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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

413: Um Selo Sobre A Reencarnação



Recebendo O Meu Rúach

“A gematria expressa e manifesta o pensamento de D’us. Portanto, é correto dizer que D'us está na matemática e que ela é também o idioma divino."

Bën Mähren Qadësh

Gematria: é um código alfanumérico de atribuição de um valor numérico a um nome, palavra ou frase com base nas suas letras hebraicas. Uma única palavra pode gerar vários valores, dependendo da cifra usada. Por exemplo, a primeira palavra da Torá é “Bereshit (בראשית)” no versículo “Bereshit bará Elohim et há’shamayim ve’et há’aretz (No princípio criou Elohim os céus e a terra) e cuja gematria é igual a 613 e que, então, pode ser substituída por outra de igual numerologia e, com isso, fará abrir outros segredos escondidos na Torát Nistar (Torá Oculta). Uma expressão com gematria equivalente à da palavra Bereshit (No princípio) é “Hitbodedut Elohim (התבודדות אלהים)” revelando, desta forma, a maneira que Elohim usou para criar o universo. O termo “Hitbodedut” significa “Meditação” e ao aplicarmos a substituição pela gematria equivalente descobrimos “Hitbodedut Elohim bará Elohim et há’shamayim ve’et há’aretz (התבודדות אלהים ברא אלהים את השמים ואת הארץ) – Com meditação divina criou Elohim os céus e a terra.” Assim, todos os mistérios do universo, do mundo, da alma e da vida podem ser revelados e explicados com o uso da gematria.

Já foi explicado em diversos artigos aqui no blog, publicações no Facebook e nos meus livros que a alma tem cinco nomes. Esses são:

Néfesh, Rúach, Neshamá, Chayá e Yechidá

Cada um desses níveis está atado a cada um dos cinco mundos da Árvore das Vidas e do corpo divino de Adam há’Rishon (Homem Primordial). Néfesh ao mundo de Assyá (mundo da realização). Rúach, ao mundo de Yetzirá (Formação). Neshamá, ao mundo de Briá (Criação). Chayá, ao mundo da Emanação (Atzilut) e, finalmente Yechidá à coroa da Árvore das Vidas, o mais elevado de todos os mundos e ao Sagrado, Ele mesmo, bendito seja.

Quando uma pessoa vem ao mundo, ela recebe uma Néfesh. Em uma segunda reencarnação, ela recebe, se mérito tiver criando em sua primeira encarnação, o nível de Rúach e, em uma terceira reencarnação se mérito tiver adquirido, o terceiro nível de Neshamá e, se continuar trabalhando espiritualmente realizando as Mitzvot (Preceitos da Torá), Estudo e kavanot (meditações) da Torá Ne’elam (Torá Escondida) e Estudo e meditações com o Zôhar Sagrado, ela poderá adquirir os outros dois níveis restantes. Um exemplo de pessoas que alcançaram todos os níveis são Daniel e seus três amigos Chananiá, Misha’ël e Azariáh que, mesmo sendo lançados na fornalha ardente, não sofreram qualquer dano, pois haviam alcançado e adquirido todos os cinco níveis da alma.

As vezes, até que a pessoa possa merecer o seu rúach, terá que passar por muitas reencarnações até que todos as tiqunim (correções) do mundo de Assyáh, sejam realizadas. Talvez ela tenha que voltar ao mundo atravessando muitas épocas até que chegue o tempo que venha para receber o seu rúach (espírito).

A REVELAÇÃO

Manhã de 22 de setembro de 2019, acordei, recitei as kavanot da aurora e me levantei. Chamei um Uber para a minha mãe e voltei para completar o despertar. Enquanto tomava meu banho, meditava com mantras budistas entoados na voz de Lex Von Someren, dentre eles, o meu mais preferido que é Balinéia.

Higienizado o corpo, ungido com óleos essenciais, me sentei na cama e continuei a meditação para só então, dirigir-me à cozinha com intenção de preparar o meu café da manhã, claro, mantendo a mente meditativa.

Coei o café, preparei meu prato com banana, aveia e pasta de amendoim e vim para o quarto e, enquanto me alimentava tomando meu delicioso café me veio, à mente, a expressão “Qol Há’Tzerufim (קול הצרופים)” cujo significado é “A Voz Das Permutações.”

Enquanto eu considerava o emergir da voz interior me instruindo, uma matriz antiga do Código de Qohelet me voltou à memória e com ela a gematria 413 e junto veio a revelação, pois, 413 é a gematria Avgad Reversa de “Qol Há’Tzerufim.”

