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domingo, 26 de abril de 2026

Talmud Bavli: Ona'at Devarim e Kevod HaTorah (A Honra da Torá)


"E não oprimireis cada um ao seu próximo; e temerás o teu Deus, pois Eu sou Havayah, vosso Deus." (Vayikra 25:17)

Ona'at Devarim (אונאת דברים): A palavra Ona'ah geralmente se refere a fraude financeira, mas os sábios explicam que o versículo de Vayikra se refere a "fraude verbal" — o ato de insultar, constranger ou causar dor emocional a alguém com palavras.

O Talmud e o código de leis Shulchan Aruch listam comportamentos específicos que se enquadram nesta categoria, dentre eles: Desenterrar o Passado (Ferir a Identidade): É proibido lembrar alguém de falhas antigas ou de uma origem da qual a pessoa se envergonhe. Opressão por meio de Conselhos Mal-intencionados: Dar um conselho que parece útil, mas que na verdade visa o benefício do aconselhador ou o prejuízo do aconselhado. Humilhação Intelectual ou Profissional: Colocar alguém em "xeque" publicamente para demonstrar superioridade, fazer uma pergunta técnica difícil a alguém que você sabe que não conhece a resposta, apenas para expor a ignorância da pessoa perante outros. Atribuição de Culpa: Dizer a alguém que está sofrendo (como uma doença ou perda financeira) que isto é um castigo pelos seus pecados.

Para entender melhor essa questão, vamos nos aprofundar nos trechos do Bava Metzia 59a:

"E disse Mar Zutra bar Tuvia em nome de Rav — e alguns dizem que foi Rav Chana bar Bizna em nome de Rabi Shimon Chasida, e outros ainda dizem que foi Rabi Yochanan em nome de Rabi Shimon ben Yochai: 'É melhor para um homem lançar-se em uma fornalha ardente do que branquear a face de seu próximo em público.'"

("Branquear a face" הלבנת פנים): É a expressão idiomática hebraica para "envergonhar". Quando alguém sente uma vergonha súbita e intensa, o sangue foge do rosto, deixando a pessoa pálida. O Talmud compara isso a "derramar sangue" - assassinato espiritual)

"De onde aprendemos isso? De Tamar, nora de Judá. Quando foi levada para ser queimada. Ela possuía provas de que o sogro, Judá, era o pai de seu filho. Em vez de confrontá-lo publicamente e humilhá-lo, ela enviou os objetos de forma privada, dando a ele a chance de confessar por vontade própria sem ser exposto por ela. Ela estava disposta a morrer queimada para não envergonhá-lo. E ela disse: Examina estes, de quem são esses, o sinete, as cordas e o cajado?" (Gênesis 38:24–25).

Rav Hinnana, filho de Rav Idi, diz: Qual é o significado do que está escrito: "E não maltratareis cada um seu colega [amito]" (Levítico 25:17)? A palavra amito é interpretada como uma contração de im ito, que significa: Aquele que está com ele. Com aquele que está com vocês na observância da Torá e das mitzvot, não o maltratareis. (...)"

Ainda no Tratado Bava Metzia 59a vemos como Hashem reage de forma "pessoal" e imediata ao sofrimento de quem foi humilhado:

"Disse Rav Chisda: Todos os portões [do Céu] estão trancados (ou seja, as orações podem encontrar barreiras), exceto os Portões da Opressão (Sha'arei Ona'ah), conforme está escrito: 'Eis que o Senhor estava em pé sobre um muro feito a prumo (Anach), e em Sua mão um prumo' (Amós 7:7).

Disse Rabi Elazar: Tudo é punido através de um mensageiro (um anjo ou intermediário), exceto a opressão, conforme está escrito: 'e em Sua mão um prumo'."

O Talmud sugere que, em tempos de exílio ou por conta dos pecados, as orações comuns podem enfrentar dificuldades para "subir". No entanto, o clamor de alguém que foi injustiçado ou humilhado atravessa qualquer barreira instantaneamente. O "Portão da Opressão" nunca se fecha.

O texto bíblico usa Anach (אֲנָךְ) para significar um "prumo" (ferramenta de pedreiro para medir a verticalidade). Os sábios fazem uma exegese (interpretação) criativa: a palavra soa como Anachah (gemido/suspiro) daquele que foi humilhado, indicando que Hashem mesmo inflige retribuição.

Agora, no final do Bava Metzia 59a e iniciando o 59b, o Talmud introduz uma das histórias mais dramáticas e famosas de toda a literatura rabínica: a disputa sobre o Forno de Akhnai. Este é o prelúdio técnico (sobre leis de pureza ritual) que desencadeará o confronto entre Rabi Eliezer e a maioria (dos Sábios).

"Aprendemos lá [em uma Mishná]: Se alguém o cortou [um forno] em anéis, e colocou areia entre cada um dos anéis — Rabi Eliezer declara [o forno] puro, e os Sábios o declaram impuro."

Para entender a disputa, precisamos entender a "engenharia" desse forno: De acordo com a lei da Torá, um utensílio de barro que se torna impuro (tamei) não pode ser purificado em um Micvê (banho ritual). A única solução é quebrá-lo. Uma vez quebrado, ele deixa de ser um "utensílio" e a impureza desaparece. Se alguém pegou um forno de barro impuro e o cortou horizontalmente em anéis (fatias). Depois, remontou o forno colocando areia entre as fatias, talvez cobrindo tudo com uma camada de gesso por fora para mantê-lo unido. Rabi Eliezer argumenta que, como o forno foi cortado em pedaços e há areia separando-os, ele tecnicamente está "quebrado". Não é mais um utensílio íntegro, portanto a impureza se foi.

