LAYLA COL HA'TZADIQIM

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Incrível Hulk & Os Segredos Da Ira


"Dr. David Banner, Médico / Cientista, procurando uma maneira de explorar as forças ocultas que todos os seres humanos têm. Então, uma overdose acidental de radiação gama interage com sua química corporal única. E agora, quando David Banner fica zangado ou indignado, ocorre uma metamorfose surpreendente."

Citação Da Série

Era sexta à noite, 10 de março de 1978. Eu aguardava sentado no chão da sala do meu amigo e vizinho Wilson, para assistirmos juntos a estreia de O Incrível Hulk, na Primeira Exibição, na tevê Globo. Isso, porque, mamãe não tinha deixado eu assistir em casa, pois ela iria ver outro programa no nosso televisor Syller preto e branco. O aparelho do meu amigo, era, creio pelas minhas vagas lembranças, um televisor Philco Directa, que tinha um vidro na frente do tudo que dava a impressão de ser colorido. Essa é, certamente, uma lembrança boa e importante.



Eu acredito, ainda hoje, que o piloto da série de tevê, é muito melhor, do que o Hulk desenvolvido pelo MCU (Marvell Comics Universe) atual.

OS SEGREDOS DA IRA

Está escrito no Zohar (escrito há 2.000 anos): “Afastai-vos do homem cuja respiração está em sua narina. Pois em que ele ´estimado?”.


חִדְלוּ לָכֶם מִן-הָאָדָם, אֲשֶׁר נְשָׁמָה בְּאַפּוֹ: כִּי-בַמֶּה נֶחְשָׁב, הוּא.
Isaías  2,22



A principio, para aqueles que não são os iniciados na Sabedoria Mística Universal (Qabaláh), e nem trilham pelo "sendero luminoso (o Zohar)", isto poderá parecer uma tolice, uma vez que todos “respiram pelo nariz”. Mas, para o iniciado, e que conhece os segredos dos códigos hebreus criptografádos na Toráh (O Pentateuco), o verso, claro, esconde um mistério, e este é sobre a Ira.



O termo hebreu para “Nariz (narina)” é “AF” e que também significa Ira. Por exemplo, na Toráh diz: “E acendeu-se a Ira de D´us contra Isra´El”. Em hebreu o verso é “Vai´char “AF” Adonai le´Isra´El". No verso de Isaías é usado "neshamá be'afô (נְשָׁמָה בְּאַפּוֹ)" que se traduz "alma pela sua ira" e em outras palavras "afastai-vos do humano que conduz a alma pela sua ira".



A estrutura metafísica que compreende a alma tem cinco nomes: Nefesh, ruach, neshamá, chayá e yechidá. A maioria das pessoas apenas possuem uma nefesh.

Está escrito no Zohar, que quando alguém se ira, causa com que sua “Alma Divina (neshamá)” quando ele a possui seja expulsa de seu corpo, e é por este motivo que quando alguém se ira ao extremo, sente um profundo vazio em seguida. O “vazio” é porque sua “alma” foi exilada. Está faltando algo agora. Quando isto acontece, o corpo permanece como residência apenas da “Alma Animal”, que era somente o que os “Neandertais” possuíam no principio, e é ai onde entra a “Criatura” o “Incrível Hulk”. Devemos ter em mente que a personagem foi criada por um “Judeu (Stan Lee)”, que criptografou nela alguns segredos sobre a ira. Existe também a questão dos gritos. Quanto mais irados estivermos, mas alto queremos gritar e em nossa débil consciência, acreditamos estar gritando com aquela pessoa a quem atribuímos erroneamente a causa da nossa ira. Nós estamos gritando na verdade para nossa "neshamá (a alma divina)" que está longe agora. Esta regra do guilgul também se aplica àquele que só possui uma nefesh e, causando ele o exílio da sua alma, uma outra vem e toma o seu lugar.




David Bruce Banner


O nome do cientista que é transformado na criatura é “Bruce Banner”, sendo que “Bruce” é de origem hebraica (Baruch), e significa “Bendito” uma referencia ao “Ruach” de uma pessoa e que é o seu "espírito" e que é chamado de "Rúach ha'Tóv (Espírito do Bem) e “Banner” do inglês (Bandeira, estandarte), mas que na verdade é uma alusão a “Banish” que significa “Banido/desterrado/exilado” e alude à "Neshamá" após ter sido exilada devido à ira.


Quando o Zohar diz "Afastai-vos do homem "irado"" este é o segredo do "Ruach (o espírito)" que na Árvore das Vidas é o plano de Yetzirá (o mundo da formação) no qual estão atadas as três principais "middot (emoções)" que são: Serenidade, raiva e equilíbrio.








O "homem irado" alude ao segredo interno do "ruach (espírito)" em desequilíbrio, tendo saído do domínio do "pilar central (tiféret)" tomando o caminho da esquerda que é guevurá e que é a severidade. A ira cresce no interior convidando a nefesh (alma animal) a liberar o "yetzer ha'rá (má inclinação)". Como resultado a "neshamá (alma divina)" que é pura não pode estar mais atada (como num casamento) ao seu marido, o ruach e é então divorciada e forçada a abandonar a sua casa. O casamento do "ruach" com a "nefesh" e a "neshamá" é o segredo das duas gêmeas que são a "gêmea da oposição (a nefesh)" e a "gêmea do auxílio (a neshamá)".


EXILANDO A PRÓPRIA ALMA

Voltando à David Bruce Banner, em Sha'ar Ha'Gilgulim (Portão das Reencarnações) descobrimos um segredo sobre o banimento da alma de uma pessoa. Vejamos:


Nosso amado “David Hamélech” cometeu um pecado que gerou muitas “conseqüências negativas” para sua “estrutura metafísica”. Esta estrutura era composta de cinco partes como todas as outras: néfesh, rúach, Neshamá. A néfesh, o rúach e a Neshamá do rei David, possuíam cada uma o seu próprio nome: Avshalom á néfesh, Amnon ao rúach e Tamar a Neshamá.

Nos conhecemos a narrativa do Tana´k em que, Amnon, o meio irmão de Avshalom, planejou e consolidou “violentar” a irmã de Avshalom, Tamar, e como Avshalom planejou e consolidou o assassínio de Amnon. Isto na verdade era uma conseqüência do pecado de David, assim como o assassinio de Hevel (Abel) por seu irmão Kain foi uma conseqüência do pecado do pai deles, Adam. O resultado final disto foi que, Avshalom, que corresponde à néfesh do Rei David, foi banido, e não pode retornar até que o próprio Rei clamasse a D´us por isto. Vamos ver o texto da bíblia para termos uma idéia mais clara sobre o assunto:

“Tinha Absalão, filho de David, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar. Amnon, filho de David, se enamorou dela”.

2º Samuel 13:1

Só para fazermos uma comparação, e aprendermos que o termo “irmã” se refere à alma (neshamá), vamos até os “santos dos santos (cântico dos cânticos)” que é uma das “cinco meguilot” que tratam dos segredos da reencarnação.