Este valor numerologico cabalista me é por demais apreciado e começou a ser manifestar na minha vida há dezessete anos, quando Elisheva surgiu na nossa K’nesset Eliahu no final de 2001 trazida por uma das primeiras famílias que vieram para frequentar a Qehilá, a família Schminsky, da qual, no futuro, também seria, desferido, contra minha vida, o punhal da traição, ao qual eu já estava destinado. Elisheva possui gematria igual a 413.

Novamente e, pela enésima vez, me pus a calcular a gematria do valor 413 e desta vez, a maior de todas as aberturas místicas se realizou e a revelação se manifestou:


A transliteração da frase acima é “Baú elav gal Velikovsky” que se traduz “Veio para revelar Velikovsky” e cuja gematria é exatamente 413, a mesma do nome Elisheva.

Como explicado acima neste mesmo capítulo, o Dr. Immanuel Velikovsky, nascido no mesmo dia e mês que eu nasci, era o esposo de Elisheva Kramer e eu, no futuro estava destinado também a uma Elisheva e, como explicado, o rúach de Immanuel Velikovsky, entrou, pelo portal do nascimento, na jovem, nascida no mesmo dia e mês que eu fui concebido no calendário hebraico, ou seja, em 13 de Elul, com destino a mim no futuro e, portanto, era inevitável que Elisheva fosse trazida a mim no final de 2001 para que eu recebesse o que a mim pertence, o meu segundo nível de alma, o meu rúach.

Já expliquei que, a gematria de “Rúach Immanuel (רוח עמנו-אל)” é exatamente 413, o que demonstra e evidencia a manifestação do divino na minha vida e o poder de realizar e estudar Torá neste mundo e na Academia Celestial.

No corpo de Elisheva descansava o rúach de Immanuel Velikovsky que estava destinado a mim para ser o meu segundo nível de alma. Era inevitável o nosso encontro e nossa relação amorosa e por isso uma aura poderosa se manifestava sempre que estávamos juntos. A medida que a relação se intensificava, as centelhas do espírito de Immanuel transmigravam para o meu corpo de acordo com o segredo do Yibur explicado pelo Arizal e compilado em Sha’ar Há’Gilgulim pelo Rabino Chaim Vital de quem eu também sou uma reencarnação. Lembrando que o Rabino Vital era uma reencarnação da alma de Chizkiyahu Mélech Yehudá que reencarnou depois em Immanuel Velikovsky e, finalmente, em mim.

 667
O Verdadeiro Gurú

Gurú: Professor espiritual, especialmente, aquele que inicia uma pessoa no caminho da Sabedoria espiritual. Na tradição cabalista, Rabbi (רבי).

Foi o Arizal (Rabbi Itzchaq Lúria) quem revelou ao rabino Chaim Vital, de abençoada lembrança, que ele havia recebido a alma do Rei Ezequias por Yibur durante uma shabat em 1572, quando ele viu, escrito na testa de Vital, as palavras de Rabban Yochanan Ben Zaccai que ele proferiu quando estava para morrer: “Preparem uma cadeira para o Rei Ezequias, ele está vindo (הכינו כסא לחזקיהו מלך יהודה שבא).” Em 2016, eu tive um sonho e nele, fui levado à Academia Celestial e lá, os mestres da Toráh me disseram em uníssono estas palavras de Rabban Yochanan me mostrando, ao mesmo tempo, as mesmas escritas em Sha’ar Há’Gilgulim (Portal das Reencarnações) me informando também, que havia nelas, um segredo de gematria. O valor numerologico destas palavras proferidas por nosso mestre Yochanan Ben Zaccai é igual a 761 que corresponde à gematria do ano 761 que correspondeu ao ano 2001 no calendário solar gregoriano. Foi naquele ano que ascendi novamente, nesta reencarnação, ao nível de rabino.

Quando fui ordenado Rabino novamente nesta vida e recebi minha semichá espiritual da alma do nosso mestre, o Arizal, passei a ser chamado, por inspiração divina, de Rav Misha’Ël (רב מישאל) cuja gematria é igual a 583 e esta, é a mesma da expressão “Paulo, hú le’gilgul rabbi Chaim Vital (פאולו הוא לגילגול רבי חיים ויטאל)” cuja tradução é “Paulo, ele é a reencarnação do Rabino Chaim Vital.” Meu nome civil, Paulo, possui a mesma gematria de Chaim Vital que é 123.

