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domingo, 1 de setembro de 2019

Segredos De Star Wars: Episódio III


Anakin Skywalker
Luz & Sombras I

Há muito de David ha'Mélech em Anakin Skywalker, o messias do universo Star Wars e o grande segredo reside na natureza dual de Anakin, tendo sua alma parte da Luz e parte no lado sombrio, porque, somente desta forma ele poderia realizar a profecia Jedi de trazer equilíbrio à Força. 

Filosoficamente, o Zôhar esclarece que, se algum veio ao mundo para dominar uma determinada energia negativa, está pessoa precisa ter uma alma em parte com raiz nesta mesma energia negativa, ou seja, esta pessoa deve ter uma alma com parentesco com aquela energia. Este é o segredo de Anakin Skywalker. Sua alma tinha parte no lado Sombrio, a Sitra Achará, e parte no lado Luminoso, na Ór ha'Ganuz - a Luz Oculta do Criador - pois somente desta forma, possuindo uma natureza dual, ele poderia trazer equilíbrio à Força.

"Você era o escolhido! Foi dito que você iria destruir os Sith, e não se unir a eles! Que traria equilíbrio à força ...  e não jogá-la na escuridão!"

Obi-Wan Kenobi

David Ha'Mélech
Luz & Sombras II

A maioria dos cristãos caluniam o Rei David. Durante milênios eles vem imputando ao Rei Sagrado um pecado que ele jamais cometeu: O adultério! Fazem isso pois desconhecem os segredos ocultos do Codex da Toráh e da natureza dual do Rei David.

Para esclarecer este assunto, perguntamos: O Rei David cometeu adultério ao tomar para si a "mulher" de Urias? A resposta é não! Eis aqui o segredo do evento: Para evitar que esta desgraça (adultério) acontecesse com os pessoas de Israel, D´us comandou pela “tradição” que, todo guerreiro de Israel ao sair para a guerra, deveria escrever um termo de divorcio (Gêt), conforme comandado pela lei me Moisés nosso Rabi, para que, não havendo noticias de seu desaparecimento em combate, sua esposa pudesse iniciar um novo relacionamento, e encontrar para os seus filhos um novo pai ou dar continuidade, em caso de dizimação dos homens na guerra, à nação para que ela não fosse extinta. É aqui que reside o segredo da história do Amado Rei David e Bath-Sheva.

Muitos “auto intitulados” homens de D´us, pastores e líderes de congregações, tem pecado, por gerações, imputando uma má fama ao Rei Santo de Israel, um homem segundo o coração de D´us. Estas pessoas tem pecado contra a Toráh e assim contra o Sagrado, bendito seja Ele, ao acusar o Rei de Israel de “adultério” sendo este um pecado que ele jamais cometeu. Tolos que são, continuam se movendo pelas sombras do “romanismo católico” e suas interpretações profanas das escrituras. Os cristão não possuem autoridade sobre as Escrituras Hebraicas pois, seus mistérios não foram revelados a eles.

Estes homens tolos sem nenhum conhecimento, obrigam mulheres humilhadas, maltratadas por maridos malígnos a permanecerem atadas a casamento com estes homens que são inimigos de D´us, pois humilham a “Pedra do Altar Celeste” que é a esposa, a figura da “Presença Divina” no mundo, aquele que representa o mistério da a “terra de kana´an”.


Muitos lideres religiosos e muitas gerações, procurando ensinar justamente aquilo sobre o que não tem nenhuma autoridade, a “Bíblia”, e procurando as causas que culminaram no evento do Rei David com Bathsheva, atribuíram ao Rei Santo de Yisrael, um pecado, como explicado, que ele jamais cometeu: “ADULTÉRIO”. E isto é tão certo porque as conseqüências contidas na Toráh sobre esta questão, não foram aplicadas ao Rei Santo. A torah diz: “E com a mulher de teu companheiro não te deitarás para dar sêmen (Levitico 18:20)”.

Maimônides, explicando acerca deste preceito da Toráh, que é o de Nº 347 dos preceitos negativos, diz: “A punição pela violação deste preceito varia de acordo com as circunstancias. Se a mulher for noiva, ambos ficam sujeitos ao apedejamento, como determinam as Escrituras. Se ela for filha de um Cohen (sacerdote), ela deverá morrer queimada e o homem estrangulado. Se ela for filha de um Israelita, ambos estão sujeitos a morte por estrangulamento. Tudo isto se aplica se a prova for evidenciada, caso contrário o homem fica sujeito à extinção”.

Devo lembrar aqui que, pessoas jamais foram apedrejadas pelos israelitas e, isto tanto é verdadeiro que o Talmude diz que o Sinédrio (Tribunal Rabínico) só se reunia para julgar uma vez a cada setenta anos, pois as pessoas de israel não ficavam transgredindo os Preceitos da Toráh.

O apedrejamento, assim como todas as outras sentenças de morte e punição prescritas na Toráh é contra o Satan, e somente contra ele, pois foi ele quem causou a queda da humanidade. D'us jamais ordenou que pessoas fossem sentenciadas à morte e esta é uma interpretação cristã pois o cristianismo vem de Edom e o príncipe de Edom é Samael, o próprio Satan.

Nós sabemos que, nenhuma destas punições foi imposta ao amado Rei de Yisrael, o que evidencia que a natureza do pecado do Rei não foi o de adultério. E senão, então qual foi? Para responder esta intrigante questão, temos que voltar ao principio.

O Zohar diz: A Serpente original no Jardim de Éden comeu frutas da árvore que também é interpretada como “bebendo vinho”. Por esta ação, duas forças de energia negativas vieram a existência, que são Malcon, e Peor (não devemos pronunciar os nomes). O Zohar expõe estas duas forças negativas e como elas se manifestam em nosso mundo para influenciar o homem. As duas crianças nascidas de uma relação incestuosa entre Lót e as suas duas filhas  são a manifestação física destas duas forças. Está escrito na Toráh: 

“E conceberam ambas as filhas de Lót, de seu pai. E deu à luz a maior um filho, e chamou seu nome Moab, ele foi o pai dos moabitas até hoje. E a menor, também ela, deu à luz um filho, e chamou seu nome Ben Ami; ele foi o pai dos filhos de Amon até hoje."


