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domingo, 30 de agosto de 2026

A PRINCESA, A TORRE ENCANTADA E O DRAGÃO


PALAVRAS CONTADAS PELO ANJO - O PROFETA ELIAS A RABI SHIMON BAR YOHAI - A LÂMPADA SAGRADA - NA CAVERNA A CERCA DE DOIS MIL ANOS ATRÁS SOBRE EVENTOS QUE OCORRERAM NUMA ANTIGA ERA ANTERIOR À TODAS AS ANTERIORIDADES... NOS TEMPOS DO VELHO ANCIÃO...


"Há uma torre que flutua no ar. Sobre ela permanece a Filha do Rei, enquanto uma poderosa e antiga Serpente desafia todos aqueles que tentam alcançá-la... Àquele que conseguir derrotar a Serpente será entregue a Princesa"

Você sabe de quem é essa torre? Quem é o dragão, e qual é a identidade da princesa? E quem será o herói que virá para resgatá-la e entregá-la ao Rei?

TIKUNEI ZOHAR, TIKUN 21 folha 42b:

Alguns sábios estavam pelo caminho, investigando nos segredos da primeira palavra da Torá: Bereshit. A conversa avançava por sendas cada vez mais ocultas e escondidas.

Eles diziam "Bereshit. Nela estão insinuados seis anciãos. E quem são esses seis? Eles estão indicados nas palavras: “Et ha-shamayim ve-et ha-aretz” — “os céus e a terra”. Eis que, então, somos sete. Mas existem ainda três que permanecem ocultos acima deles. Assim aparecem sete anciãos e uma Filha. Essa Filha é o Shabat, a única, que corresponde aos sete."

Um jovem vinha seguindo atrás deles. E esses anciãos encontraram a Lâmpada Sagrada - Rav Shimon - e seus companheiros. Disseram-lhe: “Rabbi, Rabbi! Tu e teus companheiros encontrastes um jovem que, pelo caminho, vinha seguindo atrás de vós?”

Ele lhes disse: “Encontrei muitos acampamentos que vinham da batalha contra a Serpente Primordial [Nachash ha-Qadmoni]. Eram acampamentos de anjos, que desciam apressadamente para receber as orações, provenientes do aspecto das cinquenta letras com as quais Israel realiza a Unificação todos os dias [Qeriat Shemá que possui 25 letras recitado duas vezes]. É a respeito delas que está escrito: ‘E armados subiram os filhos de Israel da terra do Egito.’”

Em hebraico "e armados" chamushim (וַחֲמֻשִׁים) pode ser escrito como chamishim (חֲמִשִּׁים) que é cinquenta.

[São] anjos que descem para travar a batalha, encarregados das orações. Todos eles desciam com a força da Gevurá [a coluna da esquerda]. Quando venciam a Serpente Antiga e as numerosas forças que lhe pertencem, estas os perseguiam por causa dos muitos pecados de Israel.

E eles são os mestres das orações, e contemplam o Nome Havayah, que é Biná, a qual desce sobre eles com a força da Gevurá.

Todos estas forças caem de sua posição, e neles se cumpre: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar”. Esse “mar” são os cinquenta Portões de Biná, as cinquenta letras do Qeriat Shemá. A gematria de Yam que é Mar (ים) é 50.

Nesse meio-tempo, eis que aquele jovem apareceu diante deles, conduzindo os animais por trás. Ele lhes perguntou: “Qual é o significado de: ‘E deixou sua veste na mão dela’?” (sobre Yosef fugindo da mulher de Potifar)

E esta é a sua veste: a veste da Serpente é a idolatria [avodá zara]. Quando a Serpente vem para unir-se ao corpo de um homem adormecido, dizendo: “Deita-te comigo” — uma prostituta insolente —, e por causa do sinal da Brit [em Yosef] foi dito: “E ele fugiu e saiu para fora”.