“Os filhos de Belém: 123”
Ezra 2:21

Em Shoferim (Juízes) capítulo 19, nos encontramos as palavras “el-Beith Lechem (אל-בית לחם)” que se traduzem como “para Beith Lechem (para Belém)” e cuja gematria é exatamente igual a 583. Eu nasci na maternidade do Belenzinho, no distrito do Belém, em São Paulo, em 10 de junho de 1966 e minha mãe me chamou Paulo (123). O Rabino Chaim Vital cuja gematria é igual a 123, nasceu na aldeia de Safed, norte de Israel, em 23 de outubro de 1542 e faleceu no dia 23 de abril de 1620. A expressão “Yavô Tz’fat (יבא צפת)” que se traduz “Virá de Safed” possui gematria igual a 583. Este valor era também o número da casa na qual nossa Sinagoga estava estabelecida pela qual o contrato de aluguel foi assinado no dia 23 de abril de 2001 com vencimento no dia 23 de outubro de 2003.

A mensagem do 583? "Virá de Safed para Belém (יבא צפת אל-בית לחם)" evidenciando que a centelha de alma que se tornaria a minha "néfesh ha'eloqit (נפש האלוהית)" viria de Safed, Israel, para Belém, São Paulo e se manifestaria quando eu completasse 35 anos e pisasse os pés na casa número 583, na Vila Amorim, em Suzano, no dia 23 de abril de 2001, dia do falecimento do rabino Chaim Vital, que nasceu em Saféd em 1542.

A gematria Avgad Reversa de Rúach Immanuel é 667 que é exatamente a mesma numerologia cabalística de Rabbi Itzchaq Lúria (רבי יצחק לוריא). O Arizal, como ele mesmo revelou, veio ao mundo apenas para guiar o Rabino Chaim Vital ao Despertar da sua própria alma e revelar a ele quem ele realmente era.  A expressão “Yada yavô Tz’fat (ידע יבא צפת)” que se traduz “O conhecimento virá de Safed” possui gematria igual a 667 que é a mesma de Rabbi Itzchaq Lúria.  A mesma numerologia cabalista é a gematria de “Gilgul yavô be’Tz’fat (גילגול יבא בצפת)” cuja tradução é “A reencarnação virá de Safed.”

Outra importante expressão reveladora que possui a mesma gematria de Rabbi Itzchaq Lúria que é 667 é a expressão “Gilgul be’yibur be’NaRaN (גלגול בעיבור בנרן)” cuja tradução é “Reencarnação por Yibur de NaRaN”. NaRaN é o segredo de Néfesh, Rúach e Neshamá recebidas por Yibur, conforme a expressão indica e evidencia por sua gematria que é 667, a numerologia cabalística do autor do Sha’ar Há’Gilgulim (Portal das Reencarnações), o Rabbi Itzchaq Lúria, no qual estes níveis são mencionados e explicados.

Continuará...


Autor
Bën Mähren Qadësh
Misha'Ël Ha'Levi


domingo, 23 de dezembro de 2018

Galút: O Exílio Das Centelhas De Almas Nas Qlipót


Em Meguilat Esther 3, lemos: "Va'yassar ha'mélech et tabaetô, meal yadô, va'ytená, le'Haman Ben Hamedata ha'Agagi--tzorër ha'yehudim (י וַיָּסַר הַמֶּלֶךְ אֶת-טַבַּעְתּוֹ, מֵעַל יָדוֹ; וַיִּתְּנָהּ, לְהָמָן בֶּן-הַמְּדָתָא הָאֲגָגִי--צֹרֵר הַיְּהוּדִים.)". A tradução aproximada é: "Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, o Agagi, inimigo dos judeus (Ester 3:10)".

O SEGREDO DAS 70 SEMANAS DE DANIEL

Há uma intrigante pergunta que deve ser feita aqui para este passuq (versículo) que é: Por que foi usada aqui uma palavra traduzida para inimigo/adversário que contem duas letras resh (ר)? A palavra "tzorër (צֹרֵר )" quando usualmente a palavra para inimigo que é "tzar (צר)" contem apenas uma letra resh? Por exemplo, a palavra para "tribulação/adversidade" é "tzará (צרה)". Qual é o segredo então? Para desvendá-lo temos que recorrer a outro texto do Tana'k, o do livro de Daniel:

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo (שָׁבֻעִים שִׁבְעִים נֶחְתַּךְ עַל-עַמְּךָ וְעַל-עִיר קָדְשֶׁךָ, לְכַלֵּא הַפֶּשַׁע ולחתם (וּלְהָתֵם) חטאות (חַטָּאת) וּלְכַפֵּר עָו‍ֹן, וּלְהָבִיא, צֶדֶק עֹלָמִים; וְלַחְתֹּם חָזוֹן וְנָבִיא, וְלִמְשֹׁחַ קֹדֶשׁ קָדָשִׁים.)" 


