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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O CÓDIGO SIMLAI — UM MISTÉRIO NO SHA'AR HAGILGULIM גילוי בחלום — gilui ba-chalom (revelação no sonho)


Vamos tratar agora de Aliyát HaNeshamá baShená (עֲלִיַּת הַנְּשָׁמָה בַּשֵּׁנָה) - “Ascensão da Alma durante o sono”.

A tradição judaica reconhece explicitamente que sonhos podem conter informação verdadeira. Berakhot 57b afirma:

אֶחָד מִשִּׁשִּׁים לַנְּבוּאָה

Chalóm — echád mi-shishím la-nevuá.

“Um sonho é um sessenta avos de profecia.”

Há ainda uma expressão muito interessante de R. Yochanan: quando alguém desperta e imediatamente lhe surge um versículo específico, isso é chamado:

נבואה קטנה — nevu'ah qetanah

“uma pequena profecia.”

Isso mostra que Chazal realmente reconhecem um fenômeno espiritual no qual, ao despertar, a pessoa recebe algo que ultrapassa sua elaboração consciente comum.

ENTENDENDO OS SONHOS:

O Zohar I, Vayeshev, 183a trata sobre todos os graus que tem um sonho:

“E Yossef teve um sonho...” Rabi Chiya começou explicando e citou: “Escutem Minhas palavras: se houver entre vocês um profeta, Eu, Havayah, Me revelarei a ele por meio de uma visão e falarei com ele através de um sonho.” (Bamidbar 12:6) Vem e vê: O Santo, bendito seja Ele, estabeleceu muitos níveis espirituais, uns acima dos outros. Cada nível ocupa o seu lugar e está ligado aos demais. Os níveis superiores transmitem sua influência aos níveis que estão abaixo deles, e assim uns recebem dos outros, cada qual conforme sua natureza e sua função. Alguns desses níveis pertencem ao lado direito e outros ao lado esquerdo. Cada um foi colocado em sua posição e possui uma função determinada.

Desse modo, toda a estrutura espiritual está organizada em diferentes graus, uns sobre os outros, e cada um recebe e transmite aquilo que lhe corresponde.

Está escrito: ‘Em sonho falarei com ele.’ O sonho corresponde a um sessenta avos da profecia, como os Sábios já ensinaram. O sonho encontra-se em um nível inferior ao da profecia: ele corresponde ao sexto grau a partir do nível da profecia. Esse é também o nível de Gavriel, o anjo encarregado dos sonhos. Vem e vê: Todo sonho verdadeiro vem desse nível espiritual.

No entanto, nenhum sonho contém somente verdade. Mesmo quando um sonho possui uma revelação verdadeira, também se misturam a ele elementos distorcidos. Por isso, em um mesmo sonho, algumas coisas podem ser verdadeiras e outras podem ser falsas.

Assim, todo sonho contém uma mistura: uma parte vem da verdade e outra parte se mistura a ela. Como já explicamos, o sonho contém uma mistura de verdade e falsidade. Por isso, os sonhos [comuns] seguem a interpretação que é dada a eles por meio da palavra. Por essa razão, é importante que o sonho receba uma boa interpretação.

“Em sonho, numa visão da noite, quando cai um sono profundo sobre os homens, quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens e sela neles a Sua instrução.” (Iyov 33:15–16)

Vem e vê: Quando uma pessoa sobe ao seu leito para dormir, primeiro deve aceitar sobre si o Reino dos Céus. Depois, deve recitar um versículo de misericórdia, como ensinado pelos nossos mestres. Pois, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai dela, vai e percorre os mundos superiores.

Cada pessoa segue de acordo com o seu próprio caminho [as questões da sua alma], e é dessa maneira que sua alma ascende, como já foi explicado.

O que está escrito? “Em sonho, numa visão da noite...” Quando as pessoas estão deitadas em seus leitos, dormindo, uma porção de sua alma sai delas. É a respeito disso que está escrito: “Quando adormecem sobre o leito, então Ele abre os ouvidos dos homens.”

Nesse momento, o Santo, bendito seja Ele, comunica à alma, através daquele nível espiritual que está encarregado dos sonhos, coisas que estão destinadas a acontecer no mundo, ou então coisas relacionadas aos pensamentos e reflexões que estavam no coração da própria pessoa.

Pois o ser humano segue o caminho das coisas deste mundo que o ocupam e o impressionam.

Pois essas coisas não são reveladas à pessoa enquanto ela se encontra sob o domínio e a força do corpo, como já explicamos. Em vez disso, um anjo comunica a informação à alma, e a alma a comunica à pessoa. Esse tipo de sonho vem do Alto.

Ele ocorre quando as almas saem de seus corpos e ascendem, cada uma de acordo com o seu próprio caminho [raiz da alma]. E há muitos níveis, uns acima dos outros, no mistério do sonho, e todos eles pertencem ao mistério da Chochmá [Sabedoria].

Sefer Chassidim, siman 441: Mesmo quando um sonho verdadeiro anuncia algo que realmente acontecerá, normalmente ele não mostra o acontecimento futuro de maneira literalmente idêntica. Ele o mostra através de uma imagem representativa. Isso porque os pensamentos não são verdadeiros [ou: não são inteiramente confiáveis], e quando uma pessoa dorme, os pensamentos se misturam com as palavras do anjo. Assim, O Santo, Abençoado Seja Ele, utiliza imagens e parábolas para transmitir ao homem aquilo que deseja revelar. Por isso está escrito: “E pronunciou sua parábola e disse” [Bamidbar 23:7] e “Para compreender parábola e linguagem figurada” [Mishlei 1:6].

Nos sonhos dos profetas, porém, seus pensamentos não se misturavam à revelação, nem havia neles interferência do shed.

O sonho que vem por intermédio de um anjo pode ocorrer quando a pessoa não estava falando nem pensando anteriormente sobre aquilo que lhe é mostrado. Quando acontece próximo ao despertar, o anjo vem comunicar-lhe a mensagem depois que seus pensamentos e reflexões já cessaram.

Às vezes, porém, o sonho transmitido pelo anjo acontece à meia-noite ou no começo da noite. Quando aquilo que o sonho anuncia não deverá acontecer rapidamente, ele pode não ser mostrado próximo ao despertar.

Sobre os sonhos transmitidos por um anjo está escrito:

“Em sonho falarei com ele.”

[Bamidbar 12:6]

Pois o anjo fala dentro dos pensamentos da pessoa, como alguém que conduz um cego. Durante o sonho, a pessoa não possui plena consciência e pode pensar algumas vezes coisas verdadeiras e outras vezes coisas falsas. Assim, mesmo quando existe uma comunicação do anjo, a mente do sonhador continua produzindo pensamentos enquanto é conduzida pela mensagem recebida.

Zohar I, Miketz 193b: E já aprendemos que aquilo que uma pessoa pode ver em seus sonhos depende de quem ela é e de seu nível espiritual. Quando a pessoa dorme, sua neshamá ascende e pode tomar conhecimento de certas coisas. Mas nem todas as neshamot alcançam o mesmo lugar ou recebem as mesmas informações. Cada pessoa recebe e vê aquilo que corresponde ao seu próprio nível.

