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terça-feira, 10 de março de 2026

Simanim nifla’ot - Sinais Maravilhosos

גַּל־עֵינַ֥י וְאַבִּ֑יטָה נִ֜פְלָא֗וֹת מִתּֽוֹרָתֶֽךָ

Tehilim 119:18

Shabat 21 beAdar, 5786 (10, março, 2026) sonhei que minha irmã e eu acordávamos e era seis e meia da manhã e estava tudo escuro ainda e ela reclamou com a minha mãe que deveria tê-la acordado antes por causa de um compromisso de estudo com os colegas de classe, e era como se todo mundo tivesse se esquecido do horário, e olhei para a rua e as pessoas estavam reunidas observando um evento de Eclipse Lunar; e o meu pai estava com um telescópio e eu ajustava a lente para observar a Lua de Sangue e registrar através do celular e não consegui isso, fazia parecer que aquele evento havia sido em escala mundial, e via a Lua tinginda de névoas vermelhas bem no centro do céu. Vi o relógio e na verdade ainda era 3:30 da madrugada, e então vi que as casas da frente da minha casa haviam sido renovadas com tinta fresca na cor cinza motivadas por aquilo.

Segredos no Sonho

A última Lua de Sangue (eclipse lunar total) ocorreu em 3 de março de 2026 (14 beAdar) que era Purim e realizamos no final daquele dia, a temível noite de Havdalá. O dia 3 de março é o 62 dia do calendário, restando 303 dias para o término do ano; 303 corresponde ao ano de nascimento do Rav Chaim Vital z'l.

Veja Yoel pereq gímel, passuq dalet "O sol se tornará escuridão, e a lua em sangue, antes da chegada do grande e terrível dia do Senhor":

הַשֶּׁ֙מֶשׁ֙ יֵהָפֵ֣ךְ לְחֹ֔שֶׁךְ וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם לִפְנֵ֗י בּוֹא י֣וֹם יְהֹוָ֔ה הַגָּד֖וֹל וְהַנּוֹרָֽא:

A expressão Veha-yaréach le-dam (וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם) "e a lua em sangue" tem gematria igual a 303:


A gematria Mispar Kolel de "לִפְנֵ֗י בּוֹא י֣וֹם יְהֹוָ֔ה הַגָּד֖וֹל וְהַנּוֹרָֽא" (lifnei bo yom Adonai ha-gadol ve-ha-nora) "antes de vir o dia de Adonai, o grande e temível" é 583 em referência à Era Messiânica.
Eis que o sonho veio na madrugada da terça-feira, exatamente uma semana após o evento da Lua de Sangue que havia sido na terça anterior.
Na manhã de Shabat chegou a encomenda do livro "O Fortim" que o Rav havia feito e um dos personagens principais é judeu, o livro trata sobre o poder do Nome Santo representado pelo símbolo ritualístico da espada e principalmente a letra Yod que no livro e no filme são o punho da espada com o qual o Mal é mantido aprisionado.

No final da tarde de Shabat quando nos dirigimos para o ritual de Havdalá, decidimos que iamos passar primeiro na padaria, então na passagem giratória, o Rav tirou o ticket de número 123.


No ticket além do número 123 havia outros códigos: Como sabemos 123 corresponde ao valor do nome Chaim Vital (חיים ויטל). Temos o código 35827-J, ora, 358 é a gematria de Mashiach e 27 corresponde às letras Zayn e Kaf (זך) da palavra Zách que se traduz como "puro, meritoso, claro, refinado". E a letra J é equivalente à letra sagrada Yod. No ticket ainda aparece a marca da imobiliária Vivant, palavra essa da língua francesa referente ao adjetivo "estar vivo" que no hebraico se escreve como BeChayim "בחיים" que é "em vida" ou "em Chayim".

