foi escrito sobre o Ancião de Cabelos Brancos, isto é, Keter (A Coroa) de Arich Anpin (A Face Estendida - Keter, Chochmá e Biná) que é chamada "Golgolta (Calvário)". Dentro dela, isto é, da Coroa Sagrada oculta-se o Ancião Santo que é também chamado de "Antigo dos Antigos" e "Oculto dos Ocultos".

A aparência da Glândula Pineal e semelhante a um "Ancião de Cabelos Brancos" e está escondida na parte mais recôndita do cérebro. Em outra literatura ela é chamada de "A Lótus De Mil Pétalas".

Foi dito que, o Cristo foi crucificado sobre o Golgolta (Calvário). O Cristo é a Pineal. Em hebraico, Glândula Pineal é "Itzeterubali (איצטרובלי)" cuja numerologia cabalista é igual a 358 que, por sua vez, e o mesmo valor da palavra Mashiach (משיח) que se traduz para Messias ou Cristo. O Golgolta, revela o Zôhar, e o nome aramaico de Keter, a Coroa da Árvore Das Vidas. No corpo humano, Keter é o Chacra do Crânios alongados que está conectado diretamente com a Pineal.

Em outro lugar foi escrito: "E levou-o o tentador ao Pináculo do Templo...". O Pináculo do Templo é uma alusão à Glândula Pineal.

O segredo do Despertar está dentro de nós. A glândula pineal é a nossa conexão com o aspecto mais elevado da Árvore Das Vidas, o Antigo de Dias. "Assim como é acima é abaixo...".

O Zôhar também diz, em Idra Rabá, que os Olhos da Cabeça Branca estão sempre abertos e nunca se fecham porque eles não possuem membranas e nem pálpebras. Assim, a Pineal vê tudo em todas as dimensões e por isso foi escrito: "Eis que não cochila e nem pestaneja o Guardião de Israel (Salmos 121)".

O Natal & A Pineal

O Natal acontece no dia 25 de Dezembro do calendário solar e se diz dele ser o nascimento do Cristo. O dia 25 de Dezembro é o 358° dia do ano e era um costume antigo pendurar Pinhas na Árvore de Natal. A pinha em hebraico e a Itzeterubali (איצטרובלי) - a Glândula Pineal. A árvore de natal é uma alusão à Árvore Das Vidas e a ascensão a consciência crística e como explicado acima, o valor de Cristo (Mashiach)  é 358.



Pineal
A Morada De Deus

“E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. E chamou o nome daquele lugar Bet-Ël, porém havia sido Luz o nome da cidade, no principio”.
Gênesis 28:17 e 19

O nome hebraico "Luz (לוז)" significa literalmente "Nóz", fruto este que se assemelha a Glândula Pineal. Este éo lugar da Morada de Deus, a centelha Divina chamada Neshamáh.



Peniël
A Face De Deus

Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada".

Gênesis 32:30

Este foi o lugar da Luta de Jacó com a Satan e onde seu nome foi mudado para Israel. E por que seu nome foi mudado? Jacó (Ya'akov) é igual à gematria 182 e o anjo com o qual ele lutou era, de acordo com o Zôhar Sagrado, o próprio Adversário (Satan) cuja gematria é igual a 359. Eis aqui o segredo: 359+182 é igual a 541 que é o valor numérico de Israel. Ali, naquele lugar, Jacó venceu seu ego (satan) e viu a Face do Ël e por isso chamou aquele lugar de Peniel. Peniel é, de acordo com o Zôhar, "Fani'Ël - A Face de Deus", ou seja o lugar onde Deus habita, a Glândula Pineal.

וַיִּקְרָא יַעֲקֹב שֵׁם הַמָּקוֹם, פְּנִיאֵל
"Vai'qrá Ya'akov shem ha'maqom, Peni'ël".

Venha, ouça e aprenda: Todos nós somos Cristos, Budas e Messias e precisamos encontrar aquele lugar em nós onde a Centelha Divina habita.

Autor
Dipankara Sankara Vedas

domingo, 25 de setembro de 2016

O GÊNE DO ÉDEN - DE VOLTA À CONSCIÊNCIA SUPERIOR



"E plantou o Yud Hê Vav Hê Elokim um gêne no ADN de Qedêm, naquele lugar, no Alef Tav da humanidade que havia formado (וַיִּטַּע יְהוָה אֱלֹהִים, גַּן-בְּעֵדֶן--מִקֶּדֶם; וַיָּשֶׂם שָׁם, אֶת-הָאָדָם אֲשֶׁר יָצָר)" - Torá Bereshit (Gênesis) 2 versículo 8.

Neste verso, o termo que foi antigamente traduzido para "Jardim" foi "Gan (גן)" e que é o mesmo termo no hebraico moderno para Gen (Gêne). Já a expressão "no Éden" foi "be'EDN (בעדן)" possui as mesmas letras de "no ADN" e que corresponde ao ADN (עדן) superior antes da queda da humanidade deste nível de consciência mais elevado, a Consciência de Aquário que o modificou o transformando no ADN (אדן) inferior. E como sabemos disso?

O termo hebraico "Mi-Qedêm (מקדם)" traduzido em todas as bíblias para "do oriente" e que na verdade é um nome próprio l, possui o mesmo valor numerológico (184) de "Ayden Ha'Deli (עידן הדלי)" que se traduz para "Era De Aquário". Aydën (עידן) possui muita semelhança com "Éden (עדן)" sendo a diferença entre as duas palavras o acréscimo da letra "Yud (י)" do  Nome Sagrado (יהוה) em "Éden" transfomando-a em "Aidën (Era)".

