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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Tzom Tammuz: O SEGREDO DO BEZERRO DE OURO



וַיִּקַּ֣ח מִיָּדָ֗ם וַיָּ֤צַר אֹתוֹ֙ בַּחֶ֔רֶט וַיַּֽעֲשֵׂ֖הוּ עֵ֣גֶל מַסֵּכָ֑ה וַיֹּ֣אמְר֔וּ אֵ֤לֶּה אֱלֹהֶ֨יךָ֙ יִשְׂרָאֵ֔ל אֲשֶׁ֥ר הֶֽעֱל֖וּךָ מֵאֶ֥רֶץ מִצְרָֽיִם

"Vayikach miyadam vaiotzer oto bacheret vaiaasehu egel massecha; vaiomru: "Eleh eloheicha Yisra'el asher heelucha me'eretz Mitzrayim"

"Ele (Aarão) tomou das mãos deles, formou (o ouro) com um cinzel e fez dele um bezerro de fundição; então eles disseram: ‘Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.’" - Shemot 32:4


Shaar HaPessukim, Ki Tisa siman 32:

O assunto do Bezerro: É necessário saber qual era a intenção do Erev Rav ao fazer este Bezerro agora.

Já te informei no Pasuk "E levantou-se um novo rei sobre o Egito" [Shemot 1:8] a respeito do assunto de Balaão e do assunto do Erev Rav: como eles provêm das escórias (siguim) e da impureza da alma de Moshé Rabênu (que a paz esteja com ele) — cuja alma provinha do próprio Da'at de Zeir Anpin, a partir do aspecto dos Mochin de Abba (iluminações de Abba).

Contudo, ainda havia neles uma mistura de faíscas de santidade; por isso, Moshé se esforçou com todas as suas forças para trazer o Erev Rav para debaixo das asas da Shechiná. E assim também encontramos a respeito de Balaão, sobre quem nossos Sábios, de abençoada memória, disseram: "E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moshé" [Devarim 34:10] — em Israel não se levantou, mas nas nações do mundo se levantou. E quem foi? Balaão.

Também te informei no Pasuk "E Rachel roubou os terafim que eram de seu pai" [Bereshit 31:19] que Labão, o Arameu, reencarnou em Balaão, filho de Beor, pois Beor era filho de Labão e pai de Balaão. Ora, toda aquela família provém de uma única e mesma raiz mencionada, que são as escórias da alma de Moshé Rabênu. E eles são: Labão, Beor, Balaão, e seus filhos Yanes e Yambres, mencionados ao final da parashá de Ki Tissa. Por isso, todos eles foram grandes magos e adivinhos, como nenhum outro igual a eles existiu no mundo.

E já te informei no Shaar HaGuilgulim, e também nas mitzvot de Birkat HaMazon na Parashat Ekev, sobre o assunto daqueles que reencarnam em todas as quatro categorias existenciais, que são: Domem (Inanimado), Tzomeach (Vegetal), Chai (Animal) e Medaber (Falante/Humano).

Também te informei lá que, para cada uma dessas categorias, há um tempo determinado para que eles se elevem dali para um nível superior. Eis que o tempo daqueles que reencarnaram no Tzomeach ocorre nos quatro primeiros meses [do calendário judaico], que são: Nissan, Iyar, Sivan e Tamuz. E eles se elevam e reencarnam na categoria de animal (Baal Chai).

Ora, a Nefesh de Beor, pai de Balaão, estava reencarnada no Tzomeach (vegetal), e ainda não tinha o mérito (tikun) para se elevar a Baal Chai [ao nível animal], devido à abundância da impureza do mal (zoamat hara) que havia nele. E, sem dúvida, ele representava o aspecto mais elevado de todas as escórias (siguim) que existiam naquela raiz espiritual. Por isso, Yanes e Yambres, seus netos — que eram os líderes do Erev Rav, como é sabido —, bem como o próprio Erev Rav, todos eles desejavam a retificação de Beor, pois com a elevação dele, haveria uma elevação para todos eles.

E eles olharam e compreenderam, por meio de seus encantamentos e adivinhações (kesamim), que ele não tinha a capacidade de se elevar dali a menos que fizessem Israel pecar. Através disso, a Klipá se fortaleceria e seria capaz de extrair a Nefesh de Beor, pai deles, do nível Tzomeach.

A isto somou-se o fato de que este pecado foi realizado por meio de Aharon HaKohen, o santo de Hashem. E somou-se também a isso o fato de estar nas mãos deles aquela lâmina (tas) de ouro na qual estava escrito: "Ale shor" (Sobe, boi).

Então, eles usaram de astúcia para fazer aquele Bezerro de ouro, que é chamado de Shor (boi), por meio das poderosas bruxarias de suas bocas — as quais enfraquecem o tribunal celeste. E uniram-se todas as ajudas mencionadas: a da Klipá e das bruxarias, a santidade do poder de Aharon, e o Nome Sagrado que estava naquela lâmina (com o qual haviam subido Yosef do rio Nilo).

