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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GLÂNDULA PINEAL:- O SEGREDO DOS SEGREDOS




Glândula Pineal
O Segredo Dos Segredos 
ARTIGO EM CONSTRUÇÃO

Então foi escrito sobre o Ancião de Cabelos Brancos, isto é, Keter (A Coroa) de Arich Anpin (A Face Estendida - Keter, Chochmá e Biná) que é chamada "Golgolta (Calvário)". Dentro dela, isto é, da Coroa Sagrada oculta-se o Ancião Santo que é também chamado de "Antigo dos Antigos" e "Oculto dos Ocultos".

A aparência da Glândula Pineal e semelhante a um "Ancião de Cabelos Brancos" e está escondida na parte mais recôndita do cérebro. Em outra literatura ela é chamada de "A Lótus De Mil Pétalas".

Foi dito que, o Cristo foi crucificado sobre o Golgolta (Calvário). O Cristo é a Pineal. Em hebraico, Glândula Pineal é "Itzeterubali (איצטרובלי)" cuja numerologia cabalista é igual a 358 que, por sua vez, e o mesmo valor da palavra Mashiach (משיח) que se traduz para Messias ou Cristo. O Golgolta, revela o Zôhar, e o nome aramaico de Keter, a Coroa da Árvore Das Vidas. No corpo humano, Keter é o Chacra do Crânios alongados que está conectado diretamente com a Pineal.

Em outro lugar foi escrito: "E levou-o o tentador ao Pináculo do Templo...". O Pináculo do Templo é uma alusão à Glândula Pineal.

O segredo do Despertar está dentro de nós. A glândula pineal é a nossa conexão com o aspecto mais elevado da Árvore Das Vidas, o Antigo de Dias. "Assim como é acima é abaixo...".

O Zôhar também diz, em Idra Rabá, que os Olhos da Cabeça Branca estão sempre abertos e nunca se fecham porque eles não possuem membranas e nem pálpebras. Assim, a Pineal vê tudo em todas as dimensões e por isso foi escrito: "Eis que não cochila e nem pestaneja o Guardião de Israel (Salmos 121)".

O Natal & A Pineal

O Natal acontece no dia 25 de Dezembro do calendário solar e se diz dele ser o nascimento do Cristo. O dia 25 de Dezembro é o 358° dia do ano e era um costume antigo pendurar Pinhas na Árvore de Natal. A pinha em hebraico e a Itzeterubali (איצטרובלי) - a Glândula Pineal. A árvore de natal é uma alusão à Árvore Das Vidas e a ascensão a consciência crística e como explicado acima, o valor de Cristo (Mashiach)  é 358.



Pineal
A Morada De Deus

“E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. E chamou o nome daquele lugar Bet-Ël, porém havia sido Luz o nome da cidade, no principio”.
Gênesis 28:17 e 19

O nome hebraico "Luz (לוז)" significa literalmente "Nóz", fruto este que se assemelha a Glândula Pineal. Este éo lugar da Morada de Deus, a centelha Divina chamada Neshamáh.



Peniël
A Face De Deus

Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada".

Gênesis 32:30

Este foi o lugar da Luta de Jacó com a Satan e onde seu nome foi mudado para Israel. E por que seu nome foi mudado? Jacó (Ya'akov) é igual à gematria 182 e o anjo com o qual ele lutou era, de acordo com o Zôhar Sagrado, o próprio Adversário (Satan) cuja gematria é igual a 359. Eis aqui o segredo: 359+182 é igual a 541 que é o valor numérico de Israel. Ali, naquele lugar, Jacó venceu seu ego (satan) e viu a Face do Ël e por isso chamou aquele lugar de Peniel. Peniel é, de acordo com o Zôhar, "Fani'Ël - A Face de Deus", ou seja o lugar onde Deus habita, a Glândula Pineal.

וַיִּקְרָא יַעֲקֹב שֵׁם הַמָּקוֹם, פְּנִיאֵל
"Vai'qrá Ya'akov shem ha'maqom, Peni'ël".

Venha, ouça e aprenda: Todos nós somos Cristos, Budas e Messias e precisamos encontrar aquele lugar em nós onde a Centelha Divina habita.