Zôhar I, Chayei Sarah 130a-b:

Nos Mundos Espirituais existem muitos níveis de moradas, umas acima das outras, e muitos níveis de luz, uns acima dos outros, cada um diferente do outro. E cada pessoa se sente constrangida diante da luz maior alcançada por seu companheiro. Assim como as ações de cada pessoa são diferentes neste mundo, também os lugares que cada uma ocupa e as luzes que cada uma recebe são diferentes naqueles mundos.

Vem e vê: Como já foi explicado, mesmo neste mundo, quando uma pessoa adormece em seu leito, sua alma sai do corpo e percorre os mundos espirituais. Porém, nem toda alma consegue subir aos níveis mais elevados para contemplar a glória de Atik Yomin, o “Ancião de Dias”. O lugar até onde a alma consegue subir depende daquilo a que a pessoa costuma estar ligada durante sua vida e das ações que pratica.

Assim, a alma de cada pessoa ascende de acordo com sua maneira de viver e com suas ações.

Se a pessoa está impura, quando ela dorme e sua alma sai, todos aqueles espíritos impuros a tomam e ela se liga a eles, àqueles níveis inferiores que percorrem o mundo. Eles lhe comunicam coisas que estão próximas de acontecer no mundo; porém, às vezes, também lhe comunicam coisas falsas e zombam dela, como já foi explicado.

E se a pessoa for digna, quando ela dorme e sua alma ascende, ela segue, percorre seu caminho e atravessa por entre aqueles espíritos impuros. Então todos eles proclamam e dizem: “Abram caminho, abram caminho! Esta não pertence ao nosso lado.” E a alma continua subindo até chegar entre aqueles que são santos, e ali lhe comunicam uma palavra verdadeira.

Quando a alma começa a descer novamente, todos aqueles grupos de espíritos malignos procuram se aproximar dela, querendo descobrir a informação que ela recebeu no Alto. Ao se aproximarem, eles também lhe transmitem muitas outras informações. Assim, aquela única informação verdadeira que a alma recebeu quando estava entre os seres santos acaba ficando misturada a todas essas outras informações, como um grão de cereal no meio da palha. E alcançar algo assim já é um grande privilégio para uma pessoa enquanto ainda está viva neste mundo e sua alma permanece ligada a este mundo.

Shaar haGilgulim introdução 17, parágrafo 1:

Saiba que o conjunto de todas as almas de Israel é de seiscentas mil, e não mais. A Torá é a raiz das almas de Israel, pois dela elas foram extraídas e nela estão enraizadas. Por isso, existem na Torá seiscentas mil interpretações segundo o Peshat; seiscentas mil segundo o Remez; seiscentas mil segundo o Derash; e seiscentas mil segundo o Sod.

Assim, de cada uma das seiscentas mil interpretações surgiu uma alma de Israel. E, no futuro, cada pessoa de Israel alcançará o conhecimento de toda a Torá segundo aquela interpretação específica que corresponde à raiz de sua própria alma, pois foi através dessa interpretação que sua alma foi criada e veio a existir, como mencionado.

Da mesma forma, no Gan Eden, depois do falecimento da pessoa, ela alcançará todo esse conhecimento. E também acontece assim todas as noites: quando a pessoa dorme, entrega sua alma em depósito, e ela sai e ascende ao Alto. Aquele que tem o mérito de ascender aos mundos superiores é ensinado ali naquela interpretação da Torá da qual depende a raiz de sua alma.

Entretanto, tudo ocorre de acordo com as ações praticadas pela pessoa naquele dia. Conforme suas ações, naquela noite poderão ensinar-lhe um determinado versículo ou uma determinada passagem da Torá, porque naquele momento esse versículo ilumina nela mais intensamente do que nos outros dias.

Na noite seguinte, outro versículo poderá iluminar sua alma, de acordo com as ações praticadas naquele dia. E todos esses ensinamentos seguem aquela interpretação particular da Torá à qual está ligada a raiz de sua alma, como mencionado.

Meu mestre, de bendita memória, todas as tardes observava seus discípulos que estavam diante dele e percebia qual versículo brilhava com maior intensidade em cada pessoa, em sua testa, devido à presença de sua alma, que ali resplandecia.

Então ele explicava ao discípulo uma parte da interpretação daquele versículo, segundo a interpretação particular que correspondia à sua alma, conforme explicado acima.

Antes que aquela pessoa fosse dormir, ela concentrava sua intenção naquela interpretação que o mestre lhe havia explicado parcialmente e recitava aquele versículo com sua própria boca. Fazia isso para que, quando sua nefesh ascendesse ao Alto, entregue em depósito durante o sono, lhe ensinassem ali o restante daquela explicação.

Por meio disso, a nefesh se purifica e ascende a níveis espirituais cada vez mais elevados, sem limite, e outras coisas lhe são reveladas, mesmo que, ao despertar, a parte material da pessoa não tenha consciência delas.

(fim das citações)

Vimos que quando a pessoa adormece, uma porção da sua alma se desprende parcialmente do corpo e sobe até onde os limites de sua retificação espiritual permite, então lhe são mostradas ou comunicadas coisas do alto e até aspectos de sua própria alma (como raízes de almas e Gilgulim). O sonho resulta do que a alma encontra e recebe nesse estado.

O CÓDIGO SIMLAI

צוֹפֶן שִׂמְלַאי

Aqui צוֹפֶן (tzôfen) pode transmitir a ideia de “código”, “cifra”, “chave codificada” ou “mensagem cifrada”. GEMATRIA 123 (ATRIBUTO DA ALMA DO RABBI CHAIM VITAL).

Na madrugada do dia 02 de setembro, sonhei que viajava para a casa do Ráv MishaËl e procurava ele na rede social para lhe mandar mensagem, mas ele estava na aparência do cantor Thiago Abravanel.

Acordei e fui verificar e vi que a data de nascimento do Thiago Abravanel corresponde a 21 de outubro, da data de nascimento do Rabi Chaim Vital no calendário ocidental. Fiquei atenta que havia alguma informação espiritual chegando, conforme as experiências anteriores...

Então pela manhã de 03 de setembro (2026) sonhei três sonhos que se completam:

Primeiro sonhei que eu estava jogando água em mim com as mãos de modo que me ensopava toda a roupa e o cabelo e eu saia por um caminho a vista de todos e quem me via identificava que aquele era um assunto de Torah. E isto aconteceu assim, porque na verdade, a água é uma metáfora para a Torá.

Depois sonhei novamente e eu ainda estava andando pelo caminho e éramos em três, eu, a Toráh e um anjo que vinha ao fundo no meio. A Toráh tinha aspecto humano e só me lembro da barra de sua túnica.

Voltei a sonhar e tinha chegado ao final do caminho:  E nele havia flutuando no ar, a cabeça gigante de uma mulher que conversava comigo. Ela me ensinava mostrando dois bebês ainda no útero e comparava entre eles.

O primeiro bebê, a sua cabeça tinha o formato de um livro fechado e a segunda criança, a sua cabeça tinha o formato de um pergaminho da Torah aberto.

E sobre aquela cabeça com o pergaminho do Sefer Torah aberto ela disse que era como a metáfora de um grande fluxo de atividade onírica, como quando a alma durante o sono do corpo, anda para lá e para cá tomando nota de muitos e tantos assuntos.