Por meio disso tudo, saiu dali o boi de ouro, e dentro dele a espiritualidade e a força vital da Nefesh de Beor, pai deles. E ele subiu de Tzomeach [vegetal] para Chai [animal]. Então, eles o aceitaram sobre si como líder, para que ele lhes informasse o futuro e tudo o que precisassem. E tudo isso ocorreu por meio do fato de terem feito Israel pecar, conforme mencionado acima.

E a Néfesh do perverso Beor, que estava naquele boi, era quem gritava e dizia: "Estes são os teus deuses, ó Israel", conforme disseram nossos Sábios, de abençoada memória.

Também este é o segredo do que disseram nossos Sábios, de abençoada memória, que o alimentaram com ervas, como está escrito no Pasuk (Tehilim 106:20): "À semelhança de um boi que come erva". E o assunto é que, visto que ele estava reencarnado no Tzomeach (Vegetal) e nas ervas, ele comia delas para transferir dali o aspecto de sua Néfesh que estava lá reencarnada; e, por meio de sua alimentação delas, tornavam-se membros dos membros daquele boi vivo (Chai), e ele subia de Tzomeach para animal (Baal Chai). E tudo isso ocorria por meio do poder dos Kesamim deles. Por isso, fizeram este Bezerro no mês de Tamuz, que é o último mês do tempo da reencarnação e elevação do Tzomeach para o nível de Baal Chai.

וַיָּמִ֥ירוּ אֶת־כְּבוֹדָ֑ם    בְּתַבְנִ֥ית שׁ֝֗וֹר אֹכֵ֥ל עֵֽשֶׂב

עש"ב

Shaar HaGilgulim, haQadmá 22:

E eis que o assunto dos gilgulim foi explicado em muitos lugares, e como está mencionado no versículo: "Livra a minha Nefesh da espada, e da mão do cão a minha vida [literalmente minha Yechidá]" (Salmos 22:21). Os nossos Sábios (de abençoada memória) também aludiram a isso ao dizerem [Berachot 33a, veja também Pessachim 112b]: "[Se você vir] a cabeça de um touro [comendo] no cesto — suba ao teto e jogue a escada debaixo de você!", pois aquele que vê um touro preto nos dias de Nissan deve fugir dele e subir ao telhado, porque haSatan dança entre os seus chifres.

"O BOI BUMBA"

"BOI BOI BOI, BOI DA CARA PRETA, PEGA ESSE MENINO QUE TEM MEDO DE CARETA"

"FESTA DE SAN FERMIN"

(ESPANHA)

E o assunto é que o touro, que é Dina Kashia (julgamento duro), está mais pronto para que a Nefesh faça gilgul nele do que os demais animais; por isso deve-se fugir dele, o que não ocorre com as outras feras. Visto que estabelecemos anteriormente que não há tempo de ascensão do gilgul que está no Tzomach (vegetal) para o Chai (animal), exceto de Nissan em diante, por isso nos dias de Nissan — que é quando entra nele aquele gilgul do ímpio —, talvez por causa do acréscimo desse Ibur mau, ele cause dano a quem o encontrar. Porém, depois que o animal se acostuma com ela, já não causa dano; por isso não há preocupação exceto no primeiro mês de sua ascensão, que é o mês de Nissan, no qual o touro, ao comer a erva que é Tzomach, recebe o gilgul daquele ímpio que estava antes naquele Tzomach.

E já foi explicado por nós no Sha'ar HaPessukim no assunto de Yunus e Yumbrus, os filhos do ímpio Balaão, que eles fizeram o Bezerro no mês de Tamuz, e sobre ele foi dito: "na semelhança de um touro que come erva" (Tehilim 106:20).

OREV & ZEEV

YANES & YUMBRUS

REMO & ROMOLUS

ROMA

CRISTIANISMO

(Nota marginal: E em outro lugar encontrei escrito em nome do Maharchu [מהרח"ו ז"ל], de abençoada memória, que a palavra עשב [erva] serve como iniciais para שבעה עשר בתמוז [Dezessete de Tamuz]).


O TOURO DE BRONZE [de Wall Street]



Os EUA foram fundados em 4 de julho de 1776. No calendário hebraico, esse dia caiu exatamente em Shiva Assar be'Tammuz (שִׁבְעָה עָשָׂר בתַּמּוּז), o "Dezessete de Tammuz" do ano 5536 (תקל"ו) - Tzom Tamuz; o dia 17 de Tamuz é um dos dias mais negativos do ano qabalístico. Ele marca o início do período de luto de três semanas (Bein HaMetzarim) que culmina em Tisha b'Av (9 de Av). Historicamente, nesta data as duas Tábuas dos Dez Pronunciamentos - Aseret HaDibrot (עשרת הדיברות) cairam das mãos de Moisés e se quebraram, quando ele se deparou com o Éguel Zahav (Bezerro de Ouro), e séculos mais tarde os muros de Jerusalém foram rompidos pelos romanos antes da destruição do Segundo Templo.