Gênesis 18:36, 37 e 38

Um destes líderes tolos que pregam esta tolice é o "Reverendo Caio Fábio d'Araujo" que tenta justificar o seu próprio erro cometido no passado usando Rei David. E sua página no Facebook, encontramos estas palavras escritas por Leonardo Gonçalves: 

"Após o escândalo moral envolvendo a sua pessoa, o adultério seguido do divórcio, bem como a confissão em sua auto-biografia, o reverendo amazonense se desvelou ao público, abriu seu coração como nenhum outro, tirou a máscara e teve a ousadia de revelar ao mundo a sua verdadeira face. Sua hipocrisia, sua conduta dúbia, tudo isso foi delatado por ele mesmo, resultando no ostracismo ao qual ele foi submetido por alguns anos. Não quero com isso justificar a atitude do Caio. Adultério é pecado, causa um tremendo estrago, deixa cicatrizes profundas e em alguns casos a ferida nunca fecha completamente, e o Caio sabe disso. Contudo, que direito temos nós de punir um homem por algo que ficou lá no passado, e que certamente Deus mesmo já perdoou? Será que Caio, em plena vigência da Graça, foi privado por Deus do perdão enquanto Davi, na dispensação da Lei, foi perdoado pelo Criador?"

Nota-se, pelas palavras acima, que não há diferença de pensamento de Caio Fábio para aqueles a quem ele denuncia constantemente. Através das palavras acima se vê claramente que ele acredita mesmo estar no tal "tempo da graça" e que a Torah foi abolida, como é descrito, ela era a "dispensação da Lei"...

Amon & Moab

O Rei David que era um descendente de Moab através de Ruth, usou esta tremenda negatividade como uma ferramenta para ter controle em cima destas duas forças negativas. De acordo com as leis de espiritualidade, para se atingir controle genuíno em cima de qualquer situação, a pessoa tem que ter alguma conexão (parentesco) com isto. Foi destinado que o Rei David seria semeado com esta negatividade porque ele era cheio com a força espiritual necessária para ter controle em cima disto. Está, portanto escrito no Zohar:

O Rei David disse: “Contra Ti, contra Ti somente, tenho eu pecado, e praticado o mal em Tua vista”. O significado disto é o seguinte. È possível cometer pecados que são ofensas tanto para o Senhor quanto para o homem; também se pode cometer pecados que são ofensas contra o homem, mas não contra o Senhor; mas há também pecados que são cometidos somente contra o Senhor. O pecado de David foi este último tipo. Talvez, porém, você se incline a questionar isto, dizendo:

“Mas e o pecado com BatSheva? Por acaso não pecou contra o marido – para quem ela estava agora proibida – assim contra o Senhor (Adonai)?”.

Para esta pergunta há uma resposta, que é a seguinte: De acordo com a tradição, Urias, como era costume com os guerreiros de Israel, deu à sua esposa uma nota de divórcio (Gêt) antes de ir para a batalha, logo David não pecou contra Urias no sentido de traiçoeiramente roubar a sua esposa. E por isso lemos: “E David confortou a BatSheva,sua esposa”, o que prova que ela era considerada como a esposa legítima de David, destinada a ele desde o início dos tempos.

"Guet (do hebraico גט) é o nome dado ao documento de divórcio dentro do judaísmo. De acordo com o tratado Kidushin, do Talmud Babilônico, o guet é um processo legal que exige o consentimento do casal. A outra é a morte do cônjuge e esta morte, de acordo com  o Zôhar, e por questões cármicas.

O seu pecado (de David), então, foi uma ofensa somente contra o Senhor. E, em que constituiu esta ofensa? Não em que ele ordenou que Joab (Yoáv), seu general, enviasse Urias para frente de batalha para que fosse morto – porque David tinha o direito de fazer isto, uma vez que Urias chamou Joab de “meu senhor Joab” na presença do Rei, o que foi desrespeitoso.

O pecado de David foi que ele não matou Urias no momento em que desonrou o Rei, mas em vez disso deixou que fosse morto pela espada dos filhos de Amon; porque em cada espada amonita estava gravada a serpente que era seu deus. Disse o Senhor a David: “Tu conferiste força à abominação”; porque quando os filhos de Amon mataram Urias e muitos outros israelitas, e a espada de Amon prevaleceu, o deus pagão foi fortalecido por David e então, o lado Sombrio ganhou força e ficou no controle.

Vemos claramente que a natureza do pecado do Rei David não foi a de tomar para si a BathSheva por mulher, uma vez que ela estava destinada a ele desde a criação, e nem tampouco o de matar Urias, e sim matá-lo através da espada dos Amomitas. E é por isto que está escrito: E David confortou Bath-sheva, SUA ESPOSA!.

"Então consolou Davi a Bate-Seba, sua mulher, e entrou a ela, e se deitou com ela, e ela deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Salomão; e o Senhor o amou."


2 Samuel 12:24


"Quando David cometeu seu grande pecado ao tomar para si Bat Sheva, ele pensou que isto iria deixar para sempre uma marca. Mas chegou até ele a mensagem: “O senhor pôs de lado o teu pecado, e não morrerás”; Quer dizer, a mancha foi removida. Rav Abba colocou esta pergunta para rav Shimon: ‘Se aprendemos que Bat Sheva foi destinada ao Rei David desde o dia da criação, como pode ser que o Senhor a tenha dado primeiro a Urias, o hitita?’ Rav Shimon respondeu: Assim é o caminho do Senhor; embora uma mulher esteja destinada a um determinado homem. Ele permite que ela seja primeiro mulher de outro homem até que chega a hora da alma-gêmea (que se elevou espiritualmente). Este é o segredo porque a terra de Kana´an foi primeiro esposa de outro para depois ser dada a Israel que era o seu legitimo marido. Tolo é o homem que humilha sua esposa e a difama perante os outros, pois por este pecado, ele será morto. Foi por isto que o povo foi punido, pois quando os espias voltaram de olhar a Terra, a difamaram. Fazendo assim, o marido se vai deste mundo (ele morre) para ceder lugar ao outro homem que a tratará como uma pedra preciosa, como está escrito: Esposa virtuosa, quem a achará, pois o seu valor excede finíssimas jóias. Esta é a razão secreta pela qual Bat Sheva foi dada primeiro a Urias."


- Do Zôhar

Anakin & Padmé
Luz & Sombras III

Anakin Skywalker se revoltou contra o Código Jedi que havia caído nos domínios da dogmatização e tomou para si Padmé como esposa. Anakin é uma representação do Rei David, ele trás a força espiritual do Rei Sagrado. Anakin é, então, morto e Darth Vader nasce, fortalecido pelo lado Sombrio. No final, Anakin se arrepende e faz a correção salvando seu filho, Luke, das "mãos" do imperador Palpatine. Ele traz equilíbrio à Força e seu filho, em termos, reina em seu lugar, com Salomão deu continuidade ao reinado de David, seu pai.