Os Sábios, no entanto, argumentam que, como o forno ainda funciona perfeitamente e mantém sua forma, ele é funcionalmente um utensílio. A areia é apenas um artifício. Portanto, ele continua impuro.

Este objeto ficou conhecido como o "Forno de Akhnai". O Talmud explica logo em seguida que o nome Akhnai (serpente em aramaico) foi dado porque os sábios "envolveram" Rabi Eliezer com argumentos lógicos como uma serpente, ou porque a discussão foi tão "venenosa" que causou grandes divisões.

Esta disputa não é apenas sobre cerâmica; ela é o ponto de partida para discutir a autoridade da maioria versus a revelação individual, e terminará com a famosa intervenção divina que os sábios recusarão, dizendo: "A Torá não está no céu". Continuemos o episódio...

Agora o Talmud explica o nome do forno e descreve o início do confronto intelectual que se tornaria um dos momentos mais surreais da tradição rabínica.

Bava Metzia 59b: 

"E este é o 'Forno de Akhnai'. O que significa 'Akhnai'? Disse Rav Yehuda em nome de Shmuel: [Significa] que eles cercaram [o assunto] com argumentos como esta serpente (Akhna), e o declararam impuro. Foi ensinado [em uma Baraita]: Naquele dia, Rabi Eliezer trouxe todas as respostas [argumentos] do mundo, mas eles [os Sábios] não as aceitaram dele."

A palavra aramaica Akhna significa serpente. Há uma boa interpetação para essa metáfora, que é a lógica Implacável de nossos Sábios, eles formaram um círculo lógico tão fechado e perfeito em torno de Rabi Eliezer que ele não tinha por onde "escapar" com seus argumentos. Ou seja, eles o cercaram como uma serpente.

Rabi Eliezer era conhecido por sua memória prodigiosa e por ser um "poço selado que não perde uma gota" de tradição. Ele não estava apenas elaborando argumentos; ele estava citando todas as tradições e lógicas possíveis que conhecia desde o Sinai. No entanto, há um ponto de virada aqui: o intelecto e a tradição individual versus o consenso (da maioria). A Guemará enfatiza que, por mais brilhante que ele fosse, a maioria dos Sábios simplesmente não se viu convencida.

Como os argumentos lógicos de Rabi Eliezer não foram aceitos, ele recorre a demonstrações sobrenaturais para provar que a vontade divina está do seu lado.

"Ele [Rabi Eliezer] disse-lhes: 'Se a Halachá [lei] é como eu digo, que esta alfarrobeira o prove!' A alfarrobeira foi arrancada do seu lugar e se moveu cem côvados — e alguns dizem que foram quatrocentos côvados. Eles [os Sábios] disseram-lhe: 'Não se traz prova de uma alfarrobeira'. Ele voltou a dizer-lhes: 'Se a Halachá é como eu digo, que o canal de água o prove!' O canal de água começou a fluir para trás [em direção oposta]. Eles disseram-lhe: 'Não se traz prova de um canal de água'."

Depois de tentar convencer os Sábios com a botânica (a alfarrobeira) e a hidrologia (o canal de água), Rabi Eliezer convoca a própria arquitetura do local sagrado onde estão debatendo: o Beit HaMidrash (Casa de Estudo).

"Ele voltou a dizer-lhes: 'Se a Halachá é como eu digo, que as paredes da Casa de Estudo o provem!' As paredes da Casa de Estudo inclinaram-se para cair. Rabi Yehoshua repreendeu as paredes, dizendo-lhes: 'Se estudiosos da Torá discutem entre si sobre a Halachá, o que tendes vós com isso [qual a vossa natureza/negócio nisso]?' As paredes não caíram, em honra a Rabi Yehoshua, mas também não se ergueram, em honra a Rabi Eliezer; e elas ainda permanecem inclinadas."

Rabi Eliezer, vendo que nem a lógica nem os milagres físicos convenceram seus colegas, apela para a autoridade máxima do universo.

"Ele voltou a dizer-lhes: 'Se a Halachá é como eu digo, que do Céu o provem!' Saiu uma Bat Kol [Voz Celestial] e disse: 'O que tendes vós contra Rabi Eliezer? Pois a Halachá [lei] é como ele em todos os lugares!'"

Neste ponto, qualquer tribunal humano se renderia. Se o Próprio Autor da lei diz que um juiz está certo, o caso deveria estar encerrado, certo? Mas é aqui que a história toma outro rumo. Os Sábios "desafiarão" a Bat Kol. A resposta de Rabi Yehoshua é uma das citações mais famosas da história: לֹ֥א בַשָּׁמַ֖יִם הִ֑וא "Lo Bashamayim Hi" (Ela [a Torá] não está no céu).

"Rabi Yehoshua levantou-se sobre seus pés e disse: 'Ela [a Torá] não está no céu!' (Deuteronômio 30:12). O que significa 'Ela não está no céu'? Disse Rabi Irmeya: Significa que, como a Torá já foi entregue no Monte Sinai, nós não damos atenção a uma Bat Kol; pois Tu já escreveste na Torá no Monte Sinai: 'Deve-se inclinar [a decisão] segundo a maioria' (Êxodo 23:2). [Anos depois], Rabi Natan encontrou o profeta Elias e perguntou-lhe: 'O que o Santo, Bendito Seja Ele, fez naquela hora [quando Rabi Yehoshua disse isso]?' Elias respondeu: 'Ele sorriu e disse: Meus filhos me venceram! Meus filhos me venceram!'"