- Daniel 9:27.

Setenta semanas são um código para as setenta sefirot de "zeir anpin" e neste caso para as setenta sefirot do Adão das Qlipot onde as almas caíram e ficaram aprisionadas nas conchas e é por isto que a palavra para adversário usada em Esther contem duas letras resh somando o total de 490. Ora, setenta vezes sete é igual 490 e como se trata das sefirot são semanas de anos, pois cada uma das sete emanações da Árvore das Vidas é também da Árvore da Morte contém outras dez e assim, setenta vezes sete é igual a 490.

O adversário dos judeus, ou seja, das centelhas de almas caídas nas Qlipot são as conchas que aprisionaram as almas e por isto é usada a palavra "tzorër" que também significa "pacote, embrulho, amarração" pois as conchas mantém sobre seus domínios as almas como pérolas dentro de conchas.

Estas setenta vezes sete sefirot são chamadas de Exílio da Pérsia, Exílio da Grécia e o Exílio de Edom que é Roma e é por isto que ambas as narrativas acontecem na Pérsia e na Grécia, tanto a de Esther como a de Daniel. Quando os dois exílios da Pérsia e da Grécia terminaram, as centelhas foram devolvidas e como não haviam terminado a correção kármica, isto é, gravando com perfeição o Nome Sagrado, uma semana restou, isto é a sefirá malchut das Qlipot que é o domínio do exílio de Edom (Roma).

Uma confusão foi feita pelo cristianismo (Edom) estabelecendo que esta semana restante são apenas sete anos e que na verdade são as sete sefirot de malchut de Edom. Este segredo do exílio das almas nas Qlipot é também aludido no Tehilim 124, onde as centelhas clamam pelo auxílio divino enquanto presas nas conchas. Vejamos:

"Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós (לוּלֵי יְהוָה, שֶׁהָיָה לָנוּ-- בְּקוּם עָלֵינוּ אָדָם. ג אֲזַי, חַיִּים בְּלָעוּנוּ-- בַּחֲרוֹת אַפָּם בָּנוּ.)".


Tehilim 124

A tradução é horrível e na verdade não diz "homens" mas "quando Adão se elevou sobre nós (בְּקוּם עָלֵינוּ אָדָם)". Este Adão é o outro Adão, o Adão Ha'rá (maligno) que é o Adão Belial, o Adão das Qlipot.

O problema foi que, quando as almas foram devolvidas do primeiro Exílio, o da Babilônia, elas foram devolvidas com defeito pois o nome sagrado não havia sido gravado adequadamente e perfeitamente e, então, foram devolvidas nos Exílios da Pérsia e Grécia (Zeir Anpin das Qlipót) onde também não completaram a Correção (Tikun) e então elas caíram dentro do Exílio de Edom (Malchut das Qlipót) que se estendeu e é o mais longo, pois dura até os dias de hoje.

CONCLUSÃO

Haman Ben Hamedata, o Agagi, é o nome Código que as Qlipot da Pérsia receberam em Esther e que é chamado "inimigo dos judeus" que são as centelhas de almas. Bendito seja o Sagrado que nos revelou este segredo.

Você poderá descobrir mais sobre esse mistério no meu Livro "O TENEBROSO SEGREDO DE MATRIX" à venda no Clube de Autores.

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Autor
Dipankara Vedas
Bën Mähren Qadësh

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mistérios Sobre a Shabat - O Verdadeiro Dia da Shabat



O Zôhar afirma que Moshê (Moisés) ocultou-se do mundo numa Shabat e para os não iniciados poderá "soar" que nosso Mestre Moisés tenha deixado o mundo no entardecer duma sexta-feira qualquer, mas não é assim.