Mi-Qedêm significa "Do oculto não revelado", ou seja, a partir do Partzuf interno da Sefirá "Keter" que é o Atiká Qadishá (עתיקא קדישא) - O Ancião Sagrado" aquele de cabelos brancos cuja cabeça é oca e cheia de "Tal ha'Ór (Orvalho de Luz) destinado a ser vertido no fim dos dias para encher o Cântaro (Deli) que é a Sefirá malchut - o Sagrado Feminino - a Jovem que carrega o Cântaro e por isso, na Era De Aquário o mundo será elevado e transformado pela consciência das mulheres.

Na Era De Aquário nosso ADN (אדן) modificado e corrompido será corrigido e elevado novamente para o ADN superior (עדן) através do estudo da Sabedoria Oculta que alude à consciência de Chochmá, o homem que verte as águas que recebe de Keter para as piscinas superiores (o Sagrado masculino) que a despejaram em malchut - o Sagrado Feminino e, então, Atlântida (אטלנטידה) ressurgirá.

Beruchim Ha'baim le'Ayden Ha'Deli (ברוכים הבאים לעידן הדלי) - Bem vindos à Era De Aquário.


Artigo
Deepak Sankara Veda

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Abraão, O Pai De Todos Os Budas


SHIVA


Artigo Em Construção

א וַיֹּסֶף אַבְרָהָם וַיִּקַּח אִשָּׁה, וּשְׁמָהּ קְטוּרָה. ב וַתֵּלֶד לוֹ, אֶת-זִמְרָן וְאֶת-יָקְשָׁן, וְאֶת-מְדָן, וְאֶת-מִדְיָן--וְאֶת-יִשְׁבָּק, וְאֶת-שׁוּחַ. ג וְיָקְשָׁן יָלַד, אֶת-שְׁבָא וְאֶת-דְּדָן; וּבְנֵי דְדָן, הָיוּ אַשּׁוּרִם וּלְטוּשִׁם וּלְאֻמִּים. ד וּבְנֵי מִדְיָן, עֵיפָה וָעֵפֶר וַחֲנֹךְ, וַאֲבִידָע, וְאֶלְדָּעָה; כָּל-אֵלֶּה, בְּנֵי קְטוּרָה. ה וַיִּתֵּן אַבְרָהָם אֶת-כָּל-אֲשֶׁר-לוֹ, לְיִצְחָק. ו וְלִבְנֵי הַפִּילַגְשִׁים אֲשֶׁר לְאַבְרָהָם, נָתַן אַבְרָהָם מַתָּנֹת; וַיְשַׁלְּחֵם מֵעַל יִצְחָק בְּנוֹ, בְּעוֹדֶנּוּ חַי, קֵדְמָה, אֶל-אֶרֶץ קֶדֶם.

Bereshit 25: 1-6

Abraão, o pai de todos os Budas: - A Torá nos conta que Abraão fez de uma de suas concubinas, a que era chamada Keturá (קְטוּרָה), uma de suas esposas, e que Keturá deu a Abraão alguns filhos. Um destes filhos se chamou "Iakshan (יָקְשָׁן)" e que "Iakshan" teve um filho a quem chamou "Shiva (שְׁבָא)". Keturá significa "Incenso".

As traduções deformadas alteraram tudo em razão de fortalecer os dogmas das religiões. Nas traduções lemos nomes que sequer nos deixam perceber a verdade, como "Iakshan" que se transformou em "Jocsã". Que raios de nome é este? Shiva, filho de Iakshan foi transformado em "Seba (?)".

A VERDADE

Ao tomarmos o nome "Iakshan (יָקְשָׁן)" e permutarmos suas letras, elas se tornam "Kishan (קְיִּשָׁן)" e se tormarmos emprestados as letras "Resh (ר)" de Avraham (Abraão) e a letra "Hê (ה) de "Keturá (קְטוּרָה)" e as colocarmos em "Kishan" ele se tornará "Krishná (קרישנה)".

A Torá diz que Abraão deu "dádivas" a estes filhos e os despediu para o Oriente (Índia). O Zôhar revela que estas "dádivas" que abraão deu a seus filhos com Keturá eram partes da Sabedoria da QABALÁH. A palavra lá usada para "dávidas/presentes" foi "nathan (נָתַן)" cujas letras são as iniciais de "Nodêa Torat Nistar (Conhecimento da Torá Escondida)". A palavra que foi traduzida para Oriente é "Aretz Qedêm (אֶל-אֶרֶץ קֶדֶם)" que é realmente a Índia.

ו וְלִבְנֵי הַפִּילַגְשִׁים אֲשֶׁר לְאַבְרָהָם, נָתַן אַבְרָהָם מַתָּנֹת; וַיְשַׁלְּחֵם מֵעַל יִצְחָק בְּנוֹ, בְּעוֹדֶנּוּ חַי, קֵדְמָה, אֶל-אֶרֶץ קֶדֶם.

No oriente é por demais apreciado o uso de incensos, pois a mãe do oriente se chamava "Keturá (Incenso)". Além disso, dois dos 72 Nomes de D'us revelados no Sipra Raziel ha'Malach são o "Hari" e o "Om" e dai o mantra "Hari Om". 

