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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Shabat & Melavê Malká:- O Alimento Do Osso Luz



Segredos Da Glândula Pineal:- Do que se alimenta a Glândula Pineal? Como já revelei, a Pineal é o segredo da "Cidade Luz" mencionada por Ya'akov na Parashá (porção semanal) Vayetzê e que ele passou a chamar de Bethel (Casa do El) e de Peniel (Gênesis capítulo 28) e que a tradição da QABALÁH chama de "Osso Luz".

Quando Adão tomou da Etz Da'at Tóv vê'Rá (Árvore da Penetração do Bem e do Mal - A Dualidade), todo seu corpo tomou nutrientes do seu Fruto menos o Osso Luz que se alimenta apenas uma vez por semana da Luz de Melav Malcá (a refeição de despedida da Rainha Shekiná) após o término da Shabat. Como Adão havia tomado do fruto ao meio dia do Sexto dia e a Shabat ainda não havia chegado, o Osso Luz não tomou nutrientes da Árvore da Penetração e não foi manchado pelo pecado e por esta razão, ele é imortal e é o segredo da imortalidade.

O termo hebraico de onde derivamos a tradução "Osso Luz" é "Etzem ha'Luz (עצם הלוז)" cuja gematria (numerologia cabalística) é igual a 248 que é a mesma de "Raziel (רזיאל‎‎)" o mestre de Adão no Jardim do Éden e que é conhecido por poucos por outros de seus nomes, sendo "Galizur (גליזור)" cujo significado é "Revelador da Rocha (A Glândula Pineal)" e também por "Zuriel (זוריאל)" que significa "O El é a minha Rocha (O mestre da Pineal)".

A palavra Luz (לוז) são significa "Luz (Light) mas "Noz/Amêndoa" que é o formato da Glândula Pineal e que, de acordo com a tradição está escondida em uma "caverna" protegida por uma "árvore de avelã (o cérebro)".

O "Osso Luz" se alimenta da Luz da Shabat uma única vez na semana e portanto, a Shabat é uma Mitzvá (Preceito da Torá) positiva para toda a humanidade. Todas as pessoas deveriam se envolver em realizar este preceito, a Recepção do Sagrado Feminino que dará alimento à Glândula Pineal.

Esta estoria de que só "Judeus" podem praticar a Shabat é um engano segregativo e qualquer pessoa que realiza este Preceito Positivo é vista como tendo realizado todos os Preceitos da Torá, como instruiu Ishayahu ha'Novi (O Profeta Isaías): 

"Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar a Shabat, e guarda a sua mão de fazer algum mal. E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao Yud Hê Vav Hê, dizendo: Certamente o Yud Hê Vav Hê me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco (estudante dos mistérios divinos): Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o Yud Hê Vav Hê a respeito dos eunucos, que guardam as minhas Shabats (שַׁבְּתוֹתַי), e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança: Também lhes darei na minha Casa (בְּבֵיתִי) e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará (Isaías 56:2-5)".

E qual é a Casa de D'us? É o lugar que Jacó revelou e chamou de "Bethel", como está escrito:

"Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz (Gênesis 28:16-19)".

וַיִּקְרָא אֶת-שֵׁם-הַמָּקוֹם הַהוּא, בֵּית-אֵל; וְאוּלָם לוּז שֵׁם-הָעִיר, לָרִאשֹׁנָה

A Casa de D'us é Peniel, conforme está escrito: "E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva (Gênesis 32:30)".

וַיִּקְרָא יַעֲקֹב שֵׁם הַמָּקוֹם, פְּנִיאֵל:  כִּי-רָאִיתִי אֱלֹהִים פָּנִים אֶל-פָּנִים, וַתִּנָּצֵל נַפְשִׁי

Portanto, a Glândula Pineal (Peniel) e a Casa de D'us e o Portão dos Céus (O Stargate Divino). O termo "Céus" vem do hebraico "ha'Shamayim (הַשָּׁמָיִם)" cuja gematria é 395 e que é a mesma de "Neshamá (נִשְׁמַה)" que significa "Alma Divina". A Pineal é a residencia da alma e a alma é uma faísca, uma centelha de D'us e por isso a pineal se chama "Bethel - Casa de D'us" porque é onde D'us habita e que se alimenta da Luz da Shabat.

Sua Pineal está com fome? Dê a ela se alimenta da Luz da Rainha Shekiná, da Luz do Sagrado Feminino. 

"Nër Adonai, neshamat Adam (נֵר יְהוָה, נִשְׁמַת אָדָם) - A Luz de D'us é a Neshamá da humanidade". 