ובְהַאי רָצוֹן, אִסְתַּלָּק מֹשֶׁה, נְבִיאָה מְהֵימָנָא קַדִּישָׁא מֵעָלְמָא. בְּגִין לְמִנְדַּע, דְּלָא בְּדִינָא אִסְתַּלָּק, וְהַהִיא שַׁעֲתָא בְּרָצוֹן דְּעַתִּיקָא קַדִּישָׁא נָפַק נִשְׁמָתֵיהּ, וְאִתְטָמַּר בֵּיהּ. בְּגִין כַּךְ, (דברים ל"ד) וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ כְּתִיב. מַה עַתִּיקָא קַדִּישָׁא, טְמִירָא מִכָּל טְמִירִין, וְלָא יַדְעִין עִלָּאִין וְתַתָּאִין. אוּף הָכָא, הַאי נִשְׁמְתָא דְּאִתְטַמַּר בְּהַאי רָצוֹן, דְּאִתְגַּלְיָא בְּשַׁעֲתָא דִּצְלוֹתָא דְּמִנְחָה דְּשַׁבְּתָא, כְּתִיב וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ וְהוּא טָמִיר מִכָּל טְמִירִין דְּעָלְמָא, וְדִינָא לָא שַׁלְטָא בֵּיהּ. זַכָּאָה חוּלָקֵיהּ דְּמֹשֶׁה.

Veha’ai ratzon, istalak Moshe, nevi’ah meheimaná qadishá me’alma. Begin leminda, dela bedina istalak, vehahi sha‘ata beratzon de’Atiká qadishá nafak nishmateh, ve’ittamar beh. Begin kakh, (Devarim 34) velo yada ish et kevurato ketiv. Mah Atiká qadishá, temirá mikol temirin, vela yad‘in ila’in vetata’in. Uf hakha, hai nishmeta de’ittamar behai ratzon, de’itgalyá besha‘ata ditzlota deMinchá deShabb'ta, ketiv velo yada ish et kevurato, vehu tamir mikol temirin de’alma, vedina la shalta beh. Zaka’a chulakeh deMoshe.

"E neste ratzon retirou-se Moshe, o profeta fiel e santo, do mundo. Para saber que não se retirou por din, mas naquela hora, no ratzon de Atiká Kadishá, saiu sua neshamah e ocultou-se nele. Por isso está escrito (Devarim 34): “e nenhum homem conheceu o seu sepulcro”. Assim como Atiká Kadishá é oculto de todos os ocultos, e não o conhecem os superiores nem os inferiores, assim também aqui: esta neshamah que se ocultou neste ratzon, que se revela na hora da tefilah de Minchah de Shabat, está escrito “e nenhum homem conheceu o seu sepulcro”; e ele é oculto de todos os ocultos do mundo, e o din não domina sobre ele. Feliz é a porção de Moshe."

- ZOHAR ITRO 88A - 464

וַיִּקְבֹּר אֹתוֹ בַגַּיְא בְּאֶרֶץ מוֹאָב מוּל בֵּית פְּעוֹר וְלֹא יָדַע אִישׁ אֶת קְבֻרָתוֹ עַד הַיּוֹם הַזֶּה.

"Vayiqbor oto bagai be’eretz Moav mul Beit Pe‘or, velo yada ish et kevurato ad hayom hazeh."

DEVERAIM 34:6

Aqui, no próprio versículo que narra o sepultamento de Moshê, criptografado dentro do próprio passuq (versículo) em ""Pe'or, velo yada ish et..." está "ADAR (אדר)." Moshê se ocultou no dia 7 de Adar e o Zôhar afirma que este dia foi SHABAT.

De acordo com o luach dos Hilul'Ot dos Tsadiqim, nosso Mestre Moisés nasceu no dia sétimo de Chodesh Adar, o mês em que Moed Purim está fixado, e deixou o mundo em outro sétimo dia de Chodesh Adar 120 anos depois e o Zôhar revela que isto foi uma Shabat. O nascimento de Moisés deu-se no ano hebreu de 2368 e o seu ocultamento no ano hebreu de 2488. A Toráh foi outorgada no ano hebreu de 2448. No calendário greco-romano Moisés nasceu então no ano 1393 antes de Cristo e ocultou-se no ano 1273, no dia 23 de Fevereiro, num domingo que foi considerado pelo Zôhar como sendo uma Shabath e não porque era uma sexta-feira e sim porque foi o sétimo dia do mês hebreu.

As evidências de que não foi uma sexta-feira greco-romana (mesmo porque isto nem existia naquela época) por ser visualizadas nas imagens.





Em outro ponto está revelado pelo Dere'k Nistar, a tradição dos Mistérios através do Santo Zôhar, que o Rei David nasceu numa Shabat (Shavu'Ot) e por isto teve também que deixar o mundo numa Shabat (Shavu'Ot) 70 anos depois. O nascimento de David ha'melech (O Rei David) deu-se no ano hebreu de 2854 no dia 6 de Sivan que correspondeu ao dia 25 de Maio de 907 antes de Cristo, uma Quarta-Feira e ocultou-se no mesmo dia 6 de Sivan de 2924, isto foi Segunda-Feira, 30 de Maio de 837 antes de Cristo, ambos nascimento e ocultamento foram numa Shabat.