הרי אום

Sarasvati:- 

O nome da principal esposa de Abraão era Sara. No hinduísmo que se derivou dos Filhos de Keturá existe Sarasvati. Nome do sânscrito ( सरस्वती, sarasvatī)que é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahmā, o criador do mundo.

Na Torá aprendemos que D'us disse a Abraão ouvir tudo quando Sara, sua Esposa lhe aconselhasse. Sara era a Sabedoria, Sarasvatī, a divindade hindu da Sabedoria. Shákti é muito semelhante a Shekiná que é a Divina Providência. 

Brama:-  

Brahma ou Bramá é o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros deuses são Vishnu e Shiva). Brama é considerado, pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo.

O Zôhar revela que a criação do universo só se completou quando Abraão veio, o que significa que ele veio antes da criação. Parece uma contradição, mas isso é porque nossos pensamentos são dominados por dogmas religiosos. Para fornecer a evidência disso, o Zôhar cita o Gênesis capitulo 2 versículo 4, que diz "Elêh toledot ha'shamayim ve'ha'aretz be'hibaram (אֵלֶּה תוֹלְדוֹת הַשָּׁמַיִם וְהָאָרֶץ, בְּהִבָּרְאָם)". A tradução é "Estas são as origens dos céus e da terra na criação".

No pergaminho da Torá, a palavra "be'hibaram (בְּהִבָּרְאָם)" é escrita com a letra Hê (הִ) menor que todas as outras e o Zôhar revela que este Hê é o Hê (letra agá)) de Abraham. Ao permutarmos "be'hibaram" descobrimos "Por Abraham (ב'אברהם)".

A pequena letra Hê (ה) em "be'hibaram

Retraduzindo o verso, lemos "Estas são as origens dos céus e da terra por Abraão (Brahma)".

Evidentemente os Filhos de Qedêm (בני קדם) estavam muito mais próximo da Sabedoria do que todas as religiões enganosas que existem hoje.

No final, aprendemos que Abraão aprendeu a criar (ver Sêfer Yetzirá) e por isso Deus o chamou "meu amigo".

O CÓDIGO KRISHNA

Pesquisando, encontrei alguns Códigos interessantes que corroboraram a verdade aqui postada. A chave que usei foi "Krishna (קרישנה)". O resultado pode ser estudado abaixo:


CLIQUE PARA AMPLIAR

Acima, no centro, temos "Krishna (קרישנה) - em vermelho" e dentro dele aparece "B'ney Qedêm (בני קדם) - em amarelo" comprovando que "Krishna" e dos Filhos de Qedêm. Shiva (שְׁבָא) também surgiu codificado usando a mesma letra "SHIN (ש)" de "Krishna", está marcado em azul.



Escrito Por
Dipankara Vedas

domingo, 11 de setembro de 2016

Razá Ila'ah - A Conexão Com Metatron


Razá Ila'ah (רָזָא עִלָּאָה):- Eis que agora se torna necessário explicar a minha Saudação quando faço uma transmissão (Live) online ou público algum mistério.

Esta Saudação me foi revelada pelas almas dos mestres do Zôhar Sagrado e que é o mistério do meu nascimento nesta reencarnação: Revelar Mistérios ocultos do Livro da Iluminação (Zôhar).

Razá Ila'ah é a Carruagem (Merkaváh) do Anjo Metatro'n (מטטרו'ן). A gematria de Metatro'n é 314 e que é a mesma de Shadda'y (שד'י). Razá Ila'ah significa que tenho recebido Mistérios divinos dos lábios de Metatro'n, o que inclui as Poesias que público. O segredo segue como será explicado abaixo. Razá Ila'ah tem o mesmo valor numerologico que é 314.

314

Eu tirei meu CPF quando tinha 14 anos e quando ainda o documento era chamado CIC. O número (091.314.978-02) que me foi dado contém este segredo:- 91 é a gematria de Malach (מלאך) que é Anjo em hebraico. Já 314 é a gematria de Metatro'n. 978-02 é a exata gematria de be'Sêfer ha'Zohar ha'Qadosh. Traduzindo tudo lemos: "Malach Metatro'n be'Sêfer ha'Zohar ha'Qadosh (מלאך מטטרו'ן ב'ספר הזוהר הקדוש) - Anjo Metatron no Livro do Zôhar Sagrado", e ainda há mais.

978+02 igual 980 que é a gematria de "Tzafen Sefer Zôhar Pinchás (צפן ספר זהר פינחס)" cuja tradução é "Codificado no Livro do Zôhar, Pinchás".

Onde encontramos no Sêfer ha'Zohar sobre a Carruagem De Metatro'n? Na Porção Pinchás que foi donde recebi a Canção ao Anjo Metatron a qual vocês já me ouviram cantar e com a qual sempre início às Lives (transmissões ao vivo) no Facebook.

Fica, portanto explicado que, Razá alude às três sefirot superiores do Rosto Extendido (Arich Anpin) que são Keter, Chochmá e Biná que são chamadas "Razá (Mistério) Ila'ah (Superior)".