Quando calculamos a gematria da data exata da fundação dos EUA escrito como "No 17 (dezessete) de Tamuz, em [5]536"


בי״ז בְּתַמּוּז בהתקל״ו
778

Através dos métodos de decodificação cabalística (como a Cifra Avgad Reverso), essa assinatura numérica revela conexões profundas com as forças arquetípicas de Gog u'Magog.


Shoah Atomit (Holocausto Nuclear)

שואה אטומית

778

Os EUA foram fundados sob o domínio de energias severas, no dia associado à um grande sistema de idolatria. E não são os EUA que dominam e ditam as regras do mundo inteiro?!

O TOURO DE BRONZE DE WALL STREET


Sempre que a pessoa corrompe a santidade de sua essência e entrega a sua alma aos domínios da Avodá Zará — seja acorrentando-se à ilusão da riqueza, à obsessão pelo controle ou à embriaguez do poder, seja mesmo depositando sua esperança e suas intenções em locais externos —, abre-se instantaneamente um abismo insondável em seu próprio ser. Esse vazio interior testemunha a dolorosa ruptura entre a centelha do homem e o seu relacionamento com o seu Criador, apartando a criatura do Fluxo de Luz da Fonte Suprema.

"Não terás outros deuses diante de Mim...", "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma..." (Êxodo 20)

O Criador é o Soberano Absoluto, a Raiz Única de onde emana e subsiste toda a existência. Sob essa luz, a essência da Avodá Zará desvela-se não apenas como o culto a um ídolo de pedra, mas como qualquer ato que curve o ser humano ao exílio de si mesmo, escravizando-o a um sistema de forças estranhas à realidade espiritual de sua alma.

O PECADO DO BEZERRO DE OURO


O Pecado do Bezerro foi um dos pecados mais graves em que o povo de Israel falhou. O pecado ocorreu no quadragésimo dia da subida de Moshe Rabbeinu ao Monte Sinai. Aqueles que falharam foram mortos por três tipos de execução. Como resultado desse pecado, as Tábuas da Lei foram quebradas e todo o povo de Israel foi punido com quarenta anos no deserto.

Este pecado se assemelha ao pecado da Árvore do Conhecimento, pois na entrega da Torá a impureza da serpente havia se afastado do povo de Israel e a morte havia sido anulada para eles; porém, após o Pecado do Bezerro, a impureza retornou e a morte lhes foi decretada como punição, assim como foi decretada para Adão HaRishon e sua descendência.

Depois que o povo de Israel saiu do Egito em 15 de Nissan, eles iniciaram uma jornada de cinquenta dias, alternando dias de viagem e de acampamento. No início do mês de Sivan, eles chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no sopé do Monte Sinai, do lado oriental. No quinquagésimo pela manhã, a Divina Presença (Shechiná) desceu sobre o monte e o povo de Israel vivenciou o momento da Entrega da Torá, ouviram os Dez Pronunciamentos e suas almas voaram de seus corpos até que o Santo, Bendito Seja Ele, enviou-lhes o orvalho da ressurreição, com o qual Ele ressuscitará os mortos no futuro, e os reviveu. Depois disso, eles se voltaram a Moisés e pediram que ele servisse como intermediário entre eles e Deus, pois temiam a experiência de uma nova expiração da alma.

Na manhã seguinte, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber mais detalhes sobre os mandamentos da Torá e para descer com as Tábuas da Lei. Antes de sua subida, Moisés anunciou que subiria por quarenta dias completos, após os quais desceria com as Tábuas.

Houve alguns dentre o povo de Israel, especialmente da "multidão misturada" (Erev Rav, os egípcios que se juntaram ao êxodo), que erraram e pensaram que o dia da subida de Moisés estava incluído na contagem, embora ele tivesse anunciado que se tratava de dias completos, que incluem "noite e dia". Essas pessoas esperaram por Moisés no dia 16 de Tamuz e, ao meio-dia, começaram a dizer que Moisés certamente havia morrido. Além disso, o Satã agiu para que o mundo parecesse "confuso" e mostrou-lhes uma visão em que anjos carregavam o caixão de Moisés, ou seja, que Moisés havia morrido e os anjos estavam realizando seu funeral.

Quando a Erev Rav viu isso, reuniram o povo ao redor de Aharon HaKohen, e pediram que ele lhes fizesse "outros deuses". O Rebe explica que, na verdade, eles queriam um substituto para Moisés e não para o Santo, Bendito Seja Ele, e como não se pode confiar em seres humanos e eles já sabiam que os servos de Hashem na Carruagem Celestial possuem a face de um boi, pediram um substituto semelhante.

