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domingo, 30 de maio de 2010

O Nome de D´us de 42 Letras


São 7 seqüências de 6 letras, correspondentes as iniciais da Oração Ana Bekoach, a mais forte e poderosa do universo e da Tradição Cabalista. Ele promove uma grande limpeza dos canais inferiores da Árvore da Vida. Visualizando estas seqüências de letras, geramos uma das mais poderosas formas de energia espiritual disponíveis para um ser humano.

O Segredo do Ana Bekoach
O Zohar nos conta como D´us permutou as primeiras 42 letras do primeiro capitulo da Torah e através delas deu origem a tudo o que existe no universo. O primeiro sábio cabalista a revelar este segredo foi Nechuniá ben Hakana, no século 13.

O Ana Bekoach é a oração mais poderosa do universo; os cabalistas revelaram que esta seqüência de letras hebraicas circundam os reais poderes da criação. 

As sete sentenças do “Nome de 42 Letras” se relacionam com as sete esferas da Árvore das Vidas, com os sete principais planetas, com os sete dias da semana, com as horas do dia e da noite. O Zohar diz que D´us permutou estas 42 letras e deu origem ao nosso mundo físico.

Betza´El – O Permutador de Letras
O Nome de 42 Letras, foi usado por Betzalel no deserto para construir o Mishkan (tabernáculo) e por Moisés para erguê-lo. No livro do Rabino Hamnuna Saba (o mais velho), aprendemos sobre o segredo das duas letras Chet & Tet, cuja combinação forma a palavra pecado. Essas letras foram retiradas dos nomes das tribos de Yisrael, para que eles não fossem marcados com o pecado.


No tabernáculo todas as letras do alfabeto são gravadas de acordo o segredo do Nome Sagrado, Yud Hei Vav Hei (O Tetragrammaton). Betzal´El, era quem possuía a Sabedoria de combinar as letras com as quais os céus e a terra foram criados, foi escolhido acima por D´us, e também escolhido abaixo. O seu nome significa “na sombra de D´us”. Depois lemos dos significados “do filho de Uri” e “do filho de Chur”, que tem duas explicações. Finalmente, dizem-nos que Betzal´El foi apontado sobre da tribo de Judá.


A sabedoria destilada aqui acerca das letras místicas Chet & Tet absolve-nos dos nossos pecados, do tempo de Adão ao momento presente, finalmente erradicando as nossas tendências de errar e cometer transgressões.


O Tetragrammaton, dizem-nos, personifica todos os segredos da Criação, o mundo acima e o mundo abaixo. Assim, a Luz que permeia toda a realidade agora rejuvenesce a nossa alma e levanta toda a existência. A nossa consciência é liberada do racional, egocêntrica do Satân (a Má Inclinação) por meio da Luz de Biná (o filho de Chur).


"Foi gravado no Cajado de Moisés o Nome Santo que brilhava em 42 cores diferentes (Zohar)".