Quando ela procura unir-se aos Tzadikim, é necessário separar-se dela e não obter nenhum benefício dela, nem sequer…

Folha 43a: Nem sequer de sua pele. “Vai, vai”, dizem ao nazireu; “dá a volta, dá a volta ao redor da vinha, mas não te aproximes dela”. É isso que está escrito: “E deixou sua veste junto dela” — a pele do Yetzer ha-Ra. E esta é a veste da Serpente, o avodá zara.

Disseram ao jovem: “Quem és tu?”

Ele lhes disse: “Eu sou o filho de um certo Peixe [Leviatã] que nada no Grande Mar [os 50 graus de retificação que se concluem em Malchut de Malchut e abrem o Gmar Tikun, Moshe alcançou 49 portões, mas virá para atingir o 50 portão como Moshe-Mashiach], que engole todos os peixes do mar [todos os níveis espirituais] e os faz sair vivos para fora [que não se anulam,pois são iluminados pela Luz de Yechidá que é a fonte da Vida Eterna que só desce após a retificação do 50 portão]. 

E, às vezes, ele sai para a terra seca, para que nele se cumpra: ‘E multipliquem-se como peixes em abundância no meio da terra’.” Eles ficaram maravilhados.

Disseram-lhe: “Já que não é tua vontade revelar quem és e de quem és filho, qual é o lugar de tua morada?”

Ele lhes disse: “O lugar da minha morada é uma certa torre que voa no ar [Biná, a letra Lamed, a Torre do Messias, Ohr Neshamá].” Eles ficaram maravilhados.

Disseram-lhe: “Não nos digas mais nada. Quem é teu pai?”

Ele lhes disse: “Meu pai é um grande Peixe [o grau do Atik Yomin]. Quando tem sede, abre sua boca e engole as águas do mar [contempla todos os aspectos da Torá em todas as infinitas formas]; e durante setenta anos o mar não retorna à sua força. E o segredo dessa palavra é: ‘Ele confia que o Jordão irromperá para dentro de sua boca’. E ele engole tanto do mar, enquanto vós não extraístes dele senão o equivalente a um único jarro (Kad - כד- 24), que corresponde aos vinte e quatro livros da Torá [isto é, os 24 livros do Tanach]. Como, então, não o reconhecestes?”

Naquele momento, Rabbi Elazar se lembrou e disse: “Certamente, tu és o filho de Rav Hamnuna Saba! [ou seja, tu, o jovem, és a Luz de Chaya]”

Eles se alegraram com ele e disseram: “Certamente, se tu estivesses neste mundo em tua verdadeira condição [pois o jovem estava empregnado neles no estado de Ybur e eles não podiam reconhecê-lo], nós desceríamos de nossos cavalos e seríamos nós mesmos a conduzir os animais atrás de ti.”

Ele lhes disse: “Aquela Serpente contra a qual travais batalha — como conseguistes escapar dela? Pois ela engole e mata. E não somente isso: ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”

E a Filha do Rei [do Santo Abençoado Seja Ele] está sobre uma torre que voa no ar [a ascenção da alma até o nível do Messias que é a neshamá de Biná]. E todos os dias proclamam no firmamento que todo aquele que matar esta Serpente receberá por esposa a Filha interior do Rei (Bat Melech Penima'ah), “vestida com adornos de ouro” (Tehilim 45:14).

E este “ouro” (Zahav — זהב) é: Zayin (ז) — os sete dias da Criação; He (ה) — as cinco ocorrências de “luz” (Or — אור) em Bereshit 1:3-5; e Bet (ב) — o Bet de Bereshit (בראשית).

Sobre ela foi dito: “Bela como a lua.” Na Academia celestial, chamam-na de Torá Oral (Torah she-be‘al Peh).

E por causa disso, um arauto proclama.

Quantos homens, quantos mestres dos escudos (Marei Terisin) se reuniram no Beit Midrash para travar batalha contra a Serpente por causa dela! E quantos escudos foram feitos — decisões [haláchicas] por causa da Filha do Rei!