Acordei e fui investigar. E na verdade eu estava sonhando com o Tratado Nidah 30b, embora eu nunca tenha me inteirado de seus detalhes antes, pois o que eu sabia desse assunto foi apenas aquilo que ouvi da boca do Ráv.

E o que diz lá?

“Rabi Simlai ensinou: A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado. Suas mãos repousam sobre as duas têmporas; seus dois cotovelos, sobre os dois joelhos; e seus dois calcanhares, sobre as duas nádegas. Sua cabeça repousa entre os joelhos; sua boca está fechada e seu umbigo está aberto (...)

E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça, e ele contempla e enxerga de uma extremidade do mundo até a outra, como foi dito: “Quando Sua lâmpada brilhava sobre minha cabeça, e à Sua luz eu caminhava através da escuridão” (Jó 29:3). E não te admires disso, pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha.

E não há dias em que o ser humano desfrute de maior bem-estar do que aqueles dias, como foi dito: “Quem me dera estar como nos meses de outrora, como nos dias em que Eloah me protegia” (Jó 29:2). E quais são os dias que contêm meses, mas não contêm anos? Deves dizer: são estes os meses da gestação.

E o Santo, Abençoado Seja Ele, lhe ensina toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “Ele me ensinava e me dizia: Que o teu coração retenha as minhas palavras; guarda as minhas mitzvot e vive” (Miahlei 4:4). E também está dito: “Quando o conselho íntimo de Eloah estava sobre a minha tenda” (Jó 29:4).

(...) E, quando ele vem ao ar do mundo, vem um malach e lhe dá um golpe sobre a boca, fazendo-o esquecer toda a Torá, por inteiro, como foi dito: “À porta, o pecado jaz à espreita” (Gênesis 4:7).

(fim da citação)

Ora, a cabeça do feto com o formato do Sefer Torá aberto apareceu assim para mim por causa do segredo de "E uma lâmpada permanece acesa sobre sua cabeça" e por causa que no útero, "o Santo, Abençoado Seja Ele, ensina à criança toda a Torá, por inteiro, como foi dito". E por que fez-se uma menção aos sonhos nesta particularidade? Por que a parte final do ensinamento diz "pois uma pessoa pode estar dormindo aqui e ver, em sonho, algo que se passa na Espanha" - pois ela contempla todos os mistério do mundo e de sua própria alma a semelhança de quando se ascende aos céus através do sono.

E o formato da cabeça do bebê como um livro fechado diz respeito à primeira parte do ensinamento que fala "A que se assemelha o feto no ventre de sua mãe? A um livro de registros fechado".

Mas, não só...

Qual o motivo de eu ter sonhado com essa porção específica? Pensei simplesmente que a minha alma estivesse se recordando, mas quando olhei para o nome do sábio [no original no Talmude] que trasmitira tal ensinamento, eu vi as letras do nome "Ráv MishaËl" [ר׳ מישאל] formadas a partir das próprias letras do nome do sábio "Rabbi Simlai" [ר׳ שמלאי], exatamente as mesmas letras trocadas de lugar e imediatamente procurei no Shaar haGilgulim quando veio à minha mente que esse é o local onde se encontra o nome do Ráv MishaËl criptografado por lá, e não só, pois a gematria de Simlai obviamente, também é 381 de MishaËl.

Fiz uma pesquisa no Shaár HaGilgulim no original Hebraico para conferir e encontrei na Haqdma 36 onde o nome do Ráv MishaËl está registrado por Tzeruf Otiot, e ainda o Rav Vital escreveu-o com um geresh (׳) na letra Reish [ר׳ שמלאי] o que equivale exatamente ao valor 583 no kolel.

ר׳ שִׂמְלַאי

Se torna...

ר׳ מִֽישָׁאֵ֥ל


E isto é ainda mais singular, pois a única pessoa de quem ouvi e aprendi sobre essa questão da criança ver toda a sua vida no útero e aprender Toráh ali por meio de seu anjo, foi com o Rav MishaËl, e inclusive e principalmente, porque sua mãe costumava contar que ela o escutava chorando no útero e sabemos que este é o segredo da questão.

Por vias de curiosidade, na mesma raiz de alma na qual seu nome está codificado, esta também outra centelha de alma chamada "Nechemiah Ish Beit Deli" traduzindo "Nechemiah, homem da Casa do Cântaro." Todas essas raízes de almas fazem parte do grande conglomerado das grandes raízes de Kayin e Hevel, conforme se é possível estudar no Shaár HaGilgulim.

Ora, quando a alma sobe durante o sono, ela não recebe necessariamente informações aleatórias. Ela pode ser reconduzida justamente àquilo que pertence à estrutura espiritual da própria alma, isso é quando, a pessoa realizou Tikunim suficiente, pois o próprio Zohar relata que aquele que só possui uma Nefesh habahamit não consegue se estender para fora dos domínios das Qlipot (Zohar Vayikra 65a).

Isso ajuda enormemente a compreender por que, nos relatos ligados a Rabi Chaim Vital, aparecem repetidamente: versículos com o seu nome, pessoas do Tanack, personalidades rabínicas, relações entre determinadas almas, sua própria shoresh neshamá, gilgulim e aspectos de sua missão espiritual.

Sonhos de Paul Muadib

Razá Ilaá!

AUTORA

REBETZIN RHÉAH RUTH PENINÁ

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Tzom Tammuz: O SEGREDO DO BEZERRO DE OURO



וַיִּקַּ֣ח מִיָּדָ֗ם וַיָּ֤צַר אֹתוֹ֙ בַּחֶ֔רֶט וַיַּֽעֲשֵׂ֖הוּ עֵ֣גֶל מַסֵּכָ֑ה וַיֹּ֣אמְר֔וּ אֵ֤לֶּה אֱלֹהֶ֨יךָ֙ יִשְׂרָאֵ֔ל אֲשֶׁ֥ר הֶֽעֱל֖וּךָ מֵאֶ֥רֶץ מִצְרָֽיִם

"Vayikach miyadam vaiotzer oto bacheret vaiaasehu egel massecha; vaiomru: "Eleh eloheicha Yisra'el asher heelucha me'eretz Mitzrayim"

"Ele (Aarão) tomou das mãos deles, formou (o ouro) com um cinzel e fez dele um bezerro de fundição; então eles disseram: ‘Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.’" - Shemot 32:4


Shaar HaPessukim, Ki Tisa siman 32:

O assunto do Bezerro: É necessário saber qual era a intenção do Erev Rav ao fazer este Bezerro agora.

Já te informei no Pasuk "E levantou-se um novo rei sobre o Egito" [Shemot 1:8] a respeito do assunto de Balaão e do assunto do Erev Rav: como eles provêm das escórias (siguim) e da impureza da alma de Moshé Rabênu (que a paz esteja com ele) — cuja alma provinha do próprio Da'at de Zeir Anpin, a partir do aspecto dos Mochin de Abba (iluminações de Abba).

Contudo, ainda havia neles uma mistura de faíscas de santidade; por isso, Moshé se esforçou com todas as suas forças para trazer o Erev Rav para debaixo das asas da Shechiná. E assim também encontramos a respeito de Balaão, sobre quem nossos Sábios, de abençoada memória, disseram: "E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moshé" [Devarim 34:10] — em Israel não se levantou, mas nas nações do mundo se levantou. E quem foi? Balaão.

