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domingo, 5 de junho de 2011

Heroes & a Qabaláh



A série "Heroes" saiu diretamente das páginas da Tradição Mística Hebraica e das folhas do Zohar Sagrado. Com a abertura da Chochmat Nistar ha'Torah (Sabedoria Escondida da Torah) para o mundo, muitos segredos e mistérios elevados da Sabedoria estão sendo revelados à humanidade. Assim, quando assisti ao primeiro e maravilho episódio de Heroes, eu soube imediatamente que tudo estava conectado com a Torah Sagrada de Ha'Shem e sua Sabedoria.

Este artigo será especial porque estará revelando os mistérios elevados da Sabedoria escondidos na Série Heroes e abertos aos Sábios da Chochmat Nistar.

GÊNESE

 "De onde ela vem? esta busca, esta necessidade de desvendar os mistérios da vida, quando as mais simples perguntas da vida nunca serão respondidas: Por que estamos aqui? O que é a alma? Por que sonhamos? Talvez seja melhor não pensarmos nisto, não estudar e nem investigar isso. Mas esta não é a natureza humana, não é o coração. Não é por isto que estamos aqui..."

APTO 613
Na primeira vez que Mohinder Suresh, o filho do professor Chandra Suresh aparece na série, podemos notar o número do apartamento e que não é um número que foi escolhido aleatóriamente, simplesmente ao acaso, e que émuito importante: 613

A Sabedoria nos conta que a frase "Adonai Elohei Yisra'El (O tetragrama o D´us de Yira'El)" resultado no cálculo de sua gematria em 613, e que Ele deu a "Moshe Rabêinu (Moisés nosso mestre)" que também é 613, os 613 preceitos da Torah. Também aprendemos com a Sabedoria que, o corpo humano possui 613 orgãos e tendões (248 órgãos e 365 nervos e tendões). É claro, portanto, que o número do apartamento de Mohinder Suresh, e herdou a missão do pai de investigar o genôma humando e descobrir suas habilidades escondidas, não poderia ser outro.

OS 36 JUSTOS

 A série nos conta que, a primeira lista criada pelo pai de Mohinder, continha originalmente 36 individuos que possuem habilidades escondidas que estavam por se manifestar. Há, no Talmude, um enigmático verso que esconde um maravilhoso mistério:

"Há somente 36 tsadikim (imortais) no mundo que recebem a presença divina (Talmude Bavlí. Sanhedrin 97b)”

Através deste passuq (verso) do Talmude Bavlí, aprendemos que há, em cada geração, um número de 36 Tzadiqim (indivíduos justos) que são imortais e que são os responsáveis por atrair a Shekiná (a Divina Presença) para o nosso mundo (malchut). Eles são almas reencarnadas de 36 pessoas justas do passado e de partes do corpo metafísico de Adão que fugiram antes que ele começe da Árvore da penetração do bem e do mal. Eles não podem morrer, e possuem habilidades escondidas que somente são reveladas quando a geração em que vivem ocultos corre perido de ser destruída, aniquilada. Você poderá conhecer um pouco mais deste mistério clicando no endereço abaixo:


Destes 36 individuos justos chamados "Lamed Vav Nistarim (36 Escondidos)", nos conta a Sabedoria que um destes individuos incomuns, sempre tem o potencial maior para ser o messias, e atingindo este potencial, ele ajuda os outros a fazerem o mesmo.

A RESIDÊNCIA DA ALMA

No episódio "Seis meses atrás", o professor Chandra Suresh diz para "Gabriel Gray (Sylar)": "Se existe uma alma, ela habita no cérebro". Esta é uma maravilhosa revelação que esta escondida nos Seforim Atikim (Livros Antigos) da Sabedoria, e especialmente em um deles: O Tânya.

Diz o "Likutei Amarim Tânya: "Mas a sede (residência) da alma divina (Nefesh ha'elokit) é no cérebro, e partindo de lá extende-se à todos os órgãos, e também ao coração, no ventrículo direito dentro do qual não há sangue... (Likutei Amarim Tânya capítulo 9)".

A alma divina - nefesh ha'elokit ou neshamá - e a sede de todas as habilidades ocultas que haviam em Adão antes da queda e que existem adormecidas em nós, aguardando à ascensão à consciência messiânica para que sejam novamente despertadas.

AS HABILIDADES
 Vôo

A primeira personagem a que somos apresentados em Heroes é a figura maravilhosa de Peter Petrelli, dotado de uma inefavel bondade e que sempre tem sonhos em que possui a habilidade para voar, e quando acorda, sente que realmente pode fazê-lo. Quantos de nós já tivemos sonhos semelhantes em que estavamos voando ou levitando, e quando acordamos, tinhamos a verdadeira consciência de que realmente tinhamos a capacidade para realizá-lo, e até tentamos, mas ao nos depararmos com as leis do ilusório mundo fisico, fomos absorvidos por elas, substituindo a certeza que antes possuíamos pela dúvida.

Talvez você se surpreenda, mas o Zohar nos revela que cada um de nós temos a inata habilidade para voar, mas foi a queda, junto com a incerteza e nossos pecados que mantém esta maravilhosa habilidade adormecida, que nos mantém no chão.