"Não me ensine, Obi-Wan! Eu vejo através das mentiras dos Jedi. Não tenho medo do lado sombrio como você."

Anakin Skywalker

Star Wars é uma parábola que contém os segredos da Toráh e do Zôhar Sagrado e somente aqueles que estudam o Zôhar poderão perceber esta "Opera Mística" escondida em Guerra nas Estrelas. 

Acima de tudo, Anakin somos nós, feitos de dualidade, de luz e sombras e o que vai dominar, depende unicamente de nós...

E há muito mais...


"Aqui do meu lado, um anjo (luz) Aqui do meu lado, um diabo (sombras). Nunca se vire de costas para mim. Nunca se vire de costas para mim, novamente. Aqui do meu lado, é o paraíso. ohhh... Aqui do meu lado, você é destruição. Aqui do meu lado, uma nova cor pinta o mundo, ohhh... Nunca se vire de costas para mim. Nunca se vire de costas para mim. Aqui do meu lado, é o paraíso. Cuidadoso, tenha cuidado. Cuidadoso, tenha cuidado Isto é onde o mundo desaba. Onde o mundo desaba. Cuidadoso, tenha cuidado. E você inspira. E você expira. Por isto Não é tão esquisito. Como fazer você uma arma e você dá em e você deu. Por isto Não é tão esquisito Como fazer você uma arma Nunca se vire de costas para mim Nunca se vire de costas para mim novamente. Cuidadoso, Tenha cuidado Aqui do meu lado, é o paraíso (luz) Aqui do meu lado, é o paraíso Aqui do meu lado, é o paraíso..."

Autor
Dipankara Vedas
Bën Mähren Qadësh
Misha'El Ha'Levi

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Jedi: Os Reveladores Da Luz Oculta


Jedi (plural). Em hebraico "G'dai (ג'דאי)" cujas letras são um notarikon (acrônimo) de "Gilui Dere'k Ór Ganuz Adonai (גילוי דרך אור גנוז יהו'ה)" que se traduz "Revelação do Caminho da Luz Escondida de Adonai" que é a luz da Criação chamada no cânon Jedi de "A Força" que é o segredo do que está codificado na Toráh Bereshit (Gênesis) "Yehí ór; vai'yehi ór (יְהִי אוֹר; וַיְהִי-אוֹר) - haja luz; e houve luz."

Por que foi escrito "houve luz...?" - Porque ela foi oculta, escondida e precisa ser descoberta.  De acordo com o Zôhar, quando Moshê (Moisés) nasceu, ao seis meses e um dia da gestação de Yocheved, ele estava emanando esta luz do seu corpo e por isso precisou ser escondido durante três meses, conforme foi escrito "e o escondeu por três meses...". Depois, quando a Toráh foi revelada, essa luz, a Luz Oculta da Criação, voltou a emanar do corpo de Moisés e eles precisavam cobri-lo com um talit (xale de orações) de modo que eles podiam olhar para ele.

O Zôhar diz que somente na Era messiânica essa luz voltaria a ser revelada e não foi acaso que Star Wars nasceu depois de 1966.

Cada vez que um mistério novo da Toráh é revelado por um verdadeiro cabalista, a Luz Oculta é revelada e trás novas tecnologias para o mundo, cura e elevação das almas da humanidade.

A palavra para Luz é Ór (אוֹר) cuja gematria é igual a 207 que é a mesma da palavra "Ráz (רז)" que significa "mistério divino." O nosso mestre, o sagrado Leão de Safed, o Arizal, se ocultou do mundo físico no dia 207 do ano bissexto de 1572. Seu título místico "Arizal (אריזל)" contém as letras de "Razei-El (רזי-אל)" que se traduz "Mistérios Divinos de D'us" e também são as letras do nome do Santo anjo Raziel, o professor de Adão no Jardim do Éden de quem a Luz Oculta emanava e foi oculta quando ele saiu do Éden.

O nosso mestre além de ser uma reencarnação do sagrado professor de Adão, também era uma reencarnação de nosso mestre Moisés, e, de acordo com o Sha'ar ha'gilgulim, Moisés está presente em todas as gerações para revelar os Segredos dos Céus.


Razá Ila'ah! 

Autor
Bën Mähren Qadësh
Deepak Sankara Veda​
Misha'Ël Ha'Levi

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Um Segredo Sobre O Arizal


Foi em 23 de outubro de 2013 quando este mistério foi revelado na minha alma. Pela manhã estava me dirigindo com amigos para São Paulo. Eu havia aceito um convite de uma querida amiga descendentes de orientais para irmos ao Shopping D e assistirmos um filme. No caminho ela me perguntou se eu já havia lido Os Instrumentos Mortais "Cidade dos Ossos" de Cassandra Clare, obra na qual o Anjo Raziel, o professor de Adão no Jardim do Éden havia sido mencionado. Ela me perguntou sobre o livro porque ela havia sido minha aluna de QABALAH em 2004 e 2005 e havia aprendido durante o curso sobre o Anjo Raziel. A pergunta não foi um acaso porque, nada acontece por acaso.

O dia 23 de outubro é o dia de nascimento do Rabino Chaim Vital em 1542, o amado discípulo do Ariizal (Rabbi Isaac Lúria) autor do Portal das Reencarnações que foi escrito e organizado por seu discípulo Chaim Vital e publicado por seu filho Sh'muel Vital.

Havia sido em 1999 que o nome do Sagrado Anjo Raziel me havia sido revelado na Toráh. A questão é que, todos sabem que foi escrito no Zôhar Sagrado que Raziel havia dado a Adão um livro, o Sipra Raziel ha'Malach (Livro do Anjo Raziel), mas até 1999 não havia uma cripto-evidência de que isso foi realmente verdadeiro. Foi então que o Divino, abençoado seja Ele, sussurrou ao ouvido da minha alma dizendo que Raziel estava escondido, codificado na Toráh Bereshit (Gênesis) capítulos 4  versículo 25 e 26 e capítulo 5 versículo 1. Eis os versículos:

"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

O primeiro segredo está nos versículos 25 e 26 do capítulo 4 na parte onde lemos "... porque o assassinou Caim. E para Seth também nasceu um filho... (כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. כו וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן)". A letra gimel (ג) é a terceira letra do alfabeto hebraico cujo valor numerológico é 3 e neste versículo ela é a 5.374 letra da Toráh. A partir dela, a cada três letras está criptografada o termo "gilgul (גילגול)" cujo significado é reencarnação. Note as letras marcadas em tamanho grande. Qual a importância disso, desta ocorrência?