Aarão, vendo que o povo estava muito entusiasmado e não podia ser adiado, pediu-lhes que trouxessem as joias de ouro das orelhas das mulheres e das crianças, a fim de atrasar a fabricação do bezerro. As mulheres recusaram-se a entregar seu ouro para a confecção do bezerro; por isso, os homens tiraram de si mesmos os brincos que tinham nas orelhas e os reuniram em um só lugar. Aarão atirou o ouro no fogo e os magos que estavam entre a multidão misturada moldaram a forma do bezerro por meio de feitiçaria. Segundo outra opinião, Mica pegou a placa de metal na qual Moisés havia escrito as palavras "Sobe, boi" para erguer o caixão de José do rio Nilo, jogou-a no fogo e imediatamente um bezerro de ouro saiu do fogo, com a capacidade de andar e comer.

A multidão misturada, vendo o sucesso, proclamou: "Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito!".

Depois que o bezerro foi feito, Aarão quis adiar o povo de Israel um pouco mais e, por isso, proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor". Aarão pretendia atrasá-los o máximo possível e, por isso, começou uma construção intencionalmente lenta do altar, na esperança de que Moisés descesse e os impedisse. Ele teve medo de contê-los diretamente após ver que haviam matado Hur, filho de Miriam, que os havia repreendido.

Na manhã seguinte, haSatan apressou o povo de Israel a acordar cedo, para que tivessem tempo de pecar antes que Moisés descesse do monte. O povo de Israel ofereceu sacrifícios, sentou-se para comer e festejou.

O dia em que Moisés realmente deveria descer era 17 de Tamuz. No mesmo momento em que Hashem entregava as Tábuas da Lei a Moisés, o povo de Israel começou a festejar com o bezerro. O Santo, Bendito Seja Ele, disse imediatamente a Moisés: "Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu". Ou seja: "Toda a tua grandeza existe por causa do povo de Israel, e agora que eles pecaram por causa do povo que você subiu do Egito — a Erev Rav —, desça da tua grandeza".

Hashem queria exterminar todo o povo de Israel e criar uma nova nação a partir de Moisés, mas Moisés implorou ao Santo, Abençoado Seja Ele, que não o fizesse por duas razões:

O Faraó havia dito a Moisés para não ir ao deserto porque via a estrela da "maldade" (Ra'ah) subindo contra eles, e agora pareceria que o Faraó estava certo — de que quando o povo de Israel estivesse no deserto, a destruição viria sobre eles.

Em virtude dos Patriarcas, a quem o Santo, Abençoado Seja Ele, jurou que estabeleceria deles um povo que herdaria a Terra de Israel.

Hashem ouviu as palavras de Moisés e "arrependeu-se" da decisão de exterminar todo o povo de Israel.
[fonte: Chabadpédia]


17 BE'TAMUZ - As Cinco Rupturas Cósmicas da Data


A tradição rabínica estabelece cinco eventos históricos e catastróficos que motivaram a instituição do jejum público no dia 17 de Tamuz:

1. A Quebra das Tábuas da Lei
Após a outorga da Torá em Shavuot, Moshé subiu ao Monte Sinai no dia 7 de Sivan. Ele permaneceu lá por quarenta dias e quarenta noites para receber as Tábuas da Lei com os Dez Pronunciamentos. Esse período encerrou-se exatamente no dia 17 de Tamuz. Ao descer do monte e se deparar com o povo cometendo o Pecado do Bezerro de Ouro, as Letras da sustentação voaram de sobre as Tábus e elas cairam e se quebraram ao pé do monte.

2. A Cessação do Sacrifício Diário (Korban HaTamid)
O Korban HaTamid era o sacrifício diário realizado no Templo Sagrado, composto por dois cordeiros ofertados ininterruptamente — um pela manhã e outro ao entardecer. Durante o cerco a Jerusalém, as forças inimigas bloquearam o fornecimento dos animais necessários, forçando a interrupção definitiva deste serviço ritual no dia 17 de Tamuz.

3. O Rompimento das Muralhas de Jerusalém
Durante o período do Segundo Templo, o exército romano cercou Jerusalém. No dia 17 de Tamuz, as forças invasoras conseguiram romper as muralhas da cidade, o que culminou na invasão subsequente e na destruição do Santuário.

Nota Histórica: No Primeiro Templo, o rompimento das muralhas ocorreu originalmente no dia 9 de Tamuz. Contudo, os Sábios unificaram o jejum no dia 17 porque a destruição do Segundo Templo possui consequências mais severas e duradouras para o exílio atual. Paralelamente, o Talmud Jerusalém afirma que, mesmo na época do Primeiro Templo, o rompimento ocorreu no dia 17, mas o sofrimento e a confusão da população levaram a um erro no registro cronológico da data.

4. A Queima do Rolo da Torá
Um oficial romano chamado Apostomus queimou publicamente um rolo da Torá, em um ato de profanação e ataque direto à fé e à identidade judaica.