Portanto, a shavuá (semana) estabelecida pela Torah não é a semana estabelecida pela religião e a Shabat não é às sextas-feiras.

A Torah diz: 
"Lembra-te do sétimo dia para o santificar...".
זָכוֹר אֶת-יוֹם הַשַּׁבָּת, לְקַדְּשׁוֹ.

Por que o sétimo dia é tão importante? Porque está atado ao sétimo nível de consciência, ao sétimo céu e o Sagrado só se encontra no sétimo pavimento, que é o Pavimento de Safira (Livinat ha'Saphir) no Sétimo Heichal (Palácio Celestial). Isto significa que todos os véus da consciência ilusória devem ser atravessados para se chegar ao sétimo nível, o sétimo dia.

Dentro do passuq mencionado acima há um código nas rashei teivot (letras iniciais) onde lemos "Para ela o Zayin (sétimo)."

A consciência Israel (os aspectos negativos em nós que foram corrigidos e elevados) é dominada pela Lua, enquanto a consciência das nações (os aspectos negativos não corrigidos) é dominado pelo sol.

Assim, no 7°, 14°, 21° e 28° dias do mês lunar são shabat'Ot (plural de Shabat) caindo ou não na sexta-feira. Logo, deve-se compreender que a Shabat é consciência e assim para o mequbal (místico hebreu/qabalista) todos os dias são Shabat.

Por que então, o judaísmo aceitou a corrupção? Desconfio que a resposta seja dinheiro, o capitalismo.

A CONFUSÃO CRIADA POR 
HILLEL IIº

Antigamente, o povo ia até o Beit-Din (Tribunal Rabínico) para saber, por exemplo, quando ia cair o Rosh Chodesh ou se, ao ver a Lua nova, aquele dia era Rosh Chodesh. O Beit-Din calculava e confirmava ou não se era Rosh Chodesh. Com a destruição do Beit Ha'Miqdash e não podendo mais o Beit-Din se reunir, Hillel IIº criou um calendário com alternativa para "ajudar" o povo a não se afastar das festas e das Shabatot empurrando o dia da Shabat para sexta-feira romana e assim, ao invés de ajudar o Am ha'Aretz, ele lançou a consciência do povo ao dominio das qlipot. Hoje, passados séculos, o povo sequer conseque calcular e compreender que está errado e assim, não conseguem corrigir, devolvendo a Shabat ao seu dia verdadeiro.

IOM HA'SHABAT
O CÓDIGO 


Investigando sobre o verdadeiro dia da Shabat, descobri o código acima cuja key-code (palavra-chave) é "IOM HA'SHABAT (יום השבת)" que surgiu cruzada pelo versículo  de Shemot (Êxodo) 15 do capítulo 31:

שֵׁשֶׁת יָמִים יֵעָשֶׂה מְלָאכָה וּבַיּוֹם הַשְּׁבִיעִי שַׁבַּת שַׁבָּתוֹן קֹדֶשׁ לַיהוָה כָּל הָעֹשֶׂה מְלָאכָה בְּיוֹם הַשַּׁבָּת מוֹת יוּמָת׃

"Sheshet yamim ye’aseh melachah, u’vayom ha’shevi‘i Shabbat Shabbaton kodesh laYHWH; kol ha’oseh melachah beyom haShabbat mot yumat."

"Seis dias será feita a obra, mas no sétimo dia é Shabat de completo repouso, sagrado para YHWH; todo aquele que fizer trabalho no dia de Shabat certamente morrerá."

- Êxodo 31:15


EVIDÊNCIAS ANTIGAS

O Seder Olam Rabbah, um texto rabínico antigo que oferece uma visão geral da história judaica, lista a destruição dos dois Templos, enfatizando como este dia foi providencialmente escolhido para a destruição do Segundo Templo para exatamente igualar o Primeiro: 

הָיָה ר׳ יוֹסִי אוֹמֵר מְגַלְגְּלִין זְכוּת לְיוֹם זְכוּת וְחוֹבָה לְיוֹם חוֹבָה. כְּשֶׁחָרַב הַבַּיִת בָּרִאשׁוֹנָה אוֹתוֹ הַיּוֹם מוֹצָאֵי שַׁבָּת הָיָה וּמוֹצָאֵי שְׁבִיעִית הָיְתָה, וּמִשְׁמַרְתּוֹ שֶׁל יְהוֹיָרִיב הָיְתָה, וְתִשְׁעָה בְּאָב הָיָה. וְכֵן בַּשְּׁנִיָּה.