O Zohar também nos conta sobre o perverso feiticeiro "Bila'am (Balaão)" que junto com o rei Balak queria amaldiçoar os filhos de Israel. Ele precisava ser morto, mas ninguém podia pegá-lo, pois ele possuia a habilidade adquirida, através da magia, para voar e sempre escapava. Pinchás, o imortal, queria matá-lo, assim como matou Zimri que afrontou Moisés, dando ao Anjo da Morte a oportunidade para tirar as vidas de 24.000 israelitas, mas era necessário capturá-lo (Balaão) primeiro. Cercado por Pinchás e seu exércio, Balaão tomou seus dois filhos e levantou vôo, e foi então que Pinchás virou para a sua compania e gritou: Há alguém entre nós que possua tal habilidade? Uma mulher da tribo de Dan chamada Zilya, levantou-se, dominou o conhecimento que Balaão havia usado para o mal, levitou e voou atrás dele. No momento em que a viu, Balaão virou-se no ar em direção a Zilya, e através de um encantamento, desapareceu. Zilya ficou muito triste e envergonhada e sem saber o que fazer, e foi então que Pinchás gritou do solo uma frase poderosa e mágica (não vou relelá-la aqui) e através dela, revelou o caminho (nativ) oculto que Balaão havia tomado para se ocultar. Zilya o cercou e o derrubou por terra em frente a Pinchás que disse para ele: "miserável! quantos males e azares tem você trazido sobre o povo santo". E então, olhando para Zilya ordenou que ela o matasse, mas não usando o Inefável Nome de D´us. Zilya tentou então, matá-lo de todas as maneiras conhecidas e possíveis, mas não conseguiu, e então Pinchás disse: "Matá-o com sua própria espada". Tomando ela sua espada, o matou.

O Zohar nos revela aqui que, a espada de Zilya não era uma espada comum. Ela possuía gravada em ambos os lados uma serpente que era o símbolo da tribo de Dan: 

"Dan será como uma serpente no caminho (Gênesis 49:17)"

E há outros mistérios aqui neste trecho do Zohar que são proíbidos de serem revelados, para que, pessoas cujas almas são más, e não possuem "lev tahor (coração puro) e nem  Brit Milá (circuncisão) não os usem para fazer o mal.

Na era da ascensão à consciência messiânica isto é o que acontecerá com a humanidade elevada á estatura do cérebro divino:

"E eles voaram com asas como águia, correrão e não se não se cansarão, caminharão e não se fatigarão (Isaías 40:31)".

TELEPORTE
 

No Gênsis capítulo 12 verso 8 diz: “E moveu-se (Abrão) do lugar da montanha de Qédem para Beith´El...”. A palavra “montanha” aqui é Hará cuja raíz é o termo “hirhur” que significa “pensamento”. O segredo do verso é que Abrão moveu-se de Qédem através do pensamento para outro lugar. É certo que Abrão “viajou sem se mover”. Este tipo de mudança de lugar tem um nome da Qabalá que é “Qiftzat Ha´Derach” ou “Qiftzat Ha´Nativ”. Qiftzat Ha´Derech é geralmente traduzido para “O Encurtador do Caminho”.

E aqui cabe um maravilhoso segredo escondido em um ditato cabalístico yidish:

"Shonê maqôm, shonê mazal - Mudança de Lugar, mudança de signo".

Esta mudança de lugar, tanto física, quanto metafísca, pode ser feita através de uma viagem pelos derechim (Caminhos) do olam hazê (este mundo), quando pelas nativot (avenidas celetiais da árvore das vidas), resultando em alterações no tempo e espaço, no continuum espaço-tempo, movendo constelações e planetas de suas orbitas. Isto é assim, pois constelação em hebraico e em yidish é "mazal", e então, "mudança de lugar, mudança de signo, constelação e assim alterando o karma de quem quer que tenha a habilidade para tal.

A frase Qiftzat há'derach vem originalmente do Hebraico (HaDérech originalmente do Hebraico Tiberiano e Qiftsát do Hebraico padrão). No judaísmo, o termo está especialmente associado com o movimento qabalista, que é usado para descrever a habilidade de saltar instantaneamente de um lugar para outro sem se mover, atribuído a vários homens santos (tzadiqim). O termo é usado em alguns dos trabalhos de Shmuel Yosef Agnon, um escritor Israelita que ganhou o prêmio Nobel de literatura de 1966 (mesmo ano em que Duna ganhou os prêmios Hugo e Nebula). Em uma história de Agnon baseada em um dos contos dos cabalistas acima mencionados, a um Rabbi justo (Tzadiq) é dado o dom de “Kfitzat Haderech” que o usa para entrar na Tesouraria do império de Habsburg, e saltar de volta para o seu shtetl (aldeia judia), despercebido por qualquer um. Usa o dinheiro para ajudar os Judeus pobres e perseguidos, e a história diz que o poder seria removido dele se ele ficasse com algum do ouro. Mais tarde, quando o Imperador planejou criar um decreto prejudicial aos Judeus, o Rabbi usou seu poder de “Kfitzat Haderech” a fim saltar para câmara de audiências e bater no Imperador com sua vara, sendo visível (e tangível) ao Imperador, mas invisível a seus conselheiros e protetores.

Esta habilidade não era e é usada para para que o tzadiq mova-se para dentro de um outro ambiente em sua vila, mas também para mover-se para outro universo, passado e futuro.

INVISIBILIDADE

Nós já conhecemos através da narrativa literal da Torah, que pouco antes de tomar posse da terra prometida, Moisés enviou dez agentes para espioná-la. Dois deles, Yechoshuá (Josué) e Kalev (Caleb) foram os únicos que voltaram com boas notícias. O que a marioria não sabe é que, Joshua e Kalev tinham uma habilidade incomum que os outros espiões não possuiam: Eles podiam torarem-se invisíveis aos olhos dos seus inimigos. Assim, nós aprendemos com os midrashim, que, quando Josué, Kalev e Pinchás foram a Jericó, esconderam-se das vistas dos guardas ficando invisiveis para entrar na cidade. Devemos lembrar que Pichás era o "Highlander" dentre os três, aquele que não podia ser morto, pois era imortal.