A gematria Mispar Ha'achor consiste em calcular o valor de uma letra multiplicado pela posição que ela ocupa na palavra:

A letra Beit vale dois e ocupa a primeira posição na palavra BeChayim, a letra Het vale oito e ocupa a segunda posição, a letra Yod vale dez e ocupa a terceira e quarta posição na palavra e por fim, a letra Mem vale quarenta e ocupa a quinta posição, dessa forma temos 2x1=2, 8x2=16, 10x3=30, 10x4=40 e 40x5= 200 e somando tudo isso encontramos o valor 288 da gematria de Yibur, logo, o valor Mispar Ha'achor da palavra BeChayim é igual a 288 que é o segredo do Yibur, e o mistério de porque chegou à mão do Rav o ticket de número 123 e apenas faça um exercício em sua mente, de quantas pessoas entraram e saíram daquela padaria não somente durante todo aquele dia, mas nos dias anteriores e quantas pessoas desistiram pelo caminho de chegar lá e tiveram os seus passos milimetricamente desenhados apenas para que naquele momento, a máquina girasse para ele o card 123? ou mesmo que indubitavelmente, houvesse o que houvesse, este número fosse milagrosamente surgir em sua mão!
De fato, como se conhece um Yibur? Os sinais se manifestam no mundo!


Movido por isto, naquela noite de Havdalá o Rav descortinou mais uma vez o segredo do nome do Rav Chaim Vital na prece de Havdalá "Hineh el Yeshuati" - o hino do copo da salvação em Isaías 12:2:

הִנֵּ֨ה אֵ֧ל יְשֽׁוּעָתִ֛י אֶבְטַ֖ח וְלֹ֣א אֶפְחָ֑ד כִּ֣י עָזִּ֚י וְזִמְרָת֙ יָ֣הּ יְהֹוָ֔ה וַֽיְהִי־לִ֖י לִישׁוּעָֽה:


E isto aconteceu assim porque nós não tinhamos nos detido em Hitbonenut (meditação espiritual) suficiente sobre os eventos de Purim/Shabat e Havdalá, então, o Santo Abençoado Seja ele, mandou o sonho com a questão do Eclipse Lunar o qual não estavamos acompanhando para nos chamar atenção sobre tais assuntos.

A gematria Mispar Neelam de Likui Levana (לִיקּוּי לְבָנָה) "eclipse da Lua" é 667 da gematria de Rabino Itzhaq Luria (רבי יצחק לוריא).


No Talmud Bavli, Sucá 29a parágrafo 10, os nossos sábios nos dizem:

תָּנוּ רַבָּנַן: בִּזְמַן שֶׁהַחַמָּה לוֹקָה — סִימָן רַע לַגּוֹיִם. לְבָנָה לוֹקָה — סִימָן רַע לְשׂוֹנְאֵיהֶם שֶׁל יִשְׂרָאֵל. מִפְּנֵי שֶׁיִּשְׂרָאֵל מוֹנִין לַלְּבָנָה, וְגוֹיִם לַחַמָּה. לוֹקָה בַּמִּזְרָח — סִימָן רַע לְיוֹשְׁבֵי מִזְרָח. בַּמַּעֲרָב — סִימָן רַע לְיוֹשְׁבֵי מַעֲרָב. בְּאֶמְצַע הָרָקִיעַ — סִימָן רַע לְכׇל הָעוֹלָם כּוּלּוֹ.

Tanu Rabbanan: Bizman she-haḥammah lokah — siman ra la-goyim. Levanah lokah — siman ra le-son’eihem shel Yisrael. Mipnei she-Yisrael monin la-levanah, ve-goyim la-ḥammah. Lokah ba-mizrach — siman ra le-yoshevê mizrach. Ba-ma‘arav — siman ra le-yoshevê ma‘arav. Be-emtza ha-rakia — siman ra le-khol ha-olam kulo.

"Ensinaram os nossos mestres: Quando o sol é eclipsado, é um sinal negativo para as nações. Quando a lua é eclipsada, é um sinal negativo para os inimigos de Israel (eufemismo para o povo de Israel). Pois Israel conta (o tempo) pela lua, e as nações pelo sol. Se o eclipse ocorre no leste, é um sinal negativo para os habitantes do leste. Se ocorre no oeste, é um sinal negativo para os habitantes do oeste. Se ocorre no meio do firmamento, é um sinal negativo para todo o mundo."

