מַלְאַ֥ךְ ה'־צְבָא֖וֹת
Chagigá 15b:6
(...) O que significa o versículo: 'Porque os lábios do kohen (sacerdote) guardarão o da'at (conhecimento), e a Torá buscarão de sua boca, pois ele é um Malach Adonai Tzevaot.' (Malaquias 2:7)
Se o rav (mestre) se assemelha a um Malach Adonai Tzevaot [perfeito em seus caminhos], então devem buscar a Torá de sua boca; mas, se não, não devem buscar a Torá de sua boca!"
Na introdução do Shaarei Qedushá, sobre o Ari z'l, o Rav Chaim Vital fala:
"Portanto, o espírito em meu íntimo constrangeu-me a abrir caminhos para os "separados" e apoiar a sua mão direita, a fim de mostrar-lhes o caminho pelo qual devem andar. E, por esta razão, compus esta obra — pequena em quantidade e grandiosa em qualidade — para que os sábios resplandeçam, e a chamei de Shaarei Kedushá (Portais da Santidade). E nela explicarei segredos que não foram vislumbrados pelos primeiros que nos antecederam, pois eu os recebi da boca de um homem santo, um anjo de Adonai dos Exércitos (Malach Adonai Tzevaot), meu mestre, o Ari, Rabi Yitzchak Lúria, de abençoada memória".
A ESTATURA ESPIRITUAL DO ARI
O Baal HaSulam ensina que, após a revelação do Livro do Zohar por Rabi Shimon bar Yochai, não surgiu outro cabalista com uma alma comparável durante muitos séculos [o próprio Arizal é um gilgul de Moshe Rabeinu e do Rabi Shimon Bar Yohai]. Somente no século XVI desceu ao mundo uma nova alma extraordinária: a alma do Arizal, cuja missão era elevar a Sabedoria da Cabalá a um novo estágio da história espiritual da humanidade.
O aparecimento do Arizal não foi um acontecimento casual. Sua descida foi determinada pelo próprio desenvolvimento espiritual da Criação. Quando os Kelim de Nehy (Netzaḥ, Hod e Yesod — os "vasos" ou recipientes espirituais correspondentes à fase final do amadurecimento da humanidade) atingiram o grau de maturidade necessário, tornou-se possível revelar uma dimensão da Sabedoria Suprema [da Torá] que até então permanecia oculta. Nesse momento, uma alma especial foi enviada ao mundo: a alma de Rabi Yitzchaq Luria.
O Baal HaSulam afirma:
"Graças à alma sagrada do Rabino Isaac Luria (Ari), o brilho da Sabedoria Suprema foi revelado."
Por essa razão, o Ari foi capaz de realizar algo que nenhum dos grandes cabalistas anteriores podia fazer. Não porque eles fossem menores do que ele, mas porque o mundo ainda não possuía os recipientes espirituais necessários para receber tal revelação. Segundo o Baal HaSulam, a revelação da Cabalá depende não apenas da grandeza do mestre, mas também da preparação espiritual da geração que irá recebê-la. Sua missão tornou-se possível somente quando a humanidade alcançou esse estágio de desenvolvimento.
O Baal HaSulam escreve ainda:
"Como a alma do Ari apareceu após o desenvolvimento de todos os vasos de Netzach, Hod e Yesod [as passadas do Messias], ele foi capaz de revelar a grandeza do Livro do Zohar e a sabedoria da Cabala, ofuscando todos os seus antecessores."
Essa afirmação não diminui a grandeza dos sábios anteriores. Pelo contrário, o Baal HaSulam explica que cada geração recebe exatamente a revelação compatível com seu momento histórico. O Ari recebeu toda a herança espiritual transmitida desde os antigos cabalistas e, pela primeira vez, pôde organizá-la em um método completo de correção espiritual (que chamamos TIKUN), acessível às gerações futuras.
Segundo suas palavras:
"Praticamente, o Ari introduziu o método de correção ao mundo."
Até então existiam ensinamentos profundos, mas dispersos. O Arizal apresentou uma explicação organizada sobre a estrutura dos mundos espirituais, da alma humana, do gilgul, da quebra dos vasos (Shevirat HaKelim), da retificação (Tikun) e do propósito da Criação.
O Baal HaSulam acrescenta uma das afirmações mais extraordinárias sobre o Arizal:
"Sua alma é uma imagem coletiva de todos os Kelim de HaBaD (Chochmá, Biná e Daat), HaGaT (Chessed, Gevurá, Tipheret) e NeHY (Netzach, Hod e Yesod). Ele, por assim dizer, completou seu desenvolvimento."
Esses nomes representam os três grandes estágios do desenvolvimento espiritual da humanidade:
HaBaD (Chochmá, Biná e Da'at) corresponde ao período inicial da revelação espiritual;
HaGaT (Chessed, Guevurá e Tiferet) representa o desenvolvimento intermediário;
NeHY (Netzaḥ, Hod e Yesod) corresponde à etapa final da preparação para a redenção que chamamos na Sabedoria de "Os Calcanhares de Mashiach".