Autor
Dipankara Sankara Vedas

domingo, 11 de setembro de 2016

Razá Ila'ah - A Conexão Com Metatron


Razá Ila'ah (רָזָא עִלָּאָה):- Eis que agora se torna necessário explicar a minha Saudação quando faço uma transmissão (Live) online ou público algum mistério.

Esta Saudação me foi revelada pelas almas dos mestres do Zôhar Sagrado e que é o mistério do meu nascimento nesta reencarnação: Revelar Mistérios ocultos do Livro da Iluminação (Zôhar).

Razá Ila'ah é a Carruagem (Merkaváh) do Anjo Metatro'n (מטטרו'ן). A gematria de Metatro'n é 314 e que é a mesma de Shadda'y (שד'י). Razá Ila'ah significa que tenho recebido Mistérios divinos dos lábios de Metatro'n, o que inclui as Poesias que público. O segredo segue como será explicado abaixo. Razá Ila'ah tem o mesmo valor numerologico que é 314.

314

Eu tirei meu CPF quando tinha 14 anos e quando ainda o documento era chamado CIC. O número (091.314.978-02) que me foi dado contém este segredo:- 91 é a gematria de Malach (מלאך) que é Anjo em hebraico. Já 314 é a gematria de Metatro'n. 978-02 é a exata gematria de be'Sêfer ha'Zohar ha'Qadosh. Traduzindo tudo lemos: "Malach Metatro'n be'Sêfer ha'Zohar ha'Qadosh (מלאך מטטרו'ן ב'ספר הזוהר הקדוש) - Anjo Metatron no Livro do Zôhar Sagrado", e ainda há mais.

978+02 igual 980 que é a gematria de "Tzafen Sefer Zôhar Pinchás (צפן ספר זהר פינחס)" cuja tradução é "Codificado no Livro do Zôhar, Pinchás".

Onde encontramos no Sêfer ha'Zohar sobre a Carruagem De Metatro'n? Na Porção Pinchás que foi donde recebi a Canção ao Anjo Metatron a qual vocês já me ouviram cantar e com a qual sempre início às Lives (transmissões ao vivo) no Facebook.

Fica, portanto explicado que, Razá alude às três sefirot superiores do Rosto Extendido (Arich Anpin) que são Keter, Chochmá e Biná que são chamadas "Razá (Mistério) Ila'ah (Superior)".

Uma evidência de que tenho recebido os segredos da Boca de Metatro'n está no meu Livro Crônicas De Qédem (Devarei ha'Iamim Mi-Qedem), pois Mi-Qedem (מקדם) significa "Do oculto não revelado", ou seja, diretamente do "Ancião Sagrado (Atiká Qadishá)" para Metatro'n e foi por esta razão que eu disse "mi-na'ar ve'ed Zaqen (desde à juventude até a velhice)" porque o "Jovem (hebraico Na'ar)" é Metatro'n e o "Velho (hebraico Zaqen) é o Ancião Sagrado (Atik Yomim)" indicando que o Jovem (Metatro'n) recebe instruções do Velho (Atiká). Além do mais, Zaqen alude às barbas do Sagrado, sendo a barba da Face Curta (zeir Anpin) e a barba da Face Extendida (Arich Anpin) sendo esta última formada pelos "Treze Atributos de Misericórdia" como revelado pelo Rama'k (Rabi Moshe Kordovero) em seu Tomer Devorá (A Tamareira De Devorá), que a paz esteja com ele, abençoada seja sua memória. 

Ainda sobre o Jovem que é Hanoch  (Enoque) foi escrito "Chanoch la'na'ar al pi darchô, gam ki yazkim ló yassur mimenáh  (חֲנֹךְ לַנַּעַר, עַל-פִּי דַרְכּוֹ--    גַּם כִּי-יַזְקִין, לֹא-יָסוּר מִמֶּנָּה) - Enoque se tornou jovem (Metatron), de acordo com seu caminho,  e mesmo na velhice não se desviou dele". - Provérbios 23:6. Aqui nós encontrarmos Naar (נער)  e Zaqen (יזקין).



Quem são os Cheruvim sobre o tampo da Aron ha'Berit (Arca da Aliança)? "Ve'asita shnayim keruvim zahav mikshah ta'aseh otam mishnei ketzot hakaporet".

