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segunda-feira, 18 de junho de 2018

O SEGREDO DA CRIAÇÃO DO CINEMA


A alma não é limitada e sua extensão sequer pode ser mesurada pela consciência humana. São os dogmas religiosos e politicos que produzem limitação de compreensão e percepção.

"A Essência da Sabedoria Suprema é composta de Terra e de Céus, do Divino e do Humano, do material e do imaterial, assim como o homem (Adão) é composto de corpo e alma. A humanidade é a síntese de todos os Nomes Santos. No homem estão contidos todos os mundos, tanto o Superior quanto o Inferior. O homem contém todos os mistérios, mesmo aqueles que existiram antes da Criação do mundo".

- do Zôhar

A alma contém todos os mistérios e toda a sabedoria e é, por esta razão, que a alma é chamada de "reshimá" que significa "informação".

A primeira projeção de cinema foi realizada na noite de 23 de abril de 1896 através do Vitascope (ויטסקופ), projetor que havia sido patenteado por Thomas Edison.

A gematria mispar musafi de Vitascope quando transliterado para o hebraico é igual a 278 que é a numerologia cabalistica do termo "Ór Ha"Ganuz (אור הגנוז)" que se refere à Luz Oculta da Criação. O valor 278 é também a gematria mispar kollel do título "Malach Ha"Panim (מלאך הפנים)" que se traduz como "Príncipe Das Faces" e é o título do Anjo Metatron. Os filmes estão repletos dos Códigos de Metatron - o Anjo com o qual Moisés falava na Sarça Ardente.

A sabedoria da QABALÁH nos revela que, tudo que existe no mundo tem seu nome e forma no Jardim do Éden superior. É a alma que acessa esta tecnologia escondida no Éden e a canaliza para o mundo.

Qual foi a alma que canalizou a tecnologia que permitiu a criação do cinema? Esta maravilhosa ferramenta usada pelo Anjo Metatron para ensinar e fazer recordar a Sabedoria Divina ao mundo? Vamos à etimologia do nome Vitascope que é Vita+Scope.

Vita vem do Latim e significa Vida e Scope do scopo italiano (propósito), do latim scopus (alvo), do grego antigo σκοπός (skopós), do σκέπτομαι (sképtomai), do proto-indo-europeu speḱ-. etimologicamente relacionado ao cético e ao espectro. Em úktima estância, podemos compreender que, Vitascope é "Projeção da Vida".
O latim Vita é também a raiz etimológica do nome Vital e que no hebraico é Chaim.

A gematria mispar revu'a de Vitascope é igual a 779. O sábio Chaim Vital que foi uma reencarnação de Adão e que mereceu a presença do seu professor, o Anjo Raziel que reencarnou no rabino Yitzchaq Lúria para o instruir novamente, faleceu no dia 23 de abril de 1620. Duzentos e setenta e seis anos depois, no mesmo dia 23 de abril de 1896, Thomas Edison realizou em Nova York a primeira projeção de cinema usando o Vitascope e o valor 276 é a gematria hechrachi de Malach Ha'Panim que é o título de Metatron. O valor 779 se refere ao ano 779 do 5º milênio que no calendário solar será o ano  o ano 2019. A gematria do nome Chaim Vital é igual a 123 e o ano que vem o cinema fara 123 anos de sua criação.

A alma do sábio Chaim Vital inspirou a criação do cinema para ser uma ferramenta de comunicação da Sabedoria escondida da Torá para o mundo todo, quebrando o preconceito religioso.

Eu vou dar continuidade a este artigo pois ainda há muito a ser revelado.

Autor
Bën Mäheren Qadësh
Dipankara Vedas

sábado, 9 de abril de 2011

A Obra de Frank Herbert "Duna" & a Qabalá



Deus me enviou Duna num momento em que eu enfrentava minhas maiores restrições. Como judeu estudante e praticante da Sabedoria Mística Escondida – A Chochmat Nistar há’Torah, logo começei a reconhecer em Duna elementos escondidos em livros antigos, digo antigos, porque foram revelados há mais de 2.000 anos.

Eu abandonaria, devido a esta revelação, a prática do judaísmo rabínico para abraçar o Retorno a Antiga Tradição dos Hebreus do Deserto. Não mais judeu... Apenas um hebreu.

Vou tentar chegar ao que está na minha mente agora, uma questão sobre o Messias, como foi revelado no Zohar.