Uma evidência de que tenho recebido os segredos da Boca de Metatro'n está no meu Livro Crônicas De Qédem (Devarei ha'Iamim Mi-Qedem), pois Mi-Qedem (מקדם) significa "Do oculto não revelado", ou seja, diretamente do "Ancião Sagrado (Atiká Qadishá)" para Metatro'n e foi por esta razão que eu disse "mi-na'ar ve'ed Zaqen (desde à juventude até a velhice)" porque o "Jovem (hebraico Na'ar)" é Metatro'n e o "Velho (hebraico Zaqen) é o Ancião Sagrado (Atik Yomim)" indicando que o Jovem (Metatro'n) recebe instruções do Velho (Atiká). Além do mais, Zaqen alude às barbas do Sagrado, sendo a barba da Face Curta (zeir Anpin) e a barba da Face Extendida (Arich Anpin) sendo esta última formada pelos "Treze Atributos de Misericórdia" como revelado pelo Rama'k (Rabi Moshe Kordovero) em seu Tomer Devorá (A Tamareira De Devorá), que a paz esteja com ele, abençoada seja sua memória. 

Ainda sobre o Jovem que é Hanoch  (Enoque) foi escrito "Chanoch la'na'ar al pi darchô, gam ki yazkim ló yassur mimenáh  (חֲנֹךְ לַנַּעַר, עַל-פִּי דַרְכּוֹ--    גַּם כִּי-יַזְקִין, לֹא-יָסוּר מִמֶּנָּה) - Enoque se tornou jovem (Metatron), de acordo com seu caminho,  e mesmo na velhice não se desviou dele". - Provérbios 23:6. Aqui nós encontrarmos Naar (נער)  e Zaqen (יזקין).



Quem são os Cheruvim sobre o tampo da Aron ha'Berit (Arca da Aliança)? "Ve'asita shnayim keruvim zahav mikshah ta'aseh otam mishnei ketzot hakaporet".

יח וְעָשִׂיתָ שְׁנַיִם כְּרֻבִים, זָהָב; מִקְשָׁה תַּעֲשֶׂה אֹתָם, מִשְּׁנֵי קְצוֹת הַכַּפֹּרֶת

ÊXODO 25:18

Eis aqui algo que os "auto-proclamados profetas cristãos evangélicos" não sabem, o que determina que jamais tiveram um contato com o Sagrado realmente e que são, na verdade, falsos profetas. Claro que, a partir desta revelação aqui publicada e aqueles que a lerem, vão, como é de costume, declarar tal conhecimento em seus cultos e para seus cegos seguidores, que D'us lhes revelou tal mistério, mentirosos que são.

Os "Chevurim" sobre o tampo da Arca da Aliança são Metatron e Sandalfon, isto é, Enoque e Elias, pois ambos foram transformados em Anjos.

Tudo isto é a razão de eu sempre dizer que aqueles que são almas reencarnadas dos mestres do Zôhar sabem onde suas vidas estão codificadas no Zôhar Sagrado. Verdadeiros Mequbalim (qabalistas) são e agem diferente dos mercadores da Sabedoria e os sinais podem ser percebidos pelos verdadeiros estudantes nas vidas deles.

Fica estabelecido que tudo isso eu revelei com a permissão do Sagrado, Mestre de todos os mestres e de acordo com a vontade dos meus mestres, que a paz esteja com eles, e não por arrogância ou Ego ou para promover-me pessoalmente, longe de mim tais coisas. Razá Ila'ah.



Deepak Sankara Veda
(Misha'El Ha'Levi).

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

No Fim Dos Dias...



Calma, não se assustem pela imagem, ela é apenas para ilustrar o segredo de como eu soube que, o Holocausto Atômico estava destinado à humanidade para o dia 16 de Julho de 2013. 

Antes de tudo, é preciso recordar que, o primeiro teste Atômico foi realizado em Alamogordo, Novo México, no dia 16 de Julho de 1945. 

Em 1990 sonhei que estava num deserto e sentado sobre uma pedra, quando um cogumelo Atômico se ergueu no horizonte. Apovorado, comecei a correr tentando escapar dos escombros nucleares. Acordei no momento em que fui atingido pelo deslocamento atômico. Descobri por imagens e filmes que, o deserto que eu estava era o de Alamogordo, no Novo México e que eu estava assistindo o teste da primeira bomba atômica. A data no meu sonho, era, então, 16 de Julho de 1945. 

A pedra onde eu estava sentado no meu sonho

O "Fim Dos Dias", de acordo com o segredo por cálculo de gematria da expressão bíblica hebraica "be'acharit ha'iamim (בְּאַחֲרִית הַיָּמִים) encontrada na Torah Bereshit (Gênesis) capitulo 49 verso primeiro. A gematria (cálculo do valor numérico das letras hebraicas de uma palavra, nome ou expressão) de "be'acharit ha'iamim (בְּאַחֲרִית הַיָּמִים)" é igual a 726, valor este que corresponde ao ano hebreu que foi correspondente no gregoriano a 1966, e, portanto, o "fim dos dias" se iniciou naquele ano, o ano do meu nascimento.

בְּאַחֲרִית הַיָּמִים
=726

Não compreenda "no fim dos dias"como uma ameça de destruição ou punição, apesar que, para alcançarmos a Iluminação teremos que enfrentar poderosas restrições. Todas as adversidades enfrentadas pela humanidade somente as impulsionaram para uma consciência mais elevada.

A era messiânica se iniciou, de fato, em 1966, quando alcançamos um alto grau de tecnologia com o início das missões Mercury da NASA. 