Também te informei no Pasuk "E Rachel roubou os terafim que eram de seu pai" [Bereshit 31:19] que Labão, o Arameu, reencarnou em Balaão, filho de Beor, pois Beor era filho de Labão e pai de Balaão. Ora, toda aquela família provém de uma única e mesma raiz mencionada, que são as escórias da alma de Moshé Rabênu. E eles são: Labão, Beor, Balaão, e seus filhos Yanes e Yambres, mencionados ao final da parashá de Ki Tissa. Por isso, todos eles foram grandes magos e adivinhos, como nenhum outro igual a eles existiu no mundo.

E já te informei no Shaar HaGuilgulim, e também nas mitzvot de Birkat HaMazon na Parashat Ekev, sobre o assunto daqueles que reencarnam em todas as quatro categorias existenciais, que são: Domem (Inanimado), Tzomeach (Vegetal), Chai (Animal) e Medaber (Falante/Humano).

Também te informei lá que, para cada uma dessas categorias, há um tempo determinado para que eles se elevem dali para um nível superior. Eis que o tempo daqueles que reencarnaram no Tzomeach ocorre nos quatro primeiros meses [do calendário judaico], que são: Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz. E eles se elevam e reencarnam na categoria de animal (Baal Chai).

Ora, a Nefesh de Beor, pai de Balaão, estava reencarnada no Tzomeach (vegetal), e ainda não tinha o mérito (tikun) para se elevar a Baal Chai [ao nível animal], devido à abundância da impureza do mal (zoamat hara) que havia nele. E, sem dúvida, ele representava o aspecto mais elevado de todas as escórias (siguim) que existiam naquela raiz espiritual. Por isso, Yanes e Yambres, seus netos — que eram os líderes do Erev Rav, como é sabido —, bem como o próprio Erev Rav, todos eles desejavam a retificação de Beor, pois com a elevação dele, haveria uma elevação para todos eles.

E eles olharam e compreenderam, por meio de seus encantamentos e adivinhações (kesamim), que ele não tinha a capacidade de se elevar dali a menos que fizessem Israel pecar. Através disso, a Klipá se fortaleceria e seria capaz de extrair a Nefesh de Beor, pai deles, do nível Tzomeach.

A isto somou-se o fato de que este pecado foi realizado por meio de Aharon HaKohen, o santo de Hashem. E somou-se também a isso o fato de estar nas mãos deles aquela lâmina (tas) de ouro na qual estava escrito: "Ale shor" (Sobe, boi).

Então, eles usaram de astúcia para fazer aquele Bezerro de ouro, que é chamado de Shor (boi), por meio das poderosas bruxarias de suas bocas — as quais enfraquecem o tribunal celeste. E uniram-se todas as ajudas mencionadas: a da Klipá e das bruxarias, a santidade do poder de Aharon, e o Nome Sagrado que estava naquela lâmina (com o qual haviam subido Yosef do rio Nilo).

Por meio disso tudo, saiu dali o boi de ouro, e dentro dele a espiritualidade e a força vital da Nefesh de Beor, pai deles. E ele subiu de Tzomeach [vegetal] para Chai [animal]. Então, eles o aceitaram sobre si como líder, para que ele lhes informasse o futuro e tudo o que precisassem. E tudo isso ocorreu por meio do fato de terem feito Israel pecar, conforme mencionado acima.

E a Néfesh do perverso Beor, que estava naquele boi, era quem gritava e dizia: "Estes são os teus deuses, ó Israel", conforme disseram nossos Sábios, de abençoada memória.

Também este é o segredo do que disseram nossos Sábios, de abençoada memória, que o alimentaram com ervas, como está escrito no Pasuk (Tehilim 106:20): "À semelhança de um boi que come erva". E o assunto é que, visto que ele estava reencarnado no Tzomeach (Vegetal) e nas ervas, ele comia delas para transferir dali o aspecto de sua Néfesh que estava lá reencarnada; e, por meio de sua alimentação delas, tornavam-se membros dos membros daquele boi vivo (Chai), e ele subia de Tzomeach para animal (Baal Chai). E tudo isso ocorria por meio do poder dos Kesamim deles. Por isso, fizeram este Bezerro no mês de Tamuz, que é o último mês do tempo da reencarnação e elevação do Tzomeach para o nível de Baal Chai.

וַיָּמִ֥ירוּ אֶת־כְּבוֹדָ֑ם    בְּתַבְנִ֥ית שׁ֝֗וֹר אֹכֵ֥ל עֵֽשֶׂב

עש"ב

Shaar HaGilgulim, haQadmá 22:

E eis que o assunto dos gilgulim foi explicado em muitos lugares, e como está mencionado no versículo: "Livra a minha Nefesh da espada, e da mão do cão a minha vida [literalmente minha Yechidá]" (Salmos 22:21). Os nossos Sábios (de abençoada memória) também aludiram a isso ao dizerem [Berachot 33a, veja também Pessachim 112b]: "[Se você vir] a cabeça de um touro [comendo] no cesto — suba ao teto e jogue a escada debaixo de você!", pois aquele que vê um touro preto nos dias de Nissan deve fugir dele e subir ao telhado, porque haSatan dança entre os seus chifres.

"O BOI BUMBA"

"BOI BOI BOI, BOI DA CARA PRETA, PEGA ESSE MENINO QUE TEM MEDO DE CARETA"

"FESTA DE SAN FERMIN"

(ESPANHA)

E o assunto é que o touro, que é Dina Kashia (julgamento duro), está mais pronto para que a Nefesh faça gilgul nele do que os demais animais; por isso deve-se fugir dele, o que não ocorre com as outras feras. Visto que estabelecemos anteriormente que não há tempo de ascensão do gilgul que está no Tzomach (vegetal) para o Chai (animal), exceto de Nissan em diante, por isso nos dias de Nissan — que é quando entra nele aquele gilgul do ímpio —, talvez por causa do acréscimo desse Ibur mau, ele cause dano a quem o encontrar. Porém, depois que o animal se acostuma com ela, já não causa dano; por isso não há preocupação exceto no primeiro mês de sua ascensão, que é o mês de Nissan, no qual o touro, ao comer a erva que é Tzomach, recebe o gilgul daquele ímpio que estava antes naquele Tzomach.

E já foi explicado por nós no Sha'ar HaPessukim no assunto de Yunus e Yumbrus, os filhos do ímpio Balaão, que eles fizeram o Bezerro no mês de Tamuz, e sobre ele foi dito: "na semelhança de um touro que come erva" (Tehilim 106:20).

OREV & ZEEV

YANES & YUMBRUS

REMO & ROMOLUS

ROMA

CRISTIANISMO

(Nota marginal: E em outro lugar encontrei escrito em nome do Maharchu [מהרח"ו ז"ל], de abençoada memória, que a palavra עשב [erva] serve como iniciais para שבעה עשר בתמוז [Dezessete de Tamuz]).