domingo, 25 de abril de 2010

Supernatural



Supernatural é Real
Demônios
Segundo a sabedoria, os demônios têm pés de pássaros, e cada pessoa pode verificar a presença de demônios em sua casa polvilhando o andar com farinha próximo à cama, e verificando pistas pela manhã. Também se conheceu que os demônios ocultavam cuidadosamente os seus pés com meias, mantos, e assim por diante eles se faziam passar por seres humanos.
O judaísmo desenvolveu uma demonologia (estudo dos demônios) muito rica, que muitas vezes era alimentada por várias culturas que rodearam as comunidades judaicas em todo o mundo. Muitos dos primeiros contos sobre demônios carregam uma semelhança come idéias egípcias e persas, enquanto as criações que foram emprestadas do folclore francês e alemão foram reconhecidas ou adotadas na Idade Média. Muitas dessas criações sobrenaturais foram más ou pelo menos malévolas, especialmente a fascinante noção cristã de que todos os demônios são o anti-D´us, e todos foram enviados pelo Satan. Você acreditaria se eu lhe dissesse que alguns são "demônios judaicos" e trabalharam para D´us, punindo pecadores? E se eu lhe dissesse que existem outros que estudaram Torah?. Poderia fazê-lo sentir-se pouco confortável. Usado fora do contexto, isto poderia levar alguém a acreditar que os Judeus são adoradores do diabo ou algo semelhante e igualmente ridículo. Bem, se você está admirado, eles existem, e de acordo com a cabalá, estes demônios judaicos são passiveis de serem transformados. Quanto aos cristãos, eles usaram demônios em histórias para aludir à tentação que conduz ao pecado, e a força da maldade que trabalha contra o honrado, com a intenção de eximir o homem da responsabilidade de pecar, atribuindo aos demônios e desta forma nenhuma pessoa era obrigada a corrigir seus atributos espirituais que se opunham ao criador (e assim é até hoje). Eles executaram o exorcismo também. Mas eles também criaram histórias interessantes, e em algumas delas, os demônios eram judaicos.
Isto, contudo, não implica que os demônios gostam de seres humanos, Judeus ou de outros povos. E nem implica que devemos convidá-los a sair para almoçar, hahaha.
Classes De Demônios
O Zohar, um dos livros mais importantes da cabalá, nos ensina que há três tipos de demônios: Aqueles que são semelhantes aos anjos, os que se parecem com seres humanos, e aqueles que não tributam nenhuma honra e respeito a D´us, e se parecem com animais (o porco, por exemplo).
Ensina que os demônios que se parecem com anjos voam e não têm nenhuma forma física permanente. Daqueles que se parecem com seres humanos comem, se reproduzem e conseqüentemente morrem, e estes tem uma aparência particular: Nãp possuem cabelos sobre a cabeça, ou tem calvíce particial.
Baseado no conhecimento da cabalá podemos destinar a maior parte de demônios a uma destas três categorias:
  1. Demônios "judaicos". Foram criados no crepúsculo do sexto dia da criação e que deveriam ser parecidos com anjos. Ele, Há´Shem, tinha feito as suas almas e tinha-lhes dado a sua inteligência e o poder, mas com a rebelião ocorrida dentro da Árvore da Vida e a entrada do Shabbath não houve tempo para dar-lhes corpos. Então, eles se tornaram demônios, Crentes em D´us, e sujeitos a Ele. Contudo, por causa do seu estado inacabado, eles ficaram ressentidos e ciumentos do gênero humano. Esses demônios são às vezes mencionados como “sublunares (isto é, terrestres)”. Considera-se que eles são judaicos, vivem bastante se casando à moda judaica e circuncidando as suas crianças.
Como uma regra geral, esses demônios não procuram ativamente prejudicar os seres humanos a menos que eles tenham, uma boa razão. Por exemplo, se eles são presos contra a sua vontade ou enganados, sua casa violada, e eles sejam provocados, etc. Os Demônios atormentarão só as pessoas que os aborreceram. Rabino Judah Há-Hassid escreveu no Sefer Hassidim (o Livro dos Piedosos) detalhes, citando um número de atividades que aborrecem os demônios. Existem práticas que são executadas e são consideradas feitiçaria (aquilo que não é cabalá prática), atividades que foram largamente usadas e criadas como uma maneira de implicar a convocação e a prisão dos demônios.
Ashmedai (também conhecido como Asmodeus) é muitas vezes chamado de o rei dos demônios judaicos, muitos dos quais estudam Torah, e não prejudicariam um erudito que estuda a Torah! Diz-se que o próprio Ashmedai ascende ao Céus para estudar. Ele também parece ter senso de humor. Há um número de histórias acerca dele e de como o Rei Salomão o consultava e de como, certa vez, ele expulsou Salomão do trono e assumiu à sua aparência, até que Salomão voltou e o expulsou novamente.
O demônios de Ashmedai são sujeitos a D´us, e são às vezes encontrados a Seu serviço para punir os ímpios e os malévolos. Por exemplo, aqueles que cometem pecados contra as leis de pureza (Tahorá) podem ser sujeitos aos seus ataques. Há um demônio que pune aqueles que maltratam livros sagrados. Pobres dos ignorantes religiosos que tratam os judeus e a Sabedoria da Cabalá como coisa do demônio, que D´us tenha misericórdia deles. Não é um anjo, mas um demônio! Em outro exemplo, o Rabino Judah escreve que não devemos dar aos pássaros migalhas de pão, pois o demônio da pobreza ressente-se quando uma pessoa dá aos pássaros farinha de rosca. Ele diz: “Depois que este colega encheu a sua barriga de pão, ele dá aos pássaros a sobra. Ele é tão cruel que destruiria o mundo inteiro se ele pudesse. Por este motivo o demônio vai atormenta-o”.
Alguns desses demônios originais, como Samael e o seu anfitrião, são puramente maus. Esses são mais cosanguíneos aos anjos caídos da cristandade.
  1. Lilith e a sua Descendência: Segundo a cabalá, antes de Eva, D´us fez Lilith, da mesma forma, isto é, do barro, como Ele fez Adão. Embora Adão fosse superior, Lilith não aceitava isto, exigindo que ela tivesse a mesma estatura que ele. Eles brigavam constantemente (em particular sobre sexo), até que finalmente Lilith ficou enfurecida e abandou o Jardim do Éden. Ela instalou-se em uma caverna, onde as suas relações com demônios produziram a primeira de suas crianças. Diferentemente dos demônios "originais", Lilith e as suas crianças híbridas são tipicamente maliciosas e ativamente procuram prejudicar os seres humanos de um modo ou de outro.
Lilith não é mencionada explicitamente no Livro do Gêneses, mas ela é mencionada na Bíblia no livro de Isaías e em alguns ou outros trabalhos religiosos. A história dela como a primeira esposa de Adão, e a sua "ocupação" subseqüente como um demônio, existe há séculos.
Alguns dizem que ela foi emprestada dos assírios, mas ela está mencionada implicitamente no Gêneses 1:27:
“E Deus criou o homem na Sua própria imagem, na imagem de Deus Ele criou-os; o macho e a fêmea criou-os”.
Lilith é a causadora da chamada “Morte no Berço” e também da “Diarréia, da Difteria e da Epilepsia”. Eu acredito e isto é aconselhável, que nenhuma mãe ou mulher use seu nome como seudônimo, pseudônimo, nickname, ou qualquer outra coisa do gênero, pois a estará atraindo, chamado para si mesmo e colocando seus filhos em risco. Pois Lilith e Na´amá (outra demônia) visitam os homens sem nenhuma espiritualidade e que moram sós, para manter relações sexuais com eles nos seus sonhos e produzir as suas proles. Zohar aconselha nem deixar as crianças dormir sem roupas por causa delas. Também nos ensina que, quando a criança está rindo para o nada, é porque Lilith está “flertando” com ela, e nos diz para interromper isto imediatamente. Também nos ensina sobre como nos proteger de Lilith.
  1. Os Favoritos da Sitra Achra (O Outro Lado). Sitra Achra pode ser traduzido para o "outro lado". Alguns filósofos acreditaram que todas as coisas foram criadas por e sujeitas a D´us (inclusive os demônios), mas os outros acreditam quês as coisas que são tão inexprimivelmente más tiveram as suas origens em outro reino fora da ordem de D´us, uma dimensão da maldade onde os habitantes não tem nenhum respeito a Deus em absoluto onde os habitantes são puramente maus e renunciaram completamente a Deus, existindo só para satisfazer os seus caprichos pervertidos. Diz-se às vezes que o demônio Samael (quem muitas vezes é comparado erroneamente com o Satan) viva lá. Algo da Sitra Achra seria completamente mau, malévolo, e muito perigoso. O Porco é uma criação da Sitra Achrá, e por isto D´us proibiu o seu consumo.