Quando estes homens eram enviados à guerra, eles usavam estas habilidades especiais, como lemos em Bamidbar (Números) na Torá:

"E Moshê os enviou à guerra, mil de cada tribo, e com eles Pinchás, filho de Eleazar, o sacerdote, com os utencílios do santuário, e com os toques de teruá em sua mão."

וַיִּשְׁלַח אֹתָם מֹשֶׁה אֶלֶף לַמַּטֶּה, לַצָּבָא: אֹתָם וְאֶת-פִּינְחָס בֶּן-אֶלְעָזָר הַכֹּהֵן, לַצָּבָא, וּכְלֵי הַקֹּדֶשׁ וַחֲצֹצְרוֹת הַתְּרוּעָה, בְּיָדוֹ.

Números 31:6


Você notou as letras marcadas em vermelho dentro do versículo original hebraico em "vê'êt Pinchás ben Eleazar ha'Cohen (וְאֶת-פִּינְחָס בֶּן-אֶלְעָזָר)? Elas são um "sofei teivos (letras finais)" que são um anagrama do termo "nisatér (נִסָּתֵר)" que significa "oculto/invisível" indicando que Pinchás não podia ser visto pois estava invisível. As letras se encontram nesta ordem (תסןר) e quanto são permutadas revelam sua verdadeira natureza e energia:

נִסָּתֵר

Devo aproveitar esta oportunidade de escrever sobre este maravilhoso assunto, para testemulhar aquilo que meus olhos já viram, e meus ouvidos ouviram de testemunhas fiés.

Houve uma vez, em uma certa Qehilá, numa noite de shabath, em que um certo rabino estava em profunda kavanná, tendo o corpo coberto por seu talit e meditando com as letras hebraicas, permutando-as para frente e para trás, de acordo com as instruções do Livro de Abraão. Ele sentiu quando uma poderosa e sublime energia o envolveu, mas como estava em profunda introspecção, continuou sua kavanná até ser interrompido por um Zaqen da Qehilá que veio para pedir-lhe instruções quanto ao Ritual de Shabath. O rabino viu quando o Zaqen entrou pela porta de seu escritório, e interrompeu sua kavanná aguardando que o homem falasse com ele. Alguns minutos se passaram, e o Zaqen não abriu a boca, permancendo com os olhos voltados para a cadeira onde o rabi estava assentado. O rabino resolveu então, perguntar-lhe sobre a razão que o havia feito subir ao chader (quarto de estudos) dele.

- Pois sim Sh´lomô? O que você deseja? - Ao ouvir a voz do rabi, o zaqen Sh´lomô, deu um salto para trás e perguntou ofegante:

- De onde o senhor saiu rabi? - O rabino respondeu que estava ali mesmo, esperando que ele dissesse o que havia vindo fazer, e foi então que Sh´lomô disse:

- Ai o senhor não estava! Porque, eu estava olhando para a cadeira, e não havia nínguém sentado nela!

O rabino havia sido ocultado daquele universo, ficando invisível aos olhos de todos através das meditações com as letras do Alef beit...

Como mencionado acima, o Midrash identifica um dos espiões como Fineias, filho de Elazar , filho de Arão , o sumo sacerdote . Isso é interessante, visto que, quando Moisés enviou os doze espiões originais, havia um representante de cada tribo, exceto a de Levi — a tribo à qual Fineias pertencia. A ausência de um representante levita nos tempos de Moisés pode ser facilmente compreendida: essa tribo não participava de nenhuma ação militar, nem deveria receber um território tribal independente em Israel. A função da tribo de Levi era servir no Templo e ensinar a Torá ao povo, e por essa razão eles não participavam dos assuntos comuns da nação. Por que, então, Josué escolheu enviar Fineias como espião? Essa questão ganha uma dimensão adicional com a personagem de Pinchas em particular. Em seu comentário, Rashi destaca uma peculiaridade linguística em um dos versículos da haftará . Ao narrar a história de Raabe escondendo os espiões, diz-se que Raabe escondeu "ele", no singular. Rashi oferece uma explicação simples: as Escrituras frequentemente se referem ao plural usando uma forma singular. A razão para essa escolha, nesse caso específico, foi porque ela os escondeu rapidamente e em um lugar estreito, semelhante à velocidade e ao espaço necessários para esconder uma única pessoa. Rashi, no entanto, cita um Midrash que afirma que Raabe, de fato, escondeu apenas um dos espiões: “Os espiões eram Fineias e Calebe, mas Fineias ficou na frente deles e não foi visto, pois era como um anjo”. O corpo de Fineias era de natureza tão espiritual que não precisava necessariamente se manifestar aos olhos físicos. (É interessante notar que, em muitas fontes, Fineias é associado ao profeta Elias : “Finchas é Elias ” .⁵ Elias é a única pessoa nas Escrituras cujo corpo físico foi elevado à condição angelical. Ele ascendeu aos céus — corpo e alma juntos — em uma carruagem de fogo

TELECINESE
A telecinésia é a alegada capacidade de mover fisicamente um objeto com a força psíquica (da mente), fazendo-o levitar, mover-se ou apenas ser abalado pela mente. Tal poder está agrupado na paranormalidade. A telecinese, telecinésia, telecinesia ou telecinética, é também conhecida como TK (do inglês, telekinesis).

A palavra telecinese origina das palavras gregas tele e kinese, que significam "mover à distância".

Assim sabemos também que, os antigos patriarcas hebreus possuíam esta habilidade, e para comprovar isto, vou narrar aqui uma história sobre Moisés e o usao de Telecinése:
Quando Moisés chegou ao Egito para retirar de lá os hebreus, era preciso primeiro encontrar o local onde se havia sepultado o sarcófago de Yosef e retirá-lo, sem isto, Moisés não poderia retirar os hebreu para fora daquele país. Este evento maravilhoso do uso da telicinésia nos é revelado tanto no midrash (Ialcut 227) como no Zohar em parashat Bô.