Em 2006, enquanto estudava, descobri que, a expressão bíblica "Julga-los-á (הֲתִשְׁפֹּט) ha'tishpót" encontrada em Ezequiel 20 verso 4, contém as mesmas letras que formam o ano hebreu 5789 (הֲתִשְׁפֹּט) equivalente no gregoriano a 2029. Eu gelei naquele momento, pois a primeira recordação que me veio à memória foi o filme "Terminator (O Exterminador Do Futuro)"  de 1984 que menciona este ano. Então, no ano seguinte (2007), comecei a receber é escrever o que eu julgava que seria o meu primeiro livro, a obra de ficção pós-apocalíptica esotérica "Crepúsculo De Bronze". Eu não sabia que estava recebendo informações vindas do futuro ou lembranças da minha alma, o que só viria a descobrir com o lançamento do filme "The Book Of Eli (O Livro De Eli)" pois o roteiro do filme era exatamente a estória que eu havia começado a escrever em 2007, ano no qual a produção do filme havia começado. 



No final de 2011 comecei a compreender que o Holocausto Atômico viria. No incio de 2012 escrevi e publiquei artigos sobre a questão é criei e publiquei filmes com alusões místicas ao evento. E havia aquele código que vinha estudando há 18 anos, cuja chave era "Shoáh Atomit Shav (Holocausto Atômico, vocês o Farão novamente)". 

Artigo
"O Livro De Eli"

Ora, 16 de Julho de 2013 iria cair exatamente em 9 de Av, dia considerado de maior infortúnio para os judeus, e então, eu me lembrei do cometa, que em 8 de Av de 5754 (1994) havia se chocado com o Planeta Júpiter, fazendo com que um grande cogumelo Atômico fosse visto aqui da terra. O dia 8 de Av daquele ano foi exatamente 16 de Julho de 1994. 

O cogumelo atômico emergindo na superfície de Júpiter

Eu calculei, então, a data "be'9 be'Av 5773 (בט ב'אב התשעג)" que traduzido é "16 de Julho de 2013" e cujo valor era exatamente o mesmo de "Julga-los-á?" que é 794. Em hebraico "Shoáh Atomit be'9 be'Av (שואה אטומית בט ב'אב)" tem exatamente o mesmo valor, ou seja, 794. Como eu cheguei à compreensão de que o ano seria 2013 (5773)? Pela gematria de "Shoáh Atomit (שואה אטומית) - Holocausto Atômico" que é a mesma de 5773 (התשעג) que foi o ano de 2013. A gematria, neste caso específico é 778.


Esta é a matrix que estudo há dezoito anos. A chave é "Shoáh Atomit (Holocausto Atômico) - no centro na vertical em vermelho". Logo acima aparece escrito "Ison" e na vertical está "Shem Shavit Nun (שם שביט נן)" que traduzido é "Nome do Cometa de Escorpião (a letra Nun "נ" criou, de acordo com o Livro da Formação, o signo de Escorpião). O periélio do Cometa Ison foi no dia 28 de Novembro de 2013 quando o sol estava ainda em Escorpião. Abaixo e ao lado está "Yuly" e ao lado esta "2013 Koreia". Obama aparece aqui com o verso "No terceiro dia Presidente (Terça-feira, Presidente)". A última eleição americana foi em uma terça. Tudo isto na matrix cuja chave é "Shoáh Atomit (Holocausto Atômico). Todos estes códigos nos dizem que o Holocausto Atômico estava mesmo fixado para o dia 16 de Julho de 2013, ano em quem o cometa Ison veio.

O Cometa Ison à direita


Como fomos salvos? Este é outro segredo pertencente aos que se dedicam ao estudo profundo da QABALAH e do Zôhar Sagrado e ao mistério da reencarnação em yibur, mas eu posso lhes contar: Uma poesia salvou o mundo. 



 Ezequiel 20 verso 4

Acima na matrix de Ezequiel: Em 9 de Av - de 5789 - todos os povos da terra - holocausto - de fogo -. O ano 5789 surge no verso 4 do capítulo 20.

Só não devemos esquecer que, "Julga-los-á" possui as mesmas letras que foram o ano hebreu correspondente a 2029.

Artigo Escrito Por
Deepak Sankara Veda
Direitos Autorais Reservados

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O MAHARAL & O GOLEM DE PRAGA




CAPÍTULO 6
Fogos Do Holocausto

Pés rápidos sobre pedras rústicas. O velho rabino caminhava apressadamente sobre a calçada de ardósias antigas ao lado esquerdo da rua Maiselova parcialmente iluminada por tênues lâmpadas elétricas. Seguia na direção da Velha-Nova Sinagoga de Praga. Era noite de 14 de setembro de 1939, lua nova de Tishri, o sétimo mês hebreu, brumas do ano novo judeu. Ruas adjacentes apresentam suas belezas adornadas com grandes paralelepípedos ardósios, um convite à introspecção.

Nuvens pálidas semiocultavam a lua nova como uma noiva adornada com um vestido transparente. Seis quarteirões atrás, as vozes dos homens da Gestapo nazista, a polícia de Himmler, se faziam ouvir junto aos gritos dos moradores do bairro enquanto esmurravam as portas das casas forçando suas entradas aos gritos e empurrões.

- Onde ele está? O velho rabino? Vocês o estão escondendo aqui? – Vociferavam os homens de brilhantes uniformes negros, que abriam passagem derrubando ao chão os moradores sob a mira de suas lugers alemãs engatilhadas sobre as frontes dos habitantes do shtetl de Praga Interpelando-os voraz e violentamente.

A Staronová Synagoga, construída em 1270 no também antigo bairro Josefov, guarda, em seu sótão seu maior e assombroso segredo, o qual Himmler desejava tomar sob seu controle: O corpo adormecido do Golem criado, no século dezesseis, pelo Rabino Loëw - o Maharal de Praga.