5. A Colocação de um Ídolo no Santuário
Uma imagem de idolatria foi introduzida no interior do Templo (Heichal).


A RETIFICAÇÃO MÍSTICA


No dia 16 de Tamuz, o povo fez surgir o Bezerro de Ouro. Naquele momento, Aharon HaKohen proclamou: "Amanhã haverá uma festa para o Senhor", referindo-se ao dia 17 de Tamuz. A intenção de Aharon era que Moshé retornasse a tempo de interceptar o culto ao Bezerro, transformando o dia seguinte em uma celebração ao Deus único através da anulação da idolatria. Embora o povo tenha se precipitado antes da descida de Moshé, a declaração de Aharon permanece como uma profecia para o futuro.

O AriZal (Rabino Isaac Luria) esclarece que há um segredo (Sod) nessas palavras: no futuro, Hashem reverterá o dia 17 de Tamuz em uma data de celebração, cumprindo a visão de Aharon. Na Torá, o termo "amanhã" frequentemente alude a um tempo futuro e messiânico.

A conversão do 17 de Tamuz em dia de festa atuará como a retificação (Tikun) definitiva para o Pecado do Bezerro. O erro do Bezerro consistiu em atribuir poder a uma existência separada da Unidade do Criador. Essa distorção será totalmente corrigida na Redenção Final, quando a Unidade Absoluta preencher a criação, elevando inclusive as faíscas de santidade capturadas pelas cascas mais densas da impureza.
[fonte: Chabadpédia]



SHALOM! RAZÁ ILAÁ!

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

POR QUE DAVID MATOU URIAS?


TODAS AS IMAGENS NESTE ARTIGO FORAM CRIADAS PELO AUTOR E ESTÃO PROTEGIDAS PELA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS.
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CAUSAS KÁRMICAS
A SAMSARA EM MOVIMENTO

A primeira vez que li que a Serpente não era um réptil rastejante mas um ser alado que habitava o Éden muito antes de Adão e Eva serem criados, foi no primeiro volume de A História dos Hebreus, de Flávio Joséfo, publicado em 1956 pela Edameris Editora das Américas e que habitava nossa estante de livros encostada na parede sul da pequena sala de estar na velha casa construída na Rua Jorge Jones na Vila Curuça Velha, em São Miguel Pta. Essa descoberta mudou a imagem religiosa que eu possuía na época, ainda em tenra idade. Na verdade, serpente, foi empréstimo tradutória que foi dado ao hebraico bíblico Nachash na Toráh Bereshit pereq 3.

וְהַנָּחָשׁ, הָיָה עָרוּם, מִכֹּל חַיַּת הַשָּׂדֶה, אֲשֶׁר עָשָׂה יְהוָה אֱלֹהִים;

"Nachash significa ver atentamente, aprender por observação atenta e experiência, assobiar, sussurrar, adivinhar, encantamento, encantamento, augúrio e presságio; significa também uma serpente, assim chamada por seu assobio; também significa latão, cobre e ferro, como metais, correntes e grilhões inferiores."

Estudamos que, quando a Nachash copulou com Chaváh, duas energias negativas vieram a existência no universo. Elas foram chamadas de Milcom e Pe'or. Mais tarde, estas duas energias negativas entraram no nosso mundo através das relações incestuosas das filhas de Lót com o próprio pai.

    "A Serpente primordial penetrou nos frutos daquela Árvore (Etz da'at tóv ve'rá), sendo este o vinho que ela bebeu. E gerou dois graus que estão inter-relacionados e cercam o lado da Profanidade. Um se chama Milcom e o outro Pe'or."

    "Suas filhas fizeram-no beber vinho, QUE É O SEGREDO DA SERPENTE PRIMORDIAL, e deram-lhe duas nações. Um se chamava Amom, que está oculto, e o outro, Moabe, que está revelado. O grau de Amon é O ÍDOLO Milcom, o conselheiro de ocultação. O grau de Moabe é Pe'or, o qual é completamente revelado."

- Zôhar Vayerá 331-332

Para aqueles que não são iniciados na Dere'k Nistar (דֶרֶך נִסתָר) - Tradição Secreta do Jardim do Éden - e nem são dominadores do idioma dos céus, o hebraico e nem do aramaico antigo, Qayin, o fruto da primeira gravidez de Chaváh, era filho de Adam ha'Rishon. Mas não é isso que a Toráh nos ensina. Está escrito:

    "E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Qayin, e disse: Alcancei um varão do Yud Hê Va Hê." 

- Gênesis 4:1

O Zôhar nos esclarece que, quando Eva veio até Adão, ele CONHECEU (SOUBE) que ela já estava grávida da Nachash. Esta é a razão da estranha declaração de Chaváh quando disse "Alcancei um varão do Yud Hê Vav Hê (Qaniti ish et-Yud Hê Vav Hê)."