“Quão belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda a sorte de especiarias!”

Shir HaShirm 4:10

O Rei Salomão se refere à alma como “Minha Irmã”, e isto nos ajuda a compreender a cerca dos acontecimentos citados acima.

Há um texto bastante enigmático a seguir, onde Joabe “arma” um plano para que o rei David peça pelo retorno da sua néfesh, levando até David uma mulher que tinha por missão demover a mente do rei para trazer Avshalom de volta. Vejamos:

“Prosseguiu a mulher: Por que pensas tu doutro modo contra o povo de D´us? Pois, em pronunciando o rei esse juízo, condena-se a si mesmo, visto que não quer fazer voltar o seu desterrado”.

2º Samuel 14:13)

E o texto prossegue enigmaticamente com a resposta à pergunta inicial que fizemos: É necessário morrer?. Vejamos:

“Por que temos de morrer? E sermos como águas derramadas na terra que na não se podem juntar? Pois D´us não tira a vida, mas cogita meios para que o banido não permaneça arrojado de sua presença

2º Samuel 14:14

Então vemos o Rei David perdoar Avshalom e fazê-lo retornar à convivência dele no palácio real, conforme está escrito: 

“Então o rei disse a Joabe: Atendi ao teu pedido; vai, pois e traze o jovem Absalão”.

2º Samuel 14:21


ALIMENTAÇÃO


Aqueles que possuem problemas com a ira não devem comer carne vermelha durante a semana, pois a carne está à esquerda e ligada ao atributo divino da severidade que é a sefirá de guevurá.  Os que não podem controlar sua ira não devem comer carne, pois ao fazê-lo, fortalecem em si mesmo o atributo da ira. Para estas pessoas, o melhor dia para comerem carne é o shabath, pois no neste dia a ira não tem domínio e a ingestão de carne apropriada (kasher) e devidamente elevada através da recitação da brachá (benção) certa, não causara dano á pessoa.



Quando Bruce Banner se ira, ele se transforma, causa o banimento da sua “Alma Divina” e portando ele se torna como um “Neandertal” um “Golem” que só possui um nível de alma, a nefesh que é chamada “criatura”.

No código do Tanach, dentro do capítulo no qual este segredo sobre a ira se encontra, eu descobri, codificado, o nome BANNER e conectado a ele o verso já aqui citado.




"Então ele deve deixar o mundo continuar pensando que ele também está morto, até que ele possa encontrar uma maneira de controlar o espírito furioso que habita dentro dele."


Citação Da Série




A série estreou no Brasil na noite de sexta-feira, 10 de março de 1978 e, como nos baseamos no fuso horário de Israel, já era então, madrugada do dia 11 de março, a 70º madrugada do ano, restando para o fim do calendário solar 295 dias, valor este que contém a gematria da expressão aramaica-hebraica "Arazá ha'Aff (ארזא ה'אף)" que literalmente se traduz para "O mistério da narina" mas que se deve compreender como "O mistério da ira." O dia 11 de março é, como mencionado acima, o 70º dia no ano solar e este valor contém a gematria do termo hebraico "SÓD (סוֹד)" e significa "Segredo" e como estamos falando da estreia de "O Incrível Hulk" e somando ao "Mistério da Ira" nos temos "Sód: Arazá ha'Aff (סוֹד: ארזא ה'אף) - Segredo: O Mistério da Ira."

Claro, você já deve ter ouvindo um nordestino irado expressar o famoso jargão brasileiro-nordestino "AFF!". Compreendeu agora?

"Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de mal."

לֹא-יְאֻנֶּה לַצַּדִּיק כָּל-אָוֶן;    וּרְשָׁעִים, מָלְאוּ רָע.
האלק

Provérbios 12:21


" - Você sabe o que mais me assusta? Quando isso acontece, quando isto vem e me domina ... e eu perco totalmente o controle, eu gosto."

- Bruce Banner

FÍGADO
A RESIDENCIA DA IRA

וְעֶרְיָין כָּלְהוֹ אִתְכַּסְיָין בַּחֲשׁוֹכָא, בְּדַם אוּכְמָא דִטְחוֹל, מָאן דַּעֲבַר עַל שְׁפִיכַת דְּמָא וְע"ז וְג"ע, גַּלְיָא נִשְׁמְתֵיהּ, בְּכָבֵד מָרָה טְחוֹל, וְדַיְינִין לֵיהּ בַּגֵּיהִנֹּם, וּתְלַת מְמַנָּן עֲלַיְיהוּ, מַשְׁחִית אַף וְחֵימָה.

“E Hashem Elohim ordenou..." (Bereshit 2:16). este verso alude à proibição de adorar ídolos, que está incluído na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois foi dito que a palavra “ordenar (tzav)” é apenas idolatria, de onde, referindo-se ao árvore do conhecimento do bem e do mal, outros elohim se originam. há três transgressões relativas à Árvore do Conhecimento, que são a adoração de ídolos, o incesto e o derramamento de sangue, e isto, nomeadamente a Qlipá da idolatria, habita no fígado (kaved) cujo nome hebraico significa literalmente “pesado” portanto, “que mais trabalho seja colocado (lit. 'pesado')” (shemot 5:9) de adoração de ídolos. Por causa da idolatria, o fígado fica com raiva e, então, o fígado se torna moradia para a qlipá de adoração de ídolos. foi dito que aqueles que cometem incesto se escondem no escuro, como está escrito: “também o olho do adulterador espera o crepúsculo, dizendo: nenhum olho me verá... (Iyov 24:15).” esta é uma alusão ao sangue negro do baço, onde reside a qlipá do incesto, pois o sangue negro é semelhante à escuridão. A alma de quem comete derramamento de sangue, idolatria ou incesto deve reencarnar dentro das três formas de qlipá: o fígado, a bilis e o baço. E é sentenciado no Gehinom por três governantes malignos chamados o destruidor, a ira e a fúria.”

Zôhar Bereshit A 267-268

A Segunda-Feira, A Ira E O Fogo Do Inferno

"E Elohim disse: “haja um firmamento no meio das águas (Beresheet 1:6)”. Esta frase alude a uma reforma detalhada da separação das águas superiores das inferiores de acordo com o segredo da esquerda. Aqui, ocorreu a disputa pelo segredo da esquerda. Até aqui, é uma alusão ao primeiro dia, faz-se referência à direita (Chessed). Mas no segundo dia, a referência é ao segredo do governo da esquerda. por causa disso, uma grande disputa eclodiu no segundo dia entre os dois lados. A esquerda queria cancelar totalmente o poder governante da direita, enquanto a direita queria cancelar totalmente o poder governante da esquerda. O correto, que é o segredo de Chessed (Bondade/Misericórdia) e do primeiro dia, é a perfeição de tudo. por isso, tudo foi escrito à direita no primeiro dia (Iom Rishon)[1]. Isso significa que todos os sete dias, que são os sete sefirot, emergem dele e são inscritos nele, porque toda perfeição depende do lado direito. Quando o domínio da esquerda foi despertado, sua disputa com a direita começou e o fogo da raiva nessa disputa tornou-se feroz. A partir desta disputa, o Gehinom[2] foi criado. então o Gehinom foi despertado, e criado pela esquerda, e aderido a ela, o que significa que quem quiser fortalecer a esquerda cairá no Gehinom, que se origina dela (esquerda).

