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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

POR QUE DAVID MATOU URIAS?


TODAS AS IMAGENS NESTE ARTIGO FORAM CRIADAS PELO AUTOR E ESTÃO PROTEGIDAS PELA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS.
GRUPO EDITORIAL QUILHA
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CAUSAS KÁRMICAS
A SAMSARA EM MOVIMENTO

A primeira vez que li que a Serpente não era um réptil rastejante mas um ser alado que habitava o Éden muito antes de Adão e Eva serem criados, foi no primeiro volume de A História dos Hebreus, de Flávio Joséfo, publicado em 1956 pela Edameris Editora das Américas e que habitava nossa estante de livros encostada na parede sul da pequena sala de estar na velha casa construída na Rua Jorge Jones na Vila Curuça Velha, em São Miguel Pta. Essa descoberta mudou a imagem religiosa que eu possuía na época, ainda em tenra idade. Na verdade, serpente, foi empréstimo tradutória que foi dado ao hebraico bíblico Nachash na Toráh Bereshit pereq 3.

וְהַנָּחָשׁ, הָיָה עָרוּם, מִכֹּל חַיַּת הַשָּׂדֶה, אֲשֶׁר עָשָׂה יְהוָה אֱלֹהִים;

"Nachash significa ver atentamente, aprender por observação atenta e experiência, assobiar, sussurrar, adivinhar, encantamento, encantamento, augúrio e presságio; significa também uma serpente, assim chamada por seu assobio; também significa latão, cobre e ferro, como metais, correntes e grilhões inferiores."

Estudamos que, quando a Nachash copulou com Chaváh, duas energias negativas vieram a existência no universo. Elas foram chamadas de Milcom e Pe'or. Mais tarde, estas duas energias negativas entraram no nosso mundo através das relações incestuosas das filhas de Lót com o próprio pai.

    "A Serpente primordial penetrou nos frutos daquela Árvore (Etz da'at tóv ve'rá), sendo este o vinho que ela bebeu. E gerou dois graus que estão inter-relacionados e cercam o lado da Profanidade. Um se chama Milcom e o outro Pe'or."

    "Suas filhas fizeram-no beber vinho, QUE É O SEGREDO DA SERPENTE PRIMORDIAL, e deram-lhe duas nações. Um se chamava Amom, que está oculto, e o outro, Moabe, que está revelado. O grau de Amon é O ÍDOLO Milcom, o conselheiro de ocultação. O grau de Moabe é Pe'or, o qual é completamente revelado."

- Zôhar Vayerá 331-332

Para aqueles que não são iniciados na Dere'k Nistar (דֶרֶך נִסתָר) - Tradição Secreta do Jardim do Éden - e nem são dominadores do idioma dos céus, o hebraico e nem do aramaico antigo, Qayin, o fruto da primeira gravidez de Chaváh, era filho de Adam ha'Rishon. Mas não é isso que a Toráh nos ensina. Está escrito:

    "E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Qayin, e disse: Alcancei um varão do Yud Hê Va Hê." 

- Gênesis 4:1

O Zôhar nos esclarece que, quando Eva veio até Adão, ele CONHECEU (SOUBE) que ela já estava grávida da Nachash. Esta é a razão da estranha declaração de Chaváh quando disse "Alcancei um varão do Yud Hê Vav Hê (Qaniti ish et-Yud Hê Vav Hê)."

וְהָאָדָם, יָדַע אֶת-חַוָּה אִשְׁתּוֹ; וַתַּהַר, וַתֵּלֶד אֶת-קַיִן, וַתֹּאמֶר, קָנִיתִי אִישׁ אֶת-יְהוָה.

Em razão de "qaniti (קָנִיתִי)" ele foi chamado Qayin e ele era belo com os anjos acima e como os humanos primordiais abaixo, conforme nos ensina o Zôhar. Vendo que ela já estava grávida, Adão também copulou com ela e desse acasalamento nasceu Hével (Abel).