Nesta cena de Supernatural, nós vemos a fantástica aparição do Principe Mica´El usando sua "Vestimenta Humana" e queimando um dos "anjos rebeldes". Clique e espera o carregamento do vídeo.

Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? Escreva para:

hayklaarazuta.dmadvra@gmail.com

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Espaço Qabalat Movies: 13º Andar


Sua Realidade é uma Ilusão

"Ashton: - O que você fez com o mundo?
Douglas Hall: Desliguei" - do filme 13º Andar

Você entra em seu escritório, em um lugar especialmente separado para tal nas dependências de sua casa. Está escrevendo uma carta, usando óculos e possui uma bela caneta com a qual desenha cuidadosamente as letras sobre o papel. O desejo de tomar uma deliciosa xícara de café surge e se torna irresistível. Você se levanta e vai até outro ambiente. Enquanto caminha em direção a cozinha, ao passar pela sala, você nota a abundante chuva que cai através da janela. Você prepara seu delicioso café e quando retorna, pretende retomar a escrita da carta. É ai que você nota: a caneta não está mais em sua mão. Então começa a procurá-la. Após alguns minutos, começa a ficar pensativo, pois tinha certeza que você a segurava em sua mão. Uma sensação desconfortante se instala no seu interior, como se a caneta houvesse simplesmente desaparecido, mudado de dimensão. Dias se passam, e você não consegue se lembrar onde está a caneta. Durante minutos, nestes vários dias, sua mente se ocupa, com o este problema. Até que, em uma noite, você tem um sonho. Neste sonho, vê que a caneta está em uma caixa colocada em cima do guarda roupas. Você desperta do sonho, e tem uma esquisita sensação. Mas no fundo, tem também uma certeza de que a caneta está mesmo na caixa em cima do guarda roupas. Então, se levanta, sobe no velho e bom “banquinho da penteadeira”, pega a caixa, desejando que isto não seja verdade, e surpreso, encontra dentro dela a caneta que procurava por muitos dias.

O que aconteceu? A maioria das pessoas passa por experiências semelhantes a esta. A maioria as colocará de lado, simplesmente por “preguiça mental”, por não querer gastar tempo tentando encontrar uma resposta satisfatória para um acontecimento tão fora do comum.
Há uma pergunta a ser feita neste caso, desta experiência, esta é: “será que fui eu realmente quem pegou a caneta, e a pus dentro da caixa em cima do guarda roupas?”. A maioria das pessoas daria a seguinte resposta: “Talvez sim, inconscientemente”.

O que muitos não estarão percebidos, e que: “Inconscientemente” que dizer “Não Estar Consciente”, e portando, não ter sido capaz de ter pego a caneta, e tê-la posto na caixa em cima do guarda roupas. Bem, e se eu, ou você não fizemos isto, quem foi então?




Aqueles que são íntimos da Chochmat Nistar Ha´Torah (Sabedoria Escondida da Toráh) e ainda mais, aqueles que são íntimos do Sefer Yetziráh, sabem o mistério daquilo que Ha´Shem disse para Adão: "Da Árvore da Penetração do bem e do mal não comerás...". Sobre a Esferá de Da´at (Árvore do bem e do mal) o Sefer Yetziráh diz: "O seu fim está ligado ao seu começo, e o seu começo ao seu fim...", aludindo à Esfera de Malchut (reino) que é o nosso mundo, e este por sua vez é um resultado da queda de Da´at do seu lugar provocada pela desobediência de Adão.

Sim! é isto mesmo: "O seu mundo é uma ilusão!" e por esta razão este mundo é chamado "Maya (do Sanscrito "Ilusão")".

Claro que vocês se lembram do filme Matrix, pois bem, Matrix é um acrônimo de "Maya Trix" ou "Ilusão Tripla". A primeira ilusão é a física, a segunda e a psífica e a terceira e última é a espiritual, e aqui entram as religiões que controlam e dominam o mundo com suas falsas interpretações das "Kituvei Ha´Qodeshim (Escrituras Sagradas)" como resultado de uma mente corrompida.

Nesta aula assistimos ao filme “13º Andar” para compreendermos melhor os aspectos envolvidos nesta terrível verdade e obtermos a tão terrível verdade. A primeira vez que dei aula com este maravilhoso filme, foi dois anos após tê-lo visto pela primeira vez, e um dos meus alunos mais queridos, me disse: "Este filme tira a esperança da gente". Ele disse isto como resultado da compreensão de que o mundo é mesmo uma ilusão.
Descobrindo a Ilusão
Alguns dias depois desta aula e de compreender este poderoso segredo, ele chegou em casa vindo do trabalho, e cansado que estava, deitou-se e dormir sem ao menos tirar os sapatos. Sonhou que estava caminhando em um campo gramado. Ao acordar, no dia seguinte, percebendo que ainda tinha nos pés os sapatos, procedeu em tirá-los, para descobrir aterrorizado que possuía fios de capim entre os dedos dos pés.

Há um código muito importante nesta experiência, e este está escondido nos pés. Na estrutura metafísica da Árvore das vidas, os pés aludem à Esfera de Malchut que é o nosso reino físico, e portanto, ao acordar e despir os pés dos seus sapatos, Avraham (este é o nome do meu querido ALUNO), estava despindo-se desta realidade ilusória para entrar na verdadeira realidade.

"Não te chegues para cá. Tira teus sapatos dos pés porque o lugar em que tu estás é terra santa (Êxodo 3:5)".

"Quando você sonha você está acessando a verdadeira realidade, o mundo superior chamado "Zeir Anpin" ou "A pequena face de D´us". Quando você está "aparentemente acordado" você está se movendo dentro da ilusão que a Torah chama de "Árvore da Morte".
Morte é uma palavra chave para "término, esquecimento, queda", enfim, tudo aquilo que tem sua vida interrompida, foi tocada pela "Árvore da Morte" que é este mundo, e por esta razão, D´us disse para Adão: "Pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2:17)".