O Zohar diz: "Depois de 1266 anos, nós somos ensinados, que Deus fará muitos milagres e maravilhas, e depois outros 66 anos, o Santo Nome será perfeitamente gravado, acima e abaixo. Depois de mais 132 anos, a Terra Santa será purificada e Deus vai varrer os ímpios da terra e ressuscitar os mortos. Finalmente, 144 anos depois, os mortos restantes de Israel que estão em outras terras (os anussim) também serão ressuscitados, e a Sitra Achará (o outro lado) vai ser destruída”.

Eu estudei muito e dedicadamente essa parte do Zohar, e sempre com Duna em meus pensamentos, e logo um segredo me foi revelado que está relacionado com o ano em que Duna ganhou os seus dois maiores e importantes prêmios (Hugo e Nebula), com a idade em que o Mestre Frank Herbert escolheu para se ocultar esse mundo (os qabalistas não usam a palavra morte, mas ocultamento). Este segredo está escondido nos números 1266, 66, 132, 144. Ao somá-los, eu encontrei o resultado 1608. Após alguns momentos, "A Bat Qol (A Voz da Divina Presença)" veio até mim e me disse: "Faça a adição de 1608 com o valor numérico da palavra Messias em hebraico".

A palavra Messias em hebraico é "Mashiach משיח" e seu valor numérico (gematria) é 358.

1608 + 358=1966

Assim, no Zohar foi escrito há 2.000 anos: "No ano 66, o Rei Mashiach será revelado na terra da Galiléia (BethLechem), e ele é chamado Mashiach ben Yosef (Messias filho de Yosef), ele irá se revelará na Galiléia, na possessão de Yosef (José)”.


O Zohar continua mostrando os sinais que acompanham o aparecimento do portador da alma do Messias: "Um pilar de fogo (Amud Ha'Esh) do céu a terra aparecerá durante quarenta dias. Neste momento, o Messias irá sugir na Galiléia e começar a guerra contra as nações de lá, porque foi onde a devastação começou”.

Em Duna, quando o Duque Leto chega a Arrakis, os Fremen lhe enviam uma mensagem: “Um pilar de fumaça durante o dia, um pilar de fogo à noite". Para mim ficou claro que Deus usou Frank Herbert para revelar para a humanidade os mistérios da origem do Messias, e eu encontrei mais:

Duna ganhou o Hugo e Nebula em 1966 e mestre Frank Herbert ocultou-se deste mundo aos 66 anos. Será isto uma coincidência? Um acaso? Obviamente que não, já que as evidências se somam mais do que o permitido pela lei do acaso e fornecem um significado para os estudantes dos mistérios.

O Zohar revela a residência onde vive oculta a alma do Messias, e assustadoramente Frank Herbert também revelou isto em Duna. O Zohar diz: "Há um lugar escondido no Éden chamado de" Ninho do Pássaro (Qen Ha'Tzipor)”, que é revelado para o Messias pelo pássaro que acorda diariamente no Jardim". Éden em Inglês é Paradise e em Português é Paraíso e este transliterado do Português para o hebraico resulta na gematria 358 que é Mashiach.

פראיסו=358

Em duna o planeta natal de Paul Muad'Dib está em "Delta Pavonis" na constelação de Pavo, e o símbolo místico da Casa Atreides é o "Falcão" e o falcão é um pássaro e a palavra hebraica para pássaro é "Tzipor". Muitas e maravilhosas informações o Santo, bendito seja Ele, deu a Frank Herbert e ele as codificou em Duna.

Messias é um "Tzadiq Nistar (Justo Escondido)" em outras palavras, o Messias é uma centelha espiritual que mora dentro de nós mesmos e temos que despertar. Assim, o Duque Leto Duna, Pai de Paul Atreides diz: "Eu vou sentir falta do mar, mas uma pessoa precisa de novas experiências. Elas despertam algo profundo lá dentro, permitindo-a crescer. Sem mudanças alguma coisa fica adormecida dentro de nós, e raramente desperta. O adormecido deve despertar".

É nossa tarefa "despertar os adormecido" dentro de nós mesmos, a centelha de mashiach escondida em cada um, e para isto nós devemos conhecer os sinais que apontam também para aquela pessoa que carrega a maior centelha e que ajudará as outras pessoas a despertarem as suas.