Foi no ano 5.374, correspondente aos anos 1613-1614 do vigente calendário juliano da época, que o Rabino Chaim Vital terminou de organizar suas anotações sobre os segredos da reencarnação que seu mestre, o Arizal, lhe havia confidenciado. Muitos rabinos não acreditam em reencarnação e dizem que ela foi emprestada ao judaísmo dos hindus. O código nestes versículos é a prova de que a reencarnação é um segredo da Toráh e evidência que Seth foi a primeira reencarnação do mundo, a reencarnação da alma de Abel que havia sido assassinado por Caim.

"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez."

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת: כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה .זֶה סֵפֶר, תּוֹלְדֹת אָדָם: בְּיוֹם, בְּרֹא אֱלֹהִים אָדָם, בִּדְמוּת אֱלֹהִים, עָשָׂה אֹתוֹ.

Gênesis 4:25,26 e 5:1

Agora, note as letras mais à frente do final do versículo 26 ao inicio do capítulo 5 no qual lemos "Este é o livro... (זֶה סֵפֶר)" em hebraico "Zêh sêfer...". A partir da letra "rêsh (ר)" que é a vigésima letra do alfabeto hebraico no sentido inverso, da esquerda para a direita, a cada 4 letras está criptografado "Raziel (רזיאל)" evidenciando que os segredos da reencarnação foram revelados pelo Anjo Raziel.

O Grande Segredo

Todas a palavras da Toráh podem e devem ser permutadas, conforme nos ensina do Sêfer ha'Yetzirá. Só existe uma permutação possível para o nome Raziel. Quando nos tomamos as letras do nome Raziel (רזיאל) e as permutamos usando o método chamado Temurá em QABALÁH elas se transformam em Arizal (אריזל) que é o apelido espiritual sagrado do Rabino Isaac Lúria.

רזיאל
אריזל

Foi a voz do anjo Raziel quem me revelou este segredo no dia do aniversário de nascimento do Rabino Chaim Vital em 2013 que foi correspondente ao ano 5.774.

Nos anos posteriores a 1999, minha alma descobriu um código cuja palavra-chave é o ano do meu nascimento 5.726 (1966). Quando eu o abri vi, codificado, o ano do meu Despertar 5.756 (1996) conectado com 1966 e meu nome cruzando ambos. Logo abaixo surgem "gilgul" e mais à frente "Raziel" sendo que "gilgul" compartilha a mesma letra "vav (ו)" de 5.756 (1996). Eu estava destinado a Despertar naquele ano e foi o mestre Arizal que veio e soprou sobre meus olhos para que eu despertasse. Abençoada seja sua lembrança!


Abençoada seja a alma do nosso Metre, o Sagrado Leão, que veio e me revelou este segredo e não é por acaso que eu o redigi e postei no dia do seu hilulá, o aniversário do seu ocultamento, no dia 5 de Av de 5779, 447 anos após o seu ocultamento.

RAZÁ ILA'ÁH


A Atlântida No Gênesis


O continente e a civilização perdida de Atlântida tem sido o meu mistério favorito desde a mais tenra idade. Começou quando li, em um dos velhos livros que descobri na estante do meu falecido pai, uma narrativa sobre esta sociedade outrora tão elevada em conhecimento e o segredo da minha paixão por este tremendo mistério está no segredo da reencarnação, pois recebi, por yibur, uma das centelhas do profeta Jonas, um dos que estiveram na Atlântida.

CRIPTOLOGIA

Criptologia é a disciplina científica que reúne e estuda os conhecimentos (matemáticos, computacionais, psicológicos, filológicos, etc.) e técnicas necessários à criptoanálise (solução de criptogramas) e à criptografia (escrita codificada). A criptologia emergiu da busca, pelos antigos cabalistas, pelos códigos ocultos nas escrituras hebraicas. O profeta Jeremias foi um dos que, ao profetizar, ocultou informações criptografadas em seus oráculos.

Jeremias, também chamado de "profeta chorão", foi um dos principais profetas da Bíblia hebraica (Antigo Testamento da Bíblia cristã). Segundo a tradição judaica, Jeremias foi o autor do Livro de Jeremias , dos livros dos Reis e o Livro das Lamentações (Eichá), com a ajuda e sob a direção de Baruque, seu escriba e discípulo.

NÍVEIS DE CÓDIGOS

A Cripto-Referência À Atlântida No Gênesis:- A Toráh possui níveis e níveis de códigos. Códigos por gematria, notarikon, Atbash, temurá, tzeruf e por SAEs (Saltos Alfabéticos Equidistantes).

Na Torá Bereshit (Gênesis) capítulo 10 no versículo 25, está escrito: "E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Peleg, porquanto em seus dias se repartiu a terra, e o nome do seu irmão foi Yactãn."

Peleg significa "divisão pelas águas" porque foi no tempo do seu nascimento que a Pangeia se dividiu, ou seja, que houve a separação dos continentes.

Designa-se por Pangeia o continente que, descrito pela deriva continental, existiu entre 200 a 540 milhões de anos, durante a era Paleozoica, segundo estudos. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do grego = todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um único bloco de terra (gea) ou Geia, Gaia ou Ge como a Titã grega que personificava a terra com todos os seus elementos.

"E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi."
וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים, יִקָּווּ הַמַּיִם מִתַּחַת הַשָּׁמַיִם אֶל-מָקוֹם אֶחָד, וְתֵרָאֶה, הַיַּבָּשָׁה; וַיְהִי-כֵן

Gênesis 1:9

Lembrando que o tempo de vida das pessoas na Torá refere-se ao tempo divino (da alma) e não ao tempo terrestre. Como exemplo, e baseado no Tehilim (Salmos) 90 no qual Moisés nosso mestre nos revela o segredo quando diz que "um dia para o divino é como mil anos que passou...", logo, se um dia da alma é igual 1.000 anos terrestres, um ano divino será 365.250 (trezentos e sessenta e cinco mil e duzentos e cinquenta anos). Assim, como exemplo, Noé que viveu 950 anos, viveu, na verdade 346 milhões novecentos e oitenta e sete mil e quinhentos anos.