יח וְעָשִׂיתָ שְׁנַיִם כְּרֻבִים, זָהָב; מִקְשָׁה תַּעֲשֶׂה אֹתָם, מִשְּׁנֵי קְצוֹת הַכַּפֹּרֶת

ÊXODO 25:18

Eis aqui algo que os "auto-proclamados profetas cristãos evangélicos" não sabem, o que determina que jamais tiveram um contato com o Sagrado realmente e que são, na verdade, falsos profetas. Claro que, a partir desta revelação aqui publicada e aqueles que a lerem, vão, como é de costume, declarar tal conhecimento em seus cultos e para seus cegos seguidores, que D'us lhes revelou tal mistério, mentirosos que são.

Os "Chevurim" sobre o tampo da Arca da Aliança são Metatron e Sandalfon, isto é, Enoque e Elias, pois ambos foram transformados em Anjos.

Tudo isto é a razão de eu sempre dizer que aqueles que são almas reencarnadas dos mestres do Zôhar sabem onde suas vidas estão codificadas no Zôhar Sagrado. Verdadeiros Mequbalim (qabalistas) são e agem diferente dos mercadores da Sabedoria e os sinais podem ser percebidos pelos verdadeiros estudantes nas vidas deles.

Fica estabelecido que tudo isso eu revelei com a permissão do Sagrado, Mestre de todos os mestres e de acordo com a vontade dos meus mestres, que a paz esteja com eles, e não por arrogância ou Ego ou para promover-me pessoalmente, longe de mim tais coisas. Razá Ila'ah.



Deepak Sankara Veda
(Misha'El Ha'Levi).

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O MAHARAL & O GOLEM DE PRAGA




CAPÍTULO 6
Fogos Do Holocausto

Pés rápidos sobre pedras rústicas. O velho rabino caminhava apressadamente sobre a calçada de ardósias antigas ao lado esquerdo da rua Maiselova parcialmente iluminada por tênues lâmpadas elétricas. Seguia na direção da Velha-Nova Sinagoga de Praga. Era noite de 14 de setembro de 1939, lua nova de Tishri, o sétimo mês hebreu, brumas do ano novo judeu. Ruas adjacentes apresentam suas belezas adornadas com grandes paralelepípedos ardósios, um convite à introspecção.

Nuvens pálidas semiocultavam a lua nova como uma noiva adornada com um vestido transparente. Seis quarteirões atrás, as vozes dos homens da Gestapo nazista, a polícia de Himmler, se faziam ouvir junto aos gritos dos moradores do bairro enquanto esmurravam as portas das casas forçando suas entradas aos gritos e empurrões.

- Onde ele está? O velho rabino? Vocês o estão escondendo aqui? – Vociferavam os homens de brilhantes uniformes negros, que abriam passagem derrubando ao chão os moradores sob a mira de suas lugers alemãs engatilhadas sobre as frontes dos habitantes do shtetl de Praga Interpelando-os voraz e violentamente.

A Staronová Synagoga, construída em 1270 no também antigo bairro Josefov, guarda, em seu sótão seu maior e assombroso segredo, o qual Himmler desejava tomar sob seu controle: O corpo adormecido do Golem criado, no século dezesseis, pelo Rabino Loëw - o Maharal de Praga.

O golem havia sido criado na madrugada de 20 de Adar de 1580 pelo Maharal e seus dois mais queridos e próximos discipulos e desativado na aurora de 18 de Iyar, no 33º dia do Sefirat ha'Ômer, aniversário do ocultamento da alma de Rabbi Shimon Bar Yochai, o grande do século I e o autor do Zôhar Sagrado.

O rabino Yoseff Cohen Há’Levi tinha pressa. Queria chegar antes da Gestapo. Sua intenção era acordar a antiga criatura moldada da argila colhida das margens do Rio Moldova no século dezesseis, e a lua nova do ano novo favorecia este momento. Em outros tempos, teria preferido acordar a criatura na mesma madrugada em que ela fora criada, mas a urgente não lhe dera essa escolha. 

Enquanto caminhava apressadamente, via, ao longe, outras sinagogas dos bairros adjacentes que ardiam consumidas pelos fogos maléficos de Adolf Hitler. Lembrou-se da carta escrita a ele pelo amigo da Yeshivá Qol Yehudá de Jerusalém, o rabino Yehudá Leib Ashlag, e que lhe avisava dos fumos negros que pairavam sobre os judeus da Europa, o que viu em uma visão, aconselhando os rabinos da Europa sobre o mal que estava por vir. 