Zôhar Bereshit A 44

Se deve deixar claro que, o segundo dia aqui não é uma alusão à segunda-feira no calendário romano, mas ao segundo dia superior acima e que é uma manifestação da sefirá Gevurá. Se deve também prestar atenção que este dia é governando por Samael, o demônio e recebe a influência do planeta Ma'adim (Marte) que rege o derreamento de sangue (assassinato).

O inferno foi criado no segundo dia, conforme nos revela o Zõhar Sagrado na mesma porção (Bereshit A) em outro seguimento:

"Este segredo aparece no Livro de Adão. Quando a escuridão foi despertada para assumir o controle, ela emergiu em todo o seu poder e criou Gehenom dentro dela, e GEHENOM se apegou a ela nessa disputa."

Zôhar Bereshit A 51

A titulo de informação, completei este assunto dez anos depois de o haver iniciado em 12 de janeiro de 2012 e sob a influência da trilha sonora da série O Incrível Hulk de 1978.

OS DANOS CAUSADOS PELA IRA EM NOSSAS ALMAS
ENSINAMENTOS DO ARIZAL

Sobre a raiva, o meu mestre (o santo Ari) era extremamente cuidadoso, mais do que outros pecados. Ele dizia “porque outros pecados não fazem com que sua alma seja trocada como a raiva”. E a explicação é que quando uma pessoa se irrita a alma dentro dela a deixa e é substituída por uma alma dos Chitzonim (impurezas, negatividade).

É por este motivo que os nossos sábios disseram “qualquer um que se irrite, perde sua sabedoria”. Mesmo se for um grande sábio ou um grande Chasid (pio). E quem dentre nós é maior que Moshe, e embora ele tenha se irritado por uma mitzvá (sua sabedoria o deixou e ele errou) - Talmud Pesachim 66.

E isto é o que está escrito “ele rasga sua alma (toref nafsho) em sua raiva”. Um homem rasga sua alma e a torna uma impureza, e a mata no momento em que se irrita. E mesmo que uma pessoa faça tikunim (correções) e muitas mitzvot (ações positivas), tudo é perdido dela completamente. Pois sua alma é perdida e outra toma o seu lugar. E a pessoa deve voltar e corrigir desde o princípio. E do mesmo modo para todas as vezes que ele se irritar.

Através disso nós percebemos que uma pessoa irritável não tem solução… E ela não pode atingir qualquer hasagá (realização espiritual). Pois os outros pecados não rasgam e arrancam a alma, eles só a danificam. E através de algum Tikun Yichud (correção) por aquele pecado, ela pode remover o dano. Mas uma pessoa irritável precisa de muitos tikunim (correções) e kavanot (meditações) para retornar e trazê-la de volta após ter sido rasgada. Portanto a pessoa deve ter muito cuidado em não se irritar nem mesmo por uma mitzvá“.

Excerto Do Sha'ar Ha'Pessuqim
Rabbi Chaim Vital


Concedendo Autoridade Ao Outra Lado

"Venha e aprenda: não se deve jogar os objetos de sua casa ou qualquer outra coisa durante o momento da sua raiva e assim entregá-los ao Outro Lado (oposto à santidade). Não se deve fazer isso porque muitos litigantes e perseguidores esperam receber esse objeto (porque ao lançar e quebrar objetos, se concede, ao Outro Lado, permissão para vir e se apegar aquela alma). A partir desse momento, nenhuma bênção habita nela (na pessoa), porque ela passa a pertencer ao Outro Lado. Isto é ainda pior para quem voluntariamente convoca aquele bem supremo, ISSO É, SUA IMAGEM, para outro e para o Outro Lado. Já que ele convoca SUA IMAGEM, ele é dele (significando que ele entregou sua alma para o lado negativo que está sob o domínio de Adam Belial)."

Zôhar Tazrya

SHA'AR RUACH HA'QODESH

(...)

Também, a qualidade da ira: além de impedir completamente a percepção, como encontramos no versículo “E Moshê se indignou contra Elazar e Itamar” (Vayikrá 10:16), sobre o qual disseram os sábios: todo aquele que se ira, se for profeta, sua profecia se retira dele. Porém, há ainda um mal maior neste assunto, como explicaremos.

Pois meu mestre, de abençoada memória, era muito rigoroso quanto à ira, mais do que com relação a todas as outras transgressões — mesmo quando alguém se ira por causa de uma mitsvá, como no caso de Moshê, mencionado acima. E dava a seguinte razão: todas as outras transgressões mancham apenas um membro da alma, mas a medida da ira mancha a alma inteira e a substitui completamente.

O assunto é este: quando o homem se ira, a alma sagrada se afasta dele por completo, e em seu lugar entra uma alma do lado da Qlipá. Este é o sentido do versículo: “O que se ira, despedaça sua alma em sua fúria” (Iyov 18:4) — pois de fato despedaça sua alma sagrada, torna-a despedaçada (terefah) e a mata no momento de sua fúria e ira. Como está explicado no Zôhar, parashat Tetzavê (182b), onde é muito enfatizado o assunto da ira, a ponto de dizer que quem fala com alguém irado é como se falasse com a própria idolatria.

E mesmo que o homem faça reparações para sua alma e arrependimento elevado por todos os seus pecados, e muitas e grandes mitsvot, tudo se perde completamente dele. Pois aquela alma sagrada que havia feito todas as boas ações foi trocada por uma impura e se foi, e no lugar dela ficou uma serva impura que herdou a sua senhora. Assim, precisa ele voltar outra vez a reparar todas as primeiras correções que havia feito. E assim é a cada vez que se ira.

Portanto, o homem iracundo não tem reparo algum, pois sempre é como o cão que volta ao seu vômito. Além disso, causa ainda outro grande dano a si mesmo: se, por exemplo, fizer alguma mitsvá grande, pela qual uma alma sagrada de algum justo antigo venha a se impregnar nele no segredo do ibur para ajudá-lo, como é sabido — agora, através da ira, também esta se afasta. E este é também o sentido do versículo: “Despedaçou minha alma em sua fúria”.

Assim, aquele que é iracundo não pode, enquanto tiver esta medida, alcançar nenhuma percepção, mesmo que seja justo em todos os demais caminhos, porque constrói e destrói tudo o que construiu sempre que se ira.

As outras transgressões não despedaçam nem arrancam a alma por completo, mas ela permanece ligada à pessoa, apenas manchada no aspecto da transgressão cometida. E, quando este reparo é feito, ela é completamente restaurada. Mas a ira requer muitos reparos e preparações para trazer de volta a sua alma que foi despedaçada. E às vezes, dependendo do nível e da realidade daquela ira, não há reparo algum, como mencionado no Zôhar, parashat Tetzavê.