Diz o midrash que foi Serach, filha de Asher, que sobreviveu à geração de José, que contou a Moisés sobre o local onde o sarcófago de José havia sido escondido: Dentro do Rio Nilo!

Moisés foi então à margem do Rio Nilo, e fazendo uso do Nome Invefável de D´us, disse: "José! José! A hora da libertação de Israel é chegada! Não faça pois, por tua causa, demorar a nossa redenção! De repente, o sarcófago de José emergiu de dentro do Nilo levitanto sobre ele e veio até a margem, e o que sabemos é o que foi escrito: "E tomou Moisés os ossos de José com ele... (parashat Bô, verso 19).

Moisés fez uso da telicinésia, mas, ele não foi o único a usar esta fantástica habiliade, outro também a usou.




Em Melachim Beit (IIº Reis) nos é narrado o episódio de quando Eliseu que fora discípulo de Elias na Escola de Mistérios, estava junto com os filhos dos profetas construindo uma morado junto ao Rio Jordão, e um deles que cortava madeira, deixou cair o machado no Rio.


"E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado" (Melachim Beit péreq 6, passuq 5)".


Eliseu perguntou então, onde o machado havia caído, e tomando uma madeira, a lançou naquele lugar, e o machado flutuou. Aqui, nós sabemos que Elisha (Eliseu) fez uso do Nome Inefável de D´us assim como Moisés o havia feito.


A Telecinése Na Construção do Beit ha´Miqdash
O Templo de Salomão

O mundo crê mesmo que houveram trabalhadores cortanto pedras, construindo andâimes, carregando pedras de mais de quatorze toneladas para edificação do Templo de Salomão. Basta lermos um único verso do Tana´k para descobrirmos que está é uma idéia tola produzida por mentes limitadas que querem, sem terem permissão ou mérito, conhecer os mistérios das Qituvei ha´Qodeshim. Esta escrito:

"E edificava-se a casa com pedras preparadas, como as traziam se edificava; de maneira que nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam" (Melachim Alef péreq 6, passuq 7).

Como levaram a cabo o milagre da construção do Templo Santo sem o uso de quaisquer ferramentas? E como moveram pedras tão pesadas, algumas com mais de 60 toneladas sem o uso de instrumentos criados para tal finalidade?

O Zohar nos revela que, o Rei Salomão possuia o "Shamir", um inseto místico que cortava as pedras sem fazer qualquer ruído e no tamanho em que elas seriam usadas. Depois, é claro, elas foram transportadas da pedreira através do poder do pensamento com o uso da telecinésia.

Este também é o segredo de como as Pirâmides foram edificadas, através do conhecimento que Imhotep (Hermes Trimegistro) passou aos egípicios. Imhotep não era nínguem mais que o patriarca Hanoch (Enoque) que também foi o faraó Saurith, quem edificou a Grande Pirâmide. 










Continua...

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Mistério da Tzedaká (Oferta de Justiça)



No Tana´k (Biblia hebraica) no livro de Mishley (Provérbios de Salomão) está escrito: "Aquele que faz tzedaqáh afasta a morte do mundo". A palavra hebraica "tzedaqáh" vem do radical "Tzedeq" que significa "justiça". Na Bíblia cristã a palavra "tzedaqáh" foi traduzida geralmente para "caridade". Os nossos Sábios, de abençoada memória, nos ensinaram que, aquele que oferta, faz caridade, dá aos pobres, afasta a morte do mundo, ou seja, ele quebra a energia e a ação do "malach ha´mavet (O anjo da morte)", e assim fazendo, ele salva uma vida. Isto é de grande importância, pois o Talmud diz: "Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro". Abençoado seja aquele que, tendo oportunidade para fazer tzedaqáh, não age com egoísmo e avareza, guardando para si o que D´us lhe concedeu para que fosse ofertado a outro.

A Qabalah nos ensina outro grande mistério sobre a tzedaqáh. A palavra é formada pelas letras hebraicas "Tzad, dalet, quf e hê (צדקה)". Quando aplicamos um método de temurá (permutação) nas letras hebraicas da palavra tzedaqáh, ferramenta esta chamada de "At´bash" onde a primeira letra do alfabeto é trocada pela última, a segunda pela penúltima, e terceira pela antepenúltima, e assim por diante, a palavra tzedaqáh é a única que se torna ela mesma escrita da esquerda para a direita (הקדצ). O segredo? É simples: Tudo aquilo que você oferta com amor será devolvido a você, além do mérito que lhe será acrescentado por haver salvo uma vida.



Há alguns anos, no dia 6 de Outubro de 2005, eu vi num "sonho futuro" que a vida de uma jovem que eu havia conhecido, seria ceifada pelo anjo da morte, como resultado de haver esta jovem, usado dos seus lábios para fazer "lashon ha´Rá (fofoca, maledicência)" difamando e fornecendo informações que seria usada para destruir a vida de outro. No sonho, um repórter do "DS (Diário de Suzano)" informava: "Encontrado o corpo da jovem "..." que estava desaparecida há dois dias. A jovem foi seqüestrada, estuprada e morta". No sonho eu via a polícia forense fazendo a pericia no local, um terreno baldio num bairro chamado "Vila Amorim" em Suzano, e fazendo a identificação do corpo da jovem que estava nu e de costas para cima. Acordei sabendo que um decreto de morte havia sido pronunciado nos céus contra aquela jovem, e que sua vida estava nas mãos do anjo da morte. O que fazer? Graças aos céus, eu possuía o conhecimento e a ferramenta certa para quebrar o anjo da morte. Eu sabia por este sonho e outros semelhantes que havia tido anteriormente, que a data para que o anjo da morte cumprisse seu decreto seria o dia 6 de Maio de 2006.