Rabi Yehoshua usa a própria Torá de Hashem para encontrar argumentos contra a lógica da Bat Kol. A lógica é profunda, pois no momento em que Hashem entregou a Torá aos judeus no Sinai, Ele transferiu a autoridade de interpretá-la para a mente humana. A Torá deixou de ser um objeto místico no céu e tornou-se a "Constituição" de Israel.

Se decisões pudessem ser mudadas constantemente, a lei seria instável e subjetiva. Ao insistir em "Seguir a maioria", os Sábios garantem que a lei seja baseada na razão, no debate e no consenso.

"Disseram: Naquele mesmo dia, trouxeram todos os objetos puros que Rabi Eliezer havia declarado puros e os queimaram no fogo [tratando-os como impuros, para marcar a autoridade da nova decisão]. E votaram sobre ele e 'abençoaram-no' [este é um eufemismo talmúdico para excomungá-lo, colocar em Cherem]. E disseram: 'Quem irá e o informará?'

Disse-lhes Rabi Akiva: 'Eu irei, para que não vá uma pessoa indigna e o informe, e acabe por destruir o mundo inteiro'."

Rabi Akiva era o discípulo mais próximo e brilhante de Rabi Eliezer. Ele se voluntariou por um motivo estratégico e empático, Akiva sabia que a notícia da excomunhão era um golpe mortal para a dignidade de seu mestre. Se alguém rude ou insensível desse a notícia, a dor de Rabi Eliezer seria tão profunda que sua reação (ou seu clamor a Hashem) poderia ter consequências catastróficas.

Como vimos no início da nossa conversa, a opressão (Ona'ah) de um justo abre os portões do céu instantaneamente. Rabi Akiva temia que, se o mestre fosse humilhado de forma "indigna", a ira divina ou o poder espiritual de Rabi Eliezer desestabilizariam a própria existência.

O Talmud usa o termo "abençoar" (Berchuho) para não proferir a palavra "amaldiçoar" ou "excomungar" em relação a um sábio tão grande. Isso mostra que, mesmo ao puni-lo para preservar o sistema jurídico, os Sábios sentiam o peso e a reverência devida a ele.

Rav Akiva entendeu que a forma como a verdade é dita é tão importante quanto a verdade em si. Esta é uma das cenas mais melancólicas do Talmud. Rabi Akiva demonstra aqui como cumprir uma tarefa dolorosa minimizando a Ona'at Devarim (opressão verbal) através do uso de símbolos em vez de palavras cortantes.

"O que fez Rabi Akiva? Vestiu-se de preto e envolveu-se em mantos pretos, e sentou-se diante dele [de Rabi Eliezer] a uma distância de quatro côvados. Disse-lhe Rabi Eliezer: 'Akiva, o que há de diferente hoje?' Disse-lhe [Akiva]: 'Rabi, parece-me que os teus colegas estão se afastando de ti.' Ele [Rabi Eliezer] também rasgou suas vestes, descalçou seus sapatos, deslizou e sentou-se sobre o chão."

Rabi Akiva usa uma linguagem corporal e verbal extremamente cuidadosa para não envergonhar seu mestre diretamente: O Luto (Vestes Pretas): No judaísmo, o luto e a excomunhão compartilham sinais externos. Ao vestir preto, Akiva sinaliza que algo trágico aconteceu, preparando o estado emocional de Rabi Eliezer sem precisar dizer "você foi expulso". De acordo com as leis do Cherem (excomunhão), as pessoas devem manter essa distância do excomungado. Em vez de dizer "nós te excomungamos", ele usa a expressão: "Parece-me que os teus colegas estão se afastando de ti". Ele fala como se fosse um observador externo, suavizando o golpe e tratando a decisão com uma tristeza compartilhada, não como um ataque pessoal.

A reação de Rabi Eliezer é a de quem entra em luto profundo por si mesmo: Rasgar as vestes e descalçar os sapatos: São os sinais clássicos de luto (Shivá). Sentar-se no chão: Ele aceita o veredito da maioria imediatamente, apesar de saber que, no Céu, ele estava certo. Aqui chegamos à manifestação física e catastrófica daquilo que discutimos no início: a força da lágrima de quem é oprimido. O Talmud descreve que a dor de Rabi Eliezer foi tão profunda que a ordem natural do mundo foi abalada.

"Seus olhos [de Rabi Eliezer] derramaram lágrimas, [e como consequência] o mundo foi atingido: um terço das azeitonas, um terço do trigo e um terço da cevada [foram destruídos/estragados]. E há quem diga: até a massa nas mãos de uma mulher inchou [e estragou]. Foi ensinado: Houve uma grande ira (ou desastre) naquele dia, pois em todo lugar para onde Rabi Eliezer voltava seu olhar — era queimado."

Estas são as lágrimas de um homem justo (Tzadik). Rabi Eliezer possuía uma "energia espiritual" tão intensa que sua tristeza se transformou em um poder destrutivo.

O Bava Metzia continua. Raban Gamliel era o Nasi (Príncipe/Líder do Sinédrio) e foi quem tomou a decisão institucional de excomungar Rabi Eliezer para manter a unidade do povo.

"E até o próprio Raban Gamliel estava vindo em um navio [naquele momento]. Levantou-se sobre ele uma onda gigante para afundá-lo. Ele disse: 'Parece-me que isto não é por outra razão senão por causa de Rabi Eliezer ben Hurcanus'. Levantou-se sobre seus pés e disse: 'Soberano do Universo, é revelado e conhecido diante de Ti que não para minha honra eu fiz [isso], nem para a honra da casa de meu pai eu fiz, mas sim para a Tua honra, para que não se multipliquem as controvérsias em Israel'. O mar descansou de sua fúria."