A maioria do que se sabe sobre a lendária civilização de Atlântida vem de algumas páginas de Timeu e Crítias, dois dos famosos “diálogos” escritos pelo filósofo grego Platão, no século IV a.C. Segundo Platão, Atlântida existiu 9 mil anos de seu próprio tempo. A verdade é que ninguém sabe como o tempo da Atlântida era contado e como isso se relaciona com a nossa atual dimensão. Já escrevi e publiquei aqui no blog informando que, à medida em que as grandes centelhas de almas foram se fragmentando e diminuindo de tamanho, forçando também o seu aparecimento no mundo físico em corpos menores, o tempo também foi diminuindo e o que era milhões de anos no mundo físico em relação ao tempo da alma, também diminuiu à medida na qual as almas ficaram menores.

ENOCH & A ATLÂNTIDA

Uma referência no Sêfer ha'Yashar mencionado na Bíblia no livro de Josué e em Reis, diz que Enoch reinou sobre todos os reis do mundo unido ensinando-lhes a Sabedoria dos céus durante 243 anos. Isso foi antes do Dilúvio. Se calcularmos esse tempo pela equação que Moisés nos deu, o tempo no qual Enoch ensinou na Atlântida foi de 88.755,75 (oitenta e oito milhões, setecentos e cinquenta e cinco mil e setenta e cinco anos).

A referência à Atlântida está oculta por gematria no nome Yactan (יָקְטָן) que é 169, a mesma numerologia hebraica de Atlântis (אטלנטיס). Isto é o que sabemos:

De fato, durante a época na qual Chanoch (חנוך) foi o Rei da Atlântida (243 anos), a civilização egípcia ainda não existia. Enoque construiu a Grande Pirâmide com o auxílio dos "seres dos céus" e assim como seus antepassados Seth Ben Adam e seu pai construíram as duas primeiras para preservarem o Conhecimento (Sipra Raziël), Enoque escreveu em suas paredes a Sabedoria da Atlântida para preservá-la da destruição que o Dilúvio causaria.

E da geração de Noach (Noé) saiu um que se chamou Éber. O primeiro filho de Éber se chamou Péleg cujo significado é "Divisão" e foi quando os povos e continentes que estiveram unidos (Atlântida) sob o reinado de Enoque, se dividiram. O Segundo filho de Éber se chamou "Yoctan" e do seu clã saíram os que fundaram "Yucatán" no México.

Quando nós substituímos o nome Yaktan para o seu equivalente em gematria que é Atlântis, o versículo se transforma.

"E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Peleg, porquanto em seus dias se repartiu a terra, e o nome do seu irmão foi Atlântis."

E o que lemos depois? "E Ofir, e Havilá e Jobabe; todos estes foram filhos de Yoctãn (Atlântis)." - Gênesis 10:29. Ofir é muito provavelmente o México onde os filhos de Yaktan fundaram Yucatan e Havilá (Chavilá) o Brasil. Quanto a Jobabe ainda não sabemos...


Bën Mähren Qadësh
"Os Ecos De Encoh"
(Em processo de criação)

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Hospedando Centelhas Sagradas



A Alma Adicional

Sabe-se que na Shabat se recebe uma "alma adicional (Neshamá Yeterá)". Para entender o conceito da alma adicional da Shabat, devemos primeiro discutir as três dimensões da alma. Estas são a Neshamá (da palavra hebraica "nishama", que significa sopro), o Rúach (literalmente, "vento") e a Nefesh (da palavra hebraica "nafash", que significa "descanso"). A Neshamá repousa sobre o cérebro (na Glándula Pineal); o Rúach habita no ventre (diafragma) e a Nefesh está ligado ao coração, ao ventrículo esquerdo. A Nefesh e o Rúach, responsáveis ​​pelas emoções humanas (Midot), estão diretamente ligados ao corpo. No entanto, devido à sua elevada origem, a Neshamá não está completamente conectada ao corpo; corpo e Neshamá são duas entidades separadas que moram juntas. No momento da morte, a Neshamá deixa o corpo. A Nefesh permanece ligado aos restos mortais, e o Rúach flutua para frente e para trás, retornando anualmente no aniversário da morte para habitar no corpo naquele dia, a não ser que este Rúach seja uma faísca de Elohim que o emprestou e, portanto, como está escrito "o Rúach volte a Elohim que o deu... (Eclesiastes 12:7)".


Fonte: Chabad (com adendos do autor)

Durante os últimos cinco anos, desde o meu Despertar em 27 de setembro de 2014 (3 de T'shri, 5775), no qual eu soube que era uma reencarnação de uma centelha de alma do Rabino Chaim Vital, abençoada seja sua lembrança, eu vinha tentando descobrir quando esta centelha sagrada teria de fato reencarnado em mim, se no nascimento ou durante meus 53 anos nesta vida. Durante um sonho, na madrugada de 26 de junho de 2019, este segredo me foi revelado.

"Ensina a Cabalá que cada judeu, independentemente de sua natureza ou comportamento, possui duas almas: uma Divina e uma natural (nefesh bahemáh e nefesh ha'elohit). Essas são as almas básicas do ser humano; e não devem ser confundidas com a alma adicional (neshamá yeterá) que um judeu recebe durante o Shabat, ou com os cinco níveis da alma – Nefesh, Ruach, Neshamá, Chaya e Yechidá que sâo adquiridos por reencarnação."


Fonte: Morashá com acréscimos do autor

Todas as pessoas nascem e recebem uma nefesh bahemáh (alma animal) que anima o corpo e, ao se aproximarem da Torá e da pratica de suas mitzvot (preceitos), acumulam méritos para adquirir uma nefesh ha'elohit (alma divina). No homem isso acontecem durante a circuncisão a, não ser e, em raros casos, que a pessoa, por reencarnação tenha acumulado méritos para receber a influência desta nefesh ha'elohit antes mesmo da sua Brit Milá (circuncisão). Isto foi o que aconteceu comigo pois, antes mesmo da minha Brit Milá, em 5 de Av de 5763 (3 de agosto de 2003) a partir de 1996 quando acordei de um sonho falando hebraico, eu comecei a receber as influências desta nefesh ha'elohit que a mim estava destinada desde o meu nascimento.

A alma animal (nefesh bahemáh) e a alma divina (nefesh ha'elohit) se opõem uma à outra fazendo do corpo um campo de batalha tentado dominar, cada uma, os seus órgãos que sâo chamados de "vilas" ou "cidades", conforme está codificado no Likutei Amarim Tânya: "Duas nações farão guerra uma contra a outra... (Tânya 9)". Estas duas nações são as duas almas.

Em Sha'ar ha'Gilgulim aprendemos que é a néfesh bahemáh (alma animal) a responsável pelos pecados que a pessoa comete, pecados esses que causam dor a "Israel (nefesh ha'elohit)" mas, de acordo com as regras do gilgul (reencarnação), esses pecados não causam manchas que trarão tikun (karma) para a nefesh ha'elohit.