Outra gematria (AchBi) para "e a Lua em sangue" (וְהַיָּרֵ֖חַ לְדָ֑ם) é 777 que é o mesmo valor das seguintes expressões:

HaMashiach hu ish haElohim (המשיח הוא איש האלהים), "o Messias é o Ish haElohim", e este é o termo pelo qual Moisés, nosso mestre é chamado, aprendemos no Shaar haPessukim na porção Vayechi, parágrafo 11 que a Neshamá leNeshamá (nível Chayá) de Moisés nosso mestre é o Mashiach Ben David. Veja Shaar haGilgulim haqdmá 38 "E no futuro, na geração do Messias, Moisés virá por meio de um gilgul e ensinará Torá para todo o Israel." Veja ainda na haqdmá

HaMashiach shemo Chayim (המשיח שמו חיים), "O nome do Mashiach é Chayim".

Alef beCheshvan Mashiach Eliyahu (א בחשון משיח אליהו) "No dia primeiro de Cheshvan — Mashiach Eliyahu". O primeiro de Cheshvan é a data de nascimento de nosso Rav, Chayim.

Simanim nifla’ot (סימנים נפלאות) "Sinais maravilhosos".

Naquela noite de Havdalá, como de costume observamos se letras hebraicas se desenhariam na chama da vela, e um perfeito Zayin (ז) inicial de Zohar (זוהר) se manifestou:


O segredo da letra Zayin é o segredo da Shabat, o sétimo. Zayin também é a inicial de Zechut (זְכוּת) que é mérito espiritual, conforme vimos no começo deste artigo.
No sonho, o evento da Lua de Sangue se dava às 3horas e 30 minutos na madrugada, em referência ao versículo Gal einai ve-abita NIFLA'OT miToratekha (Tehilim 119:18) "Descobre (revela) meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da Tua Torá", 33 é a gematria de Gal (גל) que significa "abre, desvenda, revela". Este verso nós o citamos na Havdalá quando molhamos as pontas do dedo no vinho.


Shalom, Shalom, Razá Ilaá!

Parte 2: O Anjo da Morte espreita

Sonho de Shabat, 7 beNissan, 5786 (25, março, 2026) e nele primeiro eu via o personagem Jeepers Creepers em vários momentos e parecia as vezes que era o Rav, e então o sonho se misturava com outras histórias e havia uma epidemia; Rav e eu estávamos reclusos em algum lugar e permanecíamos saudáveis e então saíamos pelas ruas e conforme andávamos, as pessoas apareciam pelo caminho e elas manifestavam sintomas de contaminação e tais e tais imagens me remetiam à lembrar-me do traje de corvo dos médicos da peste bulbonica e outras vezes o sonho voltava a se misturar com outros assuntos e nele via o Rav no dia em que usou essa fantasia como preparativo para a festa de Purim.

Pirush: E isto era assim porque visualmente a fantasia se parece muito com um corvo, pois no filme Jeepers Creepers (no Brasil conhecido como Olhos Famintos), a criatura principal tem várias características que ecoam diretamente o simbolismo obscuro do corvo (a Morte).


Nós fizemos uma sessão de fotos com a fantasia na noite de 21 de janeiro de 2026 que correspondeu à 3 de Shevat dentro da Parashat Bo (Êxodo 10:1–13:16) que descreve o clímax das pragas sobre o Egito — gafanhotos, escuridão e a morte dos primogênitos — culminando na libertação de Israel da escravidão. Nela são instituídos preceitos centrais como o sacrifício de Pessach, o sangue nos umbrais como sinal de proteção e a pressa da saída (sem tempo para o pão fermentar), marcando a ruptura definitiva com o domínio egípcio. E nada disso que fizemos foi calculado.




Hoje, 25 de março, o Rav viu uma notícia no Instagram a respeito de uma revoada de corvos sobre Tel-Aviv.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Havdalá: Protegendo-se da Hora do Espanto



Assim que o dia do shabath (Zeir Anpin) é santificado, enfraquece o poder do mal e ele se retira escondendo-se durante toda a noite e o dia da Shabat, com exceção do ASIMON e o seu grupo, que permanecem para espiar as relações indecentes e depois se escondem nas cavernas do grande abismo. Assim que termina o Shabat, os inúmeros exércitos e suas hostes começam a voar e a vagar de um lugar para outro no mundo, tentando evitar que seja instituída a recitação do hino contra calamidades (Salmo 91), ou seja, para destruir seu poder sobre o povo santo (am-qadosh).