Agora que você conhece parcialmente este segredo, cabe a você decidir se permanecerá dentro da ilusão, ou se fugirá para a verdadeira realidade. Pense nisto...

UMA CÓPIA DE VOCÊ PODE ESTAR LENDO ESTE MATERIAL AGORA...
...em uma outra dimensão.
"Você sabe onde estão seus óculos agora? Se você colocou a mão no rosto a procura deles, então deve assistir está aula".
Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? escreva para:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vamos ao Encontro da Noiva


E é chegado mais uma oportunidade de sair ao campo para encontra a Rainha Shabat, a gloriosa Shabat, a Divina Presença. Obrigado Hashem por mais uma oportunidade de Santificar a Shabat do Eterno nosso D´us.

Zohar:

"R. Abba discurrió sobre el versículo: Si apartares tu pie del Sábado, de hacer tus placeres en mi día santo, y llamaras al Sábado delicia... (Isaías péreq 58, passuq 13). Dijo: Benditos son los israelitas a quienes el Santo distinguió de entre todas las naciones para la camaradería con El y, de amor, les dio la Torá y el Shabat (Sábado). ¡El Shabat, el más santo de los días., el más reposado, el más gozoso! El Shabat que iguala en significación a toda la Torá, de modo que quien guarda el Shabat es como si guardara a toda la Torá. “Y llamarás al sábado delicia” (Isaías 58:13). Una delicia para el alma y una delicia para el cuerpo; una delicia para los que están arriba y una delicia para los que están abajo. “Y llamarás a sábado”. Llamarlo, invitarlo, como uno invita a un visitante honrado y prepara todo adecuadamente y se concentra en él, “no haciendo los quehaceres propios, ni encontrando el placer propio, ni hablando palabras profanas” (Isaías 58:13). Pues cada palabra que el hombre habla, ya sea buena o mala, produce una vibración en las esferas más altas y quien perturba la alegría del sábado profiriendo palabras profanas, trae una mancha al día santo".

Está é a porção daqueles que amam ao Sagrado, bendito seja Ele, que amam e respeitam a Shabat, e não se ocupam com coisas profanas no dia santo. Honra aqueles que mesmo na dificuldade não apartaram seus pés da Shabat do Eterno Rei de Isra´El, aqueles que mesmo na pobreza e na fome, não desviaram seus pés da Torah de Hashem, e que mesmo sendo acusados, caluniados, não se desviaram da Torah e não deram às suas bocas para dizerem coisas profanas para trazer uma mancha ao dia santo.

"Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras. Então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse (Isaías péreq 58, 13 & 14 pessuqim)".


Shab´ta sh´lamá

terça-feira, 30 de março de 2010

Moadim: Pessach & Sefirat Ha´Ômer

Na noite de ontem teve início o "Tempo Fixado de Pessach (hebraico Moéd)". Digo "tempo fixado" porque todos os "Moedim" foram criados no princípio. Bereshit péreq 1, 14º passuq diz: "Vai omer Eloqim: yehi meorot bi´reqia ha´shamayim le´havdil bein ha´iom u´vein ha´laila ve´hayú le´otót u´le´moadim u´le´iamim ve´shanim (E disse Eloqim: Sejam luzeiros na expansão dos céus, para separar entre dia e entre noite, e sejam por sinais e por tempos fixados, e por dia e anos)".

Sabemos através do Sêfer Yovelim (ou Sêfer Ha´Yovel - O Livro dos Jubileus) que os Patriarcas antigos, anteriores à revelação da Torah em Har Sinai, já praticavam todas este moedim, como "Pessach, shavu´ot, rosh ha´shaná e sukot", portanto, estes moedim não fazem parte apenas de uma "religião judaica", mas são sim, uma ferramenta dada à todos aqueles que desejam elevarem-se através da prática e compreensão dos mistérios da Toráh.

Nós sabemos também, através do Zohar que, quando Adam caiu, ele cometeu três pecados, que foram "Idolatria, assassínio e incesto", e portanto toda a humanidade deve sofrer os tiqunim (karmas/correções) destes três grandes pecados.

Em Pessach nós temos a oportunidade de corrigirmos o pecado de idolatria, e por isto e outro mistério, a noite de Pessach é chamada de "Tiqum Ha´Pessach". O Zohar nos revela que em Pessach nós nos separamos da levedura, por ela é o poder designado sobre as nações (povos) idolatras. Aqui eu devo fazer lembrar que, o perverso Hitler começou os seus discursos nas "cervejarias da Bavaria" e portanto este por si só, já seria um ótimo motivos para aqueles que praticam a Torah, se absterem da cerveja. É desnecessário dizer que a cerveja contem "levedo".

Eu realmente não entendo porque os judeus, sabendo do Shoá (Holocausto) onde o perverso Hitler ceifou a vida de 6,6 milhões de judeus, sendo 1,5 milhão de crianças, ainda insistem em tomar cerveja.

Os ingredientes na Keará de Pessach contem símbolos e energias internas que nos fazer elevar os pensamentos e usá-los como ferramentas para nos corrigirmos (tiqunim) dos pecados cometidos por Adam e por nós mesmos.

O "Zeroa (Braço de Cordeiro)" simboliza que com "Braço forte nos tirou o Eterno do Egito (Mitzraim)". Este "Braço" corresponde à "Mão direita de Hashem" que é o Sefirot de Chessed (bondade), cuja a "Qlipá (Casca)" é a Idolatria, e portanto, ao intecionarmos com kavanot sobre este ingrediente, nós fazemos o tiqum e nos corrigimos do pecado relacionado a ele.

O "Betzá (O Ovo)" com a ponta queimada, externamente simboliza o "Am Isra´El (O Povo de Israel)" que quando mais persequido é, mais forte se torna, e internamente funciona como ferramenta para corrigir o pecado de assassínio. A "Chochamat Nistar (Sabedoria Oculta)" revela que o pecado de assassínio não está ligado apenas com o derramento físico de sangue, mas também com "envergonhar alguém em público", pois ao fazê-lo, a face da pessoa se torna vermelha, o que é considerado pela Qabalá como "Derramamento de Sangue".