Esta relação incestuosa de Samael, que era um Cheruv, com Eva, foi ensinada por Yeshu'a em Matitiahu pereq yud'gimel, pessuqim 24 a 26 chamada de Parábola do Trigo e do Joio.

    "Jesus apresentou-lhes outra parábola : «O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto toda a gente dormia, veio o inimigo desse homem, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando as plantas cresceram e se começaram a formar as espigas, apareceu também o joio."

- Mateus 13:  24-26

DOIS SUBIRAM E SETE DESCERAM

Em razão do pecado primordial, dessas primeiras relações nasceram cinco seres: Qayin e sua irmã gêmea, Abel e suas duas irmãs gêmeas. Esse é o segredo do enigma registrado no Talmud "Dois subiram, sete desceram" que foram Adão e Eva e seus cinco filhos. Todas as gestações de Eva depois de sua primeira foram de seis filhos. Como Adão e Eva possuíam asas, pois era imagem e semelhança de Elohim, todos os seus filhos já nasciam com asas.

Por causa do pecado de Adam e Chaváh de comer da Etz da'at tóv ve'rá, Qayin que era filho de Samael que havia encarnado na Nachash, nasceu sem uma de suas gêmeas e foi isso que o levou a assassinar Hével. Por isso foi escrito:

    "E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou."

- Gênesis 4:8

O campo, referido aqui acima neste versículo, era a gêmea suplente de Hével. O vocábulo hebraico usado no versículo é "Sadêh (שָּׂדֶה)" cuja raiz etimológica é "Shad (שָׁד)" que significa "seio" e, portanto, se refere à mulher. Na tradução para o hebraico de Mateus 24, nos lemos os vocábulos "zerá (זֶרַע)" que é sêmen e "sadehú (שָׂדֵהוּ)" indicando que ele "semeou" a sua mulher que era o seu campo. A parábola então diz que "veio o inimigo e semeou ervas malignas" no campo do homem (Adão) e, chegando a época da colheita (parto) se descobriu a erva maligna (Qayin) junto com a erva boa (Hével).

Quando Samael, chás ve'shalom, encarnado na "Serpente" mantém relações com Eva, nasce o Tikun (Karma) da Nachash. E, quando Qayin assassina Hével em consequência do pecado de Adão, nasce o Tikun de Qayin.

As partes manchadas da alma de Qayin, néfesh, rúach e neshamá, são reencarnadas, no futuro, para serem corrigidas em três pessoas diferentes. O rúach de Qayin vai para Reuven ben Ya'aqóv. A neshamá dele vai para Jetro (Itrô) e a néfesh para Mitzri, o egípcio.

"Samael era o grande príncipe dos céus. As Chayiôth possuem quatro asas e o Serafim, seis asas, no entanto, Samael tinha doze asas. O que Samael fez? Ele pegou seu bando e desceu e viu todas as criaturas que o Santo, bendito seja Ele, havia criado em Seu mundo e não encontrou entre elas nenhuma tão habilidosa para fazer o mal como a Nachash, como foi dito: "Agora a Nachash era a mais astuta do que qualquer chayá do campo (Gênesis 3:1)". Sua aparência era semelhante a de um camelo, e ele, Samael, montou e cavalgou sobre ela. A Torá começou a clamar em voz alta, dizendo: Ó Samael! agora que o mundo foi criado, é hora de se rebelar contra o Onipresente? É como um momento em que você deveria se elevar ao alto? O Senhor do mundo “rirá do cavalo e do seu cavaleiro” (Jó 39:18)."

- Pirkê D'Rabbi Eliezer - VIII"




A PRIMEIRA REENCARNAÇÃO

Assassinado, Hével volta em Shét ben Adam e este mistério está escondido no versículo que narra o nascimento de Shét.