E não apenas isso, mas até mesmo quando eu ensinava a meu irmão — que viva — e ele não aprendia conforme o meu desejo, eu me irritava com ele. E mesmo sobre este assunto me advertiu e repreendeu muito, muito o meu mestre, de abençoada memória.





[1] Aqui, não é uma referência ao domingo do calendário romano, mas aos dias superiores que são as Sefirot da Árvore das Vidas.

[2] Inferno


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Havdalá: Protegendo-se da Hora do Espanto



Assim que o dia do shabath (Zeir Anpin) é santificado, enfraquece o poder do mal e ele se retira escondendo-se durante toda a noite e o dia da Shabat, com exceção do ASIMON e o seu grupo, que permanecem para espiar as relações indecentes e depois se escondem nas cavernas do grande abismo. Assim que termina o Shabat, os inúmeros exércitos e suas hostes começam a voar e a vagar de um lugar para outro no mundo, tentando evitar que seja instituída a recitação do hino contra calamidades (Salmo 91), ou seja, para destruir seu poder sobre o povo santo (am-qadosh).

Quando depois de tentar obter o domínio sobre eles, e vêem que o povo santo está envolvido em orações, hinos e recitação da "separação (Havdalah)” durante a oração e, em seguida, no copo (recitação da 4º benção), eles então voam e começam a vagar até chegar ao deserto. Que o Misericordioso nos salve do poder do mal! Umen.

Nossos Mestres, de saudosas memórias, nos ensinaram: Existem três tipos de pessoas que trazem o mal sobre si mesmas:

Uma delas é a pessoa que pronuncia uma maldição sobre si mesma. A segunda é a que joga fora pedaços de pão do tamanho de uma azeitona, e a terceira é a pessoa que acende sua vela no fim do Shabat, antes da congregação tem chegado a recitação de santificação (benção Hamavdil) no final do serviço da separação.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

É impressionante o número de pessoas que comparecem nos Shabatot em suas Qehilot, e quase nunca participam do Havdalá no dia seguinte ou sequer o realizam em suas próprias casas. Eles consideram o "Ritual da Separação" dispensável por desconhecerem a sua importância e o seu poder, e por isto, a maioria destas pessoas são assoladas por shedim, dibuckim, mazziqim. Eu já recebi pedido de ajuda de famílias tradicionais judaicas cujos membros estavam sofrendo assédios e possessão por demônios. Ao averiguar, notamos que não existe a presença do Zohar naquele lar e nem mesmo respeito e amor pelos rituais místicos da Torah. É certo então, que não podem reclamar por estarem sofrendo...

A Havdalá (oração de separação) que é realizada no final do Shabat tem o propósito de separar aqueles poderes que são dominantes durante os dias da semana da santidade que é dominante durante o Shabat. com o final do Shabat, um aspecto do gehenom aparece. É o Ayin-Há’ra (mau-olhado) que deseja governar o mundo, assim como os filhos de yisrael recitam: “e faça prosperar, a obra de nossas mãos (tehilim 90:17).” ele emerge daquele grau do outro lado (sitra achará), que é chamado de esquerda (guevurá), e deseja se misturar com a semente de Yisrael ao tomar o controle da sagrada aliança (Brit-Milá) e ter poder para punir Yisrael.

Enquanto os filhos de Yisrael realizam uma ação, um preceito, usando a murta (especiaria aromática) e o vinho e recitando a Havdalá (4ª bênção), o outro lado se afasta deles. Esse lado é derrubado e entra em seu lugar no Sheol, no lugar onde Korá e sua companhia estão, como está escrito: “eles, e tudo o que lhes pertencia, desceram vivos ao Sheol (bemidbar 16:33).” Isso significa que, korá e sua companhia não desceram ao Gehenom até que Yisrael se separou deles, como está escrito: “separem-se desta congregação (ibid. 21).” Também aqui, o outro lado não vai ao Gehenom no final do Shabbat até que Yisrael realize a Havdalah.

Portanto a separação (heb. havdalá) ocorre sempre no segundo dia, que é a coluna esquerda (Guevurá). Isso se refere ao que já foi explicado, que mesmo a Havdalah no final do shabat pretende separar o outro lado que se estende da coluna esquerda. Foi no início da disputa, que foi despertada pela agressividade e raiva da esquerda antes de ser acalmada e adocicada, que o Gehenom foi criado. Então foram criados todos esses anjos que denunciam diante do Santo, bendito seja Ele, seu mestre acima, o segredo da coluna central (Tiféret), eles discordam da sua reconciliação e desviam para a esquerda portanto, o fogo os queima e eles são consumidos e os outros anjos, todos aqueles que estão anulados e não têm apoio, são queimados no fogo. Todos eles vêm do poder do fogo da disputa no início, no segundo dia (da criação). da mesma forma, Korá caiu no Gehenom e queimou, assim como aqueles anjos que foram queimados no fogo de Nahar Dinur (rio de fogo).





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Serão Todos Seres Humanos?




"Nós peneiramos pessoas para encontrarmos seres humanos".

Citação de Duna de Frank Herbert - página 20 (Editora nova fronteira) 

Nós aprendemos com os livros antigos da Sabedoria que, quando Adão exilou-se do Gan Éden, D´us lhe ensinou como fazer "roupagens" para se vestir apropriadamente em cada mundo onde ele residiu antes de vir para a terra. Assim, Adão aprendeu a fazer para si e sua esposa "vestes humanas" que lhes dariam condições de viverem neste mundo.

Da mesma forma os anjos quando descem a este nosso mundo, vestem-se como os daqui, para que possam sobreviver e para ocultar suas belezas angelicais, pois o mundo não as poderia suportar. Assim, os demônios também utilizam-se de "vestimentas humanas" para entrarem neste mundo.

O significado disto? Nem todos os que caminham como seres humanos são de fato seres humanos, ou você acredita mesmo que Hitler, Stalin, Mussolini eram, foram seres humanos? Você acredita mesmo que George W. Bush é um ser humano? Maniaco do parque, Chico picadinho, Pedrinho matador, Bandido da luz vermelha e outros eram e são seres humanos?

 A pergunta é: Como estas criaturas das trevas ganham "vestimentas" para subirem ao nosso mundo? O Zohar revela que, quando uma mulher esta destinada a um homem e vem o destruidor e a desvia do seu destino, e encontrando outro para quem ela não estava destinada, eles terão filhos os quais nunca deveriam ter tido, filhos que somente trarão dor, sofrimento e destruição ao mundo.

 Você acha que o sujeito que arrastou o garoto João Hélio com o carro por tantos quilômetros é um ser humano? Think about this (Reflita sobre isto)"

os genitores destas criaturas monstruosas ocultam-se atra´s da religião e seus dogmas e acusam tudo e a todos ao invés de si mesmos por haverem criado a oportunidade para que estas criaturas das trevas se manifestassem em nosso mundo.