E voltou-se para um lado e para o outro, e viu que não havia homem” entre eles capaz de matar a Antiga Serpente — até que venha aquele a respeito de quem foi dito: “E voltou-se para um lado e para o outro [...] e feriu o egípcio”, isto é, Moshe-Mashiach que ferirá a Serpente.

E por causa disso foi dito: “Até que venha Shiloh (‘Ad ki Yavo Shiloh)”. Pois Shiloh (שילה = 345) corresponde a Moshe (משה = 345) pela gematria.

E ela é a sua herança (Morashah), conforme o segredo de: “A Torá que Moshe nos ordenou é uma herança (Morashah)”.

E por isso foi dito a respeito dele:

“Até que venha Shiloh” — Shiloh, que certamente lhe pertence. Ele é quem mata a Serpente Antiga.

E a ele será a obediência dos povos” (וְלוֹ יִקְּהַת עַמִּים — Ve-lo Yiqhat ‘Amim), como está escrito: “O cetro não se afastará de Yehudá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Shiloh, e a ele será a obediência dos povos.”

— Bereshit 49:10

E ele mata a Serpente e suas forças no mar, na terra seca e no firmamento.

E quantos mestres de batalha travaram guerra contra ele sobre o mar! Como está escrito: “Ali navegam os navios” — no Mar da Torá. Esses “navios” são os olhos daqueles que contemplam a Torá. E quantos desses navios foram quebrados e caíram no mar, até que venha aquele a quem [a Filha do Rei, a Torá Oral] pertence por herança (Morashah), que fenderá o Mar da Torá. Então: “O cavalo e seu cavaleiro lançou ao mar” — o cavaleiro é a Serpente Antiga [Sameach-Mem], e sua companheira é o golem sobre a qual ele cavalga [Lili Chaz veShalom].

Naquele tempo, quando aquela Serpente Má for removida do mar, a Serpente Sagrada [o Mashiach] reinará.

Tikkunei Zohar 29b:

Rabbi Shimon abriu [seu discurso] e disse: “Ó seres superiores, preparai-vos e armai-vos com armas de guerra contra a Nachash haQadmoni - a Velha Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas. Ela matou Adam ha-Rishon e todas as gerações que vieram depois dele.”

E por causa disso, todos os dias sai uma proclamação: “Aquele que matar essa Serpente, que faz seu ninho nas grandes montanhas, receberá a Filha do Rei (Barta de-Malka), que é a Oração [uma personificação da Sechiná], e que está sentada sobre uma torre, a respeito da qual foi dito: ‘Torre forte é o Nome de Havayah; para ela corre o Tzadik e é elevado. (Mishlei 18:10)’”

Enquanto isso, eis que o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) vinha chegando com muitas ovelhas, bois e cordeiros, e com um cajado em sua mão. Ele ergueu os olhos para a torre e viu um jovem, um homem chamado Tzadik, que estava sentado sobre a torre. Um arco estava em suas mãos, e ele lançava flechas contra a Serpente. 

Mas a Serpente não dava importância a elas. E o arco é a língua; a concavidade do arco é a boca. O fio escarlate — isto é, o lábio — é a corda do arco. Com ele, o Tzadik lançava flechas, que são as palavras da oração, contra a Serpente.

E não é por causa de alguma fraqueza do próprio Yesod chamado Tzadik, o “Vivente dos Mundos” (Chai ‘Almin), mas por causa da fraqueza daquele que lança essas flechas [por causa daquele que produz fracas orações]: Quando este não é completo [não é um tzadik completo], por causa disso a Serpente não faz caso delas.

Até que veio o Ra‘aya Meheimna (Pastor Fiel) o Mashiach, tomou uma flecha e a lançou contra ela; e assim, uma após outra, por meio de sua oração que é completa, até que uma flecha atravessou o fígado da Serpente.