O TOURO DE BRONZE [de Wall Street]



Os EUA foram fundados em 4 de julho de 1776. No calendário hebraico, esse dia caiu exatamente em Shiva Assar be'Tammuz (שִׁבְעָה עָשָׂר בתַּמּוּז), o "Dezessete de Tammuz" do ano 5536 (תקל"ו) - Tzom Tamuz; o dia 17 de Tamuz é um dos dias mais negativos do ano qabalístico. Ele marca o início do período de luto de três semanas (Bein HaMetzarim) que culmina em Tisha b'Av (9 de Av). Historicamente, nesta data as duas Tábuas dos Dez Pronunciamentos - Aseret HaDibrot (עשרת הדיברות) cairam das mãos de Moisés e se quebraram, quando ele se deparou com o Éguel Zahav (Bezerro de Ouro), e séculos mais tarde os muros de Jerusalém foram rompidos pelos romanos antes da destruição do Segundo Templo.

Quando calculamos a gematria da data exata da fundação dos EUA escrito como "No 17 (dezessete) de Tamuz, em [5]536"


בי״ז בְּתַמּוּז בהתקל״ו
778

Através dos métodos de decodificação cabalística (como a Cifra Avgad Reverso), essa assinatura numérica revela conexões profundas com as forças arquetípicas de Gog u'Magog.


Shoah Atomit (Holocausto Nuclear)

שואה אטומית

778

Os EUA foram fundados sob o domínio de energias severas, no dia associado à um grande sistema de idolatria. E não são os EUA que dominam e ditam as regras do mundo inteiro?!

O TOURO DE BRONZE DE WALL STREET


Sempre que a pessoa corrompe a santidade de sua essência e entrega a sua alma aos domínios da Avodá Zará — seja acorrentando-se à ilusão da riqueza, à obsessão pelo controle ou à embriaguez do poder, seja mesmo depositando sua esperança e suas intenções em locais externos —, abre-se instantaneamente um abismo insondável em seu próprio ser. Esse vazio interior testemunha a dolorosa ruptura entre a centelha do homem e o seu relacionamento com o seu Criador, apartando a criatura do Fluxo de Luz da Fonte Suprema.

"Não terás outros deuses diante de Mim...", "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma..." (Êxodo 20)

O Criador é o Soberano Absoluto, a Raiz Única de onde emana e subsiste toda a existência. Sob essa luz, a essência da Avodá Zará desvela-se não apenas como o culto a um ídolo de pedra, mas como qualquer ato que curve o ser humano ao exílio de si mesmo, escravizando-o a um sistema de forças estranhas à realidade espiritual de sua alma.

O PECADO DO BEZERRO DE OURO


O Pecado do Bezerro foi um dos pecados mais graves em que o povo de Israel falhou. O pecado ocorreu no quadragésimo dia da subida de Moshe Rabbeinu ao Monte Sinai. Aqueles que falharam foram mortos por três tipos de execução. Como resultado desse pecado, as Tábuas da Lei foram quebradas e todo o povo de Israel foi punido com quarenta anos no deserto.

Este pecado se assemelha ao pecado da Árvore do Conhecimento, pois na entrega da Torá a impureza da serpente havia se afastado do povo de Israel e a morte havia sido anulada para eles; porém, após o Pecado do Bezerro, a impureza retornou e a morte lhes foi decretada como punição, assim como foi decretada para Adão HaRishon e sua descendência.

Depois que o povo de Israel saiu do Egito em 15 de Nissan, eles iniciaram uma jornada de cinquenta dias, alternando dias de viagem e de acampamento. No início do mês de Sivan, eles chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no sopé do Monte Sinai, do lado oriental. No quinquagésimo pela manhã, a Divina Presença (Shechiná) desceu sobre o monte e o povo de Israel vivenciou o momento da Entrega da Torá, ouviram os Dez Pronunciamentos e suas almas voaram de seus corpos até que o Santo, Bendito Seja Ele, enviou-lhes o orvalho da ressurreição, com o qual Ele ressuscitará os mortos no futuro, e os reviveu. Depois disso, eles se voltaram a Moisés e pediram que ele servisse como intermediário entre eles e Deus, pois temiam a experiência de uma nova expiração da alma.

Na manhã seguinte, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber mais detalhes sobre os mandamentos da Torá e para descer com as Tábuas da Lei. Antes de sua subida, Moisés anunciou que subiria por quarenta dias completos, após os quais desceria com as Tábuas.

Houve alguns dentre o povo de Israel, especialmente da "multidão misturada" (Erev Rav, os egípcios que se juntaram ao êxodo), que erraram e pensaram que o dia da subida de Moisés estava incluído na contagem, embora ele tivesse anunciado que se tratava de dias completos, que incluem "noite e dia". Essas pessoas esperaram por Moisés no dia 16 de Tamuz e, ao meio-dia, começaram a dizer que Moisés certamente havia morrido. Além disso, o Satã agiu para que o mundo parecesse "confuso" e mostrou-lhes uma visão em que anjos carregavam o caixão de Moisés, ou seja, que Moisés havia morrido e os anjos estavam realizando seu funeral.

Quando a Erev Rav viu isso, reuniram o povo ao redor de Aharon HaKohen, e pediram que ele lhes fizesse "outros deuses". O Rebe explica que, na verdade, eles queriam um substituto para Moisés e não para o Santo, Bendito Seja Ele, e como não se pode confiar em seres humanos e eles já sabiam que os servos de Hashem na Carruagem Celestial possuem a face de um boi, pediram um substituto semelhante.

Aarão, vendo que o povo estava muito entusiasmado e não podia ser adiado, pediu-lhes que trouxessem as joias de ouro das orelhas das mulheres e das crianças, a fim de atrasar a fabricação do bezerro. As mulheres recusaram-se a entregar seu ouro para a confecção do bezerro; por isso, os homens tiraram de si mesmos os brincos que tinham nas orelhas e os reuniram em um só lugar. Aarão atirou o ouro no fogo e os magos que estavam entre a multidão misturada moldaram a forma do bezerro por meio de feitiçaria. Segundo outra opinião, Mica pegou a placa de metal na qual Moisés havia escrito as palavras "Sobe, boi" para erguer o caixão de José do rio Nilo, jogou-a no fogo e imediatamente um bezerro de ouro saiu do fogo, com a capacidade de andar e comer.

A multidão misturada, vendo o sucesso, proclamou: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito!".

Depois que o bezerro foi feito, Aarão quis adiar o povo de Israel um pouco mais e, por isso, proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor". Aarão pretendia atrasá-los o máximo possível e, por isso, começou uma construção intencionalmente lenta do altar, na esperança de que Moisés descesse e os impedisse. Ele teve medo de contê-los diretamente após ver que haviam matado Hur, filho de Miriam, que os havia repreendido.

Na manhã seguinte, haSatan apressou o povo de Israel a acordar cedo, para que tivessem tempo de pecar antes que Moisés descesse do monte. O povo de Israel ofereceu sacrifícios, sentou-se para comer e festejou.

O dia em que Moisés realmente deveria descer era 17 de Tamuz. No mesmo momento em que Hashem entregava as Tábuas da Lei a Moisés, o povo de Israel começou a festejar com o bezerro. O Santo, Bendito Seja Ele, disse imediatamente a Moisés: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu". Ou seja: "Toda a tua grandeza existe por causa do povo de Israel, e agora que eles pecaram por causa do povo que você subiu do Egito — a Erev Rav —, desça da tua grandeza".