Mas veja: CADA CASO É UM CASO E TODOS CARECEM DE SEREM INVESTIGADOS, POIS HÁ CAMADAS E CAMADAS DE MISTÉRIOS!

É comum ouvir tais genitores dizendo: "Nós colocamos os filhos no mundo mas não sabemos no que eles vão se tornar. Deus é que sabe...".

Na antiguidade, na época da Sabedoria, do hebraísmo místico, quando ainda não havia o judaísmo, o povo caminhava com a Sabedoria e sabiam como geram filhos justos e até mesmo conheciam os segredos de como escolher o sexo do bebê antes da concepção.

Hoje, a maioria acredita que, por causa da "religião" que professam seus filhos são justos. Eles dizem: "Ah, nós cremos em Jesus nesta casa! Jesus é o senhor da minha casa!". Dizem estas coisas acreditando que seus filhos nascerão justos devido a fé (dogma e não emuná) nas suas religiões.

Muitos monstros assassinos foram filhos de pais altamente religiosos. Pesquise e descubra por si mesmo. 

A única coisa que pode nos salvar de produzirmos vestimentas para que demônios venham ao nosso mundo, é aceitar a Torah e sua Sabedoria (não o dogma judaico) e estudarmos os mistérios e compreendê-los, para que, no momento de gerarmos filhos, tenhamos conhecimento para fazer isto. Reflita sobre este artigo!

Shlamá Rabá (Paz Elevada)

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Descobrindo Minha Ascendência Davidica


"Assim como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas, que ministram diante de mim" - Yeremiahu (Jeremias) 33, 22º passuq.

"Conheça-te a ti mesmo...":


Para conhecer a si mesmo, você precisa empreender uma viagem mística interior, utilizando-se das ferramentas da Sabedoria mesclada com kavanot (meditações) apropriadas. Alguns anos atrás eu passei a ter sonhos em que estava realizando testes de DNA. D´us queria me contar um segredo! Eu pensei muitas coisas acerca destes sonhos, mas enquanto minha mente não atingisse consciência ampliada suficiente, que em Chochmat Nistar é chamada "Mochim de Gadlut", eu não poderia penetrar o mistério. Foram dois os sonhos, um em 2005 no mês de julho, no dia 17 e outro em 2006 no dia 10 de Abril.

Em 2009, devido a uma infecção em um dos meus dentes que se espalhou pelo sangue, eu ganhei 8 dias de internação recebendo antibióticos e sedativos fortíssimos intra-venais. Eu fiquei um dia no pronto socorro e 7 dias no quarto número 109 da Santa Casa de Misericórdia de Suzano. Até então, em 40 anos eu jamais havia ficado internado.

Em 2010, eu ganhei de um aluno querido, o cirurgião plástico Mário Eduardo Albano, um homem com um enorme coração, um teste de Y-DNA para ancestralidades judaica. O Dr. Mário colheu as amostras no dia 11 de Abril e as enviou para o Family Tree Dna, no Texas EUA. O resultado saiu no dia 3 de Julho, no dia do aniversário da minha querida mãe.



Alguns dias depois eu sonhei que estava no SBT trabalhando, e o sr. Silvio Santos (Sênior Abravanel) era quem me dava instruções para a montagem de um "Set", e o estranho era que, quando ele me instruía eu respondia: Sim senhor pai.

Agora a tarde (25/12/2011), apenas por curiosidade, eu resolvi mesurar a minha pressão sanguínea. O aparelho eletrônico indicou os números: 123 sistólica, 84 diastólica e 104 batidas do coração por minuto.

Qual o significado de tudo isto? O Zohar nos conta que a alma é criada pelas combinações do alef-beit (alfabeto hebreu) e que por sua vez, a alma imprime o mesmo DNA no corpo. Resumindo, as almas que são da linhagem de Levi terão o DNA de levi e assim também o corpo. As almas que são da linhagem do Rei David, terão o DNA da linhagem do Rei David. E porque estou revelando isto? Eis a razão:

"Assim como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas, que ministram diante de mim" - Yeremiahu (Jeremias) 33, 22º passuq.


Abrindo o Mistério

Minha mãe chama-se "Eunice Martins" e nasceu em 3 de julho de 1944 e os "Martins" vem da linhagem de Dom Isaac Abravanel, estadista, filósofo e comentarista biblico. Dom Isaac Abravanel era da linhagem do rei David.

Eu nasci em 1966 no bairro do Belém (Beith lechem) em São Paulo. Belém também é o nome da localidade onde nasceu o rei David. O número 66 é a gematria de "Ben David" que significa "Filho de David" e o ano de 1966 foi Ano shabático, isto é "Shanat Malchut (ano de Malchut)" que é a mercavá (carruagem divina) do Rei David. O ano shabático (shemitá) é o 7º na contagem das sefirot. Sete em hebraico é "Sheva".

O mês de julho é regido pelo signo de Cancer (Mazal Sartan) e é o único mês que recebe a influência da Lua que é o atributo do Rei David. O dia 3, aniversário de mamãe, foi também o dia em que sai o resultado do meu teste de Y-DNA, teste este que deu positivo. As amostras haviam sido colhidas no dia 11, e o número onze é muito importante em QABALAH. O Rei David era a 11º geração de Yehudá que era filho de Israel (Yaaqov). Me nome e titulo (o qual não faço questão de usar) resulta em 583 em gematria hebraica, e este valor é o mesmo de "Esser Echad", onze em hebraico.

Você se lembra? eu fiquei sete dias no quarto 109 da Santa Casa e 109 é a gematria de "David ha"Melech" que é David o Rei em hebraico. Sete é "sheva" e "sheva" é malchut. Eu tinha uma amiga maravilhosa nesta época, cujo nome hebreu é Bat-Sheva e que foi me visitar no quarto 109 quando eu estava internado.

bem, vamos aos número de hoje: 123 é a exata gematria de "Paulo" transliterado para o hebraico. Paulo é o meu nome civil. 84 é a gematria de "Yada" que é "Conhecimento" na língua sagrada, e 104 é a gematria de "Melech David" que você já sabe qual é o significado: Rei David. A número do quarto somando à gematria do meu primeiro nome hebreu, Misha"Ël, é igual a 490 que é a mesma gematria de "Beith-lechem (Belém)".

Queridos, a "Assinatura de D´us" está na nossa alma e por sua vez em nosso sangue. Para conhecermos como isto é perfeito, vou demonstrar falando de um evento muito significativo: A missão que colocou o homem na Lua, chamava-se "Apolo 11". Em hebraico "Apolo" é igual a 123. Foram exatas 109 horas de viagem até o nosso satélite e você já sabe agora que 109 é a gematria de David ha"Mélech (David o Rei)" e que a Lua é o atributo do Rei David. Ao final das missões Apolo, os astronautas haviam trazido da Lua 381 quilos de pedras. 381+109=490 que é Belém. 381 também é a gematria de Misha"Ël.