O Adormecido Deve Despertar

Somente aqueles que estão em busca da verdadeira iluminação e que possuem uma conexão com o Zohar Sagrado, encontrarão dentro de si o Messias e vão despertá-lo, porque conhecem as evidências. Duna também nos ajuda a conhecer algumas dessas evidências. O Messias não é uma pessoa, mas uma consciência. Assim, Alexandro Jorodowsky, o primeiro a tentar trazer Duna para o cinema, escreveu: "Existe uma lenda Hebraica que diz:" O Messias não será um homem, mas um dia: o dia em que todos os seres humanos serão iluminados. "Cabalistas falam sobre uma consciência coletiva, cósmica, uma espécies de Meta-Universo. E aqui está o que para mim Duna significa.



A outra missão que Duna revela é a busca de todos os judeus pela a Antiga Tradição dos Hebreus do Deserto, o Judaísmo de Abraão e de Moisés, o Caminhos Místico da Toráh.

Assim, Frank Herbert nos ensinou em Duna: "A polidez vem das cidades, sabedoria do deserto”.

O Trono do Leão

Em Duna, o Imperador do universo conhecido é o 81º Padishá Shaddam IV que governa assentado no Trono do Leão, trono este que não pertence a ele, mas está destinado ao Muad´dib que se assentará sobre ele depois de derrotar o imperador e a Landsraad.

Trono em hebraico é “Kissê” e de acordo com o Zohar Sagrado, ele foi criado pela letra “Kaf” que é a décima primeira letra do Alef-Beit. Sobre esta “Ot” sagrada nos conta o Zohar: “A letra Caf desceu do “trono de sua gloria” agitando-se e tremendo, ela ficou diante d´Ele e disse: “Mestre do universo, poderia, por favor, você criar o universo comigo, porque eu sou sua gloria”. Quando a letra Kaf desceu do “trono de sua gloria” 200.000 universos foram agitados e o trono tremeu. E todos os universos estavam a ponto de desmoronar. O Santo, abençoado seja ele, perguntou: “Kaf, Kaf, o que você faz aqui? Eu certamente não criarei o universo com você. Volte a seu lugar, porque a palavra hebraica Cliya (destruição total) começa com você. E por causa de você a destruição total está decretada e determinada (Isaías 10:23) Retorne ao seu Trono e permaneça lá. Nesse mesmo momento, a letra Kaf entendeu e retornou a seu lugar”.



O Sefer Yetzirá (O Livro da Formação) nos revela que a letra Kaf criou o Sol e junto com a letra Tet regem o mês de Av (julho/Agosto). Aqui está o segredo, pois o signo de Leão no universo foi criado pela letra “Tet” e em Duna, o Muad´Dib que é o messias, se sentará no Trono do Leão. Aqui a uma poderosa alusão ao Rabi Isaac Luria que era a encarnação de Mashiach Ben David e ocultou-se deste mundo no mês de Leão, no dia 5 de Av de 5332 (1572), e é por esta razão que se diz que, o “Mashiach” é o “Leão da Tribo de Judá”, pois o nascimento de Mashiach esta conectado ao mês de Nissan (Abril/Maio) e a sua revelação, o seu aparecimento está conectado, é o segredo do mês de Av que é o mês de Leão.

O Muad´Dib & a Lua

Na história de Duna, Paul Atreides tem sonhos com a segunda Lua do planeta Arrakis, conhecido como Duna, ele é atraído por ela e a principio não sabe o por que.

Em Qabalá a Lua é um dos segredos do Messias e o Mashiach está ligado com este mistério chamado Levaná que é a palavra bíblica hebraica para Lua e que significa branca.

No ano de 1969, no dia 20 de Julho, Neil Armstrong deu os primeiros passos na Lua. O que as pessoas não sabem é que, 20 de Junho de 1969 foi o dia 5 de Av de 5729, dia do Hilulá (aniversário de ocultamento) do Rabi Isaac Luria, que foi uma encarnação de Mashiach. Ainda mais, porque o ano foi o 29º ano do sétimo século do 5º milênio. Lembramos que 29 é o segredo místico do mês de Leão. Isto tudo mostra ser Duna uma obra inspirada pelo Sagrado, bendito seja Ele, e não o fruto da mente de um autor de livros.