Hitler, ele já sabia, era um gilgul ha'rá (reencarnação do mal), uma transmigração da alma do demônio amalequita Haman.

Yoseff sabia que, ao entrar na sinagoga, teria que sentar na antiga e ornamentada cadeira do Rabino Loëw para receber a alma de Betzalel momentaneamente por ibür, uma reencarnação temporária ou, quem sabe, permanente[1], pois somente se a centelha do criador do golem estivesse nele, poderia encontrar a passagem secreta que levaria ao sótão oculto onde a criatura estava escondida e ressuscitar o ser feito do barro. Tinha esperança de que o Golem o ajudasse a salvar o povo da tirania nazista que o estava dizimando. Ao chegar, deteve-se por um momento, se virou e contemplou a lua e as estrelas e percebeu que ela ainda navegava os mares da constelação de Libra. Entrou por uma passagem adjacente lateral à sinagoga e encontrou a porta que o conduziria para dentro. Enfiou a mão esquerda no bolso do kitel preto e pegou um dos dois pequenos pergaminhos amarrados com tiras feitas de pele de carneiro.

- Onde está a passagem secreta? – Balbuciou enquanto tomava do bolso o escrito. Sabia da existência desta passagem desde sua mais tenra idade quando seu pai lhe contou, em uma noite chuvosa, a lenda do Golem de Praga. O documento secreto esteve aos cuidados do seu próprio Abba[2].

O pergaminho continha não apenas as instruções que o levariam à passagem secreta cuja entrada era ao lado do Aron ha’Qodesh[3] e que o conduziria ao sótão escondido onde repousava o corpo da opulenta criatura, mas também o conhecimento para acordar o golem. Ele jamais o tinha aberto, pois havia sido instruído para o fazer somente se o povo estivesse em perigo.

A sinagoga estava parcialmente iluminada por velas que foram acesas pelos membros para a prece de Amidá de Arvit e que proporcionavam uma atmosfera maravilhosa e mística. Sabia, pela tradição desde o Maharal, que eram setenta e duas velas, nenhuma a mais, nenhuma a menos. Um número místico que ocultava um segredo. Aquelas luzes místicas conduziram seus olhos à cadeira de Betzalel que descansava ao lado da Arca sagrada. Mas, de fato, ele já sabia que, aquela não era a cadeira de Judá, mas uma réplica, pois, a verdadeira fora escondida para evitar que os desavisados se sentassem sobre ela. Não era permitido pelos céus. Seu pai lhe havia dito, quando ele era criança, que a verdadeira fora escondida em um lugar secreto. Quem poderia ter mérito para se sentar na cadeira do grande rabino de Praga? Somente aquele que para ela fora destinado.


- Baruch ata Atika Qadishá megalê há’sodot – Bendito sejas Tu ó Ancião Sagrado, que revelas os segredos – pronunciou o rabino Joseff a brachá[4] apropriada para a ocasião e abriu o pergaminho que tirou do bolso e começou a ler o que nele estava escrito. Ficou surpreso ao descobrir que estava assinado pelo próprio Grão Rabino de Praga à época em que o monstro foi criado.

O documento havia sido passado de mestre para discípulo desde o Rabi Betzalel até que chegou aos cuidados do pai do Rabino Joseff, o rabino Lavan Cohen Ha’Levi, um habidoloso artesão e escriba cujos os Tefilin que fazia eram muito elogiados e apreciados e que era o Rabino chefe de Praga. Palavras escritas com letras estranhas as quais Joseff identificou como sendo o Alfabeto Malachim e uma prece em hebraico preenchiam a claff. Joseff o aproximou da luz de uma das velas acesas para poder ler melhor as letras e palavras no pergaminho. Logo descobriu o nome de cinco anjos escritos em angélico e uma oração com duzentas e dezesseis letras[5]. Palavras escritas ao redor da claff continham uma inscrição em código que Joseff descobriu ser a escrita atbash. Cinco pontos interligados por linhas estavam também anotados no pergaminho, os quais, identificou o Rabino como sendo o desenho de uma constelação estelar: - Libra! – Balbuciou. A lua estava desenhada acima destes cinco pontos. Agradeceu ao conhecimento astrológico que seu pai lhe havia instruído sem o qual não poderia ter identificado a constelação.