1966
Nascimento

Eu fui concebido na noite de 10 de setembro de 1965 no 253º dia do ano solar e que, naquele ano coincidiu com a noite de 13 de Elul de 5725. Meu nascimento se deu 274 dias depois em 10 de junho de 1966 no 161º dia do ano solar, 22 de Sivan de 5726. O valor 274 é a gematria de Ben Yosef Ben David (בן יוסף בן דוד) e é também a gematria kollel de "Ór ha'Ganuz (אור הגנוז)" que é a "Luz Oculta da Criação."

“Sua casa (corpo) deve ser um lugar onde os sábios, as grandes almas e os grandes estudiosos (da Toráh) vêm e se reúnem”.

Pirkê Avot


Em hebraico, 13 de Elul de 5725 (י״ג בֶּאֱלוּל התשכ״ה) possui gematria igual a 812 que é a mesma da expressão "Sód ben baruch: O número do destino (סוד בן ברוך: מספר המזל)." Este mesmo valor revela a frase "Ha'Ari sha'ag, mi ló irê (ה'אר'י שאג מי לא ירא?)?" que se traduz "O Ari rugiu, quem não o temeria?". Ari em hebraico significa Leão e é o acrônimo de "Elohei Rabbi Yitzchaq (אלהי רבי יצחק) - O Divino Rabino Isaac."

1969
A Visita Do Profeta Elias

Eu tinha 36 meses de vida e costumava dormir na cama da minha mãe, pois meu pai estava sempre viajando. Numa noite, uma presença encheu o quarto e uma voz masculina me chamou pelo meu nome: - Paulo? Eu me levantei e fui até a pequena sala na qual minha mãe costumava fazer tricô e crochê enquanto via televisão. Eu disse: - Mãe, onde está o meu pai, ele está me chamando! Minha mãe respondeu dizendo que meu pai não estava em casa, pois estava viajando e que eu deveria voltar para a cama e dormir. Voltei para a cama e novamente a voz me chamou ao que me levante e novamente questionei minha mãe pela presença do meu pai. Ela me ordenou que voltasse novamente para a cama pois meu pai não estava. Voltei e novamente, ao me deita, a voz me chamou a terceira vez e novamente me levante e fui à sala perguntar pelo meu pai. Minha mãe então me disse que D’us estava me chamando.

O meu nome civil, Paulo (פאולו) possui gematria igual a 123 que é a mesma da expressão “Bá Eliyahu Há’Navi (בא אליהו הנביא)” que se traduz “Veio o Profeta Elias.” Eu fui visitado pelo profeta Elias ainda na minha infância e jamais pude me esquecer desta visita. Em hebraico "A Voz de Elias" é "Qol Eliahu (קול אליהו)" e sua gematria Ofanim é igual a 185. Mas, qual seria o mistério deste número?

1992
O Grupo Elijah

Em 1992, de comum acordo com minha primeira namorada e as irmãs dela, eu fundei o Grupo Elijah, uma banda musical da qual eu era o líder. O grupo foi formado no dia 14 de maio que, naquele ano, coincidiu com o aniversário de fundação de Israel. Em 2001 o Grupo Elijah que em hebraico é “Eliahu Kibbutz” cuja gematria AchBi é igual a 583 passaria a ser a “Sinagoga Elijah”, em hebraico “K’nesset-Eliahu” e cuja gematria Mispar Kollel é igual a 583. Não por acaso, a casa na qual a Sinagoga fora instalada era a de número 583 e, acima de qualquer coincidência a gematria do meu nome e título, Rav Misha’Ël é igual a 583. A criação do Grupo Elijah foi uma inspiração do Profeta Elias. O valor 583 é também a gematria de Yavô Tzfat (יבא צפת) que se traduz "Virá de Safed."




Em 1993, no mesmo 13 de Elul (29 de agosto), eu entrei em estúdio para gravar o álbum Pela Manhã com músicas compostas, arranjadas e executadas por mim e cantadas pelo Grupo Elijah.

1996
Sonhando Com A Caverna Do Ari

A mais antiga de todas as sinagogas de Tzfat[1], a Ari Sefaradi foi nomeada em honra  ao ARI – Rabbi Yitzhak Luria, em memória do seu pai sefardita. A sinagoga foi mencionada pela primeira vez em 1522 como um lugar sagrado de culto para os judeus imigrantes do norte da África, que era então chamada de “A Sinagoga Eliyahu Ha'Navi[2]”. Segundo a tradição, o ARI que viveu em Tzfat entre 1570 e 1572 costumava rezar ali naquele local, em 1600, já era conhecido como a sinagoga do ARI.

Uma pequena sala da caverna fica na parede leste, onde a tradição informa que era usada pelo ARI para aprender a Torá com Eliyahu HaNavi (Elijah o Profeta). No século XVII, uma grande pedra foi colocada na entrada da caverna para proteger seu espaço sagrado, mas hoje é possível entrar na caverna.

Quatrocentos e vinte e quatro anos depois do ocultamento da alma do Arizal em Safed, entre o dia 23 de abril e 3 de maio, eu sonhei que estava em uma caverna na qual havia uma Arca Sagrada e lá dentro eu ouvia muitas vozes entoando uma canção que, até então, eu nunca tinha ouvido e em um idioma que eu não conhecia. Ao acordar eu comecei entoar aquela canção no idioma que tinha ouvido durante o sonho. A canção era o cântico Má tovú.


Eu, na escadaria da K'nesset Eliyahu Ha'Navi
30 de Nissan de 5777

Até então, eu acreditava que era um cristão, mas, depois deste sonho, eu nunca mais pisaria, a não ser por um breve período que me foi necessário, dentro de uma igreja cristã.

Depois de sonhar, eu fui até a estante de livros do meu pai e tomei um volume da enciclopédia Delta-Larousse e procurei pelo tópico “Hebraico” e quando vi a tabela com o alfabeto tive o sentimento que já havia visto as letras antes. Era um fragmento de lembrança de outra vida.