O "Marór (Raíz Amarga)" externamente representa o sofrimento do povo Hebreu em Mitzraim, e internamente nos ajudará a fazer o tiqum pelo pecado de incesto. A Qabalá considera "incesto" todo tipo de relações sexuais realizadas de forma inapropriadas, envolvidas com o desejo de receber para si mesmo, ou como "zonot (prostituições)", e não apenas "relações sexuais que envolvem parentes, membros da mesma família). Outro segredo sobre o Marór é que, ingerido com as kavanot apropriadas ele nos aproximará a cada ano para mais próximo da imortalidade. O marór funciona como um "Antidoto" que faz com que anticorpos sejam produzidos e se tornem mais fortes, mais poderosos a cada ano.

O "Charósset (Mistura de maças, nozes raladas e vinho)" representa externamente os tijolos amaçados no Egito, e é o tiqum realizado pela Geração da Torre de Babel. O "Charósset" nos conecta ao Sefirot de Netzach que é a vitória, a imortalidade.

O "Carpás (Salsão)" que será mergulhado em água salgada, representa nossas lágrimas derramadas no Egito e internamente nos conecta ao Sefirot de Hód que é o refinamento, o esplendor atingido através das muitas e amargas restrições as quais somos submetidos e provocam o derramamento de lágrimas. Este ato de mergulhar o salsão em água salgada eliminará, erradicará todo julgamento despertado por nossas próprias ações.

Em "Devarei Ha´Iamim (Crônicas)" nós encontramos uma surpreendente revelação. Diz o passuq: "La´Adonai ki tóv, ki le´olam chasdô (Porque o Eterno é bom, e para sempre é a sua bondade)". Isto nos revela que, em todo o tempo, dia e noite, inverno e verão, em todas as épocas, a cada minuto, hora, o Eterno, bendito seja Ele, é bom, e que somos nós realmente, que despertamos sobre nós mesmo a severidade, que é a coluna esquerda da Árvore das Vidas. Não é o Eterno que nos pune, e sim, nós mesmos.

A "Chazéret (Alface Romana)" devidamente inspecionada e limpa de vermes e impurezas), nos conecta ao Sefirót de Yesod que é o "Salão dos Segredos", os mistérios da Torah revelados pela Chochmat Nistar. Aqui, eu aconselho que o oficiante ou o maguid revele mistérios do Zohar para os participantes do Sêder.

E por falar em "Sêder" palavra esta que é geralmente associada com a "Mesa de Pessach" devidamente preparada, mas que alude a um mistério mais elevado: O termo "Sêder" que significa "Ordem" alude a "Erradicar O Caos" de nossas vidas através destas eficientes ferramentas e kavanot intencionadas com profunda introspecção.

Finalmente a "Keará (O Prato)" onde estes ingredientes todos são dispostos de forma "ordenada" representa e nos conecta com o Sefirot de Malchut, e nos ajudará a realizar o tiqum pelos pecados de "Lashon Ha´Rá (Maledicência, fofocas, etc)".

As três "Matzot (Pães Azimos)" aludem e nos conectam aos três níveis da alma que são a "Nefesh (alma animal), Ruach (espírito) e a Neshamá (alma divina)", chamados pelos nomes códigos "Isra´El, Levi e Cohen". O "Aficoman (do Grego "Escondido)" e que em hebraico é "Tzafun (Secreto)" que é a "Matzá" do meio partida em duas (ao meio), alude ao Ruach (espírito) que é o mundo superior (zeir anpin -a pequena face). Uma das metades será "escondida" e está corresponde aos "Mistérios de D´us" à "Chochmat Nistar - A Sabedoria Escondida da Torah" e ao "Salão dos Segredos" o Sefirot de Yesód.

É chegado o momento de revelarmos os mistérios escondidos, que foram ocultos dos judeus pelo judaísmo rabínico, e nos elevarmos e conectamos com um nível mais elevado de consciência. Que Hashem nos ajude.

Sefirat Ha´Ômer

Ao iniciarmos o "Sefirat Ha´Ômer" na noite do segundo dia de Pessach, estaremos contando os cinquenta dias até Shavu´ot e retificando as Sefirot de cada Partzuf (Rosto) da Árvore das Vidas, atraindo centelhas luminosas para os cinquenta portais negativos, evitando assim, a nossa queda espiritual e a perca de nossa batalha contra o Satan, obtendo merecimento/mérito para que a Torah nos seja revelada em Shavu´ot.

Moéd Pessach Sameach L´Kulam

"Dúvidas sobre este assunto e suas alusões místicas? Escreva para:
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Espaço Qabalat Movies - Ghost Rider




Ontem em nosso encontro no Espaço Qabalat Movies, tivemos um místico momento de descontração e uma aula fantástica sobre os níveis da alma "nefesh, ruach e neshamá" e um pincelada no segredo chamado de "Goel Ha-Dam (O Vingador do Sangue)". Usei o filme "Ghost Ride (Cavaleiro Fantasma)" e suas alusões místicas. Notem, por exemplo, a abertura do filme narrada pelo ator Sam Elliot:

"Dizem que o Oeste foi construído em cima de lendas, contos que ajudam a explicar histórias aterrorizantes demais para se acreditar. Esta, é a lenda do Cavaleiro Fantasma. Cada geração tem o seu Cavaleiro, uma alma amaldiçoada que vaga pela terra recolhendo as almas para o demônio. Há muitos anos, um Cavaleiro Fantasma foi enviado ao vilarejo de San Venganza, para cumprir um pacto de mil almas que pertenciam ao demônio. Mas este pacto era tão poderoso, que o Cavaleiro sabia que não podia deixar o demônio por as mãos nestas almas. Então ele fez, o que, nenhum Cavaleiro fez antes: Ele fugiu! Mas o detalhe das lendas é que, as vezes, elas são reais!".