וַיֵּדַע אָדָם עוֹד, אֶת-אִשְׁתּוֹ, וַתֵּלֶד בֵּן, וַתִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ שֵׁת:  כִּי שָׁת-לִי אֱלֹהִים, זֶרַע אַחֵר--תַּחַת הֶבֶל, כִּי הֲרָגוֹ קָיִן. וּלְשֵׁת גַּם-הוּא יֻלַּד-בֵּן, וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמוֹ אֱנוֹשׁ; אָז הוּחַל, לִקְרֹא בְּשֵׁם יְהוָה.

גִילגוּל

Dentro destes versículos a partir de "heragô Qayin (הֲרָגוֹ קָיִן) - o assassinou Qayin" a partir da letra gimel (ג) de "heragô (הֲרָגוֹ) a cada três saltos equidistantes as letras se juntam para revelar "Gilgul (גִילגוּל)" que é o termo hebraico para reencarnação. Esta letra gimel (ג) na palavra "heragô (הֲרָגוֹ) que é a inicial do código "gilgul (גִילגוּל)" e a 5.373 letra da Toráh. No ano 5.373 do calendário hebraico, 1613 no calendário gregoriano, o Rabbi Chaim Vital, publicou o Sha'ar ha'Gilgulim (Portal das Reencarnações) abrindo os mistérios do gilgul para o mundo todo.

CONSEQUÊNCIAS KÁRMICAS

Quando Adão pecou, manchou as partes de almas que estavam nele. Nesse momento, ainda com a consciência elevada e estendida, ele procurou no futuro, almas que o ajudariam a retificar o pecado que havia cometido. Ele viu a alma do Rei David que o ajudaria a consertar o mundo mas, viu que, devido à profundidade que ela havia caído dentro das qlipot do mal, sequer teria existência no mundo físico. Adão, então, pediu ao Qadosh baruch hú, se poderia doar parte da sua vida para que David pudesse existir no mundo. O Santo, abençoado seja Ele, concordou e, Adão, doou setenta anos de sua existência para a alma de David. Em razão dessa doação, Adão viveu 930 anos dos 1000 que deveria ter vivido.

Hével e Shét são transmigrados em Moshê (Moisés) conforme já estudamos em "Os Segredos da Concepção de Moisés" sendo o "mem (מ)" a inicial de Menachem (מנחם) que era Noé, o "shin (ש)" de "Shet (שת)" e o "hê (ה)" final de "Hével (הבל)."


Quando Moisés descobre sua verdadeira identidade hebréia, ele alcança o Total Recall (recordação total) de que ele havia sido Hével e Shét. Um dia, quando Moisés está caminhando pelas do Egito, ele vê Mitzri maltratando um hebreu por causa da mulher dele. Ele vê que Mitzri era a transmigração da néfesh de Qayin e ele se lembra de haver sido morto por ele devido à sua gêmea. Ele também vê que Mitzri não ria fazer o tikun (correção da alma) e nem teria filhos justos. Por isso ele o matou usando o Santo Nome de 42 Letras.

וַיִּפֶן כֹּה וָכֹה, וַיַּרְא כִּי אֵין אִישׁ; וַיַּךְ, אֶת-הַמִּצְרִי, וַיִּטְמְנֵהוּ, בַּחוֹל.
42

Jetro, que recebeu a neshamá de Qayin, recebe o missão de fazer o tiqun de devolver a esposa de Abel dando sua própria filha, Tziporah, para ser esposa de Moisés (Abel). 