Hashem queria exterminar todo o povo de Israel e criar uma nova nação a partir de Moisés, mas Moisés implorou ao Santo, Abençoado Seja Ele, que não o fizesse por duas razões:

O Faraó havia dito a Moisés para não ir ao deserto porque via a estrela da "maldade" (Ra'ah) subindo contra eles, e agora pareceria que o Faraó estava certo — de que quando o povo de Israel estivesse no deserto, a destruição viria sobre eles.

Em virtude dos Patriarcas, a quem o Santo, Abençoado Seja Ele, jurou que estabeleceria deles um povo que herdaria a Terra de Israel.

Hashem ouviu as palavras de Moisés e "arrependeu-se" da decisão de exterminar todo o povo de Israel.
[fonte: Chabadpédia]


17 BE'TAMUZ - As Cinco Rupturas Cósmicas da Data


A tradição rabínica estabelece cinco eventos históricos e catastróficos que motivaram a instituição do jejum público no dia 17 de Tamuz:

1. A Quebra das Tábuas da Lei
Após a outorga da Torá em Shavuot, Moshé subiu ao Monte Sinai no dia 7 de Sivan. Ele permaneceu lá por quarenta dias e quarenta noites para receber as Tábuas da Lei com os Dez Pronunciamentos. Esse período encerrou-se exatamente no dia 17 de Tamuz. Ao descer do monte e se deparar com o povo cometendo o Pecado do Bezerro de Ouro, as Letras da sustentação voaram de sobre as Tábus e elas cairam e se quebraram ao pé do monte.

2. A Cessação do Sacrifício Diário (Korban HaTamid)
O Korban HaTamid era o sacrifício diário realizado no Templo Sagrado, composto por dois cordeiros ofertados ininterruptamente — um pela manhã e outro ao entardecer. Durante o cerco a Jerusalém, as forças inimigas bloquearam o fornecimento dos animais necessários, forçando a interrupção definitiva deste serviço ritual no dia 17 de Tamuz.

3. O Rompimento das Muralhas de Jerusalém
Durante o período do Segundo Templo, o exército romano cercou Jerusalém. No dia 17 de Tamuz, as forças invasoras conseguiram romper as muralhas da cidade, o que culminou na invasão subsequente e na destruição do Santuário.

Nota Histórica: No Primeiro Templo, o rompimento das muralhas ocorreu originalmente no dia 9 de Tamuz. Contudo, os Sábios unificaram o jejum no dia 17 porque a destruição do Segundo Templo possui consequências mais severas e duradouras para o exílio atual. Paralelamente, o Talmud Jerusalém afirma que, mesmo na época do Primeiro Templo, o rompimento ocorreu no dia 17, mas o sofrimento e a confusão da população levaram a um erro no registro cronológico da data.

4. A Queima do Rolo da Torá
Um oficial romano chamado Apostomus queimou publicamente um rolo da Torá, em um ato de profanação e ataque direto à fé e à identidade judaica.

5. A Colocação de um Ídolo no Santuário
Uma imagem de idolatria foi introduzida no interior do Templo (Heichal).


A RETIFICAÇÃO MÍSTICA


No dia 16 de Tamuz, o povo fez surgir o Bezerro de Ouro. Naquele momento, Aharon HaKohen proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor", referindo-se ao dia 17 de Tamuz. A intenção de Aharon era que Moshé retornasse a tempo de interceptar o culto ao Bezerro, transformando o dia seguinte em uma celebração ao Deus único através da anulação da idolatria. Embora o povo tenha se precipitado antes da descida de Moshé, a declaração de Aharon permanece como uma profecia para o futuro.

O AriZal (Rabino Isaac Luria) esclarece que há um segredo (Sod) nessas palavras: no futuro, Hashem reverterá o dia 17 de Tamuz em uma data de celebração, cumprindo a visão de Aharon. Na Torá, o termo "amanhã" frequentemente alude a um tempo futuro e messiânico.

A conversão do 17 de Tamuz em dia de festa atuará como a retificação (Tikun) definitiva para o Pecado do Bezerro. O erro do Bezerro consistiu em atribuir poder a uma existência separada da Unidade do Criador. Essa distorção será totalmente corrigida na Redenção Final, quando a Unidade Absoluta preencher a criação, elevando inclusive as faíscas de santidade capturadas pelas cascas mais densas da impureza.
[fonte: Chabadpédia]



SHALOM! RAZÁ ILAÁ!

domingo, 26 de fevereiro de 2023

CAMINHOS MÍSTICOS: A SENDA PARA O DESPERTAR DA ALMA




"- Você está há muito tempo na estrada e a estrada muda um homem..."

Will Macklin - Velozes & Mortais



Uma estrada pode ser assustadora, mas também pode ser um caminho para uma bênção, uma vereda para a revelação. Assim, aconteceu comigo. Era o ano de 1999...

Havia três anos que a alma do meu mestre, o Arizal, tinha vindo e durante um sonho, me levado a Saféd e para a antiga caverna onde ficava sua sinagoga. Ele havia feito isso para despertar a minha alma que é a centelha do Rabino Chaim Vital.

Em 1998, o meu mestre veio, novamente, até mim por Ibür, em um senhor, um judeu messiânico chamado Paulo que morava na rua Tanque Velho número 667. Ora, o nome Paulo (que também é o meu) possui gematria igual a 123 que é a mesma de Chaim Vital e o valor 667 é o resultado em gematria de Rabbi Itzchaq Lúria, o Arizal. O que eu ainda não sabia mas que descobriria no futuro era que meu mestre estava presente desde que eu estive no ventre de minha mãe.


Tanque Velho, 667

Em 1999, eu estava inquieto e insatisfeito e havia nascido em mim um desejo enorme por mudança de lugar. Escrevi um anuncio oferecendo meus serviços como músico e um pastor, um evangivaldo (mequetrefe como todos os outros) me respondeu me convidando para viajar com ele pelo interior de Minas Gerais para ministrar música enquanto ele pregava. Ali, eu ainda acreditava que poderia haver algo bom no cristianismo. Aquela viagem, destruiu aquela crença ilusória.

Aceitei ao convite do pastor, que naquele ano ainda residia nos EUA onde tinha sua igreja e, no dia 19 de abril, me encontrei com ele em Belo Horizonte para, no dia seguinte, em um Wolksvagem Gol cor verde, iniciarmos a viagem pela BR381. Era o inicio da minha jornada pela autoestrada do despertar, o caminho místico para a aurora da minha alma.


Escrito na imagem acima com o Gol verde, está a transliteração para o hebraico de BR381, o código que começaria a revelar a minha reencarnação e o meu destino. A gematria de BR381 é igual a 583.

No dia 3 de maio, depois de muitos dias de viagem, eu me encontrei com a pessoa que seria um gatilho para a centelha de Chaim Vital que já me circundava e estava destinada a transmigrar definitivamente para dentro de mim. Ora, o dia 3 de maio é o 123 dia no ano solar e a data na qual 379 anos no passado, havia se ocultado a alma do grande mestre, o Rabino Chaim Vital. Sim, o Rabino Chaim Vital havia falecido no dia 3 de maio de 1620.