וְהָאָדָם, יָדַע אֶת-חַוָּה אִשְׁתּוֹ; וַתַּהַר, וַתֵּלֶד אֶת-קַיִן, וַתֹּאמֶר, קָנִיתִי אִישׁ אֶת-יְהוָה.

Em razão de "qaniti (קָנִיתִי)" ele foi chamado Qayin e ele era belo com os anjos acima e como os humanos primordiais abaixo, conforme nos ensina o Zôhar. Vendo que ela já estava grávida, Adão também copulou com ela e desse acasalamento nasceu Hével (Abel).

Esta relação incestuosa de Samael, que era um Cheruv, com Eva, foi ensinada por Yeshu'a em Matitiahu pereq yud'gimel, pessuqim 24 a 26 chamada de Parábola do Trigo e do Joio.

    "Jesus apresentou-lhes outra parábola : «O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto toda a gente dormia, veio o inimigo desse homem, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando as plantas cresceram e se começaram a formar as espigas, apareceu também o joio."

- Mateus 13:  24-26

DOIS SUBIRAM E SETE DESCERAM

Em razão do pecado primordial, dessas primeiras relações nasceram cinco seres: Qayin e sua irmã gêmea, Abel e suas duas irmãs gêmeas. Esse é o segredo do enigma registrado no Talmud "Dois subiram, sete desceram" que foram Adão e Eva e seus cinco filhos. Todas as gestações de Eva depois de sua primeira foram de seis filhos. Como Adão e Eva possuíam asas, pois era imagem e semelhança de Elohim, todos os seus filhos já nasciam com asas.

Por causa do pecado de Adam e Chaváh de comer da Etz da'at tóv ve'rá, Qayin que era filho de Samael que havia encarnado na Nachash, nasceu sem uma de suas gêmeas e foi isso que o levou a assassinar Hével. Por isso foi escrito:

    "E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou."

- Gênesis 4:8

O campo, referido aqui acima neste versículo, era a gêmea suplente de Hével. O vocábulo hebraico usado no versículo é "Sadêh (שָּׂדֶה)" cuja raiz etimológica é "Shad (שָׁד)" que significa "seio" e, portanto, se refere à mulher. Na tradução para o hebraico de Mateus 24, nos lemos os vocábulos "zerá (זֶרַע)" que é sêmen e "sadehú (שָׂדֵהוּ)" indicando que ele "semeou" a sua mulher que era o seu campo. A parábola então diz que "veio o inimigo e semeou ervas malignas" no campo do homem (Adão) e, chegando a época da colheita (parto) se descobriu a erva maligna (Qayin) junto com a erva boa (Hével).

Quando Samael, chás ve'shalom, encarnado na "Serpente" mantém relações com Eva, nasce o Tikun (Karma) da Nachash. E, quando Qayin assassina Hével em consequência do pecado de Adão, nasce o Tikun de Qayin.

As partes manchadas da alma de Qayin, néfesh, rúach e neshamá, são reencarnadas, no futuro, para serem corrigidas em três pessoas diferentes. O rúach de Qayin vai para Reuven ben Ya'aqóv. A neshamá dele vai para Jetro (Itrô) e a néfesh para Mitzri, o egípcio.

"Samael era o grande príncipe dos céus. As Chayiôth possuem quatro asas e o Serafim, seis asas, no entanto, Samael tinha doze asas. O que Samael fez? Ele pegou seu bando e desceu e viu todas as criaturas que o Santo, bendito seja Ele, havia criado em Seu mundo e não encontrou entre elas nenhuma tão habilidosa para fazer o mal como a Nachash, como foi dito: "Agora a Nachash era a mais astuta do que qualquer chayá do campo (Gênesis 3:1)". Sua aparência era semelhante a de um camelo, e ele, Samael, montou e cavalgou sobre ela. A Torá começou a clamar em voz alta, dizendo: Ó Samael! agora que o mundo foi criado, é hora de se rebelar contra o Onipresente? É como um momento em que você deveria se elevar ao alto? O Senhor do mundo “rirá do cavalo e do seu cavaleiro” (Jó 39:18)."

- Pirkê D'Rabbi Eliezer - VIII"




A PRIMEIRA REENCARNAÇÃO

Assassinado, Hével volta em Shét ben Adam e este mistério está escondido no versículo que narra o nascimento de Shét.

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת:  כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה.

גִילגוּל

Dentro destes versículos a partir de "heragô Qayin (הֲרָגוֹ קָיִן) - o assassinou Qayin" a partir da letra gimel (ג) de "heragô (הֲרָגוֹ) a cada três saltos equidistantes as letras se juntam para revelar "Gilgul (גִילגוּל)" que é o termo hebraico para reencarnação. Esta letra gimel (ג) na palavra "heragô (הֲרָגוֹ) que é a inicial do código "gilgul (גִילגוּל)" e a 5.373 letra da Toráh. No ano 5.373 do calendário hebraico, 1613 no calendário gregoriano, o Rabbi Chaim Vital, publicou o Sha'ar ha'Gilgulim (Portal das Reencarnações) abrindo os mistérios do gilgul para o mundo todo.