    "Apesar de tudo isso, porque Moisés queria cobrir a nudez de seu pai (Adão), tomou a filha de Jetro para ser sua esposa. De Jetro está escrito: “e os filhos do Qeni, sogro de Moisés... (Shoftim 1:16).” Isso já foi explicado. Por que Jetro foi chamado de Qeni? Porque ele se separou de Qayin, como está escrito: “agora Chever, o Qeni... Separou-se de Qyain... (Shoftim 4:11).” Depois de separar a multidão mista da alma de Qayin, ele procurou levá-los ao arrependimento (teshuvá), a fim de cobrir a nudez de seu pai, adão. Porque o Santo, bendito seja Ele, atribui um bom pensamento a uma ação, o Santo, bendito seja ele, disse a Moisés: “cuidado com eles, com essa multidão mista.” Mas mesmo assim, associarei seu bom pensamento - de querer levá-los a se arrepender - com ação.” A multidão mista é a força de separação que está na árvore do conhecimento do bem e do mal, que levou o pecado sobre adão. E a multidão são as forças de separação das quais o Santo, bendito seja ele, o advertiu: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás (Beresheet 2:17).” Estes também trouxeram o pecado sobre Moisés e Israel."

- Zôhar Bereshit A 286

Parte da alma de Adão foi transmigrada no Rei David para fazer a correção de Amon e Moav que são a manifestação das duas energias negativas chamadas Malcon e Peor e corrigir o pecado primordial. Eva é transmigrada em Batsheva e a Nachash em Urias. David reconheceu-se como a reencarnação do primeiro Adão, e que Batsheva que foi a encarnação de Eva e, portanto, sua verdadeira alma-gêmea, e que Urias havia sido a encarnação da serpente. Por esta razão Urias não podia tocar em Batsheva, porque ele não poderia manter relações com ela em razão do que Nachash tinha feito, e de fato, verdadeiramente, ele não a tocou. Urias deveria ter sido morto no momento em que ele ofendeu o Rei David, ao invés disso, David o enviou para morrer pela espada dos amonitas cuja origem havia sido a relação de Serpente com Eva. Na espada de Amon estava gravado a imagem da Serpente. Ao invés de corrigir o dano, David o fortaleceu.

    "Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher."

- IIº Samuel 12: 9-10


O rei dos Amonitas se chamava Nachash e quando Nachash (serpente), rei de Amon, morreu, o rei Davi sentiu-se na obrigação de enviar emissários para confortar seu filho Chanoon (gracioso) em seu luto "por seu pai ter feito uma gentileza comigo" ( v2). Essa bondade foi realizada quando Davi levou seu pai, sua mãe e seus irmãos de Israel para Moabe, país natal de sua bisavó Rute, a fim de escapar da perseguição de Saul (I Samuel 22:3). O rei de Moabe matou toda a família, exceto Elihoo, irmão de Davi, que é o único mencionado depois (I Crônicas 27:18) e que escapou fugindo para Amom, onde foi recebido por Nachash.

וַיְהִי, אַחֲרֵי-כֵן, וַיָּמָת, נָחָשׁ מֶלֶךְ בְּנֵי-עַמּוֹן; וַיִּמְלֹךְ בְּנוֹ, תַּחְתָּיו.

Iº Crônicas 19:1

"E Davi tirou a coroa do rei deles de cima de sua cabeça. E ela estava na cabeça de Davi." Os sábios discutiram se David realmente usava esta coroa pesada na cabeça ou se ela estava de alguma forma posicionada pairando acima de sua cabeça, mantida no lugar, talvez, pela força magnética da "pedra preciosa" que ela continha (Avodah Zarah 44a). (Os amantes do Rabino Nachman podem estar interessados ​​em considerar a conexão entre esta coroa e a coroa acima da cabeça do rei em sua história de "A Aranha e a Mosca".)