Nos dias anteriores em que o anjo da morte deveria cumprir o seu mandato, eu fui a Mogi das Cruzes, em uma universidade onde aquela jovem estudava, e pedi à reitora que desse para aquela jovem, uma bolsa de estudos, o que a reitora me concedeu imediatamente, uma vez que eu havia realizado a cerimônia de sepultamento de um de seus filhos no ano anterior. Mas, havia uma restrição: Duas mensalidades da faculdade estavam atrasadas e precisavam ser pagas para que a bolsa de estudos fosse ganha. 

No dia 6 de Maio de 2006, pela manhã, eu fui à faculdade, e paguei as mensalidades atrasadas, com uma quantia que havia juntado com muito esforço e dificuldade para aquela missão, uma vez que naquela época eu passava fome para manter a Qehilá aberta. Consegui, para aquela jovem, a bolsa de estudos. Um grande esforço fora realizado.

No dia 9 de Maio, ao tomar o jornal pela manhã, encontrei, na primeira página, a seguinte notícia: "Mulher é encontrada morta em terreno baldio na Vila Amorim. A jovem que estava desaparecida há dois dias, foi violentada e morta".

O impacto foi imediato no meu corpo e na minha alma, e em lágrimas, disse ao Criador: "Eu falhei! Não consegui salvar a vida dela".

O dia seria longo. Ao anoitecer, o telefone tocou, e a voz do outro lado da linha trouxe-me a certeza de que eu não havia falhado. A jovem houvera sido salva! Estava viva. Ela jamais soube que seu destino houvera sido mudado pelo poder do amor e da tzedakah.

Torna-se claro, portanto que, aquele que tendo condições de fazer tzedaqah e não o faz, está contribuindo para que a morte caminhe pelo mundo ceifando as vidas das pessoas. Este jamais prosperará, uma vez que ele não doa como poderá abrir o seu "cli (receptor)" para receber dos céus.


"É A ENERGIA DO ANJO DA MORTE QUE POE FIM A TODAS AS COISAS, INDEPENDENTE DA ÁREA. CASAMENTOS, EMPRESAS, NEGÓCIOS, PROSPERIDADE..."

Quero agradecer a todos aqueles que sabem do meu trabalho de amor, meu esforço para compartilhar a sabedoria, especialmente todos aqueles meus queridos alunos e amigos, que tem doado para que eu tenha pelo menos um par de sapatos que serão gastos na trilha da justiça e do amor.


Bênçãos a todos aqueles que a mim fizeram uma tzedaqáh, e também a todos aqueles que não fizeram. São todos queridos e amados. Sh´lma Rabá (paz elevada).


"Faça uma Doação, salve uma vida, salve o mundo inteiro!"





"Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça (Tzedakáh) salva da morte (Provérbios 10:2)".


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Místico cabalista publica quarto livro




ELAINE BRUM
DA REPORTAGEM LOCAL



O rabino, morador de Suzano, Misha’El publica seu quarto livro que vem desvendando os mistérios da Cabala (Qabalah) - sabedoria que investiga a natureza divina. Com o título “Qabalah – Introdução à Sabedoria Escondida” (Editora Clube dos Autores) o livro contém os principais ensinamentos do rabino no assunto, indo desde o surgimento da ciência, até os segredos que a mesma revela sobre acontecimentos atuais. O rabino diz que utilizará a nova obra como base para quem desejar fazer seu curso. “Coloquei nesse livro todo material que venho estudando durante dez anos”, disse.

Misha’El é professor de Cabala e além dos alunos de São Paulo e Suzano, possui alunos de outros estados e até mesmo de outros países como Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Israel, Sérvia, Inglaterra e outros. Ele diz que o livro “Qabalah – Introdução à Sabedoria Escondida” é recomendado para todo aquele que deseja saber mais sobre a ciência mística, porém recomenda que o mesmo seja estudado com o auxílio de um professor judeu.

O rabino ainda explica o significado do termo “místico” que muitas vezes acaba por sofrer preconceito. “Trata-se de uma palavra de origem hebraica que significa ‘Conhecimento Escondido da Torah (Pentateuco)’”, relatou. Ele ainda diz que todo aquele que estuda a “sabedoria escondida” é considera místico. O Pentateuco se refere aos cinco primeiros livros da Bíblica cristã.

O novo livro do rabino aborda assuntos como a meditação cabalística, a importância do sono, o segredo do número 13, o segredo dos sonhos, o destino, além de explicar o chamado “Dejá-vu” e também o “efeito borboleta” - tudo de acordo com os estudos da Cabala e do Zohar – o “Livro do Esplendor”, que segundo o rabino refere-se ao misterioso “Livro Selado” dito em Daniel na Bíblia.

O livro pode ser adquirido pelo site da editora www.clubedeautores.com.br , pelo valor de R$ 52. O Rabino, que também é músico, gravou na última semana a canção cabalista “Qrá Elai” no Estúdio Público Musical José Gonzaga Sobrinho da Secretaria de Cultura de Suzano, com a ajuda de Sergio Fujimoto, o Tico. A música está disponível no Youtube.

AUTOR Misha’El é escritor e poeta, membro do grupo mundial Poetas Del Mundo. Autor da obra literária de ficção científica “Cabalista Crônicas de Qédem”. Místico hebreu, rabino fundador e presidente da Associação Cabalista Mundial - A Comunidade Mística do Deserto. Humanista e pacifista foi indicado para ser membro dos Poetas Del Mundo pela Embaixadora Universal da Paz, a doutora Delasniev Daspet Miranda. Seus outros livros foram “Segredos Revelados da Qabalah”, “Qédem” e “Efeito Borboleta – Erradicando o Caos” – todos também podem ser adquiridos pelo site da editora. Para saber mais sobre o autor, acesse o site www.comunidadedodeserto.blogspot.com.