Provérbios 20:27 

Autor
Deepak Sankara Veda​
Protegido©

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Segredo dos Urim & Tumim & as Pedras do Peitoral



Entre as vestes do Sumo Sacerdote, o peitoral e os Urim e Tumim eram talvez o mais enigmáticos. O peitoral era um brocado padronizado feito a partir de fios de ouro , azul, vermelho e vermelho de lã e linho fino torcido. Ele foi criado com quatro fileiras de pedras preciosas montadas em cenários de ouro - doze no total. Os nomes das doze tribos foram gravados codificados nas pedras - um em cada pedra - , bem como os nomes dos patriarcas, Abraão, Isaac e Jacob . 

Urim & Tumim
Ana Be'Koach & os 72 Nomes

De acordo com o Zohar, os Urim e Tumim eram as Quarenta e Duas Letras e os Setenta e Dois Nomes de D'us colocados nas dobras do peitoral que faziam com que as letras gravadas nas pedras acendessem em seqüência, com a finalidade de explicitar uma resposta à uma pergunta feita pelo Sumo Sacerdote.

"Coloque o Urim eo Tumim no peitoral do juízo e serão sobre o coração de Arão, quando vem antes de D'us. (Ex. 28:30)".

No Zôhar, o rabino Yehuda revelou : O significado da palavra "Urim (הָאוּרִים)" foi explicado como derivando de "meirim" que significa "iluminar" - uma vez que iluminava as letras gravadas nas pedras do peitoral . Este é o segredo místico de "a lente que brilha".

A sefirá Malchut na Árvore das Vidas é chamada de "a lente que não brilha", uma vez que ela não tem a sua própria iluminação mas deriva sua luz de Zeir Anpin (A face Luminosa).

O termo aramaico para "a lente que brilha" é " aspaklarya meira". O termo "aspaklarya" foi traduzido como vidro, espelho, espéculo, telescópio etc. O significado básico é que ela (a lente) é o meio pelo qual a Inspiração Divina está focada e é manifestada, e esta pode ser a origem da "bola de cristal" falada em muitas fábulas. O comentário Mikdash Melech relaciona esta ao cluster (aglomerado estelar) do sefirot chamado Zeir Anpin (a Face Luminosa), formado pelos seis sefirot chessed, guevurá, tiféret, netzach, hód e yesód que são iluminados pelo Nome de Quarenta e Duas Letras.


Esta " lente que brilha" é formada pelas Oti'Ót (Letras) do Santo Nome de Quarenta e Duas Letras ali a nas dobras do peitoral, através do qual foram criados os mundos.

O Tumim é o segredo místico das letras incluídas no "a lente que não brilha (aspaklarya sh'eina meira)", ou seja, a sefira Malchut que é iluminada pelos Setenta e Dois Nomes de D'us conhecido secretamente como "O Nome de 216 Letras"  gravado no peitoral e seu poder de iluminar as outras letras que foram gravadas nas pedras do peitoral.

Malchut é chamado de "a lente que não brilha", uma vez que ela não tem a sua própria iluminação. Em vez disso, recebe toda a sua iluminação de Zeir Anpin. Assim, os dois são comparados ao sol, fonte de luz e a lua, que não tem luz própria. No entanto, malchut é iluminada pelo mais nobre dos Nomes Divinos, o Shem ha'Meforash, que tem a sua fonte na sefirá Chochma (Sabedoria), que é o segredo esotérico de "O pai (chochmá)  cria a filha (malchut0)". Eles são o segredo místico do Santo Nome e que unidos são chamados de "Urim e Tumim".

Venha e veja: quando essas letras desses dois Nomes Sagrados foram apresentada lá nas dobras do peitoral seu poder de iluminar as outras letras que foram gravadas sobre as pedras do peitoral, ou seja, as Letras dos Nomes das Doze Tribos (ver Talmude Yoma 73b), iluminando algumas e deixando outras apagadas.

E, assim, o Sumo Sacerdote era capaz de encontrar a resposta adequada para sua pergunta e agir em conformidade. Ele poderia saber até mesmo se algum estava relatando algo com verdade ou não. Esta ferramenta esotérica era o verdadeiro "detector de mentiras".

Retirado do  Zohar II , p. 234b ; co comentários de Moshe Miller e traduzido para português com outros comentários por Deepak Sankara (Artesão da Luz).