DAVID & NAVAL

"E o Rei David, que a paz esteja com ele, que é uma reencarnação de Adão, também precisava tirar de Naval esta última gota, que ainda estava sob domínio da Serpente. Por isso David tinha que fazer o mesmo que Iaacov a Lavan, guardando o rebanho de Lavan, como está dito "Serviram-nos de muro, ao nosso redor, de dia como de noite, todos os dias que estávamos com eles apascentando as ovelhas." Depois ele (David) pegou Avigail a mulher de Naval e ela ficou sendo mulher de David, propriamente dito. Outra vez me parece ter ouvido do meu mestre que Iaacov foi castigado por ter se casado com duas irmãs, as filhas de Lavan. E por causa disso, o Rúach posto em Leá reencarnou em uma mulher, que é Avigail, a profetisa. E elas são as suas duas esposas [daquela outra reencarnação dele como Iaacov], que apareceram como Avigail, mulher de David, e Avigail, sua irmã. Naval — נב"ל reencarnou em três encarnações na ordem das três letras do seu nome em hebraico. Lamed (ל) de Lavan, Beit (ב) de Bilám e Nun (נ) de Naval. E todas elas estão aludidas em um só versículo "Como a perdiz que chilreia para ajuntar filhotes." A perdiz é um símbolo de Lavan, que juntou pedras e fez uma Coluna Sagrada e a chamou Iegar-Sahaduta [יגר שהדותא] pois a tradução [para o aramaico] de Coluna é Degurá, que significa "perdiz". E como os nossos Sábios, de abençoada memória, disseram, de que ele não tinha filhos até Iaacov vir à sua casa, como diz o versículo "e Adonai te abençoou por minha causa." Por isso o versículo diz: "que não pôs" [que é o sinal de que ele não tinha filhos]. Depois ele reencarnou em Bilám, que possuía uma "Néfesh vasta", como nossos Sábios disseram sobre o versículo "Se Balaq me desse sua casa cheia de prata e ouro." E sobre ele se disse: "aquele que ajunta riquezas através da injustiça", para amaldiçoar as pessoas. E por isso o texto diz "ele a perderá ao longo de seus dias." E como ele morreu no meio de sua vida, está dito na Guemará: "Eu vi para mim no livro de Bilám e lá estava escrito: Bilám tinha trinta e três anos de idade quando matou a Pinchás". E por isso o versículo diz "no meio de sua vida". Adendo: Shmuel disse: Parece-me, que na Guemará está escrito: "Bilám, o coxo, tinha trinta anos quando Pinchás o ladrão o matou". E por isso o texto diz: "No meio da sua vida ele a abandonará." E também, já que Bilám é a encarnação intermediária [entre Lavan e Naval], e a encarnação de Naval, o carmelita é a última, por ser a terceira, está escrito "e no fim será por todos menosprezado (hebraico: Naval)." Por isso as letras que formam o nome Naval são justamente as mesmas que formam o nome Lavan, mas ao contrário. Em relação a Iossef, o Justo está escrito "e fez-lhe uma túnica listrada."

Sha'ar Ha'Gilgulim Haqadmáh 36

Tudo nesse nosso universo sofre transmigrações com a missão de corrigir a nudez de nosso pai Adão e, portanto, absolutamente nada acontece por acaso. Ninguém se aproxima de ninguém aleatoriamente. Nenhum relacionamento acontece regido pela casualidade. Tudo é regido pelas Leis de Gilgulim e Mishpatim e somente aqueles que estudam os segredos dos céus podem compreender os eventos que acontecem no universo.

Autor
Bën Mähren Qadësh
Qabalista



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Kayin: O Primeiro Vampiro


Vampiro é um ser mitológico ou folclórico que sobrevive se alimentando da essência vital de criaturas vivas (geralmente sob a forma de sangue), independentemente de ser um morto-vivo ou uma pessoa viva. 

Embora entidades vampíricas tenham sido registradas em várias culturas, possivelmente em tempos tão recuados quanto a pré-história, o termo vampiro apenas se tornou popular no início do século dezenove, após um influxo de superstições vampíricas na Europa Ocidental, vindas de áreas onde lendas sobre vampiros eram frequentes, como os Balcãs e a Europa Oriental, embora variantes locais sejam também conhecidas por outras designações, como vrykolakas na Grécia e strigoi na Roménia. Este aumento das superstições vampíricas na Europa levou a uma histeria colectiva, resultando em alguns casos na perfuração de cadáveres com estacas e acusações de vampirismo. Mas, seria realmente a sanguessuga um ser folclórico?