A lua nova do ano novo era a única na qual a criatura que dormia no sótão há quatro séculos, poderia ser despertada, a noite na qual o satã não tem domínio. Joseff sabia também que teria que colocar em prática os conhecimentos que obteve daquele pequeno livro de capa preta gravado com letras douradas que seu Abba havia lhe dado.

O rabino tinha esperança de que a Gestapo não o encontrasse imediatamente, dando-lhe tempo para as kavanot[6] e invocações necessárias para acordar o ser de argila. Ele sabia que o Grão Rabi de Praga havia colocado um selo sobre a entrada do sótão e ninguém jamais poderia entrar sem a permissão dos céus e da alma de Betzalel, o que indicava que ele primeiro deveria se sentar na cadeira de Judá Loëw e, se zechut[7] tivesse, receberia por ibür, a alma do Grão Rabi e assim, poderia quebrar o selo e entrar no sótão para despertar o Golem, o antigo protetor dos judeus do gueto de Josefov em Praga.

Enquanto caminhava para o lado do Armário Sagrado, lembrou-se, por um momento, das brincadeiras de menino e de como gostava de fazer pequenos homenzinhos de barro lembrando as histórias que seu pai e mestre lhe contava quando pequeno. Sorriu.

Encontrou a alavanca, conforme havia sido instruído pelo pergaminho e abriu a primeira passagem secreta. Tomou uma das velas acesas e se deixou escorregar para dentro da câmara oculta. Iluminados pelas flamas da vela, seus olhos encontraram a antiga cadeira do mestre de Praga que estava no centro da sala secreta. O assento místico descansava sobre um Escudo de David entalhado no chão ao centro da sala por algum dos artesãos do passado. Inscrições místicas em hebraico adornavam o círculo desenhado ao redor do hexagrama. Nomes de anjos estavam escritos nele numa escrita antiga que Joseff identificou como sendo “Transitus Fluvii[8]”. Se deteve por um momento. O temor do Divino lhe tomou a alma e um arrepio, como uma corrente elétrica lhe percorreu a cervical fazendo-o contorcer o pescoço.

- Santo, bendito sejas, tenho eu méritos para me sentar nesta cadeira tão sagrada? – Sussurrou em uma prece enquanto mantinha a mão direita sobre o coração. Se lembrou das palavras de seu velho pai “- não temas, quando o povo em perigo estiver e te desafiar a atos grandiosos”.

- Obrigado Abba sheli – balbuciou com emoção e, caminhando até a cadeira, respirou profundamente e se sentou. Talvez, em tempos de paz, teria um momento para atar seu Tefilin e vestir seu Talit, mas hoje, com a polícia de Himmler o caçando pelas casas do bairro, era preciso urgência. O Reichsführer[9] das Schutzstaffel[10] nazistas, havia sido instruído pelo Mentor do ocultismo de Adolf Hitler, Dietrich Eckart, para não apenas encontrar o golem e despertá-lo, mas também tomar posse do conhecimento secreto da fabricação da criatura.

“- Imagine um exército feito de golems” – insuflou a imaginação de Himmler em uma certa noite no Castelo Wewelsburg, onde os rituais da Ahnnerbe – a religião do 3° Reich – eram realizados. Himmler já fazia experiências com soldados mortos criando zumbis através de rituais onde as almas de antigos espíritos teutônicos eram invocadas a possuir os corpos de militares falecidos. Ele mesmo acreditava ser uma reencarnação. Mas está é uma outra recordação para um outro momento.

Não foi preciso muito tempo para “lembranças” de quatro séculos tomarem seus pensamentos depois que Joseff se sentou na cadeira de Betzalel. Sim! Estava certo que havia recebido o ibur da alma do Grão cabalista de Praga, o Maharal. Começou a recordar seus segredos e entre eles, a entrada secreta para o sótão onde repousava o corpo do Golem, porém, uma dúvida permaneceu: Havia recebido o ibür da alma do Maharal ali naquele momento ou no nascimento? Todos aqueles “homenzinhos de barro” – brincadeiras de criança? – Questionou a si mesmo. Foi um despertar! Aquele terrível momento no qual descobriu a si mesmo.

