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"Quando olho para os Céus, não estou procurando por um Deus que vive no espaço exterior, estou lendo as estrelas e ouvindo os seus mistérios (Tehilim 19)". Deepak Sankara Veda

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

O LIVRO SELADO DE DANIEL


Em 2010, publiquei a revelação sobre o que lemos e estudamos em Daniel capítulo 12 versículos 3 e 4: 

"E os sábios, pois, se iluminarão como o esplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos o esquadrinharão minuciosamente, e o conhecimento se multiplicará".

וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד. {פ} ד וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת.

Daniel 12:3,4

Qual seria a identidade deste Livro Selado? Poderia se tratar de qualquer interpretação fortuita e desprovida do conhecimento secreto do Dere'k Nistar (Caminho Escondido)? Vamos examinar minuciosamente o os versículos, claro, no original aramaico:

ג וְהַמַּשְׂכִּלִים--יַזְהִרוּ, כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי, הָרַבִּים, כַּכּוֹכָבִים, לְעוֹלָם וָעֶד. {פ} ד וְאַתָּה דָנִיֵּאל, סְתֹם הַדְּבָרִים וַחֲתֹם הַסֵּפֶר--עַד-עֵת קֵץ; יְשֹׁטְטוּ רַבִּים, וְתִרְבֶּה הַדָּעַת.

Através da criptografia, analisando o versículo, naquele ano, descobri que "Zôhar (זֹוֹהַר)" está codificado a cada 3 SAEs (Saltos Alfabéticos Equidistantes) no próprio versículo 3 a partir de "Yazhirú (יַזְהִרוּ)" que se traduz para "se iluminarão" e que tem raiz no termo "zôhar (זֹהַר)" que aparece logo a seguir em "ka'zôhar ha'raqia (כְּזֹהַר הָרָקִיעַ)" que se traduziu para "como o esplendor do firmamento" mas que literalmente se traduz para "como o Zôhar do firmamento" porque Zôhar é um nome próprio e nomes não se traduzem!

Treze palavras depois de "ka'Zôhar (כְּזֹהַר)" nós encontramos "ha'Sêfer (הַסֵּפֶר)" que se traduz para "O Livro" e o treze (13) aqui é muito importante porque alude às treze partes da barba do divino Atiqá Qadishá (Ancião Sagrado) citado por Daniel no capítulo 7 e aos treze atributos de misericórdia e ainda há outro segredo, o que se segue abaixo:

"Rabbi Shimon Bar Yochai (o Rashbi) escreveu o livro do Zohar. Isso aconteceu por volta do ano 150 da era comum. O Rabbi Shimon era um discípulo do famoso Rabbi Akiva (40ec – 135ec). O Rabbi Akiva e vários de seus discípulos foram torturados e mortos pelos romanos, que se sentiam ameaçados pelo ensinamento da Cabala. Eles esfolaram sua pele até os ossos com uma escova de aço para cavalos (como o atual ancinho). Em seguida à morte de 24.000 discípulos do Rabbi Akiva, o Rashbi foi autorizado pelo Rabbi Akiva e pelo Rabbi Yehuda Ben Aba a ensinar a Cabala às gerações futuras, tal como tinha sido ensinada a ele. O Rabbi Shimon Bar Yochai e quatro outros foram os únicos a sobreviver. Após a captura e prisão do Rabbi Akiva, o Rashbi escapou com seu filho, Elazar. Eles se esconderam numa caverna por 13 anos. Eles saíram da caverna com o Zohar, e com um método consolidado para estudar Cabala e atingir a espiritualidade. O Rashbi atingiu os 125 níveis que o homem pode alcançar durante sua vida neste mundo. O Zohar nos conta que ele e seu filho alcançaram o nível chamado ‘Eliahu o Profeta’, o que significa que o próprio Profeta os ensinou. O Zohar foi escrito de uma forma especial e única, a forma das parábolas, em aramaico – uma língua falada nos tempos bíblicos. O Zohar nos conta que o aramaico é o ‘inverso do hebraico’, o lado oculto do hebraico. O Rabbi Shimon Bar Yochai não escreveu, ele mesmo; ele transmitiu a sabedoria e o modo de alcançá-la de um modo organizado, ditando o conteúdo ao Rabbi Aba. Aba escreveu novamente o Zohar de um tal modo que somente aqueles que fossem merecedores pudessem compreendê-lo. O Zohar explica que o desenvolvimento humano divide-se em 6.000 anos, durante os quais a alma atravessa um contínuo processo de desenvolvimento, a cada geração. No fim do processo as almas alcançarão uma posição chamada ‘o fim da correção’, isto é, o nível mais alto de espiritualidade e plenitude. O Rabbi Shimon Bar Yochai foi um dos maiores de sua geração. Ele escreveu e interpretou muitos assuntos Cabalistas, que foram publicados e são bastante conhecidos até os dias de hoje. Por outro lado, o livro do Zohar desapareceu após ter sido escrito. Segundo a lenda, os escritos do Zohar foram mantidos ocultos numa caverna próxima de Safed, em Israel. Eles somente foram encontrados muitas centenas de anos após, por árabes que moravam naquela área. Um Cabalista de Safed comprou peixe no mercado um dia, e surpreendeu-se quando descobriu o valor imensurável do papel em que o peixe vinha embrulhado. Ele imediatamente comprou as demais folhas de papel dos árabes, e reuniu-as em um livro. Isso aconteceu porque a natureza das coisas ocultas é tal que elas precisam ser descobertas no momento apropriado, quando almas apropriadas tiverem reencarnado e entrado no nosso mundo. Foi assim que o Zohar pôde ser revelado após tanto tempo. O estudo desses escritos foi conduzido em segredo por pequenos grupos de Cabalistas. A primeira publicação do livro foi efetuada pelo Rabbi Moshe de Leon, no século XIII, na Espanha. O segundo período do desenvolvimento da Cabala é muito importante para a nossa geração. Esse foi o período do ‘ARI’, Rabbi Yitzchak Luria, que criou a transição entre os dois métodos do estudo da Cabala. A primeira vez em que a pura linguagem da Cabala apareceu foi nos escritos do Ari. O Ari proclamou o início de um período de estudo massivo e aberto da Cabala. O Ari nasceu em Jerusalém em 1534. Era