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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mudança De Lugar, Mudança De Destino


Meu romance de Ficção Científica preferido é Duna de Frank Herbert, e não é porque, como a grande maioria eu o considero o maior romance de ficção já escrito, mas, devido ao impacto que ele causou na minha vida espiritual e as mudanças que, devido ao conhecimento e segredos descobertos, ele me proporcionou. Em Duna, Liet-Kynes - o profeta Elias dos Fremen - cita, em um certo episódio no qual alguns dos Fremen vão para o deserto profundo, um dito esotérico parte da fé mística dos habitantes do deserto: 

"Quando um homem tem que morrer, D'us o conduz ao lugar apropriado." 

Este ditado é profundamente místico e espiritual. Se nós meditarmos sobre ele descobriremos o quão verdadeiro ele o é: 

"Dezembro de 2004, manhã do dia 26 em alguma praia da Indonésia, Rodrigo está deitado na areia se banhando ao sol. Algum tempo atrás ele havia sentido um enorme desejo por viajar e durante meses planejou este passeio. Juntou dinheiro, fez reserva em um hotel próximo à orla. A viagem correra bem e no dia 25 à tarde ele já estava hospedado e na manhã seguinte estaria na praia. Ele foi dormir cedo e à meia noite já estava dormindo. Às 00:58, um sismo de magnitude 9.3 no Oceano Índico, causa um tsunami com ondas de 30 metros de altura. Rodrigo está dormindo e nada sabe sobre o sismo. Pela manhã ele se levanta, toma seu café e se dirige para a praia, estende sua toalha sobre a areia embaixo de um guarda-sol e se deita ouvindo as relaxantes ondas do mar dedilhar a orla como um músico habilidoso dedilhando seu instrumento. A manhã está agradável e Rodrigo coloca seus fones de ouvidos e relaxa ao som de suas músicas preferidas. De repente, uma onda de 50 metros chicoteia a orla como um feitor invisível. Seu corpo jamais foi encontrado". 

"Kynes disse sem se voltar: - Quando D'us ordena a uma criatura que morra num lugar determinado, Ele faz com que a vontade dessa criatura a leve para aquele lugar" 

Duna, página 165. 

É o tikun (תִּיקּוּן) - correção espiritual/karma - daquela pessoa que a conduz ao lugar onde ela deverá morrer. Da mesma maneira e oposta, quando uma criatura tem que viver D'us a conduz ao lugar apropriado. 

Aos dormentes, indoutos, incautos, nada pode ser feito para evitar que alguém morra e, de certa maneira, eles estão certos, pois, àqueles que estão separados da Sabedoria, não são concedidas ferramentas para evitar ou alterar o próprio destino. O Zôhar Sagrado revela que, todos aqueles que vão descer à sepultura, têm seus nomes na lista do Anjo Dumá, o responsável por todos os cemitérios do mundo e somente aqueles que possuem habilidade espiritual e sabedoria, podem enganar Dumá e escapar das suas mãos. Há um ditado cabalista em yiddish (idioma dos judeus europeus) que declara: 

שׁוֹנֶה מָקוֹם שׁוֹנֶה מַזָּל
"Shonêh maqom, shonêh mazal (Mudança de lugar, mudança de destino)".

Este ditado é semelhante ao declarado por Liet-Kynes em Duna, mas, em uma análise mais profunda, ele nos fornece compreensão e ferramentas maravilhosas para alterar nossos destinos. Vamos começar pela palavra "Shonêh (שׁוֹנֶה)" que significa "Mudança" e que vem da mesma raiz etimológica da palavra "Shanáh (שָׁנָה)" que se traduz para "ano" que é o hebraico "Shinui (שִׁינּוּי)" que significa "mudança", como explicado acima.

A celebração mística do ano novo cabalístico, o "Rosh Ha'Shaná" é a primeira ferramenta que dá à humanidade, a habilidade para mudar o seu destino. No mundo inteiro, o ano novo reduziu-se a uma celebração regada a muita comida e bebida no calendário católico romano. Você já parou e notou quantas tragédias acontecem no ano novo mundo a dentro durante a celebração do Réveillon?

"Quanto à etimologia, réveillon tem origem no verbo em frânces réveiller, que significa "acordar" ou "reanimar". Assim, o réveillon é o despertar do novo ano".

Em outras palavras, o réveillon deveria ser a celebração da mudança, o despertar para uma nova e mais elevada consciência, e não o comer e beber apenas.