- “Eu sei quando o Golem foi criado” – Exclamou para si. – “Na madrugada de 20 de Adar de 5340– Completou.

Fazia um sentido absolutamente esotérico que o Golem tivesse sido criado no ano 340 do 5° milênio, porque 340 era a gematria da palavra “SHEM (שם)” cujo significado é Nome divino, o segredo do SHEM QADOSH (יהו"ה).

Entre outras muitas e mistas recordações, uma particularmente flutuou em sua consciência. Levantou-se vagarosamente e afastou a cadeira olhando para a estrela de David que estava abaixo dela. Abaixou-se e pressionou o centro do Escudo, onde sinal de Aaron foi esculpido, com a palma da mão direta. Um ruído de engrenagens girando e madeira roçando madeira se fez ouvir. Subitamente, o chão se abriu sobre seus pés lançando poeira ao ar e obrigando-o a saltar para o lado, revelando uma passagem que conduzia para baixo da sala secreta por uma escada. O cheiro de mofo sequestrou seu olfato. Tomou a vela e desceu. Logo seus olhos descobriram muitas estantes repletas de livros e pergaminhos antigos. Certamente, em outros tempos, se sentaria ali por muitas horas para os estudar. Seus olhos perceberam também seis mesas retangulares separadas, três à esquerda e três à direta. Percebeu que ali, no passado, deveria ser a escola de Talmude Torá[12] do antigo shtetl de Praga. Caminhou entre as mesas pelo corredor guiado pelas flamas da vela e descobriu no final dele uma outra estante de madeira tomada por muitos livros e mais pergaminhos. Girou sobre si mesmo apontando a vela para o lugar nos qual seus olhos buscavam alguma porta ou passagem. 

- Nenhuma porta? Mas deve estar aqui embaixo – murmurou. Voltou-se para a estante no final do corredor entre as mesas e desta vez seus olhos perceberam algo.

- Hummm. É isto! Tem que ser! Sussurrou. Entre os livros naquela estante estava um em particular que apreciava por demais: O Sêfer Yetzirah – O Livro da Formação. Recordou-se do presente que seu pai lhe dera em seu bar mitzvá, o livro de capa preta e letras douradas já desgastadas que trazia no bolso do kitel – O Sêfer Yetzirah. Trocou a vela para a mão esquerda e puxou com a direita o livro da estante enquanto colocava a vela no lugar do livro. Abriu-o e de pronto percebeu a anotação em hebraico no verso da capa:

“Tehilim 91:1 – A porta será aberta para aquele que conhece o segredo oculto por gematria neste passuq[13]”. Fez um gesto para tomar a luz novamente em sua mão e foi quando notou um criptograma de dez letras fixado na parede onde o livro repousava.

“Segredo de gematria? ” – Pensou enquanto permitia que o verso viesse à tona em sua mente. “Yohev be’seter elyon be’tzel Shaddai itlonan (יושב בסתר עליון בצל שדי יתלונן) ”.

Sua mente focou-se instintivamente na palavra “be’seter (בסתר) ” cujo significado “no esconderijo” lhe foi muito sugestivo. “E agora? ” – Pensou. Calculou a gematria e descobriu o valor 662. Olhou para o esotérico livro em sua mão. Sua alma se concentrou nas dez letras hebraicas que compunham o título do livro. Voltou a atenção para o Criptógrafo colocado na parede atrás da estante.

-“Dez Letras. Mas é claro” – Exclamou no pensamento. Voltou novamente a atenção para o título do livro e contou as letras e descobriu que eram oito letras.

-“be’Sefer há’Yetziráh” – murmurou. “Dez letras”. Calculou a gematria: - “Razá Ila’ah! ” – Recitou. “ – 662!”. Colocou o livro que segurava em uma das mesas atrás de si e girou as letras hebraicas no Criptógrafo na parede até formarem “be’Sefer Yetzirah”. Uma pancada seca ressoou e a estante deslizou para a esquerda revelando uma porta atrás dela onde o Criptógrafo estava fixado. A porta destravou. Degraus ascendentes que o conduziriam finalmente ao sótão onde o guardião dos judeus criado por Judá Loëw o aguardava se revelaram.