O Zohar diz que, determinados mistérios só podem ser penetrados por aqueles que são da linhagem do Rei David. Assim, Rabi Ashlag, Rabi Isaac Lúria, Dom Isaac Abravanel e Rabi Shimeon bar Yochai eram todos da linhagem do Rei David. Albert Einstein, Isaac Asimov, H.G Wells e o Maharal de Praga eram da linhagem do Rei David.

Em 2007, com a ajuda de uma amiga maravilhosa, Frida Traven, eu consegui tirar o CNPJ da Associação Cabalista Mundial - gará Kulam Moshav. Frida tem também ascendência da familia do Rei David .

Por que eu estou revelando tudo isto? É para que você saiba que você, meu querido e minha querida, não é um acaso no universo, e que se você empreender uma viagem mística estudando a Sabedoria Escondida da Torah, a Chochmat Nistar, você também poderá descobrir a sua própria identidade espiritual, e toda a dor que você sente, que é um resultado das perguntas que não querem se calar no seu interior, forçando-o (a) em direção ao seu destino, desaparecerá!

"Conheça-te a ti mesmo". Chag Chanuká Sameach ve´Shavua Tov! - Naib Mishael HaLevi

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Chanuká: Criando Milagres



O sinal de Kislev é a arco (Keshet, no hebraico). No começo de Kislev o primeiro arco-íris foi visto após a inundação. O arco-íris simboliza o pacto que D´us fez com Noah de nunca outra vez destruir o mundo com água. O simbolismo do arco ecoa também a vitória militar de Chanuká - a arco da pureza de Israel que vence o arco da impureza da Grécia. Misticamente, o arco simboliza o poder da oração: Quanto mais a corda do arco é puxada para mais perto, mais longe a flecha alcançará; assim, mais profunda a intenção de uma oração, mais alto a flecha alcançará nos céus. 
O fogo nas velas de chanuká consiste em dois poderes: o poder queimar, e no poder iluminar. Nos dias de Chanuká, os Chashmonaim (makabiim) usaram ambos estes poderes. Fogo para queimar e erradicar a impureza dos gregos, e o fogo da Torah para iluminar acima o Beit Hamikdash (o templo santo) uma vez que restaurado. Um fogo a queimar o mal, e um fogo para iluminar o bom.
Aprendemos com Hillel (um dos Sábios antigos) a respeito de como iluminar as velas de Chanuká: Hillel diz que você começa com uma vela na primeira noite e trabalha todos os dias até alcançar oito.
O poder da luz, entretanto, é sempre algo que cresce mais forte e mais forte: Hillel considerou que as Luzes da chanukia devem forçar o triunfo da luz - porque onde há uma luz, a escuridão deve fugir.
Assim Hillel nos ensinou que devemos iluminar uma vela na primeira noite, e então essa luz cresce e cresce até que encha o mundo e não haja nenhum lugar à esquerda para a escuridão.
Os dois filhos de Yosef, Ephraim e Menashe, são estes dois poderes do fogo e da luz enraizados em toda a Israel. Menashe é o poder "negativo", o poder queimar e destruir o mal, com o resultado que a luz brilhará. E Ephraim é o poder "positivo"; o poder iluminar, de modo que a escuridão não possa ter nenhum lugar para governar.
Porque os Judeus serão chamados finalmente pelo nome de Ephraim, o poder da iluminação, similarmente, a halacha segue Hillel, para começar com uma vela e para adicionar mais luz cada noite até que a escuridão desapareça.
Quando você fecha seus olhos e pensa em Chanuká, o que vem em sua mente? As luzes da chanukia. Girar do dreidel (sevivon). O aroma dos doces e sonhos. E naturalmente - o som de "Maoz Tzur".Nessa canção bonita de Chanuká, nós cantamos os "filhos da compreensão".Quem eram estes "filhos da compreensão" e qual é sua conexão a Chanuká?
O sinal de Kislev é o arco ou o arco-íris - keshet. Há uma conexão entre "Lag B´Omer e o arco de Kislev, o mês de Chanuká? O Lag B´Omer é o dia da passagem de Rabbi Shimon bar Yochai.
O dia em que deixou este mundo, Rabbi Shimon revelou muito dos segredos escondidos da Torah, a luz escondida".
A revelação da luz escondida é como a revelação das cores no arco-íris. Um arco-íris revela a anatomia da luz branca. A luz branca parece indivisível. Nenhum detalhe pode ser discernido em seu brilho puro. O arco-íris revela o segredo da luz branca.
Mostra-nos como a luz branca é composta realmente de todas as cores. Rabbi Shimon disse a seu filho Rabbi Elazar "meu filho, não espera a vinda de Mashiach até que você veja o arco-íris iluminado".Apenas porque a vinda de Mashiach é comparada ao revelação da luz escondida, assim Chanuká, o festival das luzes, é um símbolo do revelação da luz escondida, a Torah escondida.
 Esta é a conexão entre o arco, o sinal do mês de Kislev - em qual a luz escondida é revelada em Chanuká, e o arco-íris que revela as cores escondidas dentro dele. De todos os filhos de Yaakov Avinu, associado mais próximo com o estudo de Torah é Yissaschar. Yissaschar foi carregado (gerado) em Shavuot, o festival de recebimento da Torah. Sua concepção, entretanto, estava em Chanuká. Assim, Yissaschar ele mesmo, sua entrada neste mundo, nos conecta Chanuká e a Shavuot. Assim o significado de Chanuká simboliza a luz escondida da Torah. O nascimento representa o revelação final daquilo que é escondido. Shavuot significa a revelação final - a Torah revelado na luz e no som do shofar em Sinai. Shavuot é o "aniversário" da Torah e o nascimento da nação judaica. Os "filhos da compreensão" que nós cantamos em Maoz Tzur são aqueles que herdaram esta conexão - a conexão de Chanuká e a Shavuot.
São os filhos de Yissaschar que simbolizam a conexão entre o escondido e a Torah revelada. Porque o livro de Crônicas diz, os filhos de Yissaschar são "os possuidores da compreensão dos tempos".
Os "Makabiim" foram os grandes heróis de Chanuká. A palavra "makabi" é um "notarikon" de "Mi Kamocha Baelim Adonai" (Quem é como Tú entre os poderosos óh D´us).
Cantamos este cântico em todos os Shabbatot, mas talvez poucos de nós tenhamos notado que ele possui exatamente 42 palavras, nos dando uma poderosa conexão com o "nome de 42 letras" "Ana Bekoach". A palavra "makabi" soma exatamente 72. Este é o segredo na vitória dos "makabiim" contra os reis selêucidas. A conexão com a Torah escondida, A Qabaláh. A utilização da força interna de Sagitário. O poder dos 72 Nomes de D´us.