Raban Gamliel não é apresentado aqui como o vilão da história, mas como um líder enfrentando um paradoxo trágico: O mar, que representa o caos e a força da natureza, reage à dor de Rabi Eliezer. É a manifestação física do conceito de que "os portões da opressão (Ona'ah) não se fecham". A dor do oprimido "persegue" o opressor, mesmo que este tenha agido por vias legais.

Raban Gamliel não pede desculpas pelo veredito, mas esclarece sua intenção. Ele argumenta que, se cada sábio pudesse desafiar a maioria com milagres, o sistema jurídico desmoronaria e o povo se dividiria em seitas. Sua intenção era o bem comum (Lishmá). O fato de o mar se acalmar indica que Hashem aceitou a justificativa de Raban Gamliel. No entanto, o fato de a tempestade ter começado prova que, mesmo com boas intenções, a dor causada a um indivíduo tem um custo espiritual altíssimo, principalmente se ele possui uma alma tão sagrada.

"Ima Shalom era a esposa de Rabi Eliezer e irmã de Raban Gamliel. Daquele incidente em diante [a excomunhão], ela não permitia que Rabi Eliezer 'caísse sobre seu rosto' [fizesse a oração do Tachanun, na qual se recitam súplicas intensas que poderiam incluir clamores contra quem o magoou].

[O Taḥanun (תחנון), também chamado Nefilat Apayim (“prostração do rosto”), é a oração de súplica recitada após a Amidá nas preces de Shacharit e Minchá em dias comuns.]

Naquele dia, era o início do mês (Rosh Chodesh), e ela se confundiu entre um mês 'cheio' [de 30 dias] e um mês 'faltante' [de 29 dias] — ou, como alguns dizem: um pobre veio e parou à porta, e ela saiu para lhe dar um pedaço de pão."

Ima Shalom está em uma posição impossível: ela é a ponte entre os dois protagonistas, ela é a esposa do homem humilhado (Rabi Eliezer) e irmã do líder que ordenou a humilhação (Raban Gamliel). Ela conhece a lei da Torá: "Todos os portões estão trancados, exceto os portões da opressão". Ela sabe que, se o marido rezar com o coração partido, a oração será atendida e seu irmão morrerá.

"Cair sobre o rosto" (Tachanun): É o momento da liturgia judaica de maior vulnerabilidade e súplica pessoal. Ima Shalom vigiava o marido 24 horas por dia para impedir que ele fizesse essa oração específica, servindo como um "escudo espiritual" para o seu irmão. O Talmud oferece duas explicações para o momento em que a guarda dela falhou: Ela achou que naquele dia, por ser feriado (Rosh Chodesh), o Tachanun não seria recitado (é a regra litúrgica), mas ela errou o cálculo dos dias. Ou então, ela se distraiu com um ato de bondade (dar pão a um pobre).

"Ela [Ima Shalom] o encontrou caído sobre o seu rosto [em oração]. Ela lhe disse: 'Levante-se! Tu mataste o meu irmão!' Enquanto isso, saiu o toque do Shofar da casa de Raban Gamliel, [anunciando] que ele havia falecido. Ele [Rabi Eliezer] perguntou-lhe: 'Como tu sabias [que ele morreria]?'

Ela lhe respondeu: 'Assim recebi como tradição da casa do pai de meu pai: Todos os portões estão trancados, exceto os portões da opressão (Ona'ah)'."

 Rabi Eliezer não precisou rezar especificamente pela morte do cunhado. Apenas o ato de "cair sobre o rosto" e derramar sua angústia perante Hashem foi o suficiente. Como ele foi vítima de Ona'at Devarim (foi humilhado e isolado), o "canal" de sua oração estava escancarado. Ima Shalom cita exatamente a frase de Rav Chisda que vimos no começo.

Toda essa longa história do Forno de Akhnai foi inserida no Talmud para ilustrar um único ponto prático: o perigo de ferir os sentimentos de outra pessoa, e pior ainda se essa pessoa é um tazdik cumpridor da Torá, conforme vimos no início deste artigo, veja lá "Qual é o significado do que está escrito: "E não maltratareis cada um seu colega [amito]" (Levítico 25:17)? A palavra amito é interpretada como uma contração de im ito, que significa: Aquele que está com ele. Com aquele que está com vocês na observância da Torá e das mitzvot, não o maltratareis."

A preservação da dignidade alheia é colocada no mesmo nível da preservação da própria vida. No pensamento judaico, destruir a reputação de alguém publicamente é visto como uma forma de assassinato espiritual.

Razá Ilaáh!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Sonho: Doctor Who & a Atlântida



DOCTOR WHO
Uma Regeneração De
Chaim Vital

"Não há nenhuma geração na qual não haja algum como Abraão, Yitzchaq, Ya'aqóv, David ha'Melech, Rabbi Aqiva, Rabi Iochanan Ben Zaccai, Rabbi Chaim Vital e Rabbi Yitzchaq Lúria. Este é o segredo da reencarnação."

Baseado em Sha'ar Ha'Gilgulim

No décimo sexto ano do segundo milênio depois de Cristo, no 248º dia[1] desse ano bissexto, sonhei que eu era o Doctor Who e que estava procurando a Atlântida. Ao despertar, fiz uma anotação na capa interna do livro “Doctor Who: 12 Doutores – 12 Histórias”. Este sonho que a princípio pode se parecer com uma fábula, mas não o é, pois foi, na verdade, uma revelação vinda da alma do meu amado Professor, o Sagrado Leão de Safed, o Rabino Isaac Lúria, a Santa encarnação do Anjo Raziel, como ele mesmo me revelaria, e que veio para despertar a minha centelha sagrada para que eu tivesse indícios verdadeiros da minha verdadeira identidade espiritual. A evidência de que foi a alma do meu Mestre será apresentada neste relato.