Hayah Rabi Yosi omer: megalgelin zechut leyom zechut vechovah leyom chovah. K’shecharav habayit barishonah, oto hayom motza’ei Shabbat hayah, u’motza’ei shevi‘it hayetah, u’mishmarto shel Yehoyariv hayetah, veTish‘ah beAv hayah. Vekhen basheniyah.


"Rav Yossi declarou: O mérito é destinado a um dia de mérito, e acerto de contas para um dia de acerto de contas. Quando o Primeiro Templo foi destruído, foi na noite seguinte ao dia da Shabat, foi no ano seguinte a um ano sabático (shemitá), e foi no tempo de serviço da família Yehoyariv, e foi o 9º da Av. O mesmo se aplica à Segunda destruição do Templo."

Aqui está a evidência de que a recepção da Shabat no mês em que o Beit Ha'Miqdash foi destruído, foi no sétimo dia do mês de Av e logo, se compreende que se seguida o calendário lunar da Toráh e não o calendário juliano vigente na época.

TALMUD TAANIT 29a

אָמְרוּ: כְּשֶׁחָרַב בֵּית הַמִּקְדָּשׁ בָּרִאשׁוֹנָה, אוֹתוֹ הַיּוֹם תִּשְׁעָה בְּאָב הָיָה, וּמוֹצָאֵי שַׁבָּת הָיָה, וּמוֹצָאֵי שְׁבִיעִית הָיְתָה, וּמִשְׁמַרְתָּהּ שֶׁל יְהוֹיָרִיב הָיְתָה. וְהַלְּוִיִּם הָיוּ אוֹמְרִים שִׁירָה, וְעוֹמְדִין עַל דּוּכָנָם. וּמָה שִׁירָה הָיוּ אוֹמְרִים? ״וַיָּשֶׁב עֲלֵיהֶם אֶת אוֹנָם וּבְרָעָתָם יַצְמִיתֵם״, וְלֹא הִסְפִּיקוּ לוֹמַר ״יַצְמִיתֵם ה׳ אֱלֹהֵינוּ״, עַד שֶׁבָּאוּ נׇכְרִים וּכְבָשׁוּם. וְכֵן בַּשְּׁנִיָּה.

"Os Sábios disseram: Quando o Templo foi destruído pela primeira vez, aquele dia era o Nono de Av; e e foi no término do Shabat; e era o ano seguinte a um Ano Sabático; e era a semana da guarda sacerdotal de Yehoyariv; e os levitas estavam cantando o cântico e de pé sobre sua plataforma. E que cântico eles estavam cantando? Eles estavam cantando o versículo: “E Ele trouxe sobre eles a sua própria iniquidade, e os eliminará em seu próprio mal” (Salmos 94:23). E não conseguiram recitar o final do versículo: “O Senhor nosso Deus os eliminará”, antes que os gentios viessem e os conquistassem. E assim também aconteceu quando o Segundo Templo foi destruído."

Taanit 29a -12


O texto do Talmud deixa claro que o Beit-haMiqdash foi destruido um dia depois da Shabat, logo, se o Templo foi destruido em 9 de Av, a Shabat foi no dia 7. Qualquer pessoa que queira argumentar que o calendário de Hillel IIº está correto mostrará toda ausência de compreensão e se insistir mostrará o qual desonesto é.

7, 14, 21 e 28


EVIDÊNCIAS NO SÊFER CHEZIONOT
CHAIM VITAL




Outra evidência se encontra no Sêfer Ha'Chezionot (Livro das Visões) do Rabino Chaim Vital em uma anotação que ele fez sobre um sonho que teve na Érev Shabat (Véspera da Recepção da Shabat). Ei-lo:

ליל שבת כ"ז לניסן. ראיתי כי קרי בחלום, ואקום ואצטער מאד מאד על הקרי, וחזרתי לישון וארא למורי ז"ל. ויאמר לי: "הנה, עדיין לא הגיע הזמן על מה שצוויתיך בהיותי חי, שתלך לדור בירושלים." ועתה בא הז"ה עמי למערה אחת של צדיקים, לדעת מה יהי'. והכנסני היה במערה אחת של צדיקים מהזמן התנאים הראשונים, והיו בה בנין קדרון מפואר מאד מן אבנים גדולות על הציונים של ת"ח, אותן הקברות על אותה מערה של הלל ושמאי. וארא שהייתי חקוקתי באבן אחת גדולה, שעל קבר אחד שם קסטיאל חקוק, ותחתיו חקוק שם סמאל, וגם היה שמות אחרים חקוקים חקוקין כן שם ושכחתים. ושם אמר לי מורי ז"ל: "הנה, כבר הגיע הזמן ונתנין לך רשות שתלך לדור בירושלים."