Ao lado da escada ascendente notou um quadro onde leu uma inscrição em aramaico: “Você que aqui se aventurar a subir, guarde tua boca e em teu coração o temor de D’us”. Era certamente um aviso aos curiosos que quisessem se aventurar a subir ao sótão e descobrir o seu poderoso inquilino.

Conta a agadá do shtetl que, certa vez, um espia cristão enviado pelo bispo de Praga para Inquisição seguiu, na calada da noite, um dos antigos rabinos de Praga e entrou escondido na sinagoga. Ele subiu ao sótão, mas nunca retornou. Seus ossos foram descobertos na manhã seguinte. Judá Loëw mandou recitar por eles um Qadish e os enviou para serem sepultados do lado de fora do cemitério israelita do shtetl.

Se Joseff obtivesse sucesso em acordar a criatura, a partir daquela noite, Frankenstein, de Mary Sheley, se tornaria uma estória em quadrinhos.

Com temor, subiu o primeiro degrau em parou. Tentou suspirar profundamente, mas o cheiro de mofo não o permitiu. Tomou coragem assim mesmo e retomou a ascensão até o sótão.

- Treze degraus – disse a si mesmo. No final do décimo terceiro deu de frente com uma porta de madeira trabalhada com um desenho que se pareciam com mãos moldando barro.

- Certamente é aqui! – Exclamou num sussurro enquanto levava as mãos à boca. Notou a mezuzá fixada no batente direito um pouco acima da cabeça de quem entra. Deu mais um passo é levantou a mão direita tocando o objeto Sagrado e, como de costume, trazendo-a aos lábios.

Precisaria de muita coragem para entrar no local onde o Sagrado Grão Rabi de Praga havia escondido sua monstruosa criatura, o Golem protetor dos judeus do antigo gueto de Josefov.


[1] Reencarnação temporária.
[2] Papai.
[3] O Armário Sagrado onde o Rolo da Torah é mantido.
[4] Bênção.
[5] Ana Be’koach.
[6] Meditações.
[7]MERITO
[8] Alfabeto Passando O Rio.
[9] Comandante Militar.
[10] Tropa de proteção.
[11] 19 de Setembro de 1506.
[12] Local onde a Torah é estudada.
[13] Verso.







Excerto
O MAHARAL & O GOLEM DE PRAGA
Em Processo De Criação
Direitos Reservados Ao Autor

Autor
Deepak Sankara Veda


CAPA
ARTE & DESIGNE

DANIELA OWERGOOR


EDITORAS CONTATO:


quinta-feira, 31 de março de 2016

ABRINDO O PORTÃO DA ERA MESSIÂNICA

Abrindo Um Profundo & Antigo Segredo

 IMAGEM DA ANOTAÇÃO DA REVELAÇÃO 
ORIGINAL DA DATA CODIFICADA NA PRECE ANA BE'KOACH

O Nome de 42 Letras (Tefilat Rabi Nehuniá Ben Ha'Kaná) popularmente conhecido como Anã Be'Koach e que está escondido dentro das primeiras 42 Letras do Genesis, do Beit (ב) de Bereshit (בראשית) ao Beit de Bohu (בהו) e que carrega em si a Força da Criação do universo, oculta inúmeros  mistérios, como a data na qual a primeira lua nova aconteceu e também o dia no qual a fragmentação de Adam ha'Rishon aconteceu.

O tempo em que durou a criação do universo é um dos segredos deste Nome Santo. De acordo com este segredo, a criação durou 42.000 anos divinos. Quanto foi isto?

Moisés nos ensinou no Tehilim 90 que, um dia divino são 1000 dos nossos anos e logo, um ano divino é igual a 365.250 dos nossos anos. 42.000x365.250=15,3 bilhões de anos terrestres.



Se a data da Criação está escondida no Ana Be'Koach, a data para a abertura do Portão da Era Messiânica também esta. Eis aqui um segredo que a alma do Rabi Nehunia Ben Ha'Kana me contou:

Acima,   nós temos as seis primeiras letras do Nome de 42 letras, sendo elas Alef (א) Nun (נ) Alef (א) e Beit (ב) Chaf (כ) Chet (ח).