O nome da jovem, Clélia (קליליה) cuja gematria é igual a 185 e que é o segredo da declaração "Ani Chaim Vital (אני חיים ויטאל) e que se traduz "Eu sou Chaim Vital." Clélia, assim como Chaim Vital, havia nascido sob a influência de Aqrav (Escorpião) no universo no dia 14 de Cheshvan do ano hebraico 5741 (התשמ"א). A gematria AVGAD de Akrav é igual a 583 e a Albam de 5741 (1981) é igual a 132 que é a mesma de Gilgulim (Reencarnações) e o mestre Chaim Vital é o autor do Sha'ar Ha'Gilgulim - O Portal das Reencarnações.

No mesmo ano me mudei por alguns meses para Dom Cavati onde Clélia residia. Uma noite antes de retornar à Suzano, acordei com um ESCORPIÃO amarelo na parede da casa que tinha alugado lá. Lá estava novamente o número 583 acenando para minha alma...

Dois anos depois, novamente o meu mestre veio e me deu a sua semichá (ordenação rabínica) e mudou meu nome para Rav Misha'Ël. Ora, o título Rav (רב) tem as mesmas letras de BR (בר) e Misha'Ël possui a gematria igual a 381. Isso foi na noite de Hilulá de Moshê, nosso mestre (7 de Adar) e o Rabino Isaac Lúria foi uma reencarnação de Moshê. Somando a gematria das letras de Rav Misha'Ël (רב מישאל) o resultado é igual a 583. Alguns dias depois e não por acaso, o meu mestre, o Arizal, me conduziu para morar na casa que ele já havia preparado, a casa 583 e no mês de Touro (מזל שור) cuja gematria é igual a 583...

O rabino Chaim Vital havia se ocultado em 3 de maio de 1620, no dia 30 de Nissan do ano hebraico 380. No ano 381 foi o seu primeiro Hilulá e e 381 anos depois, eu seria novamente rabino.

Quatorze anos depois desses eventos, no dia 27 de setembro de 2014, eu alcancei o despertar e todas as almas em mim acordaram e eu soube as minhas reencarnações. Eu tinha 583 meses de vida...

Em 22 de novembro de  2019, encontrei com o Rabino Joseph Saltoun na sinagoga de Mogi das Cruzes. Na shabat, dia 23, fizemos o miqevê na piscina da casa da avó do rabino Gabriel Grinberg. Depois do miqevê, o rabino Joseph Saltoun quis saber a minha história e eu contei à ele. À noite, ele se virou para mim e declarou: Você foi um dos alunos do Arizal...

O que eu não contei ao Rabino Saltoun foi que eu já sabia pois o próprio Arizal já havia me revelado. Ele me havia conduzido ao despertar.


"Estou surpreso que as pessoas deste mundo não prestem atenção às palavras da Torá ou à compreensão da razão de sua própria existência no mundo!"

Zôhar Lech Lechá

Autor
Bën Mähren Qadësh
Rav Misha'Ël Ha'Levi




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

413: Um Selo Sobre A Reencarnação



Recebendo O Meu Rúach

“A gematria expressa e manifesta o pensamento de D’us. Portanto, é correto dizer que D'us está na matemática e que ela é também o idioma divino."

Bën Mähren Qadësh

Gematria: é um código alfanumérico de atribuição de um valor numérico a um nome, palavra ou frase com base nas suas letras hebraicas. Uma única palavra pode gerar vários valores, dependendo da cifra usada. Por exemplo, a primeira palavra da Torá é “Bereshit (בראשית)” no versículo “Bereshit bará Elohim et há’shamayim ve’et há’aretz (No princípio criou Elohim os céus e a terra) e cuja gematria é igual a 613 e que, então, pode ser substituída por outra de igual numerologia e, com isso, fará abrir outros segredos escondidos na Torát Nistar (Torá Oculta). Uma expressão com gematria equivalente à da palavra Bereshit (No princípio) é “Hitbodedut Elohim (התבודדות אלהים)” revelando, desta forma, a maneira que Elohim usou para criar o universo. O termo “Hitbodedut” significa “Meditação” e ao aplicarmos a substituição pela gematria equivalente descobrimos “Hitbodedut Elohim bará Elohim et há’shamayim ve’et há’aretz (התבודדות אלהים ברא אלהים את השמים ואת הארץ) – Com meditação divina criou Elohim os céus e a terra.” Assim, todos os mistérios do universo, do mundo, da alma e da vida podem ser revelados e explicados com o uso da gematria.

Já foi explicado em diversos artigos aqui no blog, publicações no Facebook e nos meus livros que a alma tem cinco nomes. Esses são:

Néfesh, Rúach, Neshamá, Chayá e Yechidá

Cada um desses níveis está atado a cada um dos cinco mundos da Árvore das Vidas e do corpo divino de Adam há’Rishon (Homem Primordial). Néfesh ao mundo de Assyá (mundo da realização). Rúach, ao mundo de Yetzirá (Formação). Neshamá, ao mundo de Briá (Criação). Chayá, ao mundo da Emanação (Atzilut) e, finalmente Yechidá à coroa da Árvore das Vidas, o mais elevado de todos os mundos e ao Sagrado, Ele mesmo, bendito seja.

Quando uma pessoa vem ao mundo, ela recebe uma Néfesh. Em uma segunda reencarnação, ela recebe, se mérito tiver criando em sua primeira encarnação, o nível de Rúach e, em uma terceira reencarnação se mérito tiver adquirido, o terceiro nível de Neshamá e, se continuar trabalhando espiritualmente realizando as Mitzvot (Preceitos da Torá), Estudo e kavanot (meditações) da Torá Ne’elam (Torá Escondida) e Estudo e meditações com o Zôhar Sagrado, ela poderá adquirir os outros dois níveis restantes. Um exemplo de pessoas que alcançaram todos os níveis são Daniel e seus três amigos Chananiá, Misha’ël e Azariáh que, mesmo sendo lançados na fornalha ardente, não sofreram qualquer dano, pois haviam alcançado e adquirido todos os cinco níveis da alma.

As vezes, até que a pessoa possa merecer o seu rúach, terá que passar por muitas reencarnações até que todos as tiqunim (correções) do mundo de Assyáh, sejam realizadas. Talvez ela tenha que voltar ao mundo atravessando muitas épocas até que chegue o tempo que venha para receber o seu rúach (espírito).

A REVELAÇÃO

Manhã de 22 de setembro de 2019, acordei, recitei as kavanot da aurora e me levantei. Chamei um Uber para a minha mãe e voltei para completar o despertar. Enquanto tomava meu banho, meditava com mantras budistas entoados na voz de Lex Von Someren, dentre eles, o meu mais preferido que é Balinéia.

Higienizado o corpo, ungido com óleos essenciais, me sentei na cama e continuei a meditação para só então, dirigir-me à cozinha com intenção de preparar o meu café da manhã, claro, mantendo a mente meditativa.

Coei o café, preparei meu prato com banana, aveia e pasta de amendoim e vim para o quarto e, enquanto me alimentava tomando meu delicioso café me veio, à mente, a expressão “Qol Há’Tzerufim (קול הצרופים)” cujo significado é “A Voz Das Permutações.”

Enquanto eu considerava o emergir da voz interior me instruindo, uma matriz antiga do Código de Qohelet me voltou à memória e com ela a gematria 413 e junto veio a revelação, pois, 413 é a gematria Avgad Reversa de “Qol Há’Tzerufim.”