"Sexta-feira à noite, dia vinte e sete de Nisan, 5337. Eu vi que eu tive uma emissão seminal em um sonho. Acordei e fiquei muito angustiado com a emissão. Voltei a dormir e vi meu mestre z"l. Ele me disse: Ainda não chegou o tempo que eu te ordenei quando eu era vivo, que você deveria ir morar em Jerusalém. Agora, venha comigo para uma caverna dos Tzadqim, para saber o que será no futuro. Ele me levou a uma caverna particular dos Tzadiqim do período do início dos Tannaim. Era uma construção muito bonita e antiga, feita de grandes pedras sobre as lápides, como a caverna de Hillel e Shammai. Eu vi esculpido em uma grande pedra sobre uma sepultura o nome Castiel e sob ela esculpido o nome Samael. Havia outros nomes também esculpidos ali, mas eu os esqueci. Lá, meu professor z"l me disse: Chegou a hora e você recebeu permissão para ir morar em Jerusalém."

Sêfer Ha'Chezionot - anotação 26

Se nota aqui, claramente, que o rabino Chaim Vital, teve o cuidado de anotar o dia, que foi o dia 27 de Nisan e, evidentemente, Vital não escreveu "sexta-feita" mas, "Leil 27 be'nisan (noite de 27 de nisan)" ou seja, numa Érev Shabat, indicando que a Shabat era santificada nos dias ordenados pela Torah, ou seja, 7, 14, 21 e 28 do mês hebraico e, por esta razão, Vital escreveu "leil" que é anterior à meia-noite.

Seguindo em seu diário, o Rabino Chaim Vital nos fornece outra evidência de que a Shabat era santificada nos dias de acordo com o luach da Toráh. Vejamos:



"Na noite seguinte no encerramento da shabat. Sonhei que havia um livro aberto diante de mim e escrito nele que os zaddiqim estão em um nível mais alto do que os "animais sagrados", pois suas almas são cortadas do trono divino."

Sêfer Ha'Chezionot - anotação 27 

É claro que Vital não escreveu "Saturday" como está na tradução para o inglês. Isso foi coisa do tradutor cuja mente permanece dominada pelo calendário gregoriano. O que Chaim Vital escreveu foi "Dia seguinte, Shabat..." ou seja, "Dia seguinte, vinte e oito de Nisan, Shabat..." o que deixa claro e evidência que, láno século XVI, os Cabalistas de Tz'fat seguiam os dias no calendário da Torah e não no calendário juliano imposto por Roma.

Em outras anotações em seu diário, Vital nos forneceu mais evidência de que seguia a santificação da Shabat de acordo com o que foi ordenado na Torah. Vejamo-as:

"Sexta-feira à noite, dia treze de Ab. Sonhei que era o dia de Shavuot ou Rosh Hashaná e eu estava sentado com meu pai, minha mãe e parentes comendo à mesa."

Sêfer Ha'Chezionot

Nota aqui que Vital menciona o dia 13 do mês como sendo o sexto dia, ou seja, a Érev Shabat, o que está correto, pois as vésperas das Shabatot sempre caem nos dias 6, 13, 20 e 27 de cada mês hebraico.

Erev Shabat
6,13,20 e 27

Fica claro e estabelecido que os qabalistas de Safed não seguiam o calendário de Hillel IIº e continuavam seguindo o calendário cósmico da Torah.

O Zôhar, em Parashat Itro, nos conta que, Moshê, nosso messias e nosso mestre, faleceu em uma Shabat como consequência de ter nascido em uma Shabat. E quando foi que nasceu Moshê nosso mestre? No dia 7 do décimo segundo mês, o Chodesh Adar e, faleceu no mesmo dia, 120 anos depois, em 7 de Chodesh Adar e portando, o Zôhar está nos informando que, o dia da Shabat é o dia 7 do mês hebraico.

A SHABAT DE'QATNUT

EM CONSTRUÇÃO...

Bem, temos que trabalhar para corrigir isto, o que é muito difícil, pois tudo no mundo (alma) esta sob o domínio do lado da corrupção, exceto Israel (a consciência corrigida, elevada e desperta). Que o Sagrado, bendito seja Ele, nos ajude. 

Razá Ila'ah
BËN MÄHREN QADËSH
RAV MISHA'ËL HÄ'LEVI

O Artesão Da Luz