O golem havia sido criado na madrugada de 20 de Adar de 1580 pelo Maharal e seus dois mais queridos e próximos discipulos e desativado na aurora de 18 de Iyar, no 33º dia do Sefirat ha'Ômer, aniversário do ocultamento da alma de Rabbi Shimon Bar Yochai, o grande do século I e o autor do Zôhar Sagrado.

O rabino Yoseff Cohen Há’Levi tinha pressa. Queria chegar antes da Gestapo. Sua intenção era acordar a antiga criatura moldada da argila colhida das margens do Rio Moldova no século dezesseis, e a lua nova do ano novo favorecia este momento. Em outros tempos, teria preferido acordar a criatura na mesma madrugada em que ela fora criada, mas a urgente não lhe dera essa escolha. 

Enquanto caminhava apressadamente, via, ao longe, outras sinagogas dos bairros adjacentes que ardiam consumidas pelos fogos maléficos de Adolf Hitler. Lembrou-se da carta escrita a ele pelo amigo da Yeshivá Qol Yehudá de Jerusalém, o rabino Yehudá Leib Ashlag, e que lhe avisava dos fumos negros que pairavam sobre os judeus da Europa, o que viu em uma visão, aconselhando os rabinos da Europa sobre o mal que estava por vir. 

Hitler, ele já sabia, era um gilgul ha'rá (reencarnação do mal), uma transmigração da alma do demônio amalequita Haman.

Yoseff sabia que, ao entrar na sinagoga, teria que sentar na antiga e ornamentada cadeira do Rabino Loëw para receber a alma de Betzalel momentaneamente por ibür, uma reencarnação temporária ou, quem sabe, permanente[1], pois somente se a centelha do criador do golem estivesse nele, poderia encontrar a passagem secreta que levaria ao sótão oculto onde a criatura estava escondida e ressuscitar o ser feito do barro. Tinha esperança de que o Golem o ajudasse a salvar o povo da tirania nazista que o estava dizimando. Ao chegar, deteve-se por um momento, se virou e contemplou a lua e as estrelas e percebeu que ela ainda navegava os mares da constelação de Libra. Entrou por uma passagem adjacente lateral à sinagoga e encontrou a porta que o conduziria para dentro. Enfiou a mão esquerda no bolso do kitel preto e pegou um dos dois pequenos pergaminhos amarrados com tiras feitas de pele de carneiro.

- Onde está a passagem secreta? – Balbuciou enquanto tomava do bolso o escrito. Sabia da existência desta passagem desde sua mais tenra idade quando seu pai lhe contou, em uma noite chuvosa, a lenda do Golem de Praga. O documento secreto esteve aos cuidados do seu próprio Abba[2].

O pergaminho continha não apenas as instruções que o levariam à passagem secreta cuja entrada era ao lado do Aron ha’Qodesh[3] e que o conduziria ao sótão escondido onde repousava o corpo da opulenta criatura, mas também o conhecimento para acordar o golem. Ele jamais o tinha aberto, pois havia sido instruído para o fazer somente se o povo estivesse em perigo.

A sinagoga estava parcialmente iluminada por velas que foram acesas pelos membros para a prece de Amidá de Arvit e que proporcionavam uma atmosfera maravilhosa e mística. Sabia, pela tradição desde o Maharal, que eram setenta e duas velas, nenhuma a mais, nenhuma a menos. Um número místico que ocultava um segredo. Aquelas luzes místicas conduziram seus olhos à cadeira de Betzalel que descansava ao lado da Arca sagrada. Mas, de fato, ele já sabia que, aquela não era a cadeira de Judá, mas uma réplica, pois, a verdadeira fora escondida para evitar que os desavisados se sentassem sobre ela. Não era permitido pelos céus. Seu pai lhe havia dito, quando ele era criança, que a verdadeira fora escondida em um lugar secreto. Quem poderia ter mérito para se sentar na cadeira do grande rabino de Praga? Somente aquele que para ela fora destinado.


- Baruch ata Atika Qadishá megalê há’sodot – Bendito sejas Tu ó Ancião Sagrado, que revelas os segredos – pronunciou o rabino Joseff a brachá[4] apropriada para a ocasião e abriu o pergaminho que tirou do bolso e começou a ler o que nele estava escrito. Ficou surpreso ao descobrir que estava assinado pelo próprio Grão Rabino de Praga à época em que o monstro foi criado.

O documento havia sido passado de mestre para discípulo desde o Rabi Betzalel até que chegou aos cuidados do pai do Rabino Joseff, o rabino Lavan Cohen Ha’Levi, um habidoloso artesão e escriba cujos os Tefilin que fazia eram muito elogiados e apreciados e que era o Rabino chefe de Praga. Palavras escritas com letras estranhas as quais Joseff identificou como sendo o Alfabeto Malachim e uma prece em hebraico preenchiam a claff. Joseff o aproximou da luz de uma das velas acesas para poder ler melhor as letras e palavras no pergaminho. Logo descobriu o nome de cinco anjos escritos em angélico e uma oração com duzentas e dezesseis letras[5]. Palavras escritas ao redor da claff continham uma inscrição em código que Joseff descobriu ser a escrita atbash. Cinco pontos interligados por linhas estavam também anotados no pergaminho, os quais, identificou o Rabino como sendo o desenho de uma constelação estelar: - Libra! – Balbuciou. A lua estava desenhada acima destes cinco pontos. Agradeceu ao conhecimento astrológico que seu pai lhe havia instruído sem o qual não poderia ter identificado a constelação.