Ao afirmar que a alma do Ari reúne HaBaD, HaGaT e NeHY - um corpo espiritual completo, o Baal HaSulam ensina que ela sintetiza toda a evolução espiritual anterior, tornando-se apta a revelar um método completo para toda a humanidade.
Por isso, o Baal HaSulam declara categoricamente:
"Nenhum dos Cabalistas antes do Ari conseguia entender exatamente como a correção espiritual acontecia. Ninguém poderia atingir o seu nível de realização porque estes Kelim não estavam suficientemente desenvolvidos na criação."
Ora, o Baal HaSulam não afirma apenas que ele foi um grande cabalista; afirma que o próprio estado espiritual da Criação ainda não permitia que qualquer alma anterior alcançasse ou revelasse aquilo que o Ari revelou.
Em resumo, isso significa que o Ari aparece na fronteira entre duas eras: toda a estrutura espiritual da humanidade já estava preparada (os Kelim); mas a grande iluminação (NaRaN, e posteriormente Chaya e Yechidá) ainda não havia preenchido esses recipientes. Por isso, o Ari ocupa um lugar absolutamente único: ele é o mestre da transição. Sua missão foi entregar o mapa do TIKUN antes da grande entrada da Luz.
A PEGADA MAIS FAMOSA DO MUNDO - O homem pisou na Lua a primeira vez em 20 de julho de 1969 no Hilulá do Arizal em 5 de Av de 5729
UM ANJO HUMANO
"Existe um número seleto de indivíduos que se mantém em um plano tão alto, acima do resto da humanidade, que é visto como se fosse completamente diferente, uma espécie de seres superiores. Eles ensinam, mas nós agarramos muito pouco, e das poucas migalhas que juntamos, podemos erguer montanhas. Um personagem de tal envergadura foi o Rabi Itzhaq Luria, reconhecido como o maior cabalista dos tempos modernos. O Rabino Itzhaq Luria é comumente conhecido como "Ari" (אר"י), um acrônimo que representa Elohi Rabenu Itzhaq (אלהי רבינו יצחק) - o divino Mestre Itzhaq. Jamais nenhum outro mestre ou sábio teve esta letra extra (Alef), atribuída a Elohi - divino - prefaciando seu nome. Este foi um sinal do que seus conteporâneos pensavam dele. (...)
O Ari saiu deste mundo em 15 de julho de 1572 (25 de julho, 5 de Av de 5332) apenas dois anos após sua chegada à Tzfat. Durante sua permanência, juntou um grupo de pelo menos 12 discípulos, com haRav Chaim Vital à frente. (...) Não havia ninguém como o Ari desde os dias de Rav Shimon Bar Yohai. Além disso ele revelou para nós que era um gilgul de Rav Shimon e que seus alunos eram gilgulim dos alunos do Rashbi. (...)
Ele nos levou mais do que qualquer profeta ou vidente. Até mesmo Ezequiel revelou unicamente o mistério da Merkavá no Universo de Briá. Mas o Ari revelou os mistérios de Atzilut, alcançando até mesmo os universos do Ein Sof que são "Akudim, Nekudim, Berudim". Quão grande é o bem que Tu ocultaste para todos que Te temem (Tehilim 31:20). Seu nível estava acima de qualquer anjo ou maguid. Ele sabia tudo o que estava no alto e embaixo, assim como o que foi decretado no tribunal no Alto - e ele podia anular esses decretos.
(...) A alma de nosso mestre [o Ari] era do nível do Partzuf de Arich Anpin [que é o nível de Keter no Olam haAtzilut]. - Rabino Moshe de Praga, Meditação e Kabalah
Havia sido em 1999 que o nome do Sagrado Anjo Raziel me havia sido revelado na Toráh. A questão é que, todos sabem que foi escrito no Zôhar Sagrado que Raziel havia dado a Adão um livro, o Sipra Raziel ha'Malach (Livro do Anjo Raziel), mas até 1999 não havia uma cripto-evidência de que isso foi realmente verdadeiro. Foi então que o Divino, abençoado seja Ele, sussurrou ao ouvido da minha alma dizendo que Raziel estava escondido, codificado na Toráh Bereshit (Gênesis) capítulos 4 versículo 25 e 26 e capítulo 5 versículo 1. Eis os versículos:
וְהָיָ֣ה הַֽנַּעֲרָ֗ אֲשֶׁ֨ר אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א כַדֵּךְ֙ וְאֶשְׁתֶּ֔ה וְאָמְרָ֣ה שְׁתֵ֔ה וְגַם־גְּמַלֶּ֖יךָ אַשְׁקֶ֑ה אֹתָ֤הּ הֹכַ֙חְתָּ֙ לְעַבְדְּךָ֣ לְיִצְחָ֔ק וּבָ֣הּ אֵדַ֔ע כִּי־עָשִׂ֥יתָ חֶ֖סֶד עִם־אֲדֹנִֽי׃ וַֽיְהִי־ה֗וּא טֶ֘רֶם֮ כִּלָּ֣ה לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר יֻלְּדָה֙ לִבְתוּאֵ֣ל בֶּן־מִלְכָּ֔ה אֵ֥שֶׁת נָח֖וֹר אֲחִ֣י אַבְרָהָ֑ם וְכַדָּ֖הּ עַל־שִׁכְמָֽהּ׃
"E será que a jovem à qual eu disser: “Inclina, por favor, o teu cântaro, para que eu beba”, e ela disser: “Bebe, e também os teus camelos darei de beber”, — ela, tu designaste para o teu servo, para Isaac; e por meio dela saberei que fizeste bondade com o meu senhor. E aconteceu que, antes que ele terminasse de falar, eis que Rebecca saía — que havia nascido a Bethuel, filho de Milcah, esposa de Nahor, irmão de Abraham — e o seu cântaro estava sobre o seu ombro."