Qual o segredo desse sonho? E qual o mistério que o meu Sagrado Processor queria revelar à minha alma? A explicação é como se segue: A maior parte do mistério está na gimatria do título da personagem Doctor Who quando transliterado para o hebraico e que é 336.

דוקטור הו

Este valor, 336, é exatamente o mesmo do título e nome Rabbi Chaim Vital (רבי חיים ויטאל) o mais proeminente discipulo do Arizal (אריז"ל)  e o único autorizado por ele a ensinar a verdadeira Sabedoria da QABALÁH.

CHAIM VITAL

Chaim Vital nasceu em 23 de outubro de 1542[3] na aldeia de Safed, que ficou conhecida como a cidade dos qabalistas e faleceu no dia 23 de abril de 1620[4] no calendário gregoriano. Seu nome, Chaim Vital (חיים ויטל), quando escrito com grafia comum sem a letra “alef (א)” que é o segredo da unificação da sua alma com a centelha do Arizal, possui gimatria igual a 123 e o dia do seu falecimento no vigente calendário juliano na época de sua morte foi o 123º[5] dia naquele sistema.

Doctor Who estreou na televisão britânica na noite do dia 23 de novembro de 1963, noite essa que foi correspondente à noite do dia 7 de kislev de 5724. Ora, a gimatria de 7 de kislev (vlsk z) é igual a 123 que é o mesmo valor numérico do nome Chaim Vital.

Então, Doctor Who possui a mesma gimatria de Rabbi Chaim Vital e estreou na noite de 7 de kislev cuja gimatria é a mesma do nome Chaim Vital que faleceu no dia 123 do ano de 1620. Seriam estas aparentes coincidências um mero acaso? Ou Doctor Who é a regeneração do Rabino Chaim Vital?


O ator William Hartnell foi o primeiro a atuar reencarnado a personagem Doctor Who na televisão britânica e, não por acaso, ele faleceu em 23 de abril de 1975 e, apenas para recordar, Chaim Vital faleceu no mesmo dia e mês 355 anos antes.

 A CIDADE PERDIDA DE ATLÂNTIDA 
revelando a alma de Jonas

Este sonho que me foi dado e que foi uma mensagem da alma do meu Sagrado Professor, veio para revelar um segredo sobre a minha própria alma e sobre minha particular regeneração e aconteceu quase um ano depois dos episódios “Under The lake” e “Before The Flood[6]” que foi transmitido nas noites de 3 e 10 de outubro de 2015 e que naquele ano foram a 276º e a 283º noites do décimo quinto ano do segundo milênio. O valor 283 é o mesmo da expressão “Ani K’var (אני כְּבָר)” e que pode ser compreendida como “Eu venho do passado” uma vez que, o termo “K’var (כְּבָר)” se traduz para “Passado” ou até mesmo “Antes” e o valor 276 contém a gimatria da expressão aramaica-hebraica “Razá Chaim (רזא חיים)” que se traduz “O Mistério de Chaim (Vital)”.

Em “Sha’ar Há’Gilgulim (Portal das Reencarnações)” obra esta, escrita por Chaim Vital e compilada no ano 5373 quando ele tinha setenta anos de idade e que pode ser chamada de “O Livro Azul das Regenerações do Doutor[7]” na Introdução 38, Chaim Vital menciona as palavras do Rabino Yehudá Baguilair sobre o que o Arizal lhe avisa revelado sobre a proximidade que o mestre possuía com ele e sobre o segredo de suas regenerações. Isso é o que foi mencionado:

“O Rabbi Yehudá Baguilair também me disse o que meu mestre lhe havia relatado sobre a proximidade que meu mestre tinha comigo. Ele também me disse que sobre mim foi dito: “Má she’hayá hú she’hayá (מַה-שֶּׁהָיָה, הוּא שֶׁיִּהְיֶה) – O que já foi, voltará a ser...[8]”

Sha’ar Há’Gilgulim – Há’Qadmá 38

No Livro Azul das Regenerações do Doutor, Chaim Vital também menciona um grande número de suas regenerações desde Kayin Bem Adam Há’Rishon[9]. Eis a lista do numero das regenerações do Doutor:

"Caim, Keinan, Mahalelel, Yuval, Yavel, Lemech, Issachar, Shelah ben Judá, Jetro, Nadab, Abihú, Nachshon ben Aminadav, Netanel ben Tzo'ar, Korach (o calvo), Datã, Abiram, Pinchás, Otaniel ben Kenaz. , Karmi pai de Acã, Shamgar ben Anat, Sansão, Elcaná, Samuel o profeta, Aviah ben Shmuel, Chaver Hakini, Ya'el a esposa de Chaver Hakini, Ephlal, Sismai o amigo do pai de Sucho, Yishbach o pai de Ish Tamua, Yashuv, Lechem, Jessé, pai de David, Avishai ben Tzroya, Shima, irmão de Davi, Do'eg, Achitophel, Aviah ben Roboam, Elias, o profeta, Eliseu, o profeta, Jonas ben Amitai, Chiel Beit Ha'eli, Navot Hayizraeli, Michah Hamorashti, Nachum Ha'elkoshi, Ezequias o rei de Judá, Menasha ben Ezequias, Urias o Cohen, Zacarias ben Yevarchihu, Ezequiel o profeta, Eliyahu ben Berachel Habuzi, Chananiah o amigo de Daniel, Nedavia ben Yechaneyah o rei, Aneni ben Eliyoani".