CONSEQUÊNCIAS KÁRMICAS

Quando Adão pecou, manchou as partes de almas que estavam nele. Nesse momento, ainda com a consciência elevada e estendida, ele procurou no futuro, almas que o ajudariam a retificar o pecado que havia cometido. Ele viu a alma do Rei David que o ajudaria a consertar o mundo mas, viu que, devido à profundidade que ela havia caído dentro das qlipot do mal, sequer teria existência no mundo físico. Adão, então, pediu ao Qadosh baruch hú, se poderia doar parte da sua vida para que David pudesse existir no mundo. O Santo, abençoado seja Ele, concordou e, Adão, doou setenta anos de sua existência para a alma de David. Em razão dessa doação, Adão viveu 930 anos dos 1000 que deveria ter vivido.

Hével e Shét são transmigrados em Moshê (Moisés) conforme já estudamos em "Os Segredos da Concepção de Moisés" sendo o "mem (מ)" a inicial de Menachem (מנחם) que era Noé, o "shin (ש)" de "Shet (שת)" e o "hê (ה)" final de "Hével (הבל)."


Quando Moisés descobre sua verdadeira identidade hebréia, ele alcança o Total Recall (recordação total) de que ele havia sido Hével e Shét. Um dia, quando Moisés está caminhando pelas do Egito, ele vê Mitzri maltratando um hebreu por causa da mulher dele. Ele vê que Mitzri era a transmigração da néfesh de Qayin e ele se lembra de haver sido morto por ele devido à sua gêmea. Ele também vê que Mitzri não ria fazer o tikun (correção da alma) e nem teria filhos justos. Por isso ele o matou usando o Santo Nome de 42 Letras.

וַיִּפֶן כֹּה וָכֹה, וַיַּרְא כִּי אֵין אִישׁ; וַיַּךְ, אֶת-הַמִּצְרִי, וַיִּטְמְנֵהוּ, בַּחוֹל.
42

Jetro, que recebeu a neshamá de Qayin, recebe o missão de fazer o tiqun de devolver a esposa de Abel dando sua própria filha, Tziporah, para ser esposa de Moisés (Abel). 

    "Apesar de tudo isso, porque Moisés queria cobrir a nudez de seu pai (Adão), tomou a filha de Jetro para ser sua esposa. De Jetro está escrito: “e os filhos do Qeni, sogro de Moisés... (Shoftim 1:16).” Isso já foi explicado. Por que Jetro foi chamado de Qeni? Porque ele se separou de Qayin, como está escrito: “agora Chever, o Qeni... Separou-se de Qyain... (Shoftim 4:11).” Depois de separar a multidão mista da alma de Qayin, ele procurou levá-los ao arrependimento (teshuvá), a fim de cobrir a nudez de seu pai, adão. Porque o Santo, bendito seja Ele, atribui um bom pensamento a uma ação, o Santo, bendito seja ele, disse a Moisés: “cuidado com eles, com essa multidão mista.” Mas mesmo assim, associarei seu bom pensamento - de querer levá-los a se arrepender - com ação.” A multidão mista é a força de separação que está na árvore do conhecimento do bem e do mal, que levou o pecado sobre adão. E a multidão são as forças de separação das quais o Santo, bendito seja ele, o advertiu: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás (Beresheet 2:17).” Estes também trouxeram o pecado sobre Moisés e Israel."

- Zôhar Bereshit A 286

Parte da alma de Adão foi transmigrada no Rei David para fazer a correção de Amon e Moav que são a manifestação das duas energias negativas chamadas Malcon e Peor e corrigir o pecado primordial. Eva é transmigrada em Batsheva e a Nachash em Urias. David reconheceu-se como a reencarnação do primeiro Adão, e que Batsheva que foi a encarnação de Eva e, portanto, sua verdadeira alma-gêmea, e que Urias havia sido a encarnação da serpente. Por esta razão Urias não podia tocar em Batsheva, porque ele não poderia manter relações com ela em razão do que Nachash tinha feito, e de fato, verdadeiramente, ele não a tocou. Urias deveria ter sido morto no momento em que ele ofendeu o Rei David, ao invés disso, David o enviou para morrer pela espada dos amonitas cuja origem havia sido a relação de Serpente com Eva. Na espada de Amon estava gravado a imagem da Serpente. Ao invés de corrigir o dano, David o fortaleceu.

    "Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher."