Pois ele é o Sameach-Mem, o “outro deus”; ali estão seu fundamento e sua raiz. E por causa disso o fígado se ira. Com o que ele se ira? Com a bile, que está aderida a ele. Esta é o Veneno da Morte, sua contraparte feminina, sua cauda [Lili o demônio, Chaz veShalom]. O lobo do fígado é chamado Yoteret (“excedente,resto”), porque, depois de cometer adultérios, ela entrega as sobras ao seu marido [o Sameach- Mem].

E a cauda é sua serva [sua emissária]. Com a bile [o aspecto masculino da impureza] ele se enfurece, e com a cauda [o aspecto feminino da impureza] ele mata. A bile é o seu semblante; a Yoteret é a sua cauda.

No entanto, este é chamado “Adam mau” (Adam Ra) e foi produzir a partir da Árvore da Morte.

Até aqui, Moshe-Mashiach lança as flechas da oração contra a Serpente. A serpente é vencida. Eliminado o obstáculo, pode ocorrer a união com a Shechiná. Agora חץ (chetz) já não representa a flecha que mata o dragão antigo - a Nachash haQadmoni. Ela representa o zera (זרע), a semente, dirigida à Kallah — a Noiva, isto é, ao princípio feminino.

Em direção a ela [a Shechinpa] ele lança as flechas [palavras de orações], com o amor dos olhos.

O “Alvo” é certamente a Shechiná, pois ela protege Israel da Serpente Má, o Sameach-Mem. E ela é a proteção e o escudo do Tzadik. Por isso é dito:

“E sob Suas asas encontrarás refúgio” — as suas asas são os dois He (ה״ה), seu corpo é Vav (ו), sua cabeça é Yod (י).

“Escudo e proteção é a Sua verdade.” “Escudo e proteção” são a Shechiná Superior e a Shechiná Inferior [Biná e Malchut]. “Sua verdade” é o Pilar Central [Tipheret que é a Torá cujo nome é Emet - verdade]; sua cabeça é a Chochmá Superior - a consciência do Olam haAtzilut plenamente unificada ao Santo, Bendito Seja Ele]. O Tzadik [Yesod] é à Sua imagem e à Sua semelhança.

Bem-aventurado aquele que guarda a Brit Milá [Yesod] e a Torá, que é o Pilar Central [Tipheret], pois ambas o protegem: uma neste mundo e a outra no Mundo Vindouro.

(Fim das citações)

De quem é a torre?

A torre representa um lugar espiritual muito elevado, ligado à Biná, o nível da compreensão e da consciência superior, do Mashiach. É chamada de uma “torre que voa no ar” porque não pertence ao mundo físico, mas a uma realidade espiritual acima da nossa percepção comum.

Quem é o Dragão?

O Dragão é a Serpente Primordial, a mesma força que anteriormente derrubou Adam. Ela é toda a impureza do mundo. É ela que impede que a união com a Princesa aconteça. Ela faz ninho nas montanhas, pois representa o Coração de Pedra - o local mais egoísta no ser humano.

Quem é a Princesa?

A Princesa é a Filha do Rei, a Shechiná, o aspecto feminino das Ações do Santo, Abençoado Seja Ele, sua presença entre a Criação. Nas palavras dos sábios, ela apresenta neste texto duas manifestações muito importantes: a Torá Oral e a Oração voltada para a Torá. 

E quem é o herói que derrotará o Dragão?

O herói é Moshe-Mashiach. Muitos guerreiros tentam enfrentar a Serpente, mas nenhum consegue destruí-la definitivamente. No final, é Moshe, em sua dimensão messiânica, quem consegue vencê-la e finalmente entrar na Eretz Yisrael - a completude de tudo.

Shalom, Shalom! Razá Ilaá!

sábado, 7 de abril de 2018

Jetro: O Sogro De Moisés


Choten Moshê

Não há uma Shabat na qual o Sagrado, bendito seja Ele, não se revele, saindo do seu lugar secreto, e abrindo Sua Sabedoria maravilhosa. Muitas vezes a revelação começa muitos dias antes da descida do Sagrado-Feminino e da sua entrada em sua tenda mística (malchut) que é a Qehilat Yisrael (Comunidade de Israel), a Sua Lotus divina. 