O "Oeste" é uma alusão ao Sefirot de Yesod na Etz Ha-Chaiim (Árvore das Vidas) que é o "Olam Ha-Sódot - O Mundo dos Mistérios". A palavra "Lenda" vem do aramaico "Agadá" que é uma história que esconde um mistério e é também a raíz do verbo "Le´aguid" que significa "Contar" e que alude a "contar um segredo místico".

As "Almas" são uma alusão às "Nafeshot" termo este que é plural de "Nefesh" e se refere à "Alma animal", cuja a residência é o ventrículo esquerdo do coração onde há sangue, assim nos revela o Likutei Amarim Tânya.




O CAVALEIRO FANTASMA


O primeiro cavaleiro fantasma sobrenatural é o motociclista de dublê Johnny Blaze, que, para salvar a vida de seu pai, que estava morrendo de câncer, concordou em entregar sua alma a "Satan (mais tarde revelado como um arqui-demônio chamado Mephisto). À noite e quando cercado pelo mal, Blaze possui sua carne consumida pelo fogo do inferno, fazendo com que sua cabeça se torne um crânio flamejante. Ele monta uma motocicleta de fogo e usa explosões do fogo do inferno de seu corpo, geralmente de suas mãos esqueléticas. Ele finalmente descobre que ele foi ligado com o demônio Zarathos que é um personagem fictício que aparece nos quadrinhos americanos publicados pela Marvel Comics. Ele é descrito geralmente como um vilão em histórias com o personagem Ghost Rider . Um ser demoníaco que tortura e devora almas.

Como explicado em Ghost Rider # 77 (série de 1973), o físico, corpo de pedra do demônio Zarathos ficou inerte e inanimado sob a terra por eras até que seu espírito foi convocado por um feiticeiro tribal nativo americano chamado K'Nutu para ajudar sua tribo. Foi então oferecido a Zarathos um suprimento constante de almas para serem consumidas em troca de sua ajuda para derrotar os inimigos da tribo de feiticeiros e para oferecer seu poder a seu serviço. Esta aliança se mostra mutuamente benéfica, floresce e um forte culto se constrói em torno de Zarathos, o que chama a atenção de Mephisto, que decide que Zarathos tem muitos seguidores e está privando ele e os outros Lordes do Inferno das almas. Mefisto eventualmente confronta Zarathos e o derrota (pelo uso enganoso de seu peão sem alma, Centurioso). Zarathos é então forçado a servir Mephisto por muitos séculos no Netherworld , uma terra extra-dimensional dos mortos, às vezes chamada de "Inferno", embora ainda poderoso o suficiente para evitar o confinamento total. Mephisto envia seu vassalo indisciplinado de volta para a Terra em ocasiões, ligando-o a hospedeiros humanos e permitindo que ele destrua almas (em menor escala). Nos tempos modernos, Zarathos está ligado a Johnny Blaze  e esta entidade combinada Blaze/Zarathos se manifesta como um esqueleto flamejante vestido de couro conhecido como Ghost Rider, servindo ao lado de "bem" enquanto ainda usa meios infernais, o que dá ao Ghost Rider uma reputação de medo e Johnny Blaze um interminável sentimento de culpa.

A etimologia do nome Ghost Rider quando traduzido para o hebraico (גוסט ריידר) nos ajuda a penetrar mistérios muito interessante, pois, as iniciais de "Ghost Rider" formam o acrônimo "Gër (גר)" e que, de acordo com o Portão das Reencarnações são as iniciais de "Gilgul Ruach" que significa "reencarnação do espírito". O que sobra de Rider (יידר) resulta no termo "yiaréd (יידר)" que pode ser compreendido como "aquele que desceu" e então, o resultado final é "a reencarnação do espírito que desceu."

Sobre o nome Zarathos, sua transliteração para o hebraico nos fornece alguma pista. As letras hebraicas transliteradas de Zarathos (זרתוס) contém as letras da temurá (permutação) "s'thur (סְתוּר)" e "zar (זָר)" que se torna em "segredo estranho" ou "estranho segredo".

SAN VENGANZA

O Contrato de San Venganza (também grafado incorretamente como " Contrato de San Vengeanza ") foi um pergaminho antigo criado por Mephisto e contém o enorme poder de todas as almas de todos os condenados habitantes de San Venganza e desempenha um papel importante em Ghost Rider. . O contrato em si é uma poderosa arma demoníaca. É o resultado de toda a população de San Venganza vendendo suas almas para o diabo, dando assim ao contrato um enorme poder. Não querendo que Mephisto se tornasse quase todo poderoso, o ex-Texas Ranger Carter Slade, escondeu o Contrato por séculos. Johnny Blaze, o novo Ghost Rider, foi forçado pelo demônio Blackheart , filho renegado de Mepistopheles, a lhe dar o contrato em troca da vida de Roxanne Simpson. Blackheart usou o poder do Contrato para se tornar Legião, um demônio poderoso o suficiente para derrotar e destruir até mesmo Mephisto. Infelizmente para Blackheart, a ligação de tantas almas malignas dentro dele o tornou vulnerável ao famoso "Olhar da Penitência" do Ghost Rider, imediatamente resultando na morte de Legião, e permitindo a Johnny Blaze dstruir o contrato.

O OLHAR DA PENITÊNCIA

Sobre o "Olhar da Penitência" que é uma "arma" usada pelo Cavaleiro Fantasma para queimar a alma manchada dos pecadores, ele revela um mistério da Torah que é chamado de "Caret (Corte)". A "Sentença de Caret" é dada para uma alma (Nefesh) que peca criando uma mancha em si mesmo e causando assim o seu "Corte" da estrutura metafísca, fazendo com que ela seja separada do seu "marido" o "ruach (espírito)", pois, de acordo com o Sha´ar Ha-guilgulim do Rabbi Chaiim Vital, uma nefesh manchada não pode mais permanecer do mesmo corpo com um ruach retificado.