Notas de Rodapé
1. Mikdash Meleque, Matok MiDevash , Ziv haZohar


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domingo, 31 de julho de 2011

O Mistério Está No Deserto


Alguém, um certo "kabbalista (não qabalista)" perguntou em uma certa "Newsletter": "Qual a importância do Deserto em nossas vidas?" A pessoa mesma respondeu: "Nenhum". Eu logo notei que o mistério não estava com aquela pessoa. O Deserto não tem nenhuma importância em nossas vidas? Como poderia, se a Torah e a Chochmat Nistar foram reveladas no Deserto? O termo "Deserto" vem do hebraico "Midbar (מדבר)" e seu valor em gematria é 246 que é o mesmo da frase "Derech ha'Tov (דֶרֶךְ הַטּוֹב)" que significa "Caminho do Bem" ou simplesmente "Caminho Bom". É no deserto onde encontramos a Sabedoria, e assim escreveu "Yeremiahu ha"Novi (O Profeta Jeremias)": "Postai-vos à margem dos caminhos (derechim) e perguntai pelas veredas antigas (netivot), eis ai o caminho do bem (derech ha'tov), trilhai-os e encontrarei descanso para as vossas almas (Jeremias 6:16)". Abrindo mais deste mistério maravilhoso, o termo usado pelo profeta "Netivot" traduzido para "veredas antigas" é na verdade "caminhos místicos" e alude às avenidas da Árvore das Vidas. O que o sagrado qabalista está nos instruindo a fazer é buscar pelos caminhos místicos antigos, os caminhos da Árvore das vidas, a Sabedoria Mística Escondida da Torah que nossos pais receberam no Deserto, e Deserto, como o verso nos instrui é o "caminho do bem". Então, como pode ser que o deserto não tenha nenhum significado em nossas vidas? Queridos, não se tornem dogmáticos, mas questionem sempre. "A polidez vem das cidades, Sabedoria do Deserto (Frank Herbert - Duna)".

כֹּה אָמַר יְהוָה עִמְדוּ עַל-דְּרָכִים וּרְאוּ וְשַׁאֲלוּ לִנְתִבוֹת עוֹלָם, אֵי-זֶה דֶרֶךְ הַטּוֹב וּלְכוּ-בָהּ, וּמִצְאוּ מַרְגּוֹעַ, לְנַפְשְׁכֶם; וַיֹּאמְרוּ, לֹא נֵלֵךְ

Jeremias péreq 6, 16 passuq


Marcado em abóbora no passuq original hebraico, estão as palavras e frases "derachim (caminhos), netivot (avenidas misticas) e derech ha'tov (caminho do bem, o bom caminho, caminho bom)".


Rabi Eleazar começou seu discurso assim: "Quem é esta que sobe (Olah) do deserto?". As palavras “MI (Quem?)” e” Zot (esta)" denotam a santidade separada dos mundos unidos em fortes e unidos laços, dois mundos em um laço vinculado, e essa união é chamada “Olah”, uma oferenda de holocausto, e este é o mais sagrado. Pois “MI” é Santo dos Santos, e Zot acontece através de sua união com isto se torna um holocausto (Olah), que é santo dos santos.

"Do deserto" porque ela tem que sair daqui para se tornar a noiva dos céus e entrar sob o dossel de casamento (zeir anpin). Então, o termo “midbar” (deserto) significa “linguagem”, como lemos "e seu idioma (umidbarech) é gracioso (Cântico dos Cânticos 4:3)" Por meio de “midbar”, que é a expressão dos lábios, ela ascende aos céus.


Além disso, temos sido ensinados o seguinte: Está escrito: "Estes deuses poderosos; estes são os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto (Bamidbar) – I Samuel 4:8. O que esse versículo? Será que o Senhor mostrou Seus grandes feitos só no deserto e não no país habitado? O termo “bamidbar” significa “através da palavra” e aqui se esconde outro mistério, pois o termo “bamidbar” pode ser lido “Mem beit davar - 42 palavras” aludindo ao “Nome de D´us de 42 Letras – O Ana Be´koach”. Portanto aprendemos através desta lição no Zohar Sagrado a importância do deserto em nossas vidas, e não, como quis ensinar aquele que não caminha no mistério, que o deserto não tem nenhuma importância em nossas vidas. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Meditação



Rabino Misha´El Yehudá

Antes de iniciar nossa “Nessiá” ou nossa "Hajra" sobre meditação, é necessário primeiro explicar o que é meditação.

O grande místico hebreu, rabino Avraham Yitzachak Kook (1865-1935), disse: “Mitzavá bli kavanná, Ke´guf bli neshamá – Mandamento sem kavanná é o mesmo que um corpo sem neshamá”.