Na Torá, Moshê sai do deserto e encontra as sete filhas de Itro (Jetro) dentre as quais Tziporá, a mais velha, lhe será dada por esposa. Itrô é chamado "Chotên (חתן) Moshê", e como está escondido no primeiro passuq do Capítulo 3 de Shemot (Exodus), Jetro era um Sábio. Diz o versículo: "... Itrô chotênu Cohen Midian... (יִתְרוֹ חֹתְנוֹ--כֹּהֵן מִדְיָן;)...". As iniciais de "chotenu Cohen Midian..." formam a palavra "Chacham (חכם)" que se traduz para Sábio. E ele não era apenas mais um Sábio, mas um Sábio da Sabedoria Escondida da Torá, conforme a sua posição diz: Choten (Sogro). A palavra chotên (חתן) contém as roshei teivot de "Chochmat Torat Nistar (חכמת תורת נסתר) - Sabedoria da Torah Escondida". Jetro é a S'firá Chochmá! 

Moses entra na Tenda de seu futuro sogro (Zeir Anpin) onde se encontram suas sete filhas (Chessed, Guevurá, Tiferet, Netzach, Hód e Yesod) e como é shabat todas estão unificadas com Tziporá que é Malchut e então Moshê descobre o Cajado (Yesod) que está ficado no Jardim (Tziporá) de Jetro (a Sabedoria Escondida). Jetro havia prometido que daria sua filha Tziporá ao homem que lê-se o Nome Sagrado gravado no Cajado e o retirasse da terra onde fora plantado. Muitos homens haviam tentado e não haviam conseguido ler o Nome, e isso porque ele estava cifrado. Moisés que conhecia a Sabedoria Escondida (Itro) permuta o Nome (Tziporá) e a Vara levita em sua mão. 

Tziporá (צפרה) significa pássaro que é o segredo de Tzerufá (צרפה)" que é "Permutar" e cujas as letras são as mesmas de Tziporá. Isso é como está escrito: "Ha'El tamim daarchô, imrat Adonai tzerufá... (הָאֵל, תָּמִים דַּרְכּוֹ; אִמְרַת יְהוָה, צְרוּפָה) - D'us é perfeito em seu caminho, a palavra de Adonai deve ser permutada... (IIº Sh'muel 22:31). Assim, Itro dá a Torá não revelada a Moisés (suas seis filhas) e a chave para decodificá-la (Tziporá) e assim revelá-la ao mundo, como está escrito: "... va'yavô el Har ha'Elohim Chorevá (וַיָּבֹא אֶל-הַר הָאֱלֹהִים חֹרֵבָה.) - É veio ao monte de Elohim, Chorevá". Por que aqui está escrito "Chorevá (חֹרֵבָה)" com "hê (ה)" que é feminino no final? Porque ele trouxe para baixo ao mundo a Sabedoria primordial da Torá, pois Chorev (חרב) contém as iniciais de "Chochmat Rishoná be'ha'Torah (חכמת ראשונה ב'התורה) - Sabedoria Primordial da Instrução Divina" é por isso está escrito "Chorevá (חֹרֵבָה)" com hê no final porque o hê é Malchut. 

Assim revelou o Sagrado nesta manhã de Shabat e aqueles que realmente amam e apreciam a Sabedoria divina e reconhecem a alma do seu Mestre (123) e não possuem preconceito de propagar o que o seu Professor revelou, são os que se regozijarão com o que revelou o Santo pela boca do seu servo.


Autor
Bën Mähren Qadësh 
Deepak Sankara Veda
Misha'Ël Ha'Levi

terça-feira, 8 de março de 2016

Razi'Ël & Metatron

ESCUDO DA QABALAH DO ARIZAL

Despertar Do Dia:- Bamidbar 28 - "E falou o Sagrado à Moisés, dizendo (וַיְדַבֵּר יְהוָה, אֶל-מֹשֶׁה לֵּאמֹר) - Vai Davar Adonai el Moshê,  le'emor". Estas palavras são apenas uma vestimenta, um véu para ocultar mistérios divinos.