Esta cena acima é da versão estendida para a tevê de Duna realizada em 1987. Nela, o Muad´Dib vê a  Lua refletida na água derramada por seu pai. Esta Lua é o primeiro satélite do planeta Arrakis e que tem a sombra da mão aberta em sua superfície. A mão aberta (os cinco dedos) representam os Cinco Livros da Torah de D´us. Há ainda o código da Água que em hebraico é מים (maiym) termo este escrito com três letras e que são as iniciais da pergunta "Matai Yavô Mashiach? (Quando virá o Messias?)".

Este Messias é o Messias ben Efraim, o Messias dos povos dispersos, que irá liderá-los para fora do exílio.


Frank Herbert, a Família Atreides e a Linhagem 
Sanguínea do Rei David

Tanto no livro como no filme de 1984 é dito que as "Bene Gesserit" buscavam produzir o Messias através de casamentos e seleção genética específica. No livro a mãe do Messias chama-se "Jessicá". Ora, o profeta Ishayahu (Isaías) escreveu:

 "Um rebento sairá do tronco de Ishai (Jessé) e um ramo de suas raízes brotará (Isaías 11:1)".

O nome da mãe de Paul Muad´Dib, Jéssica, é o feminino de "Jessé" e aqui existe a alusão de que o Messías de Duna vem da linhagem genética de David ha"Melech (Rei David), tanto do lado materno como do lado paterno, pois, o Duque Leto Atreídes é primo do Imperador Padishá Shaddam IV da família imperial.

Mas, o segredo não para ai, pois o autor Frank Herbert também pertencia à linhagem genética do Rei David, apesar de não ser "judeu" conforme estabelecido e ditado pela "Halachá Ortodoxa". Como eu sei e posso provar isto? Aqui vai a evidência: No Tana´k, no Livro de Micáh (Miquéias) nós encontramos o seguinte passuq:

"E tú, Beith-Lechem (Belém) Efratá, és muito pequena para ser contada entre os milhares de Yehudá, mas de ti sairá, para Mim, alguém que a de ser o condutor de Israel, cuja origem remontará ao passado distante (Micah 5:1)"


.א וְאַתָּה בֵּית-לֶחֶם אֶפְרָתָה, צָעִיר לִהְיוֹת בְּאַלְפֵי יְהוּדָה--מִמְּךָ לִי יֵצֵא, לִהְיוֹת מוֹשֵׁל בְּיִשְׂרָאֵל; וּמוֹצָאֹתָיו מִקֶּדֶם, מִימֵי עוֹלָם.

No passuq acima, as letras marcadas em azul constituem o nome Efratá que é lido convencionalmente da direita para a esquerda. Mas, quando invertemos o sentido da leitura da esquerda para a direita, Efratá (אֶפְרָתָה) torna-se "5.681" que é o ano no Luach Hebreu correspondente ao gregoriano 1920. O autor de Duna, Frank Patrick Herbert, nasceu em 20 de Outubro de 1920 (8 de Cheshvan de 5.681).



O Autor Frank Herbert

Já o termo marcado em vermelho é o nome "Qédem (Kedem)", pois o verso não diz "cuja origem remontará ao passado...", mais sim, "cuja origem é de "Qedem". Frank Herbert foi o primeiro a mencionar Qedem em uma obra de ficção científica. O nome encontra-se no segundo livro da série "O Messias de Duna". Aqui nós temos duas evidências de que Frank Herbert pertencia a linhagem genética do Rei David, pois o Rei de Israel nasceu em "Beith-Lechem".

Duna ganhou os dois maiores prêmios da Ficção Científica mundial no ano de sua publicação, 1966 e o autor, Frank Herbert faleceu em 1986 aos 66 anos. Em gematria hebraica, o número 66 é o valor numérico de "Ben David" que significa "Filho de David" e o ano em que Duna foi publicado, 1966, foi um ano sob a influência da Sefira Malchut (Reino) que é a Merkavá de David ha'Melech (O rei David). Ora, o Messias Filho de David é uma manifestação da Sefira de Malchut.


Capa do Livro Duna publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira na década de 80

No Zohar, que é a mais influente e máxima obra da Qabalah, nós somos informados que a alma é criada pelas combinações das letras do alfabeto hebraico (Y-DNA) e que a alma, por sua vez, imprime este mesmo DNA no corpo. Assim, aprendemos que, se a alma tem raiz na família do Rei David, onde quer que esta centelha-raiz encarne, o DNA do corpo será e terá os mesmos marcadores genéticos da linhagem sanguínea do Rei David que é a alma-raiz.