Acendemos 2 velas na primeira noite, sendo uma a vela shamash que sempre será acesa primeiro e então a primeira vela. Na segunda noite acedemos 3 velas,  a shamash, a segunda e a primeira. Na terceira noite acendemos 4 velas, shamash, terceira, segunda e primeira. Na quarta noite acendemos 5 velas, shaamash, quarta, terceira, segunda e primeira.  Na quinta noite acendemos 6 velas, shamash, quinta, quarta, terceira, segunda e primeira. Na sexta noite 7 velas, shamash, sexta, quinta, quarta, terceira, segunda e primeira. Na sétima noite 8 luzes, shamash, sétima, sexta, quinta, quarta, terceira, segunda e primeira. Na oitava e ultima noite acendemos 9 velas, shamash, oitava, sétima, sexta, quinta, quarta, terceira, segunda e primeira. Na ultima noite o total de velas acesas terá somando 44.

Imagem compartilhada de
Para mais informações e as bençãos da conexão, 
clique no link acima


O número 44 é muito importante na QABALAH e vou dar-lhe dois bons motivos: O primeiro é que 44 é a gematria de Talê (טלה) e corresponde ao mês de Nissan e ao mês de Áries. Nissan é o Mês da quebra da consciência da escravidão, a saída de Mitzraim (Egito), a libertação da consciência escravizada pelos dogmas religiosos. O segundo motivo é que 44 é também a gematria de D´li (דלי) que é Aquário, o  Cântaro cheio com as Maiym ha'Chochmá (מים החכמה) - As Águas da Sabedoria. O Portador do Cântaro é o Messias. Chanuká é uma oportunidade que D´us nos preparou para nos conectarmos com a consciência de mashiach (messias).
É muito simples verificarmos a evidência disto: Durante a conexão nós giramos o Sevivon (Dreidel), um pequeno pião de 4 lados onde estão gravadas as 4 letras hebraicas que são as iniciais da frase mistica "Ness gadol hayá sham (נס  גדול היה שם )" cuja gematria é 358, a mesma de Mashiach (Messias).

Moed Tóv  Chanuká Sameach le´kulam (um bom tempo fixado de Chanuká para todos). Shalom

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Compreensão Elevada



Estou certo que nós não temos a mesma compreensão da Sabedoria alcançada pelos israelitas no evento do "Har Sinai (A Montanha da Ira). Mas nós temos as kavanot (meditações) para acessar os arquivos metafísicos gravados nas almas que estavam presentes na revelação da Torah e sua Sabedoria escondida e temos os Tzadiqim Nistarim (Os Sábios do Jardim do Éden) que podem se assim obtivermos merecimento, nos revelar os códigos espirituais, a mesma sabedoria que os bebês que estavam nos ventres das grávidas receberam ao tornarem-se conscientes nos úteros de suas mães durante a travessia do Iam Suf (Mar do Fim).

Desejo revelar aqui algo que também me foi revelado, pois a Sabedoria revelada que não é compartilhada não ilumina, mas ajuda a escurecer o mundo. É como se alguém ateá-se fogo em uma biblioteca repleta de conhecimento entesourado em livros antigos. Por isto, quando os antigos mestres da Sabedoria estavam para se ocultar deste mundo, chamavam seus talmidim (discípulos) e revelaram o maior número de mistérios possíveis os quais haviam penetrado. Infelizmente hoje, certos professores só revelam a sabedoria se forem pagos para isto. As almas neles não são as mesmas dos Sábios antigos.



Imagine o Nome Divino acima. Foi nos ensinado que ele é para cura, e realmente é, pois eu testemunhei o seu poder incontáveis vezes. Mas qual é a sabedoria por trás dele, qual é a tecnologia escondida nele? Imagine se alguém lhe desse um pedaço de papel com a formula E=mc² escrita nele. Você sabedoria como usá-la? O mesmo acontece com os 72 Nomes. Nós ainda não temos a compreensão da sua tecnologia. O Zohar nos diz que eles, os 72 Nomes possuem 670 mistérios escondidos.

Deixe-me compartilhar algo com vocês: Por vezes, quando a humanidade é atacada por algum vírus desconhecido, o primeiro passo é a "Quarentena", termo hoje que é sinônimo de "Isolamento". Antigamente este isolamento era de 40 dias, tempo destinado à compreensão e erradicação do vírus. Pois bem, o Nome Divino "MEM HÊI SHIN (מהש)" acima começa com a letra "Mem" do alfabeto divino. O valor numérico da "ÓT Mem (מ)" é 40. O Mem isola o vírus causador do desequilíbrio, impedindo que ele se espalhe a partir do momento que o escaneamento do Nome teve início. A próxima "Ot" o "Hê (ה)" trás o "Entendimento" sobre a doença e assim, o qabalista pode aplicar outras ciências da sabedoria para ajudar na cura do paciente, pois esta "ÓT" é o "Hê" de Biná que é a compreensão divina. A "ÓT" final, o "Shin (ש)" é a letra que criou o fogo e é a responsável por erradicar o causador da doença, o agente genético que deu origem a patologia.

Nós precisamos compreender o funcionamento e os demais 670 mistérios que os nomes possuem, para que sejamos plenos e obtenhamos plenitude ao aplicá-los nas nossas vidas.

Que os céus nos ouçam, e que nós obtenhamos mérito para receber a revelação completa.

Por favor, compartilhem! Todá rabá (muito obrigado) Naib Mishael HaLevi

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

El poder del incienso (Qetoret)



Fomos ensinados através do Zohar Sagrado que o incesnso cuja formula foi prescrita na Torah, tem o poder de afastar o Anjo Da Morte. Além do mais, o Zohar nos ensina também que, toda pessoa que conseguir meditar na Parashat da Torah que fala da fabricação do Qetoret (incenso), o Anjo da Morte não poderá tocá-la. Foi-nos dito também que as letras do Nome Sagrado apareciam na fumaça do incenso quando Aaron o oferecia. O texto a seguir está em espanhol, mas com as ferramentas de idioma encontradas na internet, todos poderão traduzi-lo e aprender com ele. Bom estudo

O Poder Del Qetoret

En Marzo de 1988 se encontró en una de las cuevas de Qumran una pequeña jarra que contenía una aceite rojizo. Se cree que es la única muestra sobreviviente del aceite balsámico prescripto en la Toráh para ungir el Mishkan (Tabernáculo) y sus vasijas, así como a los kohanim, sacerdotes y reyes de Israel. El aceite -cuando fue encontrado- tenía una consistencia como de miel. La jarra en la que se encontró estaba envuelta en hojas de palmera cuidadosamente dobladas y preservadas en un pozo con suficiente profundidad para evitar que se desperdicie por las inclemencias del tiempo extremo de la zona.
 
Cuatro años después se descubrían 600 kilos de una sustancia orgánica rojiza dentro de un silo construido con rocas en otra parte del complejo Qumran. Subsecuentes análisis determinaron que dicha sustancia rojiza contenía al menos 8 de las once especies que se utilizaban en el Pitum haQetoret (mezcla de Incienso) y ofrecidas en el Templo.