Quando depois de tentar obter o domínio sobre eles, e vêem que o povo santo está envolvido em orações, hinos e recitação da "separação (Havdalah)” durante a oração e, em seguida, no copo (recitação da 4º benção), eles então voam e começam a vagar até chegar ao deserto. Que o Misericordioso nos salve do poder do mal! Umen.

Nossos Mestres, de saudosas memórias, nos ensinaram: Existem três tipos de pessoas que trazem o mal sobre si mesmas:

Uma delas é a pessoa que pronuncia uma maldição sobre si mesma. A segunda é a que joga fora pedaços de pão do tamanho de uma azeitona, e a terceira é a pessoa que acende sua vela no fim do Shabat, antes da congregação tem chegado a recitação de santificação (benção Hamavdil) no final do serviço da separação.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

É impressionante o número de pessoas que comparecem nos Shabatot em suas Qehilot, e quase nunca participam do Havdalá no dia seguinte ou sequer o realizam em suas próprias casas. Eles consideram o "Ritual da Separação" dispensável por desconhecerem a sua importância e o seu poder, e por isto, a maioria destas pessoas são assoladas por shedim, dibuckim, mazziqim. Eu já recebi pedido de ajuda de famílias tradicionais judaicas cujos membros estavam sofrendo assédios e possessão por demônios. Ao averiguar, notamos que não existe a presença do Zohar naquele lar e nem mesmo respeito e amor pelos rituais místicos da Torah. É certo então, que não podem reclamar por estarem sofrendo...

A Havdalá (oração de separação) que é realizada no final do Shabat tem o propósito de separar aqueles poderes que são dominantes durante os dias da semana da santidade que é dominante durante o Shabat. com o final do Shabat, um aspecto do gehenom aparece. É o Ayin-Há’ra (mau-olhado) que deseja governar o mundo, assim como os filhos de yisrael recitam: “e faça prosperar, a obra de nossas mãos (tehilim 90:17).” ele emerge daquele grau do outro lado (sitra achará), que é chamado de esquerda (guevurá), e deseja se misturar com a semente de Yisrael ao tomar o controle da sagrada aliança (Brit-Milá) e ter poder para punir Yisrael.

Enquanto os filhos de Yisrael realizam uma ação, um preceito, usando a murta (especiaria aromática) e o vinho e recitando a Havdalá (4ª bênção), o outro lado se afasta deles. Esse lado é derrubado e entra em seu lugar no Sheol, no lugar onde Korá e sua companhia estão, como está escrito: “eles, e tudo o que lhes pertencia, desceram vivos ao Sheol (bemidbar 16:33).” Isso significa que, korá e sua companhia não desceram ao Gehenom até que Yisrael se separou deles, como está escrito: “separem-se desta congregação (ibid. 21).” Também aqui, o outro lado não vai ao Gehenom no final do Shabbat até que Yisrael realize a Havdalah.

Portanto a separação (heb. havdalá) ocorre sempre no segundo dia, que é a coluna esquerda (Guevurá). Isso se refere ao que já foi explicado, que mesmo a Havdalah no final do shabat pretende separar o outro lado que se estende da coluna esquerda. Foi no início da disputa, que foi despertada pela agressividade e raiva da esquerda antes de ser acalmada e adocicada, que o Gehenom foi criado. Então foram criados todos esses anjos que denunciam diante do Santo, bendito seja Ele, seu mestre acima, o segredo da coluna central (Tiféret), eles discordam da sua reconciliação e desviam para a esquerda portanto, o fogo os queima e eles são consumidos e os outros anjos, todos aqueles que estão anulados e não têm apoio, são queimados no fogo. Todos eles vêm do poder do fogo da disputa no início, no segundo dia (da criação). da mesma forma, Korá caiu no Gehenom e queimou, assim como aqueles anjos que foram queimados no fogo de Nahar Dinur (rio de fogo).





O Artesão Da Luz