Quando a "Sentença de Caret" é aplicada sobre uma nefesh manchada, ela, a nefesh, é retirada do corpo e incinerada e suas cinzas são espalhadas no Gan Éden (Jardim do Éden) para serem pisadas pelos Tzadiqim (justos)". É é justamente isto que vemos no filme Ghost Rider.

O vilarejo de "San Venganza" é uma alusão ao "Goel Ha-Dam - O Vingador do Sangue" cujo o mistério é citado no Livro Bíblico de Números (Ba´Midbar - No Deserto) que é aquele que requer a vingança sobre o sangue inocente derramado, as vezes uma alma que volta ao mundo para requerer a vida do seu assassino.

Dois outros mistérios aludidos no filme são "O Pacto de Sangue" e o "Olhar da Penitência". Sobre o "Pacto de Sangue (Pactum Pactorum - do Latim)" onde a pessoa vende a sua alma assinando o Pacto com seu prórprio sangue. O segredo disto está codificado no verso na Torah onde diz "A alma (nefesh) está no sangue" e então, ao fazer o pacto de sangue, a pessoa vende a sua alma.


MEFISTÓFELES

A palavra pode derivar do hebraico מֵפִיץ (mêp̄îṣ) que significa "espalhador, dispersor" e tophel, abreviação de ט֫פֶל שֶׁ֫קֶר (tōp̄el šeqer) que significa "estucador de mentiras". O nome também pode ser uma combinação de três palavras gregas: μή (mḗ) como uma negação, φῶς (phō̃s) significando "luz", e φιλις "philis" significando "amante", fazendo com que signifique "não-amante da luz" ou "o que não ama a luz", possivelmente parodiando o latim "Lúcifer" ou "portador da luz".



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domingo, 28 de março de 2010

O Zohar & O Livro Selado de Dani´El







וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת


"Tu, porém, Dani´El, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim, muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará (Dani´El péreq 12, 4º passuq)".

Este tem sido um antigo e obscuro enigma, perseguido por muitos e penetrado por poucos, até agora. A maioria procurou interpretá-lo usando ferramentas limitadas e não apropriadas, outros criaram suas próprias idéias sobre este profundo mistério: "O Livro Selado". Eu estive meditando sobre este mistério, tentando penetrá-lo com esforço e temor, até que o "Tzadiq Nistar" veio e contou-me sobre ele.

Qual seria este Livro Selado de Dani´El? A pergunta pode ser respondida e o seu mistério penetrado quando lemos o passuq 3º: "E os sábios brilharão como o "esplendor" do firmamento, e aqueles que retornarem à justiça para muitos, serão como as estrelas para sempre".

No original hebreu a palavra "esplendor" é literalmente "Zohar" e aqui temos o mistério do livro selado e revelado a sua identidade: O Zohar - O Livro do Esplendor.

Muitas pessoas vão, é claro, questionar: "Mas o Zohar já existia no tempo de Dani´El? não foi ele revelado ao Rabbi Shimeon bar Yochai na Palestina do século 1º? A resposta surpreenderá a muitos: Sim, o Zohar já existia no tempo de Dani´El, e este é o seu mistério.

O Talmude nos diz que na primeira vez em que Moshê recebeu as Tábuas da Torah, ele recebeu "Seis Tábuas", e após quebrá-las, na segunda vez em que subiu os mundos celestiais para recebê-la novamente, ele recebeu "Cinco Tábuas", uma a menos que na primeira vez, e por quê? Porque uma foi escondida, pois esta, diferente das outras que eram a "Torah Bereshit, a Torah Shemot, a Torah Vay´qrá, a Torah Bamidbar e a Torah Devarim, a "Sexta Torah" era a "Torah dos Mistérios", a "Torah Sód", que fora escondida pela razão de que os hebreus tinham utilizado mal o seu conhecimento e sabedoria.

Alguém poderá estranhar esta surpreendente revelação: Seis Toratót? Seis Tábuas? Sim, é verdade, e é por isto também que a Torah é chamada de "Amudim Vavim ou Vovim (Colunas de Vavs)". Para aqueles que estudam as Oti´Ót Sagradas, é evidente que "Vavim" e o plural de "Vav" que é a sexta letra do Alef beit, cujo valor numérico é "6", e tudo está atado a este mistério. Foram seis os dias da criação, Adam foi criado no sexto dia, o nosso Glorioso Shabat tem inicio ao entardecer do sexto dia, e no Qidush nos recitamos o "Iom Ha-Shishi (O Sexto Dia)". Assim, o primeiro verso do Bereshit esconde este mistério da Torah celeste, a Torah dos mistérios, escondida e revelada para Dani´El e depois escondida novamente para ser revelada ao Rabbi Shimeon bar Yochai e escondido por 1200 anos, revelado ao Rabbi Moshê deLeon e finalmente aberto no nosso tempo, na "Sexta feira cósmica".

Diz o Bereshit (Gênesis): "Bereshit bará Eloqim et ha-shamayim ve´et ha-aretz (No principio D´us criou os Céus e a Terra)".


בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ

Acima nós podemos notar claramente este mistério, onde o termo "Et
(sublinhado e em azul)" é a Torah dos Céus que possui Seis Livros (Tábuas)
e o segundo "Et (tb sublinhado e em verde)" é a Torah da Terra que
possui cinco Livros. Logo em seguida a "Et Ha-Shamayim" nós temos a
"Letra Vav (וְ)"
revelando que esta Torah (
אֵת
dos Céus é a Torah de Seis Tábuas, e no final temos "Et Ha-Aretz (
אֵת הָאָרֶץ
onde logo em seguida de "Et (
אֵת
)" nos temos a letra "Hê  (
הָ
)" marcada em vermelho cujo valor numérico é "Cinco" e nos revela que está Torah  (
אֵת
é a Torah da Terra.