A lua nova do ano novo era a única na qual a criatura que dormia no sótão há quatro séculos, poderia ser despertada, a noite na qual o satã não tem domínio. Joseff sabia também que teria que colocar em prática os conhecimentos que obteve daquele pequeno livro de capa preta gravado com letras douradas que seu Abba havia lhe dado.

O rabino tinha esperança de que a Gestapo não o encontrasse imediatamente, dando-lhe tempo para as kavanot[6] e invocações necessárias para acordar o ser de argila. Ele sabia que o Grão Rabi de Praga havia colocado um selo sobre a entrada do sótão e ninguém jamais poderia entrar sem a permissão dos céus e da alma de Betzalel, o que indicava que ele primeiro deveria se sentar na cadeira de Judá Loëw e, se zechut[7] tivesse, receberia por ibür, a alma do Grão Rabi e assim, poderia quebrar o selo e entrar no sótão para despertar o Golem, o antigo protetor dos judeus do gueto de Josefov em Praga.

Enquanto caminhava para o lado do Armário Sagrado, lembrou-se, por um momento, das brincadeiras de menino e de como gostava de fazer pequenos homenzinhos de barro lembrando as histórias que seu pai e mestre lhe contava quando pequeno. Sorriu.

Encontrou a alavanca, conforme havia sido instruído pelo pergaminho e abriu a primeira passagem secreta. Tomou uma das velas acesas e se deixou escorregar para dentro da câmara oculta. Iluminados pelas flamas da vela, seus olhos encontraram a antiga cadeira do mestre de Praga que estava no centro da sala secreta. O assento místico descansava sobre um Escudo de David entalhado no chão ao centro da sala por algum dos artesãos do passado. Inscrições místicas em hebraico adornavam o círculo desenhado ao redor do hexagrama. Nomes de anjos estavam escritos nele numa escrita antiga que Joseff identificou como sendo “Transitus Fluvii[8]”. Se deteve por um momento. O temor do Divino lhe tomou a alma e um arrepio, como uma corrente elétrica lhe percorreu a cervical fazendo-o contorcer o pescoço.

- Santo, bendito sejas, tenho eu méritos para me sentar nesta cadeira tão sagrada? – Sussurrou em uma prece enquanto mantinha a mão direita sobre o coração. Se lembrou das palavras de seu velho pai “- não temas, quando o povo em perigo estiver e te desafiar a atos grandiosos”.

- Obrigado Abba sheli – balbuciou com emoção e, caminhando até a cadeira, respirou profundamente e se sentou. Talvez, em tempos de paz, teria um momento para atar seu Tefilin e vestir seu Talit, mas hoje, com a polícia de Himmler o caçando pelas casas do bairro, era preciso urgência. O Reichsführer[9] das Schutzstaffel[10] nazistas, havia sido instruído pelo Mentor do ocultismo de Adolf Hitler, Dietrich Eckart, para não apenas encontrar o golem e despertá-lo, mas também tomar posse do conhecimento secreto da fabricação da criatura.

“- Imagine um exército feito de golems” – insuflou a imaginação de Himmler em uma certa noite no Castelo Wewelsburg, onde os rituais da Ahnnerbe – a religião do 3° Reich – eram realizados. Himmler já fazia experiências com soldados mortos criando zumbis através de rituais onde as almas de antigos espíritos teutônicos eram invocadas a possuir os corpos de militares falecidos. Ele mesmo acreditava ser uma reencarnação. Mas está é uma outra recordação para um outro momento.

Não foi preciso muito tempo para “lembranças” de quatro séculos tomarem seus pensamentos depois que Joseff se sentou na cadeira de Betzalel. Sim! Estava certo que havia recebido o ibur da alma do Grão cabalista de Praga, o Maharal. Começou a recordar seus segredos e entre eles, a entrada secreta para o sótão onde repousava o corpo do Golem, porém, uma dúvida permaneceu: Havia recebido o ibür da alma do Maharal ali naquele momento ou no nascimento? Todos aqueles “homenzinhos de barro” – brincadeiras de criança? – Questionou a si mesmo. Foi um despertar! Aquele terrível momento no qual descobriu a si mesmo.

- “Eu sei quando o Golem foi criado” – Exclamou para si. – “Na madrugada de 20 de Adar de 5340– Completou.

Fazia um sentido absolutamente esotérico que o Golem tivesse sido criado no ano 340 do 5° milênio, porque 340 era a gematria da palavra “SHEM (שם)” cujo significado é Nome divino, o segredo do SHEM QADOSH (יהו"ה).

Entre outras muitas e mistas recordações, uma particularmente flutuou em sua consciência. Levantou-se vagarosamente e afastou a cadeira olhando para a estrela de David que estava abaixo dela. Abaixou-se e pressionou o centro do Escudo, onde sinal de Aaron foi esculpido, com a palma da mão direta. Um ruído de engrenagens girando e madeira roçando madeira se fez ouvir. Subitamente, o chão se abriu sobre seus pés lançando poeira ao ar e obrigando-o a saltar para o lado, revelando uma passagem que conduzia para baixo da sala secreta por uma escada. O cheiro de mofo sequestrou seu olfato. Tomou a vela e desceu. Logo seus olhos descobriram muitas estantes repletas de livros e pergaminhos antigos. Certamente, em outros tempos, se sentaria ali por muitas horas para os estudar. Seus olhos perceberam também seis mesas retangulares separadas, três à esquerda e três à direta. Percebeu que ali, no passado, deveria ser a escola de Talmude Torá[12] do antigo shtetl de Praga. Caminhou entre as mesas pelo corredor guiado pelas flamas da vela e descobriu no final dele uma outra estante de madeira tomada por muitos livros e mais pergaminhos. Girou sobre si mesmo apontando a vela para o lugar nos qual seus olhos buscavam alguma porta ou passagem. 