- Torah Chayei Sarah (Bereshit 24: 14-15)
O primeiro criptograma se encontra na SOFEI TEIVOT (Letras Finais) de "Omar eleiha hati-na (אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א)" e que ao serem rearranjadas revelam "Ha'Ari (האר"י)" que é a epígrafe mística do nosso mester Rabbi Itzchaq Lúria cujas letras são as iniciais de "Ha'Elohê Rabbi Itzchaq (האלהי רבי יצחק)."
אֹמַ֤ר אֵלֶ֙יהָ֙ הַטִּי־נָ֤א
האר"י
O segundo criptograma se encontra criptografado na iniciais "le'daber ve'hinêh Rivka Iotzat Asher (לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר) - falar eis que Rivka saía a que..." aqui, tanto por RASHEI TEIVOT (Iniciais) como por SAEs (Saltos Afabéticos Equidistante) o sobrenome LÚRIA (לוריא) está codificado.
לְדַבֵּר֒ וְהִנֵּ֧ה רִבְקָ֣ה יֹצֵ֗את אֲשֶׁ֤ר
לוריא
"A glória de Elohim é criptografar, e a glória dos Reis é decodificar."
O próximo "Chidush Mutzafon (חִדּוּשׁ מֻצְפָּן)" se encontra logo após a letra ALEF (א) final de LURIA (לוריא) na palavra "Yuldáh (יֻלְּדָה֙)" traduzida como "NASCIDA" e que, quando lida no sentido inverso se revela "Ha'Delí (הדלי)" cujo significado é "AQUARIUS."
יֻלְּדָה֙
הַדְּלִי
O chidush mutzafon completo é "Ha'Ari Itzchaq Lúria - Era de Aquarius."
Daqui temos prova para todas as palavras dos nossos mestres a respeito da elevada alma de nosso Rabi Itzhaq Luria z'l.
Como ja dissemos, o dia do falecimento (Yortzeit) do sagrado Arizal ocorre invariavelmente no dia 5 de Av (ה' בְּאָב), a exata semana em que judeus no mundo inteiro leem a porção de Devarim (Deuteronômio). O livro de Devarim abre com as palavras: “E estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel”.
אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙ אֶל־כָּל־יִשְׂרָאֵ֔ל
Os Sábios do Talmud e do Zohar ensinam que Devarim possui uma natureza única em toda a Torá: ele é o livro no qual Moshê Rabênu atingiu tamanha anulação de seu próprio ego (Bitul) que a Shechináh (a Presença Divina) falava diretamente de sua garganta. Ao declarar sobre si mesmo e Aarão “E não somos nada”, Moisés contraiu completamente sua autoconsciência para se tornar um canal da Bat Qol. Ele era o "amante de Israel", capaz de escutar a melodia única da alma de cada indivíduo, tal como o nosso mestre Ari z'l conforme todos os relatos que temos sobre ele.
O Rabino Chaim Vital escreveu que o sagrado Arizal foi, em essência, o Moisés de sua geração. A própria alma do Ari provinha diretamente da raiz da alma de Moshê — um fato demonstrado quando o Ari confrontou seus vizinhos amargos, revelando que eles eram gilgulim de Datan e Aviram, os eternos opositores de Moisés no deserto, enviados de volta para retificar aquele antigo defeito diante do mesmo mestre. Esse elo eterno entre o primeiro e o último grande codificador dos segredos divinos está criptografado logo na abertura da leitura dessa semana. Nas cinco primeiras palavras da porção de Devarim:
אֵ֣לֶּה הַדְּבָרִ֗ים אֲשֶׁ֨ר דִּבֶּ֤ר משֶׁה֙


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