No Zohar também aprendemos que, certos mistérios somente podem ser descobertos e penetrados por aqueles que são da linhagem do Rei David. Assim, sabemos que Einstein, Isaac Asimov, H.G Wells, O Maharal de Praga e Frank Herbert eram certamente da família do Rei David.

Descobrindo a linhagem sanguínea do Rei David 

Foi-nos dito que, a irmandade "Bene Gesserit" manipulou as linhagens sanguíneas durante 90 gerações. Em hebraico, o número 90 é a gematria do termo "Melech" que significa "Rei". Quando Paulo Atreides nos é apresentado no livro ele está com 14 anos de idade. Na língua hebraica 14 é o valor do nome David. O resultado da soma dos dois números é igual a 104 e este é a gematria de "Melech David" que significa "Rei David".

Temos aqui mais uma evidência da linhagem Davídica da família Atreides e que Paul Muad´Dib estava destinado ao trono do leão (a tribo de Judah).

- "Você, Paul Atreides, descendente de reis, filho do Duque, você aprender a governar...". Citação do livro Duna de Frank Herbert.

O Segredo Dos Fremen


"Kynes falou aborrecido. - Não se pode reconhecer Fremen apenas olhando para eles". - Citação de Duna página 165.


Duna é uma grande parábola Anussim, o livro que conta sobre os Marranus e o exílio dos verdadeiros Israelitas. A abertura do filme de 1984 nos diz muito acerca disto:


“O começo é um momento muito delicado. Saiba, então, que este é o ano 10191. O universo conhecido é governado pelo imperador Padishah Shaddam IV, meu pai. Neste tempo, a substância mais preciosa no universo é a Especiaria. A especiaria prolonga a vida. A especiaria expande a consciência. A especiaria é vital para as viagens espaciais. A Guild e seus navegadores, a quem a especiaria transformou mais de 4000 anos, usam do gás laranja da especiria, o que lhes dá a capacidade de dobrar o espaço. Ou seja, viajar para qualquer parte do universo sem se mover. Oh, sim. Eu esqueci de dizer. A especiaria existe em apenas um planeta no universo inteiro. Um planeta desolado, seco com vastos desertos. Escondido dentro das rochas destes desertos vive um povo conhecido como Fremen, que há muito tempo esperam pela realização de uma profecia de que um homem virá, um messias, que os levará à verdadeira liberdade. O planeta é Arrakis, também conhecido como Duna”.

Os "Fremen" são os exilados dos filhos de Israel, os da tribo de Efraim que aguardam o seu messias, o Filho de Efraim, que os trará para fora do exílio, ou seja, á verdadeira liberdade.

O título místico "Fremen" é escrito em hebraico com as letras Pei, resh, mem e nun פרמן  um nome escrito com defeito, pois lhe falta as letras Alef e Yud אי que são são muito importantes, pois são as iniciais de "Eretz Israel (Terra de Israel)" ausentes do nome Fremen devido ao exílio. Se  אי forem acrescentadas a   פרמן este se tornará אפרים - Efraim sobrando-lhe a letra "Nun  ן" que é a letra de Mashiach (Messias). Portanto, os Fremen nada mais são do que nós, os exílados, os Anussim/marrnus, os verdadeiros israelitas lançados na galut (diáspora).

Foi dos escritos de um dos maiores qabalistas do século 20 que veio uma das mais importantes revelações sobre Efraim:

"No esforço para se levantar e sair do exílio, Efraim salvará o mundo todo - Rabi Avraham Yitzachaq Kook".

Continuará...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tron: Uma Questão Mística Judaica


*Desative o player de música no final do blog e mantenha o player do artigo para ouvir os temas de Tron - O Legado - enquanto lê o post.

טרון

“O problema com a perfeição é que ela é irreconhecível” – Kevin Flynn, em Tron – O Legado


Esqueça o relançamento de um filme sobre o Shoah - o Holocausto judaico. Para ver um filme sobre o Holocausto voltado para a geração digital, assista Tron - O Legado
.
Muito parecido com o original de 1982 (Tron - Uma Odisséia Eletrônica), uma das grandes obras-primas do cinema americano contemporâneo, a seqüela é, em grande parte, um conto de perseguição religiosa. 