A palavra hebraica “Kavanná” é derivada do termo “kivun”, e significa “Direção Interior” ou “Jornada Interior” que é muito semelhante ao termo arábico “Hajra” o qual usamos acima e que fora usado por Frank Herbert em sua obra máxima “Duna” cujo significado é “Jornada de busca”. Em árabe, significa imigração, segredo que também está ligado ao processo de "Guilgul Neshamot (Roda das Almas)".

Trocando em palavras de forma que todos possam compreender, “kavanná” que é quase sempre traduzida para meditação, é uma “viagem de busca” pelos mundos interiores dentro das nossas almas, digo “almas” e não “alma”, porque todo ser humano possui uma “nefesh (alma animal), um “ruach (espírito) e uma “neshamá (alma divina)”, e quando se senta com a intenção de meditar, está na verdade, iniciando uma viagem interior pelas terras dentro de si mesmo.

Acerca desta viagem interior, a Torah nos conta sobre Abraão: “D´us disse a Abrão: “Anda de tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei (Genesis 12:1)”.

No texto original hebraico D´us diz: “Lech lechá (Parta para ti)”. D´us estava comandando Abrão a iniciar uma Hajra, uma viagem interior para as terras dentro de si mesmo. Assim, o Zohar nos diz que, quando Abrão chegou a Canaan, D´us apareceu a ele, e lhe deu a néfesh (alma animal). Depois Abrão partiu para sul e então recebeu o ruach (espírito), e finalmente alcançou o grau mais elevado recebendo a neshamá (alma divina).

Todos estes graus somente podem ser atingidos quando, intencionalmente o iniciado inicia sua kavanná, sua hajra, buscando dentro de si mesmo as respostas que jamais poderiam ser encontradas no lado de fora.

A alma (neshamá) é atemporal, e nela está o conhecimento do passado, presente e do futuro. Qabalsitas, iniciados nos caminhos místicos na “Escola Séter – a antiga escola de mistérios”, não prevêem o futuro, mas, se lembram dele através da kavanná. O Zohar nos conta que, quando o bebê está no ventre, ele vê de um lado a outro do mundo através de uma "lâmpada mística" que fica acesa no ventre, ou seja, a alma vê passado, presente e futuro, mas depois, o anjo que acompanha a alma no ventre lhe diz: Esqueça...! Nossa tarefa é lembrar de tudo o que vimos, ouvimos e da Sabedoria que nos foi compartilha pelas palavras do Anjo durante o período da gravidez.

A meditação é a única ferramenta capaz de nos colocar em contato com os reinos dentro de nós mesmos, nos permitindo o conhecimento de todos os nossos aspectos, tanto positivos, como negativos, despertando, tornando vivido em nossas mentes todo o conhecimento arquivado em nossas almas.

Recentemente adquiri o livro “Em águas profundas” do cineasta americano David Lynch, que foi quem levou para o cinema o meu livro preferido “Duna”. David revela no livro como a meditação o ajudou em seus projetos e na direção de seus filmes, incluindo “Blue Velvet (Veludo Azul)” e “Twin Peaks”, e como o ajudou também a conhecer a si mesmo, e controlar e erradicar o seu pior inimigo: A ira.

Os iniciados no conhecimento da Qabalah, também usam outras ferramentas para ativar e intensificar estas “Hajras”, como o uso dos Tefilin (filactérios), e a contemplação em alquimias de letras hebraicas as quais os iniciados nos caminhos místicos na Escola Séter, chamam de “Otiót” com as quais é possível realizar milagres, e aqui entra a sabedoria.

A palavra “milagre” vem do hebreu “ness” e significa “escapar/fugir”, pois, quem deseja um milagre quer na verdade, fugir de uma situação que lhe provoca intensa dor. O termo “ness” também é a raiz de “Nessoá (viajar)”.

Acerca disto está escondido na Torah sobre o maior milagre já realizado no universo: A abertura do “Mar Vermelho (Iam Suf)”.

“E disse o Eterno a Moisés: Por que clamas a mim? Fala aos “B´ney Yisra´El” que marchem (Êxodo 14:15)”.

No texto original hebraico D´us diz “Veissaú” que literalmente significa “iniciem a viagem” ou “pulem dentro do mar”. Devo deixar claro aqui, que nós, seres humanos somos constituídos de 70% água, um verdadeiro “mar interno”.