ETIMOLOGIA

O termo entrou na língua portuguesa no século dezoito por via do francês vampire, que o tomou do alemão Vampir, que por sua vez o tomou emprestado no início do século dezoito do sérvio вампир/vampir, quando Arnold Paole, um suposto vampiro, foi descrito na Sérvia na época em que esse território estava incorporado no Império Austríaco. O Houaiss dá ainda como possível origem o húngaro, além do sérvio, apresentando como formas históricas vampire (c.1784), vampiro (1815) e vampyro (1857). Uma das primeiras ocorrências do termo registradas na língua portuguesa surge num texto português datado de 1784, em que é usada a forma vampire, indicando a sua proveniência direta do francês. Em 1815 regista-se já a forma atual, vampiro.

A ORIGEM

"Depois que Adão e sua esposa pecaram, e a serpente teve relações sexuais com Eva e injetado sua impureza nela, Eva deu à luz a Kayin e por isto ela disse "alcancei do Divino um homem (קָנִיתִי אִישׁ אֶת-יְהוָה.) - Gênesis 4". Ele foi chamado "Ish (אִישׁ)" porque ele era divino, metade anjo e metade humano, assim como Noé (Ish tzadik) e Moisés (ish ha'Elohim), porque o pai dele era um anjo  e este anjo era o próprio demônio. Ele tinha o formato dos de cima e dos de baixo a partir deste segredo da impureza do Outro Lado (sitra achará), e do lado de baixo das forças externas. Portanto, ele foi o primeiro a trazer a morte para o mundo. 


A natureza da serpente é espreitar para matar, e sua prole, Kayin, herdou a sua natureza. E assim está escrito "e aconteceu que, quando estavam no campo, Kayin se levantou contra Abel, seu irmão, e o matou (Gênesis 4: 8)". Rabbi Simeão disse: "Encontrei em livros antigos, que quando Kayin matou Abel, ele o mordeu como uma serpente até que ele o matou. Ele drenou a sua alma até que ele morreu".



E o que signfica que "ele o mordeu como uma serpente até que ele o matou. Ele drenou a sua alma até que ele morreu?".

A Torá diz: "Porquanto a alma de toda a carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a alma de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado (כִּי-נֶפֶשׁ כָּל-בָּשָׂר, דָּמוֹ בְנַפְשׁוֹ הוּא, וָאֹמַר לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל, דַּם כָּל-בָּשָׂר לֹא תֹאכֵלוּ: כִּי נֶפֶשׁ כָּל-בָּשָׂר דָּמוֹ הִוא, כָּל-אֹכְלָיו יִכָּרֵת.) - Levítico 17:14.

Através disso compreendemos que Kayin bebeu o sangue de seu irmão Abel até que a sua alma fosse drenada dele e então, ele morreu. Quando um mistério da Torá é revelado e se ele é um mistério verdadeiro emergido de uma compreensão kasher (pura), junto com ele o Santo, bendito seja Ele, envia as evidências.

Gravura política de 1882 representando os proprietários 
de São Francisco como vampiros


O ALUKÁ

Aluká é uma palavra hebraica que significa "sanguessuga", um tipo de sanguessuga com muitos dentes que se alimenta das gargantas dos animais. De acordo com estudiosos da Torá, Aluká pode significar "monstro devorador de sangue" ou vampiro. Aluká é primeiramente referido em Provérbios capítulo 30 versículo 15 da Bíblia. A descrição mais detalhada do Aluká aparece em Sêfer Chasidim, onde a criatura é apresentada como um ser humano vivo, mas que pode se transformar em um lobo. Ele pode voar (soltando seus longos cabelos) e acabaria morrendo se impedido de se alimentar de sangue durante um tempo suficiente. Uma vez morto, um vampiro pode ser impedido de se tornar um demônio ao ser enterrado com a boca cheia de terra. Salomão se refere a um demônio feminino chamado "Aluká" em um enigma que ele conta em Provérbios . O enigma envolve a capacidade de Aluká de amaldiçoar a prole de uma pessoa. Historicamente, Aluká tem sido estreitamente associado a Lilith ou que possa ser seu descendente direto. O nome de Aluká pode, além disso, simplesmente ser outro título para Lilith.