Un par de años más tarde, se presentó la muestra ante dos grandes rabinos que la dieron a sus propios profesionales químicos para analizar su cualidad orgánica y se sugirió que se quemara algo de ésta mezcla con propósitos científicos (para lo cual hubo que utilizar ácido clorhídrico y no fuego). También fue sugerido que se quemara junto con otras dos especies que se hallaron en otro lado de la cueva.

Los resultados fueron asombrosos. Si bien las especies habían perdido algo de su potencia a los largo de dos milenios desde su entierro, todavia eran poderosas. El residuo de su fragancia permaneció en la vecindad por numerosos días después del experimento. Muchas personas reportaron que su cabello y ropas retenían el aroma. Aún más asombroso, el área en donde fueron quemadas las especies cambió radicalmente ya que había estado infectada desde hacía meses, con hormigas, mosquitos y otros insectos, que luego de la prueba del incienso desaparecieron mágicamente.

Después del Ketoret ninguno de estos insectos fue visto por un buen lapso. Esto trae reminiscencias de la  Mishná en Avot 5:5 (Talmud) que dice que no había moscas en el área del Templo.

El poder y efecto prolongado del Ketoret está también descripto en el Talmud Yoma 39b, en donde está escrito que las cabras en Jericó (al Norte de Qumrán) estornudaban por el aroma del Ketoret, y las mujeres no necesitaban perfumarse. En Jerusalem las novias no necesitaban usar su perfumero (un pendiente con mezclas de hierbas cerca del cuerpo) dado el dulcísimo y omnipresente aroma del Ketoret.

El Ketoret y la Biblia 

En el Talmud (Arajin 16ª) está escrito que el Beit haMikdash (Templo), el Mishkán (Tabernáculo) así como las vasijas sagradas, el Aron Hakodesh (Arca sagrada), la Menoráh (el candelabro) el Mizbeaj haKetoret (Altar del Incienso) las vestiduras del Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote), las cenizas de los sacrificios, etc., no eran sólo artefactos físicos, sino que también representaban niveles espirituales de acercamiento a Dios. Lo mismo sucede con el Aceite (Shemen) y el Ketoret. 

De la lectura del Éxodo 30 podemos destacar que el aceite de la unción y el Ketoret están muy ligados uno al otro ya que contienen varias especias iguales. 

Lo otro que podemos destacar es que ambos eran muy sagrados. Sagrado en hebreo se dice Kodesh, cuando algo es Kodesh debe apartarse y ser mantenido por separado, adquiriendo por lo tanto el poder de santificar y elevar todo a su alrededor (Shabat Hakodesh, Torat Hakodesh, lashon Hakodesh, Ierushalaim Ir Hakodesh, etc.). 

Desde la Qabalah podemos decir que el incienso consistía de diez perfumes o especias con agradable fragancia, y una especia más, jelbená (gálbano), con un olor infame. Estas especies se mezclaban para ser usadas en el Templo. Como las once especias paralelan las diez más una sefirot (o emanaciones) del Árbol de la Vida del Universo de Tohu (caos), se dice por lo tanto que representan la completa rectificación del mal. Esto está indicado por el agregado de la 11ª. especia, gálbano, que alude al la elevación del mal devuelta al reino de lo sagrado. 

El Talmud (Shabat 89ª) enseña que Moisés fue instruido acerca del misterio del incienso por el Ángel de la Muerte (el Ángel de la Muerte reveló a Moisés que el Ketoret tiene el poder de anular un decreto maligno, aún el de la muerte). 

¿Por qué el Ketoret supera la maldad y la muerte? ¿De dónde sale su poder? Lo obtiene del hecho de que la pulverización de las especias semejan el rompimiento y muerte  de las sefirot originales. Las sefirot originales dan luz con una pequeñísima proporción de oscuridad. La oscuridad no se podía manifestar como “mal” íntegro hasta que la luz fuera “pulverizada”. El rompimiento  de la luz se denomina muerte y oscuridad. Pero el Ketoret, en la precisa forma en que está hecho, y especialmente el número y naturaleza de sus ingredientes tiene el poder de sobreponerse a la muerte y a la oscuridad, y transformar completamente el mal, tanto enen nosotros y el mundo, en bien. 

El jelbená

El incienso consistía en diez especias o perfumes con buenas fragancias y una undécima, gálbano, con terrible olor que refiere a la elevación del mal hacia el reino de lo sagrado.

Es interesante observar que el jelbená, una de las cuatro especias más importantes del Ketoret, listada en la Toráh corresponde ni más ni menos que al carbono, uno  de los cuatro elementos primarios encontrados en el Universo, que junto con el oxígeno eran los esenciales para mantener la vida! 

Siguiendo con la idea de las 10 fragantes especias y una desagradable el Talmud dice: (Keritot 6b): “Todo ayuno colectivo que no incluya a los pecadores de Israel no es ayuno”.

Esto tiene que ver con el hecho de  que el incienso contenía jelbená. Así como el jelbená era necesario para que el incienso adquiriera ese aroma, una congregación no está completa sin alguien que se haya equivocado y quiera elevarse a través del arrepentimiento. En particular cuando un castigo difícil ha sido decretado en contra de Israel debido a alguna mala acción, este mismo mal debe ser elevado. Por lo tanto, la idea de transformar el mal elevándolo nuevamente a su fuente en lo sagrado está incorporado en el incienso. Es por esta razón que todo ayuno comunal debe incluir a los pecadores de Israel. 

La Toráh escrita menciona cuatro especias especias  fundamentales para el Ketoret: Bálsamo, estacte, gálbano y frankincienso puro. Es sólo a través de la transmisión oral que conocemos las otras siete, sumando un total de 11. Los sabios de todas formas, se toman el trabajo de explicarnos de qué manera está aludido en la Toráh, repitiendo dos veces la palabra “samim” o especias. La Toráh no especifica cuáles eran. 

El Talmud una vez más explica las propiedades del Keroret: 

Keritot 6ª: “Cómo estaba compuesto el Ketoret? Contenía 368 maneh (medidas). 365 correspondían al número de días del año solar, una medida por día, media en la mañana y media en la noche. Las otras tres son aquellas que el Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote) traería (al Sancta Sanctorum) como doble ración en Iom Kipur” 

Existe una plegaria acerca de que nuestra ofrenda sea agradable y aceptable para Dios. El Ketoret tiene el poder de anular los efectos del Lashon Hará (malos dichos, chismes, insultos, agravios verbales, literalmente “malas lenguas”). Aquí debemos puntualizar que la Toráh y la plegaria son la forma más poderosa de utilización de lenguaje para el bien. A veces, es muy fácil decir palabras, aquellas que no son nuestras y nos acostumbramos a recitar, al punto que pierden profundidad y significado. Pero el secreto de la verdadera plegaria  es ponernos detrás de las palabras, de impulsarlas especialmente aquellas que han sido pronunciadas para purificarse durante milenios. Esto eleva nuestros pensamientos y palabras en una verdadera ofrenda.

O Artesão Da Luz