Este valor numerologico cabalista me é por demais apreciado e começou a ser manifestar na minha vida há dezessete anos, quando Elisheva surgiu na nossa K’nesset Eliahu no final de 2001 trazida por uma das primeiras famílias que vieram para frequentar a Qehilá, a família Schminsky, da qual, no futuro, também seria, desferido, contra minha vida, o punhal da traição, ao qual eu já estava destinado. Elisheva possui gematria igual a 413.

Novamente e, pela enésima vez, me pus a calcular a gematria do valor 413 e desta vez, a maior de todas as aberturas místicas se realizou e a revelação se manifestou:


A transliteração da frase acima é “Baú elav gal Velikovsky” que se traduz “Veio para revelar Velikovsky” e cuja gematria é exatamente 413, a mesma do nome Elisheva.

Como explicado acima neste mesmo capítulo, o Dr. Immanuel Velikovsky, nascido no mesmo dia e mês que eu nasci, era o esposo de Elisheva Kramer e eu, no futuro estava destinado também a uma Elisheva e, como explicado, o rúach de Immanuel Velikovsky, entrou, pelo portal do nascimento, na jovem, nascida no mesmo dia e mês que eu fui concebido no calendário hebraico, ou seja, em 13 de Elul, com destino a mim no futuro e, portanto, era inevitável que Elisheva fosse trazida a mim no final de 2001 para que eu recebesse o que a mim pertence, o meu segundo nível de alma, o meu rúach.

Já expliquei que, a gematria de “Rúach Immanuel (רוח עמנו-אל)” é exatamente 413, o que demonstra e evidencia a manifestação do divino na minha vida e o poder de realizar e estudar Torá neste mundo e na Academia Celestial.

No corpo de Elisheva descansava o rúach de Immanuel Velikovsky que estava destinado a mim para ser o meu segundo nível de alma. Era inevitável o nosso encontro e nossa relação amorosa e por isso uma aura poderosa se manifestava sempre que estávamos juntos. A medida que a relação se intensificava, as centelhas do espírito de Immanuel transmigravam para o meu corpo de acordo com o segredo do Yibur explicado pelo Arizal e compilado em Sha’ar Há’Gilgulim pelo Rabino Chaim Vital de quem eu também sou uma reencarnação. Lembrando que o Rabino Vital era uma reencarnação da alma de Chizkiyahu Mélech Yehudá que reencarnou depois em Immanuel Velikovsky e, finalmente, em mim.

 667
O Verdadeiro Gurú

Gurú: Professor espiritual, especialmente, aquele que inicia uma pessoa no caminho da Sabedoria espiritual. Na tradição cabalista, Rabbi (רבי).

Foi o Arizal (Rabbi Itzchaq Lúria) quem revelou ao rabino Chaim Vital, de abençoada lembrança, que ele havia recebido a alma do Rei Ezequias por Yibur durante uma shabat em 1572, quando ele viu, escrito na testa de Vital, as palavras de Rabban Yochanan Ben Zaccai que ele proferiu quando estava para morrer: “Preparem uma cadeira para o Rei Ezequias, ele está vindo (הכינו כסא לחזקיהו מלך יהודה שבא).” Em 2016, eu tive um sonho e nele, fui levado à Academia Celestial e lá, os mestres da Toráh me disseram em uníssono estas palavras de Rabban Yochanan me mostrando, ao mesmo tempo, as mesmas escritas em Sha’ar Há’Gilgulim (Portal das Reencarnações) me informando também, que havia nelas, um segredo de gematria. O valor numerologico destas palavras proferidas por nosso mestre Yochanan Ben Zaccai é igual a 761 que corresponde à gematria do ano 761 que correspondeu ao ano 2001 no calendário solar gregoriano. Foi naquele ano que ascendi novamente, nesta reencarnação, ao nível de rabino.

Quando fui ordenado Rabino novamente nesta vida e recebi minha semichá espiritual da alma do nosso mestre, o Arizal, passei a ser chamado, por inspiração divina, de Rav Misha’Ël (רב מישאל) cuja gematria é igual a 583 e esta, é a mesma da expressão “Paulo, hú le’gilgul rabbi Chaim Vital (פאולו הוא לגילגול רבי חיים ויטאל)” cuja tradução é “Paulo, ele é a reencarnação do Rabino Chaim Vital.” Meu nome civil, Paulo, possui a mesma gematria de Chaim Vital que é 123.

“Os filhos de Belém: 123”
Ezra 2:21

Em Shoferim (Juízes) capítulo 19, nos encontramos as palavras “el-Beith Lechem (אל-בית לחם)” que se traduzem como “para Beith Lechem (para Belém)” e cuja gematria é exatamente igual a 583. Eu nasci na maternidade do Belenzinho, no distrito do Belém, em São Paulo, em 10 de junho de 1966 e minha mãe me chamou Paulo (123). O Rabino Chaim Vital cuja gematria é igual a 123, nasceu na aldeia de Safed, norte de Israel, em 23 de outubro de 1542 e faleceu no dia 23 de abril de 1620. A expressão “Yavô Tz’fat (יבא צפת)” que se traduz “Virá de Safed” possui gematria igual a 583. Este valor era também o número da casa na qual nossa Sinagoga estava estabelecida pela qual o contrato de aluguel foi assinado no dia 23 de abril de 2001 com vencimento no dia 23 de outubro de 2003.

A mensagem do 583? "Virá de Safed para Belém (יבא צפת אל-בית לחם)" evidenciando que a centelha de alma que se tornaria a minha "néfesh ha'eloqit (נפש האלוהית)" viria de Safed, Israel, para Belém, São Paulo e se manifestaria quando eu completasse 35 anos e pisasse os pés na casa número 583, na Vila Amorim, em Suzano, no dia 23 de abril de 2001, dia do falecimento do rabino Chaim Vital, que nasceu em Saféd em 1542.

A gematria Avgad Reversa de Rúach Immanuel é 667 que é exatamente a mesma numerologia cabalística de Rabbi Itzchaq Lúria (רבי יצחק לוריא). O Arizal, como ele mesmo revelou, veio ao mundo apenas para guiar o Rabino Chaim Vital ao Despertar da sua própria alma e revelar a ele quem ele realmente era.  A expressão “Yada yavô Tz’fat (ידע יבא צפת)” que se traduz “O conhecimento virá de Safed” possui gematria igual a 667 que é a mesma de Rabbi Itzchaq Lúria.  A mesma numerologia cabalista é a gematria de “Gilgul yavô be’Tz’fat (גילגול יבא בצפת)” cuja tradução é “A reencarnação virá de Safed.”

Outra importante expressão reveladora que possui a mesma gematria de Rabbi Itzchaq Lúria que é 667 é a expressão “Gilgul be’yibur be’NaRaN (גלגול בעיבור בנרן)” cuja tradução é “Reencarnação por Yibur de NaRaN”. NaRaN é o segredo de Néfesh, Rúach e Neshamá recebidas por Yibur, conforme a expressão indica e evidencia por sua gematria que é 667, a numerologia cabalística do autor do Sha’ar Há’Gilgulim (Portal das Reencarnações), o Rabbi Itzchaq Lúria, no qual estes níveis são mencionados e explicados.

Continuará...


Autor
Bën Mähren Qadësh
Misha'Ël Ha'Levi


O Artesão Da Luz