עֲלוּקָה

Eu procurei por "Aluká (עֲלוּקָה)" que é o nome do Draculá-Vampiro chamado pelo Rei Salomão em Mishley 30:15 e junto com este código veio escrito "Veio para se transformar em vampiro..." e cruzando Aluká está o verso que narra a concepção e o nascimento de Kayin. Ele é o pai de todos os vampiros.


Aqui, nesta matriz criptográfica, no centro temos Aluká (vermelho) e acima em azul surge "Veio para se transformar..." e ao lado em verdade e amarelo temos "Kayn".

Prossegui com a cripto-investigação e, elegi, como palavra chave, a Valáquia, a terra de Vlad e, não só encontrei Valáquia codificado nos textos hebraicos sagrados do Tana'k, mas, também, Vlad, Aluká  e Kayin no mesmo texto.


Valáquia no centro (vermelho) e ao lado, em amarelo, está Aluká. Vlad sob na diagonal em azul conectado com a letra "vav (ו)" de Alulá (עֲלוּקָה).

"Com o canto do galo anunciando de madrugada que o dia se aproxima, o poder dos demônios diminui, o seu poder em grande parte é confinado a unicamente à noite (após a meia noite) -".

Midrash Levitico Rabba 5 -

Vlad III, Monarca, Príncipe da Valáquia (Draculea) (Sighișoara, 8 de novembro de 1431 – Bucareste, 14 de dezembro de 1476), comumente conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Țepeș, IPA: [ˈvlad ˈt͡sepeʃ]), foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, rei a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476.


Aqui, nesta matriz, temos "Vlad Tepes (ולד צפש)" em vermelho e na diagonal em amarelo surge "Vampiro (ערפד)" em proximidade com o termo central.


Acima, nesta matriz, a palavra chave é "Draculiá" e cruzando-a surge "Aluká" e acima esta "Ele é Vlad".

Vlad Tepes III


Autor
Bën Mähren Qadësh
Dipankara Vedas

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Kong:- O Filho De Cain


Os Midrashim reshonim e achoraim (primeiros e últimos) nos dizem que, após o pecado de Kayin que foi uma consequência do pecado de Adão, o primogênito de Kayin foi degenerado em símio (macaco). Sim, o homem nunca foi macaco, mas o macaco já foi homem.

Sabemos que originalmente Adão possui 300 côvados de altura (Sha'ar Ha'Guilgulim), o que era cerca de 137 metros, mas que depois do seu pecado em razão da fragmentação dos seus órgãos que caíram para dentro das Qlipot, sua altura foi diminuída para 100 côvados, cerca de 50 metros de altura.

Para termos uma ideia e para fins de comparação, o King Kong de Hollywood tem apenas 15 metros de altura, o que nos mostra que, o primogênito de Kayin degenerado em mamaco foi três vezes mais alto do que Kong.

Os escritos sagrados nos fizeram saber que, Kayin possuia o dna da Nachash (serpente) cuja aparecia era de um símio e por isto também, seu nome era Kayin (קין) que se inicia com a letra hebraica "Quf (ק)" cujo significado é "macaco" e esta foi a razão de seu primogênito ter sido degenerado em símio.

Bem, você você achava que Kong não existiu, agora sabe que o Rei dos macacos foi, algum dia, real. 


Autor
Deepak Sankara Veda​
Publicação Protegida

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O Artesão Da Luz