O vilão do filme é Clu, um programa de computador. Clu está furioso com a existência de falhas e erros, e sonha com um mundo perfeito. Seu primeiro passo rumo à dominação do mundo é a captura de seu programador, Kevin Flynn. Sua segunda etapa é o genocídio, dirigido contra as ISOs, sofisticada e auto-geração de programas que são humanos, demasiados humanos e, portanto, imperfeitos, muito imperfeitos. Flynn e seu filho, ajudados pelo último dos ISOs, iniciam uma batalha contra Clu e seus asseclas em um cenário wagneriano repleto de imagens religiosas, que inclui uma morada na montanha Olympus, um personagem chamado Zeus, e Jeff Bridges em roupas brancas e uma barba branca, assumindo a aparência de um místico espiritualista que alcançou uma mente elevada, um verdadeiro Qabalista.

O que torna o tema religioso mais do que um mero florescer, no entanto, é a complexa relação entre Clu e Flynn. Clu é o alter ego de Flynn, que após três décadas está mais velhos e infinitamente mais sábio, usando a kavanná (introspecção interior) como ferramenta para elevar sua mente e alcançar compreensão. Flynn criou Clu para melhorar o mundo. Jovem e impaciente, Flynn tinha fé, ao criar um mundo virtual, em compreender a virtualidade deste nosso mundo fragmentado (a Árvore da Penetração do bem e do mal) e em sua capacidade em redimir a humanidade. E Clu, como qualquer criatura feita de códigos, aspira a nada mais, nada menos, do que a eliminação do acaso, dos acontecimentos aleatórios dentro do programa. Ele aspira à eliminação dos humanos e dos ISOs, que são cheios de caprichosa e irracional emoção, que lhe causa susto e nojo.

O criador do filme original, Steven Lisberger, falou sobre essa dualidade, em uma recente entrevista. "Meu pai era um judeu alemão", disse ele. "E o lado materno da minha família o colocou em um campo de concentração." Os laços intrincados entre o bem e o mal nunca foram perdidos em Steven Lisberger, e isto está aludido em Flynn e Clu, que é o lado maléfico do próprio Flynn.

Conforme nos tornamos cada vez mais dependentes de softwares para navegar cada elemento da nossa vida, a gente pode querer dar uma boa olhada em Clu e perceber que, enquanto as máquinas não confiáveis são provavelmente um perigo claro e presente, a nossa tendência crescente é para pensar como máquinas. Quanto mais permitimos que os programas mediem nossas interações uns com os outros, mais nós deixamos nossos cálculos em computadores, mais nós confiamos algoritmos para nos ajudar a encontrar um emprego ou uma casa e um companheiro de alma, quanto mais fizermos tudo isso, menos humanos nos tornamos. Estaremos assumindo de fato a nossa forma virtual.

A perda da humanidade é o grande tema de Tron. Com todos os seus flashes virtuais, o filme merece ser levado a sério.


Até aqui
Extraido do Jornal Judaico Tablet
Com acréscimos e explicações de 
Misha´El Yehuda
Daqui em diante texto de
Misha´El Yehudá

Está é a pergunta que não quer calar: Por que nós nos relacionamos tão bem com o mundo virtual a ponto de trocarmos o mundo que consideramos "real" pelo virtual? Este é o mistério:

Foi dito pelos antigos sábios da Chochmat Nistar Há´Torah (A Sabedoria Escondida da Torah) que, tudo o que existe aqui no olam hazêh (este mundo) tem sua forma e nome registrados, escritos no Gan Éden Elion (Jardim do Éden superior), até mesmo as coisas que aqui ainda não foram criadas tem suas formas e nomes registrados lá. 

Logo, concluímos que este mundo é uma "projeção" do mundo superior. E como sabemos, projeções tem suas limitações. Tudo é feito de luz, e devemos lembrar que a luz desce dos mundos superiores, sendo canalizada pelas sefirot da Árvore das Vidas, e chega aqui bem tênue, fraca, o que provoca a imperfeição e diferença entre o objeto verdadeiro e sua forma superior. Exemplo, é que hoje temos a Hight Definition (HD) e nem todos os aparelhos de televisão comportam tal tecnologia, principalmente os aparelhos antigos.