Na lista cima extraída do Livro das Regenerações do Doutor (Vital) nos encontramos uma de suas regenerações como Jonas, o filho de Amitai. E quem foi Jonas? Ele foi aquele que esteve na Atlântida conforme explicado no Pirkê D’Rabbi Eliezer[10].

No episódio Under The Lake, a Tardis se materializa dentro de uma cidade no fundo de um lago na Escócia dentro da qual havia uma espaçonave alienígena que havia sido descoberta pelos habitantes dessa instalação aquática.

ONDE ESTÁ O PROFETA, O FILHO DE AMITAI

Em dezesseis de fevereiro de 2017, a 47ª noite no ano solar, me foi mostrado, durante outro sonho, uma escritura hebraica na qual eu podia ler "Eifo ha'navi ben-Amitai (yaGtimá'-¤eb 'yibÃnh hOpyE') - Onde está o profeta, o filho de Amitai?" Ao mesmo tempo em que eu ouvia esta frase sendo proclamada nos Céus (Academia Celestial). Ora, o profeta, o Filho de Amitai, é o profeta Jonas!

Durante o sonho eu senti a presença do meu amado Professor, o Sagrado Leão de Safed (Ha'Ari Ha'Qadosh) e sabia que ele queria me dar um segredo. Ao acordar e ainda com esta impressão mística na memória da alma, procurei nela a assinatura do meu amado Mestre. Calculei a gimatria das letras na oração que li e ouvi e descobri o valor 667. 

Jonas foi enviado à Grande Cidade de Nínivêh para a conduzir à Teshuva, ao invés de obedecer ao comando do Divino, ele tentou fugir. Lançado ao mar, um grande peixe que foi criado no crepúsculo da criação foi enviado para o resgatar, conforme escrito no Pirkê d'Rabbi Eliezer:

"Rabi Tarphon disse: aquele peixe Foi especialmente designado no sexto dia da Criação para engolir Jonas, como se diz, "E Adonai preparou um grande peixe para engolir a Jonas (ibid.)". Ele entrou na boca do peixe, assim como um homem entra na grande sinagoga, e ele estava de pé. Os dois olhos dos peixes eram como janelas de vidro dando luz a Jonas".

A História De Jonas - Pirkê d'Rabbi Eliezer

Dentro do peixe Jonas viu salas como a de um palácio e pelos olhos do peixe contemplou os mistérios no fundo do mar, conforme relatado no Zôhar: 

"Ele viu na barriga do peixe um espaço aberto e as salas de um palácio e os dois olhos do peixe brilhando como o sol ao meio-dia. Dentro dele havia uma pedra preciosa que iluminava tudo ao redor e fez visíveis as maravilhas do fundo do mar". 

A História De Jonas - Pirkê d'Rabbi Eliezer


No ventre do peixe havia uma pérola suspensa que falou com Jonas. Está pedra preciosa era o Sipra Raziel Ha'Malach (O Livro Do Anjo Raziel) que havia sido dado a Adão no Jardim do Éden, conforme escrito no Sêfer ha'Razim (Livro dos Mistérios):

"Este livro de mistérios que foi dado a Noé filho Lamech, filho de Matusalém, filho de Enoch, filho de Jared, filho de idade Mahalalel, filho Kenan, filho de Enos, filho de Seth, filho de Adão, pela boca do Anjo Raziel que o escreveu em sua vinda antes de entrar na Arca. E foi escrito em pedra safira de luz... (זה ספר מספרי הרזים שנתן לנוח בן למך בן מתושלח בן חנוך בן ירד בן מהללאל בן קינן בן אנוש בן שת בן אדם, מפי רזיאל המלאן בשנת ביאתו לתבה לפני כניסתו. ויכתבהו באבן ספיר באר)".

Sêfer Ha'Razim - Introdução

Jonas, que foi engolido pelo grande peixe, foi como Noé que entrou na Arca para se esconder da inundação e tudo isso foi para revelar que eu sou a reencarnação do Rabino Chaim Vital e que ele reencarnou na personagem Doctor Who para ensinar os segredos do seu livro Azul das Regenerações (Shar’ar Há’Gilgulim – O Portal das Reencarnações) ao mundo todo. Doctor Who é a reencarnação do Rabino Chaim Vital e o Rabino Chaim Vital reencarnou na personagem Doctor Who e eu sou a reencarnação de ambos.

“Personagens são almas e almas sempre reencarnam.”

Bën Mähren Qadësh – O Autor

Por que a proclamação conclamando a centelha de Jonas ressoou nos céus na noite do dia 47 no ano solar? O valor 47 é a gimatria do Nome Divino “Omm (Mva)” que permite a viagem astral e o restante de dias que sobram no calendário solar são 318 que é a gimatria do nome Eliezer. E onde lemos os segredos sobre Jonas? No Pirkê D’Rabbi Eliezer!

Sim, foi o meu amado Professor, o Sagrado Leão de Safed, quem me revelou este profundo mistério e foi por esta razão que o sonho veio na noite do dia 248 do ano solar porque, o valor 248 é a gematria de Arizal e de Raziel.

No mesmo ano no qual esta proclamação conclamando a alma de Jonas em mim ressoou nos céus, eu viajei a Israel e ao entrar na cidade velha, passei pelo Portão de Jaffa (Sha’ar Yaffo), o mesmo pelo qual Jonas atravessou para tomar o navio para Tarsis. E qual é a gimatria Mispar Kollel de Sha’ar Yaffo (-שער יפו)? É 667 que é a mesma de Rabi Yitzchaq Lúria! Se deve notar aqui que Sha'ar e Yaffo estão unidos por um "makef (hífen)" e portanto, são considerados uma única palavra.