A página da Delta-Larrouse


1999
A Transmigração

Eu fui destinado, desde minha concepção em 13 de Elul de 5725[3] a receber, nesta vida, os três níveis de alma mencionando em Sha’ar Há’Gilgulim – O Portal das Reencarnações - que são Néfesh, Rúach e Neshamá e, em razão deste mistério a presença da alma do Arizal se fez presente durante minha concepção juntamente com o espírito Zahariel. Este espírito é puro e mais claro que os inferiores. Seu nome é Zahariel, porque ele é extraído do óleo da unção sagrada, que é extraído do mundo superior, Bina (a Compreensão Divina sobre os mistérios sagrados da Toráh), e desse nome ele cresce e cresce. Ambos os nomes Há’Ari’zl e Zahariel possuem a mesma gematria que é 253. E qual é o dia 253 do ano solar? É o dia 10 de setembro, dia no qual eu fui concebido.

Até o dia do sonho da caverna eu nunca tinha ouvido falar do Arizal e nem de Chaim Vital, o mais amado discípulo do Ari. Depois daquela experiencia minha atração pelo mistério divino crescia mais e mais e a cada dia eu me movia mais e mais para o interior.

Quando D’us chamou Abraão cujo nome ainda era Abrão, Ele lhe disse: “-Lech lechá (לך לך)” que traduzido significa “Parta para ti mesmo!” A gematria Mispar Ne’elam de Lech Lechá é igual a 248 que é a mesma de Ari’zl (אריזל) e Raziel (רזיאל) o nome do Príncipe dos Mistérios, o professor de Adão no Jardim do Éden. O Arizal foi uma reencarnação do Anjo Raziel e por esta única razão veio ao mundo ensinar Chaim Vital que era uma reencarnação de Adão.

Esta minha viagem cada vez mais para o interior de mim mesmo, em direção à minha alma, resultou no desejo insuportável de viajar, o que acabou se realizando, pois eu já estava destinado também a esta experiencia.

O Zôhar nos ensina sobre mudança de nome, mudança de lugar e mudança de ação como um processo para a correção do pecado de Adão e para receber as centelhas de almas que já estão nos destinadas. Não suportando mais o desejo de viajar, eu publiquei um recado em um grupo cristão na internet, oferecendo-me como ministro de música e louvor. Um pastor brasileiro residente nos EUA respondeu ao recado e me convidou para viajar com ele pelo interior de Minas Gerais quando ele estaria visitando algumas congregações. Eu aceitei.

No dia 19 de abril de 1999 lá estava eu viajando para Belo Horizonte onde me encontraria com o pastor e, depois de encontrá-lo, iniciamos a viagem pela BR 381. Ora, BR 381 tem as letras de RAV (Rabino) e o valor em gematria do nome Misha’Ël. Dois anos depois, em março de 2001 eu me tornaria o Rabino Misha’Ël (רב מישאל).


O pastor Valdir Viveiros e um amigo, Valdênio. Foto clicada por mim


No dia 1º de maio de 1999, um sábado, nós chegamos à cidadezinha de Sobrália onde à noite eu tocaria em um evento na praça da cidade. Ali, eu encontraria a jovem que estaria carregando a centelha de Chaim Vital destinada a mim. O nome dessa jovem é Clélia (קלליה) nome cuja gematria Ne'elam (Oculta) é igual a 185, o mesmo valor da declaração em hebraico "Ani Chaim Vital (אני חיים ויטאל)" cuja tradução é "EU SOU CHAIM VITAL". A jovem é do signo de escorpião e Chaim Vital era do mesmo signo que é também meu signo ascendente.

Quando meus olhos encontraram os olhos verdes de Clélia, a atração foi instantânea e nossas almas se conectaram imediatamente. Havia uma criança de colo aos prantos ao lado de Clélia e que não parava de chorar de jeito algum. Eu deixei meu violão e caminhei até ela, coloquei a mão direita em sua cabeça e disse “Shalom” e imediatamente a criança parou de chorar.

Depois do evento, eu me aproximei de Clélia e iniciei uma conversa com ela. No dia seguinte, voltaríamos a nos encontrar e no dia 3 de maio, o dia 123 no calendário solar, iniciaríamos nosso namoro e ela me ofereceria seus lábios pela primeira vez iniciando o processo de transmigração por Yibur da alma que ela havia recebido e que era minha trinta e três anos depois do meu nascimento, valor este que contém a gematria da palavra "Gal (גל)" cujo significado é "revelar." Clélia havia nascido no dia 11 de novembro de 1980, dia que coincidiu no calendário hebraico ao dia 3 de Kislev. Ora, a gematria Mispar Kollel de 3 de Kislev (ג בכסלו) é exatamente 123, a mesma de Chaim Vital.

“Se uma pessoa faz uma ação da maneira correta, ela recebe uma quantidade da alma de uma pessoa justa que deixou este mundo. Em seu comentário no Sulam, Rav Ashlag diz que uma pessoa não pode crescer espiritualmente, a menos que receba a assistência e pequenas partes da alma de uma pessoa justa, chamado ibur.”[4]

Devido a esta experiencia, eu desistiria de viajar para os EUA a convite do pastor que havia me convidado para residir lá e ser ministro em sua congregação. Na verdade, o próprio pastor motivado pelo Divino Espírito, desistiria de me levar antes mesmo que eu desistisse. Voltei para São Paulo e no início de junho viajei de volta para a cidade de Dom Cavati onde Clélia residia. Meu desejo era me casar com ela. Eu pouco sabia sobre reencarnação e não havia tido contato com o Sha’ar Há’Gilgulim nesta vida ainda e, portanto, não conhecia seus mistérios.

Depois de algumas semanas em Dom Cavati, eu retornei para São Paulo para pegar algumas dos meus pertences e roupas e, no dia 15 de julho, embarquei de volta para Dom Cavati para residir na casa que havia alugado e me casar com Clélia. Eu não sabia que esta relação era temporária e terminaria assim que a transmigração se completasse.


Dom Cavati - MG


Durante minha estadia em Dom Cavati, Clélia entrou em profunda depressão e me pediu pelo fim do nosso relacionamento. Sua depressão, é claro, se dera em razão de que ela estava perdendo a alma que era a centelha de Chaim Vital destinada a mim. A gematria do nome Cavati (קוואטי) é igual a 132 que é a mesma de Gilgulim. Ora, o Rabino Chaim Vital fora o autor do Sha’ar Há’Gilgulim – O Portal das Reencarnações – no qual ele reunira os ensinamentos do seu mestre, o Rabino Yitzchaq Lúria, o Ari’zl sobre os segredos bíblicos da reencarnação.