Para os cristãos, os quais possuem entendimento limitado devido aos dogmas estabelecidos no lugar da Sabedoria, "El ha'Ivrim (Hebreus) pereq 8, 5º passuq diz: "...li'dimut ve'tzel shevashamayim (לִדְמוּת וְצֵל הַדְּבָרִים שֶׁבַּשָּׁמָיִם)". Resumindo, tudo o que aqui existe é uma projeção do que existe acima, e assim, o próprio Zohar já nos revelou.

A boa noticia é que, alguns de nós, dentro do mundo virtual, como Kevin Flynn, despertamos e nos tornamos sábios, transcendo as limitações da "simulação".

A humanidade ainda não descobriu como Flynn, um hacker (literalmente "aquele que abre portas) do mundo virtual, como cruzar a "fronteira". À medida que a humanidade penetra no século 21, mais e mais mistérios da Torah vão sendo revelados à ciência.


O termo "Digital" vem do Latim "Digitus" e significa "dedo", aludindo ao trabalho criado pelos dedos através de combinações numéricas binárias que constroem códigos que dão origem ao que vemos no mundo "digital". Da mesma forma, o mundo (olam hazêh) é um constructo realizado pelas mãos de D´us, conforme nos é dito na Torah e nos Tehilim.

Em uma parábola o Zohar nos revela que este mundo é mesmo uma projeção virtual. Diz o zohar: "A mãe emprestou suas roupas para a filha..." - A mãe é o mundo superior, o sefirot redentivo de Biná, onde fica o Jardim do Éden superior, e a filha é Malchut, o nosso mundo.

O choque será gigantesco quando cruzarmos a fronteira e descobrirmos que tudo sempre foi uma ilusão, uma projeção.

Mas... Talvez, alguns de nós, como Kevin Flynn, despertem e dominem os seus inimigos internos representados por Clu, e os transformem, conforme nos ensina o Likutei Amarim Tânya, em bem, e nos tornemos, como Flynn, em luz...


Metatron

Devemos ter em mente que “Tron” é uma abreviação de “Metratron” que usava a boca de Rabi Akiva para comunicar os mistérios.

Metatron é também conhecido como o "Príncipe do Rosto Divino", "Anjo do Pacto" ou "Rei dos Anjos", é o responsável pela existência do mundo e pela sustentação da raça humana. No Talmude é considerado a ligação direta entre Deus e os homens; na Cabala é chamado "Anjo do Senhor". Também se atribui a ele ter segurado a mão de Abraão quando ele estava a ponto de sacrificar Isaac, embora essa missão também tenha sido atribuída a Micael. Uma versão conta que Enoch, ao ser definitivamente transportado para o céu, recebeu a ajuda do arcanjo Micael, que o ungiu com óleos e o vestiu para que tomasse a aparência do anjo Metatron. Como era um escriba na terra, Metatron passou a registrar tudo o que acontecia, exercendo no céu a mesma função que desempenhava como humano. A idéia de que nossos feitos estão registrados no Céu e que serão consultados no dia do Juízo Final corresponde a essa metáfora do escriba. Outra versão aponta a presença do arcanjo na criação do mundo, invalidando a hipótese de que ele seria um homem elevado à condição de anjo. Metatron habita o Sétimo Céu e pode tomar a aparência de um pilar de fogo com o rosto mais ofuscante do que o Sol. O significado do nome Metatron é incerto. Alguns acreditam que seu nome era derivado do latim metator (guia, mediador). Outros asseguram que se originou nos círculos judeus e deve ser considerado como uma invenção puramente judaica, uma metonímia para o termo "pequeno YHWH" (nome sagrado de Deus). Seu nome é interpretado como "aquele que ocupa o trono próximo do trono divino".

O valor em gematria de Metatron é 314, o mesmo que Shadai que é o Anjo do Pacto, cujas letras são um acrônimo para “Shomer Daletot Yesod – Guardião das Portas de Yesod – o mundo dos segredos na Árvore das Vidas.

Abrindo O Segredo

Metratron é מטטרון e o segredo do por que é dito que ele foi criado no crepúsculo do sexto dia da criação é porque Metraton é nada mais nada menos do que a "Vara de Moisés". Em hebraico o "Cajado" de Moshê é מטה e Metatron tem a mesma raíz de "Matêh (Vara/cajado)". As letras restantes טרון são as responsáveis pelas criações da Constelação de Leão (hebraico "Ariêh"), do planeta Mercúrio, da Constelação do Taurus e da Constelação de Escorpião, e dai inúmeros outros mistérios se escondem...