criança quando seu pai morreu, e sua mãe o levou para o Egito, onde ele cresceu na casa de seu tio. Durante sua vida no Egito, ele se sustentava com o comércio, mas dedicava a maior parte do seu tempo a estudar Cabala. A lenda diz que ele passou treze anos anos isolado na ilha de Rodes, no Nilo, onde ele estudou o Zohar, livros dos primeiros Cabalistas e escritos de um outro Rabbi de sua geração, o ‘Ramak’, Rabbi Moshe Cordovero. Em 1570 o Ari chegou a Safed, Israel. Apesar de sua juventude, ele imediatamente começou a ensinar Cabala. Sua grandeza foi logo reconhecida; todos os sábios de Safed, que eram muito versados na Sabedoria oculta e revelada, vieram estudar com ele, e ele se tornou famoso. Por ano e meio seu discípulo, o Rabbi Chaim Vital, anotou as respostas a muitas questões que surgiram durante seus estudos. O Ari nos deixou um sistema básico para o estudo da Cabala, que ainda é usado hoje. Alguns desses escritos foram Etz haChayim (a árvore da vida), Sha’ar haKavanot (o portal das intenções), Sha’ar haGilgulim (o portal das reencarnações) e outros. O Ari morreu em 1572, ainda jovem. Segundo sua última vontade, seus escritos foram arquivados, para que sua doutrina não fosse revelada antes que chegasse a época certa. Os grandes Cabalistas forneceram o método e o ensinaram, mas sabiam que sua geração ainda não seria capaz de apreciar sua dinâmica. Assim, muitas vezes eles preferiram esconder, ou até queimar seus escritos. Sabemos que o Baal haSulam queimou e destruiu a maior parte de seus escritos. É especialmente significativo este fato, de que o conhecimento tenha sido escrito em papel, e a seguir, destruído. O que quer que tenha sido revelado no mundo material afeta o futuro, e é revelado com mais facilidade da segunda vez. O Rabbi Vital ordenou que outras partes dos escritos do Ari fossem escondidas e enterradas com ele. Uma parte foi entregue ao seu filho, que organizou os famosos escritos, os Oito Portais. Muito mais tarde, um grupo de estudiosos liderados pelo neto do Rabbi Vital retirou outra parte dos escritos do túmulo. O estudo do Zohar em grupos começou abertamente durante o período do Ari e então, prosperou por dois séculos. No grande período da Chassidut (1750 até o fim do século XIX), quase todo grande rabbi era um Cabalista. Apareceram Cabalistas, principalmente na Polônia, na Rússia, no Marrocos, no Iraque, no Yemen e em vários outros países. Então, no começo do século XX, o interesse em Cabala enfraqueceu até desaparecer quase completamente. O terceiro período do desenvolvimento da Cabala contém um método adicional às doutrinas do Ari, escrito nesta geração pelo Rabbi Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (escada), sobre o Zohar e os ensinamentos do Ari. Esse método é particularmente apropriado para as almas da geração atual. O Rabbi Yehuda Ashlag é conhecido como o ‘Baal HaSulam’, por causa de sua obra Sulam do Zohar. Ele nasceu em Lodz, Polônia, em 1885; absorveu um profundo conhecimento da lei escrita e oral em sua juventude e mais tarde, tornou-se um juiz e professor em Varsóvia. Em 1921 ele emigrou para Israel com sua família, e tornou-se o rabbi de Givat Shaul em Jerusalém. Ele já estava ocupado em escrever sua própria doutrina quando começou a esboçar o comentário sobre o Zohar em 1943. O Baal HaSulam acabou de escrever seu comentário sobre o Zohar em 1953. Ele morreu no ano seguinte e foi enterrado em Jerusalém, no cemitério Givat Shaul".