No mesmo ano no qual o sonho no qual eu era o Doctor Who e estava procurando Atlântida, eu recebi, no dia 17 de junho, a visita de uma jovem que veio de Amisterdã apenas para encontrar comigo. O nome desta jovem é Ninivêh, o nome da cidade para qual Jonas foi enviado. Tudo isso aconteceu para revelar a centelha de Jonas em mim, assim como também foi revelado ao Rabino Chaim Vital pelo Arizal.


Para melhor compreensão, acesse este link:

AUTOR
BËN MÄHREN QADËSH
"DOCTOR WHO - AS REGENERAÇÕES DO DOUTOR"
(EM PROCESSO DE ESCRITA)





[1] Domingo, 4 de setembro de 2016.
[2] “Há’Elohei Rabbi Yitzchaq, zachor le’tov (O Divino Rabino Yitzchaq, de boa lembrança).”
[3] 1º de Heshvan de 5303.
[4] 30 de Nissan de 5380.
[5] 3 de maio de 1620
[6] No Fundo do Lago e Antes do Dilúvio – o 3º e o 4º episódios da 9ª temporada com Peter Capaldi
[7] Livro mencionado em alguns dos episódios do 11º Doutor. Na verdade, um livro de capa azul contém as menções da linha do tempo do Doutor e mantido por River Song, a esposa do Doutor.
[8] Eclesiastes 1:9
[9] Cain, o filho de Adão.
[10] Capítulo do Rabino Eliezer

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Arca Bio-Genética De Noé


Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. 

עֲשֵׂה לְךָ תֵּבַת עֲצֵי-גֹפֶר, קִנִּים תַּעֲשֶׂה אֶת-הַתֵּבָה; וְכָפַרְתָּ אֹתָהּ מִבַּיִת וּמִחוּץ, בַּכֹּפֶר.

Gênesis 6:14

Quanto mais investigo, mais fica claro que seres extraterrestres e seres intra terrenos ajudaram Noach (Noé) a preservar todo o DNA do mundo (Marte) e trazê-lo para a Terra depois do Dilúvio. A Arca era uma "chalalit (חללית) - um navio espacial".

Eu encontrei uma evidência que não pode ser desprezada e que deixa claro que a Arca era mesmo uma espaçonave:

"Rabi Meir disse: Uma pérola estava suspensa na Arca, e derramava luz sobre todas as criaturas, como uma lâmpada que ilumina dentro de uma casa, e como o sol que brilha em seu poder". 

Excerto do Pirkê D'Rabbi Eliezar

O que era esta pérola que estava suspensa dentro da Arca? Na mesma obra existe uma outra referência a esta misteriosa pérola suspensa citada pelo mesmo sábio:

Rabi Meir disse: Uma pérola estava suspensa dentro do ventre do peixe e deu iluminação a Jonas, como o sol que brilha com sua força ao meio-dia; e mostrou a Jonas tudo o que estava no mar e nas profundezas, como se diz: "A luz é semeada para os justos".

Excerto do Pirkê D'Rabbi Eliezar

Esta citação foi sobre o peixe bio-mecânico que tragou jonas e o levou à cidade submarina (Atlântida) e que lhe revelou os segredo ocultos nas profundezas do mar e do futuro da Era messiânica. Para ler este artigo, clique aqui.

Por esta citação confirmamos que a Arca de Noé era também uma máquina, um navio extraterrestre ou intra terreno, um silo que armazenou todo o DNA do mundo (marte) antes que fosse destruído.

Ainda sobre a Arca, o Zôhar faz uma citação enigmática que nos leva a ter mais certeza que ela era uma especie de silo extraterrestre ou intra terreno: 

"Venha e veja: assim era com Noé abaixo. Noé era a aliança sagrada abaixo. E ele é chamado de "Homem da terra (Isha Ha'Adamá)". Então, agora aprendemos um segredo, que Noé precisava da Arca para que ele pudesse se unir a ela e preservar a semente de todo o mundo. Como está escrito: "manter a semente viva (לְחַיּוֹת זֶרַע)" - Beresheet 7: 3.



Quando eu estava estudando esta Porção do Zôhar, encontrei uma evidência sobre a qual já havia postulado e publicado, de que Noé era de Marte. O Zôhar o chama de "Ish Ha'Adamá (אִישׁ הָאֲדָמָה)". Ora, Adamá (אֲדָמָה) é o nome hebraico na Torá para Marte (Ma'adim). Marte sofreu destruição pela água e isto foi confirmado recentemente por um artigo publicado na Revista Nature:

"Este mistério pode começar a ser resolvido a partir de um estudo publicado na revista Nature Scientific Reports e liderado pelo pesquisador Alexis Rodriguez, do Planetary Science Institute, do estado americano de Arizona. De acordo com a pesquisa, Marte foi castigado por dois gigantescos mega-tsunamis há cerca de 3 bilhões de anos e estes fenômenos, causados pelos impactos de asteroides, espalharam sedimentos pelo planeta, apagando as evidências de costas ou litorais. Os estudos de Rodriguez o levaram a concluir que o impacto do primeiro corpo estelar formou uma cratera de 30 quilômetros de diâmetro no fundo do oceano de Marte. Ainda segundo o pesquisador, as ondas geradas pela colisão foram de 120 metros de alturas e se espalharam por mais de 250 quilômetros do solo marciano. “Isso deve ter sido bem espetacular”, Rodriguez disse à Nature.