O Mistério dos Algoritmos Isomórficos


Em Tron, Flynn explica para seu filho Sam, que ele estava trabalhando em um novo sistema "perfeito" e que nomeou Clu como seu co-criador. Depois de muito trabalho, Flynn descobriu uma nova série de sencientes "algoritmos isomórficos" (ISOs), programas auto manifestados o qual ele descobriu possuírem o potencial para revelar os mistérios da ciência, religião e medicina (também chamado de algoritmos genéticos). Clu considerou que estes programas eram uma imperfeição, razão ilusória que o levou a traiu Flynn. Tron foi derrotado (se sacrificou para dar a Kevin tempo suficiente para escapar) e Clu exterminou através do genocídio os ISOs. Flynn também revelou que, enquanto ele se escondia de Clu, o portal de volta ao mundo real se fechou, tornando-o cativo de sua própria criação, até Sam o reabriu a partir do exterior.

Este mistério está atado ao segredo do Alef Beit – O Alfabeto Hebraico e sua manifestação mórfica neste mundo. O que você está tentando entender é o significado do que eu estou revelando aqui. Vou simplificar então: As letras do alfabeto hebraico se manifestam neste mundo na forma de pessoas. Um exemplo disto foi Eliyahu Há´Navi (o Profeta Elias) que era a manifestação física da letra hebraica Tzad (18º letra do alef beit). De fato ele não era uma pessoa, mas a manifestação algorítma isomórfica de uma letra hebraica. Isto parece complexo, não é mesmo? E é...

Eis aqui o segredo de como eu aprendo os mistérios da Chochmat Nistar e de como eles me são revelados: Eu converso com as letras e elas me contam os mistérios escondidos.


Além disto, os ISOs são uma alusão ao povo judeu, que é o canal do fluxo da luz para o mundo, e o mundo está, como Clu, sempre querendo nos exterminar através do genocídio.



Clu – A Potencialização do Ego


Esta é a parte mais impactante do filme: O diálogo entre Flynn e Clu – O ego manifestado do próprio Flynn.

Clu:
- Eu fiz tudo... Tudo o que você pediu!

Kevin Flynn:
- Eu sei que você fez.

Clu:
- Eu executei o plano!

Kevin Flynn:
- Como você o viu...

Clu:
- Você prometeu que iríamos mudar o mundo juntos. Você quebrou sua promessa...

Kevin Flynn:
- Eu sei. Eu entendo isso agora.

Clu:
- Levei este sistema para o seu potencial máximo. Eu criei o sistema perfeito!

Kevin Flynn:
- A coisa sobre a perfeição é que é incognoscível (irreconhecível). Ela impossível, mas também está bem em nossa frente o tempo todo. Você não saberia disso, porque eu não o sabia quando criei você. Sinto muito, Clu. Eu sinto muito...

O grande mistério deste diálogo é que Flynn criou e alimentou o seu próprio ego, mas quando ele o fez, ele era jovem e sem sabedoria. Agora, vinte anos depois, tendo atingido um estado de Zen de consciência e alcançado Sabedoria, a batalha final de Flynn é destruir aquilo que ele criou o seu próprio ego. Em outras palavras, como diz o segundo verso do Nome de D´us de 42 Letras, o Ana Be´koach - “Qerá Satan (Rasga o Satan)”, ou seja, o ego. Flyyn diz isto, ao pisar na ponte que conduz ao portal:

Kevin Flynn:
- Esta batalha é minha...


Importante ressaltar o que Clu diz quando encontra Flynn na ponte: - Eu executei o plano! - Flynn por sua vez revela: "Como você o viu" - Em outras palavras, o ego, a pessoa tomada por ele vê tudo distorcido, e acima de tudo, o ego manifestado dentro dela "NÃO TOLERA A IMPERFEIÇÃO". Ninguém é melhor do que ela e tudo o que outras pessoas fazem é imperfeito.

Amigo, sua batalha é a mesma de Kevin Flynn: Destruir aquilo que você criou. O seu próprio ego...

Para terminar, devo confessar, que fiquei impactado por Tron, e chorei muito no final, não porque é um filme belo, bonito, mas um resultado dos mistérios penetrando a minha alma.

O Artesão Da Luz