No calendário cabalístico, a mudança de ano acontece na noite do dia 1º de T'shiri que é o sétimo mês hebreu sob a influência zodiacal de Moznaim (מֹאזְנִים) que é Libra. O nome "Moznaim" vem do hebraico para "ouvidos" que é "ozên (אוֹזֶן)" e é comumente compreendida como "equilíbrio" e por que?

"O sistema responsável pelo equilíbrio se localiza no ouvido interno, é o sistema ou aparelho vestibular, conhecido como “centro do equilíbrio”. Este é formado por um conjunto de órgãos: três canais semicirculares que se juntam a uma região central chamada vestíbulo, que apresenta ainda duas estruturas chamadas sáculo e utrículo. Ligada ao vestíbulo encontra-se também a cóclea que é a sede do sentido da audição. O conjunto dessas duas estruturas chama-se labirinto".

Fonte: O Aparelho Audititivo

De uma pessoa sem equilíbrio é dito que ela tem "labirintite". O mês de libra nos dá esta oportunidade de alcançar equilíbrio compreendendo o que nos causou sua ausência na vida. O principal preceito da Toráh a ser realizado na noite da "Mudança" é ouvir o toque do Shofar e daí o seu nome no livro do Levítico que é "Yom Teruá (dia de teruá)".

"Sobre o poder do toque do shofar, ensina o Baal Shem Tov: "No palácio real há muitos cômodos, cada um com uma chave própria. Há uma chave, no entanto, um único instrumento, que abre todas as portas - é o machado. O shofar é um machado. Quando uma pessoa, arrebatada pela paixão, desmonta seu coração diante do Todo Poderoso, ela consegue pôr abaixo qualquer dos portões do palácio do Rei dos Reis, Melech ha-Melachim, o Santo, Bendito é Ele".


O Zôhar ensina que não há um universo (câmara do Rei dos Reis) onde o sopro do shofar não seja ouvido confundido o Satan (forças negativas) e erradicando o Caos.


Adam ha'Rishon foi criado no dia 1º de T'shri na sexta feita cósmica e ao meio dia seu pecado fez com que sua alma fosse fragmentada cujos cacos criaram o universo e este é o segredo da palavra "Bereshit (בְּרֵאשִׁית)" que se traduziu para "Gênesis" e na Bíblia para "No princípio" e que contém a data da criação e queda da humanidade, uma "temurá (permutação) das mesmas letras: "Be'Alef Tshri (בְּ'א תשִׁרֵי) - Em primeiro de Tshri. Por esta razão o ano novo é também importante, pois é a oportunidade para corrigirmos a fragmentação e a nossa queda e repararmos nossas vidas causando "Mudanças"

A segunda palavra que devemos analisar é a palavra "Mazal (מַזָּל)" que signfica "sorte, destino" e também "constelação" pois, a sorte e o destino de uma pessoa dependem do seu mazal, ou seja, da constelação que influenciou a sua concepção e o seu nascimento.

A compreensão destes segredos é que nos dá a habilidade para elegermos ferramentas espirituais adequadas para mudarmos a nossa sorte, o nosso destino e erradicar o nosso karma, pois, a gematria atba'sh de "Shonêh maqom, shonêh mazal" é 566 que é a mesma de "Tikun (תִּיקּוּן)". Este movimento de mudança de lugar se inicia com um movimento para o interior, para dentro de nós, uma introspecção, viagem interior e resulta na mudança de lugar físico, estabelecendo nosso corpo nossa alma sob a influência de outra constelação, favorecendo o nosso destino.

"Considera toda as obra de D'us; quem poderá endireitar o que ele fez torto (רְאֵה, אֶת-מַעֲשֵׂה הָאֱלֹהִים: כִּי מִי יוּכַל לְתַקֵּן, אֵת אֲשֶׁר עִוְּתוֹ.)?"

Qohelet 7:13

Se pode notar, no passuq acima, que eu destaquei em vermelho a palavra "le'takën (לְתַקֵּן)" que é o verbo radical de origem de "tikun (תִּיקּוּן)" que é consertar, endireitar, no sentido cármico.



"Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou (עֵת לָלֶדֶת, וְעֵת לָמוּת; עֵת לָטַעַת, וְעֵת לַעֲקוֹר נָטוּעַ);".

Qohelet 3:2


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Autor
Bën Mähren Qadësh
Dipankara Vedas

O Artesão Da Luz

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EVIDÊNCIAS DA PRESENÇA ALIENÍGENA NO PASSADO DA HUMANIDADE