Alef se escreve por extenso "Alef Lamed  Pei Sofit (אלף) e cuja a gematria é 111. Dois Alefim (alefs) somam 222.

222

Agora, a próxima letra é o Nun que se escreve por extenso " Nun Vav Nun Sofit (נון) e cujo valor é 106. 222+106=328.

328

As próximas três letras "Beit Chaf e Chet (בכח)" juntas somam 30. 328+30=358. Este valor é a chave para a Consciência Messiânica, pois é a gematria de Mashiach (משיח).

358

Voltemos à primeira sequencia. Alef também se lê Élef cujo significado é 1000. O Nun é a 14° letra do Alef beit. Ora, 1000+1000+14=2014.

2014

Vamos agora à segunda sequência. As três letras Beit Chaf e Chet escondem uma data, pois são as iniciais de be'kaf heshvan (ב'כ חשון) cuja tradução é "Em 20 de Heshvan" e Heshvan é o mês de Escorpião que foi criado pela Letra Nun e a Letra Num é a Letra do Messias.

Então, escondido no Ana Be'Koach está a data na qual o Portão da Era do Messias seria aberto. 20 de Heshvan de 5774 (2013/2014) que foi no calendário gregoriano a noite do dia 23 de Outubro e que em Israel já era noite do dia 24 de Outubro de 2013.

Venha e veja: Em hebraico "Em 23 de Outubro é transliterado como "be'kaf guimel be'oqtubro" cuja gematria "im ha'kolel" é igual há 358. Então, "Em 24 de Outuro" é transliterado como "be"24 be" Octubro (ב'כד ב'אוקטוברו)" que resulta em gematria "raguil" em 358. Ambos os resultados que são um e o mesmo são o valor numérico da palavra Mashiach (משיח) que é Messias. Esta é a data da abertura universal do Portão da Era  Messiânica.

Este foi um segredo que ouvi das conversas da alma do Rabi Hayim Vital com a alma do Rabi Nehuniá Ben Ha'Kana na presença de inúmeros anjos e almas dos sábios que habitam o Jardim do Éden. Razá Ila'áh (רזא עלאה).

O Código De Outubro

Rabi Eliahu de Vilnus, também conhecido como "Eliahu De Vilna" e "Gaon De Vilnus (O Gênio De Vilna), declarou: "Tudo o que existe, existiu e existira, está contido na Torah com todos os seus detalhes".

A data da ABERTURA DO PORTÃO DA ERA MESSIÂNICA está codificado na Torah a cada 872 SAES (Saltos Alfabéticos Equidistantes).


No centro, marcado na cor vermelha na posição vertical, temos "OUTUBRO" e ao lado direito também na posição vertical em rosa, temos "MASHIACH". Em amarelo na horizontal "MALKI YEHUDÁH (IIº REIS 23:28)" e em verde "BE'YAMAIV". Cruzando OUTUBRO na diagonal em azul e se conectando  com "MALKI YEHUDÁH (REI DE JUDA) temos "Vital (Rabi Hayim Vital)".

Qual o significado deste código? "OUTUBRO, MASHIACH MALKI YEHUDÁH, VITAL BE'YAMAIV: OUTUBRO, O MESSIAS, O REI DE JUDÁH, VITAL NO DIA DELE".

Por que Vital está aqui? Porque ele nasceu no dia 24 de Outubro de 1542 (1º de Heshvan) e foi dado a ele abrir o Portão Da Era Messiânica. Leia e estude o artigo "ABRINDO AS FONTES DA PRIMAVERA". Siga o link abaixo:


Eu aprendi com as almas dos Sábios em Yibur em mim que Deus escondeu segredos nos valores dos Saltos Alfabéticos Equidistantes dos Códigos, e o valor deste código acima (872) foi revelador. Ele é a gematria de "ANOCHI NATHAN LE'FANEICHEM HA'YOM (אָנֹכִי נֹתֵן לִפְנֵיכֶם הַיּוֹם)" que traduzido é "Eu dei diante de vós, hoje (24 de Outuro)".

Torá Devarim 4:8

Lembre-se: O Portão para a Consciência Messiânica foi aberto. Torne-se o que você é: O messias! 

Deepak Sankara Veda​

O Artesão Da Luz