Particularmente não acredito que tenham sido apenas meteoros, mas, também cometas devido à perturbação causada por um tsunami cósmico originado pela explosão de duas estrelas nas Plêiades, conforme o Talmud narra:

"Nos últimos sete dias antes do dilúvio, quando os sinais terríveis e grande comoção encheu os céus, nos "últimos dias de descanso" durante o período final dos 120 anos que haviam sido dados, Deus mudou o curso da natureza: "Depois de sete dias (Gen. 7:4, 10)" - nestes últimos sete dias (7.000 anos), o Santo mudou a ordem da criação e o sol passou a nascer no oeste e se por no leste". Então começou o dilúvio. "Todas as fontes do grande abismo foram abertas, e as janelas (portais) dos céus se abriram. (Gênesis 7:11)". A água fluiu a partir do interior da terra e dirigiu-se para a superfície, e ao mesmo tempo uma chuva verteu-se não das nuvens, mas do universo, a partir de uma direção definida. As águas superiores correram através do espaço quando Deus removeu duas estrelas da constelação das Plêiades. Estas águas superiores eram quentes, ferviam não como águas da uma chuva comum. Os pecadores foram literalmente cozidos e foram punidos por águas ferventes, Deus ordenou que cada gota d'água passasse através do Geena antes de cair para a terra". 

Talmud Sanhedrin- 108b


Na própria Torá, dentro do Livro do Gênesis, existe criptografado o termo "Chalalit (Nave Espacial)" e que é cruzado pelo passuq onde D'us ordena Noé a construir a Arca:


No centro da matriz temos o termo hebraico "chalalit (nave espacial)" e abaixo dele em azul e com o mesmo salto equidistante temos "tavô (veio)" e cruzando ambos marcado em amarelo está "Assá lechá Teivá etzei gomer (עֲשֵׂה לְךָ תֵּבַת עֲצֵי-גֹפֶר) - Faça para você uma Arca de madeira de gômer... (Gênesis 6:14)".

O Mistério Da Pérola Suspensa
"מַרְגְּלָא עִלָּאָה"

O que era esta "pérola" sobre a qual Rabi Meir revelou estar suspensa (leviando) dentro da Arca e da máquina da Atlântida que salvou Jonas e também ao Taná Rabi Nehorai? Ela era o Sipra Raziel Ha'Malach (O Livro Do Anjo Raziel) que continha todos os segredos e mistérios da criação e com o qual Adão aprendeu a Qabalá de D'us no Jardim do Éden com o seu professor o Anjo Raziel. Esta pérola não era de madrepérola, mas de safira e era viva e falava, conforme descobrimos quando Rabi Meir a citou no caso de Jonas:

"Uma pérola estava suspensa dentro do ventre do peixe e deu iluminação a Jonas, como o sol que brilha com sua força ao meio-dia; e mostrou a Jonas tudo o que estava no mar e nas profundezas..."

A pérola revelou a Jonas os mistérios ocultos nas profundezas dos oceanos e assim também, o mesmo aconteceu a Noé:

"Uma pérola estava suspensa na Arca, e derramava luz sobre todas as criaturas, como uma lâmpada que ilumina dentro de uma casa, e como o sol que brilha em seu poder".

A palavra hebraica de onde "luz" é traduzida é "Ór (אוֹר)" e cuja a gematria é a mesma da palavra hebraica para mistério que é "Ráz" e cujo o equivalente aramaico é "Razá (רָזָא)", ou seja, esta "Luz" continha os mistérios do Livro de Raziel. No Jardim do Éden onde Adão foi colocado depois de ser criado, haviam inúmeras pedras preciosas e pérolas (mistérios) que D'us havia preparado para ele.

Imagine a beleza desta maravilhosa pérola viva que falou com Jonas revelando a ele mistérios que haviam sido revelado para Adão e seus descendentes, incluindo Noé.


Em hebraico a expressão para "Pérola Suspensa" é "Peniná Mosha'ah (פנינה מושעה)" e sua gematria é 838 que é a mesma de "Galô et ha'Gan Éden (גלה את גן עדן) - Revelar o Jardim do Éden. No Zôhar, a expressão para "Pérola Suspensa" é "Marg'lá Ila'áh (מַרְגְּלָא עִלָּאָה)" cuja gematria é 380.

O que é está pérola superior que fica suspensa sem o auxílio de mãos no ventre do peixe e dentro da Arca? O Zôhar diz: 

"Há duas pérolas e há uma cortina entre elas. A pérola supernal está escondida e não tem cor visível"

Zôhar Yitrô - As Duas Pérolas

Há muitos segredos aqui, mas eu vou resumir abrindo este mistério apenas. O Zôhar é um jardim fechado repleto de preciosidades no qual poucos tem permissão do hortelão para entrar. Somente os que possuem zechut (mérito) é que são convidados pelo Rei Santo para entrar no seu Jardim. O peixe é Zeir Anpin (chessed, guevurá, tiféret, netzach, hód e yesod) e a pérola que brilha suspensa no ventre do peixe é yesód - o Heichal ha'Sodot (Palácio dos Mistérios) onde poucos entram, pois não possuem permissão da Tara'a (sentinela).

As duas pérolas são "Malchut" que é a Arca e Biná e a cortina é Zeir Anpin. E a pérola que está escondida e que não tem cor? Ela é Chochmá - a Sabedoria Divina. A gematria 380 de Marg'lá Ila'áh que é 380 é a mesma de Mishlei () - Provérbios de Salomão, onde lemos: "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução".

Provérbios 1:7

E em seguida lemos: "Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe".

Provérbios 1:8

O Pai é chochmá que é a Sabedoria Divina, e a Mãe é Biná que é a Compreensão Divina. Estas duas são também duas pérolas.

Autor
Dipankara Vedas
"Eu Quero Acreditar"
Direitos Reservados


O Artesão Da Luz