Comecemos com "Vai Davar Adonai (וַיְדַבֵּר יְהוָה). A gematria desta sentença é igual a 248 que é a mesma do nome Razi'Ël  (רזיאל) o Príncipe dos Mistérios Divinos e o Professor de Adão no Jardim do Éden. Então,  aprendemos aqui que, onde quer em toda Torah que surja "Vai Davar Adonai" significa que o Príncipe dos  Segredos da Qabalah Sagrada está comunicando um mistério da Sabedoria (חכמת נסתר), porque Razi'Ël é a Tara'a da Sefirá Chochmá na Árvore das Vidas.

Ter um mistério da Sabedoria nas mãos e não possuir a sua Compreensão, é o mesmo que possui um livro de Códigos e não saber o que nele está escrito, e é aqui que entra o Príncipe Metatron.

Então, lemos: "El Moshê (אֶל-מֹשֶׁה) - à Moisés". Ël indica que, o que foi comunicado o foi feito divinamente e com bondade, ou seja, por mérito, e Moshê  (מֹשֶׁה) que a Sabedoria que divinamente foi dada foi explicada por Metatron que é a Tara'a da Sefirá Binah  (Compreensão). O nome Moshê (מֹשֶׁה) esconde as iniciais de "Metatron Sar Ha'Panim  (מטטרון שר הפנים) - Metatron (Enoque) O Príncipe das Faces".

E finalmente temos "le'emor (לֵּאמֹר) - dizendo". Este tem a gematria de "mi-ha'tzafun  (מ-הצפון) - à partir de um segredo Codificado. A gematria aqui é 271 e que é a mesma da palavra "Heraion  (הריון)" cujo significado é "Gravidez" indicando que este segredo exigiu Reflexão, pois a Gravidez é o Segredo e o nascimento e a Revelação.

A conclusão é que, onde quer que "Vai Davar Adonai el Moshê,  le'emor (וַיְדַבֵּר יְהוָה, אֶל-מֹשֶׁה לֵּאמֹר)" apareça significa que, Raziel veio com o mistério da Sabedoria e que Metatron o explicou, mas que, a revelação deste mistério da Sabedoria e a sua Compreensão levou algum tempo no trabalho de Reflexão à sua revelação. 

As vezes com algumas almas isso é imediato, e foi como aconteceu comigo nesta manhã. E quanto recitava uma prece e quando cheguei nesta seção, imediatamente eu vi o segredo todo. 

Deepak Sankara​ Deepak Sankara Veda​ 
Qabalah D'Ari'zl.

terça-feira, 1 de março de 2016

Segredos Do Nome De 42 Letras - Ana Be'Koach



"O Nome  de D'us de Quarenta e Duas Letras (Ana Be'koach) é  confiado somente aquele que é piedoso, manso, de meia-idade (40 anos), livre de mau humor, sóbrio, e não insistente em seus direitos. E quem sabe, se for diligente do mesmo, e observá-lo em pureza, será amado e popular acima (entre os anjos) e abaixo (entre os homens e demônios), temido pele humanidade, e herdará  dois mundos, este mundo e no mundo futuro". 

- do Talmude

O Segredo De Lúd

"Rabi Chizkiyahu estava a caminhando da Capadócia para Lud, quando Rabbi Yesa correu em sua direção". -

Zôhar Parasha Noach


Há constantemente no Zôhar, menção a uma suposta localidade nomeada "Lud (לוד)" para onde os Mestres constantemente viajavam ou caminhavam.

Por exemplo: "Quando os rabis se encontravam na Caverna em Lud" ou "Quando os rabis estavam viajando para Lud" ou ainda "Quando os rabis estavam na cidade de Lud".

O que é Lud afinal? Lud não é uma localidade física geográfica, mas uma intenção, um estado de consciência.