“Há três maneiras principais que podemos merecer um ibur. Uma é fazendo uma ação pela qual o justo era conhecido, da fonte de sua alma. Por exemplo, a grande ação do Rav Pinchas ben Yair era compartilhar. Então, se uma pessoa faz uma grande ação de compartilhar, pode provavelmente obter a centelha da alma de Rav Pinchas ben Yair, ou se uma pessoa tem grande humildade, que era uma das qualidades de Moisés, ela pode receber uma centelha da Luz de Moisés. A segunda maneira é através do estudo. Quando lemos o Zohar, por exemplo, recebemos uma injeção de ibur uma centelha de Luz, da alma do Rav Shimon Bar Yochai. E o terceiro caminho é ir aos sepulcros dos justos. Fazemos isso para pedir que uma parte de sua alma entre em nossa alma.”[5]. 


Sobre Reencarnação

Foi no Concílio Ecumênico de Constantinopla (553) que a reencarnação foi retirada do cristianismo pelo imperador Justiniano e sua esposa Teodora. Essa história da influência de Justiniano e Teodora no citado concílio, de um modo geral, não é abordada pelos historiadores, certamente, para evitarem conflitos com a Igreja, com as contradições e adulterações na Bíblia cristã e os dogmas do cristianismo.

"Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, Para trazer a sua alma de volta da cova, e a iluminar com a luz dos viventes. "

הֶן-כָּל-אֵלֶּה, יִפְעַל-אֵל-- פַּעֲמַיִם שָׁלוֹשׁ עִם-גָּבֶר. ל לְהָשִׁיב נַפְשׁוֹ, מִנִּי-שָׁחַת-- לֵאוֹר, בְּאוֹר הַחַיִּים.

Jó 33:29,30

No versículo é usado o termo "Shachar (שָׁחַת)" que é uma alusão ao poço das almas, o Sheol, o antigo mundo dos mortos (עולם המתים הקדום הנזכר בתנ"ך) mencionado no Tana'k (Bíblia hebraica).

O Escorpião Na Parede

Minha última noite em Dom Cavati foi de imensa tristeza e choro. Na manha seguinte quando acordei, olhei para a parede do quarto e havia um escorpião amarelo agarrado a ela, imóvel, me espreitando como se tivesse mesmo vindo apenas para me instruir. Era um sinal da alma de Chaim Vital. Claro que, naquele momento eu não poderia saber disso. À noite, embarquei de volta para São Paulo. Em 1º de outubro de 1999, noite de 21 de T’shiri na qual se celebra Roshaná Rabá, eu entrei pela primeira vez em uma sinagoga para nunca mais sair.

A mensagem deste artrópode estava na palavra hebraica para escorpião que é Akrav (עקרב) e cuja gematria é igual a 372 e esta, por sua vez, é a mesma e exata numerologia cabalística da expressão "Lo Rabbi Chaim Vital (לו רבי חיים ויטאל) que se traduz "Para ele (a centelha) do Rabino Chaim Vital)." Como este evento poderia ser um acaso do universo? Eu não sabia que o Rabino Chaim Vital tinha sido do signo de Escorpião.

Sobre o meu signo nesta vida, Gêmeos, a astrologia cabalística diz "Se você nasceu em 1966 e é do signo de Gêmeos, significa que em sua ultima vida você foi Escorpião...


Alcançando O Rúach Ha'Qodesh 
Espírito Santo

"O quarto caminho que é maior do que todos eles (caminhos) é que ele merecerá uma revelação da alma de um antigo tsadic que morreu (como o rei Salomão). Se a partir de um daqueles que são de sua alma raiz (ou seja, perto da raiz de sua alma), como é conhecido ou de outro, mas porque ele realizou um mitzva (excepcionalmente) semelhante a este tsadic. Aquele que merece esse nível, alcançará que eles lhe ensinarão sabedoria e segredos e maravilhas ocultas da Torá. Tudo isso está de acordo com suas ações."


Shaerei Qedush (Portais da Santidade)

O que é o Espírito Santo (Rúach Ha'Qodesh)? É a centelha de alma de um tzadiq (Justo da Torah) que é dada por reencarnação em Yibur para aquele que alcançou mérito semelhante a ele em sua vida. Isso foi o que me aconteceu, de acordo com a raiz da minha alma.

No dia 23 de abril de 2001, assinei o contrato de aluguel da casa que seria a sede da K’nesset-Eliahu, contrato que venceria em 23 de outubro de 2003, ano da minha Brit-Milá (Circuncisão). Ora, o dia 23 de abril no calendário gregoriano de 1620 foi o dia do ocultamento da alma do Rabino Chaim Vital em Damasco, na Síria, e o dia 23 de outubro o dia do seu nascimento na cidade de Safed, Israel, em 1942. Minha circuncisão foi em 5 de Av de 5763 (3 de agosto de 2003), no aniversário de ocultamento da alma do meu mestre, o Rabino Yitzchaq Lúria.

2014
O Despertar

Depois de 13 anos mergulhado no estudo do Zôhar Sagrado o Despertar me alcançou. Na manha de 27 de setembro durante um retiro espiritual, acordei com uma voz me dizendo “Cuidado com a pessoa de um olho só” e logo uma visão me revelou o segredo da minha reencarnação e de onde minha centelha de alma havia vindo. Ora, o dia 27 de setembro é o 270º no calendário solar e o valor 270 possui a gematria da palavra “Ër (ער)” que significa Desperto.

“Quando se diz no Pirkei Avot, "Sua casa deve ser sempre um lugar onde os justos vêm", significa que devemos sempre estar despertando a nós mesmos para a necessidade e a importância de receber ajuda e faíscas dos justos. Mas também diz, que sua casa precisa ser um lugar onde essas almas venham o tempo todo, não apenas de vez em quando. Portanto, temos que nos perguntar: esta semana, que almas, que iburim, eu trouxe para a minha casa, para o meu corpo? Precisa ser um processo constante de trazer iburim, de trazer assistência. É uma das mais importantes preparações para Shavuot, a fim de receber a Luz de Bila HaMavet LaNetzach, a Remoção da Morte.”[6]

O Segredo De Elul

Por que eu fui concebido no mês de Elul? Durante muitos anos eu usei, no dedo anular da mão esquerda, que é Yesod na Árvore das Vidas, um anel com a gravação em revelo escrita E.L.U.L que é o nome do 6º mês hebreu, o de virgem e um acrônimo para o versículo de Shir Há’Shirim[7] “Ani Le’dodi Ve’dodí Lí (אני לדודי ודודי לי) – Eu sou para o meu amado e o meu amado é meu.” A gematria deste verso é igual a 185 e este valor é o mesmo da afirmação “Ani Chaim Vital (אני חיים ויטאל)” que se traduz:

EU SOU CHAIM VITAL
אני חיים ויטאל




O Artesão Da Luz