Matéria publicada em 4/05/2011
no Jornal "O Diário de Suzano".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Atiká - Chochmat Nistar Musiqáh

"Aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...."



Uma antiga lenda judaica diz que o mundo foi criado pelo Deus Único, através de "falas" e cantos que trouxeram os mundos à existência. As 22 letras hebraicas (27 com a 5 letras finais) em  combinações pré-determinadas foram usadas para realizar essa tarefa. Então, em essência, Deus criou o mundo e o universo inteiro através da música. As letras hebraicas foram os meios que canalizaram as forças físicas usadas na criação.


O "Projeto Átika" é o resultado de uma profunda experiência com a Meditação Qabalistica - Kavanat ba'Ivrit Oti'Ot (Intropecção Interior Com as Letras Hebraicas). Uma Nessiá (Viagem espiritual) aos mundos futuros e paralelos.


As músicas do CD “Atiká” foram escritas sob a influencia dos Nomes Sagrados de D´us, especificamente o Santo Nome de 42 letras, mais conhecido pelos Judeus como “Ana Bekoach”.


Outra antiga lenda judaica, na tradição cabalística nos diz que "aquele que possui o conhecimento de como formar a combinação correta de sons hebraicos pode criar e destruir mundos ...." Se é assim, então a música é apenas mais um "método de canalização" das poderosas forças e realmente tem o mesmo efeito sobre as pessoas (ou matéria), como o texto hebraico tem quando ele é lido em voz alta. O conjunto de Salmos e a música pode trazer uma sensação de bem-estar, quando ouvidos, e a energia do som pode alterar as propriedades da matéria.


O processo utilizado como “ferramenta” para a composição das músicas chama-se “kavanat Ha´Otiot (meditação das letras)”., que me permitiu entrar nos mundos acima deste, (Zeir Anpin) em tempos futuros, onde as músicas já existiam, ouví-las e depois gravá-las exatamente como existiam no “Atid Olam (mundo futuro)”. O Segredo está codificado no Livro do Profeta Ezequi´El e é chamado de “Nahr K´var”.

A máquina usada para a execução dos instrumentos foi o Workstation Ensoniq TS12.


As músicas do CD: 1) Mirphak 2) Al´Ghul 3) Órion 4) Canopus 5) Shaula 6) Menkib 7) Capela 8) Vega 9) Atik 10) Aviór 11) Sírius 12) Betelgeuse 13) Antares 14) Polaris 15) Káus Australis 16) Átria 17) Náos 18) Ára 19) ACrux 20) Acráb.




Solicitando, o ouvinte poderá receber no seu email uma imagem com o "NOME DE 42 LETRAS (ANA BEKOACH)" em escrita "ASHURIT" e outra com um dos "72 NOMES DE D´US" que "ELIMINA PENSAMENTOS NEGATIVOS" que você receberá diretamente no seu email se solicitar.





Aprendendo os Segredos da meditação qabalística na Escola de Mistérios – A Escola Séter, você poderá “reeditar o seu mundo” e aprender a elimnar o caos.

Mazel Tov (boa Sorte).


Misha'Ël Ha'Levi (Deepak Sankara)



Ouça aqui algumas das músicas do CD Atiká - Músicas De Mundos Distantes. Basta clicar no player para ouvi-las. Boa “Nessiáh (Viagem Mística)”.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Revelação da Torah


Nada pode ser comparado à revelação da Torah, e depois desta revelação nada semelhante aconteceu novamente.

A Revelação da Torah

"E falou Deus todas estas palavras (Êxodo 20:1)". De acordo com a Rabi Simeão, a palavra "falou" significa que houve uma proclamação. Quando o Santo, bendito seja Ele, revelou a Torah e Ele proclamava as suas palavras, os seres celestiais e os terrestres e começaram a tremer violentamente, e foi tão grande o pavor que se abateu sobre os israelitas, que suas almas abandonaram os seus corpos, e por isto eles disseram: “Fala para nós, e nós ouviremos. Mas que D´us não fale conosco, pois morreremos se Ele o fizer (Êxodo 20:16)”. Em seguida, a palavra de Deus desceu do Céu, gravando em seu caminho sobre os quatro ventos do universo. E está escrito: “E todo o povo VIU os sons, as chamas, o a voz do shofar, e a montanha esfumaçando (Êxodo 20:15).

O midrash ainda nos conta, que D´us ergueu o Har Sinai nos ares, e a montanha flutuou sobre as cabeças dos israelitas. Não é de surpreender que suas almas (nafeshot) tenham abandonado os seus corpos, e se assim permanecessem, certamente os israelitas teriam morrido.

Mas então, caiu o bálsamo puro sobre a montanha e ela foi irrigada com orvalho do céu e quando ele chegou à terra que estava rodeada pelos israelitas, fez com que suas almas fossem devolvidas aos seus corpos garantindo-lhes viver.

Quando as letras foram gravadas sobre as tábuas de safira, elas flutuavam sobre ela, e milagrosamente podiam ser vistas tanto à direita como à esquerda, todas as 620 letras dos dez pronunciamentos.

Rabi Simeão bar Yochai explicou que cada palavra continha todos os tipos de implicações e referências legais, bem como todos os mistérios e os aspectos ocultos. A verdade é que cada palavra era de fato uma casa do tesouro cheia de todas as coisas preciosas. Quando as palavras eram pronunciadas iam sendo estampadas na pedra de safira e revelando os setenta diferentes aspectos secretos. Cinqüenta coroas menos uma de um lado e cinqüenta menos uma do outro lado. E estavam ali presentes almas todos os filhos de Israel, do passado e presente e aquelas que ainda não haviam nascido e as que estavam nascer (as grávidas), e todas aquelas almas que no futuro iriam aceitar a Torá estavam presentes no Monte Sinai, como está escrito: "E não é só com vocês que eu faço esta aliança e este juramento, mas com que quem está aqui com a gente hoje perante o Senhor, nosso Deus, e também aquele que não está aqui conosco hoje.