Mas isto parece conter uma "aparente" contradição, pois a própria Torah diz que eram "duas" as tábuas contendo as mitzvot. E então? Sim, é verdade, a Torah diz que eram duas as tábuas, como revela o 15º passuq do capítulo 32 do Êxodo: 



"E Moshê virou-se e desceu do monte, e as duas tábuas do Testemunho estavam na sua mão - tábuas escritas  em seus dois lados, pois de ambos os lados elas estavam escritas (Êxodo 32: 15)".


O Zohar nos revela que todos as mitzvot se podiam ver em ambos os lados, direito e esquerdo e milagrosamente também do lado avesso. Duas tábuas dividas em "seis" e "cinco". Um tábua contendo as "seis Toratot (a Toráh superior)" e "cinco Toratot (a Toráh da Terra)". Uma contendo o "alfabeto superior (
אֵת 
as letras maiores)" e uma contendo o alfabeto de baixo (
אֵת as letras menores).

Os Cristãos & O Zohar

Para os Cristãos, aqueles que estão mais atados aos dogmas e separados da Sabedoria Divina, que revelar que os primeiros Talmidim (Discípulos) estavam intimamente ligados com a "Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida)" e com o Zohar, mesmo no tempo em que ele ainda não havia sido revelado ao Rabbi Shimeon.
No carta aos Hebreus, o desconhecido autor diz no passuq 3º do péreq 1º:
 "Ele, que é o esplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hebreus péreq 1, 3º passuq)".

וְהוּא זֹהַר כְּבוֹדוֹ וְצֶלֶם עַצְמוּתוֹ וְנוֹשֵׂא כֹל בִּדְבַר גְּבוּרָתוֹ וְאַחֲרֵי טַהֲרוֹ אֹתָנוּ בְּנַפְשׁוֹ מֵחַטֹּאתֵינוּ יָשַׁב לִימִין הַגְּדֻלָּה בַּמְּרוֹמִים

Ao contrário do que disseram os teólogos, exegetas, etc, o verso não está falando de "Yashua (Jesus)" e sim do "Zohar Qadosh". O texto original hebreu diz: "Ve´hú Zohar kevodô... (no passuq hebraico acima marcado em azul)". Literalmente está dizendo "E ele, o Zohar da Glória d´Ele (D´us)...", e mais para frente diz "col bi´devar guevuratô", ou seja, tudo pela palavra da Sua guevurá (Sefirá da Árvore das Vidas)", e um pouco mais para frente diz "yashev iamin ha´guedulá", ou seja, "assentou-se à direita de guedulá (Sefirá Chéssed da Árvore das Vidas)".
Portanto, o Zohar Sagrado é mencionado tanto no "Tanach" como na chamada "Brit chadashá", e talvez seja por isto que Paulo, o apóstolo disse: "Eis que vos conto um mistério... (Ha-rishoná el ha-qorintiim 15, 51º passuq)". No original hebraico ele diz "Hinêh sód agidá lachêm...", fazendo uso do termo "Sód (Segredo/mistério)" que se refere à Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida), e ainda usa o termo "aguidá" cuja raíz é a mesma de "agadá" que alude a "contar algo que contém um mistério, um segredo místico".
Fazendo uso da "Chochmat Nistar" Paulo diz: "Conheço um homem no Mashiach que há quatorze anos foi ao "terceiro céu"... foi elevado ao Paraíso (Ha-sheni el ha-Qorintiim 12, 2º, 3º e 4º pessuqim)".
Aqui Paulo está falando do Rabbi Akiva, pois ao dizer que ele, este homem esteve no Paríso, Paulo usa o termo "PARDES" e não "Gan Éden (Jardim do Éden)", e nós sabemos que somente quatro rabbis estiveram no PARDES e o único a sair ileso foi o Rabino Akiva, que viveu até os 120 anos.
Ainda, Paulo diz "foi ao "raqia shilishi (terceiro céu)" e este é o segredo do Zohar, conforme nos é dito por Dani´El e pelo próprio Zohar: "E os sábios brilharão como o "esplendor" do firmamento, e aquele que retornarem à justiça para muitos, serão como as estrelas para sempre". Aqui claramente está indicado a "residência secreta do Zohar Santo quando em Dani´El encontramos "Esplendor do Firmamento". No original hebraico diz "ka-Zohar ha-raqia... (como o Zohar do firmamento)". O termo "Raqia" alude ao "Terceiro Céu" o qual o próprio Zohar revela ser o seu nome "Raqia" e a residência do próprio Zohar.

וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד 

Acima no texto hebreu, nós podemos notar em abobora "Zohar ha-raqia" no verso 3 de Dani´El capítulo 12. Portanto, agora sabemos que o Zohar fora mencionado na Bíblia e que Ele é a Torah dos Mistérios, a Torah dos Céus.

וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד

Acima, temos o passuq 3 original de Dani´El 12. Dentro deste passuq (versículo) soletrado a cada 3 letras nós encontramos "Zohar" como podemos ver em letras marcadas na cor vermelha.
Voltamos então ao passuq 4 do mesmo capítulo 12:"Tu, porém, Dani´El, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim, muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará (Dani´El péreq 12, 4º passuq)".

 וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת

Contamos 53 letras a partir da letra "Resh (R)" de Zohar e encontramos a palavra "Sefer (Livro)" com o artigo "Hê" visto acima em vermelho. Juntando tudo, temos e emprestando o artigo "Hê" para o "Zohar" teremos em hebraico "Sefer Ha-Zohar" que literalmente é "O Livro do Zohar".
"Muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará..." - Hoje, o Zohar está sendo conhecido no mundo todo. Milhares de pessoas o estão estudando, examinando minuciosamente, que é o significado de "esquadrinhar" e o conhecimento das coisas antes secretas está nas bocas até mesmo dos pequeninos...


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Shavuá Tóv
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O Artesão Da Luz