- IIº Samuel 12: 9-10


O rei dos Amonitas se chamava Nachash e quando Nachash (serpente), rei de Amon, morreu, o rei Davi sentiu-se na obrigação de enviar emissários para confortar seu filho Chanoon (gracioso) em seu luto "por seu pai ter feito uma gentileza comigo" ( v2). Essa bondade foi realizada quando Davi levou seu pai, sua mãe e seus irmãos de Israel para Moabe, país natal de sua bisavó Rute, a fim de escapar da perseguição de Saul (I Samuel 22:3). O rei de Moabe matou toda a família, exceto Elihoo, irmão de Davi, que é o único mencionado depois (I Crônicas 27:18) e que escapou fugindo para Amom, onde foi recebido por Nachash.

וַיְהִי, אַחֲרֵי-כֵן, וַיָּמָת, נָחָשׁ מֶלֶךְ בְּנֵי-עַמּוֹן; וַיִּמְלֹךְ בְּנוֹ, תַּחְתָּיו.

Iº Crônicas 19:1

"E Davi tirou a coroa do rei deles de cima de sua cabeça. E ela estava na cabeça de Davi." Os sábios discutiram se David realmente usava esta coroa pesada na cabeça ou se ela estava de alguma forma posicionada pairando acima de sua cabeça, mantida no lugar, talvez, pela força magnética da "pedra preciosa" que ela continha (Avodah Zarah 44a). (Os amantes do Rabino Nachman podem estar interessados ​​em considerar a conexão entre esta coroa e a coroa acima da cabeça do rei em sua história de "A Aranha e a Mosca".)




DAVID & NAVAL

"E o Rei David, que a paz esteja com ele, que é uma reencarnação de Adão, também precisava tirar de Naval esta última gota, que ainda estava sob domínio da Serpente. Por isso David tinha que fazer o mesmo que Iaacov a Lavan, guardando o rebanho de Lavan, como está dito "Serviram-nos de muro, ao nosso redor, de dia como de noite, todos os dias que estávamos com eles apascentando as ovelhas." Depois ele (David) pegou Avigail a mulher de Naval e ela ficou sendo mulher de David, propriamente dito. Outra vez me parece ter ouvido do meu mestre que Iaacov foi castigado por ter se casado com duas irmãs, as filhas de Lavan. E por causa disso, o Rúach posto em Leá reencarnou em uma mulher, que é Avigail, a profetisa. E elas são as suas duas esposas [daquela outra reencarnação dele como Iaacov], que apareceram como Avigail, mulher de David, e Avigail, sua irmã. Naval — נב"ל reencarnou em três encarnações na ordem das três letras do seu nome em hebraico. Lamed (ל) de Lavan, Beit (ב) de Bilám e Nun (נ) de Naval. E todas elas estão aludidas em um só versículo "Como a perdiz que chilreia para ajuntar filhotes." A perdiz é um símbolo de Lavan, que juntou pedras e fez uma Coluna Sagrada e a chamou Iegar-Sahaduta [יגר שהדותא] pois a tradução [para o aramaico] de Coluna é Degurá, que significa "perdiz". E como os nossos Sábios, de abençoada memória, disseram, de que ele não tinha filhos até Iaacov vir à sua casa, como diz o versículo "e Adonai te abençoou por minha causa." Por isso o versículo diz: "que não pôs" [que é o sinal de que ele não tinha filhos]. Depois ele reencarnou em Bilám, que possuía uma "Néfesh vasta", como nossos Sábios disseram sobre o versículo "Se Balaq me desse sua casa cheia de prata e ouro." E sobre ele se disse: "aquele que ajunta riquezas através da injustiça", para amaldiçoar as pessoas. E por isso o texto diz "ele a perderá ao longo de seus dias." E como ele morreu no meio de sua vida, está dito na Guemará: "Eu vi para mim no livro de Bilám e lá estava escrito: Bilám tinha trinta e três anos de idade quando matou a Pinchás". E por isso o versículo diz "no meio de sua vida". Adendo: Shmuel disse: Parece-me, que na Guemará está escrito: "Bilám, o coxo, tinha trinta anos quando Pinchás o ladrão o matou". E por isso o texto diz: "No meio da sua vida ele a abandonará." E também, já que Bilám é a encarnação intermediária [entre Lavan e Naval], e a encarnação de Naval, o carmelita é a última, por ser a terceira, está escrito "e no fim será por todos menosprezado (hebraico: Naval)." Por isso as letras que formam o nome Naval são justamente as mesmas que formam o nome Lavan, mas ao contrário. Em relação a Iossef, o Justo está escrito "e fez-lhe uma túnica listrada."

Sha'ar Ha'Gilgulim Haqadmáh 36

Tudo nesse nosso universo sofre transmigrações com a missão de corrigir a nudez de nosso pai Adão e, portanto, absolutamente nada acontece por acaso. Ninguém se aproxima de ninguém aleatoriamente. Nenhum relacionamento acontece regido pela casualidade. Tudo é regido pelas Leis de Gilgulim e Mishpatim e somente aqueles que estudam os segredos dos céus podem compreender os eventos que acontecem no universo.

Autor
Bën Mähren Qadësh
Qabalista



O Artesão Da Luz