Este mistério nos revela que, até mesmo os "Ruchot (espíritos)" dos guerim que hoje estão aproximados da Torah, e que são as almas dos anussim (um ruach pode ser dado para a ser a nefesh de uma pessoa) e que foram criados pela "pequena letra hê (ה)" do nome de Avraham Avinu (Abraão nosso pai), já estavam presente na manhã de Shavu'ot quando a Torah foi revelada, quarenta e nove dias depois que os hebreus saíram do Egito.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

NÃO SEJAIS COMO KORACH



CUIDADO

O Preceito 209 dos preceitos positivos da Torah nos comanda: a respeitar os Sábios e a levantar-se diante deles, conforme diz o Zohar "na era de aquário os velhos se levantarão diante dos jovens (sábios)", a fim de honrá-los. Este preceito está expresso em Suas palavras, enaltecido seja Ele, "Diante das cãs te levantarás e honrarás as FACES do velho (Levítico 19:32)". Aqui é preciso compreensão da Chochmat Nistar (Sabedoria Escondida), pois "as Faces (plural e não singular) do Velho" aludem ao "Partzuf de Arich Anpin" que é o Atiká Qadishá (O Ancião Santo), bendito seja Ele, e ao Partzuf de Zeir Anpin (A Face Pequena) que são chamadas “Fanei´El (Faces de D´us) e que se refletem no rosto daquele que é o portador da Sabedoria[1], ainda sobre as quais diz a Sifrá: "Te levantarás e honrarás - levantar-se para demonstrar respeito". As normas deste preceito estão explicadas no primeiro capítulo do tratado Qidushin do Talmude.

Você deve saber que, embora este preceito para respeitar os Sábios seja um dever igual para todos, inclusive para um Sábio com relação a outro Sábio de igual conhecimento - como dizem os Sábios, "Os Sábios da Babilônia estavam habituados a levantarem-se uns diante dos outros" - ele é especialmente e, sobretudo obrigatório para um discípulo, pois ele deve um respeito muito maior a seu mestre do que a qualquer outro Sábio, assim como ele tem a obrigação de temê-lo, pois os Sábios afirmaram claramente que o nosso dever para como o nosso mestre é maior do que o nosso dever para como o nosso pai (a sabedoria), a quem as escrituras nos obrigam a honrar e temer. E os Sábios dizem explicitamente: "Seu pai é seu mestre e seu mestre tem prioridade".

Os Sábios também deixaram claro que um discípulo está proibido de contestar seu mestre e por contestar quer dizer-se se opor à sua decisão, rejeitar sua opinião e lecionar e instruir sem sua permissão. Na galut (exílio) para estes que insistem em lecionar sem ter recebido permissão dos céus, criando confusão, escuridão e destruição, significa que, se eles não receberam a visita de um "Tzadiq Nistar (Mestre Oculto)" de um "Maguid ha'Sodot Elion be'Gan Eden (Contador dos segredos superiores do Jardim do Éden), ele não está autorizado a ensinar. 

Voltando ao tópico sobre a relação entre discípulo e mestre, ele também está proibido de brigar e discutir com ele, e de JULGÁ-LO NEGATIVAMENTE, ou seja, ATRIBUIR MOTIVAÇÕES RUINS A SEUS ATOS OU PALAVRAS. No capítulo "Helek do Tratado Sanhedrin" os Sábios dizem "Discordar de seu mestre é como discordar da Shekiná", como está digo em "quando fizeram brigar o povo contra o Eterno (Números 26:9) que Hashem nos livre de tal ação. Brigar com seu mestre é como brigar com a Shekiná, como está dito em "Estas são as águas de Meribá, porque brigaram os filhos de Israel com o Eterno (Números 20:13). Queixar-se de seu mestre é como queixar-se da Shekiná, como está dito "Não são sobre vós as vossas queixas, senão sobre o Eterno (Êxodo 16:8). Atribuir a seu mestre é como atribuir à Shekiná, como está dito "E falou o povo contra D´us e contra Moisés (Números 21:5).

“O santo Zohar explica que quando o poder da Sitra Achará (o lado negativo) cresce, que D'us não permita, o lado da Santidade diminui. Portanto, é vital o ganho de conhecimento da Sabedoria Escondida da Toráh para a fortificação moral do indivíduo  deste modo, o engrandecimento do lado da santidade".

A Shekina, a Presença Divina, que tudo vitaliza na criação, não repousa em um lugar defeituoso ou perturbado, onde há confusão, um local sem paz, mas somente em um lugar apropriadamente preparado, um lugar de alegria (Zohar I:216b,Vayechi)". 

Isto inclui um "MINIAN (Dez Homens Circuncidados)". Quando à hora sagrada da Rainha Shabat (A Shekiná) se aproxima, é necessário que um (dos dez circuncisos) se adiante para recepcioná-la quando ela chegar, pois se aproximando a rainha e não havendo ninguém para recebê-la, ela retorna e se retira daquele local. Não havendo dez homens circuncidados o local permanece com defeito e a Shekiná não pode repousar neste local. Ademais, está escrito no Zohar Sagrado, que mesmo para os guerim[2] (guilgulim ruchot yehudim) é impossível adentrar na Shekiná, sendo sua porção apenas as suas abas. Necessário aqui conhecer o mistério da letra “He” de Avraham pela qual as nafeshot dos guerim foram criadas.