Fonte: Kabbalah Info

O Zôhar é o Livro Selado, e o que os cristãos fazem ao ignorá-lo e atribuir as origens da QABALAH SAGRADA ao demônio? Eles se separam do divino em si mesmos e o mundo espiritual e passam a servir ao Satan ao invés do Sagrado, bendito seja Ele.

O Zôhar é citado até no chamado "Novo Testamento (הברית החדשה)" na Carta aos Hebreus (אִגֶּרֶת אֶל־הָעִבְרִים) capítulo 1 versículo 3:

"O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;" .

 וְהוּא זֹהַר כְּבוֹדוֹ וְצֶלֶם עַצְמוּתוֹ וְנוֹשֵׂא כֹל בִּדְבַר גְּבוּרָתוֹ וְאַחֲרֵי טַהֲרוֹ אֹתָנוּ בְּנַפְשׁוֹ מֵחַטֹּאתֵינוּ יָשַׁב לִימִין הַגְּדֻלָּה בַּמְּרוֹמִים

Hebreus 1:3

Lembrando que Zôhar é um nome próprio e além disso um "ser celestial" com seis asas e, então, a tradução melhor para este verso seria:

"O qual, sendo o Zôhar da sua glória, e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, foi assentado à destra da majestade nas alturas;".

Sobre o Zôhar está escrito no próprio Sefer ha'Zohar: Há nos céus um Palácio Celeste chamado "Ahavah (AMOR)" e nele habita uma Criatura Viva que se chama Zôhar e sobre ela está escrito: "Está é a Criatura Viva que eu vi sobre o Rio K'var (כ הִיא הַחַיָּה, אֲשֶׁר רָאִיתִי תַּחַת אֱלֹהֵי-יִשְׂרָאֵל--בִּנְהַר-כְּבָר)" - Yechezkel capítulo 10 verso 20. E ainda em outro lugar, lemos: "E olhei, e eis uma semelhança como o aspecto de fogo; desde o aspecto dos seus lombos, e daí para baixo, era fogo; e dos seus lombos e daí para cima como o aspecto do Zôhar... (וָאֶרְאֶה, וְהִנֵּה דְמוּת כְּמַרְאֵה-אֵשׁ--מִמַּרְאֵה מָתְנָיו וּלְמַטָּה, אֵשׁ; וּמִמָּתְנָיו וּלְמַעְלָה, כְּמַרְאֵה-זֹהַר כְּעֵין הַחַשְׁמַלָה) - Ezequiel 8:2.

O verso nunca foi sobre Jesus, mas sobre o Zôhar. Foram os Papas que acrescentaram Jesus nestes pessuqim (versículos). E ainda sobre esta Criatura Viva chamada Zôhar, diz o próprio Zôhar que toda a existência abaixo é sustenta pela Sua palavra (Zôhar Parashat Pekudei) e não é isto que lemos no versículo de Hebreus?

D'us é uma alusão ao Atiqá Qadishá (Ancião Santo) também chamado de Atiq Iomin (עַתִּיק יוֹמִין) - O Ancião Antigo ou Antigo de Dias, e, à Sua direita está a Sefirá Chochmá (sabedoria escondida) a qual Daniel faz alusão quando menciona o aramaico "chachmatá". O trono é a sefirá Biná (compreensão divna) que está à esquerda.

Jesus foi um portador das palavras e da sabedoria do Zõhar, conforme lemos em Mateus capítulo 13:

"Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Por que falas ao povo por parábolas? " Ele respondeu: "A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não".

וַיִּגְּשׁוּ אֵלָיו הַתַּלְמִידִים וַיֹּאמְרוּ לָמָּה זֶּה בִּמְשָׁלִים תְּדַבֵּר אֲלֵיהֶם׃ 11 וַיַּעַן וַיּאֹמֶר כִּי לָכֶם נִתַּן לָדַעַת אֶת־סוֹדוֹת מַלְכוּת הַשָׁמָיִם וְלָהֶם לֹא נִתָּן׃

Mateus 13:10,11

Duas palavras são faladas aqui, uma é Da'at (Conhecimento da QABALAH) e a outra é Sodot que se refere aos segredos do Zôhar. Jesus era um cabalista!

Assim, convertam-se dos seus maus caminhos e deixem de ofender os Sábios e a Sabedoria e de seguirem os demônios que se vestiram com peles humanas, que pregam o ódio e a segregação, o preconceito e a altivez do ego que é o "deus" deles. Venham estudar o Zôhar e a Qabalah sagrada que é a luz que alimenta todos os Sábios e os profetas.

Autor
Bën Mahëran Qedësh
"Dipankara Vedas"

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O Artesão Da Luz

O Artesão Da Luz
Deepak Veda - Instrutor e compartilhador sobre a Sabedoria Espiritual. Sênior criptólogo especialista em Criptologia Divina. É escritor e autor de 14 obras, incluindo "Shem ha'Meforash - Os 72 Nomes De D'us" e "Guilgulim - O Portal Das Reencarnações".

Advertência

"Todas as palavras postadas aqui tem por finalidade a revelação dos mistérios das escrituras. Por mais duras que algumas vezes possam parecer, elas não tem finalidade de agredir, difamar, caluniar quaisquer pessoas, instituições, religiões ou quaisquer práticas religiosas e seus líderes. É certo que determinadas práticas e seus respectivos lideres precisam sim serem trazidos à luz, mas através da revelação da verdade"

Tradição

"Então, aqueles que são sábios brilharão como o esplendor (Zohar) do firmamento, e aqueles que retornaram à justiça para muitos, serão como as estrelas para sempre (Dani´El Péreq 12, 3º Passuq)".

Aviso

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