- Nenhuma porta? Mas deve estar aqui embaixo – murmurou. Voltou-se para a estante no final do corredor entre as mesas e desta vez seus olhos perceberam algo.

- Hummm. É isto! Tem que ser! Sussurrou. Entre os livros naquela estante estava um em particular que apreciava por demais: O Sêfer Yetzirah – O Livro da Formação. Recordou-se do presente que seu pai lhe dera em seu bar mitzvá, o livro de capa preta e letras douradas já desgastadas que trazia no bolso do kitel – O Sêfer Yetzirah. Trocou a vela para a mão esquerda e puxou com a direita o livro da estante enquanto colocava a vela no lugar do livro. Abriu-o e de pronto percebeu a anotação em hebraico no verso da capa:

“Tehilim 91:1 – A porta será aberta para aquele que conhece o segredo oculto por gematria neste passuq[13]”. Fez um gesto para tomar a luz novamente em sua mão e foi quando notou um criptograma de dez letras fixado na parede onde o livro repousava.

“Segredo de gematria? ” – Pensou enquanto permitia que o verso viesse à tona em sua mente. “Yohev be’seter elyon be’tzel Shaddai itlonan (יושב בסתר עליון בצל שדי יתלונן) ”.

Sua mente focou-se instintivamente na palavra “be’seter (בסתר) ” cujo significado “no esconderijo” lhe foi muito sugestivo. “E agora? ” – Pensou. Calculou a gematria e descobriu o valor 662. Olhou para o esotérico livro em sua mão. Sua alma se concentrou nas dez letras hebraicas que compunham o título do livro. Voltou a atenção para o Criptógrafo colocado na parede atrás da estante.

-“Dez Letras. Mas é claro” – Exclamou no pensamento. Voltou novamente a atenção para o título do livro e contou as letras e descobriu que eram oito letras.

-“be’Sefer há’Yetziráh” – murmurou. “Dez letras”. Calculou a gematria: - “Razá Ila’ah! ” – Recitou. “ – 662!”. Colocou o livro que segurava em uma das mesas atrás de si e girou as letras hebraicas no Criptógrafo na parede até formarem “be’Sefer Yetzirah”. Uma pancada seca ressoou e a estante deslizou para a esquerda revelando uma porta atrás dela onde o Criptógrafo estava fixado. A porta destravou. Degraus ascendentes que o conduziriam finalmente ao sótão onde o guardião dos judeus criado por Judá Loëw o aguardava se revelaram.

Ao lado da escada ascendente notou um quadro onde leu uma inscrição em aramaico: “Você que aqui se aventurar a subir, guarde tua boca e em teu coração o temor de D’us”. Era certamente um aviso aos curiosos que quisessem se aventurar a subir ao sótão e descobrir o seu poderoso inquilino.

Conta a agadá do shtetl que, certa vez, um espia cristão enviado pelo bispo de Praga para Inquisição seguiu, na calada da noite, um dos antigos rabinos de Praga e entrou escondido na sinagoga. Ele subiu ao sótão, mas nunca retornou. Seus ossos foram descobertos na manhã seguinte. Judá Loëw mandou recitar por eles um Qadish e os enviou para serem sepultados do lado de fora do cemitério israelita do shtetl.

Se Joseff obtivesse sucesso em acordar a criatura, a partir daquela noite, Frankenstein, de Mary Sheley, se tornaria uma estória em quadrinhos.

Com temor, subiu o primeiro degrau em parou. Tentou suspirar profundamente, mas o cheiro de mofo não o permitiu. Tomou coragem assim mesmo e retomou a ascensão até o sótão.

- Treze degraus – disse a si mesmo. No final do décimo terceiro deu de frente com uma porta de madeira trabalhada com um desenho que se pareciam com mãos moldando barro.

- Certamente é aqui! – Exclamou num sussurro enquanto levava as mãos à boca. Notou a mezuzá fixada no batente direito um pouco acima da cabeça de quem entra. Deu mais um passo é levantou a mão direita tocando o objeto Sagrado e, como de costume, trazendo-a aos lábios.

Precisaria de muita coragem para entrar no local onde o Sagrado Grão Rabi de Praga havia escondido sua monstruosa criatura, o Golem protetor dos judeus do antigo gueto de Josefov.


[1] Reencarnação temporária.
[2] Papai.
[3] O Armário Sagrado onde o Rolo da Torah é mantido.
[4] Bênção.
[5] Ana Be’koach.
[6] Meditações.
[7]MERITO
[8] Alfabeto Passando O Rio.
[9] Comandante Militar.
[10] Tropa de proteção.
[11] 19 de Setembro de 1506.
[12] Local onde a Torah é estudada.
[13] Verso.







Excerto
O MAHARAL & O GOLEM DE PRAGA
Em Processo De Criação
Direitos Reservados Ao Autor

Autor
Deepak Sankara Veda


CAPA
ARTE & DESIGNE

DANIELA OWERGOOR


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O Artesão Da Luz