Como tudo no Zôhar, Lud também é um Código, um acrônimo para "be'kavanot Le'Chochmá, binah U'daat (בכוונות לחכמה, בינה ודעת)" ou apenas Be'Lud cujo significado é  "Com introspecções da Sabedoria, Compreensão e Conhecimento".

Os mestres não estavam viajando ou caminhando, eles estavam Meditando. Isto é Lud, uma intenção da alma.

בכוונות לחכמה, בינה ודעת

Outro segredo de Lud se refere à Tefilat Rabi Nehuniá Ben Hakanah (Ana Be'Koach) pois "Be'Lud (בלוד)" tem a gematria igual a 42 que é uma alusão que eles começavam suas kavanot a partir do Nome de 42 Letras.

Esta revelação veio das minhas conversas com a alma do amado Rabbi Hayim Vital, de abençoada lembrança. Obrigado Rabi Hayim Vital por mais esta revelação da Sabedoria.


Abrindo Profundos Segredos

Estudando o primeiro passuq (verso) do Nome de 42 Letras, aplicando a ele um certo método secreto de temuráh  (permutação), fiz emergir uma maravilhosa sentença esotérica:

"Le'limud mi-Torat nistar, she'zocher ka'ziharáh (ללמוד מ-תורה נסתר, שזוכר כזיהרה) - Aprenda da Torah Escondida, recorde da iluminação superior".

A força do primeiro verso do  Ana Be'Koach é a de libertar a Consciência da Robotização, da limitação religiosa e conduzi-la ao Despertar, a iluminação primordial superior que já possuímos. Ela também abre tudo o que estiver trancado e pode fechar o que estiver aberto.


Mayim Bináh - 42: 
Águas Da Compreensão

Você precisa saber que, ao Compreender os Segredos do Nome de D'us de 42 Letras (Ana Be'Koach), estará mergulhando na Miqvah  (reunião de águas) do Olam ha'Briah - o Mundo da Criação - onde tempo, espaço e movimento não existem e de onde você poderá emergir em qualquer dimensão.

Mergulhando No Futuro

Uma Miqvah Kasher deve ser cheia com 40 sa'ah de volume de águas, o que seria 144 sementes do tamanho de um ovo. Multiplicando 144x40 o resultado é 5760, valor este que corresponde ao ano gregoriano 2000.

Quando os israelitas de todas as épocas mergulhavam em uma miqvah  (piscina ritual) Kasher, eles não apenas removiam todos os 400 grupos de Tumá  (energia negativa) mas vislumbravam também o início da Era de Aquário e suas Reencarnações na Era Messiânica.

Quando mergulhados em uma Mikváh, mergulhamos na reunião de águas de Malchut, no mundo da manifestação e emergimos em Bináh no mundo da Criação. Entrar em uma mikváh é um ritual de Kavannáh (introspecção meditativa) e deve se usar os Segredos do Nome de 42 Letras.



Segredos Ocultos no Sutra Ana Be'koach 

A Tefilát Rabi Nechuniáh ben Ha'kaná que conhecemos como Ana Be'koach, possui inúmeros segredos, os quais os seguidores da Kabbalah Virtual não conhecem, pois não estão dedicados ao estudo do Profundo, aliados à apatia, porque querem e se acham meritosos dos mistérios divinos sem, no entanto,  se dedicarem diariamente a estudá-los, sem contar os seguidores de artistas famosos que se decidiram por kabbalah (e não QABALAH) por serem fãs de tais artistas e também aquele que não possuem Lév Tahór (Coração Puro).

Ainda há profundos mistérios ocultos na Prece que ainda não foram revelados e que serão dados pelo Sagrado àqueles que se dedicarem a mergulhar nas águas profundas da Sabedoria.

Devo compartilhar todos os mistérios que o Sagrado me revela. No momento estou meditando em um profundo segredo que veio à superfície na noite de ontem, segredo escondido nas seis primeiras letras do Ana Be'koach. Assim que todas suas camadas estiverem desveladas na minha alma, compartilharei. 





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O Artesão Da Luz