Em nossa Qehilah, este preceito e sua explicação era lido e ensinado em todos os Shabatot, para que as pessoas, membros da Qehilah, fossem exortadas a não pecar contra o Sagrado, bendito seja Ele. Mesmo assim, resolveram de comum acordo, criarem uma insurreição, sendo, como conseqüência, todos marcados pelo Anjo da Morte. Deste então, todos os participantes da insurreição tem todos os anos, pessoas de suas famílias tocadas pela morte. Que Hashem tenha misericórdia deles.

ADVERTÊNCIA

Andar na companhia dos Sábios é estar protegido, pois aqueles que amam e estudam a Sabedoria da Torah, são protegidos dos de cima (os anjos) e dos debaixo (os demônios e das pessoas más) e também, como estão escondidos nas "cidades de refúgio" não serão encontrados pelos seus karmas. Se assim o é para aqueles que amam e estudam a Sabedoria, imagenem para aqueles que deliberadamente pecam contra a Shekiná, contra a Torah e contra a Sabedoria ofendendo aos Sábios, caluniado-os, associando-se com os "Reshaim (perversos)", com aqueles que já, deliberadamente, pecaram contra D´us. Estes certamente não serão poupados, conforme explica o Zohar Santo: "Aquele que oferece carona na estrada, coloca em risco a própria vida". O Zohar diz isto, porque aquele que se associa com o perverso, será contado como tal, que D´us nos livre de tal associação.



BUDAH E DEVADATHA
"O Rebelde"

Este preceito da Sabedoria é encontrado também no budismo. Não cabe aos alunos, discípulos, amigos discordarem e se levantarem contra a SABEDORIA, e sim, procurar com esforço COMPREENDÊ-LA. Isto se chama "Bináh" em QABALAH e SATORI no ZEN BUDISMO.

"Aconteceu uma vez de um primo de Buda pensar que ele era melhor que Buda, mais certo que Buda. Como ele tinha uma opinião melhor, ele pensava que a Sangha não estava bem gerida, que os monges eram relaxados, queria regras mais duras para os monges, por exemplo, os monges comiam pela manhã e ao meio dia e ele dizia – Para quê? Basta comer uma vez só! – E este homem, chamado Devadhata, de tanto criticar, de tanto acusar Buda de excessivamente tolerante, criou um problema e seiscentos monges concordaram com ele, as regras deveriam sim, ser mais duras e que Devadhata deveria ser o líder. Então deixaram Buda e foram com Devadhata. Depois de algum tempo, após tudo dar errado, Devadhata ficou como símbolo do discípulo que pensa ser maior que o mestre e quer que a coisa seja feita de forma melhor, mais rígidamente. A lenda diz que a terra se abre e o engole. É muito provável que ele tenha sumido, desistido. E Shariputra, aquele personagem do Sutra do Coração, é que foi até o local onde estavam os monges e mostrou à eles que estavam errados".


BUDDHA E DEVADATHA
(representação)

O número 600 aqui nesta história é muito importante, pois em gematria hebraica é o valor numérico da palavra "SHEKER" que é "Falso/Impostor" e não ficou Devadhata como "Falso/Impostor" tentando obter o lugar do seu mestre?

E vejam que, assim como a terra abriu e engoliu Korach e sua turma de rebeldes, no budismo a Sabedoria diz o mesmo: "A terra abre e o engole".

O ARIZAL
DATAN E AVIRAM

"O Arizal era, por natureza, uma pessoa misericordiosa e terna que nutria um profundo amor por todas as criaturas de Deus. Seu aluno, Rabino Chaim Vital, testemunhou que seu mestre tomava especial cuidado para nunca matar um inseto, mesmo que fosse irritante como um mosquito ou uma mosca! (Sha'ar  HaMitzvot, Parashat Noach) E ainda assim ele se levantou contra seus vizinhos amargos com total vigor. Certa vez, quando esses mesmos vizinhos zombaram de suas práticas e ensinamentos, o Ari os repreendeu com raiva e disse: “Você pretende continuar com seus maus caminhos? Saiba que está em meu poder fazer com que a terra o engula vivo!” Quando os alunos ouviram isso, ficaram assustados. Tal comportamento era tão estranho para seu mestre. Eles se sentiram compelidos a pedir uma explicação. “Esses vizinhos são um  gilgul (reencarnação) de Datan e Aviram. Eles foram enviados de volta à terra para reparar o mal que fizeram ao desafiar Moshe  Rabeinu . A única esperança deles é me obedecer e honrar, já que minha alma provém da de Moshe  Rabeinu. Mas eles se recusaram a se arrepender e fui forçado a lembrá-los do castigo que já sofreram no deserto”.

Assim aprendemos que não cabe aos discípulos discordarem de seu mestre e nem tentar corrigi-lo, pois se ele estiver errado, quem ira corrigi-lo é o Sagrado, Ele mesmo, bendito seja, e não os alunos, ainda mais se o mestre demonstrou e provou honestidade e verdade durante sua vida.

Qualquer pessoa que se diga ser aluno de um mestre de Toráh, está proibida de praticar insurreição contra ele pois, se o fizer, colherá as consequências de sua insurreição. Se o mestre for uma alma que emergiu da alma-raiz de Moshê, nosso mestre, será ainda pior para esta pessoa.

E para terminar, CHAZAL (os Sábios) disseram: "Que o temor a seu mestre seja como o termo dos Céus (por amor)".




Artigo
Naib Misha'Ël Ha'Levi
"Bën Mähren Qadësh"
Baseado Em Mishnêh Torah
Buda & Devadhata:
http://budavirtual.com/2013/09/06/seu-maior-inimigo/


[1] Acréscimo explicativo feito por Misha’El Yehudá.
[2] Plural de Guer geralmente traduzido para “Converso ou Peregrino, mas que é um segredo do Guilgul (reencarnação).

O Artesão Da Luz