Em seguida a este comando, D´us ainda ordena a Moisés: “E tu, eleva o teu cajado e estende a tua mão sobre o mar e fende-o... (Êxodo 14:16)”. Segredo aqui reside no “cajado (hebraico Matê)”.

Na Torah D´us diz: “E este cajado pegarás com a tua mão, com o qual hás de fazer os sinais (hebraico Otót)”. Já foi explicado acima sobre o termo “otiót (letras)” as quais usamos para realizar milagres através das nossas “kavann-ót (plural de kavanná)”. O termo “Ót (letra)” funde-se aqui com o termo “Kivunn” formando o plural “kavannót” e ganhando o significado “viagem intencional pela letra”.

Sobre o cajado que foi dado a Moisés, o Zohar sagrado nos conta, que ele estava todo gravado com as “otiót” do Nome Santo que irradiava luzes em 42 cores direfentes, e aqui, aprendemos sobre o segredo do Nome de D´us de 42 Letras (Ana Bekoach) com o qual os iniciados realizam suas kavannót e seus “nissim (milagres)”, e entenda “nissim” como “escapadas”. Ainda sobre o cajado, o Zohar nos conta que ele foi criado no crepúsculo do sexto dia da criação.

Em 2006, 5766 no luach hebreu, eu iniciei a criação e gravação de músicas me utilizando deste profundo conhecimento, que resultou no CD “Caminhos Místicos (não lançado por gravadora)”. Iniciei uma “hajra” pelos “multiversos” na minha neshamá até o futuro, e ouvi canções as quais eu mesmo comporia no futuro, trazendo-as para o presente ano (2006) e gravando cada instrumento que ouvi. O resultado sempre provocava uma intensa alegria e elevação espiritual.

Estas são minhas palavras sobre “meditação”, que espero, ajude aos leitores compreender sobre este segredo místico e aplicá-lo em suas vidas.

“Mitzavá bli kavanná, ke´guf bli neshamá (Uma boa ação sem kavanná, é o mesmo que um corpo sem alma)”
(Rabbi Avraham Yitzchak Kook)”.

O rabbi Misha´El Yehudá é o fundador e presidente da “Associação Cabalista Mundial – Gará Kulam Moshav”, e o redescobridor dos antigos ensinamentos da “Escola Séter – A Antiga Escola de Mistérios dos Iordei Edey Há-Merkavá (Os descidos da Carrugem Diniva)”. Nascido Paulo Sergio no ano de 1966 no bairro de Beith-Lechem (Belém) em SP, bisneto de um judeu espanhol imigrado para o Brasil, Misha´El é portanto um judeu marrano (descendente de B´ney anussim). Iniciou sua "Teshuvá (Retorno à Torah de Sha´Shem) no ano de 1996. Circuncidado no “Hilulá (aniversário de ocultamento)” do grande Qabalista do século 16 conhecido como “Ha-Ari (Rabino Yitzchak Lúria)”. Qabalista, iniciou seu caminho pela Sabedoria da Torah, ao receber a visita em seus sonhos de um rabino falecido em 1955, que lhe revelou profundos segredos escondidos na Torah de D´us. Foi este "Tzadiq Nistar (Justo Escondido)" que revelou ao Rabino Misha´El os segredos sobre o Shoá (Holocausto), as verdadeiras origens do Nazismo e a identidade real de Adolf Hitler. Estes mistérios podem ser vistos no documentário "Amalek - As Origens do Nazismo" que você encontrará aqui neste site.



terça-feira, 29 de junho de 2010

Kabala Yoga


"Os seus olhos estavam fixos na sha´on de sete horas que repousava sobre uma placa de saphir, esta flutuava próximo do chão, calçado com placas de shocham. Observava as micro pedras enquanto elas caiam para repousar no fundo da redoma feita não de vidro de odêm, mas de berilo. O seu corpo repousava sobre um tapete entrançado com fibras de q´namon e folhas das qórem tamar. Assumira uma posição yogue enquanto meditava, usando as centelhas luminosas da nebulosa do relógio de areia que caiam, contando os daqót, permitindo assim a ampliação da sua mente. Uma expansão provocada pelo aroma de q´namon, que fluía de alguns qetoret samim flutuantes espalhados pelo ambiente, colocados estrategicamente nos pontos cardeais e pelas letras do shab´ta nas quais se transformavam as pedras da ampulheta ao descerem do receptáculo superior, sendo, ao mesmo tempo, impressas nas pupilas brancas do patriarca, gravando em suas almas e no seu espírito, os códigos celestiais do universo".

Trecho do Meu Livro "Qédem"



O Artesão Da Luz